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22 de março de 2018

JULIAN WILSON VENCE O QUIK PRO GOLD COAST



Depois de um verão de abstinência, os eventos da WSL voltaram e a primeira das 11 etapas de 2018 foi finalizada. O Quiksilver Pro Gold Coast, primeiro dos três eventos australianos, acabou com uma final australiana, com Julian Wilson campeão do evento e Adrian Buchan como vice.

Antes de começar a falar sobre esse campeonato, vale a pena dizer que 2018 começou com algumas novidades no tour. A WSL trocou de CEO, trocou de Head Judge, mudou a distribuição de pontos em cada fase, a repescagem do Round 5 foi eliminada, a piscina de ondas do Kelly entrou no tour, o Mick Fanning anunciou sua aposentadoria e o Brasil é hoje a nação com o maior número de participantes na elite mundial.

Como acontece há séculos (isso é uma brincadeira), o circuito começa na Gold Coast australiana. Quase sempre na famosa bancada de Snapper Rocks, às vezes também em Kirra. Ninguém questiona a qualidade dessas ondas, tanto Snapper quanto Kirra são ondas longas e de altíssima qualidade, a primeira favorece as manobras e a segunda os tubos. O problema dessa etapa é que nem sempre ela apresenta ondas tão boas durante os campeonatos da WSL. Dessa vez até rolou um daqueles clássicos em Snapper, mas o evento acabou mudando para Kirra. Algumas pessoas disseram que foi uma tremenda mancada da WSL, algumas pessoas disseram que a WSL fez o correto e algumas pessoas disseram que a mudança favoreceria justamente os surfistas que não vinham se destacando nas manobras. O fato é que o campeonato mudou pra Kirra e as finais rolaram com boas ondas. Não estava clássico, nenhum dos surfistas conseguiu colocar duas notas no padrão excelente, mas tinha boas ondas (Nada clássico como muitas mídias publicaram).  

O campeonato começou com ondas difíceis e muita correnteza e a maioria dos “tops” passou trabalho para mostrar uma linha de surf acima da média. Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Mick Fanning foram os melhores nomes do primeiro dia e surfaram bem acima da média. O restou remou. Literalmente.


No segundo dia o round 2 rolou em ondas menores, mas melhores. A repescagem contou com 4 campeões mundiais e com 9 brasileiros lutando para continuar no evento. Medina, Mineiro, Michael Rodrigues, Willian Cardoso e Tomas Hermes venceram seus confrontos na raça e avançaram na competição.  Ian Gouveia, Caio Ibelli, Yago Dora e Jesse Mendes perderam suas baterias e deram adeus a competição com a 25ª colocação (assim como o campeão mundial John John Florence). Jessé deveria ter passado, mas os juízes, ah os juízes...

No Round 3 o time brasileiro perdeu Willian Cardoso, Italo Ferreira e Gabriel Medina. Mais da metade do nosso “time” perdeu nas fases iniciais do evento e muita gente já tem um primeiro descarte já na primeira etapa. Mas também teve quem se conectou bem com as ondas de \Snapper Rocks Tomas Hermes, Filipe Toledo, Adriano de Souza e Michael Rodrigues surfaram muito bem e avançaram na competição. Filipe sempre puxando o ritmo e os limites. Mineiro foi o único brasileiro eliminado no Round 4.

Até o Round 4 o campeonato rolou em Snapper Rocks. Filipe Toledo foi o melhor surfista de todo o evento até aqui, Tomas Hermes e Michael Rodrigues pareciam estar surfando em casa e Owen Wright estava com o surf muito encaixado, sempre fazendo boas notas. Se eu pudesse dizer que o surf tem alguma lógica, diria que o campeonato estaria entre esses quatro competidores.

Nas quartas de final o mar subiu bastante e a organização do decidiu transferiar o evento para Kirra. O evento deixou de lado as manobras para investir nos tubos. Muita gente disse que foi cagada da WSL porque Snapper quebrou clássico. Muita gente defende a ida para Kirra, apesar das poucas notas excelentes nesse dia. Adrian Buchan, sempre constante, eliminou Owen Wright e garantiu a primeira vaga na semi. Tomas Hermes eliminou Filipe Toledo, até então o melhor surfista da competição e foi para sua primeira semifinal na WSL já em seu evento de estreia. Julian Wilson eliminou Michel Rodrigues com a primeira nota bastante inflada e Griffin Colapinto eliminou Michel Bourez fazendo a única nota 10 da competição.

Tomas Hermes e Griffin Colapinto, dois novatos no tour, chegaram as semifinais do evento derrubando verdadeiros gigantes pelo caminho. Tomas, surfando com sua Xanadu Viper, eliminou Joan Duru (FRA, eliminou Kolohe Andino (USA), Eliminou Mick Fanning (AUS) e eliminou o brasileiro Filipe Toledo. Griffin Colapinto venceu de John John e Mikey Wright no Round 1, eliminou o local Joel Parkinson, o norte-americano Kanoa Igarashi e o tahitiano Michel Bourez. Fazer semifinal já no primeiro evento na elite foi um grande feito desses dois novatos que começaram o ano já concorrendo ao Rookie of the Year.


SEMI

Na primeira bateria da semi, o australiano Adrian Buchan venceu Tomas Hermes. Adoraria dizer isso com mais verdade, mas essa foi uma das tantas baterias de julgamento polêmico. Adrian Buchan venceu, mas muita gente acha que nem ele e nem o julgamento convenceram. O heat analyzer está lá para quem quiser ver.


A verdade é que surfistas estreantes muitas vezes são cruelmente julgados e coisas como essa acontecem. Também diria que é verdade que ondas maiores, independente se foram melhores surfadas, ganham pontuações proporcionalmente infladas, como se a linha de surf valesse mais do que o tamanho da onda.

Na segunda semi Julian Wilson venceu Griffin Colapinto surfando mais do que o novato e começou o ano com uma final




FINAL

A final começou com uma onda excelente de Julian Wilson que pegou um tubão, marcou 9.93 e garantiu a metade da bateria. Uma onda menor e um 7.50 garantiram a vitória já na metade da bateria.  Adrian Buchan bem que lutou, mas as ondas não estavam fáceis. Na metade do confronto conseguiu um 6.50 e no finalzinho da bateria um 8.60. Julian venceu o primeiro evento do ano, venceu pela primeira vez na Austrália, venceu vindo de lesão séria no ombro e venceu poucos dias depois do nascimento da sua filha. Nada mal para o australiano.



