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21 de janeiro de 2015

Para onde caminha o surf?




2015 promete ser um ano de muitas mudanças no surf brasileiro e mundial. Já começamos o ano com o inédito e poderoso título mundial de Gabriel Medina, que provavelmente irá aquecer muito o pseudo-falido mercado nacional. Muitas mudanças também devem ocorrer a nível mundial com a estréia da World Surf League. Mas o que exatamente significa isso tudo? Será que as mudanças realmente virão para modificar a realidade do nosso esporte e das pessoas que trabalham com ele ou continuarão beneficiando só um pequeno grupo de “cartolas” e empresários?




30 de setembro de 2014

Para onde caminha o nosso esporte?


Nunca antes o surf brasileiro esteve tão na moda. Nomes como Adriano de Souza, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Raoni Monteiro são destaque no surf mundial e atletas de ponta no WCT.  O Gabriel Medina e o Adriano de Souza são atletas que fazem parte de uma elite dentro da elite do circuito mundial  e são esportistas com grande destaque nas mídias impressas, eletrônicas e televisivas. São atletas que levaram o surf brasileiro a um patamar nunca antes alcançado. Mais do que isso, o brasileiro Gabriel Medina é o líder do ranking mundial e considerado o grande favorito ao título mundial de 2014. Ironicamente, o surf nacional passa por seu pior momento em termos de mercado e de estrutura. Amadorismo na gestão das entidades e dos circuitos, a falta de interesse e de investimento por parte das marcas e muitas pessoas utilizando as federações para uso exclusivo de seus interesses particulares são algumas das principais causas do problema.  Leia a matéria completa aqui

30 de abril de 2014

Heitor Alves sem patrocínio


Algumas coisas são inexplicáveis no mundo do surf. Ver um atleta do calibre de Heitor Alves sem patrocínio é uma delas.
Veja a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/news/mercado/2014/04/heitor-alves-indonesia-2014/

21 de janeiro de 2014

Silvana Free



A surfista cearense Silvana Lima, uma das melhores e mais radicais surfistas de todos os tempos, acaba de lançar um site para arrecadar dinheiro para voltar à elite do surf mundial feminino. Já que os patrocínios não vieram, a atleta agora aposta na internet para ajudar a bancar seus custos de viagem.

Talentosa, dedicada e com um surfe muito radical, Silvana é uma das surfistas mais admiradas e respeitadas do mundo. Vale lembrar que a Silvana Lima foi a primeira mulher a executar aéreos no surfe, é a surfista brasileira com o melhor resultado no circuito mundial WCT, com dois vice-campeonatos mundiais e é a única surfista do Brasil na atualidade com chances de brigar pelo título mundial de surf profissional.

Acesse o site www.silvanafree.com e ajude a Silvana Lima a retornar à elite do surfe mundial.



Silvana é uma das grandes surfistas desse país e não deveria ficar sem patrocínio. Essa é mais uma prova da incompetência e da mesquinhez de alguns empresários das marcas de surfwear, que exploram o surfe e o mercado brasileiro, que faturam milhões de dólares todo ano mas que se esquivam de patrocinar eventos e atletas com desculpas esfarrapadas. 





10 de outubro de 2013

Para onde caminha o surf?



Frequentemente tenho me perguntado para onde caminha o surf. Até muito pouco tempo atrás, nosso esporte era visto como uma atividade quase rebelde, muito mais associada aos hippies e à contracultura do que aos esportistas tradicionais. Só o que interessava era o quão bonito e bem você surfava uma onda e o quanto você se divertia com seus amigos. O bacana não era ser do mainstream, e sim fugir das obrigações, ir para a praia e entrar em sintonia com a natureza e com as ondas. O surf tinha uma alma alegre, leve, tranquila e com valores muito mais verdadeiros do que financeiros. Mas tudo isso está mudando. E bem rápido. 

Alguns ídolos do esporte hoje não são mais aqueles sujeitos alegres, brincalhões e descontraídos que passavam o tempo todo na praia atrás de ondas e de bons momentos. Os ídolos do esporte hoje (claro que não todos) são atletas competitivos, muitas vezes bastante egoístas e que surfam por pontos, fama e dinheiro. Chegam na praia com a cara fechada, fones de ouvido gigantes e cheios de adesivos grudados, como se fossem pilotos de fórmula 1. Claro que não está errado ganhar dinheiro com seu talento ou pra pegar onda. Muito pelo contrário. Esse sempre foi o sonho de qualquer surfista. O problema talvez seja a inversão de valores e a direção que a industria e o mercado estão dando ao esporte. Para pertencer ao grupinho fechado e exclusivo onde os atletas são bem pagos (leia-se ASP), os surfistas tem que se sujeitar às regras do mercado, da entidade e de juízes míopes, que consciente ou inconscientemente "protegem" os grandes (e valiosos) talentos do esporte. Posso estar errado quanto a isso, mas que parece, com certeza parece. 


EVENTOS

Nos eventos acontece o mesmo: as competições, antes grandes festivais da cultura surf, se transformaram em eventos longos, chatos e com entidades (associações e federações) recheadas de dirigentes gananciosos, muitas vezes despreparados e, infelizmente, com muita política envolvida. 

Se antes o objetivo era reunir todos na praia para festejar e apreciar a habilidade dos atletas, hoje o objetivo é reunir todos em uma praia famosa (mesmo sem ondas) para que as marcas possam vender sua imagem e produtos. Até quem é apaixonado pelo esporte acaba enchendo o saco desses eventos e as reclamações são bastante populares. Não é a toa que muitos atletas de talento reconhecido e respeitado, acabam abandonando as competições para fazer uma carreira muito mais feliz no freesurf.

