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23 de setembro de 2019

DEPOIS DO CHEIRO DE CLORO, O CHEIRO DO TRI

Photo: Steve Sherman

Oito das 11 etapas do circuito já ficaram para trás. Ítalo Ferreira venceu na Gold Coast; John John em Bells; Kanoa Igarashi em Keramas; John Florence em Margaret River; Filipe Toledo em Saquarema; Gabriel Medina em J-Bay, Owen Wright em Teahupo’o e Gabriel Medina novamente em Lemoore. Com seis vencedores diferentes, essa corrida pelo título de 2019 promete ser acirrada até a última onda, mas não duvidem que o Gabriel Medina possa resolver essa antes mesmo de chegar no Hawaii.

Depois de assistir duas etapas em ondas poderosas, desafiadoras e selvagens (J-Bay e Teahupo’o), assistimos um campeonato em um tanque de ondas artificiais. Para uns foi o clímax e o anticlímax do circuito, para outros uma novidade interessantíssima de se assistir. Uns pedem o fim da etapa, outros querem ver mais piscinas no tour. Os dois primeiros dias de competição deixaram bem claro que o evento é tedioso. O último dia deixou claro que o campeonato não é tedioso ou lá tão previsível. Se a etapa continua no tour? Existem rumores, teorias e apostas. 


Leia a matéria completa direto na Revista Hardcore
https://hardcore.com.br/surf-talks-6-depois-da-piscina-cheiro-de-tri-mundial-no-ar/

19 de agosto de 2018

GABRIEL MEDINA VENCE EM TEAHUPO´O


Medina Campeão em Teahupo´o. - Foto @WSL



Por: Dadá Souza


Com uma virada na última onda, Gabriel Medina se consagrou campeão do Tahiti Pro, a 7ª etapa (de um total de 11) do circuito mundial da WSL. Medina surfou com superioridade durante todo o evento e venceu n grande final o australiano Owen Wright por 13.50 a 12.07. Essa foi a segunda vitória de Medina em Teahupo´o (a primeira foi em 2014). Ao conquistar o título dessa etapa Medina se tornou o 4º brasileiro a vencer uma etapa em 2018 e assumiu a vice-liderança do ranking mundial.

Não foi um evento bom de ondas. Teahupo´o normalmente é uma onda temida e assustadora, mas nesse evento as ondas quebraram pequenas demais durante toda a competição. Faltaram as ondas grandes, faltaram os tubos, faltaram os wipouts e faltaram os high scores. Não foi um "Tchoppão" daqueles, foi um "Tchoppinho" mesmo. Emocionante como um evento na piscina do Kelly.

Medina surfou esse evento com confiança e determinação e desde o Round 1 Gabriel mostrou que estava ali para vencer a competição. Venceu fácil Wiggolly Dantas e Tomas Hermes no Round 1; venceu novamente Wiggolly Dantas no Round 3; venceu Kolohe Andino e Yago Dora no Round 4; venceu (fácil) Italo Ferreira nas Quartas; venceu Jeremy Flores na semi; e venceu Owen Wright, de virada, na grande final. Uma campanha com 100% de aproveitamento que coroou a primeira vitória de Medina em 2018.

Depois de 7 etapas, Filipe Toledo é o líder do ranking com 41.985 pontos; Gabriel Medina é o novo vice-líder, com 35.685 pontos; Julian Wilson caiu para a 3ª colocação, com 32.380 pontos; Italo Ferreira continua na 4ª colocação, com 30.160 pontos; e Wade Carmichael é o 5º com 26.660 pontos.
(Veja o ranking completo atualizado aqui).



 Foto: Damien Poullenot / WSL

ROUNDS 1 e 2  

Os primeiros Rounds do Tahito Pro 2018 foram mornos, quase frios. O Round 2 fez a primeira limpa nos competidores. O local Tikanui Smith derrotou o vice-lider do ranking Julian Wilson, que deu um mole danado e foi eliminado da competição cedo demais. Jordy Smith não teve muito trabalho para derrotar o local Mateia Hiquily. Wiggolly Dantas eliminou seu compatriota Willian Cardoso por uma diferença de 6 centésimos. O queridão da WSL Mikey Wright eliminou da disputa o brasileiro Miguel Pupo. Ian Gouveia eliminou o norte-americano Griffin Colapinto, que estava pouco a vontade em Teahupo´o. Owen Wright eliminou da disputa o francês Joan Duru. Michael February venceu Conner Coffin por 7 centésimos de ponto. Michael Rodrigues eliminou o havaiano Keanu Asing. Kanoa Igarashi eliminou o australiano Matt Wilkinson. Jeremy Flores venceu o norte-americano Pat Gudauskas por uma diferença de 2 décimos. Jesse Mendes derrotou o havaiano Sebastian Zietz (e alguns juízes implicantes) em uma bateria bastante disputada. E na última bateria do R2 Yago Dora eliminou Tomas Hermes na última bateria do dia.  Um round inteiro de ondas pequenas e de notas baixas. Só duas ondas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. A primeira com Jordy Smtih (8.17) e a segunda com o Yago Dora (8.50).