Adrian Buchan e Julian Wilson chegaram às finais do evento sem estarem entre os grandes nomes do campeonato. Ambos são excelentes surfistas, ótimos competidores e atletas muito constantes, mas verdade seja dita, muita gente surfou melhor do que eles nesse evento e isso, claro, mexeu com os ânimos da galera na web. Se a WSL mudou seu head judge para dar uma nova cara ao julgamento, não sei se conseguiu. Os critérios parece que estão sendo mais levados a sério e fazer high scores aparentemente ficou mais difícil, mas muita gente discordou de alguns julgamentos.

Mesmo com swell, mesmo com ondas longas, mesmo com muita gente boa e tantas caras novas, o evento todo foi morno. Foram raros os momentos de brilho em um evento que era para ser de alta performance nas ondas. E verdade seja dita, Fanning e Parko, mesmo tiozinhos, deram aula em casa. Não será fácil para a Austrália substituir esses dois e não será nada fácil para a nova geração surfar no mesmo nível desses dois. Mas se esses dois deram aula, ninguém surfou mais do que os brasileiros. Filipe Toledo e Gabriel Medina não competiram bem mas surfaram muito acima da média enquanto Michael Rodrigues e Tomas Hermes pareciam locais de Snapper Rocks. Nenhum deles chegou a final, mas tenho certeza de que o surf desses caras impressionou muito mais do que o surf dos finalistas. Coisas de campeonato.


Entre as meninas a final aconteceu entre a norte-americana Lakey Peterson e a australiana Keely Andrew. Ver as meninas competindo em Kirra foi legal demais e a norte-americana venceu a disputa por 15.67 a 5.67.





OS BRASILEIROS NA COMPETIÇÃO

ADRIANO DE SOUZA

Adriano de Souza é um competidor nato. Um soldado obstinado e dedicado, não à toa é um campeão mundial.

Mineiro estreou contra Adrian Buchan (AUS) e Willian Cardoso (BRA) em uma bateria com poucas ondas boas, passou a bateria toda esperando uma onda boa que só veio no final do confronto. No Round 2 Mineiro eliminou Ian Gouveia fazendo uma boa bateria. Saiu na frente, manteve um ritmo forte durante todo o confronto e mostrou repertório, vontade e uma ótima leitura de onda.  No Round 3 Mineiro enfrentou Wade Carmichael, passou a bateria toda lutando e na última onda fez uma virada espetacular em cima do australiano. No Round 4 Mineiro enfrentou Michael Rodrigues e Michel Bourez. Mineiro surfou bem, mas acabou ficando em 3º em uma bateria onde o julgamento foi bastante questionado.

Adriano começou o ano com uma 9ª colocação, é sempre um candidato real para vencer as etapas. Às vezes parece que ele tem vontade demais e isso o atrapalha. Em Bells é um dos favoritos.


CAIO IBELLI

Caio Ibelli é um surfista talentoso e muito dedicado. Esse ano caio recebeu uma proposta da Slater Designs, quebrou o contrato de exclusividade com o Xanadu e começou o ano competindo com pranchas novas.  

Na primeira bateria do evento contra Owen Wright (AUS) e Ezekiel Lau (HAW), passou a bateria toda literalmente boiando. As condições do mar estavam bastante difíceis e Caio finalizou a bateria na 2ª colocação mais por interferência do Zeke Lau do que pelo surf que ele conseguiu apresentar.  No Round 2 Caio Ibelli enfrentou Willian Cardoso, dessa vez surfou bem, mostrou um surfou bem forte e consistente, mas o Panda surfou muito. 

2018 começou com um descarte e um amargo 25º. Muito pouco para um garoto com um surf tão consistente. Agora é ir pra Bells mais focado e com mais sorte.

FILIPE TOLEDO

Filipe Toledo é uma estrela de raro talento. É fácil o surfista mais rápido do mundo hoje e voa como poucos. Filipe tem o equilíbrio quase perfeito entre vontade e frieza competitiva e é um dos sérios candidatos ao título esse ano.

No Round 1 Filipe estreou contra o brasileiro Tomas Hermes e o Frederico Moraes (PRT), fez a melhor onda do dia, a maior somatória do dia e simplesmente sobrou na bateria. No Round 3 Filipe Toledo venceu o brasileiro Italo Ferreira em uma bateria que poderia ter sido a final do evento. Surf de altíssimo nível. No Round 4 Filipe Toledo enfrentou os australianos Mikey Wright e ace buchan e simplesmente atropelou todo mundo. Nas quartas de final Filipe Toledo enfrentou Tomas Hermes nas ondas de Kirra e simplesmente não conseguiu se conectar com as ondas.

Filipinho começou o ano com uma 5ª colocação, não foi ruim, mas vale a pena repetir: ninguém surfou como ele em toda a competição. Em Bells? Grandes chances.




GABRIEL MEDINA

Gabriel Medina é o talento em pessoa. Quando ele resolve que quer não tem quem o pare. Surfe de campeão mundial. 

No Round 1 Medina estreou contra Italo Ferreira (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA) e sua primeira participação no ano foi com uma interferência em cima do italiano. Medina surfou muito bem sua primeira onda, mas acabou pagando caro pela falta de inteligência. No Round 2 Gabriel Medina pegou novamente Leonardo Fioravanti e dessa vez atropelou o italiano. No Round 3 Medina enfrentou o australiano Mikey Wright, passou a bateria toda levando uma escovada e não mostrou nem a metade do que esperávamos dele. Acabou eliminado no Round 3 e começou o ano com uma 13ª colocação. Muito pouco para quem vinha mostrando um surf tão forte.

Medina tem um talento monstruoso e pode facilmente empilhar alguns títulos mundiais, mas nem sempre é inteligente em suas baterias.  Vai pra Bells sabendo que já tem um primeiro descarte. P.S. - Não seria o caso de procurar um técnico de verdade?