Vocês podem me acusar de saudosista, de romântico, e posso mesmo estar sendo piegas e repetitivo, mas o surf aos poucos vai perdendo a sua alma. 

Uma antiga preocupação dos mais puristas, aos poucos vem se tornando real: o surf está se aproximando demais de alguns esportes já corrompidos. Os terríveis bolões de apostas (sim, eles também fazem parte do surf) podem criar ou favorecer a corrupção no esporte. Dependendo do valor do prêmio, um apostador pode ter a infeliz idéia de oferecer uma grana para comprar juízes, dirigentes, atletas, ou seja lá quem for. Não estou acusando e nem afirmando, mas nesse mundo atual, onde o dinheiro tem contado muito mais do que os principios e valores, isso poderia ser facilmente absorvido dentro de uma entidade ou circuito. Claro que isso seria um caso extremo, mas pode acabar assim. Na Austrália, por exemplo, essas apostas são bem populares como você pode ver nos links abaixo. E movimentam quantias bem razoáveis de dinheiro.

Talvez ter deixado o surf na mão dos australianos durante tantos anos, tenha sido ruim para o esporte. Faltou visão, planejamento estratégico e não tenho medo de errar ao afirmar que certos dirigentes, embora ídolos e apaixonados pelo esporte, não tinham a competência necessária para administrar e gerir todo um esporte. O "dream tour" de certa maneira virou uma festa particular, regada a bebidas, drogas e mulheres fáceis. Não existe uma entidade idônea que controle e administre o surf. Existe uma empresa privada que tem o direito de fazer o circuito mundial de surf, o que é bem diferente. 

Claro que não posso generalizar, tem muita gente boa e competente trabalhando, administrando e executando os eventos da Association of Surfing Professionals. Muita gente apaixonada e dedicada que trabalha duro para fazer o tour acontecer. E claro que nem tudo está perdido no surf, afinal as competições pouco tem a ver com o gostoso e divertido ato de pegar onda. Os competidores são uma parcela muito pequena da população de surfistas. Descer uma boa onda, desfrutar de ótimos momentos com os amigos, fugir de alguns compromissos chatos para passar o dia surfando continua sendo uma das melhores maneiras de acrescentar mais VIDA na sua vida. O esporte dos antigos reis polinésios continua nobre, mas quando longe das marcas e dos cartolas. 

Reclamar da ASP já é chover no molhado. Surfistas são agredidos por outros surfistas durante as baterias do circuito mundial e ninguém é punido, o julgamento dos eventos muitas vezes decepciona e muda de critério dependendo de quem está na água e a ASP, com muita frequencia, se fecha em sua concha e não dá nenhuma explicação para o público, que fica pasmo ao ver tantos erros e falhas. O descrédito da entidade hoje é imenso. Basta acessar o twitter ou o facebook e tirar as suas próprias conclusões. 

O Matt Warshaw, da Surfer Magazine até tentou justificar: “If the ASP had it totally together, and ran perfect contests, and we had nothing to bitch about, the fun would be cut in half” Talvez ele tenha razão. E talvez eventos mais justos dariam muito mais credibilidade do esporte. Ou você acha que alguma empresa, no cenário econômico atual, daria seus dólares nas mãos de amadores?

Com esperanças otimistas, torcemos que a partir do momento que a Zo Sea Media (entidade que comprou o World Circuit Tour e o circuito mundial de ondas grandes) assuma o circuito, isso mude. Se bem que já faz um ano que isso foi anunciado e tudo continua exatamente igual. 

Ainda tem aquele grupo de pessoas que acredita que o surf pode ir para as Olimpíadas, achando que essa seria a salvação ou a valorização do esporte. Será mesmo? A discussão é longa mas fica uma sensação de ilusão no ar. As regras do surf são subjetivas demais para as olimpíadas, o antidoping nunca existiu no meio do surf e em vez das ondas, quem determinaria como seria o nosso esporte talvez seriam as piscinas e os integrantes do Comitê Olímpico Internacional. Aparentemente essa é uma idéia que só é interessante para o mercado e para as pessoas interessadas no dinheiro que o surf pode render. A alma rebelde e livre do surfista aos poucos poderia ir morrendo e soldadinhos competidores poderiam tomar o lugar dos surfistas de alma. 

Mas "achismos" a parte, é latente que os eventos precisam de novos formatos, de mais organização, de julgamentos menos subjetivos, senão uma grande parte do público do surf vai continuar migrando para outros esportes radicais, que tem sido bem mais empolgantes de se assistir. De postura arrogante e de erros primários, estamos todos de barriga cheia.

MERCADO

As marcas que você consome patrocinam os surfistas brasileiros?
Reinvestem alguma coisa no esporte aí na sua região? Patrocina projetos e eventos e atletas? Se a resposta for não, você pode estar incentivando uma prática muito cruel nesse mercado: a das marcas sanguessugas.


Não é só no cenário competitivo que o surf anda mal. No mercado, a situação parece ainda mais crítica e caótica. Primeiro porque o mercado (e o esporte), de certa forma ainda é comandado pelas três grandes marcas (Quiksilver, Rip Curl e Billabong e suas sub-marcas), e duas delas, a Billabong e a Rip Curl, andam mal das pernas e a caminho de um futuro não muito promissor. Principalmente a Billabong, que recentemente conseguiu um financiamento para tentar pagar suas dívidas e ganhar um oxigênio extra, mas que continua surfando em uma prancha sem parafina e a qualquer hora pode escorregar e ir de encontro ao fundo. 

E não é só com as grandes marcas que isso vem acontecendo. Para todo lado que se olha, se tem essa impressão de que o surf está falindo.

