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13 de abril de 2014

Michel Bourez vence em Margaret River e medina continua na liderança do ranking

Foi finalizado em Margaret River, West Austrália, o Drug Aware Margaret Pro, a segunda etapa do circuito mundial da ASP. Com ondas de 4 a 6 pés, o taitiano Michel Bourez surfou muito forte e venceu sua primeira etapa no tour. Quem também gostou desse resultado foi o brasileiro Gabriel Medina, que após duas etapas continua na liderança do ranking mundial.

Muita gente gostaria de ter visto uma final em The Box, mas a verdade é que Margaret não decepcionou. Não foi o clássico que muita gente gostaria de ter visto, mas tinha altas ondas.

Michel Bourez mostrou o surf mais agressivo do campeonato. Suas manobras tinham paixão e raiva. Há tempos seu surfe vem chamando a atenção, mas em Margaret River o taitiano provou que ele de fato merece estar entre a elite. Para chegar ao título, Bourez venceu Nat Young nas quartas, Kelly Slater na semi e Josh Kerr na grande final.

O julgamento continua dando suas resbaladas. Na bateria das quartas entre Bede Durbidge e Josh Kerr, muita gente questionou a escolha dos juízes. Na bateria entre Kelly Slater e Joel Parkinson, ficou óbvia a diferença de performance, mas as notas foram muito próximas. 

A próxima etapa do tour acontece agora de 16 e 27 de abril, em Bell’s Beach, Austrália. O brasileiro Adriano de Souza defende o título da competição entre os homens e a havaiana Carissa Moore tenta manter a taça entre as mulheres.

Fotos: ASP
Video: ASP


Medina segue na liderança do ranking - Foto: ASP/Cestari


QUARTAS


Bede Durbidge (AUS) x Jordy Smith (ZAF) – Tanto Bede quanto Jordy chegaram nessa etapa com a 24ª colocação no ranking e com muita de vontade de subir algumas posições.  A bateria começou lenta e com ondas médias: 3 pontos na primeira do Bede, 6.00 na primeira do Jordy e 5.67 na segunda onda de BD.  Jordy assumiu a liderança em uma direita de 4 boas manobras, todas no crítico da onda e marcou 8 pontos.  Bede tentou uma reação, fez 6 manobras em uma direita um pouco menor e marcou 7.67. Sem a prioridade, BD ainda pegou uma direita de 3 manobras, marcou 7,63 e assumiu a liderança da bateria.  Jordy Smith, que esperou demais a bateria toda, ficou sem uma segunda boa nota e acabou perdendo mesmo com a maior nota do confronto.  Bede Durbidge venceu por 15.30 a 14.00, conquistou a primeira vaga da semi e também empatou seus confrontos com Jordy: agora são 5 vitórias pra cada lado.  Jordy Smith sai de Margaret com a 13ª colocação no ranking WCT.

Bede Durbidge - Foto: ASP/Cestari


Gabriel Medina (BRA) x Josh Kerr (AUS) – O líder Gabriel Medina contra o australiano número 9 do ranking.  Os dois surfistas chegaram as quartas fazendo uma boa campanha em Margaret River. A bateria começou com um aéreo não completado de Josh Kerr, uma nota 5.17 pro Medina e um 6.33 pro Josh Kerr com um rasgadão. Josh Kerr pegou uma onda regular, marcou 4.50 e assumiu a liderança da bateria. Medina deu sua resposta em uma direita com 3 manobras fortes de backside e marcou 5.60. Josh Kerr trocou de prancha, e já na primeira onda ampliou sua vantagem marcando 7 pontos. Faltando 14 minutos, Medina precisava de 7.73 para virar. Medina tentava, mas as ondas não encaixavam. Josh Kerr, experiente e íntimo de Margaret River, liderou até o final da bateria. Medina não achou uma boa onda e acabou eliminado nas quartas-de-final. Medina e Josh Kerr já haviam se enfrentaram 7 vezes, com 4 vitórias de Josh Kerr e 3 de Gabriel Medina.  Medina vai para Bells com um 1º e um 5º, um início nada mal para o brasileiro, que continua liderando o ranking mundial.




Kelly Slater (USA) x Joel Parkinson (AUS) – Slater, então número 5 do mundo, contra Joel Parkinson, o vice-líder do ranking. Essa é uma bateria que sempre sai faísca. A rivalidade entre os dois é grande e tem um título mundial ainda entalado na garganta de Slater.  Desde o título de 2012, vencido por Parko no ano em que Slater tinha três vitórias e Parko somente uma (conquistada depois da conquista do título), em cada bateria entre os dois, Slater fez questão de mostrar quem é o verdadeiro campeão. A bateria começou com uma boa onda de Slater. O careca mandou a primeira manobra, pegou um bom tubo, e enquanto toda praia esperava para ver se ele completaria ou não a onda, Slater saiu de dentro do tubo direto para uma batida: 8.43 e a praia e os locutores delirando com a habilidade e com a leitura de onda do careca.  Parko mandou 3 bonitas rasgadas, não variou muito as manobras e marcou 6.67. Kelly pegou outra boa onda, deu duas boas manobras e quase completou uma junção cabulosa: 7.10. Joel pegou uma onda de 3 manobras regulares e mandou seu tradicional claim, e ganhou 8.77 dos juízes. 15.53 a 15.44. Slater dominou a bateria do início ao fim. Apesar da pouca diferença de pontos, o surfe de Slater foi muito superior ao surfe apresentado por Joel Parkinson. Faltando 3 minutos para o fim, Slater comprou uma onda furada de Joel, não fez uma boa onda e deixou a prioridade nas mãos do australiano, que precisava de 6.76 para virar o resultado. Para a sorte de Slater (e de Medina), as ondas pararam. Kelly Slater venceu, conquistou a 3ª vaga da semi e impediu Parko de assumir a liderança do tour.  Kelly e Parko já se enfrentaram 15 vezes, com 10 vitórias de Slater contra 5 de Parko. Com a derrota de Parko, Medina garantiu sua permanência na liderança do ranking.  Se Slater vencesse o evento, poderia empatar com Medina na liderança do ranking. Joel continua em 2º no ranking.

Nat Young (USA) x Michel Bourez (PYF) – O americano número 9 do ranking contra o taitiano número 13 do mundo.  Michel Bourez começou a bateria com ondas bem fortes, manobrando sempre com muito Power, mas suas notas foram apenas regulares: 6.33, 4.00 e um 6.67. Nat Young não se entendeu com sua prancha, fez duas ondas baixas e trocou de prancha, demorou demais para iniciar o confronto e mesmo quando as ondas entraram, ele não conseguiu aproveitar muito bem. A prancha ainda não estava no pé ele novamente trocou de prancha. Michel Bourez liderou fácil a bateria do início ao fim. As ondas inconstantes influenciaram muito nesse confronto. Michel Bourez venceu e levou a última vaga na semi. Nat Young sai de Margaret com a 7ª colocação no ranking.