IAN GOUVEIA

Ian Gouveia é o nosso mini-Occy. O pequeno caçula dos Gouveia cresce quando o mar sobe, tem manobras fortes e uma vibe incrivelmente boa.

No Round 1 Ian Gouveia estreou contra Julian Wilson (AUS) e Joan Duru (FRA), não encontrou boas ondas na bateria, não surfou bem e terminou o confronto na terceira colocação. No Round 2 Ian surfou contra Adriano de Souza pelo tudo ou nada,  surfou bem forte, lutou e quase virou a bateria no final do confronto, mas a leitura de onda do Mineiro fez a diferença.

Começar o ano com uma 25ª colocação certamente não era o seu objetivo. Agora é ajustar o foco e correr atrás do prejuízo em Bells


ITALO FERREIRA

Italo Ferreira é um surfista rápido, forte, confiante e sempre entra na água para vencer e não raro atropela seus adversários. Seu surf é agressivo, radical e muito veloz.

No Round 1 Italo estreou contra Gabriel Medina (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA), mostrou o melhor surfe do dia e garantiu a primeira vitória brasileira na competição. No round 3 Italo Ferreira e Filipe Toledo fizeram um grande confronto (bem melhor que o da final), Filipe levou a melhor e Italo se despediu cedo demais da competição.

Italo começou o ano com um 13º justamente em uma das ondas que mais favorecia o seu surf. Em Bells Italo é um forte candidato. Tem surfe de backside de sobra.



JESSE MENDES

Jesse Mendes chegou a elite mundial já pronto. Surfista afiado, competitivo e muito radical.

No Round 1 Jesse Mendes enfrentaria Kelly Slater (USA) e Mick Fanning (AUS), mas Slater não compareceu ao evento e Jesse estreou no tour fazendo a única bateria homem-a-homem do Round 1 contra o local hero e tricampeão mundial Mick Fanning. Jesse bem que tentou, mas o australiano escolheu as melhores ondas, surfou melhor e levou a bateria. No Round 2 Jesse enfrentou Wade Carmichael, começou surfando bem vertical e levou a melhor na primeira troca de onda. Ficou faltando uma segunda onda boa para o brasileiro que perdeu para um adversário que definitivamente surfou pior do que ele.

Estrear na elite mundial com uma 25ª colocação é aquela coisa, ou você foca, ou cai fora. E o primeiro descarte você já tem. Em Bells Jesse deveria surfar um pouco mais tranquilo e sem tantos erros. Surfe e experiência definitivamente não lhe faltam.



MICHAEL RODRIGUES

Michael Rodrigues é um novato no tour, mas como dizem, chegou chegando. Rápido, ousado, radical e bom competidor.

O cearense Michael Rodrigues estreou no tour surfando contra Matt Wilkinson (AUS) e Michel Bourez (PYF), não encontrou boas ondas na bateria e finalizou na 2ª colocação. No Round 2 o cearense pegou o havaiano Sebastian Zietz, surfou e competiu muito bem e fez a mala do havaiano. Mostrou velocidade, mostrou radicalismo e avançou para o round 3 com certa facilidade. No Round 4 eliminou Jordy Smith em uma bateria bastante disputada. No Round 4 Michael Rodrigues enfrentou Mineiro e Michel Bourez, foi um dos melhores surfistas da bateria, mas os juízes deram a vitória ao tahitiano. Nas quartas de final Michael Rodrigues pegou o australiano Julian Wilson, que surfou melhor e venceu a bateria. Os juízes foram bem generosos ao digitar as notas do australiano, mas ele realmente venceu a bateria.

Quartas de final em seu primeiro evento na elite é para poucos. Snapper Rocks é uma onda especialmente boa para o surfe de Michael Rodrigues e ele aproveitou a chance para conquistar importantes pontos. Se encaixar seu surf nas ondas de Bells tem grandes chances de sair da perna australiana com o ano pelo menos encaminhado.


TOMAS HERMES

Tomas Hermes é um estreante no tour. Inteligente, habilidoso e cheio de cartas na manga.

O novato Tomas Hermes estreou no tour contra Filipe Toledo (BRA) e Frederico Moraes (PRT). Ele  bem que tentou, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Tomas enfrentou o francês Joan Duru e surfou como se estivesse em casa. Leu muito bem as ondas, surfou com comprometimento e com inteligência, só não mostrou muito radicalismo. No Round 3 Tomas Hermes eliminou o norte americano Kolohe Andino surfando com muita facilidade. No Round 4, Tomas surfou contra Mick Fanning e Owen Wright, dois mestres nessa onda. Owen fez uma bateria inspiradíssimo e sinceramente não teve adversários. Tomas lutou muito, surfou forte, leu bem as ondas, competiu muito bem e eliminou o Mick Fanning da disputa. Uma belissima bateria para o brasileiro. Nas quartas de final Tomas Hermes enfrentou Filipe Toledo, o melhor surfista do evento até então, e venceu o confronto. Na semi Tomas enfrentou o aussie Adrian Buchan. As ondas estavam difíceis e Tomas surfou bem. Adrian Buchan venceu o confronto e foi para a final, mas não convenceu. O Heat Analyzer está lá para quem quiser ver.

Tomas começou o ano de maneira espetacular. Apostando no tabalho do shaper brasileiro Xanadu, fez semifinal no primeiro evento da elite é mais do que qualquer um poderia sonhar, inclusive o próprio Tomas. Snapper Rocks é uma onda que favorece o seu surf e ele aproveitou como ninguém. Rumo a Bells feliz da vida e sabendo que pode garantir ali um ano um pouco mais tranquilo.


WILLIAN CARDOSO

Willian Cardoso é um surfista forte, determinado e um bom competidor.
Willian estreou no CT contra Adrian Buchan (AUS) e Adriano de Souza (BRA). Enquanto o Mineiro e o Ace boiaram muito, o Panda aproveitou para surfar, manobrou bem forte, mas não encontrou as melhores ondas da bateria.  No Round 2 Willian enfrentou Caio Ibelli em uma bateria super disputada. O Panda surfou muito forte, escolheu as maiores ondas e conseguiu a virada no último minuto da bateria. No Round 3 Willian pegou o australiano Owen Wright, parecia um pouco de nervoso, não escolheu bem suas ondas nem encaixou suas manobras com tanta pressão e perdeu a bateria para um experiente Owen Wright.

