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9 de abril de 2015

Baforadas





The Best surfers in the Best waves
Duas etapas já aconteceram no principal circuito mundial da World Surf League, ambas na Austrália. Uma na Gold Coast e outra em Bells. Duas etapas muito boas para os surfistas brasileiros, mas terríveis se formos analisar a qualidade das ondas. Os mais críticos dizem que estão escolhendo mal as ondas de abertura do circuito. Os mais místicos poderiam dizer que Netuno está contra a WSL. Independente da análise, o slogan “The Best surfers in the Best waves” até o momento parece uma daquelas propagandas enganosas.
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Globo e você, alguma coisa a ver?
A World Surf League anunciou essa semana uma parceria de transmissão por vários anos com a Globosat do Brasil, um acordo que pelo menos na teoria pode levar o surf a 50 milhões de telespectadores brasileiros. Como naquela máxima que diz que “quando o filho fica bonito, todo mundo quer ser o pais da criança”, a Globo aproveita o embalo do surf no Brasil com o título mundial mundial de Gabriel Medina em 2014 e com a atual liderança de Filipe Toledo no ranking mundial para garantir os direitos de transmissão no país. Como se trata da Globo, na internet há muito mais gente reclamando do oportunismo desta emissora do que elogiando a parceria. Pelo que ficamos sabendo, o mais provável que aconteça é que os canais Globosat não tem espaço em suas grades de programação e que eles repassariam os direitos para a ESPN, que é quem já vem transmitindo o surf com excelência há um bom tempo. Uma coisa é certa, a Globosat investiu uma boa grana na WSL, que pela primeira vez esse ano vê algum retorno financeiro em seu circuito. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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Rebel Tour ou Equal Tour?
Em 2010 o trio composto por Kelly Slater, seu empresário Terry Hardy e o ex-promotor de boxe Mat Tinley, tentou implantar o Rebel Tour, um circuito “rebelde” paralelo, composto pelos melhores 16 surfistas do mundo e realizado em ondas especiais. Era uma resposta de Slater e sua turma para o então circuito mundial, que  na época estava um pouco chato, desgastado e absolutamente controlado pelas três grandes marcas do esporte (Quiksilver, Billabong e Rip Curl). A ESPN faria o televisionamento, a premiação iria aumentar e o Rebel Tour seria o dono dos direitos de transmissão em vez das marcas patrocinadoras. Não fosse o Andy Irons, que na época mobilizou a maioria dos surfistas contra o "circuito do Kelly", a turma do Rebel Tour teria conseguido implementar o seu plano. pois bem, o tempo passou , Andy já não está mais entre nós e os tempos mudaram. O que vemos hoje na WSL é exatamente o Rebel Tour, afinal tem o Terry Hardy, tem um promotor esportivo (Paul Speaker) e tem os mesmos conceitos do antigo Rebel tour. Mas o que realmente mudou? Nada. A exemplo do que acontece na política tradicional, quando a oposição vira situação descobre que as coisas na verdade não são nada fáceis. As ondas perfeitas ainda não apareceram, os campeonatos continuam com um formato desgastado e chato e se continua buscando um patrocínio que traga lucros para a entidade (que nem é mais uma entidade, mas uma empresa privada). Sem falar que o tal circuito empolgante e midiático continua sendo o mesmo e desgastado circuito mundial da ASP.  E há quem diga que o circuito hoje está ainda masi chato.
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Alejo Muniz dentro da etapa de Margaret River
Enfim uma notícia boa para um cara merecedor. O catarinense Alejo Muniz foi convidado para participar do Drug Aware Margaret River Pro,  a terceira etapa do circuito mundial da WSL, que acontece em Margaret River, Austrália, de 15 a 26 de abril. Atual número 2 do QS, Alejo terá uma chance de novamente competir entre a elite e de conquistar valiosos pontos nesea etapa.
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O “dono” do surf mundial é também um poluidor dos mares?
O site Beachgrit.com (aquele que publica o que a mídia convencional não publica) foi quem fez a denúncia: Dirk Ziff, o milionário que atualmente é o “dono” da WSL, também é dono de uma concessão de óleo em Queensland que trará grandes danos a Grande Barreira de Corais e à vida marinha naquele importante santuário ecológico. O que ninguém entende (pelo menos nós surfistas) é como pode o maior investidor do surf mundial ser ao mesmo tempo o financiador de um esporte ecológico, saudável e que precisa da saúde das praias para continuar existindo e ao mesmo tempo um terrorista ecológico
Fontes: http://beachgrit.com/is-the-owner-of-wsl-an-ecological-terrorist/ e http://www.thefreeridevoice.com/2015/04/03/raw-and-the-cooked-the-goose-is-served-sir/
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A propósito, a WSL retirou suas transmissões do player do Youtube em passou a usar o Player do Akamai para esconder seus baixos números de audiência?