- Etapas clássicas e importantes, como J-Bay, estão sendo trocadas por etapas em locais sem onda e com grande público, como a do Rio de Janeiro, por exemplo. As clássicas esquerdas da pequena Saquarema, que são muito melhores e mais constantes, nem pensar. Ou o evento fica colado no grande público, ou não acontece. 

 - As etapas Prime e Star aqui no Brasil estão desaparecendo. As marcas combinaram um discurso único: não temos dinheiro, ou o governo paga, ou a gente não faz o evento.

- O Circuito Brasileiro de Surf Profissional, antes um dos circuitos mais bem pagos do planeta, hoje está na favela e ninguém mais fala nele. A ganância de algumas pessoas acabou espantando a empresa que mais bem fez ao surf brasileiro nos últimos tempos, a Abril Eventos, que para não pagar o aumento absurdo exigido, pulou fora do circuito e abandonou o SuperSurf. As consequencias, todo mundo pode ver. E a culpa não foi da Abril.

- Os Campeonatos Amadores estão perdendo prestigio, os eventos da CBS perderam força e importância.

- Grandes ídolos do esporte, como Raoni Monteiro, Neco Padaratz, Silvana Lima, Jaqueline Silva  entre tantos outros, estão sem patrocínio. Mas surfistas da elite mundial, grandes ídolos do esporte, sem patrocínio? Me desculpem, mas isso não acontece em nenhum outro esporte e as marcas estão sendo sacanas em não patrocinar esses atletas. Quem convive perto desse mercado sabe bem que o dinheito gordo continua rolando. Só não está chegando nas mãos dos atletas, que são o real motor do esporte e do mercado. Essa é uma equação que não bate. Atletas da ELITE do esporte brasileiro e mundial estão sem patrocínio e pagam do proprio bolso as despesas para competir e  ainda lutam pela sobrevivência, quando deveriam ser reverenciados e muito bem pagos.


- Os eventos de surf profissional e os eventos só não sumiram definitivamente porque os governos estaduais e municipais, a muitos anos, são os maiores patrocinadores do surf. E suas cotas superam, e muito, a cota dos patrocinadores privados. As etapas do mundial em Santa Catarina vinham sendo assim e no Rio de Janeiro não é diferente. É a prefeitura e o governo do estado que salvam a etapa brasileira do tour, pois nenhuma grande empresa, nesses 3 anos de evento no Rio, se interessou no maior evento de surf realizado no Brasil. E para os mais esquecidos, o objetivo de tirar o evento de Santa Catarina seria justamente fechar grandes parcerias. Mas nada aconteceu até agora;

- As grandes empresas, que antes reclamavam que as marcas menores mas emergentes eram paraquedistas no esporte e que só sugavam o historia e a cultura do surf, hoje fazem exatamente o mesmo. Não patrocinam, não reinvestem no esporte e ficam malandramente esperando que o governo pague as contas dos grandes eventos para que elas, marcas, só entrem no final, colocando o nome no evento. Quando você vê uma etapa de nível mundial no Brasil, pode ter certeza: as cidades e governos pagam toda a conta enquanto as marcas entram com o nome, a identidade visual e ficam com todo o retorno de mídia que o evento gera. Como se diz popularmante, é a famosa Proposta Caracu, onde uma parte (o governo) entra com a cara e a outra metade, bem, deixa isso pra lá. O fato é que essas "grandes marcas" lucram e muito com o surf. E devolvem muito pouco ao esporte. Talvez seja por isso que muita gente vem deixando a surfwear de lado para vestir outras marcas e estilos de roupa.


- As únicas marcas que realmente investiram no esporte, patrocinando atletas, criando eventos diferentes, originais e muito mais bacanas, foram a Nike e a Hurley (e a Hurley é uma marca da Nike). Todos os outros eventos foram exatamente iguais, monótonos e cansativos. 

- O surf feminino foi praticamente abandonado pelas empresas. As mais "gatinhas" ainda conseguem apoio e aparecem em programas de TV, mas as atletas e competidoras que representam o país, estão na favela, tendo que bancar suas próprias despesas.


- As grandes feiras do setor estão acabando.

- Muitas marcas e surfshops hoje tem um discurso quase que ensaiado para não apoiar ou patrocinar: "estamos mais focados na street wear" e "estamos com nossa verba de marketing comprometida para esse ano".

- A surfwear, antes descolada e estilosa, hoje está vulgar. No desespero de vender mais, a grande maioria das marcas hoje coloca logotipos gigantes em toda e qualquer peça de roupa. A surfwear hoje é também incrivelmente cara e muitas vezes, produzidas em locais que exploram pessoas e crianças, como na China e em outros países asiáticos. Parece inclusive, que todo mundo copia todo mundo. 


- As grandes marcas do Brasil, que se projetaram e hoje faturam milhões graças ao surf, pararam de apoiar eventos e atletas e cortaram muitos patrocínios. Hoje são as marcas do nordeste que estão salvando o surf nacional.

E tudo isso está rolando, ironicamanente, na fase mais vencedora do surf brasileiro. Adriano de Souza se mantém entre os top 10 há 5 anos, Gabriel Medina e Felipe Toledo são ídolos mundiais, Raoni Monteiro, Miguel Pupo, Alejo Muniz e Heitor Alves são matadores de gigante e temos títulos mundiais amador, pro junior, mirim, longboard e de ondas grandes. O surf brasileiro nunca esteve tão em alta no cenário mundial e nossos surfistas nunca foram tão respeitados, conhecidos e admirados. Mas esse exposição não está rendendo lucros a industria e ao mercado? As empresas não estão sabendo explorar a oportunidade? Ou simplesmente estão apoiando menos a base do esporte? São perguntas que todo mundo se faz. E não há respostas.