Willian é um cara que pode surpreender em Bells. Surfe forte ele tem.





YAGO DORA

Yago Dora é um dos surfistas mais talentosos da nova geração brasileira. Rápido, radical e estiloso. Um surfista no meio de muitos atletas.

No Round 1 Yago Dora estreou na elite contra Jeremy Flores (FRA) e Joel Parkinson (AUS), surfou algumas boas ondas, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Yago enfrentou o norte-americano Conner Coffin em uma bateria com poucas ondas boas, não conseguiu mostrou seu melhor surf e o americano venceu o confronto surfando as melhores ondas da bateria.


Começar o ano com um 25º é começar o ano já com um descarte. Yago tem talento de sobra e pode surpreender em muitas etapas, mas precisa competir bem. 2018 será um ano de muito aprendizado.

23 de abril de 2015

Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e lidera o ranking mundial


Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e é o lider isolado (e com folga) do ranking mundial da @WSL. E o melhor, campeão derrotando Kelly Slater, Taj Burrow e John John Florence no evento que teve as melhores ondas do ano! 
Veja a reportagem completa aqui: http://surfonline.com.br/news/competicoes/2015/04/adriano-de-souza-vence-o-margaret-river-pro-e-lidera-o-ranking-mundial/

9 de abril de 2015

Faning vence em Bells e divide a liderança do ranking com Filipe Toledo


O australiano Mick Fanning venceu o brasileiro Adriano de Souza na grande final do Rip Curl Pro Bells Beach, realizada agora há pouco na mítica onda de Bells Beach, Austrália.
Mineiro e Fanning fizeram uma grande campanha em Bells, ambos estavam bem sintonizados  com as difíceis condições do mar e realmente mereceram as duas vagas na grande final. A bateria foi super disputada e o confronto terminou empatado, com a vitória do australiano no desempate. O resultado para muitos foi polêmico, principalmente quando Adriano de Souza precisava de 7.78 para virar o resultado, fez 6 manobras em uma onda e ganhou 7.77 uma nota que talvez convenientemente dava o empatemas que não dava a virada da bateria para o brasileiro.  Polêmicas a parte, Fanning venceu a competição, conquistou o tetra-campeonato em Bells (empatado com Slater) e agora está empatado com Filipe Toledo na liderança do ranking mundial.

5 de março de 2015

ROXY PRO - AO VIVO


Está rolando ao vivo o Roxy Pro Gold Coast, a primeira etapa do circuito mundial feminino pela World Surf League. Direto de Snapper Rocks, Gold Coast, Australia.

Confira ao vivo aqui:
http://www.worldsurfleague.com/events/2015/wct/1208/roxy-pro-gold-coast

27 de fevereiro de 2015

AO VIVO - QUIKSILVER PRO GOLD COAST


Começou nessa sexta-feira, o Quiksilver Pro Gold Coast, 1ª etapa do Championship da World Surf League. As ondas nesse primeiro dia estavam pequenas, de meio a um metro, mas bem surfáveis.

Confira a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/sem-categoria/2015/02/ao-vivo-quiksilver-pro-gold-coast/

Assista o evento ao vivo aqui: http://www.worldsurfleague.com/events/2015/mct/1207/quiksilver-pro-gold-coast/live

10 de fevereiro de 2015

AO VIVO! Australian Open of Surfing



Está rolando ao vivo, direto de Manly Beach, Austrália, o Australian Open of Surfing, etapa de nível 6000 do circuito Qualifying Series da World Surfing League. 

Leia a matéria completa aqui:
http://surfonline.com.br/news/competicoes/2015/02/ao-vivo-2015-australian-open-surfing/


Assista ao vivo, direto pelo site da World Surfing League: http://www.australianopenofsurfing.com/2015/live

10 de abril de 2014

The Box no WCT

Gabriel Medina - Foto: ASP/Kirstin

O DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO, 2ª etapa do WCT 2014, chega a sua reta final em Margaret River, Austrália. O líder do ranking, Gabriel medina, é o único brasileiro nas quartas-de-final do evento.

Medina conquistou sua vaga nas quartas ao vencer no Round 4 o local Yadin Nicol e o brasileiro Miguel Pupo, em Margaret River.


Gabriel Medina é o único brasileiro nas quartas-de-final 
do DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO. Foto: Kirstin/ASP


THE BOX 

O Round 5 do DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO trouxe uma novidade para o tour: pela primeira vez na história, a perigosa e desafiadora onda de The Box entrou em um evento WCT. 

Mudar o evento para The Box foi bom para o público, que ganhou em espetáculo vendo os atletas da elite enfrentar tubos realmente desafiadores, e bom para os atletas que já estavam acostumados a enfrentar essas ondas. Mas essa decisão tornou as coisas mais difíceis para alguns dos surfistas, que não tinham muita (ou nenhuma) experiência no pico. Quem não treinou, se deu mal.


Na primeira bateria do R5, Jordy Smith e Miguel Pupo se encontraram em uma bateria bastante favorável ao sul-africano, mais experiente nessas ondas. Miguel Pupo nunca havia surfado ali antes e isso ficou nítido na bateria.  Jordy Smith saiu pegando tubos enquanto Miguel Pupo começou a bateria com algumas vacas, uma delas impressionante. Faltando 5 minutos Pupo pegou dois tubos curtos e marcou suas primeiras notas, mas não foi suficiente. Jordy avançou e Miguel deixou o evento na 9ª colocação, outro bom resultado para o brasileiro, que começou o ano com um 5º na Gold Coast.  


Miguel Pupo teve que aprender a surfar The Box em plena bateria. 
Uma onda nada fácil para um goofy. Foto: ASP/Cestari

Na 2ª bateria, dois surfistas experientes em The Box: o local Yadin Nicol contra o também australiano Josh Kerr. E foi Kerr que saiu na frente alguns tubos: 6.17,  4.50 e  um incrível 8.17. como o local Yadin Nicol só tinha um 4.50 e um 4.97, teve que assistir a vitória de Josh Kerr, que surfou muito a vontade durante todo o confronto. Ele adora esse pico!  