ROUND 3

O Round 3 começou com um duelo sul-africano e o novato Mike February eliminou o top 5 do ranking Jordy Smith e deixou o caminho aberto para os brasileiros. Ezekiel Lau eliminou o brasileiro Michael Rodrigues. Wade carmichael eliminou o brasileiro Jesse Mendes em uma bateria de julgamento polêmico. Owen Wright eliminou da disputa o seu compatriota Joel Parkinson. Kanoa Igarashi eliminou o brasileiro Adriano de Souza. Filipe Toledo eliminou o sul-africano Jordy Smith com facilidade. Gabriel Medina eliminou da competição o brasileiro Wiggolly Dantas. Kolohe Andino eliminou o português Frederico Morais. Yago Dora venceu (fácil) o australiano Mikey Wright. Connor O´Leary eliminou o tahitiano Michel Bourez. Jeremy Flores eliminou o australiano Adrian Buchan. E na última bateria do Round 3 Italo Ferreira eliminou Ian Gouveia em um confronto polêmico. Ian Gouveia pareceu ter saído prejudicado com um snake feito pelo Italo Ferreira no começo do confronto. Um Round realiado em ondas bem pequenas e difíceis. Só duas ondas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. A primeira com Owen Wright (8.00), a segunda com Connor O´Leary (9.20).

ROUND 4 

O Round 4 definiu os finalistas do evento. Na primeira bateria do R4 o sul-africano Michael February e o australiano Wade Carmichael garantiram as duas primeiras vagas nas quartas de final e mandaram o havaiano Ezekiel Lau de volta pra casa. Na segunda bateria o australiano Owen Wright e o brasileiro Filipe Toledo garantiram a vaga na semi (o Owen agraciado com notas bem generosas) e eliminaram o norte-americano Kanoa Igarashi da competição. Na terceira bateria Gabriel Medina e Kolohe Andino (USA) garantiram suas vagas na semi e eliminaram da disputa o brasileiro Yago Dora. Na quarta bateria Jeremy Flores e Italo Ferreira garantiram as duas últimas vagas para as quartas de final e eliminaram da disputa o australiano Connor O´Leary. Mais um round definido em ondas pequenas e com notas baixas. Somente 3 notas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. Michael February (8.93), Jeremy Flores (8.17) e Connor O´Leary (8.17).


QUARTAS-DE-FINAL

Filipe Toledo (BRA) x Michael February (ZAF) – Filipe Toledo começou com uma onda de três rasgadas e marcou 6 pontos. February pegou um tubinho e marcou 4.93. As ondas estavam bem demoradas. Filipe pegou um bom tubo, caiu na volta de um cutback e marcou 5.43. Filipe manteve o domínio por toda a bateria, surfou calmo e economizou energia. Faltando 3 minutos para o otérmino da bateria Filipe remou em uma onda, não entrou, e perdeu a prioridade. Por sorte não entrou outra onda e Filipe se classificou para a semifinal. Michael February terminou o evento na 5ª colocação. Era o 31º do ranking antes de Teahupo´o e agora é o 27º.  Essa bateria pode ser assistida aqui.

Owen Wright (AUS) x Wade Carmichael (AUS) -  Duelo australiano. Owen Wright saiu na frente somando uma onda regular e uma onda fraca (6.83 e 2.67). Wade Carmichael começou com uma onda fraca (4.50). Faltando 18 minutos para o término da bateria Owen pegou uma onda sem a prioridade, pegou um ótimo tubo e marcou 9.17. Carmichael se abalou e Owen só precisou administrar o resultado até o final do confronto. Owen se classificou para a semi, Carmichael terminou o evento na 5ª colocação. Carmichael era o 6º do ranking e agora é o 5º. Nada mal para um estreante. Essa bateria pode ser assistida aqui.

Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA) – Um terço dessa bateria passou em branco. Italo abriu o confronto com um tubo curto que lhe rendeu 3 pontos. Medina pegou um ótimo tubo, rasgou forte e fez mais duas manobras e marcou 7.67. Medina ainda marcou mais 5.43 na bateria anterior e deixou Italo precisando de uma combinação de duas ondas. Italo passou a arriscar bastante e errou quase tudo que tentou.  Ainda fez uma nota 4.57 no finalzinho da bateria. Gabriel Medina venceu com facilidade e conquistou a vaga na semi. Italo ficou na 5ª colocação e não mudou sua posição no ranking. Era o 4º do ranking antes de Teahupoo e mantem sua posição após a sétima etapa. Essa bateria pode ser assistida aqui.

Jeremy Flores (FRA) x Kolohe Andino (USA) – Metade dessa bateria se passou praticamente em branco. Faltando pouco menos de 20 minutos Jeremy pegou um excelente tubo, manobrou forte e marcou 8.17. Kolohe apostava nas manobras e nas ondas pequenas. Jeremy estava afiado e estava sintonizado com os tubos. Faltando 5 minutos Jeremy pegou um bom tubo, marcou 5.17 e deixou Kolohe precisando de uma combinação de ondas. Jeremy venceu fácil e garantiu a última vaga na semi. Kolohe finalizou o evento na 5ª colocação. Era o 15º do ranking, agora é o 10º. Essa bateria pode ser assistida aqui.