O skate e o MMA cresceram muito no Brasil e ganharam muitos adeptos, enquanto o surf vem perdendo o interesse das marcas e das mídias. Sem falar que os grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão rapando os cofres públicos e não sobra nada para os outros esportes. Até 2016 todas as verbas já estão direcionadas e comprometidas. E nesse cenário, a desorganização e as migalhas do surf não interessam nem um pouco aos políticos de Brasília. A curto/médio prazo, as perspectivas não parecem muito boas.

Pra onde caminha o surf? Quais os caminhos para a evolução do esporte? Talvez você possa ajudar a responder.

21 de maio de 2013

Jordy Smith vence o Rio Pro 2013

Jordy smith foi o preferido dos juízes e levou o título do Rio Pro 2013. Foto: ASP/Smorigo


Textos e Videos: Dadá Souza

O surfista sul-africano Jordy Smith foi o grande campeão do Rio Pro 2013. Essa foi a terceira vitória de Jordy no tour da ASP, e a primeira fora de casa. O brasileiro Adriano de Souza ficou com a 2ª colocação no evento e está mais uma vez na liderança do ranking mundial da ASP.
O Billabong Rio Pro 2013 começou dia 09 de maio e terminou dia 19 de maio, com todas as baterias acontecendo no Postinho da Barra da Tijuca. Ninguém parecia entender porque escolher o Postinho da Barra e suas ondas inconstantes em vez de privilegiar picos mais consistentes e com ondas melhores, como Saquarema, Itacoatiara, Prainha ou outras tantas ondas boas do Estado do Rio, mas a verdade é que as ondas estavam lá, e as notas altas também, o que comprova que o Postinho mais uma vez representou. Mas que colocar o evento na porta do prefeito e do governador do Rio foi uma opção mais “política”, isso foi. 
Ainda falando em políticas, é muito triste ver que as marcas continuam com essa prática medonha de não bancarem os eventos do próprio esporte de onde tiram seus (grandes) lucros. O evento do Rio, mais uma vez, quem bancou foi o Governo do Estado, e não a Billabong, mas essa levou todo o nome e a identidade visual do evento. Um caso clássico do protecionismo da ASP com as 3 grandes marcas do surf e também um caso clássico da famosa proposta Caracú, onde a Billabong entra com a cara e o governo do Estado entra com, bem, melhor deixar isso pra lá e ir direto ao evento.
O evento começou dia 09, com ondas grandes, quase todas elas fechando muito e com uma correnteza muito forte. Quem pegou as ondas certas pegou ótimos tubos e marcou notas altas. Quem escolheu mal, levou várias vacas ou somou médias bem baixas. O destaque ficou por conta de Kelly Slater, Adriano de Souza, Adam Melling e Gabriel Medina. Aliás, só um parênteses. Adriano de Souza, Kelly Slater, Gabriel Medina, Filipe Toledo foram os melhores surfistas do evento.
Nos dias 10 e 11, somente as meninas foram pra água, e a australiana Tyler Wright levou a etapa com um surf forte e muito consistente. E não foi só a australiana que deu um show, as meninas todas mostraram um surf afiado e rolaram algumas performances de deixar muito marmanjo com inveja. Só faltou um pouco de onda para as meninas, pois mais uma vez só colocaram as garotas na água quando o mar piorou..


E o Joel Parkinson? Parece que a lycra de Nº 1 pesou demais para o australiano, que não passou do Round 3 no Rio. Acabou eliminado por Glenn Hall em uma bateria sem muito brilhantismo. O atual campeão do mundo tem um 2º lugar (Gold Coast) e dois 13º (Bells e Rio de Janeiro). Que o cara é um monstro, ninguém duvida. Mas no Rio de Janeiro o campeão mundial deixou um pouco a desejar.

QUARTAS
O último dia do evento valeu todos os dias de espera, todos os dias de mar flat e de diárias caras na cidade maravilhosa. O Postinho amanheceu com praia lotada e com um verdadeiro show de surf nas quartas de final do evento.

Já na primeira bateria do dia, Adriano de Souza x Kelly Slater. Adriano é um dos poucos caras que mexe com o psicológico de Slater. E o nosso Mineirinho sabe disso e sabe como usar isso a seu favor. A cada onda surfada pelo Adriano, a galera gritava e vibrava na areia. “Mineiro! Mineiro!” Slater parece que se incomodou com isso e viu um inspirado Adriano de Souza o atropelar em frente a uma praia lotada. Como disse o Julio Adler em seu texto na Hardcore, Adriano de Souza venceu os últimos cinco confrontos contra Slater, e isso não é para qualquer um. Slater s´[o saiu da água muitos minutos depois e foi aplaudido pela galera na praia. Mineiro 15.33 contra 12.30 de Slater.

Na segunda bateria das quartas, Gabriel Medina x Adrian “Ace” Buchan. O australiano começou bem a bateria e parecia que ia fazer a mala do brasileiro quando Medina pegou um ótimo tubo e mandou um aéreo forte na finalização: um 10 perfeito! Tanto a galera quanto os jornalistas vibraram muito. Adrian veio na onda de trás, uma esquerda um pouco menor, poucos segundos depois, e pegou um tubo longo. Poucos minutos depois, Medina e Buchan se envolveram em um momento confuso. Adrian dropou uma onda boa da série e Medina, certo de que tinha a prioridade, dropou na frente de Buchan acabando com as chances do australiano fazer qualquer nota maior. Na minha opinião, Medina tinha mesmo a prioridade naquele momento da bateria, mas os juízes, que são pagos para isso, se calaram e nada foi anunciado ou explicado (como de costume nos eventos da ASP). Uma atitude de falta de respeito com o público, que ficou sem entender, com o australiano, que se sentiu prejudicado e sem explicações e com a imprensa, que ficou "boiando". Adrian Buchan ficou puto e na área de entrevistas jogou sua prancha quase acertando Gabriel Medina. Pura ganância de Medina, que muitas vezes abusa nas disputas de onda e em situações de interferência? Omissão dos juízes e da ASP? O fato é que Medina surfou mais e passou para a semi com 16.43 contra 14.93 do australiano.

