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22 de março de 2018

JULIAN WILSON VENCE O QUIK PRO GOLD COAST



Depois de um verão de abstinência, os eventos da WSL voltaram e a primeira das 11 etapas de 2018 foi finalizada. O Quiksilver Pro Gold Coast, primeiro dos três eventos australianos, acabou com uma final australiana, com Julian Wilson campeão do evento e Adrian Buchan como vice.

Antes de começar a falar sobre esse campeonato, vale a pena dizer que 2018 começou com algumas novidades no tour. A WSL trocou de CEO, trocou de Head Judge, mudou a distribuição de pontos em cada fase, a repescagem do Round 5 foi eliminada, a piscina de ondas do Kelly entrou no tour, o Mick Fanning anunciou sua aposentadoria e o Brasil é hoje a nação com o maior número de participantes na elite mundial.

Como acontece há séculos (isso é uma brincadeira), o circuito começa na Gold Coast australiana. Quase sempre na famosa bancada de Snapper Rocks, às vezes também em Kirra. Ninguém questiona a qualidade dessas ondas, tanto Snapper quanto Kirra são ondas longas e de altíssima qualidade, a primeira favorece as manobras e a segunda os tubos. O problema dessa etapa é que nem sempre ela apresenta ondas tão boas durante os campeonatos da WSL. Dessa vez até rolou um daqueles clássicos em Snapper, mas o evento acabou mudando para Kirra. Algumas pessoas disseram que foi uma tremenda mancada da WSL, algumas pessoas disseram que a WSL fez o correto e algumas pessoas disseram que a mudança favoreceria justamente os surfistas que não vinham se destacando nas manobras. O fato é que o campeonato mudou pra Kirra e as finais rolaram com boas ondas. Não estava clássico, nenhum dos surfistas conseguiu colocar duas notas no padrão excelente, mas tinha boas ondas (Nada clássico como muitas mídias publicaram).  

O campeonato começou com ondas difíceis e muita correnteza e a maioria dos “tops” passou trabalho para mostrar uma linha de surf acima da média. Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Mick Fanning foram os melhores nomes do primeiro dia e surfaram bem acima da média. O restou remou. Literalmente.


No segundo dia o round 2 rolou em ondas menores, mas melhores. A repescagem contou com 4 campeões mundiais e com 9 brasileiros lutando para continuar no evento. Medina, Mineiro, Michael Rodrigues, Willian Cardoso e Tomas Hermes venceram seus confrontos na raça e avançaram na competição.  Ian Gouveia, Caio Ibelli, Yago Dora e Jesse Mendes perderam suas baterias e deram adeus a competição com a 25ª colocação (assim como o campeão mundial John John Florence). Jessé deveria ter passado, mas os juízes, ah os juízes...

No Round 3 o time brasileiro perdeu Willian Cardoso, Italo Ferreira e Gabriel Medina. Mais da metade do nosso “time” perdeu nas fases iniciais do evento e muita gente já tem um primeiro descarte já na primeira etapa. Mas também teve quem se conectou bem com as ondas de \Snapper Rocks Tomas Hermes, Filipe Toledo, Adriano de Souza e Michael Rodrigues surfaram muito bem e avançaram na competição. Filipe sempre puxando o ritmo e os limites. Mineiro foi o único brasileiro eliminado no Round 4.

Até o Round 4 o campeonato rolou em Snapper Rocks. Filipe Toledo foi o melhor surfista de todo o evento até aqui, Tomas Hermes e Michael Rodrigues pareciam estar surfando em casa e Owen Wright estava com o surf muito encaixado, sempre fazendo boas notas. Se eu pudesse dizer que o surf tem alguma lógica, diria que o campeonato estaria entre esses quatro competidores.

Nas quartas de final o mar subiu bastante e a organização do decidiu transferiar o evento para Kirra. O evento deixou de lado as manobras para investir nos tubos. Muita gente disse que foi cagada da WSL porque Snapper quebrou clássico. Muita gente defende a ida para Kirra, apesar das poucas notas excelentes nesse dia. Adrian Buchan, sempre constante, eliminou Owen Wright e garantiu a primeira vaga na semi. Tomas Hermes eliminou Filipe Toledo, até então o melhor surfista da competição e foi para sua primeira semifinal na WSL já em seu evento de estreia. Julian Wilson eliminou Michel Rodrigues com a primeira nota bastante inflada e Griffin Colapinto eliminou Michel Bourez fazendo a única nota 10 da competição.

Tomas Hermes e Griffin Colapinto, dois novatos no tour, chegaram as semifinais do evento derrubando verdadeiros gigantes pelo caminho. Tomas, surfando com sua Xanadu Viper, eliminou Joan Duru (FRA, eliminou Kolohe Andino (USA), Eliminou Mick Fanning (AUS) e eliminou o brasileiro Filipe Toledo. Griffin Colapinto venceu de John John e Mikey Wright no Round 1, eliminou o local Joel Parkinson, o norte-americano Kanoa Igarashi e o tahitiano Michel Bourez. Fazer semifinal já no primeiro evento na elite foi um grande feito desses dois novatos que começaram o ano já concorrendo ao Rookie of the Year.


SEMI

Na primeira bateria da semi, o australiano Adrian Buchan venceu Tomas Hermes. Adoraria dizer isso com mais verdade, mas essa foi uma das tantas baterias de julgamento polêmico. Adrian Buchan venceu, mas muita gente acha que nem ele e nem o julgamento convenceram. O heat analyzer está lá para quem quiser ver.


A verdade é que surfistas estreantes muitas vezes são cruelmente julgados e coisas como essa acontecem. Também diria que é verdade que ondas maiores, independente se foram melhores surfadas, ganham pontuações proporcionalmente infladas, como se a linha de surf valesse mais do que o tamanho da onda.

Na segunda semi Julian Wilson venceu Griffin Colapinto surfando mais do que o novato e começou o ano com uma final




FINAL

A final começou com uma onda excelente de Julian Wilson que pegou um tubão, marcou 9.93 e garantiu a metade da bateria. Uma onda menor e um 7.50 garantiram a vitória já na metade da bateria.  Adrian Buchan bem que lutou, mas as ondas não estavam fáceis. Na metade do confronto conseguiu um 6.50 e no finalzinho da bateria um 8.60. Julian venceu o primeiro evento do ano, venceu pela primeira vez na Austrália, venceu vindo de lesão séria no ombro e venceu poucos dias depois do nascimento da sua filha. Nada mal para o australiano.



