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23 de janeiro de 2014

Helicóptero da CBN flagra despejo de esgoto no mar de São Conrado

Cada um tem um conceito de cidade maravilhosa. Teoricamente, uma cidade maravilhosa é linda, deslumbrante, segura e limpa. No Brasil o Rio de Janeiro sempre se vendeu muito bem com esse conceito. O visual da cidade é tão lindo que é difícil de resistir aos seus encantos. Principalmente nas fotos e vídeos turísticos. A mistura do mar e da mata atlântica com as montanhas e serras é realmente alucinante. Mas de perto, muito do que parece belo, pode ser também sujo, perigoso e bem caro. 

Governantes políticos, gananciosos e mal preparados, acabam tomando as piores decisões possíveis em troca de gordas propinas e comissões. Quando o assunto é a natureza e o meio ambiente então, os prefeitos e governadores do Rio foram cruéis: autorizaram construções em lugares arriscados, criaram emissários que jogam o esgoto no mar, poluíram as praias, rios, lagos e mangues e aprovaram obras e condomínios em áreas de preservação. Tá certo que nada disso é novidade, o Rio joga seu esgoto no mar há décadas. O próprio Pier de Ipanema, famoso e lendário por suas ondas, foi construído justamente para a criação de um emissário desses. Mas recentemente a coisa tem andado feia demais e as praias da zona sul estão fora de controle quando o assunto é a poluição. 

Concordo que o mesmo acontece em outros lugares. Mas primeiro, não é porque os outros fazem o mesmo, que devemos fazer. E segundo, para uma cidade que se vende como um paraíso de belezas naturais e que tem em suas praias o seu maior atrativo turístico, jogar o esgoto na praia, no meio dos turistas é, no mínimo, uma estupidez e um crime ecológico. 

Um dos casos mais graves é na praia de São Conrado, um dos pontos mais poluídos do Rio de Janeiro. Hoje mesmo, um helicóptero da CBN sobrevvou por cima de São Conrado e registrou essa cachoeira de esgoto caindo diretamente na praia. A imagem abaixo vale mais do que mil palavras e você pode ver a matéria direto na fonte: : http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/meio-ambiente/2014/01/23/HELICOPTERO-DA-CBN-FLAGRA-DESPEJO-DE-ESGOTO-NO-MAR-DE-SAO-CONRADO.htm#ixzz2rEfksfab





16 de outubro de 2013

Enquanto isso, em Portugal

Julian Wilson mandou um fu%@#ing big air e conquistou uma nota 10 dos juízes. Foto ASP/Cestari

Por: Dadá Souza

Meu amor pelo surf é incondicional. Quem fala isso é a minha esposa. E faz sentido. Acordar as 4 da manhã, para ver campeonato de surf com ondas ruins, baterias mal julgadas e com o webcast falhando. Só sendo muito apaixonado mesmo. Ou bobo. As vezes fico na dúvida.

Depois de 8 dias de evento, a organização do Rip Curl Pro Portugal finalmente conseguiu completar o Round 2 do evento.  E na sequência executou também o Round 3. E hoje não faltou onda. A bancada de supertubos até quando está ruim, parece bem boa de surfar. Se por um lado as ondas irregulares atrapalharam um pouco o espetáculo, por outro também foi bem legal ver todos competindo em ondas ruins, iguais as que surfamos.

Destaco o aéreo do Miguel Pupo no Round 2, o mega aéreo do Julian Wilson no Round 3 (Nota 10) e o também belo aéreo do John John Florence no Round 3. Todo o resto do evento foi um tremendo feijão com arroz sem muito tempeiro. E verdade seja dita, muito disso foi por causa das condições do mar. 

Até esse segundo dia, o grande destaque do evento tinha sido a queda de Kelly Slater, o então número 2 do ranking, que sem nenhum demérito ao português Francisco Alves (que realmente venceu essa bateria), se deu muito mais pela atitude do direitor de prova de colocar o Round 2 para surfar ondas ruins do que qualquer outra coisa. O fato é que o Kikas surfou melhor, escolheu melhores ondas e mereceu a vitória. Mas imagino o e-mail que o Slater deve ter mandado para a ASP depois dessa. 

