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9 de setembro de 2018

GABRIEL MEDINA E CARISSA MOORE SÃO OS CAMPEÕES DO SURF RANCH PRO

Gabriel Medina, Campeão do Surf Ranch Pro 2018 e vice-líder do ranking. Foto WSL/Cestari


Por: Dadá Souza

O brasileiro Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore foram os grandes campeões do Surf Ranch Pro 2018, a 8ª etapa do circuito mundial da WSL. Essa foi a segunda vitória consecutiva de Gabriel Medina esse ano e a sétima vitória do Brasil em 8 eventos disputados.

Depois de 8 etapas, o circuito mundial segue completamente dominado pelos brasileiros. Gabriel Medina venceu 2 etapas, Filipe Toledo venceu 2 etapas, Italo Ferreira venceu duas etapas e Willian Cardoso venceu uma. Os brasileiros só não tiveram a chance de vencer a primeira etapa porque Tomas Hermes foi prejudicado no julgamento. Filipe Toledo é mais líder do que nunca e segue reto e direto para seu objetivo de vencer o título. Gabriel Medina segue na sua cola com um ritmo inpressionante e um retrospecto pra lá de excelente nessas últimas 3 etapas que restam. Essa briga vai ser muito boa e só um milagre tira esse título do Brasil. Julian Wilson continua na terceira posição do ranking, mas verdade seja dita, apesar de Julian ser um surfista talentoso e muito acima da média (inclusive na elite), tem bastante gente surfando melhor do que ele esse ano. 

O Surf Ranch Pro foi um passo inédito na história do surf mundial. Já havíamos visto campeonatos em piscinas a muito tempo atrás, mas essa foi a primeira vez que uma etapa do circuito mundial da WSL aconteceu em uma onda artificial de alta performance e com um novo formato de competição. Uma mudança e tanto no sempre tão conservador circuito mundial de surf. Muita gente gostou e muita gente não gostou, o fato é que o evento rodou redondinho (tirando aquele episódio de mandarem repetir as ondas) e teve um saldo mais positivo do que negativo.

Ninguém pode reclamar que não teve onda. Muita gente comentou que gostaria de ver sessões com mais personalidade nessa onda do Kelly, mas não só as ondas estavam lá como tinham hora exata para quebrar e sessões de tubo e de manobra. Todo mundo surfou na mesma condição e as ondas eram rápidas, perfeitas e, de certa forma, desafiadoras. Não teve quem não queimou as pernas tentando vencer a locomotiva. 

A WSL também entrou para a história ao decretar que homens e mulheres receberão a mesma premiação em dinheiro. Em um esporte tradicionalmente comandado e administrado por homens, surpreendeu o reconhecimento da igualdade. Justíssimo, até porque nessa mesma piscina de ondas algumas mulheres definitivamente surfaram melhor que alguns homens. Ponto para a WSL. 

Depois de dois dias de apresentações, os finalistas foram Gabriel Medina, Julian Wilson, Filipe Toledo, Owen Wright, Kanoa Igarashi, Miguel Pupo, Sebastian Zietz e Kelly Slater. Julian e Kelly chegaram às finais deixando muita gente desconfiada do julgamento e da lesão de Slater, que ninguém sabe se ainda existe, já que ele vem surfando e competindo quando quer.

PRIMEIRA RODADA

Sebastian Zietz (HAW), Miguel Pupo (BRA), Kelly Slater (USA) e Owen Wright (AUS) surfaram com dificuldade e acabaram cometendo erros fatais em suas primeiras ondas. Filipe Toledo (BRA) foi o primeiro a surfar bem, fez uma boa esquerda de 13 manobras e caiu antes de chegar no tubo. Na direita Filipinho fez 4 manobras, surfou um tubo de 11 segundos, fez 3 manobras fortes, pegou um tubo profundo e deu um aéreo rodando no final da onda e marcou 8.33. Foi o primeiro a finalizar a direita sem erros. Kanoa Igarashi (JAP) não fez uma boa esquerda e caiu na metade do percurso. Na direita ele surfou muito bem mas caiu no aéreo de finalização e marcou 8.17. Kanoa ganhou uma nota excelente em uma onda incompleta, coisa que até então não tinha acontecido. Julian Wilson (AUS) fez uma sequencia de 13 manobras meio burocráticas e errou o aéreo no final e marcou 5.73. Na direita Julian caiu no primeiro tubo sem mostrar nada demais. Gabriel Medina (BRA) errou logo no começo da sua primeira esquerda. Na direita Medina fez 3 manobras, pegou um excelente tubo de qw segundos, fez uma sequencia de manobras fortes, entubou no inside e deu um aéreo rodando no final e marcou 8.73. A primeira rodada terminou com Filipe em 1º, Kanoa em 2º, Gabriel Medina em 3º e Kelly Slater em 4º. Entre as meninas Carissa Moore fez incríveis 8.33 e 9.00 e saiu na frente, com Lakey Peterson ficou em 2º, Caroline Marks em 3º e Stephanie Gilmore em 4º.

SEGUNDA RODADA

Sebastian Zietz surfou a esquerda de um jeito meio burocrático e caiu na metade do percurso. Na direita Seabass fez sua primeira boa onda, só caiu na finalização e marcou 7.90. Passou de 8º para 2º. Miguel Pupo surfou uma ótima esquerda, destruiu sua onda, levantou a torcida e marcou 8.13. Na direita Miguelito errou no primeiro tubo e não fez uma boa onda. Kelly Slater errou logo no início da esquerda. Na direita Kelly surfou como nos velhos tempos e fez 8.60. Com essa onda Slater passou de 4º para 2º. Owen Wright surfou uma ótima esquerda, só errou a manobra de finalização e marcou 7.43. Trocou a nota. Na direita Owen foi mais burocrático e acabou caindo dentro do primeiro tubo. Filipe Toledo tinha que trocar 6.83 na sua esquerda. Surfou agressivo, rápido, mas não saiu do tubo e marcou 6.20. Na direita Filipe foi monstruoso e surfou a melhor onda de todo o campeonato, deveria ter ganhado uma nota 10 unânime e marcou 9.80.  Pouco mais de um ponto de diferença entre as ondas do Kelly e do Filipe foi algo tão feio que expôs os juízes ao ridiculo. Kanoa Igarashi caiu na esquerda e fez uma boa direita, mas não trocou suas notas. Julian Wilson surfou burocrático demais na sua esquerda, alisou demais telegrafando o aéreo do final, e caiu na manobra de finalização. Na direita Julian até fez uma boa onda, mas caiu na finalização. O vice-lider do ranking foi para a última colocação. Gabriel Medina precisava fazer uma boa esquerda, surfou um pouco mais seguro, finalizou com um aéreo kerrupt no final da onda e marcou 8.53. Na direita surfou com muita potência, entubou fundo e com muita técnica, mas caiu na última manobra.  Medina finalizou a segunda rodada na 1ª colocação, com Filipe Toledo em 2º, Kelly Slater em 3º e Sebastian Zietz em 4º. Entre as meninas Carissa Moore melhorou suas notas e disparou na liderança. As demais posições não se alteraram.