Adrian Buchan e Julian Wilson chegaram às finais do evento sem estarem entre os grandes nomes do campeonato. Ambos são excelentes surfistas, ótimos competidores e atletas muito constantes, mas verdade seja dita, muita gente surfou melhor do que eles nesse evento e isso, claro, mexeu com os ânimos da galera na web. Se a WSL mudou seu head judge para dar uma nova cara ao julgamento, não sei se conseguiu. Os critérios parece que estão sendo mais levados a sério e fazer high scores aparentemente ficou mais difícil, mas muita gente discordou de alguns julgamentos.

Mesmo com swell, mesmo com ondas longas, mesmo com muita gente boa e tantas caras novas, o evento todo foi morno. Foram raros os momentos de brilho em um evento que era para ser de alta performance nas ondas. E verdade seja dita, Fanning e Parko, mesmo tiozinhos, deram aula em casa. Não será fácil para a Austrália substituir esses dois e não será nada fácil para a nova geração surfar no mesmo nível desses dois. Mas se esses dois deram aula, ninguém surfou mais do que os brasileiros. Filipe Toledo e Gabriel Medina não competiram bem mas surfaram muito acima da média enquanto Michael Rodrigues e Tomas Hermes pareciam locais de Snapper Rocks. Nenhum deles chegou a final, mas tenho certeza de que o surf desses caras impressionou muito mais do que o surf dos finalistas. Coisas de campeonato.


Entre as meninas a final aconteceu entre a norte-americana Lakey Peterson e a australiana Keely Andrew. Ver as meninas competindo em Kirra foi legal demais e a norte-americana venceu a disputa por 15.67 a 5.67.





OS BRASILEIROS NA COMPETIÇÃO

ADRIANO DE SOUZA

Adriano de Souza é um competidor nato. Um soldado obstinado e dedicado, não à toa é um campeão mundial.

Mineiro estreou contra Adrian Buchan (AUS) e Willian Cardoso (BRA) em uma bateria com poucas ondas boas, passou a bateria toda esperando uma onda boa que só veio no final do confronto. No Round 2 Mineiro eliminou Ian Gouveia fazendo uma boa bateria. Saiu na frente, manteve um ritmo forte durante todo o confronto e mostrou repertório, vontade e uma ótima leitura de onda.  No Round 3 Mineiro enfrentou Wade Carmichael, passou a bateria toda lutando e na última onda fez uma virada espetacular em cima do australiano. No Round 4 Mineiro enfrentou Michael Rodrigues e Michel Bourez. Mineiro surfou bem, mas acabou ficando em 3º em uma bateria onde o julgamento foi bastante questionado.

Adriano começou o ano com uma 9ª colocação, é sempre um candidato real para vencer as etapas. Às vezes parece que ele tem vontade demais e isso o atrapalha. Em Bells é um dos favoritos.


CAIO IBELLI

Caio Ibelli é um surfista talentoso e muito dedicado. Esse ano caio recebeu uma proposta da Slater Designs, quebrou o contrato de exclusividade com o Xanadu e começou o ano competindo com pranchas novas.  

Na primeira bateria do evento contra Owen Wright (AUS) e Ezekiel Lau (HAW), passou a bateria toda literalmente boiando. As condições do mar estavam bastante difíceis e Caio finalizou a bateria na 2ª colocação mais por interferência do Zeke Lau do que pelo surf que ele conseguiu apresentar.  No Round 2 Caio Ibelli enfrentou Willian Cardoso, dessa vez surfou bem, mostrou um surfou bem forte e consistente, mas o Panda surfou muito. 

2018 começou com um descarte e um amargo 25º. Muito pouco para um garoto com um surf tão consistente. Agora é ir pra Bells mais focado e com mais sorte.

FILIPE TOLEDO

Filipe Toledo é uma estrela de raro talento. É fácil o surfista mais rápido do mundo hoje e voa como poucos. Filipe tem o equilíbrio quase perfeito entre vontade e frieza competitiva e é um dos sérios candidatos ao título esse ano.

No Round 1 Filipe estreou contra o brasileiro Tomas Hermes e o Frederico Moraes (PRT), fez a melhor onda do dia, a maior somatória do dia e simplesmente sobrou na bateria. No Round 3 Filipe Toledo venceu o brasileiro Italo Ferreira em uma bateria que poderia ter sido a final do evento. Surf de altíssimo nível. No Round 4 Filipe Toledo enfrentou os australianos Mikey Wright e ace buchan e simplesmente atropelou todo mundo. Nas quartas de final Filipe Toledo enfrentou Tomas Hermes nas ondas de Kirra e simplesmente não conseguiu se conectar com as ondas.

Filipinho começou o ano com uma 5ª colocação, não foi ruim, mas vale a pena repetir: ninguém surfou como ele em toda a competição. Em Bells? Grandes chances.




GABRIEL MEDINA

Gabriel Medina é o talento em pessoa. Quando ele resolve que quer não tem quem o pare. Surfe de campeão mundial. 

No Round 1 Medina estreou contra Italo Ferreira (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA) e sua primeira participação no ano foi com uma interferência em cima do italiano. Medina surfou muito bem sua primeira onda, mas acabou pagando caro pela falta de inteligência. No Round 2 Gabriel Medina pegou novamente Leonardo Fioravanti e dessa vez atropelou o italiano. No Round 3 Medina enfrentou o australiano Mikey Wright, passou a bateria toda levando uma escovada e não mostrou nem a metade do que esperávamos dele. Acabou eliminado no Round 3 e começou o ano com uma 13ª colocação. Muito pouco para quem vinha mostrando um surf tão forte.

Medina tem um talento monstruoso e pode facilmente empilhar alguns títulos mundiais, mas nem sempre é inteligente em suas baterias.  Vai pra Bells sabendo que já tem um primeiro descarte. P.S. - Não seria o caso de procurar um técnico de verdade?

IAN GOUVEIA

Ian Gouveia é o nosso mini-Occy. O pequeno caçula dos Gouveia cresce quando o mar sobe, tem manobras fortes e uma vibe incrivelmente boa.