SEMIFINAIS

Filipe Toledo (BRA) x Owen Wright (AUS) – Filipe chegou até a semi soberando em Teahupo´o. Owen chegou com alguns julgamentos generosos a seu favor, mas chegou na semi com o status de especialista nessa onda. Owen saiu na frente somando 6.67 e 4.93. Filipe começou a bateria com notas muito fracas. Faltando 19 minutos Filipe marcou sua primeira nota: 4.73.  Faltando 12 minutos Filipe acertou um aéreo rodando em uma onda pequena e marcou 4.33.   Faltando pouco mais de 10 minutos Filipe pegou uma onda de 3 manobras e marcou 4.70. Filipe Toledo ainda precisava de 6.87. Faltando 7 minutos Owen pegou uma boa onda, entubou, deu duas rasgadas e uma batida pequena e marcou 5.93. Filipe ficou com a prioridade nos minutos finais da bateria, mas ficou precisando de 7.30 para virar o resultado. Owen garantiu a primeira vaga na final e Filipe terminou o evento na 3ª colocação, seu melhor resultado em Teahupo´o.  Filipe era líder antes da etapa do tahiti e saiu de Teahupoo como líder. Uma ótima etapa para Filipe Toledo. 



Gabriel Medina (BRA) x  Jeremy Flores (FRA) - Medina chegou até a semi absoluto. Surfou mais que seus adversários e mais do que disseram suas notas ao longo do evento. Jeremy chegou até a semi sempre surfando bons tubos. Ambos campeões dessa etapa, Medina em 2014, Jeremy em 2015. Gabriel Medina saiu na frente com uma nota 7.10. Logo em seguida Medina surfou outra onda parecida, deu alley-oop e uma cassetada na finalização e marcou mais 8.07. Jeremy entubou e fez mais três manobras e marcou 5.67, uma nota que pra muita gente pareceu baixa demais. O surfista das Ilhas Reuniao ainda precisava de 9.50 para virar o resultado. Gabriel Medina venceu a bateria e garantiu sua vaga na final do evento. Jeremy terminou o evento na 3ª colocação. Era o 18º do ranking, agora é o 12º do ranking.



FINAL

Owen Wright (AUS) x Gabriel Medina (BRA) – Dois goofies chegaram à grande final do evento. Owen saiu na frente com uma nota 6.50. Medina deu sua resposta e marcou 6.17. As notas do Medina não saiam nem quando ele manobrava nitidamente mais forte. Owen ganhou 4.30 em um tubo que nunca deveria ser considerado um tubo. Faltando 10 minutos Owen tinha a prioridade e Medina precisava de 4.54 para virar o resultado. Medina tentou em duas ondas, mas as ondas foram muito ruins. Nos últimos 2 minutos Owen pegou uma onda boa e marcou 5.57. Medina pegou uma onda nos instantes finais, entubou fundo, saiu seco e manobrou forte. Marcou 7.33, virou o resultado e venceu a etapa. Gabriel Medina campeão em Teahupo´o.



A briga pelo título mundial deve meso ficar entre Filipe Toledo e Gabriel Medina. Medina já venceu no Surf Ranch, na França e em Portugal (e tem dois vices em Pipe). Filipe Toledo já venceu em Portugal e já fez quartas-de-final na França e em Pipe. Essa briga vai ser boa. São dois surfistas que realmente estão surfando um nível acima. E para deixar tudo ainda mais interessante, ainda tem Julian Wilson e Italo Ferreira na briga direta pelo título.

A maior nota: 9.17 (Owen Wright)
A maior média: 16.00 (Owen Wright)
As maiores notas das finais: 9.17 (Owen Wright); 8.17 (Jeremy Flores); 8,07 (Gabriel Medina)
Ranking Atualizado: Aqui 

A próxima etapa acontece de 6 a 9 de setembro no Surf Ranch do Kelly Slater.
Ainda faltam 4 etapas: Surf Ranch (California), na França,  em Portugal e em Pipeline (Hawaii).


A propósito, os brasileiros venceram 6 das 7 etapas do circuito e ocupam 3 dos 4 lugares do topo do ranking. Não estaria na hora dos brasileiros serem melhor julgados?


27 de fevereiro de 2014

Para onde caminha o circuito mundial?



Nesse dia 1º de março começa na Austrália o WCT 2014. Depois de um ano de inércia em 2013, onde nem a antiga gestão saiu da entidade e nem a nova gestão (ZoSea) assumiu seriamente as rédeas do tour, 2014 começou com várias mudanças. Nem todas boas.

A primeira mudança significativa foi o anuncio da Samsung como patrocinadora do circuito mundial, que agora se chama "Samsung Galaxy ASP World Championship Tour". 

Depois vieram as notícias de que Jeffrey´s Bay retorna ao circuito, no lugar da etapa de Bali. E ontem o anuncio de que a GoPro seria outra nova patrocinadora do WCT. A ZoSea havia prometido mudanças na captação recursos e novos patrocínios, e essas mudanças vieram. Enfim as grandes marcas começam a chegar ao circuito, antes bancado (e absolutamente fechado) pelas marcas que todos conhecem (Billa, Quik e Rip). 

Pois bem, mais dinheiro no tour e novos patrocínios aparentemente são coisas muito boas para o esporte. Mas será que todas as notícias são boas? Não é o que parece.

O circuito mundial hoje, para quem não sabe, (e grosseiramente falando) é da Quiksilver e do Kelly Slater. A tal “Associação” dos surfistas profissionais, que na verdade sempre foi uma empresa privada, foi comprada e hoje é administrada pela ZoSea, empresa comandada por ex(?)-membros da Quiksilver. 

A primeira notícia que chamou a atenção pela arbitrariedade, foi a escolha de Owen Wright para levar a vaga de wildcard, que aparentemente seria mais justa para o Glenn Hall, que surfou mais eventos que Owen em 2013, ficou na sua frente no ranking e que se machucou durante um evento da ASP, enquanto Owen se machucou em uma sessão de freesurf e só surfou e eventos em 2013. Kelly Slater foi para a mídia, defendeu que a vaga deveria ser de Owen, que este já havia disputado o título mundial e que merecia a vaga. A maioria concordou com o Kelly e o Owen subiu para o tour em 2014.
Só que sabe-se lá como, o aussie foi colocado como seed#14, enquanto Tiago Pires, o outro wild card, foi colocado como seed#34. Ou seja, Owen Wright já começa o ano como Seed#13, uma posição parecida com a sua colocação em 2012. O australiano, que quase não surfou no circuito em 2013,  já começa o ano sendo privilegiado e melhor colocado do que a grande maioria dos surfistas que disputaram o circuito o ano inteiro. Não sei como a ASP explica isso, mas decididamente isso não parece justo. O que será que pensam os outros surfistas a respeito disso? Estão todos participando das decisões como “sócios” da entidade?

A segunda notícia que causou inquietação foi que as mudanças mais esperadas pelo público, não vão mesmo rolar. Depois de um longo período de julgamentos tendenciosos e imprecisos, com claro favorecimento em diversas baterias, a grande maioria dos fãs do WCT esperavam mudanças nessa área. E elas não vieram. Aparentemente o Head Judge Richie Porta continua no cargo (mesmo depois de ser o maior responsável por julgamentos pra lá de polêmicos). 

Como disse o blog RealSurfing: “Great, great news for guys like Joel Parko and Julian Wilson: improved scores on the way, boys!!!”

Também pegou mal o caso de Lewis Samuels. O jornalista, tão respeitado pelo público, mal estreou na ASP e já puxaram seu tapete. Tanto seu Power Ranking quando sua participação foram deletadas da entidade. Lewis foi censurado! Falava verdades demais. 



Ninguém falou sobre isso, e essa também vimos pelo Realsurfing. Ao que parece, os atos de violência continuam a ser de certa forma incentivados pela ASP, que continua passando a mão na cabeça dos agressores. Em 2014, durante a etapa do WQS da Australia, o australiano Stuart Kennedy agarrou o pescoço do havaiano Kainoa Igarashi em plena bateria. Os comentaristas, que são mais cargos de confiança da entidade do que comentaristas de verdade, nada falaram. Ah, esqueci: eles não podem falar coisas negativas durante as transmissões. Por outro lado eles podem falar sem parar que os brasileiros são agressivos e que fazem muitos claims.

A última bomba da ASP veio hoje, via SwellNet, que divulgou o e-mail que a ASP enviou para a mídia durante o credenciamento para o Quiksilver Pro, o 1º evento oficialmente executado pela ZoSea. Nas entrelinhas, quase escondido, o seguinte ponto:

“I hereby assign in full the rights to all audio, visual, still image or moving content I generate at the Event to ASP.”  Ou seja, ao selecionar “eu concordo”, você estará tendo a honra de atribuir a totalidade dos direitos dos conteúdos de aúdio, vídeo ou foto para a ASP. Suas fotos, vídeos ou entrevistas não serão mais suas, serão da ASP. E sem nenhuma compensação monetária.

Ao que parece, a ASP não vai mais permitir que empresas ou pessoas possam ganhar dinheiro com a marca ASP. Ou seja, se a Red Bull ou a Ford, ou qualquer outra marca que patrocine os atletas do tour, quiserem usar as imagens de seus atletas nos eventos do circuito mundial, não podem mais. E aqui fica uma dúvida intrigante: nesse caso os surfistas agora podem passar a valer menos para as marcas? Ou não?

Quem estava esperando um circuito mundial melhor, com ondas novas, com eventos mais dinâmicos ou com formatos diferenciados, e principalmente com julgamentos mais precisos, parece que vai ter de continuar esperando.

E só para acrescentar, quando o Kelly Slater e Terry Hardy (empresário de Slater e hoje um dos sócios da ZoSea) tentaram implementar em 2010 o Rebel Tour, o havaiano Andy Irons e o australiano Taj Burrow encabeçaram uma “rebelião contra o Rebel Tour”. Nem o Andy, nem a maioria dos outros competidores, queria um circuito comandado (direta ou indiretamente) por Slater. Muito menos enquanto ele fosse competidor. Mas sem um sujeito com a atitude e o carisma de Andy Irons, o Rebel Tour finalmente triunfou e os americanos agora estão no comandando do surf mundial. Se vai ser bom ou não para o esporte, só o futuro dirá. Mas essas primeiras impressões não parecem muito boas.



2 de setembro de 2013

3 de abril de 2012

Rip Curl Pro Bells Beach - Round 1

Começou nessa segunda-feira, 03 de abril o 51° Rip Curl Pro Bells Beach, em Melbourne, Victoria, Australia. 

O dia começou com ondas lisas e perfeitas e com um show de surf das meninas. 
Sally Fitzgibbons, Carissa Moor, Courtney Conlogue e Laura Enever foram as destaques do dia. A brasileira Jacqueline Silva pegou boas ondas em Bells mas perdeu sua primeira bateria.