SEMI

Bede Durbidge (AUS) x Josh Kerr (AUS) – Essa bateria foi pra água pela 8ª vez. Josh Kerr havia vencido por 6 vezes enquanto Bede Durbidge havia vencido apenas uma. A semi começou com ondas fracas.  Josh Kerr começou a bateria com um 5.50, mas logo em seguida pegou uma ótima onda, detonou e marcou 8.83. Bede Durbidge tinha um 6.67 e um 7.07, mas ainda precisava de pelo menos 7.27 pontos para virar a bateria, que ainda estava na metade. Faltando 7 minutos, Kerr tentou um aéreo e não conseguiu. Na onda de trás, Bede Durbidge mandou um layback, uma rasgada e uma boa batida na finalização: ganhou 7.80 e a liderança da bateria, mas não por muito tempo.  Josh Kerr deu sua resposta numa boa onda de 3 manobras em que ele marcou 6.27 e recuperou a bateria. Sem mais tempo, Bede Durbidge acabou ficando na semi e fecha o seleto grupo dos TOP 10 do ranking WCT 2014. Josh Kerr avançou e conquistou a primeira vaga na final do Drug Aware Margaret River Pro.

Kelly Slater (USA) x Michel Bourez (PYF) – A segunda semi começou com uma onda regular de Slater: 6.33. Logo na seqüência Kelly dropou uma boa direita, rasgou forte, passou uma sessão muito difícil, mandou um manobrão chutando a rabeta e ainda finalizou com um reentry: 5.67. Michel Bourez não se encontrava na bateria e tinha um 0.50 e um 0.70. Bourez começou sua reação com uma nota 6.67. Slater ainda pegou uma ótima onda, manobrou muito forte e marcou 8.83. Na metade da bateria, Bourez ainda precisava de 8.40 para virar. Kelly ainda fez um 7.07 e aumentou a diferença. Faltando 6 minutos para o término, Bourez pegou uma onda grande, rasgou muito forte, mandou um snap bem forte, um floater em um momento difícil da onda e uma rasgada não completada: 9.37. Michel Bourez acabou virando o jogo e literalmente tirou a vitória das mãos de Slater e a chance do careca empatar com Medina na liderança do ranking.  Agora são 7 vitórias para Slater e 4 para Bourez.  Com dois quintos em duas etapas, Slater é o número 5 do ranking.


Michel Bourez e Josh Kerr, finalistas do margaret River Pro - Foto: ASP/Cestari

FINAL

Josh Kerr (AUS) x Michel Bourez (PYF)

Josh Kerr e Michel Bourez só haviam se enfrentado 3 vezes, com duas vitórias de Bourez contra uma de Josh Kerr. Em Margaret River os dois se enfrentaram mesmo para ver quem seria o mais novo campeão de uma etapa do World Tour. Ambos já haviam chegado a duas finais e desta vez um deles sairia como campeão. E o nervosismo foi explícito. Josh Kerr começou nervoso, pegou várias ondas com notas que iam do fraco ao regular: 3.33, 3.17, 0.93, 0.63, 4.13, 0.50 e 5.07.  Michel Bourez começou com uma nota 4.00 e esperava por uma onda boa. E esperou bastante, até que dropou uma boa direita, mandou uma rasgada forte, outra rasgada, um cutback pequeno e uma batida incompleta: ganhou 6.33 e a liderança da bateria. Faltando pouco mais de 10 minutos, Michel Bourez pegou mais uma onda boa, mandou duas manobras, mas caiu na terceira: 7.57. Faltando 7 minutos para o término, Josh Kerr pegou uma onda boa, rasgou forte na primeira manobra e bateu meio estranho na segunda manobra: 7.37. Michel Bourez estava iluminado, marcou um 8.33 e venceu seu primeiro evento no tour da ASP e fez a festa em Margaret River. Com a vitória, Michel Bourez é o Top 4 do ranking WCT 2014.

Michel Bourez, campeão do Margaret River Pro 2014 - Foto: ASP/Cestari




21 de junho de 2013

Surfistas da ASP fazem session de surf noturno em Bali

3 de outubro de 2012

Quiksilver Pro France - Round 3

Miguel Pupo venceu Damien Hobgood e Julian Wilson e está classificado 
para o round 4 do Quiksilver Pro France. Photo ASP/Kirstin

Com ondas tubulares e difíceis em Hossegor, rolaram hoje as primeiras 8 baterias do Round 3 do Quiksilver Pro France 2012.

No primeiro confronto do dia, John John Florence (HAW) venceu Taylor Knox (USA) por 15.17 a 6.43. John John fez a melhor onda da bateria, um tubão pra direita que lhe rendeu 8.67. 

Na 2ª bateria o brasileiro Miguel Pupo abriu o confronto com um tubo de backside e marcou 6.50. Julian Wilson (AUS) pegou uma ótima onda da série, dropou atrás do pico, fez um tubão e cravou 9.87. Miguel achou mais uma boa onda, pegou um tubo fundo para a esquerda e marcou 7.90.  Julian Wilson ficou sem encontrar uma segunda boa nota e acabou sendo eliminado pelo brasileiro por 14.4- a 12.97. Foi um belo troco pra cima do Julian,que acabou levando o título do US Open em cima do Miguel Pupo com um julgamento um tanto (ou bastante?) duvidoso.

Kolohe Andino (USA) surpreendeu hoje ao vencer Taj Burrow (AUS) em uma bateria onde o Taj fez a melhor nota da bateria enquanto o Kolohe foi apenas regular. Taj  somou 2.50 e 9.57, enquanto Kolohe somou 6.67 e 5.60. Taj pegou um tubaço, fez uma onda quase perfeita, e acabou perdendo a sua bateria.  Merecia um 10.

Bede Durbidge (AUS) eliminou o sul-africano Jordy Smith (ZAF) por 11.84 a 11.50.

Em uma bateria de notas baixíssimas, Michel Bourez (PYF) venceu Brett Simpson (USA) por 6.60 a 5.50.

No 6° confronto do dia, o wildcard Dane Reynolds (USA) venceu o líder do ranking em uma bateria incrível (para o Dane). Enquanto todos esperavam uma grande performance de Mick Fanning (AUS), Dane foi quem deu o grande show. Primeiro pegou um tubinho rápido para direita e marcou 6.50.  Depois um tubão mutante que quase o engoliu.  Todos os juízes deram 10. Fanning, que definitivamente não se dá bem em mar ruim, somou 1.60 e 1.00.