Sebastien Zietz x Mick Fanning fizeram grandes apresentações durante o rio Pro e travaram um belo duelo na terceira bateria das quartas. Seabass vinha fazendo grandes baterias e deu trabalho para Mick Fanning. As médias de ambos os surfistas foram um pouco baixas (13.37 de mick e 12.37 de Sebastien), mas Mick fanning mais uma vez provou que é um cara que erra muito pouco, venceu Seabass e também carimbou seu passaporte para a semi.

Na última bateria das quartas, Jordy Smith x Filipe Toledo. Filipinho, que até então vinha sendo um dos melhores surfistas do evento, nada pode fazer diante de um inspirado Jordy Smith, que venceu o duelo por 17.76 a 12.37.

SEMI

Na primeira bateria da semi, um confronto que deixou a torcida brasileira em êxtase. Adriano de Souza x Gabriel Medina. Mais do que a vaga na final ou os pontos no ranking, essa bateria colocou em disputa os dois maiores surfistas brasileiros da atualidade. E diga-se de passagem, essa foi uma das melhores baterias do campeonato. A cada onda, a cada troca de posição, a torcida gritava como se estivesse no Maracanã. O talento de Medina e a competência e a raça de Mineiro são incontestáveis. O fato é que apesar de toda vontade de Medina em vencer Adriano e provar que é ele o melhor surfista brasileiro, foi o Mineiro levou essa bateria e a vaga na final. Mal saiu da água e Medina já voltou pra água para descarregar toda a sua frustração em um freesurf desconcertante. 

Na segunda bateria da semi, Jordy Smith x Mick Fanning. Essa não foi uma bateria de muito brilho, o mar estava um pouco pior e quem aproveitou melhor foi Jordy smith, que estava um pouco mais determinado e venceu Mick Fanning por 14.83 a 8.26

FINAL

Adriano de Souza x Jordy Smith. O furacão brasileiro contra o tornado sul-africano. Apesar da enorme vantagem de Adriano, que já havia vencido Jordy Smith muitas vezes, nessa final o campeão foi mesmo o grandulão da África do Sul. Jordy mostrou o seu melhor surf nessa final e, ao contrário do que muitos falaram, ele realmente venceu a grande final. Tá certo que seu 9.33 foi realmente muito exagerado para uma onda de uma manobra só e um aéreo nem tão alto e nem tão difícil, mas de qualquer forma ele ganharia essa bateria  e o campeonato. 

Essa foi a terceira vitória de Jordy no tour, e a primeira longe de casa. Mineiro ficou com a 2ª colocação, mas saiu da etapa brasileira aplaudido de pé e com a liderança do ranking mundial. Essa foi a segunda final consecutiva de Adriano no Tour, o que faz dele o cara mais eficiente desse início de campeonato.

Slater venceu a primeira etapa do ano, na Gold Coast; Mineiro venceu a segunda, em Bells; E Jordy Smith venceu a terceira, aqui no Rio. Três etapas, três vencedores, e um inicio de ano bastante disputado.

Vale falar aqui da educação e da torcida do povo brasileiro, que torceu e muito tanto para os atletas nacionais quanto para os estrangeiros e aplaudiu de pé as boas ondas surfadas, independente da nacionalidade.

Todas as baterias botem ser assistidas no HEAT REVIEW 




BASTIDORES

A estrutura era bastante grande, e a princípio enchia os olhos, mas lá dentro não era tudo tão bonito assim. Alguns dos seguranças do evento eram os mais marrentos e os mais mal encarados de todo o WT, e às vezes parecia que eles tinham um certo prazer em barrar agressivamente qualquer um que não estivesse com a pulseirinha da cor certa. Aliás, malditas “pulseiras VIPs”, que privilegia convidados e amigos em vez de profissionais. Haviam VIPs demais para espaço de menos.

Jornalistas, fotógrafos e videomakers só podiam contar com o espaço reservado para a imprensa fazerem seus registros. Na praia as ondas volta e meia lavavam a galera e havia muita gente passando na frente das lentes. E nos lugares mais amplos, não era permitida a presença de fotógrafos e jornalistas (a não ser que você tivesse uma pulserinha verde). Todos estavam espremidos em uma plataforma que balançava demais enquanto as pessoas caminhavam. Nas fotos isso até que não atrapalhou tanto, mas para quem fez vídeo, foi ruim demais sentir o chão tremendo e balançando quando alguem passava. E não parava nunca de passar gente! Cerca de 300 pessoas estavam credenciados como imprensa. Haviam jornalistas, fotófragos, cionegrafistas e também fotógrafos de celular e jornalistas de facebook, sem falar na grande quantidade de gatinhas, lendas do surf e filhos de não sei quem que tinham acesso fácil à área de imprensa. Nos dias de chuva, deu pena de ver fotógrafos e cinegrafistas encharcados pela chuva que molhada TODA a área destinada aos fotógrafos. Eu quase fiz um registro dessa cena mas achei melhor não tirar minhas câmeras da mochila, primeiro para não perder meu equipamento de trabalho, e depois, para não expor os profissionais, que no mesmo instante em que abri a porta, me olharam todos com uma cara triste como se dissessem “onde viemos parar...”.