Depois disso alguém falou que as ondas não foram iguais para todos  e que os e as surfistas teriam o direito de surfar novamente para a esquerda. Problemas com o vento? Com o fluxo de agua? Com o operador da maquina? Para variar ninguém falou nada. Quem se beneficiou com a onda extra foi Kanoa Igarashi, que de 5º passou para 3º, rebaixando Kelly e Sebastian Zietz, e Gabriel Medina, que já estava em 1º e melhorou sua nota na esquerda ampliando a sua vantagem. 

TERCEIRA RODADA 

Sebastian Zietz bem que lutou para tentar surfar bem, mas simplesmente não conseguiu. De qualquer maneira fez sua melhor nota na esquerda na competição: 7.17 e finalizou a etapa na 7ª colocação. Miguel Pupo tinha 8.13 na esquerda, surfou uma boa onda, mas errou na finalização e não melhorou sua nota. Na direita Miguel Pupo tinha 4.83, uma nota fácil de trocar, mas caiu no primeiro tubo e não conseguiu trocar sua nota e terminou o evento na 8ª colocação.  Kelly Slater surfou uma ótima esquerda, sua melhor esquerda no evento. Kelly precisava de 9.13 para superar a onda de Medina, mas marcou 7.67. Na direita Kelly não foi bem e terminou a etapa na 3ª colocação, seu melhor resultado no ano. Owen Wright, que vinha sendo um dos melhores surfistas da competição nos primeiros dias, muito pouco mostrou nas finais. Na esquerda Owen caiu logo no início da onda e na direita fez uma onda boa mas um tanto conservadora e ganhou 7.97 pontos e terminou o evento na 5ª colocação. Filipe Toledo precisava melhorar um 6.83 na esquerda, surfou bem e com muita pressão, mas caiu no aéreo de finalização. Marcou 7.23. Na direita Filipe não conseguiu melhorar sua onda. Filipe terminou o evento na 2ª colocação e continua na liderança do ranking. Kanoa Igarashi surfou mal na esquerda, surfou mal na direita e não conseguiu melhorar sua posição e terminou o evento na 4ª colocação. Julian Wilson que não fez nenhuma boa apresentação nas finais, foi para a esquerda precisando melhorar um 6,57, não conseguiu e com isso o título da etapa foi para o brasileiro Gabriel Medina, que se consagrou Campeão do Surf Ranch Pro. 

Entre as meninas Carissa Moore fez uma campanha espetacular no Surf Ranch e foi a grande campeã do evento surfando com grande competência. Stephanie Gilmore surfou uma excelente direita, fez 8.87 e ficou na 2ª colocação. Lakey Peterson ficou em 3ª e Caroline Marks (USA) na 4ª colocação.

Filipe Toledo, vice-campeão do Surf Ranch Pro 2018 e líder do ranking. Foto WSL/Cestari

OS PONTOS FRACOS DO EVENTO

Como ainda estamos vendo os primeiros eventos em piscinas com onda, muita coisa ainda precisa melhorar, por isso listamos aqui as principais reclamações do público sobre o evento.

Uma das coisas que a galera na web mais reclamou é que na piscina não tem aquela emoção da entrada da série, não tem disputa de onda, nem briga pela prioridade, nem se testa o posicionamento dos surfistas. Tudo é muito mecânico, muito igual, muito perfeitinho, mas sem sal e, principalmente, sem pimenta. Talvez ainda precisemos nos acostumar com o surf fora da sua natureza. 

Um dos maiores problemas desse evento, segundo os competidores, é que simplesmente não dava para treinar, nem fazer aquele surf matinal de aquecimento, muito menos testar quilhas ou pranchas. Sem poder treinar antes da competição, só conseguiu entrar em sintonia com as ondas quem já tinha experiência na piscina. Isso na oitava etapa do tour, com tanta gente precisando desesperadamente de pontos para se classificar para o ano que vem. Muita gente ficou mal da cabeça.  Se a gente levar em consideração que o Kelly já fechou Fiji antes de uma etapa para que ninguém mais pudesse treinar, não é surpresa ele fazer isso em sua própria piscina.

As ondas também deixaram muita gente confusa. Apesar de serem todas iguais, definitivamente não eram todas iguais. Algumas eram maiores e algumas menores. Não se sabe se foi por causa do vento, do fluxo de água ou se era coisa de quem operava a máquina. Ainda sobre as ondas, a piscina aparentemente seguiu a mesma regra do restante do circuito e valorizou bem mais as direitas. Impossível não admitir que as direitas da piscina são muito melhores do que as esquerdas.

As ondas perfeitas do Surf Ranch devem ser ótimas para se surfar. Ninguém duvida disso. Mas para quem assistiu o evento foi um pouco monótono. Ondas sempre iguais, muita propaganda e muito pouca emoção. Faltou colocarem as notas na tela e faltou de vez em quando repetirem as melhores ondas para que todo mundo pudesse comparar melhor as ondas e as notas. Não se sabe se foi esquecimento ou se foi proposital, afinal o surf tem um público apaixonado, que analisa criticamente o julgamento da WSL na web e isso tem desagradado o "dono" da WSL. 

As ondas do Surf Ranch também receberam críticas. São lindas, perfeitas e velozes. Por outro lado, são ondas leves, rápidas demais, burocráticas demais e que nem sempre proporcionam grandes manobras. Raros foram os surfistas que conseguiram inverter o bico da prancha em suas rasgadas. Definitivamente surfar bem nessas ondas não para qualquer um. A diferença entre os melhores do tour para os coadjuvantes, que já é enorme, se acentuou bastante.

Surfar na onda artificial do Surf Ranch é muito diferente do que surfar no oceano. Na piscina você sabe que vai surfar, sabe que a onda vai entrar e precisa e que você precisa planejar muito bem a linha de surf para aproveitar as muito bem definidas sessões de cada onda. Alguns não entenderam isso.

No meio de um circuito mundial da WSL essa etapa pareceu meio perdida. Outro formato, outro tipo de onda, outras regras.... Mas definitivamente é uma ideia que pode ser adotada com sucesso pelos jogos olímpicos e uma ótima oportunidade para se criar um circuito paralelo. 


O JULGAMENTO 

Com ondas tão iguais, o julgamento perde muito da subjetividade (pelo menos deveria) e a performance dos atletas é o que faz a diferença. Sem precisar se preocupar com as ondas, os juízes teoricamente podem prestar mais atenção nos detalhes e descontar todos os erros cometidos, tal qual acontece na ginástica olímpica. Mas a verdade é que uma dúvida ficou no ar: será que podemos dizer que os juízes da WSL estão acompanhando a evolução do surf? 
Compara aí o 9.80 do Filipe Toledo com as notas mais altas de seus adversários e isso fica claro como o sol. 