Joel Parkinson (AUS) não deu mole e eliminou Patrick Gudauskas (USA) por 10.07 e 6.60. 

E na última bateria do dia, Adrian Buchan (AUS) acabou eliminando o brasileiro Alejo Muniz por 10.76 a 7.70. 

Nessa última bateria aconteceu uma daquelas "pérolas" que só os juízes da ASP conseguem. Adrian Buchan dropou uma onda média, tentou um tubo e não saiu. Não fez nenhuma manobra e marcou 2.93. Alejo em sua última onda dropou uma onda um pouco maior do que a de  Buchan, deu uma rasgadinha e colocou pra dentro de um tubinho. Não foi uma onda muito boa mas ele completou as manobras e acabou a onda em pé. E ganhou 2.53. Menos pontos do que a onda que não fez nenhuma manobra. Ou seja, a "não manobra" do Adrian Buchan valeu mais do que as duas manobras do Alejo. E também valeu mais do que o tubo do Heitor Alves no Round 2.  Essas ondas  estão todas no HEAT REVIEW. 


Depois da 8ª bateria o Round 3  foi paralisado.
A próxima chamada acontece nesta quinta-feira, às 2:30 horas (horário de Brasília).

Acompanhe tudo também pelo  site oficial do evento:
http://quiksilverlive.com/profrance/2012/

Todas as baterias podem ser revistas aqui:
http://quiksilverlive.com/profrance/2012/heat_review.pt.html#quality=med&round=493&heat=513



Baterias pendentes do Round 3:

Owen Wright (AUS) X Fred Patacchia (HAW)
Jeremy Flores (FRA) X Kieren Perrow (AUS)
Gabriel Medina (BRA) X Kai Otton (AUS)
Kelly Slater (USA)  X Jadson Andre (BRA)


Round 2 finalizado na França




O segundo round do Quiksilver Pro France 2012 foi finalizado na madrugada dessa quarta-feira, em ondas de 4 a 6 pés e condições regulares no pico de La Graviere, Hossegor, sudoeste da França.

Freddy P. eliminou CJ Hobgood por 13.67 a 9.93;
Adrian Buchan venceu Travis Logie por 8.33 a 1.83;
Bede Durbidge eliminou o brasileiro Heitor Alves  por 13.17 a 7.37;
Kai Otton somou 19.33 nos 10 primeiros minutos de bateria e eliminou  Tiago Pires por 19.33 a 11.50;
Miguel Pupo venceu Damien Hobgood por 9.76 a 8.40

Após a realização dessas cinco baterias pendentes do Round 2, a direção do evento resolveu dar uma paralisada nas baterias para esperar a mudança da maré. Segundo Miki Picón, o diretor do evento, o Round 3 deve recomeçar ainda hoje. Fiquem ligados!

Acompanhe tudo também pelo  site oficial do evento:
http://quiksilverlive.com/profrance/2012/

Todas as baterias podem ser revistas aqui:
http://quiksilverlive.com/profrance/2012/heat_review.pt.html#quality=med&round=493&heat=513


19 de setembro de 2010

2010 Hurley Pro - Final Day



A GAZETA DO TOUR

"Kelly Slater, conhecido rato de bateria, sorrateiramente, começou o evento de Trestles como número dois do mundo. calado e estrategista, Kelly aos poucos, foi roendo a estrutura emocional de seus oponentes, derrubando adversários importantes e acumulando pontos, até chegar a grande final do evento, onde Kelly Slater destruiu o guerreiro australiano, Bede Durbidge, fez sua quarta vitória em Tretstles, aumentou seu recorde de vitórias no tour, e assumiu a liderança do circuito mundial de surf profissional, a ASP WORLD TITLE RACE (ex-World Tour e ex-WCT)".


Vídeo By mesurf.TV http://www.youtube.com/user/mesurftv

O último dia de competições do HURLEY PRO aconteceu nesse sábado (18/09), com ondas perfeitas e consistentes, de um metro e meio a dois metros, na famosa bancada de Lower Trestles, CA, onde os habilidosos surfistas do tour aproveitaram para desferir um incrível número de pancadas e vôos espetaculares. Sem dúvidas, uma das melhores etapas do ano, de onda, de estrutura, de cortura web e de premiação. Evento exemplar da Hurley.

A grande novidade do último dia do evento foi a realização do novo Round 4 da ASP, com três competidores na água, onde nenhum atleta é eliminado do evento. Quem perder, ainda disputa uma mini-repescagem no Round-5 que pode funcionar como um atalho para as quartas-de-final. A idéia é que as competições fiquem ainda mais disputadas e atraentes ao público telespectador. E deu certo para Kelly e para Bede. Ambos perderam suas baterias no Round 4, se deram bem na repescagem do evento, justamente contra os caras que os venceram no round 4, e conseguiram chegar até as finais do evento.

O australiano Bede Durbidge foi frio e um ótimo competidor durante todo o evento. No Round 1 Bede estreiou com derrota ao perder para o compatriota Matt Wilkinson. No Round 2, Bede venceu o wildcard Rob Machado; no Round 3, sua vítima foi o americano Taylor Knox. No Round 4, Bede perdeu para o aul-africano Jordy Smith e foi para o tudou ou nada do Round 5. No Round 5, foi a vez de Adrian Buchan ser atropelado por Bede. Nas Quartas-de-final, a revanche do Round 4 onde Bede eliminou o ex-líder do tour, Jordy Smith . Na semi-final, Bede surfou bem e venceu um talentoso, mas ineficiente Dane Reynolds. Trajetória difícil e batalhada, digna de um guerreiro do porte de Bede Durbidge.

Kelly Slater foi outro monstro. Não se intimidou por usar a lycra número 2 (a camisa do vice-líder do circuito). Pelo contrário. Profundo conhecedor de Tretles, seus adversários foram sendo triturados, um a um. No Round 1 Kelly venceu o novato e aspirante a Surf Star Kolohe Andino e o aussie Luke Stedman; no Round 3 Kelly detonou um apático Gabe Kling. No Round 4, Kelly perdeu para o aussie Owen Wright e teve que encarar a mini-repescagem do Round 5. No Round 5, sorte de kelly Slater. Chris Davidson passa mal e Slater avança direto para as Quartas. Nas Quartas-de-final, foi a vez de Kelly Slater dar o troco (e bem dado) derrotando Owen Wright por 17.03 a 15.97. Na semi-final, Kelly passou fácil por um tímido e nervoso Mick Fanning e, mais uma vez, está nas finais de Trestles.