Outro ponto fraco desse evento  foi a internet para a imprensa. Simplesmente não funcionou direito e deixou muita gente na mão, sem poder acessar seus canais ou mandar material para os veículos. As marcas querem retorno de mídia, mas sem internet como isso é possível? Me desculpem os envolvidos, mas é completamente inadmissível um evento do porte do Rio Pro, que aconteceu em uma grande capital, não oferecer um serviço decente de internet.

O governo do estado já havia falado que patrocinaria o primeiro evento no Rio, mas que depois o pessoal da organização do evento deveria procurar por patrocinadores. Pois o governo já bancou o primeiro, o segundo e o terceiro evento no Rio enquanto a Billabong continua levando todo o nome e a identidade visual do evento. No Sul, em Santa Catarina, o governo já ciente da malandragem das marcas, diminuiu drasticamente o valor destinado aos eventos esportivos. Por lá, quem quiser fazer eventos, terá que pagar por isso. Se essa idéia pegar no Rio de Janeiro, a etapa brasileira pode balançar...

Lanche para quem passou o dia inteiro na praia fazendo imagens ou cobrindo o evento? Sem chance. Quem quisesse que fosse comer nos quiosques (caros e lotados) da Barra.  Kit com camiseta e boné do evento? Nem pensar. Os jornalistas que quisessem, podiam comprar na loja da Billabong com um desconto de 30% (??!!). Fui tentar pedir um kit desses para levar de presente para o pessoal de casa, mas não teve jeito. Mesmo sendo uma prática comum em todos os eventos do WT, no Rio nem isso rolou. Mas tudo bem, talvez eu só esteja sendo rabugento ou ranzinza, mas enfim, como dizia Geroge Orwell: "Jornalizmo é publicar algoque alguém não quer que seja publicado. todo resto é publicidade". Sei que é chato publicar coisas ruins, mas queria deixar claro que essas opiniões não são só minhas, escutei muita gente no espaços da imprensa reclamando bastante. Claro que a maioria não vai reclamar em suas matérias, pois seus veículos estão interessados demais nas verbas da Billabong, mas trabalhar sem estrutura, com uma internet ridícula e vendo dezenas de garotinhos e garotinhas desfilando na área de imprensa enquanto os profissionais da comunicação se acotovelavam para conseguir espaço, é no mínimo, desagradável. 

Aqui no Brasil, onde nosso povo paga uma nota para usar as bermudas de surf mais cara do planeta e bonés que custam mais de R$ 150, é triste ver algumas marcas sugando, abusando e inventando mil desculpas para não apoiar e nem patrocinar nada de relevante por aqui. Pior ainda, é ver essas mesmas marcas, que faturam milhões aqui no Brasil, deletarem importantes atletas de suas equipes e não pagarem seus próprios eventos com a velha desculpa furada de que a crise está afetando o setor. 

Reclamações a parte, a próxima etapa do tour acontece em Tavarua, Fiji, de 02 a 14 de Junho.

Resultado do Billabong Rio Pro 2013

1 Jordy Smith (Afr)
2 Adriano de Souza (Bra)

3 Gabriel Medina (Bra)
3 Mick Fanning (Aus)
5 Filipe Toledo (Bra)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Adrian Buchan (Aus)
5 Sebastian Zietz (Haw)
13 Miguel Pupo (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)
25 Ricardo dos Santos (Bra)
25 Messias Félix (Bra)
25 Gustavo Fernandes (Bra)

Ranking mundial do WCT depois de 3 etapas
1 Adriano de Souza (Bra) 18.500 pontos
2 Jordy Smith (Afr) 18.250
3 Mick Fanning (Aus), 18.200
4 Kelly Slater (EUA) 16.950
5 Taj Burrow (Aus) 15.700
6 Nat Young (EUA) 13.750
7 Filipe Toledo (Bra) 12.150
8 Joel Parkinson (Aus) 11.500
9 Michel Bourez (Tah) 11.000
10 Gabriel Medina (Bra) 10.000
22 Willian Cardoso (Bra) 5.700
23 Raoni Monteiro (Bra) 5.000
26 Alejo Muniz (Bra) 4.000

Transworld Surf, Surfer Magazine e Surfing Magazine agora são todas propriedade da Grindmedia



Novidade na mídia internacional e no mercado editorial. As revistas Transworld Surf, Surfer Magazine e a Surfing Magazine agora são propriedade da Grindmedia, uma divisão da Source Interlink Media.
A Grindmedia anunciou a aquisição das revistas esportivas da Bonnier Corporation, e dentre os títulos que mudarão de mãos estão a Transworld Surf, Transworld Snowboarding, Transworld Skate, Transworld Ride BMX, Transworld Motocross e Transworld Business, o que envolve um volume gigantesco (300 milhões segundo o comunicado de imprensa) de leitores e entusiastas. 
Fonte: Inertia 

18 de dezembro de 2012

E as marcas? Ninguém se habilita?



Um campeão, um ídolo, um cara que chama a atenção do público e da mídia por onde passa, está sem patrocínio. O catarinense Neco Padaratz é um dos maiores nomes do surf brasileiro.  Seus títulos falam por si: BI-CAMPEÃO MUNDIAL peloWQS, 10 VITÓRIAS em eventos WQS e 02 VITÓRIAS em eventos WCT. Polêmico, determinado, experiente e focado, Neco é praticamente um dos grandes guerreiros do surf nacional. Levou rasteira em um momento de jogo sujo por parte de integrantes da ASP e deu a volta por cima em grande estilo. E apesar das caras feias e do excesso de determinação, Neco é um homem com o coração de uma criança e amizades longas e verdadeiras no tour e na vida. Pois é, mesmo com todos esses ingredientes, todos de altíssimo valor para qualquer esquipe de marketing, está sem patrocínio. Um atleta muito bom no que faz, dedicado, focado, vencedor, pai de família, e sem patrocínio.