Ondas ruins, notas (e médias) baixas, julgamentos tendenciosos e um webcast que ora ficava mudo e ora travava. Assim correu o dia hoje em Portugal. Quem estava concorrendo ao título passou de bateria sem sequer ser ameaçado, mesmo quando deveria ter perdido. O julgamento continua sendo o Calcanhar de Aquiles da ASP.

Alejo Muniz venceu Gabriel Medina em uma bela bateria. Alejo pegou duas ondas no início da bateria enquanto Medina acabou boiando mais e não achou boas ondas. 

Miguel Pupo detonou contra o americano Brett Simpson e venceu por 16.26 a 14.27. Miguel mandou um aéreo rodando alto de backside e marcou 8.93. E numa esquerda boa, mandou uma rasgada rápida, encaixou num tubo e finalizou na junção da onda e marcou 7.33.

Logo no início do Round 3 Joel Parkinson venceu Alejo Muniz em uma bateria bastante polêmica.  

Julian Wilson mandou um aéreo muito alto rodando e ganhou Nota 10 dos juízes. Foi um aéreo monstro em Supertubos.

Adriano de Souza foi vítima de um julgamento também polêmico contra Matt Wilkinson. Em sua última onda Mineiro parecia que ia virar a bateria mas os juízes não deram a nota que ele precisava.

John John Florence e Felipe Toledo fizeram uma grande bateria mas quem se deu melhor foi o havaiano, que detonou as ondas com um aéreo monstruoso rodando e espancando uma esquerdinha a la Andy Irons. Não teve muita conversa. Filipinho mandou um aéreo rodando full rotation e finalizou sem muita força na junção: marcou 6.83. Faltou também uma segunda onda para o brasileiro que boiou a bateria toda sem achar boas ondas.

Mick Fanning venceu e agora está a poucas baterias do título mundial de 2013. Só depende dele.

Miguel Pupo fez grandes apresentações em Portugal e é o único brasileiro vivo na disputa.

A propósito, Quem define o futuro do esporte e o que será válido a partir de agora? Os velhos juízes, incapazes de fazer na água as modernas manobras da nova geração? Ou serão os atletas dessa novíssima geração, que vem trazendo frescor e impondo um novo ritmo de competição? As vezes parece que os juízes estão querendo dizer a todos que eles é que sabem, que julgam e que decidem, mesmo que dentro d´água outros vejam o contrário. 



A ASP aproveitou o evento em Portugal e anunciou novo logotipo e que sua estratégia de comunicação para 2014 será feita através de parcerias com a ESPN (USA), YouTube e Facebook, para a televisão, mídia digital e mídias sociais. A parceria com a ESPN nos USA é muito importante para o surf na américa, o Youtube além de ser um dos grandes mecanismos de busca da web, pode alavancar e muito a audiência dos eventos ao vivo. Apesar de básicas, essas ações já são muitos passos a frente do que estava sendo feito até então pela entidade. 

Quem comentou o novo logo foi o @NotDaneReynolds " has found the ASP logo aking guidelines. "


7 de outubro de 2013

Carlos Burle e Maya Gabeira sofrem uma vaca cabulosa durante uma sessão de tow in

Carlos Burle e Maya Gabeira


Carlos Burle é um dos melhores surfistas de ondas grandes do planeta. Seu foco, profissionalismo e dedicação são exemplares. Poucos surfistas são tão profissionais e cautelosos, mas bem tudo sempre sai como ele planeja.

Enquanto Burle treinava com Maya Gabeira, que é sua dupla de tow in e uma das melhores surfistas de ondas grandes do planeta, a dupla sofreu essa vaca sinistra junto com o jet ski em cima da bancada de corais.

Maya rebocava Carlos Burle para uma grande onda. Isso faz parte dos treinos dessa dupla há muito tempo. Maya tentou colocar Burle na onda de sling shot, uma técnica muito usada pela galera do tow-in, quando a chave do jet ski saiu acidentalmente.  O resultado é esse da foto. Burle desceu junto com o lip e milagrosamente escapou da colisão com o jet. Tanto Burle quanto Maya escaparam ilesos. O jet é que saiu com algumas avarias, mas milagrosamente voltou a funcionar depois do ocorrido.

A sorte da dupla é que havia um amigo por perto com outro jet ski que auxiliou no resgate da dupla e na procura do jet.  


“Eu sou muito grato por termos  passado por esta experiência com tão poucos danos . Depois desse dia, nós rebocado muitas vezes ... mas sem mais chaves ligadas a nossos pulsos , e eu sou definitivamente cuidadoso sobre a ouvir o que diz Maya . " falou Carlos Burle. 

Chave ligada no pulso nunca mais!



21 de outubro de 2012

Mais seriedade e profissionalismo, por favor.


A voz do povo é a voz de Deus. E a quantidade de posts nas redes sociais, escancarando para todo mundo ver, os erros  de julgamento e as decisões tendenciosas da ASP, foi tão grande quanto o próprio evento. Brasileiros, havaianos, americanos e até mesmo australianos discordam da decisão de dar o título do Rip Curl Pro Portugal para o Julian Wilson. Algumas manifestações foram até bem criativas. Seria até engraçado se não fosse trágico. 

Um boicote aos eventos da ASP e principalmente ao mercado (leia-se Billabong, Rip Curl e Quiksilver) não seria nada mal. Hoje o Brasil possui um dos maiores mercados do mundo, nossa economia anda muito bem, obrigado, e o nosso surf anda empolgando mais do que toda essa geração de australianos e americanos mimados. E isso não acontece só com os brasileiros. Os europeus também são vistos como "invasores" do circuito, antes totalmente dominado por americanos/australianos/havaianos.

Se todos nós pararmos de comprar essas marcas, que investem menos do que nada no surf brasileiro. somente sugando o nosso dinheiro, com certeza o preconceito e a discriminação da ASP e do próprio mercado começaria a mudar de verdade. 

Podem acreditar, esse mercado hoje precisa muito mais de nós, do que nós deles. 

Valorize as marcas nacionais, valorize quem investe no surf nacional e apoia a formação dos nossos atletas. Esse é o recado.

Quemando o livro de regras. via Kaléu Wildner 

Crime against the real surf - via  Luan Harder

was a crime! - Via Guilherme Felberg


A expressão do Gabriel Medina diz tudo - via Site Waves

WTF! - Via Giovanni Mancuso


Foi roubo! - Via Rogê Gutierrez

More respect, please

Santo julgamento podre Batman - Via Foto Surf Brasil


Vergonha! - Via Imbituba Waves

Queremos uma entidade séria - Via Luan Harder

Perigo! Assaltos!  - Via Dadá Souza



19 de outubro de 2012

Julian Wilson vence o Rip Curl Pro?




O australiano Julian Wilson venceu o Rip Curl Pro Portugal, a 8ª etapa do circuito mundial de 2012. Não, esperem, apesar de verdade, não é totalmente correto. Na verdade o brasileiro Gabriel Medina foi quem venceu essa bateira. Entubou melhor, manobrou melhor, e surfou nitidamente melhor, mas quem acabou sendo coroadado como o campeão da etapa foi Julian Wilson. Assim fica mais justo.

A primeira vitória da carreira do australiano veio de presente. O jovem talento australiano não teve culpa, ele simplesmente foi lá e surfou suas baterias. Mas que o resultado foi ridículo, isso não se discute. Eu diria que foi até um desrespeito as milhares de pessoas que passam horas a fio conectadas acompanhando os eventos pela internet.

A FINAL

Julian Wilson abriu a bateria com uma direita da série, ficou uns instantes entocado em um tubo cheio de espuma e sai esmagado no meio da espuma. Uma onda de regular a fraca que lhe valeu 7.83. 