Na final, Slater simplesmente não tomou conhecimento da presença do australiano Bede Durbidge. Bede passou a bateria toda precisando de uma combinação de ondas, da qual só conseguiu se livrar no finalzinho da bateria. E Kelly, com um surf meio “feijão com arroz” mas muito eficiente, foi fazendo os pontos necessários para não passar trabalho. A pá de cal veio quanto Kely rema numa boa onda da série, faz um tubão sensacional e um 9.53. Vitória fácil de Slater em Trestles (a segunda do ano).

É interessante como Kelly Slater venceu o 2010 HURLEY PRO sem o seu tradicional surf-espetáculo, e usando pranchas mais tradicionais que os modelos estranhos do começo do ano. E mesmo assim, sobrou surf para Mr Slater, que por um lado mostrou que não tem mais o surf mais espetacular do mundo, rótulo que hoje está com Dane Reynolds, Jordy, Owen, Simpo, etc. Mas Kelly vem mostrando também, que nem os mais talentosos e voadores surfistas do tour, tem alguma chance contra ele. Sólido, inteligente e estrategista, Kelly ainda é o melhor surfista do World Tour de todos os tempos, tanto nas merrecas, quanto nas morras.

Com a vitória de Slater (e com o tropeço de Jordy Smith), o careca mais famoso do surf mundial assume a liderança do tour e segue firme e forte para seu 10° Título Mundial, 5.500 pontos a frente do segundo colocado, o sul-africano Jordy Smith.

Com 6 das dez etapas já concluídas, Kelly Slater sai de Trestles como líder do circuito e com a auto-confiança que pode lhe dar o 10° título mundial de surf profissional, um marco ainda inatingível em nenhum outro esporte. Como bem disse Dave Prodan, da Australia’s Surfing Life, Kelly está deixando um legado que não durará anos ou décadas, mas séculos. Além da vitória, Kelly ganhou 105.000 dólares, o maior prêmio já pago em uma etapa da ASP.

O paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, e o potiguar Jadson André, únicos brasileiros na competição, fiveram boas apresentações no Round 1, mas ambos foram eliminados na terceira fase. Mineiro sai de Trestles como o número 7 do mundo. Jadson está na 13° colocação na World Title Race.

Uma grana bem boa para se ganhar por surfar Trestles em condições clássicas e sem crowd.

Os melhores momentos, fotos e videos podem ser vistos direto no site do evento:
http://www.hurley.com/hurleypro/


Final Day Hurley Pro Trestles from Australia's Surfing Life on Vimeo.


Video By ASL http://www.surfinglife.com.au/worldtour/home/5374-final-day-hurley-pro-trestles

HURLEY PRO TRESTLES ROUND 5 RESULTS:
Heat 1: Kieren Perrow (AUS) 13.76 def. C.J. Hobgood (USA) 10.50
Heat 2: Kelly Slater (USA) 17.10 def. Chris Davidson (AUS) N/S?
Heat 3: Bede Durbidge (AUS) 11.40 def. Adrian Buchan (AUS) 7.47
Heat 4: Dane Reynolds (USA) 12.04 def. Damien Hobgood (USA) 10.73

HURLEY PRO TRESTLES QUARTERFINAL RESULTS:
QF 1: Mick Fanning (AUS) 12.60 def. Kieren Perrow (AUS) 8.20?
QF 2: Kelly Slater (USA) 17.03 def. Owen Wright (AUS) 15.97
QF 3: Bede Durbidge (AUS) 13.27 def. Jordy Smith (ZAF) 11.87
QF 4: Dane Reynolds (USA) 14.80 def. Taj Burrow (AUS) 12.90

HURLEY PRO TRESTLES SEMIFINAL RESULTS:
SF 1: Kelly Slater (USA) 15.87 def. Mick Fanning (AUS) 10.43
SF 2: Bede Durbidge (AUS) 11.67 def. Dane Reynolds (USA) 9.63

HURLEY PRO TRESTLES FINAL RESULTS:
1 – Kelly Slater (USA) 18.13
2 – Bede Durbidge (AUS) 14.13

ASP WORLD TITLE RACE TOP 5 (After Hurley Pro at Trestles):
1. Kelly Slater (USA) 40,000 pts
2. Jordy Smith (ZAF) 35,500 pts
3. Taj Burrow (AUS) 30,500 pts
4. Dane Reynolds (USA) 30,250 pts
5. Mick Fanning (AUS) 29,500 pts

O RANKING MUNDIAL APÓS O HURLEY PRO TRESTLES
http://www.aspworldtour.com/rankings/asp-world-title-ranking/

18 de julho de 2010

Billabong Pro J-Bay 2010 - Final Day




Quarto dia “The Final Day”

O domingo de sol, céu aberto e com ondas não tão boas mas bem constantes contrariou totalmente a previsão da chegada do The Devil Wind, um vento que entra forte e estraga completamente a onda de J-Bay. O dia bonito e de temperatura agradável levou muita gente ao local do evento, que lotou a praia e pode presenciar um dia intenso no pico sul-africano.

Durante as primeiras baterias, um vento de lado deixava as condições um pouco piores no lineup, mas ainda assim os surfistas tinham uma boa condição de competição. J-Bay, aliás, aconteceu sem nenhum DayOff. Foram quatro dias de janela e quatro dias de evento, um fato raro. Depois das quartas, o mar melhorou bastante e facilitou a vida dos atletas que deram um show de surf.

QUARTAS

1 Adriano de Souza (Bra) 9.20 x Jordy Smith (Afr) 16.43
Adriano bem que tentou travar o local Jordy Smith. Mas o sul-africano está numa ótima fase, colocando muita energia nas ondas e fazendo um Hi-Score atrás do outro. Mineiro fez uma boa onda (8.27) mas ficou só nisso e não achou uma segunda onda. Jordy
Fez um 7.00 e um 9.43 e eliminou o brasileiro que agora está na 5ª colocação na corrida pelo título mundial de 2010.