No Round 1 Ian Gouveia estreou contra Julian Wilson (AUS) e Joan Duru (FRA), não encontrou boas ondas na bateria, não surfou bem e terminou o confronto na terceira colocação. No Round 2 Ian surfou contra Adriano de Souza pelo tudo ou nada,  surfou bem forte, lutou e quase virou a bateria no final do confronto, mas a leitura de onda do Mineiro fez a diferença.

Começar o ano com uma 25ª colocação certamente não era o seu objetivo. Agora é ajustar o foco e correr atrás do prejuízo em Bells


ITALO FERREIRA

Italo Ferreira é um surfista rápido, forte, confiante e sempre entra na água para vencer e não raro atropela seus adversários. Seu surf é agressivo, radical e muito veloz.

No Round 1 Italo estreou contra Gabriel Medina (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA), mostrou o melhor surfe do dia e garantiu a primeira vitória brasileira na competição. No round 3 Italo Ferreira e Filipe Toledo fizeram um grande confronto (bem melhor que o da final), Filipe levou a melhor e Italo se despediu cedo demais da competição.

Italo começou o ano com um 13º justamente em uma das ondas que mais favorecia o seu surf. Em Bells Italo é um forte candidato. Tem surfe de backside de sobra.



JESSE MENDES

Jesse Mendes chegou a elite mundial já pronto. Surfista afiado, competitivo e muito radical.

No Round 1 Jesse Mendes enfrentaria Kelly Slater (USA) e Mick Fanning (AUS), mas Slater não compareceu ao evento e Jesse estreou no tour fazendo a única bateria homem-a-homem do Round 1 contra o local hero e tricampeão mundial Mick Fanning. Jesse bem que tentou, mas o australiano escolheu as melhores ondas, surfou melhor e levou a bateria. No Round 2 Jesse enfrentou Wade Carmichael, começou surfando bem vertical e levou a melhor na primeira troca de onda. Ficou faltando uma segunda onda boa para o brasileiro que perdeu para um adversário que definitivamente surfou pior do que ele.

Estrear na elite mundial com uma 25ª colocação é aquela coisa, ou você foca, ou cai fora. E o primeiro descarte você já tem. Em Bells Jesse deveria surfar um pouco mais tranquilo e sem tantos erros. Surfe e experiência definitivamente não lhe faltam.



MICHAEL RODRIGUES

Michael Rodrigues é um novato no tour, mas como dizem, chegou chegando. Rápido, ousado, radical e bom competidor.

O cearense Michael Rodrigues estreou no tour surfando contra Matt Wilkinson (AUS) e Michel Bourez (PYF), não encontrou boas ondas na bateria e finalizou na 2ª colocação. No Round 2 o cearense pegou o havaiano Sebastian Zietz, surfou e competiu muito bem e fez a mala do havaiano. Mostrou velocidade, mostrou radicalismo e avançou para o round 3 com certa facilidade. No Round 4 eliminou Jordy Smith em uma bateria bastante disputada. No Round 4 Michael Rodrigues enfrentou Mineiro e Michel Bourez, foi um dos melhores surfistas da bateria, mas os juízes deram a vitória ao tahitiano. Nas quartas de final Michael Rodrigues pegou o australiano Julian Wilson, que surfou melhor e venceu a bateria. Os juízes foram bem generosos ao digitar as notas do australiano, mas ele realmente venceu a bateria.

Quartas de final em seu primeiro evento na elite é para poucos. Snapper Rocks é uma onda especialmente boa para o surfe de Michael Rodrigues e ele aproveitou a chance para conquistar importantes pontos. Se encaixar seu surf nas ondas de Bells tem grandes chances de sair da perna australiana com o ano pelo menos encaminhado.


TOMAS HERMES

Tomas Hermes é um estreante no tour. Inteligente, habilidoso e cheio de cartas na manga.

O novato Tomas Hermes estreou no tour contra Filipe Toledo (BRA) e Frederico Moraes (PRT). Ele  bem que tentou, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Tomas enfrentou o francês Joan Duru e surfou como se estivesse em casa. Leu muito bem as ondas, surfou com comprometimento e com inteligência, só não mostrou muito radicalismo. No Round 3 Tomas Hermes eliminou o norte americano Kolohe Andino surfando com muita facilidade. No Round 4, Tomas surfou contra Mick Fanning e Owen Wright, dois mestres nessa onda. Owen fez uma bateria inspiradíssimo e sinceramente não teve adversários. Tomas lutou muito, surfou forte, leu bem as ondas, competiu muito bem e eliminou o Mick Fanning da disputa. Uma belissima bateria para o brasileiro. Nas quartas de final Tomas Hermes enfrentou Filipe Toledo, o melhor surfista do evento até então, e venceu o confronto. Na semi Tomas enfrentou o aussie Adrian Buchan. As ondas estavam difíceis e Tomas surfou bem. Adrian Buchan venceu o confronto e foi para a final, mas não convenceu. O Heat Analyzer está lá para quem quiser ver.

Tomas começou o ano de maneira espetacular. Apostando no tabalho do shaper brasileiro Xanadu, fez semifinal no primeiro evento da elite é mais do que qualquer um poderia sonhar, inclusive o próprio Tomas. Snapper Rocks é uma onda que favorece o seu surf e ele aproveitou como ninguém. Rumo a Bells feliz da vida e sabendo que pode garantir ali um ano um pouco mais tranquilo.


WILLIAN CARDOSO

Willian Cardoso é um surfista forte, determinado e um bom competidor.
Willian estreou no CT contra Adrian Buchan (AUS) e Adriano de Souza (BRA). Enquanto o Mineiro e o Ace boiaram muito, o Panda aproveitou para surfar, manobrou bem forte, mas não encontrou as melhores ondas da bateria.  No Round 2 Willian enfrentou Caio Ibelli em uma bateria super disputada. O Panda surfou muito forte, escolheu as maiores ondas e conseguiu a virada no último minuto da bateria. No Round 3 Willian pegou o australiano Owen Wright, parecia um pouco de nervoso, não escolheu bem suas ondas nem encaixou suas manobras com tanta pressão e perdeu a bateria para um experiente Owen Wright.

Willian é um cara que pode surpreender em Bells. Surfe forte ele tem.





YAGO DORA

Yago Dora é um dos surfistas mais talentosos da nova geração brasileira. Rápido, radical e estiloso. Um surfista no meio de muitos atletas.