Essa semana Neco desabafou em sua página do facebook:

"Galera, ta quase terminando o ano, me ajudem a mobilizar a indústria do surf do nosso país, CONTINUO SEM PATROCÍNIOOOOO!!! Fui bi-campeão mundial, tenho 10 vitórias em eventos WQS, 2 vitórias em eventos do WCT, não é possível que eu não tenha um lugar ao sol nessa indústria..."

As vezes é difícil entender esse mercado do surf aqui no Brasil. Grandes ídolos tem sido simplesmente chutados de seus patrocínios depois de conquistarem grandes vitórias e muito respeito em todos os circuitos por onde passaram. Simplesmente porque uma nova safra de moleques mais talentosos chegou trazendo frescor para o mercado? Faltam verbas? Duvido. Neco não seria um bom atleta? Ele é!  Neco não seria um bom produto de marketing? Duvido. O que anda faltando é vontade e fé no potencial e no carisma do Neco.

O tal "mercado" não deveria esquecer dos ídolos do nosso esporte. Suporte e emprego para quem deu o sangue e ajudou a desenvolver o esporte e o mercado como um todo é o mínimo que se pode fazer por quem já foi ídolo e já deu muito lucro enquanto campeão.



Essas imagens são de Neco Padaratz competindo em Imbituba, no Super Surf Internacional de 2011.

O mesmo se passou com o Raoni. Um dos surfistas mais cascudos do tour, o cara que botou pra dentro numa das ondas mais sinistras do ano, no maior dia do século em Fiji, também estava sem um patrocínio. O cara está na elite do mundo do surf, no ponto de maior visibilidade do planeta e não haviam marcas interessadas em dar um patrocínio pra ele? estranho, muito estranho. 

Sem entrar em nenhum mérito e nem tomar partido de lado algum, mas talvez esses atletas estejam sendo julgados pelo mercado mais pela "fama" do que pelo surf que ambos vem apresentando. Com tantos anos de mercado, com tanta cultura e tanta história já envolvida (e transformada em milhões e milhões de dólares), está mais do que na hora das marcas no Brasil começarem a dar um suporte aos grandes ídolos do esporte. Pro resto da vida, quando o Neco chegar na praia, terei o mesmo fascínio e o mesmo respeito que tenho quando vejo o Occy ou o Tom Curren num evento. Esses caras mereciam um patrocínio vitalício por tudo o que representam ou representaram na história do nosso esporte. Ver o Neco, o Raoni e o Pedra sem patrocínio, é uma coisa que eu não entendo. De verdade que eu não entendo.

Por: Dadá Souza

5 de dezembro de 2012

Surf News


CANCELADA A ETAPA PRIME DE FERNANDO DE NORONHA

Agora é oficial. O Hang Loose Pro Contest, evento com 26 anos de tradição, está fora do calendário da ASP para 2013. Roberto Perdigão, diretor-regional da ASP South America é quem confirma o cancelamento da etapa. Uma notícia bastante ruim para quem gostava de ver os atletas surfando nos fortes canudos da Cacimba do Padre.

Fonte:
http://waves.terra.com.br/surf/noticia//etapa-cancelada-em-noronha/56035

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O SURF NOS X GAMES REAL SERIES

A organização dos X GAMES anunciou essa semana que o surf fará parte dos X GAMES REAL SERIES em 2013, uma série de competições online onde os participantes enviam um vídeo de 60 segundos e o público escolhe o seu favorito. Conhecido como as "Olimpíadas dos Esportes Radicais", os X GAMES é um evento criado e organizado pela rede ESPN de televisão. 

Na etapa brasileira dos X GAMES, em Foz do Iguaçu, acontecerá o lançamento do Real Surf, já com a confirmação de Gabriel Medina, Jordy Smith, Chippa Wilson e mais alguns nomes de peso. As votações terão início dia 2 de abril e o vencedor será anunciado entre 18 e 21 de abril, durante a etapa de Foz do Iguaçu. 

Fontes: 
http://espn.go.com/action/xgames/story/_/id/8458368/x-games-adds-surf-ski-women-real-series-event-lineup
http://surfportugal.sapo.pt/competicao/1901-surf-junta-se-aos-x-games-real-series?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed


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RED BULL JAWS


A Red Bull promete vir com um evento que promete concorrer com o Eddie Aikau nos eventos de Big Surf: o RED BULL JAWS PADDLE, um campeonato de big surf na remada na temida e poderosa onda de Jaws. Esse promete.



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WCT 2013

Os surfistas brasileiros já garantidos para o WCT 2013 são Adriano de Souza, Gabriel Medina, Alejo Muniz, Miguel Pupo e Filipe Toledo. 

Heitor Alves e Raoni Monteiro ainda tem chances, mas precisam pelo menos chegar na 9ª colocação no Pipe Masters. Para Jadson André, somente uma vitória no Pipe Masters pode salvar a sua pele. Willian Cardoso ainda luta por uma vaga no Pipe Masters para defender a sua permanência no tour. A próxima etapa começa dia 8 e vai literalmente decidir o WCT 2012.