2 Bede Durbidge (Aus) 12.17 x Sean Holmes (Afr) 11.83
Uma bateria bem disputada, onde os dois surfistas fizeram de tudo para pontuar nas difíceis condições de onda da bateria. A liderança foi se alternando e faltando 5 minutos para acabar, Bede Durbidge vira a bateria e as ondas param. No finalzinho o local Sean Holmes pega uma onda, tem tudo para virar o resultado, mas não consegue. Bede enfrenta o local Jordy Smith na primeira semifinal e Sean Holmes se despede fazendo uma atuação incrível em casa. Vence Kelly Slater e Andy Irons no mesmo dia (provavelmente o sonho de qualquer competidor) e leva os U$ 10.000 de premiação

3 Taj Burrow (Aus) 11.63 x Dane Reynolds (EUA) 3.66
Taj e Dane. Uma bateria super-disputada com dois gigantes! Nos primeiros momentos da bateria os dois começaram arriscando tudo e apostando nos aéreos. Taj, que não é bobo, começa fazendo os pontos necessários para começar sua bateria enquanto Dane arrisca tudo em aéreos que não consegue voltar. Dane parecia despretensioso ou com a cabeça longe da bateria. Talvez pensando no ano passado, quando seus aéreos funcionaram, Dane só tentava voar. E só caía. Enquanto o americano parecia esquecido de que a bateria valia a vaga para a semifinal, Taj fez 6.00 e 5.3 enquanto Dane tinha somente 1.23 e 2.43, uma das piores médias da história de J-Bay. (Freddy P. tem a pior média da história de J-Bay).

4 Damien Hobgood (EUA) 5.67 x Adam Meeling (AUS) 16.43
Estados Unidos x Austrália. Nesse duelo, Adam Melling, local de Lenox head, encontrou em J-Bay uma condição muito parecida com sua onda local e entrou rapidamente em sintonia com as ondas. Melling mandou muitas manobras e bons aéreos e fez 7.60 e 8.83 enquanto Damien não consegui nada melhor do que um 4.07 e 1.60. Adam Melling em seu primeiro ano em J-Bay, chega na semifinal do evento.


SEMI

Jordy Smith (Afr) 14.83 x Bede Durbidge (Aus) 14.40
África do Sul x Austrália. A bateria começou com poucas ondas e com os surfistas boiando bastante. Enquanto Jordy parecia apagado, sem mostrar nada, Bede parecia iluminado no pico. Pegou as melhores ondas e surfou forte, com uma primeira onda de 8.23 e uma segunda de 5.50. Depois disso as ondas simplesmente pararam. A liderança de Bede estava ainda mais confortável, quando faltando 10 minutos para acabar, Jordy tinha duas ondas bem fracas 1.07 e 3.23 e precisava de uma combinação de ondas para fazer 13.74 pontos. Tarefa quase impossível com séries tão demoradas. E as ondas continuavam paradas. Jordy parecia ter gastado toda sua energia contra o Mineiro quando, faltando 3 minutos para acabar, acha uma onda intermediária que não lhe rende mais do que um bom aéreo e ele faz 6.90. Jordy voltou pro jogo e Bede ficou sozinho no pico quando entrou uma boa série, que ele aproveitou e fez 6.17.
No último minuto da bateria, Jordy pega uma intermediaria, da um aéreo, dois floaters, mais uma boa rasgada e quase acerta um aéreo no final: 7.93 e uma virada histórica e emocionante.
Jordy, em 2 minutos, saiu de uma combinação incrível de 13.74 e vence a bateria. Um monstro!! A praia tremeu e as vuvuzelas tocaram em J-Bay para o Bafana Jordy Smith.
Bede nada pode fazer e deixou J-Bay com a 7ª colocação no tour.

Taj Burrow (Aus) 10.67 x Adam Meeling (AUS) 14.00
Duelo de australianos. Adam Melling não teve muito trabalho para vencer Taj Burrow. Melling abriu a bateria com uma direita mais cheia, que rendeu boas manobras e um 6.23.
Taj tentou sua resposta na onda de traz, e fez uma onda razoável, com as manobras um pouco trancadas e ganhou 7.17 dos juízes. Mas ficou nisso, sua segunda melhor nota é um 3.50 enquanto Melling pegou uma segunda onda boa, rasgou forte, deu uma batida, dois cutbacks, bateu de novo e mandou um lindo aéreo que ele só não voltou, para não aterrisar em cima das pedras: 7.77.
Faltando 7 minutos para acabar a bateria, Taj precisa de 6.84. mas fica boiando no pico, por falta de ondas. Faltando 30 segundos, uma boa entra para Taj Burrow, que dá duas 2 rasgadas mas cai na terceira e joga fora a classificação.
Adam Melling venceu Taj e avançou para a sua primeira final no World Tour. Taj Burrow perdeu na semifinal, mas sai da África do Sul com a vice-liderança do tour.


FINAL

Jordy Smith (Afr) x Adam Meeling (AUS)

África do Sul x Austrália. A promessa local Jordy Smith contra o novato Adam Melling. Jordy começou a bateria mostrando toda a vontade e a garra de quem defende as cores de seu país em casa. Na primeira onda ele fez 8,90 e na segunda 9.03. Um começo fulminante de Jordy que mostrou um repertório de manobras modernas e precisas, sempre na linha da onda.
Adam Melling começou a bateria mais tímido, sentindo um pouco da pressão, pegou uma onda boa, rasgou, deu uma batida, rasgou de novo, bateu e mandou um cut-back: 6.33. Depois disso as ondas pararam. E somente 3 ondas foram surfadas. Faltando 10 minutos, e com Adam Melling precisando de uma combinação de ondas (17.94) e não entrava mais onda. Adam só conegue um 3.67 e Jordy Smith sagrou-se campeão do Billabong Pro J-Bay 2010. A primeira vitória de Jordy Smith no tour. O atleta fez uma campanha fantástica e venceu seu primeiro título em casa (Como o nosso Jadson na Praia da Vila – Imbituba). Depois de muitos e muitos anos, a África do Sul está no topo do surf mundial: Jordy Smith vence em J-Bay e lidera o ranking mundial da ASP.