16 de agosto de 2013

Começa a 6ª etapa do Circuito Mundial em Teahupoo



Começou em Teahupoo, Tahiti, a 6ª etapa do circuito mundial da ASP.  O Tour chegou no Tahiti com Mick Fanning (AUS) na liderança do ranking, seguido por Kelly Slater (2º), Joel Parkinson (3º), Jordy Smith (4º), Taj Burrow (5º), Nat Young (6º) e Adriano de Souza na 7ª colocação. Teahupoo é o momento do funil. Quem se der bem nessa etapa, vai brigar pelo título mundial de 2013. Quem for mal aqui no Tahiti, vai lutar mesmo é pela classificação pro ano que vem.

O campeonato em Teahupoo teve início com ondas pequenas e demoradas, um “Tchoppinho”, mas as ondas estavam lá e renderam algumas boas notas.  Matt Wilkinson (AUS) marcou um 8.17. Jordy Smith (ZAF) marcou um 8.10 e depois pegou um tubo pra direita (6.77). Kolohe Andino (USA) começou a bateria com uma nota 9.00. O vice-campeão da triagem, Anthony Walsh (AUS), fez a primeira nota 10 do evento (e não passou a bateria). Joel Parkinson (AUS) marcou um 8.23. Kelly Slater (USA) marcou uma nota 8.50, Fred Patacchia (HAW) marcou um 8.17. Kieren Perrow (AUS) fez um 8.93 e Yadin Nicol (AUS) marcou um 9.07. CJ Hobgood um 8.17 e o havaiano John John Florence marocu um  9.07. No Round 2 Mick Fanning marcou 9.00; Nat Young marcou um 8.00, Anthony Walsh marcou um 8.50

O Round 1 foi finalizado e dentre os brasileiros somente Gabriel Medina se classificou direto para o Round 3. Mineiro, Pupo, Alejo e Filipe terão de lutar pela vaga no Round 2. 




Round 2 

Na primeira bateria do Round 2, o líder do ranking Mick Fanning, enfrentou o local Jocelyn Poulou e não teve muito trabalho para garantir a sua vaga. Ian Walsh (HAW) eliminou o australiano Taj Burrow ( entao 5º colocado do ranking), Anthony Walsh (AUS) eliminou o norte-americano Nat Young (número 6 do ranking) e, na última bateria do dia, Adriano de Souza e o tahitiano Alain Riou travaram um duelo bastante disputado, mas quem se deu melhor foi Alain Riou que venceu por 12.03 x 11.77. Adriano de Souza estava na 7ª colocação no ranking e agora tem seu caminho para o título mundial ainda mais complicado.

O primeiro dia do Billabong Pro não teve muito brilho. E nem muita onda. Rolou um certo frisson no 10 de Anthony Walsh e no final da bateria do Kelly, que se classificou com uma onda salvadora nos últimos segundos de sua bateria. 

Decididamente não foi aquele Teahupoo de ondas grandes que todo mundo gostaria de ver, mas já agilizou o cronograma da competição. O campeonato acabou paralisando após o término da 4ª bateria do Round 2 e deve recomeçar amanhã para a realização das baterias restantes da repescagem.

A maior média do dia foi de Kieren Perrow (16.60).

