Por dada_souza
O tempo passa, o tempo voa, mas a vida do pescador displicente continua numa boa.. Enquanto isso, pessoas jovens, inocentes e felizes, morrem na praia, pescadas como se fossem peixes.. É triste, é bizarro, mas é realidade.
Mal acabou o verão, e os primeiros ventos mais gelados na região sul do Brasil trazem de volta uma velha preocupação: é época de se cuidar com as redes de pesca. Já durante o outono, muitas redes foram avistadas em toda a costa do Rio Grande do Sul, algumas abandonadas na praia, outras presas nos pilares da plataforma ou ainda o tipo de rede mais perigosa, as que arrebentam e ficam vagando com as correntes marinhas. Esse tipo de pesca, antiquada e perigosa, é o pesadelo de milhares de cidadãos, que querem praticar o surf e outros esportes aquáticos e não podem. Isso porque essa prática da pesca com redes de calão, que faz com que surifistas fiquem presas às redes, já matou 49 pessoas no Estado do Rio Grande do Sul, o que torna essa região, a mais perigosa do mundo para a prática do surf.
O surf no Rio Grande do Sul já matou muito mais gente do que os ataques de tubarão do nordeste, e ninguém fala nada. Os pescadores são muito organizados politicamente continuam praticando essa modalidade de pesca antiquada e perigosa porque sabem mostrar aos políticos quantos votos representam.
A única alternativa que se espera, é que o governo mande retirar as redes do mar. Se esse tipo de pesca está matando pessoas inocentes, e já matou 49, deve-se sim acabar com esse tipo de pesca. Pelo menos nas praias mais movimentadas. É o mínimo que se espera do poder público.
ALGUMAS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA
1. SURFE APENAS EM ÁREAS SEGURAS E NAS PRAIAS MAIS MOVIMENTADAS.
2. CONHEÇA O MAR, AS CONDIÇÕES E A CORRENTEZA QUE VOCÊ VAI ENFRENTAR
3. PERGUNTE AOS LOCAIS SOBRE A LOCALIZAÇÃO DAS REDES
3. FAÇA UM RECONHECIMENTO DA ÁREA DE SURF CAMINHANDO NA PRAIA A FAVOR DA CORRENTEZA, PROCURANDO POR REDES E CABOS.
4. LEASH SEMPRE REVISADO.
5. PROCURE ENTENDER O FUNCIONAMENTO DAS REDES E DA PESCA COM CALÃO.
6. PROCURE NÃO SURFAR SOZINHO.
7. MATENHA A CALMA NOS MOMENTOS DE RISCO.
8. DENUNCIE QUANDO AVISTAR REDES ABANDONADAS NA PRAIA
O surf é profissão, carreira, esporte e o hobby de centenas de milhares de pessoas e merece o devido respeito. Se você é surfista, se você eventualmente surfa no Rio Grande do Sul ou se simplesmente se importa com esse assunto, procure participar do movimento contra as redes de pesca, pressione o poder público, denuncie, pressione as autoridades e representantes e mostre sua força política. Não fique alienado a esse problema, pois eu, você ou nossos amigos podem ser as próximas vítimas. Sem pressão, as mortes vão continuar.
Mostrando postagens com marcador rede de pesca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rede de pesca. Mostrar todas as postagens
9 de abril de 2011
3 de novembro de 2010
Triste dia de finados
Terça-feira, 2 de novembro. Feriado de Finados.
Um dia de sol, água limpa e transparente. Um dia lindo para homenagear as pessoas queridas que foram desta para uma melhor. Meu dia começou cedo e fui surfar. Depois de duas quedas, uma delas bem demorada, passei na Praia da Vigia para lançar ao mar algumas flores, cheias de saudade, dedicadas a pessoas muito queridas que se foram.
Cheguei em casa exausto, mas feliz.
Até ligar a internet.
MORRE ANDY IRONS, O GRANDE CAMPEÃO DE SURF
A primeira notícia caiu como uma bomba: Andy Irons morreu. Parecia pegadinha, trote ou algum vírus de computador. Um dos maiores e melhores surfistas do mundo, o único cara que não se rendeu a dinastia Slater, um havaiano que surfou como ninguém as maiores e mais perigosas do mundo, noticiado como morto pelo mosquito da dengue. Não podia ser verdade. Andy era novo (32 anos), forte, um atleta de alto desempenho. Não fazia sentido.
Andy Irons sempre colocou muita paixão em tudo o que fez. Sua atitude, sua técnica, seu estilo e seu power surf o colocaram num patamar nunca antes alcançado. Andy foi tão bom, que motivou Kelly Slater a voltar a competir. Aliás, os dois foram grandes rivais. A mídia surf adorava ressaltar essa rivalidade. Enquanto Kelly era o mocinho, Andy foi o “bandido” sedutor e talentoso. Um matador nato! Por 3 vezes campeão mundial de surf pela ASP, Andy significou muita coisa para muita gente: foi competidor, foi ídolo, foi marido, foi um monstro e foi um ícone. Poucos surfistas na história tiveram tanta força e tanto poder como o havaiano A.I., que influenciou de maneira muito forte o surf mundial. Sua carreira foi meteórica até que em 2009, Andy se afastou do tour devido a um suposto problema com drogas. Ele queria colocar a cabeça no lugar e recuperar seu foco.
Hoje, 3/11/2010, uma noticia de que teria sido encontrado em seu quarto alguns remédios a base de methadone. Segundo os profissionais da saúde, uma medicação errada pode piorar ainda mais o quadro de uma pessoa doente. Mas enfim, ainda não sabemos o que realmente aconteceu, só sabemos que essa perda foi muito grande. A notícia ainda dói. Principalmente sabendo que Andy deixa sua mulher Lyndie grávida de 8 meses.
A segunda notícia me deixou muito triste, e muito indignado.
MORRE MAIS UM SURFISTA EM REDES DE PESCA NO RIO GRANDE DO SUL
Thiago Rufatto, 18 anos, foi o 49° surfista morto em redes de pesca no Rio Grande do Sul.
Desculpem o desabafo, mas PQP!! 49 pessoas mortas e ninguém faz nada???
Que governo é esse que aceita que pessoas jovens, de bem, que saem alegres para pegar algumas ondas e fazer um esporte sadio e popular, morrem em redes de pesca que ficam abandonadas na praia???? Que políticos são esses??
E vocês sabem por que? Porque os pescadores se organizam, mostram quantos votos representam e, assim, convencem nossos políticos a deixar as redes na praia. Parece surreal, mas é verdade.
Surfista não é peixe, e não pode ser pescados e mortos por redes de pesca. Isso é bizarro, é primitivo, e é um crime contra a vida de pessoas inocentes. Os pescadores e as cidades litorâneas podem e devem ser processados e punidos por isso. Pescar e matar gente não é pesca, é assassinato.
A prática de pescar com redes de calão é arcaica, antiga e ultrapassada, onde os pescadores cravam um calão (um pedaço de madeira) na praia, e jogam suas redes ao mar, na zona de arrebentação, e as amarram nesse calão na areia. Depois vão pra casa, ver TV, enquanto as redes ficam esticadas por dias e acabam matando pessoas inocentes.
Segundo pesquisas realizadas pelos surfistas, 99% de todos os pescadores que pescam com rede de calão não são profissionais da pesca. Eles tem outras atividades e não sustentam suas famílias exclusivamente da pesca.
Eu já fui em passeata, já fui na assembléia legislativa do RS e em diversas reuniões com surfistas, empresas e entidades, e posso lhes dizer; a briga é injusta e os resultados idem.
Primeiro, porque os surfistas são incapazes de se organizar e mostrar quantos votos representam. Na grande maioria, são pessoas egoístas, que só querem pegar suas ondas (ou tirar onda) e que não lutam nem pela saúde de suas praias e nem pela segurança do seu esporte. A verdade é essa, doa a quem doer.
Enquanto os pescadores mandam representantes de cada região do estado, com pastas contendo a quantidade de votos diretos e indiretos gerados pela tribo dos pescadores, da tribo dos surfistas aparecem uma meia dúzia super bem intensionada, mas incapaz de vencer a organização dos pescadores. Alguns nem se expressar direito sonseguem.
É quase a história da formiga e da cigarra. Um grupo trabalha e se garante (os pescadores) e o outro fica só tirando onda e no final se fode (os surfistas).
E aqui eu não falo da entidade FGS ou das pessoas que estão indo na Assembléia. Essas pessoas brigam pelo surf e pela nossa segurança a muitos anos. São guerreiros e são heróis. Eu falo é da grande massa do surf: os surfistas, o mercado, as empresas. Cadê o esforço conjunto?
Eu respeito demais o trabalho incansável dessa galera que luta para acabar com essa prática (Virgilio Panzini de Matos, Orlando Carvalho – FGS e a galera do surf seguro), mas ainda precisamos de mais representação (Número de votos) na mão dessas pessoas para finalmente extinguir essa prática assassina de nossos mares. Sem isso, nossos guerreiros ficam desarmados diante do arsenal de votos trazidos pelos pescadores. Não queremos áreas de surf, queremos o fim dessa atividade sem sentido e assassina.