Para mais informações, fotos e vídeos acesse
http://www.billabongpro.com/jbay10/

FINAL:
1 - Jordy Smith (ZAF) 17.93
2 - Adam Melling (AUS) 10.00

SEMIFINAL
SF 1: Jordy Smith (ZAF) 14.83 def. Bede Durbidge (AUS) 14.40
SF 2: Adam Melling (AUS) 14.00 def. Taj Burrow (AUS) 10.67

QUARTAS
QF 1: Jordy Smith (ZAF) 16.43 def. Adriano de Souza (BRA) 9.20QF 2: Bede Durbidge (AUS) 12.17 def. Sean Holmes (ZAF) 11.83
QF 3: Taj Burrow (AUS) 11.00 def. Dane Reynolds (USA) 3.66
QF 4: Adam Melling (AUS) 16.43 def. Damien Hobgood (USA) 5.67

Bateria pendente Round 4:
Heat 8: Adam Melling (AUS) 17.07 def. Dusty Payne (HAW) 11.50

World Title Race depois de Jeffrey’s Bay
1. Jordy Smith (ZAF) 28500 pts
2. Taj Burrow (AUS) 24750 pts
3. Kelly Slater (USA) 23500 pts
4. Dane Reynolds (USA) 20000 pts
5. Adriano de Souza (BRA) 19500 pts
6. Mick Fanning (AUS) 19250 pts
7. Bede Durbidge (AUS) 18750 pts
8. Bobby Martinez (USA) 16500 pts
9. Jadson Andre (BRA) 16000 pts
10. Joel Parkinson (AUS) 14750 pts
33. Neco Padaratz (BRA) 5750 pts
44. Marco Polo (BRA) 2000 pts


O ranking completo e atualizado do World Tour você pode ver aqui:
http://www.aspworldtour.com/2010/ratings.asp?rRat=menwct&rNav=Men

17 de julho de 2010

BILLABONG PRO J-BAY 2010 - Round 3 e 4

Terceiro dia de competição em Jeffrey’s Bay.

O sábado foi com ondas de 4 a 5 pés com ótima formação, um pouco demoradas em alguns momentos, mas com ótima qualidade em J-Bay. Foi um dia cheio de momentos emocionantes, com 19 baterias dos Rounds 3 e 4.

A competição iniciou cedo, com as 12 baterias do ROUND 4 que estavam em aberto.

Bede Durbidge (AUS)(14.10) venceu fácil o novato Tanner Gudauskas(USA)(8.50), que sai da África do Sul com sua quase certa eliminação do World Tour após a etapa do Tahiti, já que continua sem um bom resultado.

Matt Wilkinson (AUS)(15.80) surfou muito e detonou Fredrick Patacchia (HAW)(3.97).

Andy Irons (HAW)(12.33) venceu Luke Stedman (AUS)(9.43) em uma bateria um tanto sonolenta.

O local hero Sean Holmes (ZAF)(13.40) surpreendeu e derrotou Kelly Slater (USA)(13.06) em uma bateria com poucas ondas boas. Kelly parece ter sentido a mudança em suas pranchas e estava pouco a vontade nas ondas de J-Bay. Sem repetir a atuação do primeiro round, Stlater deu adeus a competição e perdeu a liderança do circuito.
Taj Burrow (AUS)(13.93) venceu o francês Joan Duru (FRA)(10.64)

Tiago Pires (PRT)(14.60) eliminou Kekoa Bacalso (HAW)(13.80)

Dane Reynolds (USA)(13.23) não apresentou a sua melhor performance, mas ainda assim venceu relativamente fácil o brasileiro Neco Padaratz (BRA)(12.50). Neco vinha surfando bem, mandou manobras fortes e poderia ter vencido a bateria. Mas a sorte estava do lado de Dane. Até no tubão do Neco, que aconteceu em um momento de prioridade do americano, e Neco teve que se jogar dentro do tubo para deixar Dane ir na onda que lhe era de direito. Neco acabou eliminado no Round 3 fazendo uma boa campanha em J-Bay, mas já está com a cabeça na guilhotina, que eliminará quem tiver menos pontos, após a etapa de Teahupoo.

Brett Simpson (USA)(14.63) enfim mostrou alguma coisa no World Tour e venceu Michel Bourez (PYF)(14.06) em uma bateria bastante disputada.

Mick Fanning (AUS)(18.23) surfou muito e patrolou o americano Tim Reyes (USA)(13.10) que entrou na vaga de Joel Parkinson e faturou U$ 6.500 no evento de J-Bay. Fanning fez duas notas acima de 9 em menos de 10 minutos de bateria.

Damien Hobgood (USA)(13.63) venceu Dean Morrison (AUS)(11.40), que também deverá ser cortado do World Tour, depois de 9 anos correndo o circuito.

Adam Melling (AUS)(16.06) detonou Bobby Martinez (USA)(8.00) e segue forte na competição. Local de Lenox Head, excelente pico de direita na Austrália, Adam Melling se sentiu a vontade nas direitas de J-Bay.

E, por fim, o novato Dusty Payne (HAW)(15.33) venceu Chris Davidson (AUS)(10.20)

ROUND 4

Heat 1: O brasileiro Adriano de Souza (BRA), 14.63 pegou duas ondas boas (7.40 e 7.23), não mostrou o seu melhor surf, mas foi eficiente ao eliminar Adrian Buchan (AUS) 11.44. Adriano mais uma vez está nas quartas-de-final de J-Bay e, desta vez, promete quebrar o tabu das quartas.

Heat 2: Jordy Smith (ZAF) 17.87 surfou muito, fez curvas precisas e manobras com bastante power, o que somado ao profundo conhecimento do pico, foi a receita de Jordy para vencer o novato-sensação Owen Wright (AUS) 15.83. Com a derrota de Kelly Slater, e com essa vitória sobre Owen Wright, Jordy assume a liderança do tour, surfando em casa. Se não me engano, desde Shaun Thomson, em 1977, um sul-africano não ocupava o primeiro lugar no ranking mundial. Jordy agora enfrenta o brasileiro Adriano de Souza na primeira bateria das quartas-de-final.

Heat 3: Bede Durbidge (AUS) 14.53 venceu o compatriota Matt Wilkinson (AUS) 8.90 fazendo uma bateria sem momentos de brilhantismo.

Heat 4: Sean Holmes (ZAF) 15.60, que já havia vencido Jadson André e Kelly Slater, confirmou a grande fase na competição e venceu Andy Irons (HAW) 15.17, que continua sem encontrar o seu melhor surf. Andy, que já foi três vezes campeão do mundo andou numa fase complicada e o seu retorno ao World Tour ainda está um tanto embaçado. Acostumado a disputa direta pelo título, Andy ainda não passou para o pelotão “de cima”do tour. E Holmes? Holmes eliminou em um dia, 12 títulos mundias (9 de Kelly e 3 de Andy). É mole?

Heat 5: Taj Burrow (AUS) 18.87 fez uma bateria perfeita. Surfou muito, surfou forte e acabou com o sonho de Tiago Pires (PRT) 12.00. Taj fez notas 9.77 e 9.10 e fez a mala do português, que foi embora precisando de uma combinação de ondas.
Heat 6: Dane Reynolds (USA) 16.93 foi outro que confirmou o favoritismo ao vencer o compatriota Brett Simpson (USA) 13.20. Dane entrou na disputa um tanto tímido, mas na metade da bateria entrou em sintonia com as ondas e eliminou o seu compatriota com certa facilidade.