ROUND 1 RESULTS:
Heat 1: Bede Durbidge (AUS) 10.67, Patrick Gudauskas (USA) 10.63, Nat Young (USA) 3.13
Heat 2: Matt Wilkinson (AUS) 15.07, Taj Burrow (AUS) 13.80, Nathan Hedge (AUS) 10.00
Heat 3: Jordy Smith (ZAF) 14.93, Alain Riou (PYF) 11.33, Travis Logie (ZAF) 6.57
Heat 4: Joel Parkinson (AUS) 16.06, Kolohe Andino (USA) 15.17, Anthony Walsh (AUS) 14.83
Heat 5: Kelly Slater (USA) 14.00, Ian Walsh (HAW) 13.83, Brett Simpson (USA) 9.43
Heat 6: Fredrick Patacchia (HAW) 15.77, Mick Fanning (AUS) 10.60, Jocelyn Poulou (PYF) 8.80
Heat 7: Kieren Perrow (AUS) 16.60, Adrian Buchan (AUS) 10.60, Adriano de Souza (BRA) 10.00
Heat 8: Yadin Nicol (AUS) 14.07, Michel Bourez (PYF) 13.13, Kai Otton (AUS) 12.67
Heat 9: Gabriel Medina (BRA) 12.16, Alejo Muniz (BRA) 11.87, Josh Kerr (AUS) 11.37
Heat 10: C.J. Hobgood (USA) 13.50, Jeremy Flores (FRA) 13.27, Adam Melling (AUS) 11.10
Heat 11: John John Florence (HAW) 16.57, Julian Wilson (AUS) 11.17, Miguel Pupo (BRA) 2.17
Heat 12: Damien Hobgood (USA) 13.16, Filipe Toledo (BRA) 6.93, Sebastian Zietz (HAW) 2.60
ROUND 2 RESULTS:
Heat 1: Mick Fanning (AUS) 16.37 def. Jocelyn Poulou (PYF) 10.50
Heat 2: Ian Walsh (HAW) 12.40 def. Taj Burrow (AUS) 8.00
Heat 3: Anthony Walsh (AUS) 15.43 def. Nat Young (USA) 13.10
Heat 4: Alain Riou (PYF) 12.03 def. Adriano de Souza (BRA) 11.77
BATERIAS PENDENTES:
Heat 5: Michel Bourez (PYF) vs. Nathan Hedge (AUS)
Heat 6: Josh Kerr (AUS) vs. Patrick Guduaskas (USA)
Heat 7: Julian Wilson (AUS) vs. Alejo Muniz (BRA)
HEAT 8: Sebastian Zietz (HAW) vs. Adam Melling (AUS)
HEAT 9: Filipe Toledo (BRA) vs. Miguel Pupo (BRA)
HEAT 10: Jeremy Flores (FRA) vs. Brett Simpson (USA)
HEAT 11: Kai Otton (AUS) vs. Kolohe Andino (USA)
HEAT 12: Adrian Buchan (AUS) vs. Travis Logie (ZAF)


Fotos e videos no site oficial do evento:

28 de julho de 2013

Alejo Muniz vence o US OPEN




O catarinense Alejo Muniz venceu Kolohe Andino por 16.23 a 14.54 na final do evento e se consagrou campeão do VANS US OPEN OF SURFING.  O evento foi encerrado nesse domingo, em ondas de um metro, com séries demoradas junto ao píer.

Alejo mostrou foco, surf e muita determinação durante todo o evento. Seu surf se encaixou nas ondas de Huntington Beach e ele literalmente moeu as ondas que entraram. O US OPEN é um dos maiores campeonatos de surf do mundo e vencer esse evento, na casa dos americanos, não é para qualquer um. Alejo mostrou um surf potente e com manobras bem executadas e mereceu o título desse que é um dos campeonatos mais prestigiados do ano. Kolohe Andino, que é local em Huntington, foi humilde e reconheceu a vitória de Alejo. Ambos surfaram bem durante todo o evento. Essa vitória deve dar uma confiança extra pro Alejo, que parecia um pouco desmotivado com as competições.

A trajetória do campeão: Alejo passou sua primeira bateria na 2ª colocação no Round dos 96. No Round dos 48 passou novamente na 2ª colocação. No Round dos 24 Alejo venceu sua bateria em 1º, ganhando de Mitch Crews (AUS) e de Charles Martin (GLP). No Round dos 16, Alejo venceu o confronto contra Mitch Crews por 15.00 x 13.37. Nas quartas, Alejo venceu o norte-americano Nat Young por 13.64 a 5.83. Na semi, Alejo venceu o australiano Matt Banting por 14.00 x 11.50. E na grande final, Alejo venceu  Kolohe Andino (USA) por16.23 x 14.54.

Foi fraco e pseudo-profissional o webcast do evento, com locutores e comentaristas que, esquecendo do seu papel, narraram o evento como torcedores. E isso deixou o evento meio chato para quem acompanhou pela internet. Também chamou a atenção a grande quantidade de alcool, drogas e brigas durante o US Open. No youtube tem vários videos sobre os tumultos durante a etapa. Outro ponto que sempre vem a tona é: com tanta onda boa na California porque esse campeonato é sempre realizado nas merrecas demoradas do pier? Mas enfim, coisas da tradição americana dos eventos de surf.