Porque vamos ser sinceros, delimitar áreas de surf e de pesca não adianta nada quando temos um litoral de mar aberto e com fortes correntezas. No litoral gaúcho, num dia de mar grande, com vento sul e swell de sul, você pode facilmente atravessar diversas áreas e até passar por várias diferentes praias, sendo levado pela corrente marítima. Lá no outside, ninguém consegui enxergar o pedaço de pau cravado na areia (que delimitam a áreas de surf, banho e pesca). e nem consegue sair do mar a tempo de chegar numa área de risco, pois os surfistas são arrastados pelas correntes.
Vale lembrar que as redes de pesca no litoral do Rio Grande do Sul são as responsáveis pelo maior índice de mortes relacionadas ao surf. Mais do que tubarões, ondas gigantes ou corais afiados ao redor do mundo.
Mas enfim, paro por aqui porque a tristeza é grande. E a indignação também.
Mas fica a mensagem: Ou nos organizamos, ou vamos continuar perdendo essa guerra para os (pseudo) pescadores.
Esse dia de finados foi realmente um dia muito triste para o surf gaúcho, brasileiro e mundial. E por isso estamos de luto.
Dadá Souza
SurfOnLine
Marcadores:
andy irons,
luto,
morte no surf,
pesca,
pescadores,
rede de pesca
14 de março de 2010
Perigo no Rio Grande do Sul
O aviso do Xandão, do Site Ondas do Sul, deixou os surfistas do Rio Grande do Sul novamente preocupados.
Agora dia 15/03/2010 está encerrada a temporada de verão e os pescadores estão autorizados a voltar com a pesca com as redes de calão no Estado. Para quem não sabe, as redes de pesca no RS matam mais gente do que os tubarões e do que as ondas gigantes! A situação é absurda, quase bizarra, já que as redes estão pescando pessoas jovens, saudáveis e esportistas. A maneira como é feita essa pesca com calão já deveria ter sido extinta há muito tempo, reciclando hábitos e comportamentos. Já são mais de 50 surfistas mortos até agora e nenhuma providência é tomada para acabar com esse grave problema. Esse número é maior do que o de mortes causadas por ataque de tubarão ou pelos poderosos recifes mundo afora.
O problema é que de um lado dessa briga, estão os pescadores, classe de profissionais muito querida, de trabalho artesanal, e estes são muito unidos e organizados. De outro lado os surfistas, esportistas individualistas, desunidos e desorganizados. Salvo raras e honrosas exceções, os surfistas são ainda muito alienados somente no ato de pegar ondas e esquecem que precisam se organizar para lutar por condições seguras e saudáveis. Na hora de ir para a Assembléia e fazer número para pressionar os dirigentes, aparece uma meia dúzia.
Ninguém sabe quantos são os surfistas no Rio Grande do Sul, onde votam, onde surfam, quantos votos representam. Assim fica difícil de fazer frente e conseguir alguma mudança rápida e eficiente para acabar com essa trágica realidade.
Hoje existe uma delimitação de 500 metros de praia para pesca e 500m para surf, só que a dinâmica do mar aberto do litoral gaúcho favorece uma grande influência das correntes. Em dias de corrente forte esse percurso é feito em poucos minutos pelo surfista, que cruza toda a área para surf antes mesmo de conseguir entrar no outside. E acaba tendo que, inevitavelmente, passar por cima das redes.
Campanhas Educativas da Federação Gaúcha de Surf fazem parte do projeto para diminuir o número de acidentes no mar. É necessário, no entanto, algumas regras básicas por parte dos surfistas, como verificar a direção da corrente, localização das redes e principalmente usar material de segurança adequado e com qualidade.
1. SURFE APENAS EM ÁREAS SEGURAS.
2. CONHEÇA O MAR E AS CONDIÇÕES E A CORRENTEZA QUE VOCÊ VAI ENFRENTAR
3. PERGUNTE AOS LOCAIS SOBRE A LOCALIZAÇÃO DAS REDES DE PESCA
3. FAÇA UM RECONHECIMENTO DA ÁREA DE SURF.
4. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA SEMPRE REVISADO.
5. ALONGAMENTO E BOA ALIMENTAÇÃO.
6. PROCURE NÃO SURFAR SOZINHO.
7. CALMA EM MOMENTOS DE RISCO.
8. ENTENDA O FUNCIONAMENTO DAS REDES.
Os surfistas gaúchos, no entanto, não querem ir contra a pesca, muito pelo contrário, pois muitos surfistas são também pescadores, filhos de pescadores e admiradores da pesca, que é uma atividade divina e primordial, que também é de grande fomento econômico ao litoral. O que se clama, é o abandono deste tipo de material antiquado e inadequado, totalmente fora dos padrões de segurança, inadequado aos dias atuais. Essas redes, a deriva, esticadas da
praia para o mar, com pequenas bóias dentro da água, quase imperceptíveis, são verdadeiras armadilhas lançadas ao azar de quem com elas topar.