Heat 7: Damien Hobgood (USA) 13.77 surpreendeu ao vencer o aussie Mick Fanning (AUS) 13.00, atual campeão do mundo, que vinha em uma trajetória meteórica na etapa sul-africana. Damien achou as melhores ondas e segue firme nas quartas.

Restou a última bateria do ROUND 4 para o próximo dia de evento, o Final Day, que poderá ser amanhã (18/07. A primeira chamada acontece as 7 horas, horário local de J-Bay (2 da manhã horário de Brasília).

Vídeo do LineUpSurfTV

Oitavas-de-final (Bateria restante do Round 4)

8 Adam Melling (Aus) x Dusty Payne (Haw)

Quartas-de-final do Billabong Pro Jeffreys Bay 2010

1 Adriano de Souza (Bra) x Jordy Smith (Afr)
2 Bede Durbidge (Aus) x Sean Holmes (Afr)
3 Taj Burrow (Aus) x Dane Reynolds (EUA)
4 Damien Hobgood (EUA) x _______________________


Para mais informações, acesse www.aspworldtour.com

12 de abril de 2010

Rip Curl Pro Bells Beach 2010

O americano nove vezes campeão Mundial, Kelly Slater, venceu pela quarta vez o Rip Curl Pro Bells. Aos 38 anos Kelly mostrou que ainda é o maior fenômeno do surf mundial (e o mais freak) e que ainda tem surf para competir contra qualquer outro surfista do mundo por muito tempo. Na final do Rip Curl Pro, Kelly derrotou o atual campeão mundial, o australiano Mick Fanning, de 28 anos.

O dia decisivo do evento aconteceu nas ondas de Johanna Beach, em ondas de 3 a 4 pés, demoradas eu bastante cheias.

Na primeira bateria das Quartas-de-final
ADRIANO DE SOUZA 4.87 X TAJ BURROW 11.34
O talento brasileiro contra o australiano que é o atual líder do ranking. Tinha tudo para ser uma bateria show, mas as ondas não apareceram. Taj abriu bem a bateria, com uma onda que lhe rendeu 5 cutbacks e uma batida e um score de 5.67. O Mineirinho tentou sua resposta em direitas menores, com manobras mais fracas e faz 2.17 e 2.7. Mineiro precisava de pouco mais de 3 pontos para virar e as ondas não vinham. Com a estrela brilhando como nunca, Taj pega mais uma boa direita e repete o score da sua primeira nota 5.67.

Final de evento para o brasileiro que abandona a perna australiana do circuito com dois quintos (Gold Coast e Bells) e com a sexta colocação no Circuito Mundial (empatado com Parko e Bede)




Na segunda bateria das Quartas-de-final
JORDY SMITH 14.00 X MICK FANNING 14.20
Um verdadeiro duelo de titâs. A máquina de vencer baterias Mick Fanning contra o talentoso Smith. Uma bela e disputada bateria, onde a raça e a agressividade de Fanning se sobressaíram ao talento de Jordy Smith. Jordy fez notas 5.50 e 8.50. Fanning marcou 7.33 e 7.87 e venceu a disputa




Na terceira bateria das Quartas-de-final
JOEL PARKINSON 14.40 X BOBBY MARTINEZ 15.10
A terceira bateria das quartas foi bastante disputada. Joel Parkinson não mostrou o seu melhor surf, fez notas 6.83 e 4.57 e deixou o caminho aberto para o americano Bobby Martinez. Bobby pegou uma boa esquerda, mandou fortes pancadas e fez 8.83. Na seqüência fez mais uma boa onda que lhe rendeu um 6.27 e que liquidou com a fatura e mandou Joel de volta pra casa.


Na quarta bateria das Quartas-de-final
BEDE DURBIDGE 13.00 X KELLY SLATER 15.10
Bede versus Kelly. Dois atletas frios, super consistentes e que sempre fazem ótimos confrontos. Kelly chegou na praia ainda mancando por causa de um aéreo reverse que virou o seu pé. Bede começou a bateria, em uma esquerda da série faz 7.50, mas sua segunda nota foi um fraco 5.50. Kelly começa com um 6.10 mas, mágico que é, faz um 9.00 e garante seu espaço na semi-final.


Semi-final 1
TAJ BURROW 12.50 X MICK FANNING 15.33
Duelo de australianos. Mick Fanning surfou mais agressivo, buscando o máximo de pontos a cada onda, enquanto Taj apostou mais nas manobras aéreas. Taj marca os scores 6.17 e 6.33. Fanning marca 7.83 e 7.50 e vence Taj Burrow. O macaco albino australiano está na grande final de Bells, evento de seu patrocinador.





Semi-final 2
BOBBY MARTINEZ 3.80 X KELLY SLATER 14.66
Duelo de americanos. Bobby Martinez resolveu mudar de pico e apostou numa onda mais afastada. E logo na bateria contra Slater. Enquanto Bobby ficou esperando por ondas que nunca vinham e marcou ridículos 1.43 e 2.37. Kelly não deu mole e fez duas ondas regulares marcando 6.83 e 7.83. Slater faz a mala de Martinez e garante a vaga na grande final. Pela quarta vez.




Final
MICK FANNING 12.00 X KELLY SLATER 17.03
Duelo de Gigantes! Mick estava focado, quieto e sério. Slater estava mancando e mais descontraído. A bateria começou nervosa, com ambos os atletas errando bastante e fazendo scores muito baixos. O clima parecia tenso dentro d’água. Mick Fanning pegou duas boas ondas, marcando 7.17 e 4.83 enquanto Kelly tinha míseros 2.83 e 4.67 quando entrou uma boa direita pro kelly. A onda parecia bem armada e kelly vai, estica a cavada, dá uma manobra batidinha funcional, para ajeitar a prancha e manda um alley-up alto, o pé desgruda da prancha e ele cai na espuma... e volta... O Magic Kelly marca um 8.93 e volta pro jogo. Entra mais uma boa direita e Kelly vem, manda um forte e bem definida batidatailslide360, rasga forte na cara dôo fotógrafo, manda fortes cutbacks e joga água no chopp do australiano: 8.10. Kelly é campeão do Rip Curl Pro Bells Beach 2010 pela quarta vez.



Com a vitória Slater, que estava na nona colocação, assumiu a vice-liderança do ranking, aumentou para 42 o seu recorde de vitórias, igualou uma marca histórica estabelecida pelo lendário australiano tetracampeão mundial Mark Richards em 1970, e tacou fogo na disputa pelo título.