Probemas e imperfeições à parte, a etapa Prime de HB foi boa para os brasileiros. Alejo venceu o evento, Mineiro foi até as quartas e Jadson André também fez uma grande apresentação em Huntington, e acabou na 9ª colocação.


Alejo Muniz na grande final. Foto: Mpu Dinani

Alejo garantiu os 100 mil dólares de premiação e 6.500 valiosos pontos no ranking da ASP. 
Na categoria feminina a vencedora foi a havaiana Carissa Moore.

 Alejo Muniz e Carissa Moore, os campeões do US OPEN 2013.


MASCULINO 
1 Alejo Muniz (Bra)
2 Kolohe Andino (EUA)
3 Matt Banting (Aus)
3 Bede Durbidge (Aus)
5 Adriano de Souza (Bra)
5 Michel Bourez (Tah)
5 Jordy Smith (Afr)
5 Nat Young (EUA)
9 Jadson André (Bra)
17 Alex Ribeiro (Bra)
17 Miguel Pupo (Bra)

FEMININO 
1 Carissa Moore (Haw)
2 Courtney Conlogue (EUA)
3 Tyler Wright (Aus)
3 Pauline Ado (Fra)
9 Silvana Lima (Bra)

Para quem perdeu o 2013 VANS US OPEN OF SURFING, os vídeos abaixo resumem bem esse evento de Huntington Beach.

DIA 3


DIA 4


DIA 5


DIA 6


DIA 7


DIA 8

US OPEN OF SURFING - AO VIVO!



Clique aqui e assista ao vivo!

 Conner Coffin foi o vencedor da Pro Junior Masculina. Foto: Michael Lallande

O local de Santa Barbara Conner Coffin (USA) e a sul-africana Bianca Buitendag venceram as categorias PRO JUNIOR do US OPEN nesse sábado no Pier de huntington Beach.

Podium Pro Junior. Foto: Michael Lallande


VANS US OPEN OF SURFING MEN’S PRO JUNIOR FINAL:
1 - Conner Coffin (USA) 15.77
2 - Carlos Munoz (CRI) 12.50
3 - Jake Halstead (USA) 8.60
4 - Ramzi Boukhiam (MAR) 7.80

VANS US OPEN OF SURFING WOMEN’S PRO JUNIOR FINAL:
1 - Bianca Buitendag (ZAF) 18.10
2 - Nikki Van Dijk (AUS) 16.20
3 - Tatiana Weston-Webb (HAW) 14.27
4 - Frankie Harrer (USA) 8.74


Adriano de Souza vem surfando muito e agora disputa a primeira bateria das quartas, contra o norte-americano Kolohe Andino. Foto: Michael Lallande

Nesse domingo serão coroados os campeões masculino e feminino do US OPEN. Adriano de Souza e Alejo Muniz estão nas quartas de final do evento. Adriano de Souza derrotou Jadson André (BRA) nas oitavas e agora enfrenta o norte-americano Kolohe Andino nas quartas. Alejo Muniz venceu Mitch Kews (AUS) nas oitavas e agora enfrenta o norte-americano Nat young.

13 de março de 2013

Kelly Slater vence na Gold Coast

Vida Longa ao Rei! Slater vence mais uma e já começa o ano na liderança do WCT 2013 - Foto: © ASP

Uma coisa é certa. Não mudou muita coisa no circuito mundial de surf.  Os juízes continuam errando demais, o antidoping continua sendo “história pra boi dormir” e Kelly Slater continua sendo o melhor surfista do planeta.  Parece até uma história sampleada.

SLATER VENCE NA GOLD COAST

Em 2012, Slater venceu três etapas do circuito mundial (Fiji, Trestles e França) e foi o surfista mais vitorioso do ano.  Kelly só não foi o campeão mundial do ano passado porque a ASP conseguiu levar Joel Parkinson ao seu primeiro título mundial, que foi campeão mundial sem vencer nenhuma etapa (quando venceu o Pipe Masters Parko já havia recebido o título). Esse título salvou Joel, que vinha amargurando com a fama de eterno vice, e salvou a Billabong, que praticamente falida, ganhou um pouco de oxigênio extra com o título do australiano. Foi também a despedida de ouro de uma entidade australiana. Mas bem, essa é apenas uma versão da história, o que interessa disso tudo, é que quem conhece Slater sabe que ele deve ter ficado com essa “espinha” trancada na garganta até agora.

Nessa quarta-feira, 13 de março, o mundo deu uma de suas voltas, e como disse nosso amigo português Diogo Alpendre, "o ano começou exatamente como acabou: Kelly Slater x Joel Parkinson". E nas ondas de Kirra, terra do australiano, Kelly Slater deu o troco em grande estilo e venceu de forma espetacular o australiano Joel Parkinson, que surfava em casa e com a torcida ao seu lado.  

Kelly venceu o primeiro evento do ano, e mandou seu recado para todos os outros competidores: Estou na briga pelo meu 12º título mundial.

Slater mais uma vez no topo do ranking - Foto: © ASP

O Quiksilver Pro Gold Coast abriu o WCT 2013 em grande estilo. Tivemos boas ondas em Rainbow´s Bay, ondas regulares em Snapper Rocks e, pela primera vez na história, as finais aconteceram (com boas ondas) em Kirra.

Kelly Slater, 41 anos de idade, 11 títulos mundiais, 52 vitórias no World Tour. No Quiksilver Pro Gold Coast, Slater somou 16.07 no Round 1 e venceu a dupla Kolohe Andino e Dane Reynolds dominando tranquilamente sua bateria.  Venceu o havaiano Dusty Payne no Round 3 com certa facilidade.  Somou 18.27 no Round 4 e venceu Bede Durbidge e Matt wilkinson. Nas quartas somou 18.03 e venceu o australiano Bede Durbidge. Na semi, Kelly deu uma virada espetacular em cima do surfista local Mick Fanning com notas 9.37 e 10.00. E na grande final, Kelly foi genial e não só venceu, como desestruturou o australiano Joel Parkinson, que na frente das câmeras ainda mandou um fuck para Slater. Kelly Slater está mais uma vez no topo do ranking.


Impressionante assistir como a energia de Slater abala até mesmo os melhores competidores. Na final Joel completou diversas ondas forçando seu estilo como quem pede desesperadamente por nota aos juízes. Depois do 9.83 de Slater, ainda antes da metade da bateria, Parko foi atingido pela "Maldição do Kelly", um mal que paralisa as pessoas desestruturando-as completamente cada vez que um sujeito careca aparece em seu caminho, e não consegui mais mostrar o seu surfe. O máximo que Joel consegiu fazer depois do 9.83 de Slater (que parece que só não foi 10 porque essa nota colocaria Joel Parkinson em combinação de ondas), foi esse momento feio e sem educação da foto abaixo onde Parko manda um "Fuck" para Slater na frente de lentes e câmeras de todo o mundo.

Momento "não sei perder" de Joel Parkinson. Foto: © ASP / Carey.


OS BRASILEIROS NO TOUR

O ano talvez não tenha começado tão bem quanto nossos atletas esperavam, mas certamente temos um bom time em 2013. 

Adriano de Souza, Raoni Monteiro e Willian Cardoso foram eliminados do evento surfando bem, mas sem vencer nenhuma bateria. Gabriel Medina, Alejo Muniz e Filipe Toledo acabarm perdendo seus confrontos do Round 3. 

O grande destaque entre os brasileiros foi o estreante Filipe Toledo, de apenas 17 anos de idade. Filipinho venceu as duas expression sessions do evento,uma com a melhor onda e outra com a melhor manobra e pegou excelentes ondas em suas baterias. 

JULGAMENTO

O julgamento da ASP continua deixando a desejar. Foram muitas as baterias onde a total falta de critério deu notas exageradas para alguns atletas, e logo depois, em ondas melhores, deunotas mais baixas. Quem acompanha o evento pelo twitter sabe que até mesmo os caras mais tarimbados da mídia e do esporte, profissionais que acompanham o tour há muitos anos, ficam sem entender as notas e critérios.





QUIKSILVER PRO GOLD COAST 2013
1.o: Kelly Slater (EUA) – 10.000 pontos
2.o: Joel Parkinson (AUS) – 8.000
3.o: Mick Fanning (AUS) – 6.500
3.o: Michel Bourez (TAH) – 6.500
5.o: Taj Burrow (AUS) – 5.200
5.o: Julian Wilson (AUS) – 5.200
5.o: Bede Durbidge (AUS) – 5.200
5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 5.200
9.o: Jeremy Flores (FRA) – 4.000
9.o: Travis Logie (AFR) – 4.000
9.o: Brett Simpson (EUA) – 4.000
9.o: Adam Melling (AUS) – 4.000
13: John John Florence (HAV) – 1.750
13: Gabriel Medina (BRA) – 1.750
13: Josh Kerr (AUS) – 1.750
13: Jordy Smith (AFR) – 1.750
13: C. J. Hobgood (EUA) – 1.750
13: Alejo Muniz (BRA) – 1.750
13: Kai Otton (AUS) – 1.750
13: Dusty Payne (HAV) – 1.750
13: Sebastian Zietz (HAV) – 1.750
13: Filipe Toledo (BRA) – 1.750
13: Nat Young (EUA) – 1.750
24: Adriano de Souza (BRA) – 500
24: Miguel Pupo (BRA) – 500
24: Raoni Monteiro (BRA) – 500
24: Willian Cardoso (BRA) – 500


HEAT REVIEW
Todas as baterias do evento podem ser assistidas na íntegra aqui:

5 de março de 2013

Quiksilver Pro Gold Coast



Com ótimas ondas de até um metro na série e muito boa formação em Rainbow Bay, Gold Coast, começou o Quiksilver Pro Gold Coast, a primeira etapa do 2013 World Championship Tour, evento que abre o circuito mundial na Australia. 


Alejo muniz e Gabriel Medina começaram bem e venceram suas baterias. Gabriel Medina nos instantes finais da bateria pegou uma onda salvadora e pulou de terceiro para primeiro, fazendo uma virada de mestre. Alejo ditou o ritmo de sua bateria e administrou bem a sua vantagem. Raoni Monteiro, Adriano de Souza, Willian Cardoso e Filipe Toledo perderam no round 1 e agora disputam a vaga na repescagem do round 2. Quem também foi parar na repescagem foi o atual campeão mundial, o australiano Joel Parkinson e o defensor do título do evento, o também australiano Taj Burrow.

Entre as meninas o nível também anda altíssimo e os duelos foram acirrados. Silvana Lima, a única brasileira no circuito mundial feminino acabou eliminada no Round 4 da competição. Foi um belo retorno de Silvana às competições.

O evento deve recomeçar nessa terça-feira, perto das 19 horas, horário de Brasília.


RESULTADOS - ROUND 1:
Heat 1: Bede Durbidge (AUS) 14.50, Raoni Monteiro (BRA) 12.70, Taj Burrow (AUS) 11.94
Heat 2: Travis Logie (ZAF) 18.20, Adriano de Souza (BRA) 17.10, Dusty Payne (HAW) 12.07
Heat 3: John John Florence (HAW) 15.00, Kai Otton (AUS) 14.80, Patrick Gudauskas (USA) 12.40
Heat 4: Mick Fanning (AUS) 17.24, Willian Cardoso (BRA) 14.57, Sebastian Zietz (HAW) 12.10
Heat 5: Kelly Slater (USA) 16.04, Kolohe Andino (USA) 15.73, Dane Reynolds (USA) 12.34
Heat 6: Matt Wilkinson (AUS) 17.76, Joel Parkinson (AUS) 17.73, Brent Dorrington (AUS) 15.37
Heat 7: Gabriel Medina (BRA) 15.67, Kieren Perrow (AUS) 14.97, Tiago Pires (PRT) 13.20
Heat 8: Alejo Muniz (BRA) 15.60, Nat Young (USA) 11.90, Josh Kerr (AUS) 10.13
Heat 9: Julian Wilson (AUS) 12.15, Adam Melling (AUS) 11.63, Damien Hobgood (USA) 11.40
Heat 10: Michel Bourez (PYF) 16.43, Owen Wright (AUS) 15.67, Filipe Toledo (BRA) 14.50
Heat 11: Brett Simpson (USA) 15.13, Jeremy Flores (FRA) 14.76, Adrian Buchan (AUS) 13.23
Heat 12: Jordy Smith (ZAF) 17.93, C.J. Hobgood (USA) 16.63, Glenn Hall (IRL) 15.07

PRÓXIMOS CONFRONTOS - ROUND 2:

Heat 1: Joel Parkinson (AUS) vs. Brent Dorrington (AUS)
Heat 2: Adriano de Souza (BRA) vs. Dane Reynolds (USA)
Heat 3: Taj Burrow (AUS) vs. Willian Cardoso (BRA)
Heat 4: Josh Kerr (AUS) vs. Patrick Gudauskas (USA)
Heat 5: Owen Wright (AUS) vs. Dusty Payne (HAW)
Heat 6: Jeremy Flores (FRA) vs. Raoni Monteiro (BRA)
Heat 7: C.J. Hobgood (USA) vs. Tiago Pires (PRT)
Heat 8: Adrian Buchan (AUS) vs. Nat Young (USA)
Heat 9: Damien Hobgood (USA) vs. Adam Melling (AUS)
Heat 10: Kieren Perrow (AUS) vs. Filipe Toledo (BRA)
Heat 11: Kai Otton (AUS) vs. Glenn Hall (IRL)
Heat 12: Sebastian Zietz (HAW) vs. Kolohe Andino (USA)

25 de fevereiro de 2013

Joel vence e Alejo é vice em Newcastle

Joel Parkinson venceu o 2013 Toyota Burton Pro Newcastle e Alejo é o vice-campeão da primeira prova 6 estrelas de 2013. Joel venceu Alejo na bateria final por 15.43 a 12.13. Talvez tenha faltado uma onda para o Alejo, mas a verdade é que ele mostrou um surf bem consciente e maduro em Newcastle. E só perdeu para o atual campeão mundial. Joel e Alejo começam o ano mostrando que estão 100% preparados para o WCT 2013.


Final: 
Joel Parkinson 15.43, Alejo Muniz 12.13

Semifinais:
Semi 1: Joel Parkinson (AUS) 14, Keanu Asing (HAW) 13.13
Semi 2: Alejo Muniz (BRA) 15.67, Julian Wilson (AUS) 15.67

Quartas de Final:
1: Joel Parkinson (AUS) 15.03, Damien Hobgood (USA) 9
2: Keanu Asing (HAW)13.5, Dion Atkinson (AUS)8.17
3: Alejo Muniz (BRA)16, Nick Squeirs (AUS)7.5
4: Julian Wilson (AUS)18.20, Willian Cardoso (BRA) 7.87

25 de novembro de 2012

Sebastien Zietz vence o Reef Hawaiian Pro


O garoto do Kauai Sebastien Zietz venceu nesse sábado, 24 de novembro, o Reef Hawaiian Pro, ASP Prime de Haleiwa, Hawaii, a primeira etapa da Tríplice Coroa Havaiana 2012. Com a vitória o havaiano conquistou os 40 nil dólares de premiação e a classificação para o WCT 2013.

O brasileiro Alejo Muniz também fez a final do evento e acabou na 4ª colocação, uma belíssima participação de Alejo em Haleiwa. Freddy P., que finalizou o evento na 3ª colocação, também vai conquistando sua vaga na elite em 2012.






Resultados do Reef Hawaiian Pro 2012

1 Sebastien Zietz (Haw)
2 John John Florence (Haw)
3 Fred Patacchia (Haw)
4 Alejo Muniz (Bra)
5 Sunny Garcia (Haw)
5 Bede Durbidge (Aus)
7 Kolohe Andino (EUA)
7 Tom Whitaker (Aus)
9 Jeremy Flores (Fra)
9 Matt Wilkinson (Aus)
9 Ezekiel Lau (Haw)
9 Perth Standlick (Aus)
13 Jadson André (Bra)
13 Dusty Payne (Haw)
13 Cory Lopez (EUA)
13 Brett Simpson (EUA)







O G-10 do ASP World Ranking 
(quem está subindo para a elite em 2013)

1 Kolohe Andino (EUA) 22.095
2 Glenn Hall (Irl)  18.525
3 Sebastien Zietz (Haw) 18.280
4 Filipe Toledo (Bra) 16.700
5 Nat Young (EUA) 16.165
6 Fred Patacchia (Haw) 15.775
7 Tiago Pires (Por) 15.530
8 Brett Simpson (EUA) 15.310
9 Patrick Gudauskas (EUA) 15.030
10 Willian Cardoso (Bra) 14.820

Os próximos ´da lista:

11 Kieren Perrow (Aus) 14.254
12 Jean da Silva (Bra) 14.187
13 Heitor Alves (Bra) 13.987
14 Raoni Monteiro (Bra) 13.900

15 Nathaniel Curran (EUA) 12.497
16 Nathan Yeomans (EUA) 12.454
17 Granger Larsen (Haw) 12.330
18 Wiggolly Dantas (Bra) 12.320
19 Brian Toth (Pri) 12.182
20 Adam Melling (Aus) 10.807
21 Hizunomê Bettero (Bra) 10.715


( Fonte: Site WAVES)

6 de novembro de 2012

O'Neill Coldwater Classic 2012

Round 3 e Round 4 finalizados em Steamer Lane, Santa Cruz.

O líder do ranking, Joel Parkinson, já está garantido nas quartas de final e a um passo de eu primeiro título mundial.

O vice-líder (e especialista em acabar com a festa dos vices) Kelly Slater perdeu no Round 4 mas ainda tem uma chance no Round 5, onde enfrentará Adriano de Souza (um cara que gosta de acabar com a festa do Kelly).

Gabriel Medina, Alejo Muniz, Raoni Monteiro e Adriano de Souza perderam no Round 4, mas terão nova chance no Round 5.

As baterias do Round 5:

1 - Gabriel Medina (Bra) x Alejo Muniz (Bra)
2 - Raoni Monteiro (Bra) x Travis Logie (Afr)
3 - Michel Bourez (Tah) x Damien Hobgood (EUA)
4 - Kelly Slater (EUA) x Adriano de Souza (Bra)

Acompanhe o evento ao vivo, a partir das 13 hs, horário de Brasília aqui:




5 de novembro de 2012

O'Neill Coldwater Classic 2012


Está rolando na Califórnia o O´NEILL COLDWATER CLASSIC, a penúltima etapa do WCT 2012. Realizado no cultuado point de Steamer Lane, Santa Cruz, berço do surf na Califórnia e também a casa da O´Neill, a patrocinadora do evento.

Com ondas de 1 metro e séries um pouco maiores, foram para a água as baterias do Round 2 e as primeiras 8 baterias do Round 3.

Gabriel Medina, Alejo Muniz e Raoni Monteiro surfaram muito bem e já estão classificados para o Round 4.  Adriano de Souza ainda aguarda sua bateria para disputar a vaga para o Round 4.

Heitor Alves (Round 2), Miguel Pupo (Round 2) e Jadson André (Round 3) não tiveram a mesma sorte e acabaram eliminados da competição.

Mick Fanning e John John Florence, números 3 e 4 do ranking, na penúltima etapa do ano, escorregaram. Perderam suas baterias e caíram fora da disputa ainda na repescagem do Round 2. Fanning foi eliminado pelo brasileiro Jadson André e John John foi eliminado pelo australiano Matt Wilkinson. Bom pro Mineiro, que agora só depende dele para melhorar sua posição no ranking.

Ver o Rat Boy numa bateria contra o Kelly Slater foi um momento bacana desse evento. O ídolo local, aerealista do anos 90, contra o Kelly “Rumo ao 12°” Slater. Essa bateria foi, no mínimo, inusitada.

Como de costume, o julgamento deixou uma dúvida no ar. Na bateria de Taylor Knox contra Gabriel Medina os juízes estavam nitidamente favorecendo o surf mais conservador do Taylor Knox em vez do surf mais radical e acrobático de Gabriel Medina. Não fosse um grande e fantástico aéreo nos segundos finais do confronto, os juízes passariam o americano, o que eria um reultado, no mínimo, míope.

O evento deve recomeçar hoje, por volta da 13 hs com as baterias pendentes do Round 3.


Todas as baterias podem ser analisadas, onda a onda, no HEAT ANALYSER

Fotos: O´NEILL COLDWATER CLASSIC



Adriano de Souza disputa hoje por uma vaga no Round 4. Com as derrotas de Mick Fanning e John John Florence, Adriano só depende dele para subir importantes degraus na briga pelo título mundial de 2012.

 Raoni Monteiro, como sempre, surfou como um guerreiro. Venceu Jordy Smith no Round 3 e já está classificado para o Round 4, uma fase onde ninguém perde. E vamos falar a verdade: nessa volta de leão, Raoni vem desbancando grande nomes do surf mundial. E está sem patrocínio...

 Alejo Muniz vem motrando um surf consistente. Venceu Miguel Pupo no Round 2 e Bede Durbidge no Round 3. Alejo Muniz agora enfrenta Joel Parkinon e o brasileiro Raoni Monteiro no Round 4.

 Gabriel Medina teve que voar alto para lembrar os juízes dos ítens inovação e radicalidade, que deveriam ser critérios importantes no julgamento de todas as baterias, segundo a ASP. 

 Kelly Slater, rumo ao 12°?

Joel Parkinon, o líder continua vivo, e pode ser campeão ainda nessa etapa.

teto



O'Neill Coldwater Classic 2012.
Round 2 e as primeiras 8 bateria do round 3 finalizadas.