O julgamento, que já vinha sendo o Calcanhar de Aquiles da WSL desde os tempos da ASP, continua colocando em cheque a credibilidade do circuito para muita gente. Não são poucos os confrontos que tem seu resultado questionado e cercados de polêmica. No Surf Ranch Pro, com ondas aparentemente iguais para todos, o julgamento mostrou a mesma inconsistência das outras etapas e muitos resultados foram questionados e ridicularizados na internet. Nem os atletas, nem os jornalistas, nem o público está entendendo.

A próxima etapa acontece de 03 a 14 de outubro na França.

Confira aqui como ficou o ranking atualizado após 8 etapas:






19 de agosto de 2018

GABRIEL MEDINA VENCE EM TEAHUPO´O


Medina Campeão em Teahupo´o. - Foto @WSL



Por: Dadá Souza


Com uma virada na última onda, Gabriel Medina se consagrou campeão do Tahiti Pro, a 7ª etapa (de um total de 11) do circuito mundial da WSL. Medina surfou com superioridade durante todo o evento e venceu n grande final o australiano Owen Wright por 13.50 a 12.07. Essa foi a segunda vitória de Medina em Teahupo´o (a primeira foi em 2014). Ao conquistar o título dessa etapa Medina se tornou o 4º brasileiro a vencer uma etapa em 2018 e assumiu a vice-liderança do ranking mundial.

Não foi um evento bom de ondas. Teahupo´o normalmente é uma onda temida e assustadora, mas nesse evento as ondas quebraram pequenas demais durante toda a competição. Faltaram as ondas grandes, faltaram os tubos, faltaram os wipouts e faltaram os high scores. Não foi um "Tchoppão" daqueles, foi um "Tchoppinho" mesmo. Emocionante como um evento na piscina do Kelly.

Medina surfou esse evento com confiança e determinação e desde o Round 1 Gabriel mostrou que estava ali para vencer a competição. Venceu fácil Wiggolly Dantas e Tomas Hermes no Round 1; venceu novamente Wiggolly Dantas no Round 3; venceu Kolohe Andino e Yago Dora no Round 4; venceu (fácil) Italo Ferreira nas Quartas; venceu Jeremy Flores na semi; e venceu Owen Wright, de virada, na grande final. Uma campanha com 100% de aproveitamento que coroou a primeira vitória de Medina em 2018.

Depois de 7 etapas, Filipe Toledo é o líder do ranking com 41.985 pontos; Gabriel Medina é o novo vice-líder, com 35.685 pontos; Julian Wilson caiu para a 3ª colocação, com 32.380 pontos; Italo Ferreira continua na 4ª colocação, com 30.160 pontos; e Wade Carmichael é o 5º com 26.660 pontos.
(Veja o ranking completo atualizado aqui).



 Foto: Damien Poullenot / WSL

ROUNDS 1 e 2  

Os primeiros Rounds do Tahito Pro 2018 foram mornos, quase frios. O Round 2 fez a primeira limpa nos competidores. O local Tikanui Smith derrotou o vice-lider do ranking Julian Wilson, que deu um mole danado e foi eliminado da competição cedo demais. Jordy Smith não teve muito trabalho para derrotar o local Mateia Hiquily. Wiggolly Dantas eliminou seu compatriota Willian Cardoso por uma diferença de 6 centésimos. O queridão da WSL Mikey Wright eliminou da disputa o brasileiro Miguel Pupo. Ian Gouveia eliminou o norte-americano Griffin Colapinto, que estava pouco a vontade em Teahupo´o. Owen Wright eliminou da disputa o francês Joan Duru. Michael February venceu Conner Coffin por 7 centésimos de ponto. Michael Rodrigues eliminou o havaiano Keanu Asing. Kanoa Igarashi eliminou o australiano Matt Wilkinson. Jeremy Flores venceu o norte-americano Pat Gudauskas por uma diferença de 2 décimos. Jesse Mendes derrotou o havaiano Sebastian Zietz (e alguns juízes implicantes) em uma bateria bastante disputada. E na última bateria do R2 Yago Dora eliminou Tomas Hermes na última bateria do dia.  Um round inteiro de ondas pequenas e de notas baixas. Só duas ondas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. A primeira com Jordy Smtih (8.17) e a segunda com o Yago Dora (8.50).


ROUND 3

O Round 3 começou com um duelo sul-africano e o novato Mike February eliminou o top 5 do ranking Jordy Smith e deixou o caminho aberto para os brasileiros. Ezekiel Lau eliminou o brasileiro Michael Rodrigues. Wade carmichael eliminou o brasileiro Jesse Mendes em uma bateria de julgamento polêmico. Owen Wright eliminou da disputa o seu compatriota Joel Parkinson. Kanoa Igarashi eliminou o brasileiro Adriano de Souza. Filipe Toledo eliminou o sul-africano Jordy Smith com facilidade. Gabriel Medina eliminou da competição o brasileiro Wiggolly Dantas. Kolohe Andino eliminou o português Frederico Morais. Yago Dora venceu (fácil) o australiano Mikey Wright. Connor O´Leary eliminou o tahitiano Michel Bourez. Jeremy Flores eliminou o australiano Adrian Buchan. E na última bateria do Round 3 Italo Ferreira eliminou Ian Gouveia em um confronto polêmico. Ian Gouveia pareceu ter saído prejudicado com um snake feito pelo Italo Ferreira no começo do confronto. Um Round realiado em ondas bem pequenas e difíceis. Só duas ondas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. A primeira com Owen Wright (8.00), a segunda com Connor O´Leary (9.20).

ROUND 4 

O Round 4 definiu os finalistas do evento. Na primeira bateria do R4 o sul-africano Michael February e o australiano Wade Carmichael garantiram as duas primeiras vagas nas quartas de final e mandaram o havaiano Ezekiel Lau de volta pra casa. Na segunda bateria o australiano Owen Wright e o brasileiro Filipe Toledo garantiram a vaga na semi (o Owen agraciado com notas bem generosas) e eliminaram o norte-americano Kanoa Igarashi da competição. Na terceira bateria Gabriel Medina e Kolohe Andino (USA) garantiram suas vagas na semi e eliminaram da disputa o brasileiro Yago Dora. Na quarta bateria Jeremy Flores e Italo Ferreira garantiram as duas últimas vagas para as quartas de final e eliminaram da disputa o australiano Connor O´Leary. Mais um round definido em ondas pequenas e com notas baixas. Somente 3 notas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. Michael February (8.93), Jeremy Flores (8.17) e Connor O´Leary (8.17).


QUARTAS-DE-FINAL

Filipe Toledo (BRA) x Michael February (ZAF) – Filipe Toledo começou com uma onda de três rasgadas e marcou 6 pontos. February pegou um tubinho e marcou 4.93. As ondas estavam bem demoradas. Filipe pegou um bom tubo, caiu na volta de um cutback e marcou 5.43. Filipe manteve o domínio por toda a bateria, surfou calmo e economizou energia. Faltando 3 minutos para o otérmino da bateria Filipe remou em uma onda, não entrou, e perdeu a prioridade. Por sorte não entrou outra onda e Filipe se classificou para a semifinal. Michael February terminou o evento na 5ª colocação. Era o 31º do ranking antes de Teahupo´o e agora é o 27º.  Essa bateria pode ser assistida aqui.