Gabriel Medina em sua primeira nota dropou para a esquerda, mandou um aéreo rodando já na primeira manobra, sem exitar manda um snap forte, uma rasgada invertendo a prancha e uma batidinha no final. Uma onda muito melhor que a primeira onda de Julian, valeu 7.90. Somente sete centésimos a mais. 

Gabriel ainda pegou outra esquerda, faz um tubo de quase 5 segundos, saiu limpo e mandou uma batidinha antes da onda fechar. Um tubo bem melhor que o primeiro tubo do Julian Wilson. Só que valeu menos: 7.47. 

Aqui ninguém mais entendia os critérios da ASP. 

Nos instantes finais, Julian Wilson, que vinha bem perdido e atrás a bateria toda, pega um pseudo-tubo de frontside, manda uma batida que qualquer surfista colegial é capaz de acertar, manda uma rasgadinha fraca e uma batidinha no final da onda. Tudo "inha" mesmo. Ainda na onda Julian Wilson começa uma sequência desesperada "claims" pedindo nota para os juízes. E, de presente, ganha 8.43 dos juízes.

Isso tudo está lá no site do evento, no HEAT ANALYSER (http://live.ripcurl.com/?aid=2114), onde todos podem analisar atestar a competência dos juízes e da entidade. 

Todos na praia e pela internet assistiram a vitória de Gabriel Medina. Mas contra tudo e contra todos, inclusive contra todos os critérios antes estabelecidos pela própria ASP, onde aéreos altos, tubos mais fundos e a radicalidade deveriam prevalecer.  

O que aconteceu hoje em Peniche foi o surf fraco e desajeitado de Julian Wilson (que até então vinha QUEBRANDO) vencer ao tubo mais fundo e as manobras mais radicais de Gabriel Medina. Um erro grotesco, que prejudicou o Gabriel Medina e a imagem do esporte como um todo. Mais um erro de julgamento em um circuito que tem falhas demais.

Portugal proporcionou um evento fantástico, com emoção de sobra do primeiro ao último momento do evento, e ondas e tubos realmente cascudos e fantásticos, que ninguém vai esquecer. Mas o evento também vai ficar marcado como uma das maiores palhaçadas que a ASP já aprontou. E os palhaços mais uma vez fomos nós.

E a ASP já mandou avisar que estão pretendendo cobrar pelas transmissões via web no ano que vem. Mas peraí, pagar por um esporte que nitidamente não é sério? Não parece uma boa idéia. Pelo contrário, só desanima ver o nosso esporte nas mãos não de uma entidade profissional e respeitada, mas de um bando. Um circuito preso e escravizado pelas mesmas marcas de sempre, os mesmos juízes de sempre, que obedecem os mesmos caras de sempre. Um esporte dominado pelos australianos há tempo demais, que se protegem atrás de uma entidade privada, que faz suas próprias regras e não tem nenhuma vergonha de mudá-las ainda durante o jogo. 

Não há mais o que dizer, o evento de Portugal mostrou um erro grotesco de julgamento.

Parabéns ao Gabriel Medina, o verdadeiro vencedor do Rip Curl Pro Portugal.
Parabéns também ao Adriano de Souza, que surfou muito o evento todo e que acabou com a 3ª colocação.

Resultado do Rip Curl Pro 2012
1 Julian Wilson (Aus)
2 Gabriel Medina (Bra)
3 Joel Parkinson (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 Jeremy Flores (Fra)
5 Owen Wright (Aus)
5 John John Florence (Haw)
5 Josh Kerr (Aus)
9 Raoni Monteiro (Bra)
17 Alejo Muniz (Bra)
25 Miguel Pupo (Bra)
25 Jadson André (Bra)
25 Heitor Alves (Bra)

Foto: http://www.onfiresurfmag.com/competicao/julain-wilson-vence-rip-curl-pro-portugal/