No Round 1 Yago Dora estreou na elite contra Jeremy Flores (FRA) e Joel Parkinson (AUS), surfou algumas boas ondas, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Yago enfrentou o norte-americano Conner Coffin em uma bateria com poucas ondas boas, não conseguiu mostrou seu melhor surf e o americano venceu o confronto surfando as melhores ondas da bateria.


Começar o ano com um 25º é começar o ano já com um descarte. Yago tem talento de sobra e pode surpreender em muitas etapas, mas precisa competir bem. 2018 será um ano de muito aprendizado.

27 de fevereiro de 2015

AO VIVO - QUIKSILVER PRO GOLD COAST


Começou nessa sexta-feira, o Quiksilver Pro Gold Coast, 1ª etapa do Championship da World Surf League. As ondas nesse primeiro dia estavam pequenas, de meio a um metro, mas bem surfáveis.

Confira a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/sem-categoria/2015/02/ao-vivo-quiksilver-pro-gold-coast/

Assista o evento ao vivo aqui: http://www.worldsurfleague.com/events/2015/mct/1207/quiksilver-pro-gold-coast/live

12 de março de 2014

Gabriel Medina sai na frente na briga pelo título mundial de 2014.

 Gabriel Medina começa o ano como o numero 1 do mundo. Foto ASP/Sherman


Não teve para ninguém. O brasileiro Gabriel Medina começou o ano com força total e estreou com vitória já na primeira etapa do WCT 2014, evento que rolou na Gold Coast australiana. Com um surfe de manobras fortes, Medina venceu o local hero Joel Parkinson na grande final e começou o ano liderando o ranking mundial. Além de Medina, Adriano de Souza e Miguel Pupo também começam o ano entre os top 5 do ranking mundial da ASP.

Ao vencer o evento Medina fez história na Gold Coast como o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título do Quiksilver Pro Gold Coast (Jacqueline Silva, em 2004, foi a primeira brasileira a vencer na Gold Coast), a etapa de abertura do circuito mundial, e o segundo goofy footer a vencer nas direitas da Gold Coast. Isso tudo em seu primeiro campeonato na volta de sua contusão.

Na Austrália Gabriel Medina surfou como um guerreiro e venceu os maiores surfistas australianos em sua própria casa. Nas quartas Medina venceu o local hero e atual campeão mundial Mick Fanning, na semi Gabriel venceu a lenda do surf australiano Taj Burrow e na final venceu o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, também local da Gold Coast. Foi um arrastão brasileiro em praias australianas.

Joel Parkinson mais uma vez termina o evento como 2º colocado, mas surfou com grande maestria e foi um dos melhores surfistas de todo o evento.


Quem também brilhou foi Adriano de Souza, surfista que vem em uma grande fase. Depois de três excelentes atuações nas 3 etapas do circuito WQS, Mineiro acabou o evento na 3ª colocação, venceu Kelly Slater duas vezes seguidas e eliminou o 11 vezes campeão mundial do evento ao vencê-lo nas quartas-de-final. Mineiro só parou na semi, derrotado por um “imparável” Joel Parkinson. Mineiro lidera o ranking unificado e ocupa a 3ª posição no ranking do WCT 2014, empatado com o australiano Taj Burrow. A propósito, faz tempo que Slater não consegue vencer Mineiro.

 
A pentacampeã mundial Stephanie Gilmore começa o ano na liderança do ranking. Foto ASP/Cestari

ROXY PRO – Entre as meninas, a vencedora foi a pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore, que venceu a etapa pela 5ª vez na Gold Coast. A sul-africana Bianca Buitendag fez sua primeira final no WCT e ficou com a segunda colocação. Carissa Moore e Lakey Peterson ficaram com a 3ª colocação.
A próxima etapa do WCT acontece em Margaret River, Australia, de 2 a 13 de abril.



Resultado do Quiksilver Pro 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 CJ Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Miguel Pupo (Bra)


Resultado do Roxy Pro 2014

1 Stephanie Gilmore (Aus)
2 Bianca Buitentag (Afr)
3 Carissa Moore (Haw)
3 Lakey Peterson (EUA)


Ranking do World Tour 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
4 Adriano De Souza (Bra)
5 Mick Fanning (Aus)
6 Kelly Slater (EUA)
7 C.J. Hobgood (EUA)
8 Miguel Pupo (Bra)
9 Nat Young (EUA)
10 Josh Kerr (Aus)
11 Freddy Patacchia (Haw)
12 Mitch Crews (Aus)
13 Julian Wilson (Aus)
14 Michel Bourez (Tah)
15 Owen Wright (Aus)
16 Adrian Buchan (Aus)
17 Jeremy Flores (Fra)
18 Adam Melling (Aus)
19 Kolohe Andino (EUA)
20 Jadson André (Bra)
21 Travis Logie (Afr)
22 Dion Atkinson (Aus)
23 Tiago Pires (Por)
24 Jordy Smith (Afr)
25 Kai Otton (Aus)
26 John John Florence (Haw)
27 Filipe Toledo (Bra)
28 Sebastian Zietz (Haw)
29 Bede Durbidge (Aus)
30 Matt Wilkinson (Aus)
31 Alejo Muniz (Bra)
32 Aritz Aranburu (Esp)
33 Raoni Monteiro (Bra)
34 Brett Simpson (EUA)


4 de outubro de 2013

Mick Fanning venceu. Mas será que convenceu?

Por: Dadá Souza

O Mick Fanning venceu a 8ª etapa do circuito mundial de 2013 e agora está mais líder do que nunca. E só faltam duas etapas: Portugal e Hawaii. Mas revendo as ondas dessa bateria final, fica difícil entender como um garoto que surfou mais moderno, mais audacioso, mais radical e mais veloz perdeu esse confronto.

O video abaixo saiu do HEAT REVIEW do Quiksilver Pro e mostra as duas melhores ondas de cada um e a última do Gabriel que acabou não valendo pois começou a ser surfada depois que tocou a buzina.

Não quero e nem posso dizer que o Mick Fanning não mereceu levar a etapa da França porque o australiano foi um competidor exemplar, focado e muito determinado durante todo o evento, sempre mostrando porque ele é o líder do tour. Mas que o resultado dessa final ficou esquisito, isso ficou.