Owen Wright (AUS) x Wade Carmichael (AUS) -  Duelo australiano. Owen Wright saiu na frente somando uma onda regular e uma onda fraca (6.83 e 2.67). Wade Carmichael começou com uma onda fraca (4.50). Faltando 18 minutos para o término da bateria Owen pegou uma onda sem a prioridade, pegou um ótimo tubo e marcou 9.17. Carmichael se abalou e Owen só precisou administrar o resultado até o final do confronto. Owen se classificou para a semi, Carmichael terminou o evento na 5ª colocação. Carmichael era o 6º do ranking e agora é o 5º. Nada mal para um estreante. Essa bateria pode ser assistida aqui.

Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA) – Um terço dessa bateria passou em branco. Italo abriu o confronto com um tubo curto que lhe rendeu 3 pontos. Medina pegou um ótimo tubo, rasgou forte e fez mais duas manobras e marcou 7.67. Medina ainda marcou mais 5.43 na bateria anterior e deixou Italo precisando de uma combinação de duas ondas. Italo passou a arriscar bastante e errou quase tudo que tentou.  Ainda fez uma nota 4.57 no finalzinho da bateria. Gabriel Medina venceu com facilidade e conquistou a vaga na semi. Italo ficou na 5ª colocação e não mudou sua posição no ranking. Era o 4º do ranking antes de Teahupoo e mantem sua posição após a sétima etapa. Essa bateria pode ser assistida aqui.

Jeremy Flores (FRA) x Kolohe Andino (USA) – Metade dessa bateria se passou praticamente em branco. Faltando pouco menos de 20 minutos Jeremy pegou um excelente tubo, manobrou forte e marcou 8.17. Kolohe apostava nas manobras e nas ondas pequenas. Jeremy estava afiado e estava sintonizado com os tubos. Faltando 5 minutos Jeremy pegou um bom tubo, marcou 5.17 e deixou Kolohe precisando de uma combinação de ondas. Jeremy venceu fácil e garantiu a última vaga na semi. Kolohe finalizou o evento na 5ª colocação. Era o 15º do ranking, agora é o 10º. Essa bateria pode ser assistida aqui.



SEMIFINAIS

Filipe Toledo (BRA) x Owen Wright (AUS) – Filipe chegou até a semi soberando em Teahupo´o. Owen chegou com alguns julgamentos generosos a seu favor, mas chegou na semi com o status de especialista nessa onda. Owen saiu na frente somando 6.67 e 4.93. Filipe começou a bateria com notas muito fracas. Faltando 19 minutos Filipe marcou sua primeira nota: 4.73.  Faltando 12 minutos Filipe acertou um aéreo rodando em uma onda pequena e marcou 4.33.   Faltando pouco mais de 10 minutos Filipe pegou uma onda de 3 manobras e marcou 4.70. Filipe Toledo ainda precisava de 6.87. Faltando 7 minutos Owen pegou uma boa onda, entubou, deu duas rasgadas e uma batida pequena e marcou 5.93. Filipe ficou com a prioridade nos minutos finais da bateria, mas ficou precisando de 7.30 para virar o resultado. Owen garantiu a primeira vaga na final e Filipe terminou o evento na 3ª colocação, seu melhor resultado em Teahupo´o.  Filipe era líder antes da etapa do tahiti e saiu de Teahupoo como líder. Uma ótima etapa para Filipe Toledo. 



Gabriel Medina (BRA) x  Jeremy Flores (FRA) - Medina chegou até a semi absoluto. Surfou mais que seus adversários e mais do que disseram suas notas ao longo do evento. Jeremy chegou até a semi sempre surfando bons tubos. Ambos campeões dessa etapa, Medina em 2014, Jeremy em 2015. Gabriel Medina saiu na frente com uma nota 7.10. Logo em seguida Medina surfou outra onda parecida, deu alley-oop e uma cassetada na finalização e marcou mais 8.07. Jeremy entubou e fez mais três manobras e marcou 5.67, uma nota que pra muita gente pareceu baixa demais. O surfista das Ilhas Reuniao ainda precisava de 9.50 para virar o resultado. Gabriel Medina venceu a bateria e garantiu sua vaga na final do evento. Jeremy terminou o evento na 3ª colocação. Era o 18º do ranking, agora é o 12º do ranking.



FINAL

Owen Wright (AUS) x Gabriel Medina (BRA) – Dois goofies chegaram à grande final do evento. Owen saiu na frente com uma nota 6.50. Medina deu sua resposta e marcou 6.17. As notas do Medina não saiam nem quando ele manobrava nitidamente mais forte. Owen ganhou 4.30 em um tubo que nunca deveria ser considerado um tubo. Faltando 10 minutos Owen tinha a prioridade e Medina precisava de 4.54 para virar o resultado. Medina tentou em duas ondas, mas as ondas foram muito ruins. Nos últimos 2 minutos Owen pegou uma onda boa e marcou 5.57. Medina pegou uma onda nos instantes finais, entubou fundo, saiu seco e manobrou forte. Marcou 7.33, virou o resultado e venceu a etapa. Gabriel Medina campeão em Teahupo´o.



A briga pelo título mundial deve meso ficar entre Filipe Toledo e Gabriel Medina. Medina já venceu no Surf Ranch, na França e em Portugal (e tem dois vices em Pipe). Filipe Toledo já venceu em Portugal e já fez quartas-de-final na França e em Pipe. Essa briga vai ser boa. São dois surfistas que realmente estão surfando um nível acima. E para deixar tudo ainda mais interessante, ainda tem Julian Wilson e Italo Ferreira na briga direta pelo título.

A maior nota: 9.17 (Owen Wright)
A maior média: 16.00 (Owen Wright)
As maiores notas das finais: 9.17 (Owen Wright); 8.17 (Jeremy Flores); 8,07 (Gabriel Medina)
Ranking Atualizado: Aqui 

A próxima etapa acontece de 6 a 9 de setembro no Surf Ranch do Kelly Slater.
Ainda faltam 4 etapas: Surf Ranch (California), na França,  em Portugal e em Pipeline (Hawaii).


A propósito, os brasileiros venceram 6 das 7 etapas do circuito e ocupam 3 dos 4 lugares do topo do ranking. Não estaria na hora dos brasileiros serem melhor julgados?


12 de março de 2014

Gabriel Medina sai na frente na briga pelo título mundial de 2014.