Acompanhe as notícias sobre a situação das redes de pesca no Rio Grande do Sul pelo site Ondas do Sul.
Segue também o e-mail do Virgílio Mattos, um dos maiores guerreiros da causa.
Alguns links para você se inteirar mais sobre o assunto:
http://www.blogger.com/feeds/4121221901281196190/posts/default
http://www.ondasdosul.com.br/redes/index.htm
Agora dia 15/03/2010 está encerrada a temporada de verão e os pescadores estão autorizados a voltar com a pesca com as redes de calão no Estado. Para quem não sabe, as redes de pesca no RS matam mais gente do que os tubarões e do que as ondas gigantes! A situação é absurda, quase bizarra, já que as redes estão pescando pessoas jovens, saudáveis e esportistas. A maneira como é feita essa pesca com calão já deveria ter sido extinta há muito tempo, reciclando hábitos e comportamentos. Já são mais de 50 surfistas mortos até agora e nenhuma providência é tomada para acabar com esse grave problema. Esse número é maior do que o de mortes causadas por ataque de tubarão ou pelos poderosos recifes mundo afora.
O problema é que de um lado dessa briga, estão os pescadores, classe de profissionais muito querida, de trabalho artesanal, e estes são muito unidos e organizados. De outro lado os surfistas, esportistas individualistas, desunidos e desorganizados. Salvo raras e honrosas exceções, os surfistas são ainda muito alienados somente no ato de pegar ondas e esquecem que precisam se organizar para lutar por condições seguras e saudáveis. Na hora de ir para a Assembléia e fazer número para pressionar os dirigentes, aparece uma meia dúzia.
Ninguém sabe quantos são os surfistas no Rio Grande do Sul, onde votam, onde surfam, quantos votos representam. Assim fica difícil de fazer frente e conseguir alguma mudança rápida e eficiente para acabar com essa trágica realidade.
Hoje existe uma delimitação de 500 metros de praia para pesca e 500m para surf, só que a dinâmica do mar aberto do litoral gaúcho favorece uma grande influência das correntes. Em dias de corrente forte esse percurso é feito em poucos minutos pelo surfista, que cruza toda a área para surf antes mesmo de conseguir entrar no outside. E acaba tendo que, inevitavelmente, passar por cima das redes.
Campanhas Educativas da Federação Gaúcha de Surf fazem parte do projeto para diminuir o número de acidentes no mar. É necessário, no entanto, algumas regras básicas por parte dos surfistas, como verificar a direção da corrente, localização das redes e principalmente usar material de segurança adequado e com qualidade.
1. SURFE APENAS EM ÁREAS SEGURAS.
2. CONHEÇA O MAR E AS CONDIÇÕES E A CORRENTEZA QUE VOCÊ VAI ENFRENTAR
3. PERGUNTE AOS LOCAIS SOBRE A LOCALIZAÇÃO DAS REDES DE PESCA
3. FAÇA UM RECONHECIMENTO DA ÁREA DE SURF.
4. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA SEMPRE REVISADO.
5. ALONGAMENTO E BOA ALIMENTAÇÃO.
6. PROCURE NÃO SURFAR SOZINHO.
7. CALMA EM MOMENTOS DE RISCO.
8. ENTENDA O FUNCIONAMENTO DAS REDES.
Os surfistas gaúchos, no entanto, não querem ir contra a pesca, muito pelo contrário, pois muitos surfistas são também pescadores, filhos de pescadores e admiradores da pesca, que é uma atividade divina e primordial, que também é de grande fomento econômico ao litoral. O que se clama, é o abandono deste tipo de material antiquado e inadequado, totalmente fora dos padrões de segurança, inadequado aos dias atuais. Essas redes, a deriva, esticadas da
praia para o mar, com pequenas bóias dentro da água, quase imperceptíveis, são verdadeiras armadilhas lançadas ao azar de quem com elas topar.
Acompanhe as notícias sobre a situação das redes de pesca no Rio Grande do Sul pelo site Ondas do Sul.
Segue também o e-mail do Virgílio Mattos, um dos maiores guerreiros da causa.
Alguns links para você se inteirar mais sobre o assunto:
http://www.blogger.com/feeds/4121221901281196190/posts/default
http://www.ondasdosul.com.br/redes/index.htm
Marcadores:
alerta,
morte no surf,
ondas do sul,
rede de pesca,
RS,
surf gaucho,
virgílio mattos
Assinar:
Postagens (Atom)