1ª onda de Mick Fanning - Dropou uma espuma gorda, primeira manobra uma batidinha funcional, picou a prancha matando muita barata, uma rasgada média-fraca, um floater bem rápido e finalizou com uma explosiva batida na junção. Nota: 7.83 

1ª onda de Gabriel Medina - Começou a onda com uma rasgada rápida e jogando muita água, um slash, embalou e mandou um aéreo rodando, alto e preciso, e mandou mais outro na sequência, dessa vez um pouco mais baixo. Nota 6.50 

2ª onda de Gabriel Medina. Medina começou essa onda com uma rasgada fraca por baixo do lip, embalou e mandou um ótimo aéreo rodando, alto e com grande risco, voltou e finalizou a onda com uma batida. Nota: 8.50 

2ª onda de Mick Faning - A última onda de Mick Fanning começou com uma pequena batida/floater, seguida de outra batida e de uma pequena rabetada reverse na junção. Nota 8.83 

Pergunta aos juízes da ASP: Por que a última onda do Mick Fanning, que pareceu ser a pior onda da bateria, valeu mais do que todas as outras ondas de manobras mais radicias, mais inovadoras e com um grau de comprometimento e de radicalidade maior? Para valorizar manobras funcionais e de menor risco? 

Para que todos possam fazer a sua próprio análise ou julgamento,  seguem os critérios de julgamento atuais da entidade:






As imagens foram retiradas do próprio site do Quiksilver Pro: http://quiksilverlive.com/profrance/2013/heat_review.en.html

Mick Fanning vence e Gabriel Medina é vice na França



O australiano Mick Fanning é o grande campeão do Quiksilver Pro France. Com ondas de 1 metro em Le Penon, os surfistas da elite simplesmente detonaram. O australiano mostrou que não é bi-campeão do mundo e líder do ranking a toa. Seu surf está afiadíssimo. 

Na bateria final Mick Fanning derrotou o brasileiro Gabriel Medina por 16.66 a 15.00, defendeu a sua liderança no ranking e ainda aumentou a distância de Kelly Slater, o segundo colocado na corrida pelo título.

Os brasileiros Gabriel Medina e Filipe Toledo surfaram muito e fizeram uma semi-final 100% brasileira na França. Foi Filipe Toledo quem tirou Slater do evento. Medina venceu mas ambos saem da França de parabéns. Principalmente o Gabriel Medina, que fez sua primeira final esse ano e acabou como vice-campeão na França. 

Depois do evento da França, Filipe Toledo passou de 17º para 16º no ranking e Gabriel Medina passou de 18º para 15º.

Com a vitória, Mick Fanning ficou ainda mais perto de seu terceiro título mundial.

A próxima etapa, a penúltima do ano, acontece em Peniche/Cascais, Portugal, de 9 a 20 de outubro.


Resultado

1 Mick Fanning (Aus)
2 Gabriel Medina (Bra)
3 Filipe Toledo (Bra)
3 Joel Parkinson (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Julan Wilson (Aus)
5 Kai Otton (Aus)
5 John John Florence (Haw)
13 Adriano de Souza (Bra)
13 Miguel Pupo (Bra)
13 Alejo Muniz (Bra)


Gabriel Medina fez a sua primeira final esse ano. Foto/Quiksilver

O CAMINHO DA VITÓRIA


QUARTAS-DE-FINAL

Kai Otton (AUS) 13.60 x Joel Parkinson (AUS) 15.77

Na 1ª bateria das quartas, duelo australiano. Essa bateria começou com 11 vitórias de Parko contra uma de Ottz. Entraram boas esquerdas e direitas. Apesar da vantagem relativa de Parko, que é um dos candidatos ao título, Kai Otton chegou nas quartas surfando muito. E saiu na frente somando 4.50 e 7.50. Parko começou  a constriuir o seu castelo. 6.67, depois 7.90 e 7.87. Faltando 10 minutos, Kai Otton precisava de 8.27 para virar. Ottz ainda tentou uma resposta mas marcou 6.10. Joel venceu e continua na briga pelo título. 


John John Florence (HAW) 13.77 x Mick Fanning (AUS) 17.00

Mick Fanning começou na frente e marcou 7.00, 6.50 e 9.00. A consistência do surf desse australiano é impressionante. Fanning ainda aumentou a diferença ao marcar um 8.00 detonando as direitas. Faltando 15 minutos para o término da bateria, John John precisava de 17.01 para virar o resultado a seu favor. Faltando 5 minutos, a situação continuava a mesma. O foco de Mick Fanning ia dando uma surra no desanimado do havaiano. Faltando 4 minutos John John dropou uma esquerda e marcou 6.90. Entraram poucas ondas boas nessa bateria e a consistência de Mick Fanning foi vencedora. John John ainda fez uma boa onda, mandou uma de suas manobras impossíveis mas era tarde demais. Mick Fanning avança para a semi e John John faz mais um evento sem ser aquele show man que todo mundo se acostumou a ver. Em ondas pequenas ele parece entediado.



Kelly Slater (USA) 11.40 x Filipe Toledo (BRA) 16.37

O mais jovem talento do tour, contra o mais velho, mais experiente e mega campeão do tour. Filipinho foi pra água para provar que tem surf para isso. Slater na pressão de ter que vencer, já que Mick Fanning está na sua frente no rankling e venceu sua bateria. Filipinho mostrou toda sua explosão em uma direita, rasgou forte e marcou 9.27. Slater tentou uma resposta mas marca 7.67. Filipe Toledo ainda colocou mais pressão no Slater ao marcar 6.67. Slater precisava de 8.28 para virar, mas isso não é nada difícil para Slater. Faltando 10 minutos, Filipe Toledo ainda marca 7.10 numa pequena direita. Slater parecia nervoso e não encontrava o seu melhor surf. Faltando 5 minutos, Slater continuava precisando de 8.71. O pequeno garoto de Ubatuba colocou pressão desde o início da bateria, não dando muita chance para Slater. Filipe venceu Kelly, fez o seu melhor resultado esse ano e colocou água no chopp de Slater.  