 Gabriel Medina começa o ano como o numero 1 do mundo. Foto ASP/Sherman


Não teve para ninguém. O brasileiro Gabriel Medina começou o ano com força total e estreou com vitória já na primeira etapa do WCT 2014, evento que rolou na Gold Coast australiana. Com um surfe de manobras fortes, Medina venceu o local hero Joel Parkinson na grande final e começou o ano liderando o ranking mundial. Além de Medina, Adriano de Souza e Miguel Pupo também começam o ano entre os top 5 do ranking mundial da ASP.

Ao vencer o evento Medina fez história na Gold Coast como o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título do Quiksilver Pro Gold Coast (Jacqueline Silva, em 2004, foi a primeira brasileira a vencer na Gold Coast), a etapa de abertura do circuito mundial, e o segundo goofy footer a vencer nas direitas da Gold Coast. Isso tudo em seu primeiro campeonato na volta de sua contusão.

Na Austrália Gabriel Medina surfou como um guerreiro e venceu os maiores surfistas australianos em sua própria casa. Nas quartas Medina venceu o local hero e atual campeão mundial Mick Fanning, na semi Gabriel venceu a lenda do surf australiano Taj Burrow e na final venceu o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, também local da Gold Coast. Foi um arrastão brasileiro em praias australianas.

Joel Parkinson mais uma vez termina o evento como 2º colocado, mas surfou com grande maestria e foi um dos melhores surfistas de todo o evento.


Quem também brilhou foi Adriano de Souza, surfista que vem em uma grande fase. Depois de três excelentes atuações nas 3 etapas do circuito WQS, Mineiro acabou o evento na 3ª colocação, venceu Kelly Slater duas vezes seguidas e eliminou o 11 vezes campeão mundial do evento ao vencê-lo nas quartas-de-final. Mineiro só parou na semi, derrotado por um “imparável” Joel Parkinson. Mineiro lidera o ranking unificado e ocupa a 3ª posição no ranking do WCT 2014, empatado com o australiano Taj Burrow. A propósito, faz tempo que Slater não consegue vencer Mineiro.

 
A pentacampeã mundial Stephanie Gilmore começa o ano na liderança do ranking. Foto ASP/Cestari

ROXY PRO – Entre as meninas, a vencedora foi a pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore, que venceu a etapa pela 5ª vez na Gold Coast. A sul-africana Bianca Buitendag fez sua primeira final no WCT e ficou com a segunda colocação. Carissa Moore e Lakey Peterson ficaram com a 3ª colocação.
A próxima etapa do WCT acontece em Margaret River, Australia, de 2 a 13 de abril.



Resultado do Quiksilver Pro 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 CJ Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Miguel Pupo (Bra)


Resultado do Roxy Pro 2014

1 Stephanie Gilmore (Aus)
2 Bianca Buitentag (Afr)
3 Carissa Moore (Haw)
3 Lakey Peterson (EUA)


Ranking do World Tour 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
4 Adriano De Souza (Bra)
5 Mick Fanning (Aus)
6 Kelly Slater (EUA)
7 C.J. Hobgood (EUA)
8 Miguel Pupo (Bra)
9 Nat Young (EUA)
10 Josh Kerr (Aus)
11 Freddy Patacchia (Haw)
12 Mitch Crews (Aus)
13 Julian Wilson (Aus)
14 Michel Bourez (Tah)
15 Owen Wright (Aus)
16 Adrian Buchan (Aus)
17 Jeremy Flores (Fra)
18 Adam Melling (Aus)
19 Kolohe Andino (EUA)
20 Jadson André (Bra)
21 Travis Logie (Afr)
22 Dion Atkinson (Aus)
23 Tiago Pires (Por)
24 Jordy Smith (Afr)
25 Kai Otton (Aus)
26 John John Florence (Haw)
27 Filipe Toledo (Bra)
28 Sebastian Zietz (Haw)
29 Bede Durbidge (Aus)
30 Matt Wilkinson (Aus)
31 Alejo Muniz (Bra)
32 Aritz Aranburu (Esp)
33 Raoni Monteiro (Bra)
34 Brett Simpson (EUA)


16 de fevereiro de 2014

Adriano de Souza vence o Hurley Australian Open of Surfing 2014

Adriano de Souza, campeão do Australian Open of Surfing - Foto: ©surflove.com.au


Deu brasil na cabeça! Adriano de Souza é o campeão do Australian Open of Surfing. O primeiro evento 6 estrelas de 2014 foi finalizado nesse sábado em Manly Beach, Sydney, Austrália.

O nosso Mineirinho, que há poucos dias atrás já havia feito a final do Volcom Pipe Pro - 5 estrelas surfando as ondas pesadas e tubulares de Pipeline, ontem fez sua segunda final consecutiva e venceu o campeonato de Manly surfando merrecas inconstantes. Ao se destacar tanto nas bancadas de coral do Hawaii quanto  nas merrecas dos beach breaks, Mineiro mostrou que está muito bem preparado. Física e mentalmente. Seu surf está completo, agressivo, maduro, focado e com uma determinação e uma força de vontade fora do comum.

Na final do Australian Open, evento na casa do australiano e patrocinado pelo patrocinador de Julian Wilson, Adriano de Souza venceu o australiano de forma esmagadora: 17.20 a 8.34. Julian Wilson voltou para casa precisando de 17.21 para virar o resultado. #QueSurra

Entre as meninas quem levou o título foi Carissa Moore, que foi igualmente arrasadora. Na final Carissa somou 7.67 e 9.43 e venceu a também havaiana Alessa Quizon por 17.10 a 15.80. Só para registro: o layback que a Carissa Moore acertou foi realmente impressionante. E deixou muito atleta profissional com inveja. As brasileiras não se deram muito bem na etapa,Silvana lima foi a melhor colocada, na 19ª posição, e  Bruna Schmitz e Jacqueline Silva ficaram na 37º colocação.

Mas foi o “Brazilian Storm” que trovejou forte nesse Australian Open. O evento entrou em sua fase final com 3 brasileiros, 2 australianos, 1 francês, 1 havaiano e  1 norte-americano nas quartas-de-final. Adriano de Souza venceu o evento, Tomas Hermes ficou em 3ª e Peterson Crisanto na 5ª colocação.  Os três detonaram, empolgaram os locutores e a torcida na areia e chegaram as fases finais do evento mostrando um surf sólido e inteligente, com muita regularidade e com muita determinação, com uma paixão quase visceral a cada onda surfada. Heitor Alves, Alex ribeiro e Filipe Toledo surfaram muito bem, fizeram grandes atuações em Manly e também merecem destaque.

QUARTAS

Na primeira bateria das quartas, Julian Wilson venceu Peterson Crisanto. Foi uma bateria bastante disputada, as médias foram bastante apertadas, 13.63 do aussie contra 13.03 do brasileiro, mas Julian Wilson acabou vencendo. Na segunda bateria do dia, Tomas Hermes mais uma vez foi grande e travou uma bela disputa contra o francês Jeremy Flores. Com um surfe afiado, Tomas venceu por Jeremy por 13.33 a 13.17 de Jeremy. Na terceira bateria, Adriano de Souza venceu o havaiano Fredrick Patacchia por 15.77 a 14.33. E na última bateria das quartas, Patrick Gudauskas venceu o aussie Bede Durbidge por 16.53 a 16.16.

SEMI FEMININA

Entre as meninas, 3 havaianas e uma francesa fizeram as finais do evento. Na primeira semi feminina, Carissa Moore e Maud Le Car disputaram a vaga na final com muita dedicação. A francesa liderou a bateria do início ao fim. Nos instantes finais, Carissa tentou tirou uma onda salvadora da cartola e venceu a francesa por 9.34 a 9.26.
Na segunda semi, 100% havaiana, Alessa Quizon mostrou dominância e venceu Malia Manuel por 14.90 a 12.60.


SEMI MASCULINA

JULIAN WILSON (AUS) x TOMAS HERMES (BRA) Julian começou liderando a bateria ao marcar 5.33 e 6.50 e essa foi uma bateria que começou com poucas ondas. Tomas Hermes pegou uma boa direita, manobrou com pressão e marcou 7.33. No finalzinho da bateria Tomas pegou mais uma boa direita e marcou 6.60. Julian Wilson logo atrás pegou uma boa onda e marcou 8.50, deixando o brasileiro precisando de 7.68. Tomas teve sua chance, pegou uma boa onda e executou várias manobras, mas os juízes deram nota 7.00. Julian Wilson foi para a final do Australian Open of Surfing

ADRIANO DE SOUZA (BRA) x PATRICK GUDAUSKAS (USA) é com uma determinação impressionante, Adriano lembrou o pugilista Mike Tyson. Mal tocou a sirene e Adriano partiu como um furacão para cima do norte-americano: marcou 9.07, um 7.17, um 8.33 e ainda descartou um 7.87. Patrick Gudauskas ficou só assistindo e nada pôde fazer. #KnockOut! Mineiro 17.40, Patrick G. 10.53.

FINAL FEMININA

CARISSA MOORE (HAW) x ALESSA QUIZON (HAW) Na final havaiana quem se deu melhor foi Carissa Moore, que saiu na frente com um 4.17 e um 7.67. Competidora ágil e agressiva, Carissa pegou uma direita pequena, mandou um layback muito forte e radical: 9.43. Alessa Quizon tinha um 7.93 e um 7.87, mas Carissa Moore surfou como uma verdadeira campeã mundial e levou o título da etapa.

FINAL MASCULINA

ADRIANO DE SOUZA (BRA) x JULIAN WILSON (AUS)
Mineiro foi quem abriu a bateria. Uma onda de três manobras, uma delas bem forte, que lhe rendeu 8.33. Julian Wilson começou errando suas manobras e marcou 3.67 e 1.33. E daí até o fim da bateria, Julian Wilson não acertou mais nada. Julian, que tinha eliminado da disputa os brasileiros Peterson Crisanto e Tomas Hermes, nas quartas e na semi, foi esmagado por um gigante Adriano de Souza na final: 17.20 a 8.34. 

Essa foi a primeira vez que um brasileiro venceu o Australian Open of Surfing. 

No skate, os brasileiros também detonaram1. Bob Burnquist e Pedro Barros dois dos maiores nomes do esporte, conquistaram prêmios no sábado e Pedro Barros venceu a categoria Pro na piscina.

Negunda-feira começa a próxima etapa do ASP 6-Star em Newcastle, Austrália e de 1º a 12 de março começa o WCT 2014 nas praias da Gold Coast. Essa perna australiana promete!




 Julian Wilson surfou bem durante todo o evento, eliminou os brasileiros Peterson Crisanto e Tomas Hermes na reta final do campeonato mas na final foi esmagado pelo homem-de-aço Adriano de Souza. - Foto: ©surflove.com.au

Tomas Hermes começou o ano com um belo resultado: 3º lugar no Australian Open, 
3º lugar no ranking WQS e US$ 6,150 no bolso - Foto: ©surflove.com.au

VÍDEOS OFICIAIS:







RESULTADOS

Masculino

1 Adriano de Souza (Bra)
2 Julian Wilson (Aus)
3 Tomas Hermes (Bra)
3 Patrick Gudauskas (EUA)
5 Peterson Crisanto (Bra)
5 Jeremy Flores (Fra)
5 Fred Patacchia (Haw)
5 Bede Durbidge (Aus)

Feminino

1 Carissa Moore (Haw)
2 Alessa Quizon (Haw)
3 Maud Le Car (Fra)
3 Malia Manuel (Haw)
5 Leila Hurst (Haw)
5 Georgia Fish (Aus)
5 Nage Melamed (Haw)
5 Nikki Van Dijk (Aus)

Ranking do WQS (depois de 4 etapas)

1 Adriano de Souza (Bra) - 4.484 pontos
2 Julian Wilson (Aus) - 2.640
3 Patrick Gudauskas (EUA) - 2.080
3 Tomas Hermes (Bra) - 2.080
5 Kelly Slater (EUA) - 2.000
6 Fredrick Patacchia (Haw) - 1.946
7 Wiggolly Dantas (Bra) - 1.880
8 Bede Durbidge (Aus) - 1.748
9 Mitchel Coleborn (Aus) - 1.658
10 Jeremy Flores (Fra) - 1.560
10 Peterson Crisanto (Bra) - 1.560
14 Heitor Alves (Bra) - 1.070 pontos
22 Alex Ribeiro (Bra) - 920
24 David do Carmo (Bra) - 885
37 Krystian Kymerson (Bra) - 635
37 Ian Gouveia (Bra) - 635
41 Santiago Muniz (Arg) - 625
41 Michael Rodrigues (Bra) - 625
45 Jessé Mendes (Bra) - 606
45 Jean da Silva (Bra) - 606
49 Leandro Usuña (Arg) - 565




 Adriano de Souza - Campeão do Hurley Australian Open of Surfing 2014 
e líder do WQS (após 4 etapas realizadas).

2 de novembro de 2013

Gabriel Medina e Ella Willians são os Campeões Mundiais Pro Junior 2013.

Gabriel Medina conquistou o título do HD World Junior Championship 2013. 
Foto: Daniel Smorigo / ASP South America.

Depois de um bom tempo, Florianópolis voltou a receber uma etapa da ASP. O HD WOLRD JUNIOR CHAMPIONSHIP , campeonato mundial da categoria, colocou a ilha novamente no calendário da ASP.

BRASIL 6 X 4 AUSTRALIA  - Gabriel Medina venceu o evento e se consagrou CAMPEÃO MUNDIAL PRO JUNIOR 2013, título inédito para ele e muito importante para o Brasil, que agora abre uma importante vantagem sobre a Austrália e mantém a liderança em eventos Pro Junior, com 5 campeões mundiais (Pedro Henrique (2000), Adriano de Souza (2003), Pablo Paulino (2x – 2004 e 2007), Caio Ibelli (2011) e Gabriel Medina (2013).

27 de outubro de 2013

Jadson André vence o Billabong Cascais Pro




Sábado de vitória brasileira em Portugal. O potiguar Jadson André ergueu o troféu de campeão do ASP Prime Cascais Billabong Pro. Com ondas de um metro a um metro e meio em Carcavelos, o evento ainda consagrou Jeremy Flores como campeão europeu e deu ao australiano Adam Melling o Cascais Trophy, prêmio dado ao vencedor da “tríplice coroa portuguesa”.

Jadson André mostrou uma vontade e uma gana tão grandes, que não poderia acabar muito diferente de como acabou. Jadson André voltou com tudo e venceu o Prime de Portugal marcando uma nota 10 na final. Isso sem falar nos 40 mil dólares de premiação e dos valiosos 6500 pontos no WQS que o colocam na 3ª posição na lista das 10 pessoas que se classificam para o WCT 2014. Depois de sair do World Tour, de voltar de lesão, e de fazer um ano focado no seu retorno ao circuito, Jadson vai reconquistando seu lugar na elite.

O norte-americano Conner Coffin, destaque nas competições pro junior, foi o vice campeão do evento. Amarradão com a 2ª colocação, ele surfou boas ondas durante toda o campeonato e foi um competidor consistente. 

Os brasileiros Gabriel Medina e Krystian Kymerson também foram bem na competição, mas acabaram derrotados nas oitavas-de-final por Mitch Crews e Adam Melling.

Além de Jadson André, Alejo Muniz e Willian Cardoso também vão se classificando para o WCT 2014. Já Raoni Monteiro e Miguel Pupo estão dando adeus ao tour. Os últimos dois Primes de 2013 acontecem no Hawaii, em Haleiwa e depois em Sunset Beach, de 12 a 26 de novembro.




CASCAIS BILLABONG PRO FINAL RESULTS:

1 – Jadson Andre (BRA) 16.50
2 – Conner Coffin (USA) 7.10


CASCAIS BILLABONG PRO SEMI-FINAL RESULTS:
SF1: Conner Coffin (USA) 13.34 def.
Carlos Munoz (CRI) 13.20
SF2: Jadson Andre (BRA) 14.14 def. Jeremy Flores (FRA) 9.44

CASCAIS BILLABONG PRO QUARTER-FINAL RESULTS:
QF1: Carlos Munoz (CRI) 16.57 def.
Mitch Crews (AUS) 8.23
QF2: Conner Coffin (USA) 14.43 def. Jonathan Gonzalez (CNY) 13.66
QF3: Jadson Andre (BRA) 13.67 def. Granger Larsen (HAW) 8.44
QF4: Jeremy Flores (FRA) 16.43 def. Adam Melling (AUS) 11.50

CASCAIS BILLABONG PRO ROUND OF 16 RESULTS:
Heat 1: Carlos Munoz (CRI) 15.17 def. Bede Durbidge (AUS) 6.00
Heat 2: Mitch Crews (AUS) 12.76 def. Gabriel Medina (BRA) 12.20
Heat 3: Jonathan Gonzalez (CNY) 10.67 def. Maxime Huscenot (FRA) 9.10
Heat 4: Conner Coffin (USA) 16.40 def. C.J Hobgood (USA) 14.94
Heat 5: Jadson Andre (BRA) 12.57 def. Wade Carmichael (AUS) 9.70
Heat 6: Granger Larsen (HAW) 14.17 def. Kiron Jabour (HAW) 9.83
Heat 7: Adam Melling (AUS) 16.67 def. Krystian Kymerson (BRA) 9.26
Heat 8: Jeremy Flores (FRA) 14.30 def. Travis Logie (ZAF) 12.24

28 de julho de 2013

Alejo Muniz vence o US OPEN




O catarinense Alejo Muniz venceu Kolohe Andino por 16.23 a 14.54 na final do evento e se consagrou campeão do VANS US OPEN OF SURFING.  O evento foi encerrado nesse domingo, em ondas de um metro, com séries demoradas junto ao píer.

Alejo mostrou foco, surf e muita determinação durante todo o evento. Seu surf se encaixou nas ondas de Huntington Beach e ele literalmente moeu as ondas que entraram. O US OPEN é um dos maiores campeonatos de surf do mundo e vencer esse evento, na casa dos americanos, não é para qualquer um. Alejo mostrou um surf potente e com manobras bem executadas e mereceu o título desse que é um dos campeonatos mais prestigiados do ano. Kolohe Andino, que é local em Huntington, foi humilde e reconheceu a vitória de Alejo. Ambos surfaram bem durante todo o evento. Essa vitória deve dar uma confiança extra pro Alejo, que parecia um pouco desmotivado com as competições.

A trajetória do campeão: Alejo passou sua primeira bateria na 2ª colocação no Round dos 96. No Round dos 48 passou novamente na 2ª colocação. No Round dos 24 Alejo venceu sua bateria em 1º, ganhando de Mitch Crews (AUS) e de Charles Martin (GLP). No Round dos 16, Alejo venceu o confronto contra Mitch Crews por 15.00 x 13.37. Nas quartas, Alejo venceu o norte-americano Nat Young por 13.64 a 5.83. Na semi, Alejo venceu o australiano Matt Banting por 14.00 x 11.50. E na grande final, Alejo venceu  Kolohe Andino (USA) por16.23 x 14.54.

Foi fraco e pseudo-profissional o webcast do evento, com locutores e comentaristas que, esquecendo do seu papel, narraram o evento como torcedores. E isso deixou o evento meio chato para quem acompanhou pela internet. Também chamou a atenção a grande quantidade de alcool, drogas e brigas durante o US Open. No youtube tem vários videos sobre os tumultos durante a etapa. Outro ponto que sempre vem a tona é: com tanta onda boa na California porque esse campeonato é sempre realizado nas merrecas demoradas do pier? Mas enfim, coisas da tradição americana dos eventos de surf.

Probemas e imperfeições à parte, a etapa Prime de HB foi boa para os brasileiros. Alejo venceu o evento, Mineiro foi até as quartas e Jadson André também fez uma grande apresentação em Huntington, e acabou na 9ª colocação.


Alejo Muniz na grande final. Foto: Mpu Dinani

Alejo garantiu os 100 mil dólares de premiação e 6.500 valiosos pontos no ranking da ASP. 
Na categoria feminina a vencedora foi a havaiana Carissa Moore.

 Alejo Muniz e Carissa Moore, os campeões do US OPEN 2013.


MASCULINO 
1 Alejo Muniz (Bra)
2 Kolohe Andino (EUA)
3 Matt Banting (Aus)
3 Bede Durbidge (Aus)
5 Adriano de Souza (Bra)
5 Michel Bourez (Tah)
5 Jordy Smith (Afr)
5 Nat Young (EUA)
9 Jadson André (Bra)
17 Alex Ribeiro (Bra)
17 Miguel Pupo (Bra)

FEMININO 
1 Carissa Moore (Haw)
2 Courtney Conlogue (EUA)
3 Tyler Wright (Aus)
3 Pauline Ado (Fra)
9 Silvana Lima (Bra)

Para quem perdeu o 2013 VANS US OPEN OF SURFING, os vídeos abaixo resumem bem esse evento de Huntington Beach.