Na 3ª bateria, o experiente Joel Parkinson contra o estreante em The Box Filipe Toledo.  A disputa começou bonita. Parko abriu com um tubão e marcou um 8.17. Filipinho começou com um dois tubos: 4.17 e 8.23. Ambos estavam bem a vontade dentro d ´água. Parko fez um 8.43 e voltou para a liderança. Overscored? Talvez. Mas a segunda onda do Filipe não vinha. Filipe ficou precisando de um 8.38 e assim finalizou a bateria. Além de mostrar muita atitude, Filipinho acabou o evento na 9ª colocação, seu melhor resultado até agora. 



Na última bateria do Round 5, o especialista em ondas cilíndricas Michel Bourez contra o guerreiro brasileiro Adriano de Souza. O tahitiano escolheu melhor as ondas e saiu na frente com dois belos tubos, um 6.50 e um 7.83. Adriano escolheu só as pequenas ondas e as notas não saíram.  

Todos os brasileiros perderam suas baterias em The Box. Será que faltou treino e intimidade com a onda? Parece que sim.

O evento recomeça com a realização das quartas-de-final e para coroar o campeão dessa segunda etapa do WCT 2014. e as baterias das quartas já valem todo e qualquer esforço: Bede Durbidge contra Jordy Smith, o estrategista australiano contra o talentoso sul-africano. Gabriel Medina enfrenta o australiano Josh Kerr. Medina defende a liderança do tour, mas se o evento for em The Box, Medina corre mais riscos. Kelly Slater contra Joel Parkinson, uma bateria que sempre sai fogo antes mesmo de entrar na água. E na última bateria das quartas, Nat Youg x Michel Bourez, o garoto revelação de 2013 contra tahitiano o especialista em ondas cilíndricas. Imperdível.


Quartas-de-final1.a: Bede Durbidge (AUS) x Jordy Smith (AFR)
2.a: Gabriel Medina (BRA) x Josh Kerr (AUS)
3.a: Kelly Slater (EUA) x Joel Parkinson (AUS)
4.a: Nat Young (EUA) x Michel Bourez (TAH)

9 de abril de 2014

West Oz Free Surf with Nicol and Florence

Yadin Nicol and John John Florence em uma sessão de freesurf  em um lay day durante o Drug Aware Margaret River Pro.


8 de abril de 2014

Ondas e tubarões. This is Austrália

Primeiro foi no freesurf de Kelly slater em The Box, quando um tubarão passou do ladinho de Slater enquanto o 11vezes campeão do mundo surfava um tubo. 

Agora foi com Adriano de Souza, o Mineirinho, que postou essa foto abaixo, onde ele aparece remando e dividindo a onda com um dos locais mais temidos do pico.

Tudo isso agora durante essa semana na Austrália, onde está rolando o Margaret River Pro, 2ª etapa do WCT 2014. 

A Australia tem sido muito criticada em sua atitude de incentivar matança de tubarões, principalmente porque muitas espécies de tubarão estão sofrendo com a excessiva pesca industrial e com o comércio ilegal de barbatanas. 

Apesar do convívio de certa forma pacífico entre surfistas e tubarões, não dá pra facilitar. Não se sabe ao certo se são mesmo tubarões ou se parecem com tubarões. Todos sabem que o oeste australiano abriga uma impressionante concentração de tubarões, inclusive o branco, e que alguns encontros, como podemos ver, são perfeitamente possíveis. qual será a postura da ASP em relaçao a segurança de seus atletas? Que repercussão isso terá em um país que vem sendo criticado por incentivar a matança de tubarões? Waves & Sharks. This is Australia!

Como dizia o ex-surfista profissional Teco Padaratz, em sua palestra no congressurf:  "as premiações deveriam ser maiores para os surfistas. Um jogador de golf corre, na pior das hipóteses, o risco de ser picado por uma abelha, e se ganhar o evento ganha 1 milhão de dólares. Já um surfista enfrenta mares perigosos, ondas poderosas em cima de corais afiados e corre o risco de encontrar com tubarões. E se ganhar o evento, ganha fácil 10 vezes menos que um jogador de golf." Faz sentido.

O evento pode ser assistido aqui (no Brasil a partir das 20 hs)
http://www.aspworldtour.com/events/2014/mct/649/drug-aware-margaret-river-pro/live





Foto: Baronisfilmes/Instagram e Facebook de Adriano de Souza

12 de março de 2014

Gabriel Medina sai na frente na briga pelo título mundial de 2014.

 Gabriel Medina começa o ano como o numero 1 do mundo. Foto ASP/Sherman


Não teve para ninguém. O brasileiro Gabriel Medina começou o ano com força total e estreou com vitória já na primeira etapa do WCT 2014, evento que rolou na Gold Coast australiana. Com um surfe de manobras fortes, Medina venceu o local hero Joel Parkinson na grande final e começou o ano liderando o ranking mundial. Além de Medina, Adriano de Souza e Miguel Pupo também começam o ano entre os top 5 do ranking mundial da ASP.

Ao vencer o evento Medina fez história na Gold Coast como o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título do Quiksilver Pro Gold Coast (Jacqueline Silva, em 2004, foi a primeira brasileira a vencer na Gold Coast), a etapa de abertura do circuito mundial, e o segundo goofy footer a vencer nas direitas da Gold Coast. Isso tudo em seu primeiro campeonato na volta de sua contusão.

Na Austrália Gabriel Medina surfou como um guerreiro e venceu os maiores surfistas australianos em sua própria casa. Nas quartas Medina venceu o local hero e atual campeão mundial Mick Fanning, na semi Gabriel venceu a lenda do surf australiano Taj Burrow e na final venceu o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, também local da Gold Coast. Foi um arrastão brasileiro em praias australianas.

Joel Parkinson mais uma vez termina o evento como 2º colocado, mas surfou com grande maestria e foi um dos melhores surfistas de todo o evento.


Quem também brilhou foi Adriano de Souza, surfista que vem em uma grande fase. Depois de três excelentes atuações nas 3 etapas do circuito WQS, Mineiro acabou o evento na 3ª colocação, venceu Kelly Slater duas vezes seguidas e eliminou o 11 vezes campeão mundial do evento ao vencê-lo nas quartas-de-final. Mineiro só parou na semi, derrotado por um “imparável” Joel Parkinson. Mineiro lidera o ranking unificado e ocupa a 3ª posição no ranking do WCT 2014, empatado com o australiano Taj Burrow. A propósito, faz tempo que Slater não consegue vencer Mineiro.

 
A pentacampeã mundial Stephanie Gilmore começa o ano na liderança do ranking. Foto ASP/Cestari

ROXY PRO – Entre as meninas, a vencedora foi a pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore, que venceu a etapa pela 5ª vez na Gold Coast. A sul-africana Bianca Buitendag fez sua primeira final no WCT e ficou com a segunda colocação. Carissa Moore e Lakey Peterson ficaram com a 3ª colocação.
A próxima etapa do WCT acontece em Margaret River, Australia, de 2 a 13 de abril.



Resultado do Quiksilver Pro 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 CJ Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Miguel Pupo (Bra)


Resultado do Roxy Pro 2014

1 Stephanie Gilmore (Aus)
2 Bianca Buitentag (Afr)
3 Carissa Moore (Haw)
3 Lakey Peterson (EUA)


Ranking do World Tour 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
4 Adriano De Souza (Bra)
5 Mick Fanning (Aus)
6 Kelly Slater (EUA)
7 C.J. Hobgood (EUA)
8 Miguel Pupo (Bra)
9 Nat Young (EUA)
10 Josh Kerr (Aus)
11 Freddy Patacchia (Haw)
12 Mitch Crews (Aus)
13 Julian Wilson (Aus)
14 Michel Bourez (Tah)
15 Owen Wright (Aus)
16 Adrian Buchan (Aus)
17 Jeremy Flores (Fra)
18 Adam Melling (Aus)
19 Kolohe Andino (EUA)
20 Jadson André (Bra)
21 Travis Logie (Afr)
22 Dion Atkinson (Aus)
23 Tiago Pires (Por)
24 Jordy Smith (Afr)
25 Kai Otton (Aus)
26 John John Florence (Haw)
27 Filipe Toledo (Bra)
28 Sebastian Zietz (Haw)
29 Bede Durbidge (Aus)
30 Matt Wilkinson (Aus)
31 Alejo Muniz (Bra)
32 Aritz Aranburu (Esp)
33 Raoni Monteiro (Bra)
34 Brett Simpson (EUA)


16 de fevereiro de 2014

Adriano de Souza vence o Hurley Australian Open of Surfing 2014

Adriano de Souza, campeão do Australian Open of Surfing - Foto: ©surflove.com.au


Deu brasil na cabeça! Adriano de Souza é o campeão do Australian Open of Surfing. O primeiro evento 6 estrelas de 2014 foi finalizado nesse sábado em Manly Beach, Sydney, Austrália.

O nosso Mineirinho, que há poucos dias atrás já havia feito a final do Volcom Pipe Pro - 5 estrelas surfando as ondas pesadas e tubulares de Pipeline, ontem fez sua segunda final consecutiva e venceu o campeonato de Manly surfando merrecas inconstantes. Ao se destacar tanto nas bancadas de coral do Hawaii quanto  nas merrecas dos beach breaks, Mineiro mostrou que está muito bem preparado. Física e mentalmente. Seu surf está completo, agressivo, maduro, focado e com uma determinação e uma força de vontade fora do comum.

Na final do Australian Open, evento na casa do australiano e patrocinado pelo patrocinador de Julian Wilson, Adriano de Souza venceu o australiano de forma esmagadora: 17.20 a 8.34. Julian Wilson voltou para casa precisando de 17.21 para virar o resultado. #QueSurra

Entre as meninas quem levou o título foi Carissa Moore, que foi igualmente arrasadora. Na final Carissa somou 7.67 e 9.43 e venceu a também havaiana Alessa Quizon por 17.10 a 15.80. Só para registro: o layback que a Carissa Moore acertou foi realmente impressionante. E deixou muito atleta profissional com inveja. As brasileiras não se deram muito bem na etapa,Silvana lima foi a melhor colocada, na 19ª posição, e  Bruna Schmitz e Jacqueline Silva ficaram na 37º colocação.

Mas foi o “Brazilian Storm” que trovejou forte nesse Australian Open. O evento entrou em sua fase final com 3 brasileiros, 2 australianos, 1 francês, 1 havaiano e  1 norte-americano nas quartas-de-final. Adriano de Souza venceu o evento, Tomas Hermes ficou em 3ª e Peterson Crisanto na 5ª colocação.  Os três detonaram, empolgaram os locutores e a torcida na areia e chegaram as fases finais do evento mostrando um surf sólido e inteligente, com muita regularidade e com muita determinação, com uma paixão quase visceral a cada onda surfada. Heitor Alves, Alex ribeiro e Filipe Toledo surfaram muito bem, fizeram grandes atuações em Manly e também merecem destaque.

QUARTAS

Na primeira bateria das quartas, Julian Wilson venceu Peterson Crisanto. Foi uma bateria bastante disputada, as médias foram bastante apertadas, 13.63 do aussie contra 13.03 do brasileiro, mas Julian Wilson acabou vencendo. Na segunda bateria do dia, Tomas Hermes mais uma vez foi grande e travou uma bela disputa contra o francês Jeremy Flores. Com um surfe afiado, Tomas venceu por Jeremy por 13.33 a 13.17 de Jeremy. Na terceira bateria, Adriano de Souza venceu o havaiano Fredrick Patacchia por 15.77 a 14.33. E na última bateria das quartas, Patrick Gudauskas venceu o aussie Bede Durbidge por 16.53 a 16.16.

SEMI FEMININA

Entre as meninas, 3 havaianas e uma francesa fizeram as finais do evento. Na primeira semi feminina, Carissa Moore e Maud Le Car disputaram a vaga na final com muita dedicação. A francesa liderou a bateria do início ao fim. Nos instantes finais, Carissa tentou tirou uma onda salvadora da cartola e venceu a francesa por 9.34 a 9.26.
Na segunda semi, 100% havaiana, Alessa Quizon mostrou dominância e venceu Malia Manuel por 14.90 a 12.60.


SEMI MASCULINA

JULIAN WILSON (AUS) x TOMAS HERMES (BRA) Julian começou liderando a bateria ao marcar 5.33 e 6.50 e essa foi uma bateria que começou com poucas ondas. Tomas Hermes pegou uma boa direita, manobrou com pressão e marcou 7.33. No finalzinho da bateria Tomas pegou mais uma boa direita e marcou 6.60. Julian Wilson logo atrás pegou uma boa onda e marcou 8.50, deixando o brasileiro precisando de 7.68. Tomas teve sua chance, pegou uma boa onda e executou várias manobras, mas os juízes deram nota 7.00. Julian Wilson foi para a final do Australian Open of Surfing

ADRIANO DE SOUZA (BRA) x PATRICK GUDAUSKAS (USA) é com uma determinação impressionante, Adriano lembrou o pugilista Mike Tyson. Mal tocou a sirene e Adriano partiu como um furacão para cima do norte-americano: marcou 9.07, um 7.17, um 8.33 e ainda descartou um 7.87. Patrick Gudauskas ficou só assistindo e nada pôde fazer. #KnockOut! Mineiro 17.40, Patrick G. 10.53.

FINAL FEMININA

CARISSA MOORE (HAW) x ALESSA QUIZON (HAW) Na final havaiana quem se deu melhor foi Carissa Moore, que saiu na frente com um 4.17 e um 7.67. Competidora ágil e agressiva, Carissa pegou uma direita pequena, mandou um layback muito forte e radical: 9.43. Alessa Quizon tinha um 7.93 e um 7.87, mas Carissa Moore surfou como uma verdadeira campeã mundial e levou o título da etapa.

FINAL MASCULINA

ADRIANO DE SOUZA (BRA) x JULIAN WILSON (AUS)
Mineiro foi quem abriu a bateria. Uma onda de três manobras, uma delas bem forte, que lhe rendeu 8.33. Julian Wilson começou errando suas manobras e marcou 3.67 e 1.33. E daí até o fim da bateria, Julian Wilson não acertou mais nada. Julian, que tinha eliminado da disputa os brasileiros Peterson Crisanto e Tomas Hermes, nas quartas e na semi, foi esmagado por um gigante Adriano de Souza na final: 17.20 a 8.34. 

Essa foi a primeira vez que um brasileiro venceu o Australian Open of Surfing. 

No skate, os brasileiros também detonaram1. Bob Burnquist e Pedro Barros dois dos maiores nomes do esporte, conquistaram prêmios no sábado e Pedro Barros venceu a categoria Pro na piscina.

Negunda-feira começa a próxima etapa do ASP 6-Star em Newcastle, Austrália e de 1º a 12 de março começa o WCT 2014 nas praias da Gold Coast. Essa perna australiana promete!




 Julian Wilson surfou bem durante todo o evento, eliminou os brasileiros Peterson Crisanto e Tomas Hermes na reta final do campeonato mas na final foi esmagado pelo homem-de-aço Adriano de Souza. - Foto: ©surflove.com.au

Tomas Hermes começou o ano com um belo resultado: 3º lugar no Australian Open, 
3º lugar no ranking WQS e US$ 6,150 no bolso - Foto: ©surflove.com.au

VÍDEOS OFICIAIS:







RESULTADOS

Masculino

1 Adriano de Souza (Bra)
2 Julian Wilson (Aus)
3 Tomas Hermes (Bra)
3 Patrick Gudauskas (EUA)
5 Peterson Crisanto (Bra)
5 Jeremy Flores (Fra)
5 Fred Patacchia (Haw)
5 Bede Durbidge (Aus)

Feminino

1 Carissa Moore (Haw)
2 Alessa Quizon (Haw)
3 Maud Le Car (Fra)
3 Malia Manuel (Haw)
5 Leila Hurst (Haw)
5 Georgia Fish (Aus)
5 Nage Melamed (Haw)
5 Nikki Van Dijk (Aus)

Ranking do WQS (depois de 4 etapas)

1 Adriano de Souza (Bra) - 4.484 pontos
2 Julian Wilson (Aus) - 2.640
3 Patrick Gudauskas (EUA) - 2.080
3 Tomas Hermes (Bra) - 2.080
5 Kelly Slater (EUA) - 2.000
6 Fredrick Patacchia (Haw) - 1.946
7 Wiggolly Dantas (Bra) - 1.880
8 Bede Durbidge (Aus) - 1.748
9 Mitchel Coleborn (Aus) - 1.658
10 Jeremy Flores (Fra) - 1.560
10 Peterson Crisanto (Bra) - 1.560
14 Heitor Alves (Bra) - 1.070 pontos
22 Alex Ribeiro (Bra) - 920
24 David do Carmo (Bra) - 885
37 Krystian Kymerson (Bra) - 635
37 Ian Gouveia (Bra) - 635
41 Santiago Muniz (Arg) - 625
41 Michael Rodrigues (Bra) - 625
45 Jessé Mendes (Bra) - 606
45 Jean da Silva (Bra) - 606
49 Leandro Usuña (Arg) - 565




 Adriano de Souza - Campeão do Hurley Australian Open of Surfing 2014 
e líder do WQS (após 4 etapas realizadas).

20 de setembro de 2013

Taj vence em Lower Trestles e a corrida pelo título ficou mais emocionante.



Finalizou em Trestles, California, a 7ª etapa do circuito mundial da ASP. Taj Burrow venceu a etapa, Mick Fanning tirou de Kelly Slater a liderança do tour e os surfistas da elite moeram as ondinhas de Lower Trestles. Não foi um evento bonito e nem muito empolgante, mas o nível de surf foi bom e a etapa colocou um pouco mais de tempeiro nessa reta final do campeonato mundial. 

Agora é França, Portugal e Hawaii e pelo jeito o título de 2013 será disputado até o final. 

Não foi aquele Trestles que todo mundo esperava. As ondas estavam pequenas e bem demoradas, quase no limite do pico. Mas as ondinhas eram perfeitas, longas e possibilitavam todo tipo de manobras. E a galera arrepiou. Foi até legal ver os atletas competindo em ondas ruins e mais parecidas com aquelas que nós, simples mortais, surfamos diariamente. Se bem que talvez tenha muita gente aqui que adoraria e preferiria aquela merrequinha de Trestles do campeonato do que seu pico de origem. 

Mas nem tudo foi bom no Hurley Pro, o evento ficou marcado pelas ondas minúsculas e pelo complicado julgamento. Muitas das baterias deixaram margem para muitas discussões. 

O que interessa é que Taj Burrow venceu com grande estilo na afinal 100% australiana e entrou na briga pelo título.

Na primeira semi, Taj Burrow enfrentou o sul-africano Jordy Smith e liquidou a fatura logo nos primeiros minutos de bateria. Em sua primeira onda, executou três rasgadas fortes e finalizou com uma batida na junção e ganhou 9.33. Logo em seguida, pegou outra direita, mandou pequenas rasgada e finalizou com um aéreo na junção: 6.50. Jordy Smith surfou ondas ruins e quase que desapareceu na bateria. Depois as ondas pararam de entrar.Apesar de não ter sido nem sombra do mesmo Jordy que surfou até a semi, foi um dos grandes nomes do Hurley Pro. Nas ondas pequenas, esse grandão de 1,90 m detonou e saiu de Trestles como o número 3 do mundo. Uma belíssima ascenção de Jordy.

Na segunda semi, Julian Wilson e Michel Bourez disputaram a segunda vaga da final. A bateria começou com poucas ondas e as duas melhores ondas dos atletas só vieram nos minutos finais da bateria. Julian Wilson surfou melhor e venceu com certa facilidade o confronto. Michel Bourez fez um grande evento e mostrou muito power nas merrecas. Impressionante como evoluiu sua técnica nas merrecas. No Rio de Janeiro também vi ele destruindo valinhas minúsculas no meio da Barra. Bourez saiu de Trestles com a 10ª colocação no ranking.

Na grande final, 100% australiana, Taj Burrow não deu chances ao jovem Julian Wilson e conquistou sua primeira vitória em 2013. Taj começou a bateria com um 8.67 em uma esquerda que rendeu três pancadas de backside e uma batidinha na junção no final. 8.67. Julian respondeu com um 8.27 em uma direita que rendeu uma rasgada, um pequeno aéreo rodando e uma batida na junção. Ganhou 8.27. Taj Burrow achou ainda uma boa dirita, rasgou forte, executou quatro manobras fortes, marcou 8.40 e aumentou a vantagem. Julian ainda tentou uma última onda, mandou um aéreo rodando e marcou 7.70. O surf forte e fluido de Taj Burrow superou os aéreos de Julian Wilson.

Taj nunca havia vencido em Trestles. Ficou feliz demais e se aproximou dos líderes do ranking e entrou na briga pelo título. Chances matemáticas ele tem.

O evento só não foi muito bom para os brasileiros. A maioria dos atletas do Brasil perderam suas baterias com julgamentos polêmicos.  

Análises de julgamento a parte, nosso brazilian storm, que tinha tudo para patrolar em 2013, ainda não conseguiu mostrar seu melhor surf. Todos são atletas completos, talentosos e muito acima da média, mas parecem n]ao estar conseguindo mostrar o seu máximo. O melhor surfista do Brasil continua sendo Adriano de Souza, que mantém uma regularidade e um foco fora do normal. Mineiro é o 8º do ranking mas é uma máquina de competir e sempre entra no jogo para ganhar. 

Faltando três etapas para o término do campeonato, Mick Fanning é o novo líder do ranking, 1200 pontos na frente de Kelly Slater. Jordy Smith vem na 3ª colocação e Taj Burrow na quarta. Joel Parkinson caiu para 5º. Adriano de Souza é o 8º, o único entre os Top 10. Filipe Toledo é o 17º, Gabriel Medina o 18º, Miguel Pupo o 26º, Alejo Muniz é o 29º, Raoni Monteiro o 31º, Willian Cardodo é o 33º e Heitor Alves ocupa a 38ª colocação no ranking.


A próxima etapa acontece na França, de 26 de setembro a 6 de outubro, no sudoeste da França.



HURLEY PRO AT TRESTLES FINAL RESULT:
1 -
 Taj Burrow (AUS) 17.07
2 - Julian Wilson (AUS) 15.97
HURLEY PRO AT TRESTLES SEMIFINALS RESULTS:
SF 1:
 Taj Burrow (AUS) 15.83 def. Jordy Smith (ZAF) 11.10
SF 2: Julian Wilson (AUS) 17.40 def. Michel Bourez (PYF) 12.43
HURLEY PRO AT TRESTLES QUARTERFINALS RESULTS:
QF 1:
 Jordy Smith (ZAF) 15.67 def. Kai Otton (AUS) 12.33
QF 2: Taj Burrow (AUS) 15.93 def. Patrick Gudauskas (USA) 13.70
QF 3: Michel Bourez (PYF) 17.90 def. Travis Logie (ZAF) 14.00
QF 4: Julian Wilson (AUS) 15.64 def. Josh Kerr (AUS) 13.04
HURLEY PRO AT TRESTLES ROUND 5 RESULTS:
Heat 1:
 Kai Otton (AUS) 11.50 def. C.J. Hobgood (USA) 8.83
Heat 2: Taj Burrow (AUS) 15.60 def. Adriano de Souza (BRA) 14.47
Heat 3: Travis Logie (ZAF) 13.23 def. Mick Fanning (AUS) 11.74
Heat 4: Josh Kerr (AUS) 14.10 def. Adam Melling (AUS) 12.93
CURRENT ASP WCT TOP 10:
1 -
 Mick Fanning (AUS) 41,900 points
2 - Kelly Slater (USA) 40,700 points
3 - Jordy Smith (ZAF) 35,700 points
4 - Taj Burrow (AUS) 35,400 points
5 - Joel Parkinson (AUS) 32,450 points
6 - Josh Kerr (AUS) 29,600 points
7 - Julian Wilson (AUS) 28,850 points
8 - Adriano de Souza (BRA) 27,500 points
9 - C.J. Hobgood (USA) 27,200 points
10 - Michel Bourez (PYF) 26,500 points
10 - Nat Young (USA) 26,500 points
17- Filipe Toledo (BRA)