4 de dezembro de 2012

The Perfect Aussie Christmas


O perfeito Natal Australiano. Ficou muito bacana esse video da campanha de Natal da ALDI, uma rede de supermercados varejistas da Austrália. Papai Noel, ceia de Natal, sol e... surf. Nada mais australiano. No filme promocional The Perfect Aussie Christmas, um exército de Papais-Noel vão pegar onda e levam junto um Presunto de Natal. O vídeo foi criado pela BMF.

Feliz Natal e Boas Ondas!


"White Christmas escapees and joint BMF Executive Creative Directors Carlos Alija and Laura Sampdero, said: “A lot of Australians think the European Christmas is special, more magical. But trust us. The grass is not greener. It’s actually buried under an inch of ice. Australians have the best Christmas in the world and we wanted to celebrate that by creating a new icon: the Surfing Santa”."




27 de novembro de 2012

Está aberta a temporada da dança das cadeiras.


Bruce Irons fora da Volcom


O surfista havaiano Bruce Irons está fora do time da volcom, marca que o patrocinava a mais de 21 anos. Bruce foi o ícone e um dos maiores responsáveis pelo crescimento da marca, mas como deixou de ser o foco da mídia, os diretores da marca começaram a perder o interesse e o atleta acabou  não renovando o seu patrocínio para 2013. Mas Bruce não vai ficar sem um patrocínio de bico. Quem viu a chance e não perdeu tempo foi a FOX, que parece que será mesmo a nova patrocinadora de Bruce Irons. A Fox já patrocina os surfistas Ian Walsh, Damien Hobgood e Bede Durbidge e viu no havaiano a chance de deixar a sua equipe ainda mais forte.

Fonte: STAB




Time da Nike é transferido para a Hurley

Agora parece que é oficial. As estratégias estão mudando nos escritórios da Nike. O time de surfistas da Nike, que traz nomes como Kolohe Andino, Michel Bourez, Julian Wilson, Alejo Muniz, Filipe Toledo, Carissa Moore, Koa Smith, Laura Enever, Lakey Peterson e Evan Geiselman, a partir de 2013 pode comaçar o ano surfando pela Hurley, que é uma sub-marca do grupo Nike. Há rumores de que a Hurley também possa assinar com John John Florence para 2013. 

Com a mudança, o Hurley Team passaria a ser o mais numeroso e uma das mais fortes equipes do mundo do surf.

Fonte: Surfing Life
http://surfinglife.com.au/news/industry-news/7294-nike-surf-team-transfer-to-hurley
http://stabmag.com/nike-downsize-involvement-in-surfing/

17 de setembro de 2012

Rip Curl a venda



Depois da crise da Billabong e das mídias americanas, da Volcom e da Dragon serem vendidas, agora é a vez da Rip Curl abrir  suas portas para investidores.

Se acordo com o Australian Financial Review, a Rip Curl estaria realmente a venda. Seus sócios fundadores, Doug "Claw" Warbrick e Brian "Sing Ding" Singer, que juntos detêm 72% da empresa, estariam pedindo US$ 400 milhões de dólares pela marca. A matéria ainda dia que a Rip Curl contratou o Bank of America Merril Lynch para explorar uma venda parcial ou total do negócio.

A Rip Curl é uma das três maiores marcas do surf mundial,  mas também foi atingida pela crise que vêm aterrorizando as marcas de surf. Enquanto a  Billabong e a Quiksilver optaram pela bolsa de valores para alimentar sua expansão, a Rip Curl permanecia como uma empresa privada.

Analistas do mercado indicam que a Rip Curl, por ter uma única marca, teria uma valorização maior do que a Billabong (que possui várias outras marcas). 

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
Fonte: Water Sports





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16 de maio de 2012

Dragon é vendida para o Grupo Marchon


                            

Distribuidora exclusiva dos óculos DRAGON no Brasil, a PARCEL IMPORT comunicou hoje que a marca DRAGON, conceituada empresa do setor ótico, foi adquirida pela gigante MARCHON, detentora de outros nomes de peso como Calvin Klein, Fendi, Lacoste, Nike e Nautica. Essa aquisição promete tornar a DRAGON uma marca ainda mais forte.


Abaixo alguns trechos da entrevista de JC Clenet, diretor de relações internacionais da Dragon Alliance:

A Marchon estudou o mercado, a Dragon e o segmento de esportes de ação por um ano antes de entrar em contato conosco. Desde a primeira conversa, a Dragon e a Marchon sentiram que ali havia a oportunidade de uma parceria em potencial. As discussões foram evoluindo a parceria até chegar  na aquisição.

A Marchon é expert no mercado de eyewear, com 60 anos de experiência como empresa do ramo óptico. O expertise da Marchon ajuda as marcas a atingirem seu potencial máximo. Como detentores de diversas marcas, eles sabem como compartilhar seu conhecimento do ramo óptico, produção e distribuição, para benefício das marcas parceiras.  
A Dragon traz um novo canal de distribuição e consumidores que a Marchon ainda não contemplava. A Marchon vê a Dragon como uma expert nos esportes de ação, com habilidades muito específicas relacionadas aos mercados de goggles para neve e moto, e óculos de sol para o segmento jovem.

Parte do acordo é manter nosso fundador/CEO Will Howard e sua equipe de gestão para estabilizar nosso negócio e assegurar um crescimento sólido. Eles também concordaram em manter nossas instalações no sul da Califórnia, onde todos moramos.

A Marchon tem uma distribuição global em mais de 100 países e 80.000 lojas. É uma oportunidade única para a Dragon ter acesso a contas que atualmente não temos. Unindo nossa distribuição central com o caminho da Marchon no mercado óptico, teremos acesso a países onde talvez nunca viríamos a vender sem eles.

Veja mais aqui: