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19 de agosto de 2018

GABRIEL MEDINA VENCE EM TEAHUPO´O


Medina Campeão em Teahupo´o. - Foto @WSL



Por: Dadá Souza


Com uma virada na última onda, Gabriel Medina se consagrou campeão do Tahiti Pro, a 7ª etapa (de um total de 11) do circuito mundial da WSL. Medina surfou com superioridade durante todo o evento e venceu n grande final o australiano Owen Wright por 13.50 a 12.07. Essa foi a segunda vitória de Medina em Teahupo´o (a primeira foi em 2014). Ao conquistar o título dessa etapa Medina se tornou o 4º brasileiro a vencer uma etapa em 2018 e assumiu a vice-liderança do ranking mundial.

Não foi um evento bom de ondas. Teahupo´o normalmente é uma onda temida e assustadora, mas nesse evento as ondas quebraram pequenas demais durante toda a competição. Faltaram as ondas grandes, faltaram os tubos, faltaram os wipouts e faltaram os high scores. Não foi um "Tchoppão" daqueles, foi um "Tchoppinho" mesmo. Emocionante como um evento na piscina do Kelly.

Medina surfou esse evento com confiança e determinação e desde o Round 1 Gabriel mostrou que estava ali para vencer a competição. Venceu fácil Wiggolly Dantas e Tomas Hermes no Round 1; venceu novamente Wiggolly Dantas no Round 3; venceu Kolohe Andino e Yago Dora no Round 4; venceu (fácil) Italo Ferreira nas Quartas; venceu Jeremy Flores na semi; e venceu Owen Wright, de virada, na grande final. Uma campanha com 100% de aproveitamento que coroou a primeira vitória de Medina em 2018.

Depois de 7 etapas, Filipe Toledo é o líder do ranking com 41.985 pontos; Gabriel Medina é o novo vice-líder, com 35.685 pontos; Julian Wilson caiu para a 3ª colocação, com 32.380 pontos; Italo Ferreira continua na 4ª colocação, com 30.160 pontos; e Wade Carmichael é o 5º com 26.660 pontos.
(Veja o ranking completo atualizado aqui).



 Foto: Damien Poullenot / WSL

ROUNDS 1 e 2  

Os primeiros Rounds do Tahito Pro 2018 foram mornos, quase frios. O Round 2 fez a primeira limpa nos competidores. O local Tikanui Smith derrotou o vice-lider do ranking Julian Wilson, que deu um mole danado e foi eliminado da competição cedo demais. Jordy Smith não teve muito trabalho para derrotar o local Mateia Hiquily. Wiggolly Dantas eliminou seu compatriota Willian Cardoso por uma diferença de 6 centésimos. O queridão da WSL Mikey Wright eliminou da disputa o brasileiro Miguel Pupo. Ian Gouveia eliminou o norte-americano Griffin Colapinto, que estava pouco a vontade em Teahupo´o. Owen Wright eliminou da disputa o francês Joan Duru. Michael February venceu Conner Coffin por 7 centésimos de ponto. Michael Rodrigues eliminou o havaiano Keanu Asing. Kanoa Igarashi eliminou o australiano Matt Wilkinson. Jeremy Flores venceu o norte-americano Pat Gudauskas por uma diferença de 2 décimos. Jesse Mendes derrotou o havaiano Sebastian Zietz (e alguns juízes implicantes) em uma bateria bastante disputada. E na última bateria do R2 Yago Dora eliminou Tomas Hermes na última bateria do dia.  Um round inteiro de ondas pequenas e de notas baixas. Só duas ondas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. A primeira com Jordy Smtih (8.17) e a segunda com o Yago Dora (8.50).


ROUND 3

O Round 3 começou com um duelo sul-africano e o novato Mike February eliminou o top 5 do ranking Jordy Smith e deixou o caminho aberto para os brasileiros. Ezekiel Lau eliminou o brasileiro Michael Rodrigues. Wade carmichael eliminou o brasileiro Jesse Mendes em uma bateria de julgamento polêmico. Owen Wright eliminou da disputa o seu compatriota Joel Parkinson. Kanoa Igarashi eliminou o brasileiro Adriano de Souza. Filipe Toledo eliminou o sul-africano Jordy Smith com facilidade. Gabriel Medina eliminou da competição o brasileiro Wiggolly Dantas. Kolohe Andino eliminou o português Frederico Morais. Yago Dora venceu (fácil) o australiano Mikey Wright. Connor O´Leary eliminou o tahitiano Michel Bourez. Jeremy Flores eliminou o australiano Adrian Buchan. E na última bateria do Round 3 Italo Ferreira eliminou Ian Gouveia em um confronto polêmico. Ian Gouveia pareceu ter saído prejudicado com um snake feito pelo Italo Ferreira no começo do confronto. Um Round realiado em ondas bem pequenas e difíceis. Só duas ondas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. A primeira com Owen Wright (8.00), a segunda com Connor O´Leary (9.20).

ROUND 4 

O Round 4 definiu os finalistas do evento. Na primeira bateria do R4 o sul-africano Michael February e o australiano Wade Carmichael garantiram as duas primeiras vagas nas quartas de final e mandaram o havaiano Ezekiel Lau de volta pra casa. Na segunda bateria o australiano Owen Wright e o brasileiro Filipe Toledo garantiram a vaga na semi (o Owen agraciado com notas bem generosas) e eliminaram o norte-americano Kanoa Igarashi da competição. Na terceira bateria Gabriel Medina e Kolohe Andino (USA) garantiram suas vagas na semi e eliminaram da disputa o brasileiro Yago Dora. Na quarta bateria Jeremy Flores e Italo Ferreira garantiram as duas últimas vagas para as quartas de final e eliminaram da disputa o australiano Connor O´Leary. Mais um round definido em ondas pequenas e com notas baixas. Somente 3 notas ultrapassaram a casa dos 8 pontos. Michael February (8.93), Jeremy Flores (8.17) e Connor O´Leary (8.17).


QUARTAS-DE-FINAL

Filipe Toledo (BRA) x Michael February (ZAF) – Filipe Toledo começou com uma onda de três rasgadas e marcou 6 pontos. February pegou um tubinho e marcou 4.93. As ondas estavam bem demoradas. Filipe pegou um bom tubo, caiu na volta de um cutback e marcou 5.43. Filipe manteve o domínio por toda a bateria, surfou calmo e economizou energia. Faltando 3 minutos para o otérmino da bateria Filipe remou em uma onda, não entrou, e perdeu a prioridade. Por sorte não entrou outra onda e Filipe se classificou para a semifinal. Michael February terminou o evento na 5ª colocação. Era o 31º do ranking antes de Teahupo´o e agora é o 27º.  Essa bateria pode ser assistida aqui.

Owen Wright (AUS) x Wade Carmichael (AUS) -  Duelo australiano. Owen Wright saiu na frente somando uma onda regular e uma onda fraca (6.83 e 2.67). Wade Carmichael começou com uma onda fraca (4.50). Faltando 18 minutos para o término da bateria Owen pegou uma onda sem a prioridade, pegou um ótimo tubo e marcou 9.17. Carmichael se abalou e Owen só precisou administrar o resultado até o final do confronto. Owen se classificou para a semi, Carmichael terminou o evento na 5ª colocação. Carmichael era o 6º do ranking e agora é o 5º. Nada mal para um estreante. Essa bateria pode ser assistida aqui.

Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA) – Um terço dessa bateria passou em branco. Italo abriu o confronto com um tubo curto que lhe rendeu 3 pontos. Medina pegou um ótimo tubo, rasgou forte e fez mais duas manobras e marcou 7.67. Medina ainda marcou mais 5.43 na bateria anterior e deixou Italo precisando de uma combinação de duas ondas. Italo passou a arriscar bastante e errou quase tudo que tentou.  Ainda fez uma nota 4.57 no finalzinho da bateria. Gabriel Medina venceu com facilidade e conquistou a vaga na semi. Italo ficou na 5ª colocação e não mudou sua posição no ranking. Era o 4º do ranking antes de Teahupoo e mantem sua posição após a sétima etapa. Essa bateria pode ser assistida aqui.

Jeremy Flores (FRA) x Kolohe Andino (USA) – Metade dessa bateria se passou praticamente em branco. Faltando pouco menos de 20 minutos Jeremy pegou um excelente tubo, manobrou forte e marcou 8.17. Kolohe apostava nas manobras e nas ondas pequenas. Jeremy estava afiado e estava sintonizado com os tubos. Faltando 5 minutos Jeremy pegou um bom tubo, marcou 5.17 e deixou Kolohe precisando de uma combinação de ondas. Jeremy venceu fácil e garantiu a última vaga na semi. Kolohe finalizou o evento na 5ª colocação. Era o 15º do ranking, agora é o 10º. Essa bateria pode ser assistida aqui.



SEMIFINAIS

Filipe Toledo (BRA) x Owen Wright (AUS) – Filipe chegou até a semi soberando em Teahupo´o. Owen chegou com alguns julgamentos generosos a seu favor, mas chegou na semi com o status de especialista nessa onda. Owen saiu na frente somando 6.67 e 4.93. Filipe começou a bateria com notas muito fracas. Faltando 19 minutos Filipe marcou sua primeira nota: 4.73.  Faltando 12 minutos Filipe acertou um aéreo rodando em uma onda pequena e marcou 4.33.   Faltando pouco mais de 10 minutos Filipe pegou uma onda de 3 manobras e marcou 4.70. Filipe Toledo ainda precisava de 6.87. Faltando 7 minutos Owen pegou uma boa onda, entubou, deu duas rasgadas e uma batida pequena e marcou 5.93. Filipe ficou com a prioridade nos minutos finais da bateria, mas ficou precisando de 7.30 para virar o resultado. Owen garantiu a primeira vaga na final e Filipe terminou o evento na 3ª colocação, seu melhor resultado em Teahupo´o.  Filipe era líder antes da etapa do tahiti e saiu de Teahupoo como líder. Uma ótima etapa para Filipe Toledo. 



Gabriel Medina (BRA) x  Jeremy Flores (FRA) - Medina chegou até a semi absoluto. Surfou mais que seus adversários e mais do que disseram suas notas ao longo do evento. Jeremy chegou até a semi sempre surfando bons tubos. Ambos campeões dessa etapa, Medina em 2014, Jeremy em 2015. Gabriel Medina saiu na frente com uma nota 7.10. Logo em seguida Medina surfou outra onda parecida, deu alley-oop e uma cassetada na finalização e marcou mais 8.07. Jeremy entubou e fez mais três manobras e marcou 5.67, uma nota que pra muita gente pareceu baixa demais. O surfista das Ilhas Reuniao ainda precisava de 9.50 para virar o resultado. Gabriel Medina venceu a bateria e garantiu sua vaga na final do evento. Jeremy terminou o evento na 3ª colocação. Era o 18º do ranking, agora é o 12º do ranking.



FINAL

Owen Wright (AUS) x Gabriel Medina (BRA) – Dois goofies chegaram à grande final do evento. Owen saiu na frente com uma nota 6.50. Medina deu sua resposta e marcou 6.17. As notas do Medina não saiam nem quando ele manobrava nitidamente mais forte. Owen ganhou 4.30 em um tubo que nunca deveria ser considerado um tubo. Faltando 10 minutos Owen tinha a prioridade e Medina precisava de 4.54 para virar o resultado. Medina tentou em duas ondas, mas as ondas foram muito ruins. Nos últimos 2 minutos Owen pegou uma onda boa e marcou 5.57. Medina pegou uma onda nos instantes finais, entubou fundo, saiu seco e manobrou forte. Marcou 7.33, virou o resultado e venceu a etapa. Gabriel Medina campeão em Teahupo´o.



A briga pelo título mundial deve meso ficar entre Filipe Toledo e Gabriel Medina. Medina já venceu no Surf Ranch, na França e em Portugal (e tem dois vices em Pipe). Filipe Toledo já venceu em Portugal e já fez quartas-de-final na França e em Pipe. Essa briga vai ser boa. São dois surfistas que realmente estão surfando um nível acima. E para deixar tudo ainda mais interessante, ainda tem Julian Wilson e Italo Ferreira na briga direta pelo título.

A maior nota: 9.17 (Owen Wright)
A maior média: 16.00 (Owen Wright)
As maiores notas das finais: 9.17 (Owen Wright); 8.17 (Jeremy Flores); 8,07 (Gabriel Medina)
Ranking Atualizado: Aqui 

A próxima etapa acontece de 6 a 9 de setembro no Surf Ranch do Kelly Slater.
Ainda faltam 4 etapas: Surf Ranch (California), na França,  em Portugal e em Pipeline (Hawaii).


A propósito, os brasileiros venceram 6 das 7 etapas do circuito e ocupam 3 dos 4 lugares do topo do ranking. Não estaria na hora dos brasileiros serem melhor julgados?


5 de julho de 2018

FILIPE TOLEDO VENCE EM J-BAY E ASSUME A LIDERANÇA DO RANKING

WSL/Pierre Tostee

Por: Dadá Souza

O brasileiro Filipe Toledo venceu hoje, pela segunda vez consecutiva, o clássico evento de Jeffrey´s Bay, a mítica onda da África do Sul. Filipinho venceu seu segundo evento em 2018, mostrou que está surfando bem mais do que um nível acima e assumiu a liderança do circuito mundial.

Não se trata de torcida ou ufanismo. Filipe Toledo fez um evento perfeito em J-Bay. Uma campanha irretocável e arrasadora. No Round 1 Filipinho venceu Matt Wilko e Wiggolly Dantas sem dificuldade comando 13.84; no Round 3 derrotou Yago Dora somando 16.60; no Round 4 venceu Sebastian Zietz e Adriano de Souza com a somatória de 17.23; no Round 5 eliminou Gabriel Medina somando 17.50; na semifinal atropelou Kanoa Igarashi somando 18.90 pontos; e na final derrotou o australiano Wade Carmichael por 16.80 a 15.33. Um total de 100,87 pontos e uma certeza: ninguém nunca surfou como Filipe Toledo em Jeffrey´s Bay. Ninguém.

Wade Carmichael também foi um grande surfista em J-Bay. Seu surfe foi sempre muito potente e agressivo e não deixou dúvidas em suas apresentações. Wade apareceu no circuito com seu jeito quietão, sem equipe, família ou purpurinas. Já fez duas finais em 2018 e é o atual top 6 do ranking. Provavelmente será o Rookie of the Year esse ano. Power surfe sem firulas.

A troca de guarda no circuito mundial é mais do que evidente. Antes algumas ondas separavam os homens dos meninos. Hoje os meninos cresceram e estão lanchando seus ídolos no café da manhã. Filipe Toledo sem dúvida alguma ditando um novo ritmo para as ondas de J-Bay. Sua segunda vitória na "Baía do Jeferson" também nos revela um segredinho dessa onda: poucos a dominam.  De 2000 pra cá Mick Fanning venceu ali por 5 vezes, Kelly Slater venceu 4, Joel Parkinson, Jordy Smith e Jake Paterson venceram 2 vezes em J-Bay. Fora isso vitórias ocasionais de Taj, Andy e Mineiro (no QS). Em 17 anos somente oito surfistas venceram ali. 

O Corona Open J-Bay foi a 6ª das 11 etapas do circuito mundial. Um campeonato tão especial que é difícil acreditar que um dia alguém resolveu tirar essa etapa do tour.  Ondas desafiadoras, local selvagem, ondas alucinantes, surf de alta performance para tubos, manobras. Sem falar nos tubarões brancos que sempre aparecem para conferir as baterias de perto. Para quem está no Brasil não é um evento fácil de acompanhar, mas foi a etapa do ano até agora. 

Vale lembrar que essa foi a 5ª vitória brasileira em 6 etapas realizadas e que o Brasil está liderando o CT com o Filipe Toledo e o QS com o Peterson Crisanto. O Brasil hoje tem a maioria dos competidores do Championship Tour e caminha reto e direto para seu terceiro título mundial.



QUARTAS DE FINAL


Conner Coffin (USA) e Wade Carmichael (AUS) abriram as quartas com uma bateria morna que só esquentou com a presença de um tubarão branco no lineup. Wade surfou melhor, fez duas notas na casa dos 6 pontos e venceu a disputa por 12.87 a 10.40. Essa bateria está disponível aqui. 

Julian Wilson (AUS) e Jordy Smith (ZAF) fizeram um grande confronto. O líder do ranking contra o talentoso sul-africano. Um duelo acirrado onde quem ganhou foi o público. Jordy Smith escolheu melhor suas ondas, surfou um pouco melhor e venceu a disputa por 13.43 a 12.96. A galera na praia fez muito barulho e o líder do ranking foi eliminado da competição. Essa bateria está disponível aqui.

Filipe Toledo (BRA) e Gabriel Medina (BRA) fizeram o confronto brasileiro das quartas. Filipe saiu na frente e dominou a bateria somando 8.17 e 7.93. Medina entrou na bateria já na metade do confronto com uma onda de 7 manobras que lhe rendeu 9.10 pontos. Faltando 2 minutos para o fim da bateria, Medina precisava de 7 pontos, pegou uma boa onda de 6 manobras mas não conseguiu virar o resultado . Filipe Toledo venceu por 16.10 a 15.60.


Kanoa Igarashi (JPN) e Sebastian Zietz (HAW) fecharam as quartas com confronto dominado pelo Kanoa Igarashi que escolheu as melhores ondas e surfou sem erros. Essa bateria está disponível aqui.

                                                      
SEMIFINAL

Wade Carmichael (AUS) e Jordy Smith (ZAF). A briga do novato no tour contra o bicampeão do evento começou com poucas ondas surfadas. Jordy começou surfando melhor, Wade Carmichael virou a bateria depois da metade do confronto com uma boa onda. Faltando pouco mais de 7 minutos Jordy surfou uma excelente onda e marcou 6.23 e não gostou da nota. Faltando menos de 4 minutos Wade Carmichael estava tranquilo com a prioridade nas mãos. Jordy pegou uma última onda, começou bem, mas arriscou tudo em um aéreo superman, caiu e perdeu a chance de ir para final.




Filipe Toledo (BRA) e Kanoa Igarashi (JPN) Filipinho e Kanoa é sempre certeza de rivalidade. Aquela interferencia ficou atravessada na garganta de Filipinho. Uma interferência que tem custado bem caro para o japonês até hoje. Kanoa não começou mal. O "problema" foi que o Filipe Toledo começou surfando muito forte, muito rápido e emplacou duas notas sólidas rapidinho 9.57 e 9.33. Kanoa Igarashi ficou em combinação de ondas e nada pode fazer contra o brasileiro.




FINAL

Filipe Toledo (BRA) x Wade Carmichael (AUS) fizeram a grande final do Corona Open J-Bay com méritos. Durante todo o evento foram dois surfistas que se encaixaram muito bem nas ondas de Jeffrey´s Bay e que jogaram muita água pra cima. Filipe, surfando muito rápido abriu a bateria com uma nota 8.50. Wade, surfando muito forte, abriu com uma nota 8.  Poucas ondas estavam entrando e faltando poucos minutos para o final da bateria Filipe Toledo pegou uma ótima onda, marcou 8.30 e aumentou sua liderança. Filipe bicampeão em JBay surfando de forma sempre avassaladora





“Eu sempre sonhei em conseguir duas vitórias seguidas no mesmo evento e não poderia ser mais especial isso acontecer aqui em J-Bay”, disse Filipe Toledo. “No ano passado deu altas ondas, esse ano tivemos boas ondas também todos os dias e só tenho que agradecer à Deus. Obrigado Jesus, minha família e a todos que torcem por mim. Eu me sinto muito abençoado agora por tudo que vem acontecendo comigo esse ano”.




RANKING ATUALIZADO

Filipe Toledo é o novo líder do ranking seguido de Julian Wilson, Gabriel Medina, Italo Ferreira, Jordy Smith, Wade Carmichael e Willian Cardoso. 





DITADURA FACEBOOK

Para ganhar alguma grana, a WSL fechou um contrato com o Facebook para fazer as transmissões pela controversa plataforma do igualmente controverso Mark Zuckerberg. Ser obrigado a assistir o evento pelo facebook, a gente até entende, mas transmissão monótona, sem opções de escolha, com um "chat chato" e com pouca informação não deu para engolir.  A reclamação foi mundial. 


SHARK WEEK WSL


Em Margaret River dois ataques em praias próximas ao campeonato fizeram com que a diretoria da WSL cancelasse o evento. Em Jeffrey´s Bay o evento foi paralisado duas vezes por ter tubarão na área da competição, filmaram o bicho, esperaram ele passar e o evento voltou pra água. Imagine você como deve ter ficado feliz o Departamento de Turismo de Margaret River que pagou uma fortuna para que o evento promovesse a sua cidade...

3 de junho de 2018

ITALO VENCE EM KERAMAS E ASSUME A LIDERANÇA DO RANKING

Por: Dadá Souza

O brasileiro Italo Ferreira venceu o Corona Bali Protected, a 5ª etapa do circuito mundial da World Surf League, garantiu sua segunda vitória em 2018 e assumiu a liderança do ranking surfando com um ritmo impressionante em Keramas. 


Italo Ferreira, campeão em Keramas - Foto: WSL/Ed Sloane

A etapa de Keramas não decepcionou. Um evento todo com ótimas ondas. Sempre bom, sempre abrindo, sempre perfeito. No último dia ondas bem menores, mas ainda assim com ótima formação. De negativo nesse evento só a quantidade de lixo plastico que passa boiando no mar. Diminuir o lixo plástico é tão necessário que deveria ser a Nova Ordem Mundial.

Essa foi a 5ª etapa consecutiva com ondas para a direita. Tá certo que Saquarema podia ter rolado nas clássicas esquerdas de Itaúna e que a etapa de Margaret River, cancelada por causa dos ataques de tubarão, será finalizada nas esquerdas de Uluwatu, mas a verdade é que o circuito tem priorizado as direitas. A escolha de Keramas, uma direita na terra de tantas esquerdas icônicas é até difícil de explicar. Daria para dizer que é nítido que os regulars estão levando vantagem sobre os goofies com essa escolha não fossem dois nomes: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Dois goofies que tem sido o pesadelo de praticamente todos os regulars do circuito. 

 Italo Ferreira, o surfista Nota 10 em Keramas - Foto: WSL/Kelly Cestari


Italo Ferreira vez um evento e tanto em Keramas. Só a vitória lhe daria a liderança do ranking e não restou pedra sobre pedra em seu caminho. Foi contido e eficiente na primeira metade da competição e agressivo e invencivel na segunda metade. Italo começou o evento perdendo para Joel Parkinson no Round 1, depois venceu o wildcard Barron Mamiya no Round 2 e venceu o brasileiro Tomas Hermes no Round 3. Até aqui Italo surfou economizando energia. Daqui em diante Italo mudou a chave para o modo matador e começou a atropelar seus oponentes. No Round 4 venceu Filipe Toledo e Adriano de Souza somando 17 pontos; Nas quartas derrotou um inspirado Jeremy Flores somando 16.20; Na semi Italo derrotou Jordy Smith fazendo a única nota 10 do evento e na Final Italo venceu Michel Bourez somando 18.87 pontos. Sempre muito rápido, sempre bem radical e agressivo, sempre com as manobras linkadas e com um ótimo repertório de manobras aéreas. Não foi a toa que Italo venceu esse evento. 

"Essa onda aqui é perfeita, lembra bastante a da minha casa (Baía Formosa). Eu tenho surfado bem cedo aqui todos os dias porque eu amo essa onda e queria aproveitar ao máximo. Hoje (domingo) foi um dia perfeito. O Michel Bourez tem realmente um power-surf, provavelmente o melhor do Tour, então eu sabia que precisava fazer o meu melhor para vencer. Felizmente para mim, encontrei algumas boas ondas para mostrar o meu surfe"



Filipe Toledo terminou o evento na 5ª colocação. Surfou muito, sobrou em quase todas as suas baterias e acabou perdendo para Jordy Smith em uma bateria onde o sul-africano foi agraciado com a maior nota do dia. 

Silvana Lima fez um grande evento em Keramas, acabou na 5ª colocação e está entre as Top 10 do ranking na 8ª colocação. Tyler Wright e Lakay Peterson fizeram a final feminina. Uma bateria super disputada onde brilhou a estrela de Lakey Peterson que também venceu sua segunda etapa em 2018. Lakey segue mais líder do que nunca.


QUARTAS DE FINAL



As quatro baterias das quartas de final apresentaram ondas boas, ondas perfeitas, surfe de alto nível, as 4 foram baterias bastante disputadas mas três delas acabaram com muita gente criticando o julgamento.

Michel Bourez (PYF) e Griffin Colapinto (USA) fizeram a primeira bateria das quartas. Bourez abriu a bateria com um tubo, rasgou forte e finalizou com uma batida na junção e marcou 7.67. Já na metade da bateria Griffin pegou uma onda maior, pegou um belo tubo, fez um cutback, uma rasgadinha e finalizou com uma batida na junção. Marcou 8.50. A segunda nota do norte-americano foi um 5.63 em uma onda de manobras fracas. Bourez fechou a bateria com uma onda bem menor, fez um tubo longo, algumas manobras e fez 8.50. Comparando as duas notas 8.50 eu diria que tem uma certa discrepância. Bourez, que mostrou mais comprometimento que Colapinto, venceu a disputa por 16.17 a 14.43.  Você pode assistir essa bateria aqui  

Mikey Wright (AUS) e Willian Cardoso (BRA). De um lado o australiano que vem tendo todas as portas abertas no tour. Do outro lado o estreante brasileiro que teve que se classificar pelo QS para participar do CT. Willian parecia disposto a resolver na porrada. O “brazilian Sunny Garcia” surfou forte e jogou muita água pra cima. Mikey parecia disposto a resolver tudo nos tubos. Faltando menos de 2 minutos para o termino dessa bateria Willian pegou uma boa onda, entubou fundo wsaiu com a pequena baforada, fez um cutback e finalizou com uma batida na junção. Marcou 7.53. Mikey Wright ficou sozinho no outside, pegou uma onda menor que a do Willian, fez um tubo mais longo mas bem mais espremido, um cutback e duas manobras fracas. Ele precisava de mais de 8 pontos e ganhou 8.43. Pareceu muita nota, principalmente com esse discurso da WSL de que os juízes ficaram mais exigentes e que a escala das notas está mais baixa. Na web muita gente achou injusto. Aliás, muita gente acha bastante injusto um convidado correr boa parte do CT sem ter se classificado para isso.  Você pode assistir essa bateria aqui  

Jordy Smith (ZAF) e Filipe Toledo (BRA) fizeram uma bela disputa. Jordy Smith começou a bateria pegando um belo tubo por trás do pico e duas manobras fracas. Ganhou 9.57. Sem dúvidas um ótimo tubo, mas com o resto da onda foi fraco. Filipe pegou um tubo mais espremido que o de Jordy, entubou por bastante tempo, saiu e fez duas manobras também não muito fortes. Ganhou 6.83. Faltando 3 minutos para o fim da bateria Jordy fez um pequeno aéreo rodando e somou mais 5.77. Na onda de trás Filipe pego um tubo, fez mais 4 manobras, sempre puxando a o máximo o bico da sua prancha e fez 7.57. Jordy Smith, venceu por 15.34 a 14.40 mas muita gente não engoliu essa. Você pode assistir essa bateria aqui 

Italo Ferreira (BRA) e Jeremy Flores (FRA) fecharam as quartas com um duelo e tanto. Italo resolveu a bateria já na primeira metade do confronto. Sua primeira nota foi uma onda de quatro manobras bem fortes (7.67). A segunda nota foi uma onda de 6 manobras, todas também muito fortes(8.60). Uma performance porreta do líder do ranking que não deixou nenhuma margem para discussão. Jeremy fez sua primeira nota faltando 10 minutos para o fim do confronto. Um tubo muito bom, um cutback e uma finalização forte. Marcou 9 pontos. Nos últimos 5 minutos de bateria Jeremy surfou uma boa direita, manobrou forte e fez 6.73. Uma performance incrível de Jeremy Flores nesse evento. Italo venceu por 16.20 a 15.73. Você pode assistir essa bateria aqui


SEMIFINAL

Michel Bourez x Mikey Wright. O experiente tahitiano contra o convidado australiano. Pena que essa foi uma bateria com poucas ondas. A primeira onda da bateria só apareceu lá pelos 12 minutos. Mikey Wright errou muito e só surfou ondas medíocres. Bourez mostrou mais   comprometimento, fez duas ondas regulares, mas muito bem surfadas e venceu a disputa por 14.27 a 5.67.



Italo Ferreira x Jordy Smith. Italo fez sua primeira nota bem no início da bateria. Sete cassetadas de backside lhe renderam um 7.13. Jordy veio na onda de trás, fez cinco manobras e ganhou 8 pontos. Italo foi mais agressivo, Jordy mais estiloso. A discussão acabou quando Italo dropou uma boa onda, mandou um aéreo rodando muito alto já na primeira manobra, duas cassetadas, um pop shovit e finalizou a onda com uma batidinha de base trocada. Nota 10. A diferença entre o 8 do Jordy e o 10 de Italo ou entre o 8.93 do Jordy e o 10 do Italo não foi de meros dois pontos, ali havia um oceano de diferença. Discrepâncias de um julgamento míope?




FINAL

Italo Ferreira x Michel Bourez  Italo Ferreira saiu na frente empilhando notas acima dos 7 pontos. Michel Bourez começou mais tímido e escolhendo mal as ondas. Italo espancou tudo que veio pela frente como se estivesse surfando em casa. Surfou sorrindo. Michel Bourez, tão conectado com as ondas durante todo o evento, nada pode fazer. Em 7 ondas Italo fez 32 manobras, sendo que 3 delas surfando a última onda da bateria de base trocada e venceu o tahitiano por 18.87 a 9.83. Vitória do brasileiro, a segunda de 2018, a única nota 10 da competição e a liderança do circuito mundial. 




RANKING

Italo Ferreira é o líder do ranking com 24.995 pontos. Felipe Toledo é o vice-lider com 22.850 pontos. O australiano Julian Wilson é o 3º colocado, com 21.080 pontos. Gabriel Medina (5º) e Michael Rodrigues (10º) completam o time de brasileiros no Top 10.

Segue aqui o Ranking atualizado





Foto: WSL/Kelly Cestari

O julgamento também merece nota? Não foram poucas as baterias em que o nome dos juízes apareceu tanto quanto o nome dos surfistas. O julgamento já era o Calcanhar de Aquiles da ASP e continua sendo a maior fraqueza na WSL. Sem credibilidade o público mais engajado pula fora e o surf vira um novo Telecatch, como disse o Ivo Remuska, da Mesa Surfocrática.

23 de abril de 2015

Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e lidera o ranking mundial


Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e é o lider isolado (e com folga) do ranking mundial da @WSL. E o melhor, campeão derrotando Kelly Slater, Taj Burrow e John John Florence no evento que teve as melhores ondas do ano! 
Veja a reportagem completa aqui: http://surfonline.com.br/news/competicoes/2015/04/adriano-de-souza-vence-o-margaret-river-pro-e-lidera-o-ranking-mundial/

9 de abril de 2015

Faning vence em Bells e divide a liderança do ranking com Filipe Toledo


O australiano Mick Fanning venceu o brasileiro Adriano de Souza na grande final do Rip Curl Pro Bells Beach, realizada agora há pouco na mítica onda de Bells Beach, Austrália.
Mineiro e Fanning fizeram uma grande campanha em Bells, ambos estavam bem sintonizados  com as difíceis condições do mar e realmente mereceram as duas vagas na grande final. A bateria foi super disputada e o confronto terminou empatado, com a vitória do australiano no desempate. O resultado para muitos foi polêmico, principalmente quando Adriano de Souza precisava de 7.78 para virar o resultado, fez 6 manobras em uma onda e ganhou 7.77 uma nota que talvez convenientemente dava o empatemas que não dava a virada da bateria para o brasileiro.  Polêmicas a parte, Fanning venceu a competição, conquistou o tetra-campeonato em Bells (empatado com Slater) e agora está empatado com Filipe Toledo na liderança do ranking mundial.

12 de março de 2014

Gabriel Medina sai na frente na briga pelo título mundial de 2014.

 Gabriel Medina começa o ano como o numero 1 do mundo. Foto ASP/Sherman


Não teve para ninguém. O brasileiro Gabriel Medina começou o ano com força total e estreou com vitória já na primeira etapa do WCT 2014, evento que rolou na Gold Coast australiana. Com um surfe de manobras fortes, Medina venceu o local hero Joel Parkinson na grande final e começou o ano liderando o ranking mundial. Além de Medina, Adriano de Souza e Miguel Pupo também começam o ano entre os top 5 do ranking mundial da ASP.

Ao vencer o evento Medina fez história na Gold Coast como o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título do Quiksilver Pro Gold Coast (Jacqueline Silva, em 2004, foi a primeira brasileira a vencer na Gold Coast), a etapa de abertura do circuito mundial, e o segundo goofy footer a vencer nas direitas da Gold Coast. Isso tudo em seu primeiro campeonato na volta de sua contusão.

Na Austrália Gabriel Medina surfou como um guerreiro e venceu os maiores surfistas australianos em sua própria casa. Nas quartas Medina venceu o local hero e atual campeão mundial Mick Fanning, na semi Gabriel venceu a lenda do surf australiano Taj Burrow e na final venceu o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, também local da Gold Coast. Foi um arrastão brasileiro em praias australianas.

Joel Parkinson mais uma vez termina o evento como 2º colocado, mas surfou com grande maestria e foi um dos melhores surfistas de todo o evento.


Quem também brilhou foi Adriano de Souza, surfista que vem em uma grande fase. Depois de três excelentes atuações nas 3 etapas do circuito WQS, Mineiro acabou o evento na 3ª colocação, venceu Kelly Slater duas vezes seguidas e eliminou o 11 vezes campeão mundial do evento ao vencê-lo nas quartas-de-final. Mineiro só parou na semi, derrotado por um “imparável” Joel Parkinson. Mineiro lidera o ranking unificado e ocupa a 3ª posição no ranking do WCT 2014, empatado com o australiano Taj Burrow. A propósito, faz tempo que Slater não consegue vencer Mineiro.

 
A pentacampeã mundial Stephanie Gilmore começa o ano na liderança do ranking. Foto ASP/Cestari

ROXY PRO – Entre as meninas, a vencedora foi a pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore, que venceu a etapa pela 5ª vez na Gold Coast. A sul-africana Bianca Buitendag fez sua primeira final no WCT e ficou com a segunda colocação. Carissa Moore e Lakey Peterson ficaram com a 3ª colocação.
A próxima etapa do WCT acontece em Margaret River, Australia, de 2 a 13 de abril.



Resultado do Quiksilver Pro 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 CJ Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Miguel Pupo (Bra)


Resultado do Roxy Pro 2014

1 Stephanie Gilmore (Aus)
2 Bianca Buitentag (Afr)
3 Carissa Moore (Haw)
3 Lakey Peterson (EUA)


Ranking do World Tour 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
4 Adriano De Souza (Bra)
5 Mick Fanning (Aus)
6 Kelly Slater (EUA)
7 C.J. Hobgood (EUA)
8 Miguel Pupo (Bra)
9 Nat Young (EUA)
10 Josh Kerr (Aus)
11 Freddy Patacchia (Haw)
12 Mitch Crews (Aus)
13 Julian Wilson (Aus)
14 Michel Bourez (Tah)
15 Owen Wright (Aus)
16 Adrian Buchan (Aus)
17 Jeremy Flores (Fra)
18 Adam Melling (Aus)
19 Kolohe Andino (EUA)
20 Jadson André (Bra)
21 Travis Logie (Afr)
22 Dion Atkinson (Aus)
23 Tiago Pires (Por)
24 Jordy Smith (Afr)
25 Kai Otton (Aus)
26 John John Florence (Haw)
27 Filipe Toledo (Bra)
28 Sebastian Zietz (Haw)
29 Bede Durbidge (Aus)
30 Matt Wilkinson (Aus)
31 Alejo Muniz (Bra)
32 Aritz Aranburu (Esp)
33 Raoni Monteiro (Bra)
34 Brett Simpson (EUA)


5 de dezembro de 2013

ASP vai fechando o ano no Hawaii




Há poucos dias de começar o Pipeline Masters de 2013, a última etapa do circuito mundial, Kelly Slater e Mick Fanning prometem colocar muita expectativa e muita emoção nessa última etapa. Mick Fanning já está com uma das mãos no caneco e só um milagre pode tirar esse título de suas mãos. Mas há quem acredite em milagres, principalmente quando a disputa acontece em Pipe e quando o rival é o Kelly Slater, um dos melhores surfistas do mundo em Pipe. Mas Kelly tem que vencer o campeonato e torcer para que Fanning não chegue na semi. Caso contrário, esse será mesmo o terceiro título mundial do australiano. Tempeiro é o que não falta para essa etapa, que promete ser decidida somente nos últimos momentos. 

14 de dezembro de 2012

Joel Parkinson é o campeão mundial de surf de 2012.


O australiano Joel Parkinson foi declarado o campeão mundial de surf de 2012 quando o vice-lider do ranking, o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater perdeu, na semi-final do Pipe Masters, para o australiano Josh Kerr. 

Joel Parkinson, depois de quatro vices-campeonato, se torna um campeão mundial. A categoria, a experiência e a consistência de Parko foram enfim condecoradas. Hoje a festa vai ser grande no Hawaii e na Gold Coast.

13 de dezembro de 2012

Messias Felix e Yuri Gonçalves, Campeões 2012


Dois parabéns especiais aqui do SurfOnLine essa semana. O primeiro vai para o Messias Felix, que esse final de semana se tornou bi-campeão brasileiro de surf profissional (2009 e 20012). O cearense fez uma bela campanha e conquistou o título brasileiro de 2012. Campeão em Maresias (SP) e no Cupe (CE) e vice em São Francisco do Sul (SC), Messias Felix mais uma vez vai escrevendo seu nome na história do surf brasileiro.


Messias Felix (CE), Oakley Pro 2012, Praia Central de Balneário Camboriú (SC), Foto Basílio Ruy

O segundo parabéns vai para o jovem talento de Garopaba Yuri Gonçalves, que se tornou campeão catarinense de surf profissional de 2012. Com um surf forte e com belos aéreos na manga, Yuri levou o título de 2012 também nessa etapa realizada em Balneário Camboriú (SC). 

Yuri ainda está concorrendo no campeonato de vídeos MENTAL SESSION com uma sessão de surf muito boa. Confere (e vota) lá: http://mentalvideos.tv/player.aspx?id=2039



Parabéns ao Messias Felix e ao Yuri Gonçalves. Grandes Campeões de 2012.

20 de novembro de 2012

WCT 2012 - RETA FINAL




WCT 2012 NA RETA FINAL

É meus amigos, esse ano terá a grande decisão do circuito mundial no Hawaii. O WCT 2013 foi bastante competitivo e terá seu campeão coroado somente na última etapa, na rainha das ondas: Pipeline, North Shore, Oahu, Hawaii.

Depois de 9 etapas, somente Joel Parkinson (1º), Kelly Slater (2º) e Mick Fanning (3º)  ainda têm chances de conquistar o título mundial de surf de 2012.

Se Parko vencer, conquistará seu 1º título mundial.
Se Kelly vencer, esse será seu 12º título mundial.
Se Fanning vencer, será seu 3º título mundial.

Só para relembrar, o começou com a vitória (suspeita) de Taj Burrow em cima de Adriano de Souza na Gold Coast, Austrália; Mick Fanning venceu a segunda etapa, em Bells Beach, Austrália, em uma final (também suspeita) em cima de Kelly Slater; John John Florence venceu a 3ª etapa do ano, no Rio de Janeiro, em cima de Joel Parkinson; Kelly Slater venceu a 4ª etapa do WCT, em Fiji, em cima de Gabriel Medina; Mick Fanning surpreendeu e venceu a 5ª, em Teahupoo, Tahiti, em cima de Joel Parkinson; Kelly Slater venceu a 6ª etapa, em Trestles, Califórnia, em cima de Joel Parkinson; Kelly Slater venceu também a 7ª etapa, em Hossegor, França, em cima do wildcard Dane Reynolds; Julian Wilson venceu a 8ª etapa, em Peniche, Portugal, eu uma final (pra lá de suspeita) em cima de Gabriel Medina; E, finalmente, Taj Burrow venceu a 9ª e penúltima etapa do ano em Santa Cruz, Califórnia.

Joel Parkinson ainda não venceu nenhuma etapa em 2012, mas está liderando o tour com uma campanha bastante consistente. Parko foi um dos melhores em praticamente todas as etapas do ano, mostrando uma regularidade incrível.
Slater venceu três etapas (Fiji, Trestles e Hossegor) e está na 2ª colocação, com a vantagem de ter levado a decisão para o Hawaii, onde é sempre um dos favoritos. Mick Fanning venceu duas etapas (Bells e Teahupoo) e está um pouco mais atrás na briga pelo título.

Como foi divulgado no site WAVES: 
“Se Slater não chegar às quartas, Parko é campeão.
Se Parko terminar à frente de Slater, será campeão.
Se ambos pararem nas quartas, Slater é campeão.
Se ambos pararem nas semifinais, Slater é campeão.
Se Fanning ganhar o Pipe Masters, Slater não chegar à semi e Parko não chegar à final, Fanning é campeão.”

 
Kelly, Parko ou Fanning? Alguém arrisca uma aposta?

Só o que podemos adiantar é que em águas havaianas, o buraco é bem mais embaixo. E estamos carecas de saber que em Pipe todos ficam nervosos. As ondas são poderosas e perigosas, o crowd é insano e dificulta os treinos e a pressão do título na última etapa, tudo isso junto, dá um tempero todo especial à essa última etapa do ano. Sem falar que por pura "pressão havaiana", nessa etapa competem dezenas de havaianos que são especialistas em pipe e que podem jogar água na champagne dos favoritos.

Será que quem foi rei nunca perde a majestade?
Ou será que um rato vai roer a roupa do rei de pipe?

Todos poderemos acompanhar, ao vivo, a partir do dia 8 de dezembro, direto de Pipeline, Hawaii.




  
A ASP E O WCT 2013

Mais mudanças à vista no circo da ASP. Isso mesmo, a entidade que controla o nosso esporte, e que parece não saber muito bem o que fazer com o próprio esporte surf,Já mudaram o nome do tour e depois voltaram atrás, mudaram o sistema de rotação dos atletas e depois mudaram novamente. Mudaram os critérios de julgamento e continua errando muito mantendo um julgamento confuso e demasiadamente subjetivo. Agora, cansada de lidar com os problemas consequentes da crise mundial, que afetou as três empresas que controlam o circuito mundial, a ASP agora parece que vai privatizar privatizar um pouco mais o nosso esporte.

O surf, que já foi um esporte quase hippie, de contracultura, enriqueceu, ganhou certo status e virou um esporte profissional, com grande espaço na tv e na internet. O surf está “na moda” e cada vez mais caminhando para se tornar um esporte mais competitivo e com mais políticas envolvidas. Mas parece que ainda falta um pouco de direção e de competência na ASP. E faltam ideias novas. O tour hoje está desgastado, os eventos não mudam a décadas e os cartolas e juízes são os mesmos de sempre. Salvo as etapas da Nike e da Hurley, que fazem eventos mais criativos e com atrações realmente bacanas, o resto dos eventos tem o mesmo formato há muitos anos.

Dizer que a ASP é uma grande festa privada é chover no molhado. 
E como disse o próprio Kelly Slater: o surf virou um grande projeto de marketing, de mercado.

Com um carisma único, um apelo visual imenso e o maior atleta de todos os tempos, o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, o surf nunca teve tanto valor agregado e tantos praticantes como hoje. A audiência na web é gigantesca e o mercado clama por novidades nessa era criativa e digital em que estamos vivendo. Mas ainda temos um circuito mundial pouco criativo e completamente preso as mesmas marcas de sempre (Quiksilver, Billabong, Rip Curl). O problema é que a crise mundial, somada a uma má gerência do esporte, que há décadas atrás foi literalmente vendido para as “3 Grandes”, hoje está afetando a indústria do surf como nunca.

A Quiksilver, como sempre, vai muito bem. Mas a Billabong e a Rip Curl vem sofrendo com a crise mundial. A primeira continua em crise e a segunda está à venda. Existem rumores de que a Nike possa comprar a Billabong.

Como disse a Sara Sanz Pinto, no IOnLine Portugal: 
"A perturbação de personalidade existente no surf é transversal e afecta quase toda a comunidade. Os responsáveis pelas marcas querem mais lucros, mas não deixam as grandes multinacionais interessadas entrar no circuito nem cedem os direitos de transmissão a televisões generalistas, como na maioria dos desportos. Os atletas querem boas ondas mas também estão fartos de andar desterrados em locais remotos como o Taiti. Eles próprios têm vindo a transformar a sua imagem e hoje os rapazes – que até aos anos 90 tinham um ar cool e desligado – vestem-se quase como jogadores de futebol, segundo as últimas tendências urbanas, andam de iPhones e conduzem carros de primeira classe."

Outro assunto que ainda continua “no ar” é o antidoping. Essa operação de “limpeza” no tour, que deveria começar a ser implementado em 2012, continua longe de ser uma realidade no circuito mundial de surf. Ainda é bem comum ver atletas “aditivados”, embora todos literalmente ignorem a quantidade e a diversidade de drogas utilizadas por alguns dos atletas. E mesmo que esse antidoping estivesse funcionando bem em todas as etapas, a maconha e o álcool estão liberados para os “atletas” do circuito mundial da ASP. A operação limpeza já começou, mas em passos de tartaruga, e esse assunto ainda vai longe...

A grande novidade de 2013, que envolve as políticas e as transmissões do WCT, é que  a ASP anunciou que estaria fazendo uma parceria com a empresa de mídia ZoSea, grupo liderado por Terry Hardy, manager de Kelly Slater, e Paul Speaker, membro da diretoria da Quiksilver. Paul já havia tentado, em parceria com Kelly Slater e com a ESPN, implementar um rebel tour. A ZoSea também está por trás da Kelly Slater Wave Company. O legal é que se você procurar saber sobre a ZoSea na internet, você não vai achar nada.

A idéia dessa parceria é profissionalizar um pouco mais o esporte. A ZoSea pretende levar o surf para um número bem maior de pessoas, fazer eventos maiores e mais caros e com melhores premiações aos atletas. E nesse ponto, a idéia é boa. 

Como disse o Teco Padaratz certa vez no Congressurf:  “se um jogador de golfe, que corre o risco máximo de ser picado por uma abelha, durante um torneio, quando ganha um evento recebe um milhão de dólares. Um surfista que arrisca a vida surfando ondas pesadas, enfrentando bancadas afiadas e perigosas e tem que competir em águas infestadas de tubarões brancos, deveriam, no mínimo, receber uma premiação proporcional ao risco que correm."

Se bem que o Owen Wright ganhou U$ 300.000 para ganhar a etapa na "terra da mídia", New York, em ondas pequenas e fáceis, enquanto Slater ganhou U$ 75.000 ao vencer a etapa mais casca-grossa do século, em Teahupoo (ambas em 2011). Mas bem, isso já é outra história.

Voltando a ZoSea, a empresa teria os direitos de imagem dos eventos da ASP a partir de 2013 e já se fala em transmissões no sistema PAY PER VIEW, onde teríamos que pagar para ver os eventos online. Nesse sistema, a ZoSea contrataria um time exclusivo para todos os eventos do tour, o que seria bem melhor que esse sistema de “cada marca coloca seus funcionários para falar bem do evento”, que rola hoje em dia.

Também se fala em mais benefícios aos atletas, que passariam a ter fundos de pensão, seguro e algumas outras melhorias. Para os atletas, esse futuro parece mais promissor. 
Mas ao mesmo tempo, estaríamos privatizando o surf, que deixaria de ser um esporte gerido pelas três grandes marcas, para ser um esporte gerido por uma empresa de mídia.
Será esse o caminho certo? Será que estaríamos outra vez vendendo o surf, desta vez para uma empresa de mídia? O pessoal da ZoSea comandaria também o conselho da ASP? Sem falar que essa nova “gestão” da ASP, como disse o Julio Adler no SeriesFecham ao vivo dessa semana passada:  deixaria a Quiksilver, no mínimo, com uma influencia nunca antes alcançada junto a ASP. Ou não?

Sempre achei uma má idéia o surf ser gerido pelas marcas patrocinadoras, como vinha acontecendo. E sempre acreditei que o nosso esporte precisava é de uma entidade independente, que lutasse a favor do esporte, e não das marcas. Mas parece que ainda não é desta vez que o surf vai mudar de entidade privada para uma entidade maior, com mais estrutura, organização e com lealdade somente ao esporte.

Mas bem, 2013 vem aí e o que todos queremos, e torcemos, é que o circuito tenha mais e melhores ondas, eventos mais criativos, melhores transmissões pela web, julgamentos mais justos e mais dinheiro para os atletas. 




CALENDÁRIO 2013

A ASP também já divulgou o seu calendário de 2013. E ao contrário do que todos esperavam, não teremos muitas novidades no velho circuito mundial. Se você sonhava com etapas e ondas novas, com lugares exóticos e picos como Puerto, Indonésia e West Oz no tour, pode esquecer. Em 2013 teremos o mesmo circuito de sempre. Aliás, com uma etapa a menos e Jeffrey´s Bay infelizmente não volta para o tour no ano que vem.

As etapas de Saquarema (RJ) e Imbituba (SC), estão no calendário da ASP como eventos Prime, mas ainda precisam ser confirmadas. A etapa de Fernando de Noronha foi cortada do calendário Prime da ASP.

As premiações também não mudaram muito. Os valores aumentaram um pouco, mas muito pouco. As meninas é que se deram melhor. A premiação feminina melhorou um pouco mais e a categoria ganhou uma nova etapa com a inclusão de Margaret River no WCT 2013. 

Calendário do WCT Masculino em 2013
Quiksilver Pro Gold Coast – 2 a 13 de março
Rip Curl Pro Bells Beach – 27 de março a 7 de abril
Billabong Rio Pro – 8 a 19 de maio
Volcom Pro Fiji – 2 a 14 de junho
Billabong Pro Teahupo’o – 15 a 26 de agosto
Hurley Pro at Trestles – 15 a 21 de setembro
Quiksilver Pro France – 27 de setembro a 7 de outubro
Rip Curl Pro Portugal – 9 a 20 de outubro
Billabong Pipe Masters – 8 a 20 de dezembro

Calendário do WCT Feminino em 2013
Roxy Pro Gold Coast – 2 a 13 de março
Drug Aware Pro Margaret River – 16 a 24 de março
Rip Curl Women’s Pro Bells Beach – 27 de março a 1o de abril
NZ Surf Festival – 3 a 7 de abril (não confirmado)
Beachley Classic (não confirmado)
Rio Pro – 8 a 14 de maio
Roxy Pro Biarritz – 10 a 14 de julho (não confirmado)
US Open of Surfing – 22 a 28 de julho (não confirmado)

Eventos ASP Men's Prime no Brasil (eventos ainda não confirmados)
Coca-Cola apresenta Quiksilver Saquarema Prime - 20 a 26 de maio
Santa Catarina Pro, Imbituba (SC) - 21 a 27 de outubro 
Eventos ASP Men's Star no Brasil (evento ainda não confirmado)
Surf Eco Festival, Salvador (BA) - 2 estrelas - 26 a 28 de agosto

Eventos ASP Pro Junior no Brasil (eventos ainda não confirmados)
Mormaii Pro Junior, Imbituba (SC) -  3 estrelas no masculino e uma estrela no feminino - 12 a14 de julho
Hurley Pro Junior, São Francisco do Sul (SC) - 2 estrelas no masculino e uma estrela no feminino - 16 a 18 de agosto
Brazil Surf Eco Festival, Salvador (BA) - 3 estrelas no masculino e duas estrelas no feminino - 29 a 31 de agosto

Fontes: