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14 de agosto de 2012

Surf & Política

Por: Dadá Souza

O surf sempre foi um esporte ícone da contra-cultura. Durante décadas, os surfistas foam apontados como hippies, vagabundos, burros e acusados de maconheiros e de alienados do sistema. Uma tribo que vivia na praia, rodeada de gatinhas e que passava a vida curtindo bons momentos, parecia agredir aquelas pessoas de terno e gravata que passavam a vida como formigas, indo de casa pro trabalho e do trabalho para casa todo santo dia. Quem se rendeu ao "sistema" simplesmente não aceitava o estilo de vida dos surfistas.

Mas é claro que os surfistas nunca foram burros ou tão aliendados. Pessoas pegam onda em  praticamente todas as classes sociais e de trabalhadores. Tem médico surfista, advogado surfista, empresários, juizes, fotógrafos, jornalistas, músicos, engenheiros, professores, químicos, geólogos e até políticos surfistas. Hoje o surf é um dos esportes mais praticados no Brasil e movimenta um mercado milionário.

Um surfista para presidente??!! Desde os anos 80 eu escuto essa reivindicação. Na época soava mais como uma provocação. Mas o que antes parecia impossível, hoje não está assim tão longe. Ilusão? Bom? Ruim? Uma coisa é certa, já temos surfistas concorrendo a vagas no poder público. E dando uma rápida olhada mas mídias sociais, notamos que é bastante grande a quantidade de "candidatos do surf" para essas próximas eleições de 2012.

Leonel Brizola Neto, ou "Brizolinha" como também é conhecido, é um surfista de grande talento. Foi surfista profissional e hoje concorre a vereador no Rio de Janeiro. E pode acreditar, Brizolinha continua pegando suas ondas. Abaixo duas do surfista-candidato. Pelo menos no surf a gente sabe que ele não é Caô Caô, esse sabe surfar.

 Foto: Ricardo Altoel
 Foto: Tatiana Araújo



E são muitos os candidatos do surf nessas eleições:


Tinguinha Lima foi um dos melhores surfistas do Brasil, foi campeão brasileiro
e hoje é candidato a vereador pelo município de São Sebastião (SP).

Alexandre Bidart é professor de surf em Capão da Canoa (RS).

Orlando Carvalho foi o presidente da Federação Gaúcha de Surf de 2006 a 2012 e hoje concorre como vereador em Porto Alegre (RS).

Tânio Barreto é outro campeão brasileiro que está se dedicando a política.
É candidato a vereador em Florianópolis (SC).

Jeferson Comarú foi top gaúcho por muito tempo e hoje é candidato 
a vereador pelo município gaúcho de Xangrilá (RS).

Jorge Baggio, bodyboarder, é candidato a vereador em Florianópolis(SC).

Octaviano Bueno, o Taiu, é outra lenda do surf brasileiro que concorre nessas eleições.
Taiu é candidato a vereador em São Paulo.

9 de abril de 2011

Aviso aos surfistas do Sul

Por dada_souza

O tempo passa, o tempo voa, mas a vida do pescador displicente continua numa boa.. Enquanto isso, pessoas jovens, inocentes e felizes, morrem na praia, pescadas como se fossem peixes.. É triste, é bizarro, mas é realidade.

Mal acabou o verão, e os primeiros ventos mais gelados na região sul do Brasil trazem de volta uma velha preocupação: é época de se cuidar com as redes de pesca. Já durante o outono, muitas redes foram avistadas em toda a costa do Rio Grande do Sul, algumas abandonadas na praia, outras presas nos pilares da plataforma ou ainda o tipo de rede mais perigosa, as que arrebentam e ficam vagando com as correntes marinhas. Esse tipo de pesca, antiquada e perigosa, é o pesadelo de milhares de cidadãos, que querem praticar o surf e outros esportes aquáticos e não podem. Isso porque essa prática da pesca com redes de calão, que faz com que surifistas fiquem presas às redes, já matou 49 pessoas no Estado do Rio Grande do Sul, o que torna essa região, a mais perigosa do mundo para a prática do surf.

O surf no Rio Grande do Sul já matou muito mais gente do que os ataques de tubarão do nordeste, e ninguém fala nada. Os pescadores são muito organizados politicamente continuam praticando essa modalidade de pesca antiquada e perigosa porque sabem mostrar aos políticos quantos votos representam.

A única alternativa que se espera, é que o governo mande retirar as redes do mar. Se esse tipo de pesca está matando pessoas inocentes, e já matou 49, deve-se sim acabar com esse tipo de pesca. Pelo menos nas praias mais movimentadas. É o mínimo que se espera do poder público.

ALGUMAS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA

1. SURFE APENAS EM ÁREAS SEGURAS E NAS PRAIAS MAIS MOVIMENTADAS.
2. CONHEÇA O MAR, AS CONDIÇÕES E A CORRENTEZA QUE VOCÊ VAI ENFRENTAR
3. PERGUNTE AOS LOCAIS SOBRE A LOCALIZAÇÃO DAS REDES
3. FAÇA UM RECONHECIMENTO DA ÁREA DE SURF CAMINHANDO NA PRAIA A FAVOR DA CORRENTEZA, PROCURANDO POR REDES E CABOS.
4. LEASH SEMPRE REVISADO.
5. PROCURE ENTENDER O FUNCIONAMENTO DAS REDES E DA PESCA COM CALÃO.
6. PROCURE NÃO SURFAR SOZINHO.
7. MATENHA A CALMA NOS MOMENTOS DE RISCO.
8. DENUNCIE QUANDO AVISTAR REDES ABANDONADAS NA PRAIA

O surf é profissão, carreira, esporte e o hobby de centenas de milhares de pessoas e merece o devido respeito. Se você é surfista, se você eventualmente surfa no Rio Grande do Sul ou se simplesmente se importa com esse assunto, procure participar do movimento contra as redes de pesca, pressione o poder público, denuncie, pressione as autoridades e representantes e mostre sua força política. Não fique alienado a esse problema, pois eu, você ou nossos amigos podem ser as próximas vítimas. Sem pressão, as mortes vão continuar.