Logo depois do Round 1 feminino foram para a água as primeiras nove baterias do Round 1 Masculino. Jordy Smith venceu a primeira bateria do dia, Owen Wright deu uma verdadeira aula de backside em Bells e venceu fácila segunda. Na 3ª bateria, Adriano de Souza surfou com muita consistência e venceu Raoni Monteiro e Taylor Knox e garantiu a vaga no Round 3 da competição. Joel Parkinson defende o título da etapa e venceu fácil a 4ª bateria. O mar antes com condições perfeitas, começou a piorar. No 5° confronto do dia, a zebra deu as caras em Bells,  o aussie Nic Muscroft venceu de virada e nos instantes finais a dupla Kolohe Andino e Taj Burrow. Também de virada, o mestre das baterias Kelly Slater saiu de um incômodo último lugar com notas 2.50 e 2.87 (faltando poucos minutos para acabar), para a liderança da bateria com notas 9.50 e 4.20. Jeremy Flores mostrou muita raça e venceu a 7ª bateria. Na oitava bateria a dupla de goofys brasileiros Gabriel Medina e Jadson André não conseguiram superar o regular Mick Fanning. E na última bateria do dia Travis Logie venceu e também garantiu a vaga no Round 3. Dos 4 brasileiros que surfaram no Round 1, somente Adriano de Souza conseguiu a classificação direto para o Round 3. Raoni, Medina e Jadson terão que vencer na repescagem para continuar na competição.

Para assistir todas as baterias, clique no HEAT ANALYZER

RESULTADOS

BATERIAS DO ROUND 1
Bateria 1: Jordy Smith (ZAF) 15.60, Kieren Perrow (AUS) 12.10, Fredrick Patacchia (HAW) 11.17
Bateria 2: Owen Wright (AUS) 17.93, Patrick Gudauskas (USA) 14.97, Bede Durbidge (AUS) 13.50
Bateria 3: Adriano de Souza (BRA) 16.00, Raoni Monteiro (BRA) 8.67, Taylor Knox (USA) 4.17
Bateria 4: Joel Parkinson (AUS) 17.27, Kai Otton (AUS) 12.23, Adam Melling (AUS)
Bateria 5: Nic Muscroft (AUS) 16.07, Kolohe Andino (USA) 14.06, Burrow (AUS) 11.10
Bateria 6: Kelly Slater (USA) 13.70, Brett Simpson (USA) 10.33, Davey Cathels (AUS) 9.77
Bateria 7: Jeremy Flores (FRA) 13.10, Julian Wilson (AUS) 10.23, Yadin Nicol (AUS) 6.66
Bateria 8: Mick Fanning (AUS) 14.76, Gabriel Medina (BRA) 12.10, Jadson Andre (BRA) 9.80
Bateria 9: Travis Logie (ZAF) 10.93, Adrian Buchan (AUS) 10.90, Josh Kerr (AUS) 8.50
 

BATERIAS RESTANTES DO ROUND 1
Bateria 10: Michel Bourez (PYF), Damien Hobgood (USA), C.J. Hobgood (USA)
Bateria 11: Alejo Muniz (BRA), John John Florence (HAW), Tiago Pires (PRT)
Bateria 12: Heitor Alves (BRA), Miguel Pupo (BRA), Matt Wilkinson (AUS)
 

BATERIAS DO ROUND 1 FEMININO
Bateria 1: Laura Enever (AUS) 15.00, Paige Hareb (NZL) 12.83, Rebecca Woods (AUS) 9.67
Bateria 2: Tyler Wright (AUS) 12.77, Malia Manuel (HAW) 11.17, Jacqueline Silva (BRA) 8.30
Bateria 3: Lakey Peterson (USA) 14.17, Stephanie Gilmore (AUS) 14.17, Nikki Van Dijk (AUS) 12.90
Bateria 4: Carissa Moore (AUS) 16.50, Pauline Ado (FRA) 10.43, Justine Dupont (FRA) 9.40
Bateria 5: Sally Fitzgibbons (AUS) 18.84, Coco Ho (HAW) 15.50, Sage Erickson (USA) 11.90
Bateria 6: Courtney Conlogue (USA) 15.93, Sofia Mulanovich (PER) 14.17, Sarah Mason (NZL) 12.57
 

BATERIAS DO ROUND 2 FEMININO
Bateria 1: Coco Ho (HAW) vs. Rebecca Woods (AUS)
Bateria 2: Malia Manuel (HAW) vs. Jacqueline Silva (BRA)
Bateria 3: Stephanie Gilmore (AUS) vs. Nikki Van Dijk (AUS)
Bateria 4: Sofia Mulanovich (PER) vs. Justine Dupont (FRA)
Bateria 5: Paige Hareb (BRA) vs. Sage Erickson (USA)
Bateria 6: Pauline Ado (FRA) vs. Sarah Mason (NZL)]


Veja mais direto no site do evento: http://live.ripcurl.com/?bells2012

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5 de janeiro de 2012

Lost Atlas


46 minutos com um surf de cair o queixo. Talvez essa seja a melhor introdução para esse Lost Atlas, vídeo de Kai Neville com alguns dos mais representativos nomes do surf progressivo. Chippa Wilson, Owen Wright, Dusty Payne, John John Florence, Mitch Coleburn e Jordy Smith aparecem moendo as ondas com uma abordagem digna dos melhores videogames. Coloque esse vídeo em tela cheia que vale a pena!



22 de setembro de 2011

Kelly Slater vence o 2011 HURLEY PRO

Kelly vence mais uma e segue mais líder do que nunca.

O 2011 Hurley Pro, 7ª etapa do circuito mundial da ASP foi finalizado nessa quarta-feira, 22 de setembro, em Trestles, Califórnia, com a 48ª vitória do norte-americano Kelly Slater.

Altas ondas, praia cheia e toda a visibilidade que um grande evento de surf merece. Assim começou o final day do Hurley Pro na clássica bancada de Lower Trestles. E pela primeira vez na história da ASP, dois surfistas se enfrentaram em três finais consecutivas. No caso aqui, Kelly Slater e Owen Wright, que fizeram a final em Teahupoo, New York e Tretles.

O último dia do Hurley Pro iniciou ccom as baterias da repescagem do Round 5. Heitor eliminou Taj Burrow. Josh Kerr venceu Jeremy Flores. Mick Fanning eliminou Damien Hobgood e Julian Wilson derrotou Adrian Buchan.

QUARTAS

Na primeiro confronto do dia, duelo brasileiro: Adriano de Souza x Heitor Alves. Adriano, na briga pelo título mundial, começou a bateria pegando ondas regulares e com notas medianas, enquanto Heitor deu mais sorte nas ondas, mostrou mais velocidade e pressão nas manobras e venceu a disputa. Heitor 12.77, Mineiro 12.50.

Na segunda bateria das quartas, Kelly Slater simplesmente esmagou o australiano Josh Kerr, que ficou boiando a bateria toda e não encontrou boas ondas. Kelly marcou 9.43 e 8.17 e venceu a disputa. Em seguida, Owen Wright x Mick Fanning, duelo australiano. Owen, que vem em ótima fase, venceu o bicampeão mundial Mick Fanning no desempate. Ambos os surfistas marcaram 15.67, como o critério de desempate era a melhor onda, Owen Wright venceu a disputa. E na última bateria das quartas, outro duelo australiano, Joel Parkinson x Julian Wilson. Parko fez uma bateria apagada enquanto Julian Wilson mostrava toda sua vontade. Wilson fez 18.23, Parko 14.93. Julian na semi.

Os brasileiros surfaram muito bem em Trestles. Heitor Alves fez sua primeira semifinal no WT, Adriano de Souza surfaram muito bem e saiu de Trestles com a 4ª colocação no ranking da ASP;

SEMI

KELLY SLATER (USA) x HEITOR ALVES (BRA)

O professor de Trestles, Kelly Slater, contra o brasileiro Heitor Alves, fazendo sua primeira semifinal em um evento do WT. Uma bateria muito disputada, onde Kelly mostrou seus lampejos de genialidade e onde Heitor mostrou seu surf (e teve suas notas achatadas). No final de Kelly 18.40 x 16.57 de Heitor.

OWEN WRIGHT (AUS) x JULIAN WILSON (AUS)

Logo no início da bateria, o ingênuo Julian Wilson caiu no conto do maquiavélico Owen e já começou a bateria com uma interferência. Erro bobo de Wilson, principalmente diante de Owen Wright. Julian Wilson 10.04, Owen Wright 14.74

FINAL

KELLY SLATER (USA) x OWEN WRIGHT (AUS

Kelly e Owen, Owen e Kelly, Kelly e Owen. Três vezes seguidas. Que fase desses dois surfistas. Mas em Trestles é praticamente a casa de Slater, que pegou as melhores ondas e mostrou que continua sendo o melhor surfista do mundo. Kelly Slater 17.50 (8.50 + 9.00), Owen Wright 16.74 (7.87 + 8.87)













Vídeo do MeSurfTV


Resultado do Hurley Pro 2011

1 Kelly Slater (EUA)
2 Owen Wright (Aus)
3 Heitor Alves (Bra)
3 Julian Wilson (Aus)
5 Adriano de Souza (Bra)
5 Joel Parkinson (Aus)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Josh Kerr (Aus)
13 Jadson André (Bra)
13 Gabriel Medina (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)

10 de setembro de 2011

ASP DIVULGA OS NOVOS TOP 34

Foto: Tostee/ASP

Após a conclusão do Quiksilver Pro New York, foi divulgado pela ASP os novos TOP 34 do circuito mundial. A rotação semestral do ranking aconteceu após a etapa de NY e nomes como o do americano CJ Hobgood foram cortados do circuito mundial. E novos atletas da nova geração estão subindo para a elite, como os brasileiros Gabriel Medina e Miguel Pupo. A partir do evento de Trestles, que inicia agora dia 18/09 na Califórnia, os novos TOP 34 entram no jogo pelo título mundial.

* O Top 34 agora será composto pelo atual TOP 32 no ranking mundial da ASP e por dois wildcards.



NEW ASP TOP 34:


1. Kelly Slater (USA)
2. Jordy Smith (ZAF)
3. Owen Wright (AUS)
4. Mick Fanning (AUS)
5. Taj Burrow (AUS)
6. Jeremy Flores (FRA)
7. Joel Parkinson (AUS)
8. Adrian Buchan (AUS)
9. Bede Durbidge (AUS)
10. Michel Bourez (PYF)
11. Adriano de Souza (BRA)
12. Julian Wilson (AUS)
13. Damien Hobgood (USA)
14. Josh Kerr (AUS)
15. Alejo Muniz (BRA)
16. Gabriel Medina (BRA)
17. Kieren Perrow (AUS)
18. Raoni Monteiro (BRA)
19. Matt Wilkinson (AUS)
20. Jadson Andre (BRA)
21. Heitor Alves (BRA)

22. Chris Davidson (AUS)
23. Brett Simpson (USA)
24. Dane Reynolds (USA)
25. Patrick Gudauskas (USA)
26. Daniel Ross (AUS)
27. Yadin Nicol (AUS)
28. Miguel Pupo (BRA)
29. Dusty Payne (HAW)
30. Kai Otton (AUS)
31. Taylor Knox (USA)
32. Tiago Pires (PRT)
33. Travis Logie (ZAF) *surfer wildcard (next on ASP World rankings)
34. Fredrick Patacchia (HAW) *surfer wildcard (injury)
1st Alternate: John John Florence (HAW)
2nd Alternate: Adam Melling (AUS)

The newly-minted ASP Top 34 will compete for the first time at the upcoming Hurley Pro at Trestles, Event No. 7 of 11 on the 2011 ASP World Title season, from September 18 – 24, 2011.

For more information, log onto www.aspworldtour.com

9 de setembro de 2011

Quiksilver Pro NY - FINAL

O australiano Owen Wright ganhou o Quiksilver Pro New York e levou o cheque de US$ 300.000. O evento foi finalizado nesta sexta-feira, 9 de setembro em Long Beach, NY.
O mar apresentou ótimas condições e ondas de um metro a um metro e meio e definitivamente colocou NY na rota de milhares de surfistas.

Depois de perder no tahiti para Kelly Slater, na última etapa, Owen wright descontou em N.Y. Owen surfou forte, achou as melhores ondas na final e mereceu a sua primeira vitória no tour.
Owen Wright 17.90 (9.23 e 8.67) Slater 14.53 ( 8.00 e 6.53)

Os melhores brasileiros foram Alejo Muniz (3°) e Heitor Alves (5°) que fizeram grande campanha em NY. Ambos mostraram muito surf e muita competência nesse evento e melhoraram suas posições no ranking.



Quiksilver Pro NY - SEMIFINAL

Altas ondas e um verdadeiro show de surf na semifinal do Quiksilver Pro New York 2011. quatro grandes surfistas em duas grandes baterias.

KELLY SLATER (USA) 19.07 x TAJ BURROW (AUS)

Mais um duelo Slater x Taj. O australiano começou muito bem o confronto e logo na primeira onda marcou um 9.30 e logo em seguida umas notas médias. Slater também começou forte e abriu a bateria com 9.07. No meio da bateria Taj faz um 9.03 e vai liderando o confronto até o finalzinho, quando Kelly Slater, frio e genial como sempre, mandou um aéreo rodando marcou um 10 e mais uma vez enterrou o australiano Taj Burrow por 19.07 a 18.33


OWEN WRIGHT (AUS) 14.84 x ALEJO MUNIZ (SC) 9.63

Uma bateria com poucas ondas surfadas. Alejo merecia ir para a final pois surfou muito o evento inteiro, mas o dia era mesmo de Owen wright. O australiano pegou as duas melhores ondas da bateria e venceu Alejo Muniz por 14.84 a 9.63

Quiksilver Pro NY - QUARTAS DE FINAL

Dia clássico de surf em Long Beach, New York. Com ondas de 4 a 6 pés lisas e perfeitas, as quartas-de-final do Quiksilver Pro NY foi pra água. A partir desse evento, vai quintuplicar o número de pranchas desembarcando no aeroporto de New York.

Na primeira bateria, TAJ BURROW (AUS) 14.77 x JADSON ANDRÉ (BRA) 14.37
Jadson começou a bateria na frente,com duas ondas tímidas. Taj começou colocando pressão em Jadson: 5.0 e 9.0. Numa boa onda, Jadson marca 8.07 e um 6.30. As ondas foram muito parecidas mas muita gente achou que o Jadson André deveria ter vencido essa bateria.



Na segunda bateriam, JOSH KERR (AUS)15.00 x KELLY SLATER (USA)15.50
Os dois vinham surfando muito durante o evento. A bateria começou devagar, Josh Kerr marcou um 5.93. Num aéreo rodando na junção, Josh Kerr faz um 9.07. Kelly faz 8.17 e 7.33 e vence a bateria.



Na terceira bateria, ALEJO MUNIZ (BRA) 12.10 x HEITOR ALVES (BRA) 10.10
Duelo de brasileiros nas quartas. Os dois surfaram muito bem o evento inteiro. Infelizmente foi uma bateria com pouquíssimas ondas. Alejo marcou 5.50 e 6.60 e venceu Heitor



E na última bateria, duelo australiano. OWEN WRIGHT (AUS) 12.93 x JULIAN WILSON (AUS). 12.44. Owen Wright vêm vivendo uma grande fase e veio para a bateria decidido a ganhar. Julian foi um pouco mais imaturo e perdeu de 12.93 a 12.44

30 de agosto de 2011

Kelly Slater vence em Teahupoo

Slater novamente no topo do ranking.

O Billabong Pro Tahiti 2011 foi o evento do ano até agora. Teahupoo grande, cascuda e com a galera literalmente dando o sangue para pegar tubos insanos. Audiência recorde e um verdadeiro show de surf (e de tow-in). Nesta segunda-feira, 29 de agosto, foram pra água as finais do evento. As ondas estavam um pouco demoradas, mas quebravam de 6 a 8 pés, proporcionando muitos tubos.

QUARTAS

Na primeira bateria das quartas, Josh Kerr (AUS) x Jeremy Flores (FRA). Os dois surfistas foram destaque durante todo o evento e mereciam uma vaga na semifinal. No confronto entre os dois quem se deu melhor foi Josh Kerr que venceu por 11.94 a 11.93. Na segunda bateria, Kelly Slater venceu fácil o australiano Matt Wilkinson por 17.50 a 6.17. Na terceira, Travis Logie (que entrou no evento como alternate de Bobby Martinez, que desistiu de competir em Teahupoo) venceu Brett Simpson por 18.07 a 17.14. E na última bateria das quartas, Raoni Monteiro contra Owen Wright. Os dois atletas vinham surfando muito bem nas pesadas condições de Teahupoo e prometiam uma grande bateria. Quem se deu melhor foi Owen Wright, que venceu por 16.74 a 13.10. Raoni saiu do evento com a 5ª colocação, 5.200 pontos no ranking e U$ 13.750.

