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23 de setembro de 2019

O SURF BRASILEIRO FALIU?



Uma viagem ao tempo e um questionamento sobre problemas atuais: 
porque os circuitos nacionais quase não existem mais? 
O que acontece com o surf brasileiro?


Foi com essa pergunta, reta e direta, que a Revista Hardcore lançava, em abril de 96, uma edição de aniversário polêmica, preocupada e provocativa. A Hardcore na época completava 7 anos e ainda era a caçula entre as publicações nacionais. O momento era de crise, o Brasil vivia sob o governo de FHC e as marcas de surf no Brasil começavam a puxar o bico quando o assunto era patrocínio. Claro que o surf não estava falido. Em 96 haviam três revistas especializadas, todas com diversos anunciantes, as marcas investiam em patrocínios e os grandes eventos aconteciam. A intensão da revista, em sua matéria de capa, me parece que foi a de mostrar que o surf brasileiro precisava de organização, de planejamento e de algumas boas discussões.

Leia o texto completo direto na Revista Hardcore:

21 de maio de 2013

O artigo deletado do Surfline


Para quem não viu, o 'aclamado" site Surfline publicou um artigo pra lá de preconceituoso falando da atuação dos brasileiros no WT do Rio. Um artigo tão pobre e tão ridículo, que foi deletado do site em menos de 24 horas após a sua publicação. Felizmente essa matéria escrita por um indivíduo de idéias pobres, não escapou dos olhares atentos da galera do Inertia. E assim se vão anos e anos de puro preconceito em relação aos que não são americanos, havaianos ou australianos no tour da ASP. É triste, mas é verdade.
Quem quiser, pode ler direto no site da Inertia: http://www.theinertia.com/business-media/a-deleted-article-and-the-harmful-misrepresentation-of-brazilian-surfers/


A Materia que foi Excluída e os Perigos da Má Interpretação Sobre os Surfistas Brasileiros
Terça-Feira, 21 de Maio, 2013


Se você estava conectado como eu ao site Surfline.com ontem à noite para ler a cobertura do último dia do Billabong Rio Pro, você deve ter ficado surpreso ao encontrar uma estranha matéria sobre o comportamento dos surfistas brasileiros no campeonato. 

A matéria escrita por Matt Pruett se mostrou tão incendiária que logo foi retirada do site ontem à noite mesmo após os fóruns de discussão terem bombado com comentários condenando a mesma. Nas legendas, há uma nota: Nota do Editor: Após avaliar o feedback dos leitores, por deliberação interna, decidimos que a melhor maneira de contar a história da vitória de Jordy no Rio é com fotos e legendas. Fique atento para o próximo Power Rankings do Surfline relatando o desempenho individual de cada atleta do evento.

Claramente, algo estava estranho. Deixe-me explicar. Talvez o mais impressionante sobre a matéria, foi a maneira como ele tentou mascarar o preconceito fazendo uma analogia; bom policial / mau policial, primeiro, reconhecendo e abominando os estereótipos, para então autilizar os mesmos velhos estereótipos para justificar seus argumentos. Esta não éra uma matéria investigativa destinada a instigar as verdades duras ou o debate aberto. Os argumentos exigiriam um conhecimento da cultura e da história brasileira, assim como a maneira que funcionam estes estereótipos. Dito isto, não se pode qualificar a matéria como "racista" até porque "brasileiro" não é uma raça e sim uma nacionalidade. Esta retórica é impensada e discriminatória, proveniente do imperialismo cultural que (intencionalmente ou não) serve para demonizar uma classe ou tipo de pessoas, enquanto sutilmente justifica e valoriza outra. Eu não vou desperdiçar vosso tempo detalhando cada falsa acusação que Pruett fez, mas eu gostaria de destacar o que está escondido nas subliminares. Na matéria, ele pergunta retoricamente: "Então, por que os brasileiros têm tanta dificuldade em enterrar os estereótipos?" Pruett passa a responder à sua própria pergunta, descrevendo a forma como alguns surfistas se comportaram no último dia do Billabong Rio Pro.

Existem dois níveis de raciocínio falso neste argumento. O primeiro é que a responsabilidade recai sobre os brasileiros de alguma forma por quererem sempre provar aos outros que merecem respeito e valores iguais - presumivelmente Pruett e os outros literarios do surfe na América e na Austrália - os consideram como uma classe diferente da deles sem achar que isso seja um estereótipo. A segunda é a que determina que seria humanamente possível qualquer indivíduo estar isento de estereótipos. A definição de um estereótipo é; uma generalização grosseira com base em uma falsa correlação entre comportamento e biologia. Um indivíduo não pode provar nada com base em uma generalização (que é feita sobre o coletivo) nem pode provar ou refutar algo que é baseado em uma falácia. Pruett realmente se mostra quando escreveu que Adriano de Souza foi o "surfista mais comportado e humilde na praia." Então, por que esse comportamento não desmente seu próprio estereótipo? Porque, para aqueles fixados em suas crenças, sempre haverá casos que eles possam utilizar para justificar sua visão de mundo. Filipe Toledo e Gabriel Medina, por exemplo, não surfaram e não se comportaram nos níveis exigidos de contenção protestante e subserviência que Pruett esperava de alguém que não seja de Orange County, Sydney, ou de outras cidades de surfe da costa leste Americana. Preconceito, você vê, é como acreditar na existencia do Abominavel Homem das Neves. 

Não importa quantas evidências existam de que esse ser não existe, os verdadeiros crentes sempre irão encontrar "provas" que possam apoiar suas ilusões, porque eles querem encontrá-las a qualquer custo. Cientistas que conduzem experimentos, a fim de obter um conjunto de resultados desejados são chamados de charlatões. A parte que realmente féde de tudo isso é o duplo padrão aparentemente inconsciente utilizado para descrever os brasileiros. Quando Gabriel Medina surfa em sua bateria com um fervor competitivo a la Slater, ele é rotulado como muito ansioso e desrespeitoso. Quando Felipe Toledo exibe paixão e competitividade, que nos remete ao saudoso Andy Irons, ele é então considerado banal e pomposo. A questão não é o que os brasileiros dizem ou não dizem, é que, em vez de serem consideradas reações individuais de cada atleta, as reações são vistas e fortemente implícitas como sendo "o comportamento brasileiro." Se você assistir a qualquer uma das baterias do Billabong Rio Pro que ainda estão disponiveis on demand no site da Billabong, fica notável que esses argumentos são categóricamente falsos. Estou tão cansado de ouvir sempre a mesma velha conversa sobre os brasileiros e por que eles supostamente agem de determinadas maneiras. Minha teoria é que o assunto é muito menos sobre o comportamento real de muitos brasileiros e muito mais sobre o medo, frustração e desilusão dos criadores de opinião do mundo do surfe que estão testemunhando o esporte que amam tanto, passar por uma forte revolução gerada a partir de sua própria explosão demográfica. Vocês devem perguntar por que eu estou escrevendo uma critica tão dura e detalhada sobre uma matéria que relatava o comportamento brasileiro e que já foi excluida do site. A razão é que, independentemente da matéria de Pruett estar publicada em um site de renome ou arquivada em alguma pasta velha de seu computador, as idéias contidas nele, há muito tempo vem infectando o mundo do surfe. 

O fato ainda mais grave, é que o artigo de Pruett chegou a ser publicado. Não podemos esquecer que essas idéias flutuam entre todos nós. Nós não podemos erradicá-las ou apenas reconhecê-las como meia verdade. Temos que nos erguir como sociedade, como muitos já o fizeram em fóruns do Surfline, e deixar claro que não vamos tolerar mais isso. Eu não tenho nenhuma ligação pessoal com os brasileiros, alem da sensação de que todas as vezes que pessoas de pele escura e traços "étnicos" participam de um evento dominado por uma cultura de tez mais clara "anglo-saxonica", prevalece sempre uma olhar suspeito, uma ar hostil e preconceituoso ondeem cada advertência, esconde-se o pressuposto de que, com base em minhas características biológicas inatas, eu não pertenço a este grupo. 

Cada vez que um brasileiro é criticado por alguma violação arbitrária de regras de conduta veneráveis como: ser muito expressivo, ou competir com demasiada paixão, eu ouço um unico discurso: "Você está praticando o nosso esporte, e você terá que se submeter a nossas regras." Se Pruett e Surfline realmente acreditam nisso, e se tiverem retirado o artigo de Pruett apenas para se livrar de maiores problemas, enquanto eles ainda realmente apoiam as ideias subjacentes, então essa conversa se encerra aqui. 

Ninguém nunca mais vai mencionar brasileiros na Surfline novamente, e a cultura vai manter sua atual cepa de surdo fanatismo. Mas se eles realmente não endossam a questão, e eu gostaria de acreditar que realmente eles não a endossam, então terão a oportunidade de iniciar um diálogo real. Talvez com um pedido de desculpas. Todos estão sucetiveis a erros e acertos, mas já é hora dos formadores de opinião do mundo do surfe se levantarem denunciarem a intolerância.

Traduzido por: Isaac Achê 



Eis aqui a matéria original do Surfline, enviada pelo nosso amigo Vinicius maciel






11 de dezembro de 2011

Kieren Perrow vence o Pipe Masters e ASP fecha o circuito mundial de 2011 com chave de ouro.


Swell épico em Pipeline!

Gabriel Medina, mostrou surf de gente grande e conquistou
o respeito da comunidade internacional


Parece mentira, mas já acabou o ano.
2011 passou voando tão rápido quanto os aéreos do Medina.

As 11 etapas do tour da ASP também voaram. Fazendo uma retrospectiva bem rápida desse ano que está acabando, tivemos o 11° título mundial de Kelly Slater, duas etapas com ondas bizarras em Teahupoo e em Pipeline, duas vitórias de Adriano de Souza e duas vitórias do Gabriel Medina. Isso sem falar na demissão do presidente da entidade por causa do papelão da contagem de pontos que culminou na coroação precoce do 11° título de Slater. E detalhe, quem detectou o erro e avisou a ASP foi o próprio Kelly Slater.

Mas o melhor de 2011, pelo menos para nós, tupiniquins, foi mesmo o pé na porta que o surf brasileiro deu no circuito mundial. Com todo o respeito aos surfistas dos outros países, mas em 2011 o show também foi nosso.

No mundo dos loirinhos bem patrocinados, nunca antes tivemos uma dominância tão grande no circuito mundial; nunca vencemos tantas etapas no mesmo ano; e nunca tivemos a grande mídia internacional falando bem de nossos atletas como agora. Adriano de Souza esse ano brigou pelo título mundial e Gabriel Medina, em seu primeiro ano no tour, terminou 2011 como Top 5 do mundo!!! Isso que ele entrou no World Tour depois da metade do ano (em setembro)!

Finalizamos 2011 com Gabriel Medina como TOP 4, Adriano de Souza como TOP 6, Alejo Muniz TOP 10, Heitor Alves TOP 16, Miguel Pupo TOP 17, Raoni Monteiro TOP 21 e Jadson André como top 27. Um belíssimo ano para o surf brasileiro.

E falando em tour, nesse sábado, 10/12, terminou o Pipeline Masters, evento vencido pelo australiano Kieren Perrow. E verdade seja dita, o evento de Pipe foi bombástico. Ondas de 12 a 15 pés quebravam assustadoramente grandes na bancada mais famosa do Hawaii. Se alguém pensava que Gabriel Medina só sabia dar aéreos, quebrou a cara. O nosso moleque de ouro mostrou coragem, atitude e sintonia com o oceano. Medina, logo em seu primeiro evento em Pipe, conquistou a 5ª colocação no evento mais desejado do mundo.

Outro que fez bonito foi o americano John John Florence. JJ não ganhou o evento mas foi quem fez o melhor surf nessa ediação do Pipe Masters. Na bateria final, Kieren Perrow (AUS) venceu Joel Parkinson (AUS) e se sagrou o grande Pipe Master de 2011. E o havaiano John John foi declarado campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Um evento que não será facilmente esquecido.

Veja um pouco do que rolou nessa última etapa do ano nos vídeos abaixo:

Pipeline Masters 2011 - ÉPICO!!!!!






ASP World Ranking 2011 (fonte: site Waves)

1 Kelly Slater (EUA) – 64.200 pontos
2 Joel Parkinson (Aus) – 52.100
3 Taj Burrow (Aus) – 48.700
4 Gabriel Medina (Bra) – 47.020
5 Owen Wright (Aus) – 46.150
6 Adriano de Souza (Bra) – 45.900
7 Julian Wilson (Aus) – 43.945
8 Jordy Smith (Afr) – 42.100
9 Michel Bourez (Tah) – 38.100
10 Alejo Muniz (Bra) – 38.050
11 Josh Kerr (Aus) – 37.370
12 Damien Hobgood (EUA) – 33.220
13 John John Florence (Haw) – 32.805
14 Mick Fanning (Aus) – 30.600
15 Jeremy Flores (Fra) – 30.320
16 Heitor Alves (Bra) – 30.145
17 Miguel Pupo (Bra) – 30.055
18 Adrian Buchan (Aus) – 27.030
19 Kieren Perrow (Aus) – 27.000
20 Bede Durbidge (Aus) – 26.900
21 Raoni Monteiro (Bra) – 25.660
22 Brett Simpson (EUA) – 25.650
23 Adam Melling (Aus) – 25.450
24 Kolohe Andino (EUA) – 25.245
25 C. J. Hobgood (EUA) – 24.550
26 Tiago Pires (Por) – 24.450
27 Jadson André (Bra) – 23.640
28 Matt Wilkinson (Aus) – 23.600
29 Patrick Gudauskas (EUA) – 23.020
30 Dusty Payne (Haw) – 22.505
31 Travis Logie (Afr) – 22.325
32Taylor Knox (EUA) – 21.900


12 de outubro de 2011

Medina vence seu primeiro evento na elite!



Gabriel Medina, 17 anos, apenas dois eventos no tour e já venceu o seu primeiro campeonato no circuito mundial de surf profissional. O mais jovem surfista do World Tour arrasou com todos seus oponentes e venceu de forma esmagadora o Quiksilver Pro France 2011, a oitava etapa do World Tour da ASP, encerrada nessa quarta-feira em Hossegor, França.

Depois de ser roubado (na cara dura) no Round 4 pelos juízes da ASP, que deram de presente ao Kelly Slater (como se ele precisasse) uma bateria onde o surf de Gabriel Medina foi muito superior, Medina resolver dar o troco. Mal sabia o careca (que na verdade não teve culpa alguma), que a vingança viria rápida e fulminante.

Nas quartas, Medina (17) deu a melhor resposta possível ao Kelly (39) e aos juízes: surfou duas vezes mais do que Slater e mandou o carece pra casa precisando de numa humilhante combinação de ondas. Na semi, e no embalo, Medina detonou o melhor amigo de Slater, o também norte-americano Taylor Knox (40). Taylor que nada teve a ver com a confusão, também foi embora precisando de uma humilhante combinação de ondas. Nem Kelly e nem o Taylor, fizeram sequer cócegas no determinado Gabriel. Na final, Medina venceu de virada o inspirado australiano Julian Wilson, que começou a bateria surfando muito bem e mandando manobras fortes e aéreos precisos. Na última onda da bateria Medina lançou um primeiro aéreo no outside, uma batida na conexão e mais um aéreo no inside e venceu de virada o seu primeiro evento na elite profissional. Um feito fantástico e histórico desse jovem surfista que já é a maior promessa brasileira ao título mundial.

Frio, calmo e extremamente talentoso, aos 17 anos de idade Medina já coleciona títulos fantásticos para um surfista tão jovem: Foi o mais jovem surfista a vencer uma etapa WQS, foi campeão mundial sub-16 (com duas notas 10 na final), venceu o 6 estrelas de Imbituba (SC) arrasando com todos os seus adversários, venceu as categorias Pro Junior e Profissional no 6 estrelas da França, e agora, participando de seu segundo evento pelo WT, Medina consegue a sua primeira vitória. Aos que acham que estou exagerando, peço que me desculpem, mas ninguém no mundo fez isso tudo com tão pouca idade. E ninguém no mundo está colocando tanta pressão nos tops mundiais como o nosso garoto de ouro. Medina é um fenômeno do esporte e tem tudo para ser um grande campeão mundial. Gostem os gringos ou não.

O catarinense Alejo Muniz também fez uma grande apresentação na França. Alejo apresentou um surf moderno e bastante maduro e só parou nas quartas de final, quando foi derrotado pelo sul-africano Jordy Smith. Alejo terminou o evento na 5ª colocação.

A próxima etapa do tour acontece em Peniche, Portugal, de 15 a 24 de outubro.

Veja mais direto no site do evento: http://quiksilverlive.com/profrance2011/

Resultado do Quiksilver Pro France 2011

1 Gabriel Medina (Bra)2 Julian Wilson (Aus)
3 Taylor Knox (EUA)
3 Jordy Smith (Afr)
5 Alejo Muniz (Bra)5 Kelly Slater (EUA)
5 Taj Burrow (Aus)
5 Michel Bourez (Tah)
9 Miguel Pupo (Bra)
13 Jadson André (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)
25 Adriano de Souza (Bra)


Abaixo algumas fotos e vídeos do fenômeno Gabriel Medina, o rei da França:














13 de setembro de 2011

Mais profissionalismo, por favor

Por: Dadá Souza

Profissionalismo é o que diferencia os bons dos amadores. E respeito, uma atitude ás vezes meio escassa diante do surf brasileiro, que há tempos vêm merecendo mais reconhecimento, respeito e visibilidade. Tenho toda admiração, reconhecimento e respeito pelos que fizeram o surf competição até hoje e os tenho todos como ídolos eternos do surf nacional, mas nunca o surf brasileiro esteve tão em alta, com talentos tão trabalhados e lapidados como agora. O Brasil está bem no ranking mundial, nossa "seleção brasileira" mostrando resultado, estilo e inovação. Isso é fato. Mas cadê o respeito e a consideração? Fazer um vídeo "brazilian domination" com os brasileiros surfando bem na merreca a ASP faz, mas e o resto do ano? Quem acompanha os eventos da ASP pela internet e sempre abre os heats on demand da vida, sabe bem que raramente se vê um vídeo com as boas ondas dos brasileiros nos vídeos do dia. Boas ondas e manobras simplesmente somem na hora da edição. E isso vale para as fotos e para os vídeos. Já a atuação de alguns americanos e australianos são mais valorizadas e frequentemente recebem vídeos extras com a onda do dia, a manobra do dia, etc. Noto que existe um silencioso movimento na ASP que "seleciona" e edita o que vai (e o que não vai) para o site e para o público. E esse movimento as vezes parece que faz pouco da participação brasileira no circuito mundial, que sempre foi dominado por havaianos, americanos e australianos.

Também me chama a atenção o quanto se troca ou se erra os nomes de nossos atletas. Trocar o nome de um atleta reconhecido internacionalmente pode significar falta de atenção, falta de informação ou até uma certa falta de respeito, todas elas bem fora dos parâmetros que se espera de um trabalho profissional. Mas é o que frequentemente acontece.

Da mídia especializada tenho certeza de que falta de informação não é, já que os surfistas brasileiros estão bem no ranking e fazendo grandes baterias e eventos no circuito mundial de 2011. Da grande mídia já estamos até acostumados a erros grosseiros por falta de compreensão sobre o esporte e a cultura surf. Há tempos essa "grande mídia" simplesmente ignora a participação ou os feitos de nossos atletas nos circuitos brasileiro e mundial. O surf continua sendo um esporte para colocar no pano de fundo de uma novela ou anúncio. Não fosse o dedicado e fiel trabalho que fazem os canais ESPN e Woohoo, o surf esporte e a cultura surf não existiriam hoje na TV brasileira. Verdade seja dita. Pena que são canais a cabo e que nem todos têm acesso.

Nossos surfistas, reconhecidamente atletas profissionais, da elite do surf mundial, ganham muito menos do que mereciam receber (salários e premiações) e ainda têm que aguentar a falta de profissionalismo de uma série de "editores".

Revista da TAM
Trocando as bolas. Jadson no lugar de Mineiro e o Mineiro no lugar do Jadson.


Nome trocado no canal australiano MESURF TV



Vídeo oficial da etapa.
Se tem uma pessoa no tour que não parece em nada com o Jadson é o Patrick Gudauskas.

29 de maio de 2011

Quanto orgulho!




Que fase (e que moral) anda passando o surf brasileiro.


30/04
O surfista baiano Danilo Couto foi o vencedor do BILLABONG XXL na categoria Ride of the Year. O prêmio é o grande "Oscar" do surf mundial de ondas grandes e Danilo ganhou 50.000 dólares e o respeito do surf mundial de ondas grandes ao pegar, na remada, uma onda gigantesca em Jaws (Hawaii).



7/05
O surfista paulista Miguel Pupo foi campeão do Nike 6.0 Lowers Pro. E não foi só ele que deu show na etapa Prime de Trestles. Os surfistas brasileiros Gabriel Medina, Heitor Alves, Jadson André, Jessé Mendes, Júnior Faria, Thiago Camarão e Willian Cardoso simplesmente arrebentaram no Nike 6.0 Lowers Pro. Show brasileiro na meca do surf americano: Lower Trestles. Miguel levou pra casa 40.000 dólares e conquistou o respeito da mídia internacional ao vencer (e bem vencido) o local hero americano, Tanner Gudauskas.



20/05
O surfista paulista Adriano de Souza campeão do Billabong Rio Pro. Adriano surfou bem durante todo o evento, teve baterias difíceis mas em nenhum momento baixou a cabeça. Pelo contrário, entrou confiante e cheio de vontade de definir rápido suas baterias. Com muita garra, Mineiro venceu, e em casa, a terceira etapa do circuito da ASP e de quebra ainda a posição de número 1 do mundo. Mineiro coloca, pela primeira vez, o Brasil no topo do surf mundial. Pelo título da etapa, Mineiro levou 100.000 dólares e a liderança do circuito.



28/05
O big rider carioca Marcos Monteiro venceu o Quiksilver Ceremonial Punta Lobos Invitational, evento válido pela primeira etapa do Big Wave World Tour 2011, realizado em Pichilemu, no Chile. Monteiro ganhou o prêmio de 10.000 dólares.




28/05
O body boarder carioca Guilherme Tâmega conquistou o bicampeonato do Arica Chilean Challenge 2011, evento realizado em "El Gringo", no Chile. Aos 38 anos, Tâmega vence a etapa, ganha 6.000 dólares e a liderança do ranking mundial. Guilherme Tâmega corre atrás do seu sétimo título mundial de Body Board.



28/05
O paulista Filipe Toledo é o Campeão Mundial Mirim. O jovem atleta venceu o ISA Quiksilver Mundial Junior 2011, em Caballeros, Peru, com ondas realmente grandes.



Os últimos dois meses pintaram o mundo do surf internacional com nossas cores.
Grandes títulos, e nas mais diversas categorias do surf mundial, estão em mãos brasileiras. Coincidência? Eu diria que muito disso são os frutos que estamos colhendo com o amadurecimento do esporte, do mercado e de nossos atletas. O Brasil está na moda não só no cenário econômico mundial. O Brasil do surf também está na moda. E dá um tremendo orgulho de ver nossos atletas chutando as estruturas políticas do surf mundial com muito surf, técnica e atitude. Que esse pelotão de elite mantenha a força, o foco, a garra, e que tragam muitos títulos e muitas alegrias para o nosso país. Boa Sorte aos nossos!

Por: Dadá Souza

5 de junho de 2010

Abril de 2010



Somente hoje, passados 05 dias do mês de junho, tanto tempo depois, é que fui me dar conta que o mês de abril de 2010, foi um dos mais importantes para a história do surf brasileiro. Primeiro, pela vitória de Jadson André no World Tour. Jadson venceu o Billabong Pro, em Imbituba, numa final emocionante contra o astro Kelly Slater. Vitória importante e esmagadora. E de um brasileiro surfando em casa, o que não acontecia a 12anos. Segundo, pela quarta vitória consecutiva da brasileira Maya Gabeira no Billabong XXL, o "oscar" das ondas grandes. Maya surfou as maiores ondas do mundo esse ano e não tece pra ninguém. Terceiro, pelo título de Campeão do Circuito Mundial de Ondas Grandes do brasileiro Carlos Burle. Três brasileiro e seus feitos fantásticos dentro do mundo do surf. Jadson fez a melhor estréia que alguém poderia fazer no tour, igualando a estréia relâmpago do americano Bobby Martinez. Maya mostrou que no surf de ondas grandes, é a mulher mais casca-grossa do mundo. E ponto final. E o Burle mostrou, mais uma vez, que é um dos melhores surfistas de ondas grandes do planeta. E há muito tempo! Três vitórias incontestáveis, de três gigantes do surf nacional. Ainda tem o fato de no mesmo mês de abril, onde dois brasileiros estarem na briga pelo título como top 10 do circuito mundial de surf profissional da ASP: Jadson com a quarta e Mineirinho com a oitava colocação. Alguém aí lembra de um mês tão importante ou com tantos acontecimentos importantes para a história do surf brasileiro do que esse mês de abril? Mas enfim, são divagações ratardatárias de uma noite gelada na Garopaba.