Ranking do World Tour depois de duas etapas

1 Taj Burrow (Aus) – 16.500 pontos
2 Kelly Slater (EUA) – 13.750
3 Jordy Smith (Afr) – 13.250
4 Bobby Martinez (EUA) – 13.000
5 Mick Fanning (Aus) – 11.750
6 Joel Parkinson (Aus) – 10.500
6 Bede Durbidge (Aus) – 10.500
6 Adriano de Souza (Bra) – 10.500
9 Dane Reynolds (EUA) – 8.250
10 Fredrick Patacchia (Haw) – 7.500
10 Adrian Buchan (Aus) – 7.500
13 Jadson André (Bra) – 5.500 pontos
30 Neco Padaratz (Bra) – 2.250
39 Marco Polo (Bra) – 1.000

3 de março de 2010

Quiksilver Pro 2010 - Round 3

QUIKSILVER PRO 2010 - DAY 5

O quinto dia do Quiksilver Pro 2010 aconteceu com ondas de até 6 pés e com forte correnteza no pico de Snapper Rocks. Onda difícil mas com alto potencial de manobras.
Crazy crowd crazy current but crazy waves, como disse o Travies Logie

Na primeira bateria do dia, duelo brasileiro: ADRIANO DE SOUZA X JADSON ANDRÉ.
Parceiros de viagem e de quarto, a dupla brasileira fez uma excelente bateria. Jadson surfou muito e mostrou que não veio ao tour a passeio. De backside mostrou técnica e segurança. Mineirinho apresentou um surf sólido, executou belíssimas manobras e se deu bem quando Jadson, com a prioridade nas mãos, abriu mão da onda que levou Mineiro ao seu maior score. Adriano ganhou a bateria e agora é o único atleta brasileiro nas oitavas-de-final do evento, onde enfrenta o australiano Adrian Buchan.


(Vídeo postado no YouTube pelo EmFocoSurf)

Outra bateria bastante esperada foi o duelo australiano entre Taj e Owen Wright, dois talentosos surfistas, ídolos na Australia. No final Taj mostrou superioridade e experiência e venceu fácil o apagado Owen Wright, que dá adeus ao evento sem mostrar nem um pingo do brilhantismo tão anunciado.

Na quinta bateria um duelo de Havaianos. Bobby Martinez eliminou o pouco inspirado Andy Irons, que volta para casa sem mostrar a que veio.

A dupla de estrelas locais Mick Fanning e Joel Parkinson também avançou para as oitavas. Mick Fanning enfrentou o americano Brett Simpson na oitava bateria e Parko pegou o havaiano Dusty Payne. Os dois, surfando em casa, não tiveram dificuldades em vencer suas baterias.

O grande destaque do dia foi o australiano Bede Durbidge. Com muita atitude, Bede atacou as ondas volumosas como poucos. Luke Munro até tentou esboçar uma reação, mas não teve a mínima chance contra o Matador Bede. Bede Durbidge somou notas 9.37 e 9.93, e faz a maior média do evento até agora.

Kelly Slater foi outro que deu show. A leitura de onda do careca, a minúscula prancha para as massivas ondas de sua bateria, as manobras no crítico.. dá para falar muito sobre o que Slater vem mostrando em seus últimos confrontos. O "tiozinho" tem feito a linha de surf mais fantástica e completa do Quiksilver Pro até agora. Na sua bateria Patrick Gudauskas passou trabalho com a corrente e com as ondas enquanto Slater desfilou fácil e elegante nas ondas de Snapper. Patrick Gudauskas foi o terceiro adversário de Slater (de 3 enfrentados) que deixa o evento precisando de duas ondas para virar o resultado.

Depois da (chata) música do Rebolation, agora vem o Kelly com E A COMBINATION, A COMBINATION, A COMBINATION..


(Vídeo postado no YouTube pelo EmFocoSurf)

Na última bateria Jordy Smith eliminou o português Tiago Pires, o Saca, numa bateria muito disputada. Jordy escolheu as ondas menores e mostrou um surf limpo, com muita pressão e com as manobras muito bem definidas. Tiago Pires escolheu as ondas maiores, dropou umas bombas e manobrou muito bem. Os juízes deram a vitória a Jordy Smith por 15.23 contra 14.77 do Tiago Pires.

Terceira fase Quiksilver Pro 2010

1 Adriano de Souza (Bra) 16.00 x Jadson André (Bra) 14.46
2 Adrian Buchan (Aus) 14.10 x Taylor Knox (EUA) 13.70
3 Chris Davidson (Aus) 11.00 x Tom Whitaker (Aus) 9.27
4 Taj Burrow (Aus) 12.84 x Owen Wright (Aus) 6.67
5 Bobby Martinez (EUA) 14.16 x Andy Irons (Haw) 11.26
6 Damien Hobgood (EUA) 14.73 x Luke Stedman (Aus) 13.40
7 Kai Otton (Aus) 13.97 x Dean Morrison (Aus) 12.60
8 Mick Fanning (Aus) 15.74 x Brett Simpson (EUA) 10.43
9 Joel Parkinson (Aus) 16.63 x Dusty Payne (Haw) 12.20
10 Fredrick Patacchia (Haw) 14.17 x Kekoa Bacalso (Haw) 12.64
11 Daniel Ross (Aus) 13.54 x C.J. Hobgood (EUA) 11.00
12 Dane Reynolds (EUA) 13.57 x Jeremy Flores (Fra) 13.23
13 Bede Durbidge (Aus) 19.30 x Luke Munro (Aus) 7.37
14 Kieren Perrow (Aus) 13.06 x Mick Campbell (Aus) 12.43
15 Kelly Slater (EUA) 15.37 x Patrick Gudauskas (EUA) 7.56
16 Jordy Smith (Afr) 15.23 x Tiago Pires (PRT) 14.77

Oitavas-de-final
1 Adriano de Souza (Bra) x Adrian Buchan (Aus)
2 Chris Davidson (Aus) x Taj Burrow (Aus)
3 Bobby Martinez (EUA) x Damien Hobgood (EUA)
4 Kai Otton (Aus) x Mick Fanning (Aus)
5 Joel Parkinson (Aus) x Fredrick Patacchia (Haw)
6 Daniel Ross (Aus) x Dane Reynolds (EUA)
7 Bede Durbidge (Aus) x Kieren Perrow (Aus)
8 Kelly Slater (EUA) x Jordy Smith (Afr)

19 de fevereiro de 2010

Aquecendo as turbinas!

A primeira etapa do tour está prestes a começar. E a Gold Coast está pronta para o começo do jogo. Vários atletas, inclusive o nosso Mineirinho, estão aproveitando cada dia de onda para treinar forte nas ondas de Snapper e D-Bah.