DIA 3


DIA 4


DIA 5


DIA 6


DIA 7


DIA 8

2 de abril de 2013

Adriano de Souza vence em Bells

Por: Dadá Souza



O brasileiro Adriano de Souza foi o grande campeão do Rip Curl Pro Bells Beach 2013. Na bateria final Adriano venceu o novato Nat Young (USA) por 16.26 a 15.83 e badalou o sino do troféu mais antigo do mundo. Essa foi a primeira vez que um surfista brasileiro venceu a etapa de Bells. No surf feminino a brasileira Silvana Lima já havia vencido essa etapa em 2009, mas entre os homens foi um feito inédito e histórico do nosso pequeno gigante chamado Adriano de Souza.




O CAMINHO DO TÍTULO

Adriano começou sua jornada no Rip Curl Pro perdendo para o inspirado Alejo Muniz já na primeira bateria do evento. Na repescagem do Round 2 Mineiro começou a embalar e venceu fácil e o wildcard indonésio Oney Anwar por 15.73 a 7.43. No Round 3 o brasileiro esteve inspirado e derrotou o norte-americano Kolohe Andino por 18.67 a 16.00. No Round 4 Adriano venceu Raoni Monteiro e CJ Hobgood e se classificou direto para as quartas-de-final. Nas Quartas, Mineiro derrotou o bi-campeão mundial Mick Fanning por 14.33 a 13.76 com uma virada sensacional nos instantes finais da bateria. Na Semi Adriano venceu o sul-africano Jordy Smith por 18.44 a 18.40. Na final Adriano de Souza venceu o jovem norte-americano Nat Young por 16.26 a 15.83. Mineiro mostrou experiência, qualidade e um grande preparo físico e levou a etapa mostrando que seu surf está mais afiado e consistente do que nunca.

Houve muita repercussão sobre a vitória de Adriano, com estrangeiros torcendo contra e até mesmo xingando o Adriano. Sabe aquele caso clássico do cara do terceiro mundo que chega tomando o dinheiro e a atenção das grandes e ricas potências? Acho que se aplica aqui, mas com uma diferença, estamos fazendo isso no talento, na raça e nas regras. Nosso surf amadureceu, aprendeu a competir em qualquer condição de ondas e parece que isso incomoda muita gente. Nossa resposta? Bem deixo para os nosso surfistas responderam na forma de tubos, aéreos, rasgadas e de vitórias. quem tiver surf que se apresente, todo o resto é churumela. Para os que gostam de criticar as vitórias de Adriano, vale lembrar que ele já venceu em J-Bay e em Bells, duas das melhores e mais difíceis ondas do circuito mundial. E isso não é para qualquer um. 

Com o término da etapa de Bells a corrida ao título está aberta. Kelly Slater é o número 1 do ranking, com 11.750 pontos. Empatados em 2º estão Mick Fanning (AUS) e Taj Burrow (AUS), com 11.700 pontos.  Na 4ª colocação está Adriano de Souza com 10.500 pontos e em 5º, também empatados, estão Joel Parkinson (AUS) e Nat Young (USA), com 9.750 pontos.

A próxima etapa acontece de 8 a 19 de maio nas praias do Rio de Janeiro. 






OS BRASILEIROS NA ETAPA

Willian Cardoso acabou na 5ª colocação. Venceu Taj Burrow e Kieren Perrow no Round 1; venceu e eliminou Kelly Slater no Round 3; Venceu Josh Kerr e Adrian Buchan no Round 4 e só foi perder nas quartas para o norte-americano Nat Young. O Power Panda foi genial nesse evento e mostrou um surf de muita força e qualidade. Com duas etapas Willian é o 16º do ranking, com um 25º na Gold Coast e essa 5ª colocação em Bells.

Filipe Toledo acabou o evento na 5ª colocação. Venceu Michel Bourez e Bede Durbidge no Round 1; venceu Gabriel Medina no Round 3; Perdeu para Jordy Smith no Round 4; Venceu CJ Hobgood no Round 5. Filipinho só perdeu nas quartas, onde não conseguiu parar o inspirado sul-africano Jordy Smith. Filipinho foi um dos melhores surfistas desse evento e um dos mais empolgantes desse WCT 2013. Em seu primeiro ano no tour, Filipe Toledo já é o 9º do ranking com um 13º e um 5º. Um belo início de temporada.

Raoni Monteiro acabou na 9ª colocação. Venceu Medina e Matt Wilkinson no Round 1; eliminou Joel Parkinson no Round 3 em uma bateria fantástica; Perdeu para Adriano de Souza no Round 4. Raoni deixou o evento no Round 5, onde perdeu para o australiano Mick Fanning. Mas a verdade é que Raoni deu um show em Bells e fez a melhor bateria de todo o evento. Não entendo como o Raoni Monteiro não tem um patrocínio. Que mercado é esse que não investe em seus atletas? Sem mais. Raoni foi genial em Bells e está na 18ª colocação no ranking da ASP com um 25º e um 9º.

Gabriel Medina acabou na 13ª colocação. Perdeu para Raoni Monteiro no Round 1; venceu Jack Perry no Round 2; e acabou eliminado por Filipe Toledo no Round 3. Gabriel Medina ainda não mostrou o seu melhor surf em 2013 e está na 23ª colocação no ranking, com dois 13º.

Alejo Muniz acabou na 13ª colocação. Venceu Adriano de Souza e Tiago Pires no Round 1; mas acabou eliminado por Jordy Smith no Round 3. As vezes falta um pouco de sorte, mas Alejo é um excelente surfista, mas assim como Medina, Alejo ainda não mostrou o seu melhor surf em 2013 e ocupa a 23ª colocação no ranking, com dois 13º.

E a propósito, podiam caprichar mais nesse sino, não?






Ranking ASP 2013 > Clique aqui

Para rever todas as baterias do evento > Clique aqui


Resultado do Rip Curl Pro Bells Beach  2013

1º Adriano de Souza (Bra)

2º Nat Young (EUA)
3º Jordy Smith (Afr)
3º Taj Burrow (Aus)
5º Filipe Toledo (Bra)
5º Willian Cardoso (Bra)

5º Mick Fanning (Aus)
5º Kai Otton (Aus)
9º Raoni Monteiro (Bra)
13º Gabriel Medina (Bra)
13º Alejo Muniz (Bra)

RANKING ASP WCT TOP 5 
1. Kelly Slater (USA) 11,750 pts
2. Mick Fanning (AUS) 11,700 pts
2. Taj Burrow (AUS) 11,700 pts
4. Adriano de Souza (BRA) 10,500 pts

5. Joel Parkinson (AUS) 9,750 pts
5. Nat Young (USA) 9,750 pts