Gabriel Medina (BRA) 15.70 x Julian Wilson (AUS) 12.00

Medina contra Julian já é um clássico do surf progressivo. Mas essa bateria não começou muito progressiva. Medina começou com um 3.17 e 7.67. Julian Wilson começou marcando 4.00 e 5.17. Nos primeiros minutos nenhuma onda foi surfada com grandes manobras. As ondas também deram uma piorada. Julian Wilson achou uma direita boa, encaixou duas ótimas manobras, se desequilibrou e caiu no final, marcou 6.83 e assumiu a liderança. Faltando 12 minutos, Medina pegou uma boa esquerda, esticou a onda até mandar um aéreo rodando e marcou 8.03. Medina retomou a liderança. Faltando 7 minutos Medina ainda arriscou um grande aereo de backside mas por muito pouco não completou. Julian precisava de 8.87 para virar. Faltando 3 minutos, Julian também errou um aereo forte por pouco. Ambos os surfistas mostraram um pouco de nervosismo. Faltando 2 minutos, Medina estava com a prioridade na mão e venceu o confronto.

SEMI-FINAL


Joel Parkinson (AUS) 15.03 x Mick Fanning (AUS) 16.10

Duelo australiano desses dois ícones do surf australiano. Joel contra Mick é um clássico de toda uma vida, já que ambos os surfistas são amigos de infância e fazem parte da "elite da elite" do tour a muitos anos.  Na retrospectiva, a vantagem é de Joel. E foi o Parko quem saiu na frente. Marcou 5.00 e 6.93 em suas primeiras ondas. Mick Fanning começou com um 7.17. Os dois surfistas são muito experientes e espremem as ondas ao máximo. Na metade da bateria, faltando 15 minutos, Fanning fez a sua segunda nota: 7.40. Mick Fanning passou a frente de Parko. Faltavam 10 minutos e Parko precisava de 7.64 para virar. Mick Fanning ainda pegou uma boa direita, bateu vertical na face da onda e mandou uma rabetada forte e precisa:  8.40. Joel ficou precisando de um 9.17. Joel dá sua resposta na onda de tras: cut back muito bonito e forte, uma rabetada forte e uma finalização bem forte na junção e marcou 8.10. Faltando 5 minutos, Parko precisava de 8.01. Mick Fanning é o lider do ranking e quer muito essa vitória. Joel Parkinson também compete pelo título, ainda tem chances e também quer vencer. Faltando 1 minuto a priporidade era de Mick Fanning e foi assim até o final. Mick fanning venceu Parko e é o primeiro finalista do Quiksilver Pro France.

Filipe Toledo (BRA) 12.93 x Gabriel Medina (BRA) 17.87

Duelo brasileiro desses dois talentos da nova geração. Filipe Toledo e Gabriel Medina são dois fenômenos do surf mundial. Ambos são bem moleques, um de Ubatuba e o outro de Maresias. Pois os garotos do litoral norte de São Paulo quebraram tudo nessa etapa francesa. E ambos chegaram na etapa francesa buscando um bom resultado. Casualmente, Filipinho é chegou na França como 17º e Medina como 18] no ranking. Medina saiu na frente com duas ondas baixas. 5.33 e 5.33. Medina fez sua primeira boa onda quando mandou um aéreo rodando na primeira manobra e na sequencia tentou um segundo aéreo, mas cai na base. 6.00 para o Medina enquanto Filipe Toledo parece bem calmo no outside. Medina estava mais ativo e fez mais uma boa esquerda de uma manobra. Mas um manobrão, um aéreo rodando full rotation e marcou 9.10. Faltando menos de 15 minutos, Filipe Toledo estava precisando de uma combinação de ondas: 15.11. Medina estava afim de voar. E como voou. Impressionante a impulsão desse garoto.  Filipinho que até então só tinha um 3.50, marcou 6.60 e saiu da combinação. Os aéreos de Gabriel Medina são mesmo matadores, mas as manobras do Filipe Toledo são muito bem executadas, sempre com radicalidade e pressão. Faltando 5 minutos, os dois surfistas pegaram uma onda ao mesmo tempo. Medina dá duas batidas fortes e fez 6.83. Medina estava mais consistente enquanto Filipe não encontrava boas ondas. A onda vencedora de Gabriel Medina veio no ultimo minuto, Medina deu uma rasgadinha e um grande aéreo rodando. Foi a pá de cal para o Filipinho que fez um grande campeonato na França. 




FINAL


Mick Fanning (AUS) 16.66 x Gabriel Medina (BRA) 15.00. Dois grandes surfistas de duas escolas bem diferente de surf. Mick Fanning é bi-campeão mundial, tem um surf forte e de grandes manobras. Medina é jovem, tem fome de vitória e é muito forte nas manobras aéreas. Mick Fanning começou bem na bateria, em sua primeira onda marcou 7.83. Medina quer voar. Acertando ou errando ele arrisca tudo nas manobras aéreas. Medina tem surf, impulsão e explosão demais. Na sequência faz 6.50 e 8.50 e continuou voando. Sobra preparo físico para o jovem Medina. Mick Faning, experiente, esperava as melhores ondas. Faltando 15 minutos para o término, Medina ia somando 6.50 e 8.50 enquanto Fanning somava 7.83 e 6.53 e estava precisando de 7.18 para virar. Faltando 8 minutos, Fanning da um pequeno floater e manda um aéreo rodando com bastante pressão e marcou 6.77.  Fanning trocou uma nota mas continua na mesma situação.  Mick fanning fez uma onda importante com 3 belas manobras e marcou 8.83. Pela primeira vez, Fanning ficou na liderança da bateria, e deixou Medina precisando de 8.17. A máquina de competir australiana voltou e com força total. Gabriel Medina tentou mas as ondas não apareciam. Faltando 1 minuto para acabar, Mick faning tinha a prioridade nas mãos e marcou Gabriel Medina. Nessa marcação Fanning acabou perdendo a prioridade mas era tarde demais. Mick Fanning campeão. 

3 de outubro de 2013

Quiksilver Pro France - Reta Final


Gabriel Medina - Foto: ASP/BRAVO

O Quiksilver Pro France vai chegando em sua reta final. 

Kai Otton, John John Florence, Kelly Slater e Gabriel Medina, que venceram suas baterias no round 4 e conquistaram antecipadamente a vaga para as quartas-de-final do evento. Joel Parkinson, Mick Fanning, Filipe Toledo e Julian Wilson venceram suas baterias na repescagem do Round 5 e conquistaram as últimas vagas. Os melhores entre os melhores.