SEMI

KELLY SLATER (USA) x JOSH KERR (AUS) – Kelly Slater veio para a semifinal sabendo que precisaria ganhar o evento para voltar a liderança do ranking. Slater veio focado, escolheu as melhores ondas da bateria e venceu Josh Kerr por 14.50 a 10.60.

OWEN WRIGHT (AUS) x TRAVIS LOGIE (ZAF) – Bateria muito disputada, mas o talento de Owen Wright fez a diferença. Owen 19.50 x Travis Logie 14.40.

FINAL

KELLY SLATER (USA) x OWEN WRIGHT (AUS) – A primeira final de Owen Wright, e a Terceira bateria em que os dois se confrontam (Owen venceu Kelly nas outras duas). Owen começou bem, fez 7.83 e 9.27. Mas Slater usou toda sua experiência em Teahupoo e mandou um 9.50 e 8,93. Kelly venceu por 18.43 a 17.10. Com a vitória Slater levou os US$ 75.000 de premiação, se tornou campeão em Teahupoo pela 4ª vez e voltou para o topo do ranking mundial. Isso que Kelly não competiu na última etapa, em J-Bay.

A vitória de Slater já era esperada. O careca veio de uma temporada em Fiji onde certamente treinou muito nos tubos de backside, depois ele pegaria o título direto de Andy Irons, o então último campeão em Teahupoo. Slater veio ainda, assistindo todos os tops caírem de maduros, deixando mais fácil seu caminho. Se Kelly ficasse em 2°, a liderança do ranking seria de Jordy Smith, se Kelly ganhasse, sairia de Teahupoo como líder do ranking. Com tanta coisa em jogo e com o caminho de certa forma facilitado até o título, já era de se esperar as famosas cartadas de mestre que estamos acostumados a ver de Slater. Slater surfou muito, usou e abusou de sua técnica de backside e mostrou como se faz. Um grande campeão que ganhou um evento de grandes ondas. Teahupoo 2011, pode anotar aí, foi o evento do ano!


Kelly Slater, campeão do Billabong Pro em Teahupoo e líder do ranking

Owen Wright, surfou muito!

Kelly em Teahupoo é mestre.

Vai faltar dedo para contar os títulos...

Pode parecer déjá vu ou uma quase redundância, mas Kelly venceu em Teahupoo! Venceu a etapa pela quarta vez e reassumiu a liderança do ranking mundial. 11°? Alguém ainda duvida que ele possa vencer mais um título mundial?



BILLABONG PRO TAHITI 2011

1 Kelly Slater (EUA)
2 Owen Wright (
AUS)
3 Josh Kerr (
AUS)
3 Travis Logie (ZAF)
5 Raoni Monteiro (
BRA)
5 Brett Simpson (EUA)
5 Matt Wilkinson (
AUS)
5 Jeremy Flores (FRA)
9 Michel Bourez (PYF)
9 Kai Otton (
AUS)
9 Fred Patacchia (HAW)
9 Chris Davidson (AUS)
13 Jadson André (
BRA)
13 Ricardo dos Santos (
BRA)
25 Adriano de Souza (
BRA)
25 Alejo Muniz (
BRA)
25 Heitor Alves (BRA)

WORLD TOUR RANKING (Após 5 etapas)

1 Kelly Slater (EUA) 26950 pontos
2 Jordy Smith (ZAF) 26500
3 Joel Parkinson (
AUS) 26200
4 Adriano De Souza (BRA) 22750
5 Owen Wright (
AUS) 21900
6 Mick Fanning (
AUS) 21250
7 Josh Kerr (
AUS) 20400
8 Michel Bourez (PYF) 20000
9 Taj Burrow (
AUS) 18750
10 Jeremy Flores (FRA) 15700
11 Bede Durbidge (
AUS) 15500
12 Adrian Buchan (AUS) 14500
12 Tiago Pires (PRT) 14500
14 Matt Wilkinson (AUS) 14400
15 Damien Hobgood (EUA) 13200
16 Alejo Muniz (BRA) 13150
17 Jadson Andre (BRA) 12200

18 Brett Simpson (EUA) 11900
19 Daniel Ross (AUS) 10750
20 Chris Davidson (AUS) 10700
20 Raoni Monteiro (BRA) 10700
22 Adam Melling (AUS) 9750
23 Dusty Payne (HAW) 9700
23 Julian Wilson (AUS) 9700
25 C.J. Hobgood (EUA) 8500
25 Kai Otton (AUS) 8500
27 Travis Logie (ZAF) 8250
28 Heitor Alves (BRA) 7500
29 Bobby Martinez (EUA) 7450
30 Fredrick Patacchia (HAW) 7250
31 Cory Lopez (EUA) 6250
31 Kieren Perrow (AUS) 6250
33 Patrick Gudauskas (EUA) 5000
33 Taylor Knox (EUA) 5000
35 Gabe Kling (EUA) 3750
36 Dane Reynolds (EUA) 1500


Videos: ASPworldtour

Veja mais direto no site do evento: http://billabongpro.com/tahiti11/