Quem leva essa etapa? O Filipinho pode ser a mosca no champagne de Slater? As ondas estarão boas para as finais?  As melhores notas vão sair nos tubos, nos aéreos ou nas manobras? 

As respostas para todas essas perguntas serão dadas na madrugada de hoje, quando deve recomeçar a 8ª etapa do circuito mundial para a realização de suas baterias finais. 

Mick Fanning ainda é o lider. Kelly Slater está coladinho atrás do australiano. 
Jordy Smith, o número 3 do ranking, perdeu para o brasileiro Filipe Toledo no Round 5 e aprendeu uma importante lição: Quem quer ser campeão mundial não pode dar bobeira. O Filipinho, que não é bobo, meteu um aéreo rodando e uma onda com algumas manobras de backside e tirou o grandão sul-africano do evento (e provavelmente da disputa pelo título). 

Outro que escorregou foi o australiano Taj Burrow, que perdeu para Mick Fanning no Round 5 e não é mais concorrente ao título de 2013.

Mick Fanning e Kelly Slater aumentaram a vantagem e disputam cabeça-a-cabeça o título dessa temporada. 

Esse será o 3º Título Mundial do australiano Mick Fanning? Ou será o 12º Título Mundial de Kelly Slater? Ou melhor, alguém ainda aposta no 2º título de Joel Parkinson? 

Fiquem ligados na próxima chamada, que pode ocorrer a qualquer momento, a partir das 3 da madrugada, horário de Brasília.



QUARTAS-DE-FINAL

Kai Otton (AUS) x Joel Parkinson (AUS)

John John Florence (HAW) x Mick Fanning (AUS)

Kelly Slater (USA) x Filipe Toledo (BRA)


Gabriel Medina (BRA) x Julian Wilson.





5 de março de 2013

Julian Wilson em campanha contra o câncer de mama


Não é novidade que os surfistas da ASP hoje têm grande visibilidade nas diversas mídias e são atletas tratados como estrelas do esporte e são vistos e adorados por um mercado de milhões de pessoas em todo planeta. Os astros do tour são formadores de opinião, ditam a moda e influenciam jovens e crianças mundo afora. Mas isso todo mundo sabe. A novidade é quando algum deles resolve usar esa imagem para problemas sociais ou ambientais. 

Julian Wilson é um bom exemplo. Jovem, talentoso e com fans em toda parte do globo terrestre, o australiano mergulhou na campanha contra o câncer de mama. Quem está acompanhando o Quiksilver Pro 2013 já notou que ele vem surfando de rosa.

"Estou surfando com pranchas e bermudas cor de rosa para a Fundação Nacional do Câncer de Mama. Se você não pode ir ao Cafe D´bah para se inscrever no sorteio para ganhar uma de minhas pranchas, eu vou colocar uma no eBay para leilão após o evento. Todo dinheiro vai para a Fundação Nacional do Câncer de Mama." declarou Julian em seu site.

Depois de ver sua mãe sobreviver a um câncer de mama, Julian Wilson encontrou nessa campanha uma maneira de colaborar com essa campanha que é mundial e está usando sua imagem e o evento da ASP para chamar a atenção para a causa. Um belo exemplo está dando esse jovem australiano. Que sirva de exemplo.

Fonte: Sunshine Coast Daily


Quiksilver Pro Gold Coast



Com ótimas ondas de até um metro na série e muito boa formação em Rainbow Bay, Gold Coast, começou o Quiksilver Pro Gold Coast, a primeira etapa do 2013 World Championship Tour, evento que abre o circuito mundial na Australia. 


Alejo muniz e Gabriel Medina começaram bem e venceram suas baterias. Gabriel Medina nos instantes finais da bateria pegou uma onda salvadora e pulou de terceiro para primeiro, fazendo uma virada de mestre. Alejo ditou o ritmo de sua bateria e administrou bem a sua vantagem. Raoni Monteiro, Adriano de Souza, Willian Cardoso e Filipe Toledo perderam no round 1 e agora disputam a vaga na repescagem do round 2. Quem também foi parar na repescagem foi o atual campeão mundial, o australiano Joel Parkinson e o defensor do título do evento, o também australiano Taj Burrow.

Entre as meninas o nível também anda altíssimo e os duelos foram acirrados. Silvana Lima, a única brasileira no circuito mundial feminino acabou eliminada no Round 4 da competição. Foi um belo retorno de Silvana às competições.

O evento deve recomeçar nessa terça-feira, perto das 19 horas, horário de Brasília.


RESULTADOS - ROUND 1:
Heat 1: Bede Durbidge (AUS) 14.50, Raoni Monteiro (BRA) 12.70, Taj Burrow (AUS) 11.94
Heat 2: Travis Logie (ZAF) 18.20, Adriano de Souza (BRA) 17.10, Dusty Payne (HAW) 12.07
Heat 3: John John Florence (HAW) 15.00, Kai Otton (AUS) 14.80, Patrick Gudauskas (USA) 12.40
Heat 4: Mick Fanning (AUS) 17.24, Willian Cardoso (BRA) 14.57, Sebastian Zietz (HAW) 12.10
Heat 5: Kelly Slater (USA) 16.04, Kolohe Andino (USA) 15.73, Dane Reynolds (USA) 12.34
Heat 6: Matt Wilkinson (AUS) 17.76, Joel Parkinson (AUS) 17.73, Brent Dorrington (AUS) 15.37
Heat 7: Gabriel Medina (BRA) 15.67, Kieren Perrow (AUS) 14.97, Tiago Pires (PRT) 13.20
Heat 8: Alejo Muniz (BRA) 15.60, Nat Young (USA) 11.90, Josh Kerr (AUS) 10.13
Heat 9: Julian Wilson (AUS) 12.15, Adam Melling (AUS) 11.63, Damien Hobgood (USA) 11.40
Heat 10: Michel Bourez (PYF) 16.43, Owen Wright (AUS) 15.67, Filipe Toledo (BRA) 14.50
Heat 11: Brett Simpson (USA) 15.13, Jeremy Flores (FRA) 14.76, Adrian Buchan (AUS) 13.23
Heat 12: Jordy Smith (ZAF) 17.93, C.J. Hobgood (USA) 16.63, Glenn Hall (IRL) 15.07

PRÓXIMOS CONFRONTOS - ROUND 2:

Heat 1: Joel Parkinson (AUS) vs. Brent Dorrington (AUS)
Heat 2: Adriano de Souza (BRA) vs. Dane Reynolds (USA)
Heat 3: Taj Burrow (AUS) vs. Willian Cardoso (BRA)
Heat 4: Josh Kerr (AUS) vs. Patrick Gudauskas (USA)
Heat 5: Owen Wright (AUS) vs. Dusty Payne (HAW)
Heat 6: Jeremy Flores (FRA) vs. Raoni Monteiro (BRA)
Heat 7: C.J. Hobgood (USA) vs. Tiago Pires (PRT)
Heat 8: Adrian Buchan (AUS) vs. Nat Young (USA)
Heat 9: Damien Hobgood (USA) vs. Adam Melling (AUS)
Heat 10: Kieren Perrow (AUS) vs. Filipe Toledo (BRA)
Heat 11: Kai Otton (AUS) vs. Glenn Hall (IRL)
Heat 12: Sebastian Zietz (HAW) vs. Kolohe Andino (USA)

5 de outubro de 2012

Kelly Slater vence o Quiksilver Pro France


40  anos, 51 vitórias, vice-lider do ranking encostadinho no líder Joel Parkinson e rumo ao 12° título mundial. Kelly Slater é só sorriso na França. Photo/ASP

O norte-americano Robert Kelly Slater conquistou nessa sexta-feira a 51ª vitória da sua carreira ao vencer o australiano Joel Parkinson, o líder do ranking, por 17.26 a 14.00, em ondas perfeitas, de até 5 pés na bancada de La Graviere, Hossegor, França.

SEMI 1
Na primeira  semi-final se enfrentaram dois monstros do surf progressivo. DANE REYNOLDS (USA) x JOHN JOHN FLORENCE (HAW). John John abriu a bateria com duas ondas regulares, na primeira marcou 4.00 e na segunda 7.17. Depois da metade da bateria, Dane Reynolds pegou um ótimo tubo pra direita e marcou 9.00. John John logo emn seguida dropa uma boa direita mas não entuba tão fundo e marca 7.93. Reynolds ainda pegou uma boa direita que rendeu um tubo com duas sessões e marcou 6.70. No final da bateria John John ainda pegou uma ótima direita mas só ganhou 7.67. No final deu Dane Reynolds com 15.70 contra 15.60 de John John. Uma vitória bem apertada do wildcard americano em cima do número 4 do mundo.

SEMI 2
Na segunda semi, dois monstros do mundo do surf. O 11 vezes campeão mundial KELLY SLATER (USA) contra o mestre do estilo JOEL PARKINSON (AUS). Joel veio quebrando o evento inteiro enquanto Slater guardou toda a sua energia para começar a detonar a partir das quartas. Joel marcou 4.10 num tubo curto para a direita no início da bateria e um 6.83 no final da bateria em uma direita que rendeu um tubo e um cutback. Kelly começou o confronto tímido e só depois da metade da bateria é que ele começou a surfar. Marcou um 5.67 em uma direita rápida com um tubo de duas sessões rápidas. E marcou um 6.60 num belíssimo tubo. Kelly somou 12.27 pontos enquanto Joel somou 10.93.

FINAL
Na grande final, dois surfistas americanos (para deixar os franceses bem felizes). Os dois atletas da Quiksilver (a patrocinadora do evento). KELLY SLATER e DANE REYNOLDS mereceram estar na final do evento e fizeram uma grande bateria. Ambos marcaram sua primeira nota nos primeiros minutos de bateria. Dane Reynolds pegou um tubo longo, saiu espremido e ainda mandou  um aéreo rodando no finalzinho e marcou 6.50. Na sequência Slater pegou um belo tubo pra direita, desapareceu lá dentro e mandou uma rasgada daquelas que deixa a galera sem entender como ele consegue voltar e marca 7.93 pontos.  Antes da metade da bateria, Kelly pegou um tubo grande, fundo e finaliza com um pequeno aéreo já na beira e marca 9.33. Dane ainda tentou uma reação com um belo tubo e um aéreo danereynoldiano mas não completou a manobra. A onda rendeu 7.50. Da metade da bateria para o final não entraram mais ondas boas e Kelly Slater, pela primeira vez, vence o evento da França somando 17.26 contra 14.00 de Dane Reynolds.

Essa foi a terceira vitória de Slater esse ano (Fiji, Trestles e França) e ele é agora o vice-líder do ranking, faltando  3 etapas para o término do ano. A pressão agora está toda com Joel Parkinson.

A próxima parada do circuito mundial acontece em Portugal, de 10 a 21 de outubro, em Supertubos.



Slater venceu a única etapa que faltava em sua carreira. Photo/ASP

11 títulos mundias e rumo ao 12°. Há quem diga que o careca fez um pacto com o demo numa encruzilhada de Cocoa Beach. 



QUIKSILVER PRO FRANCE - FINAL:

1 – 
Kelly Slater (USA) 17.26

2 – Dane Reynolds (USA) 14.00

QUIKSILVER PRO FRANCE - SEMI:

SF 1:
 Dane Reynolds (USA) 15.70 def. John John Florence (HAW) 15.60

SF 3: Kelly Slater (USA) 12.27 def. Joel Parkinson (AUS) 10.93

ResultadoS do Quiksilver Pro France 2012: 
1 - Kelly Slater (EUA)
2 - Dane Reynolds (EUA)
3 - Joel Parkinson (Aus)
3 - John John Florence (Haw)
5 - Miguel Pupo (Bra)
5 - Gabriel Medina (Bra)
5 - Kieren Perrow (Aus)
5 - Kolohe Andino (EUA)


RANKING MUNDIAL ATUALIZADO

1° - Joel Parkinson (AUS) - 46.200
2° - Kelly Slater (USA) - 45.450
3° - Mick Fanning (AUS) – 43.000
4° - John John Florence (HAW) – 39.150
5° - Taj Burrow (AUS) – 31.900
6° - Adriano de Souza (BRA) – 31.150
9° - Gabriel Medina (BRA) – 25.150
16° - Miguel Pupo (BRA) – 15.450
17° - Heitor Alves (BRA) – 14.250
20° - Alejo Muniz (BRA) – 13.200
32° - Raoni Monteiro (BRA) – 6.000
32° - Jadson André (BRA) – 6.000
36° - Willian Cardoso (BRA) – 1.500