Depois de um verão de abstinência, os eventos da WSL
voltaram e a primeira das 11 etapas de 2018 foi finalizada. O Quiksilver Pro
Gold Coast, primeiro dos três eventos australianos, acabou com uma final australiana,
com Julian Wilson campeão do evento e Adrian Buchan como vice.
Antes de começar a falar sobre esse campeonato, vale a
pena dizer que 2018 começou com algumas novidades no tour. A WSL trocou de CEO,
trocou de Head Judge, mudou a distribuição de pontos em cada fase, a repescagem
do Round 5 foi eliminada, a piscina de ondas do Kelly entrou no tour, o Mick
Fanning anunciou sua aposentadoria e o Brasil é hoje a nação com o maior número
de participantes na elite mundial.
Como acontece há séculos (isso é uma brincadeira), o circuito
começa na Gold Coast australiana. Quase sempre na famosa bancada de Snapper
Rocks, às vezes também em Kirra. Ninguém questiona a qualidade dessas ondas,
tanto Snapper quanto Kirra são ondas longas e de altíssima qualidade, a
primeira favorece as manobras e a segunda os tubos. O problema dessa etapa é
que nem sempre ela apresenta ondas tão boas durante os campeonatos da WSL.
Dessa vez até rolou um daqueles clássicos em Snapper, mas o evento acabou
mudando para Kirra. Algumas pessoas disseram que foi uma tremenda mancada da
WSL, algumas pessoas disseram que a WSL fez o correto e algumas pessoas
disseram que a mudança favoreceria justamente os surfistas que não vinham se
destacando nas manobras. O fato é que o campeonato mudou pra Kirra e as finais
rolaram com boas ondas. Não estava clássico, nenhum dos surfistas conseguiu
colocar duas notas no padrão excelente, mas tinha boas ondas (Nada clássico
como muitas mídias publicaram).
O campeonato começou com ondas difíceis e muita correnteza
e a maioria dos “tops” passou trabalho para mostrar uma linha de surf acima da
média. Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Mick Fanning foram os melhores
nomes do primeiro dia e surfaram bem acima da média. O restou remou.
Literalmente.
No segundo dia o round 2 rolou em ondas menores, mas
melhores. A repescagem contou com 4
campeões mundiais e com 9 brasileiros lutando para continuar no evento. Medina,
Mineiro, Michael Rodrigues, Willian Cardoso e Tomas Hermes venceram seus
confrontos na raça e avançaram na competição. Ian Gouveia, Caio Ibelli, Yago Dora e Jesse
Mendes perderam suas baterias e deram adeus a competição com a 25ª colocação
(assim como o campeão mundial John John Florence). Jessé deveria ter passado,
mas os juízes, ah os juízes...
No Round 3 o time
brasileiro perdeu Willian Cardoso, Italo Ferreira e Gabriel Medina. Mais da
metade do nosso “time” perdeu nas fases iniciais do evento e muita gente já tem
um primeiro descarte já na primeira etapa. Mas também teve quem se conectou bem
com as ondas de \Snapper Rocks Tomas Hermes, Filipe Toledo, Adriano de Souza e
Michael Rodrigues surfaram muito bem e avançaram na competição. Filipe sempre
puxando o ritmo e os limites. Mineiro foi o único brasileiro eliminado no Round
4.
Até o Round 4 o campeonato
rolou em Snapper Rocks. Filipe Toledo foi o melhor surfista de todo o evento
até aqui, Tomas Hermes e Michael Rodrigues pareciam estar surfando em casa e
Owen Wright estava com o surf muito encaixado, sempre fazendo boas notas. Se eu
pudesse dizer que o surf tem alguma lógica, diria que o campeonato estaria
entre esses quatro competidores.
Nas quartas de final o mar
subiu bastante e a organização do decidiu transferiar o evento para Kirra. O evento
deixou de lado as manobras para investir nos tubos. Muita gente disse que foi
cagada da WSL porque Snapper quebrou clássico. Muita gente defende a ida para
Kirra, apesar das poucas notas excelentes nesse dia. Adrian Buchan, sempre
constante, eliminou Owen Wright e garantiu a primeira vaga na semi. Tomas
Hermes eliminou Filipe Toledo, até então o melhor surfista da competição e foi
para sua primeira semifinal na WSL já em seu evento de estreia. Julian Wilson
eliminou Michel Rodrigues com a primeira nota bastante inflada e Griffin
Colapinto eliminou Michel Bourez fazendo a única nota 10 da competição.
Tomas Hermes e Griffin
Colapinto, dois novatos no tour, chegaram as semifinais do evento derrubando
verdadeiros gigantes pelo caminho. Tomas, surfando com sua Xanadu Viper,
eliminou Joan Duru (FRA, eliminou Kolohe Andino (USA), Eliminou Mick Fanning
(AUS) e eliminou o brasileiro Filipe Toledo. Griffin Colapinto venceu de John John
e Mikey Wright no Round 1, eliminou o local Joel Parkinson, o norte-americano
Kanoa Igarashi e o tahitiano Michel Bourez. Fazer semifinal já no primeiro
evento na elite foi um grande feito desses dois novatos que começaram o ano já concorrendo ao Rookie of the Year.
SEMI
Na primeira bateria da
semi, o australiano Adrian Buchan venceu Tomas Hermes. Adoraria dizer isso com
mais verdade, mas essa foi uma das tantas baterias de julgamento polêmico.
Adrian Buchan venceu, mas muita gente acha que nem ele e nem o julgamento
convenceram. O heat analyzer está lá para quem quiser ver.
A verdade é que surfistas
estreantes muitas vezes são cruelmente julgados e coisas como essa acontecem. Também
diria que é verdade que ondas maiores, independente se foram melhores surfadas,
ganham pontuações proporcionalmente infladas, como se a linha de surf valesse
mais do que o tamanho da onda.
Na segunda semi Julian Wilson venceu
Griffin Colapinto surfando mais do que o novato e começou o ano com uma final
FINAL
A final começou com uma
onda excelente de Julian Wilson que pegou um tubão, marcou 9.93 e garantiu a
metade da bateria. Uma onda menor e um 7.50 garantiram a vitória já na metade
da bateria. Adrian Buchan bem que lutou,
mas as ondas não estavam fáceis. Na metade do confronto conseguiu um 6.50 e no
finalzinho da bateria um 8.60. Julian venceu o primeiro
evento do ano, venceu pela primeira vez na Austrália, venceu vindo de lesão
séria no ombro e venceu poucos dias depois do nascimento da sua filha. Nada mal
para o australiano.
Adrian Buchan e Julian
Wilson chegaram às finais do evento sem estarem entre os grandes nomes do
campeonato. Ambos são excelentes surfistas, ótimos competidores e atletas muito
constantes, mas verdade seja dita, muita gente surfou melhor do que eles nesse
evento e isso, claro, mexeu com os ânimos da galera na web. Se a WSL mudou seu
head judge para dar uma nova cara ao julgamento, não sei se conseguiu. Os critérios parece que estão sendo mais levados a sério e fazer high scores aparentemente ficou mais difícil, mas muita gente discordou de alguns julgamentos.
Mesmo com swell, mesmo com ondas longas, mesmo com muita gente boa e tantas caras novas, o evento todo foi morno. Foram raros
os momentos de brilho em um evento que era para ser de alta performance nas
ondas. E verdade seja dita, Fanning e Parko, mesmo tiozinhos, deram aula em
casa. Não será fácil para a Austrália substituir esses dois e não será nada
fácil para a nova geração surfar no mesmo nível desses dois. Mas se esses dois
deram aula, ninguém surfou mais do que os brasileiros. Filipe Toledo e Gabriel Medina
não competiram bem mas surfaram muito acima da média enquanto Michael Rodrigues
e Tomas Hermes pareciam locais de Snapper Rocks. Nenhum deles chegou a final,
mas tenho certeza de que o surf desses caras impressionou muito mais do que o
surf dos finalistas. Coisas de campeonato. Entre as meninas a final aconteceu entre a norte-americana Lakey Peterson e a australiana Keely Andrew. Ver as meninas competindo em Kirra foi legal demais e a norte-americana venceu a disputa por 15.67 a 5.67.
OS BRASILEIROS NA COMPETIÇÃO
ADRIANO
DE SOUZA
Adriano de Souza é um competidor nato. Um soldado
obstinado e dedicado, não à toa é um campeão mundial.
Mineiro estreou
contra Adrian Buchan (AUS) e Willian Cardoso (BRA) em uma bateria com poucas
ondas boas, passou a bateria toda esperando uma onda boa que só veio no final
do confronto. No Round 2 Mineiro eliminou
Ian Gouveia fazendo uma boa bateria. Saiu na frente, manteve um ritmo forte durante
todo o confronto e mostrou repertório, vontade e uma ótima leitura de onda. No Round
3 Mineiro enfrentou Wade Carmichael, passou a bateria toda lutando e na
última onda fez uma virada espetacular em cima do australiano. No Round 4 Mineiro enfrentou Michael
Rodrigues e Michel Bourez. Mineiro surfou bem, mas acabou ficando em 3º em uma
bateria onde o julgamento foi bastante questionado.
Adriano começou o ano com uma 9ª colocação, é sempre um
candidato real para vencer as etapas. Às vezes parece que ele tem vontade
demais e isso o atrapalha. Em Bells é um dos favoritos.
CAIO
IBELLI
Caio Ibelli é um surfista talentoso e muito dedicado. Esse
ano caio recebeu uma proposta da Slater Designs, quebrou o contrato de exclusividade
com o Xanadu e começou o ano competindo com pranchas novas. Na primeira bateria do evento contra Owen
Wright (AUS) e Ezekiel Lau (HAW), passou a bateria toda literalmente boiando. As
condições do mar estavam bastante difíceis e Caio finalizou a bateria na 2ª
colocação mais por interferência do Zeke Lau do que pelo surf que ele conseguiu
apresentar. No Round 2 Caio Ibelli
enfrentou Willian Cardoso, dessa vez surfou bem, mostrou um surfou bem forte e
consistente, mas o Panda surfou muito. 2018 começou com um descarte e um amargo
25º. Muito pouco para um garoto com um surf tão consistente. Agora é ir pra
Bells mais focado e com mais sorte.
FILIPE
TOLEDO
Filipe Toledo é uma estrela de raro talento. É fácil o
surfista mais rápido do mundo hoje e voa como poucos. Filipe tem o equilíbrio quase
perfeito entre vontade e frieza competitiva e é um dos sérios candidatos ao
título esse ano.
No Round 1 Filipe estreou contra o brasileiro Tomas Hermes
e o Frederico Moraes (PRT), fez a melhor onda do dia, a maior somatória do dia
e simplesmente sobrou na bateria. No Round 3 Filipe Toledo venceu o brasileiro Italo
Ferreira em uma bateria que poderia ter sido a final do evento. Surf de
altíssimo nível. No Round 4 Filipe Toledo enfrentou os australianos Mikey
Wright e ace buchan e simplesmente atropelou todo mundo. Nas quartas de final
Filipe Toledo enfrentou Tomas Hermes nas ondas de Kirra e simplesmente não
conseguiu se conectar com as ondas.
Filipinho começou o ano com uma 5ª colocação, não foi
ruim, mas vale a pena repetir: ninguém surfou como ele em toda a competição. Em
Bells? Grandes chances.
GABRIEL
MEDINA
Gabriel Medina é o talento em
pessoa. Quando ele resolve que quer não tem quem o pare. Surfe de campeão mundial. No Round 1 Medina estreou contra Italo Ferreira (BRA) e Leonardo Fioravanti
(ITA) e sua primeira participação no ano foi com uma interferência em cima do
italiano. Medina surfou muito bem sua primeira onda, mas acabou pagando caro
pela falta de inteligência. No Round 2 Gabriel Medina pegou novamente Leonardo
Fioravanti e dessa vez atropelou o italiano. No Round 3 Medina enfrentou o
australiano Mikey Wright, passou a bateria toda levando uma escovada e não
mostrou nem a metade do que esperávamos dele. Acabou eliminado no Round 3 e
começou o ano com uma 13ª colocação. Muito pouco para quem vinha mostrando um
surf tão forte.
Medina tem um talento monstruoso
e pode facilmente empilhar alguns títulos mundiais, mas nem sempre é
inteligente em suas baterias. Vai pra
Bells sabendo que já tem um primeiro descarte. P.S. - Não seria o caso de procurar um técnico de verdade?
IAN
GOUVEIA
Ian Gouveia é o nosso mini-Occy. O pequeno caçula dos
Gouveia cresce quando o mar sobe, tem manobras fortes e uma vibe incrivelmente
boa.
No Round 1 Ian Gouveia estreou contra Julian Wilson (AUS)
e Joan Duru (FRA), não encontrou boas ondas na bateria, não surfou bem e
terminou o confronto na terceira colocação. No Round 2 Ian surfou contra Adriano
de Souza pelo tudo ou nada, surfou bem forte,
lutou e quase virou a bateria no final do confronto, mas a leitura de onda do
Mineiro fez a diferença.
Começar o ano com uma 25ª colocação certamente não era o
seu objetivo. Agora é ajustar o foco e correr atrás do prejuízo em Bells
ITALO
FERREIRA
Italo Ferreira é um surfista
rápido, forte, confiante e sempre entra na água para vencer e não raro atropela
seus adversários. Seu surf é agressivo, radical e muito veloz.
No Round 1 Italo estreou
contra Gabriel Medina (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA), mostrou o melhor surfe
do dia e garantiu a primeira vitória brasileira na competição. No round 3 Italo
Ferreira e Filipe Toledo fizeram um grande confronto (bem melhor que o da
final), Filipe levou a melhor e Italo se despediu cedo demais da competição.
Italo começou o ano com um
13º justamente em uma das ondas que mais favorecia o seu surf. Em Bells Italo é
um forte candidato. Tem surfe de backside de sobra.
JESSE
MENDES
Jesse Mendes chegou a elite mundial já pronto. Surfista
afiado, competitivo e muito radical.
No Round 1 Jesse Mendes enfrentaria Kelly Slater (USA) e
Mick Fanning (AUS), mas Slater não compareceu ao evento e Jesse estreou no tour
fazendo a única bateria homem-a-homem do Round 1 contra o local hero e tricampeão mundial Mick Fanning. Jesse bem que tentou,
mas o australiano escolheu as melhores ondas, surfou melhor e levou a bateria. No
Round 2 Jesse enfrentou Wade Carmichael, começou surfando bem vertical e levou
a melhor na primeira troca de onda. Ficou faltando uma segunda onda boa para o
brasileiro que perdeu para um adversário que definitivamente surfou pior do que
ele.
Estrear na elite mundial com uma 25ª colocação é aquela
coisa, ou você foca, ou cai fora. E o primeiro descarte você já tem. Em Bells
Jesse deveria surfar um pouco mais tranquilo e sem tantos erros. Surfe e
experiência definitivamente não lhe faltam.
MICHAEL
RODRIGUES
Michael Rodrigues é um novato no tour, mas como dizem, chegou
chegando. Rápido, ousado, radical e bom competidor.
O cearense Michael Rodrigues estreou no tour surfando
contra Matt Wilkinson (AUS) e Michel Bourez (PYF), não encontrou boas ondas na
bateria e finalizou na 2ª colocação. No Round 2 o cearense pegou o havaiano
Sebastian Zietz, surfou e competiu muito bem e fez a mala do havaiano. Mostrou
velocidade, mostrou radicalismo e avançou para o round 3 com certa facilidade.
No Round 4 eliminou Jordy Smith em uma bateria bastante disputada. No Round 4 Michael
Rodrigues enfrentou Mineiro e Michel Bourez, foi um dos melhores surfistas da
bateria, mas os juízes deram a vitória ao tahitiano. Nas quartas de final
Michael Rodrigues pegou o australiano Julian Wilson, que surfou melhor e venceu
a bateria. Os juízes foram bem generosos ao digitar as notas do australiano,
mas ele realmente venceu a bateria.
Quartas de final em seu primeiro evento na elite é para
poucos. Snapper Rocks é uma onda especialmente boa para o surfe de Michael
Rodrigues e ele aproveitou a chance para conquistar importantes pontos. Se
encaixar seu surf nas ondas de Bells tem grandes chances de sair da perna
australiana com o ano pelo menos encaminhado.
TOMAS
HERMES
Tomas Hermes é um estreante no tour. Inteligente,
habilidoso e cheio de cartas na manga.
O novato Tomas Hermes estreou no tour contra Filipe Toledo
(BRA) e Frederico Moraes (PRT). Ele bem
que tentou, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Tomas enfrentou o
francês Joan Duru e surfou como se estivesse em casa. Leu muito bem as ondas,
surfou com comprometimento e com inteligência, só não mostrou muito
radicalismo. No Round 3 Tomas Hermes eliminou o norte americano Kolohe Andino surfando
com muita facilidade. No Round 4, Tomas surfou contra Mick Fanning e Owen
Wright, dois mestres nessa onda. Owen fez uma bateria inspiradíssimo e sinceramente
não teve adversários. Tomas lutou muito, surfou forte, leu bem as ondas,
competiu muito bem e eliminou o Mick Fanning da disputa. Uma belissima bateria
para o brasileiro. Nas quartas de final Tomas Hermes enfrentou Filipe Toledo, o
melhor surfista do evento até então, e venceu o confronto. Na semi Tomas
enfrentou o aussie Adrian Buchan. As ondas estavam difíceis e Tomas surfou bem.
Adrian Buchan venceu o confronto e foi para a final, mas não convenceu. O Heat
Analyzer está lá para quem quiser ver.
Tomas começou o ano de maneira espetacular. Apostando no tabalho do shaper brasileiro Xanadu, fez semifinal no
primeiro evento da elite é mais do que qualquer um poderia sonhar, inclusive o
próprio Tomas. Snapper Rocks é uma onda que favorece o seu surf e ele
aproveitou como ninguém. Rumo a Bells feliz da vida e sabendo que pode garantir
ali um ano um pouco mais tranquilo.
WILLIAN
CARDOSO
Willian Cardoso é um surfista forte, determinado e um bom
competidor.
Willian estreou no CT contra Adrian Buchan (AUS) e Adriano
de Souza (BRA). Enquanto o Mineiro e o Ace boiaram muito, o Panda aproveitou
para surfar, manobrou bem forte, mas não encontrou as melhores ondas da
bateria. No Round 2 Willian enfrentou
Caio Ibelli em uma bateria super disputada. O Panda surfou muito forte,
escolheu as maiores ondas e conseguiu a virada no último minuto da bateria. No
Round 3 Willian pegou o australiano Owen Wright, parecia um pouco de nervoso,
não escolheu bem suas ondas nem encaixou suas manobras com tanta pressão e
perdeu a bateria para um experiente Owen Wright.
Willian é um cara que pode surpreender em Bells. Surfe
forte ele tem.
YAGO
DORA
Yago Dora é um dos surfistas mais talentosos da nova
geração brasileira. Rápido, radical e estiloso. Um surfista no meio de muitos
atletas.
No Round 1 Yago Dora estreou na elite contra Jeremy Flores
(FRA) e Joel Parkinson (AUS), surfou algumas boas ondas, mas acabou na terceira
colocação. No Round 2 Yago enfrentou o norte-americano Conner Coffin em uma
bateria com poucas ondas boas, não conseguiu mostrou seu melhor surf e o
americano venceu o confronto surfando as melhores ondas da bateria.
Começar o ano com um 25º é começar o ano já com um descarte.
Yago tem talento de sobra e pode surpreender em muitas etapas, mas precisa
competir bem. 2018 será um ano de muito aprendizado.
Está rolando ao vivo o Roxy Pro Gold Coast, a primeira etapa do circuito mundial feminino pela World Surf League. Direto de Snapper Rocks, Gold Coast, Australia.
Gabriel Medina começa o ano como o numero 1 do mundo. Foto ASP/Sherman
Não teve para ninguém. O brasileiro Gabriel Medina começou o ano com força total e estreou com vitória já na primeira etapa do WCT 2014, evento que rolou na Gold Coast australiana. Com um surfe de manobras fortes, Medina venceu o local hero Joel Parkinson na grande final e começou o ano liderando o ranking mundial. Além de Medina, Adriano de Souza e Miguel Pupo também começam o ano entre os top 5 do ranking mundial da ASP.
Ao vencer o evento Medina fez história na Gold Coast como o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título do Quiksilver Pro Gold Coast (Jacqueline Silva, em 2004, foi a primeira brasileira a vencer na Gold Coast), a etapa de abertura do circuito mundial, e o segundo goofy footer a vencer nas direitas da Gold Coast. Isso tudo em seu primeiro campeonato na volta de sua contusão.
Na Austrália Gabriel Medina surfou como um guerreiro e venceu os maiores surfistas australianos em sua própria casa. Nas quartas Medina venceu o local hero e atual campeão mundial Mick Fanning, na semi Gabriel venceu a lenda do surf australiano Taj Burrow e na final venceu o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, também local da Gold Coast. Foi um arrastão brasileiro em praias australianas. Joel Parkinson mais uma vez termina o evento como 2º colocado, mas surfou com grande maestria e foi um dos melhores surfistas de todo o evento.
Quem também brilhou foi Adriano de Souza, surfista que vem em uma grande fase. Depois de três excelentes atuações nas 3 etapas do circuito WQS, Mineiro acabou o evento na 3ª colocação, venceu Kelly Slater duas vezes seguidas e eliminou o 11 vezes campeão mundial do evento ao vencê-lo nas quartas-de-final. Mineiro só parou na semi, derrotado por um “imparável” Joel Parkinson. Mineiro lidera o ranking unificado e ocupa a 3ª posição no ranking do WCT 2014, empatado com o australiano Taj Burrow. A propósito, faz tempo que Slater não consegue vencer Mineiro.
A pentacampeã mundial Stephanie Gilmore começa o ano na liderança do ranking. Foto ASP/Cestari
ROXY PRO – Entre as meninas, a vencedora foi a pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore, que venceu a etapa pela 5ª vez na Gold Coast. A sul-africana Bianca Buitendag fez sua primeira final no WCT e ficou com a segunda colocação. Carissa Moore e Lakey Peterson ficaram com a 3ª colocação.
A próxima etapa do WCT acontece em Margaret River, Australia, de 2 a 13 de abril.
Resultado do Quiksilver Pro 2014
1 Gabriel Medina (Bra) 2 Joel Parkinson (Aus) 3 Taj Burrow (Aus) 3 Adriano de Souza (Bra) 5 CJ Hobgood (EUA) 5 Mick Fanning (Aus) 5 Kelly Slater (EUA) 5 Miguel Pupo (Bra)
Foi finalizado nesse sábado o Quiksilver Pro Gold Coast 2012, primeira etapa do Circuito Mundial de Surf Profissional. Taj venceu a etapa derrotando Adriano de Souza na final. A bateria final foi empolgante, mas aparentemente um tanto injusta.
Tanto Adriano quanto Taj fizeram uma grande campanha nessa etapa. Ambos surfaram muito e mostraram muita vontade nesse início de ano. Mas verdade seja dita, foi um evento de ondas ruins, e de julgamento confuso. Os juízes docircuito mundial continuam basicamente os mesmos, assim como parecem continuar os mesmos erros e os mesmos "favorecimentos". Explico, Taj venceu Mineiro na bateria final com uma leve "ajudinha" dos juízes, que deram uma nota 9.43 em uma onda um pouco melhor do que regular. Nunca, em hipótese alguma, um surfista brasileiro ganharia 9.43 naquela onda. Adrian Buchan foi outro que venceu uma bateria onde o surf de Miguel Pupo surfou nitidamente melhor. E não sou juíz e nem quero puxar a brasa para o lado dos brasileiros, longe disso, quem surfar melhor deve vencer e ponto. Mas assisti essa final 3 vezes no HEAT REVIEW e em nenhuma das vezes achei que o Taj venceu esse confronto.
Mas questiono porque uma entidade basicamente australiana, comandada basicamente por australianos, que volta e meia favorece os surfistas australianos e que mantem embaixo de suas asas, os mesmos juízes de sempre.
Adriano manobrou forte no outside, arriscando tudo logo na primeira manobra (o que deveria ser mais valorizado segundo os critérios de julgamento) enquanto Taj manobrou mais no inside, assim como aconteceu com Kolohe Andino contra o mesmo Adriano de Souza (Round 3), e a ASP ainda assim soltou as notas para esses atletas em suas baterias. Manobras no inside agora valem mais do que aéreos no outside? Ou isso seria uma leve "proteção" as estrelas milionárias do tour? Não sou competente para julgar isso, mas que parece estranho, isso parece.
Vou repetir aqui o que escrevi na matéria do dia 27 de fevereiro:
O ano mal começou para a ASP e já foram muitas as ondas e baterias em que o público (e até os atletas) duvidaram da decisão dos juízes. O julgamento continuam tão confuso esubjetivo quanto em 2010 e 2011. Assim como acontece com os atletas, penso que deveria haver um ranking de juízes, com rotações anuais, evitando esse entrosamento demasiado entre surfistas e juízes e os constantes “favorecimentos” que acontecem quando as baterias envolvem as “estrelas” do tour. Se os piores perdem o lugar para os surfistas com melhores resultados, certamente poderíamos ver o mesmo em relação aos juízes.
Dá para levar a sério um esporte que não se leva a sério? Eis a pergunta. Continuo sonhando que o nosso esporte saia das mãos de uma entidade privada para ser gerenciado por uma entidade idônea, competente e que gerencie nosso esporte de modo profissional, pagando melhor os atletas e respeitando mais quem passa madrugadas acordado vendo as baterias e divulgando o circuito mundial.
Parabéns ao Adriano de Souza, o verdadeiro campeão do Quiksilver Pro 2012.
Quem quiser ver a bateria final e fazer o seu próprio julgamento, pode assistir aqui:
Miguel Pupo venceu o local hero Mick Fanning e está garantido no Round 4 da competição.
Por: Dadá Souza
Foi finalizado nessa segunda-feira o 3° Round do Quiksilver Pro Gold Coast 2012. Apesar das ondas pequenas e um pouco balançadas, o que não faltou foram grandes momentos nesse terceiro dia de competições.
Owen Wright venceu a primeira bateria do dia em cima de Matt Wilko, que saiu do mar indignado com a derrota. Josh Kerr venceu a segunda, contra Kieren Perrow, uma bateria bastante disputada. No terceiro confronto do dia, Adriano de Souza enfrentou o americano Kolohe Andino. E diga-se de passagem, Mineiro deu uma aula de surf ao jovem Kolohe. Mineiro foi inteligente e surfou com muito mais power, enquanto Kolohe mandou alguns truques mais leves com suas melhores manobras no inside. Melhor para Adriano, que venceu por 14.07 a 12.74.
Heitor Alves também se deu muito bem no Round 3. Pegou a pedreira Jeremy Flores em uma bateria bastante disputada. Enquanto o francês mandava suas bonitas rasgadas, Heitor aplicou séries explosivas de pancadas no lip e venceu Jeremy, que insistiu a bateria toda com a mesma manobra. Heitor venceu Jeremy por 15.07 a 12.84
Outro que pegou uma pedreira pela frente foi Miguel Pupo, que enfrentou o ídolo local Mick Fanning. Uma das baterias mais esperadas do dia. Enquanto Fanning surfava mais burocrático, Miguel foi mais vertical e explosivo. A energia de Miguel acabou vencendo o feijão com arroz de Mick Fanning.Miguel venceu Fanning por 12.67 a 11.17
Raoni Monteiro foi a baixa do dia. Jordy Smith marcou 6.83 e 8.00 e não deu muitas chances ao Raoni, que mesmo eliminado no Round 3, começou 2012 mostrando muita vontade e muito surf.
Kelly Slater mais uma vez mostrou que está muito bem obrigado. Fez modestos 16.36 para eliminar (fácil) o havaiano Fredrick Patacchia. Joel Parkinson e Taj Burrow também avançaram na competição.
As baterias do Round 4 do Quiksilver Pro Gold Coast
1 Owen Wright (Aus), Josh Kerr (Aus), Adriano de Souza (Bra) 2 Michel Bourez (Tah), Heitor Alves (Bra), Kelly Slater (EUA) 3 Joel Parkinson (Aus), Miguel Pupo (Bra), Jordy Smith (Afr) 4 Julian Wilson (Aus), Adrian Buchan (Aus) Taj Burrow (Aus)
A brasileira Silvana Lima perdeu sua bateria no Round 3, mas terá nova chance agora no Round 4, onde enfrenta Paige Hareb (NZL).
1 Sarah Mason (Nzl) x Carissa Moore (Haw) 2 Paige Hareb (Nzl) x Silvana Lima (Bra) 3 Sally Fitzgibbons (Aus) x Lakey Peterson (EUA) 4 Sofia Mulanovich (Per) x Courtney Conlogue (EUA)
JULGAMENTO O ano mal começou para a ASP e já foram muitas as ondas e baterias em que o público (e até os atletas) duvidaram da decisão dos juízes. O julgamento continuam tão confuso esubjetivo quanto em 2010 e 2011. Assim como acontece com os atletas, penso que deveria haver um ranking de juízes, com rotações anuais, evitando esse entrosamento demasiado entre surfistas e juízes e os constantes “favorecimentos” que acontecem quando as baterias envolvem as “estrelas” do tour. Se os piores perdem o lugar para os surfistas com melhores resultados, certamente poderíamos ver o mesmo em relação aos juízes.
O segundo dia do Quiksilver Pro Gold Coast 2012 não foi muito bom para os nossos surfistas. Gabriel Medina perdeu uma bateria relativamente fácil contra o aussie Yadin Nicol. Alejo Muniz perdeu em uma bateria um tanto polêmica contra o sul-africano Travis Logie. Jadson André perdeu para o francês Jeremy Flores. Tiago Pires perdeu para o australiano Bede Durbidge. Perdemos soldados muito importantes nesse segundo dia de batalhas.
O dia também foi marcado pelo surf fantástico de Taj Burrow (AUS), Jordy Smith (ZAF) e Josh Kerr (AUS). Esses três roubaram o dia na Gold Coast. Taj marcou 9.40 4 8.70 contra Dane Reynolds. Jordy Smith marcou 8.33 e 9.10 contra Taylor Knox. Josh Kerr somou 9.50 e 8.1contra o americano Patrick Gudauskas. Uma repescagem e tanto!
Também mereceu grande destaque nesse dia a brasileira Silvana Lima. Silvana fez as notas 9.23 e 8.33 e mandou Phiippa. Anderson pra casa precisando de uma combinação de ondas. Voltando de uma cirurgia recente, Silvana parece ter reencontrado seu surf e sua confiança. Administrou bem a bateria, foi radical, foi inteligente e está garantida na fase 3 da competição. A outra brasileira na competição, a catarinense Jacqueline Silva , também vem se recuperando de um acidente, acabou eliminada do Quiksilver Pro pela australiana Laura Enever.
QUIKSILVER PRO GOLD COAST - ROUND 3: HEAT 1: Owen Wright (AUS) vs. Matt Wilkinson (AUS) HEAT 2: Josh Kerr (AUS) vs. Kieren Perrow (AUS) HEAT 3: Adriano De Souza (BRA) vs. Kolohe Andino (USA) HEAT 4: Michel Bourez (PYF) vs. Bede Durbidge (AUS) HEAT 5: Jeremy Flores (FRA) vs. Heitor Alves (BRA) HEAT 6: Kelly Slater (USA) vs. Fredrick Patacchia (HAW) HEAT 7: Joel Parkinson (AUS) vs. Yadin Nicol (AUS) HEAT 8: Mick Fanning (AUS) vs. Miguel Pupo (BRA) HEAT 9: Jordy Smith (ZAF) vs. Raoni Monterio (BRA) HEAT 10: Julian Wilson (AUS) vs. Adam Melling (AUS) HEAT 11: John John Florence (HAW) vs. Adrian Buchan (AUS) HEAT 12: Taj Burrow (AUS) vs. Travis Logie (AUS)
Começou em Snapper Rocks, Austrália, o Quiksilver Pro Gold Coast, primeira etapa do Circuito Mundial de Surf de 2012. O evento começou com ondas mexidas, difíceis e com uma forte correnteza no pico, deixando as baterias muito disputadas. Apesar de não estar com as condições ideais, o 1° dia de confrontos começou com um bom ritmo de surf. O "DAY 1" foi muito bom principalmente para os brasileiros, que mostraram um bom nível de surf nessa estreia do World Tour. Os destaques desse primeiro dia foram Adriano de Souza, Heitor Alves, Kelly Slater, Damien Hobgood, Adam Melling, Michel Bourez, Mick Fanning, Adrian Buchan e John John Florence.
Adriano de Souza (SP), Raoni Monteiro (RJ), MiguelPupo (SP) e Heitor Alves (CE) venceram suas baterias e já estão classificados para o Round 3 da competição. Gabriel Medina (SP), Alejo Muniz (SC) e Jadson André (RN) terão que disputar a vaga na repescagem do Round 2.
Veja os vídeos de todas as baterias do Round 1 aqui: http://quiksilverlive.com/progoldcoast/2012/heat_review.en.html#quality=med&heat=287">http://quiksilverlive.com/progoldcoast/2012/heat_review.en.html#quality=med&heat=287
QUIKSILVER PRO GOLD COAST
ROUND 1 RESULTS:
HEAT 1:Adriano De Souza (BRA) 13.83, Taylor Knox (USA) 10.66, Kieren Perrow (AUS) 7.70 HEAT 2: Owen Wright (AUS) 12.37, Bede Durbidge (AUS) 12.34, Kai Otton (AUS) 10.37 HEAT 3: Raoni Monteiro (BRA) 11.63, Yadin Nicol (AUS) 10.37, Gabriel Medina (BRA) 9.60 HEAT 4:Fredrick Patacchia (HAW) 15.43, Taj Burrow (AUS) 11.43, Brett Simpson (USA) 11.27 HEAT 5: Adam Melling (AUS) 15.70, Joel Parkinson (AUS) 15.43, Dane Reynolds (USA) 14.90 HEAT 6: Kelly Slater (USA) 18.80, Garrett Parkes (AUS) 12.73, Kolohe Andino (USA) 10.60 HEAT 7: Adrian Buchan (AUS) 11.83, Julian Wilson (AUS) 11.83, Travis Logie (ZAF) 8.67 HEAT 8: Miguel Pupo (BRA) 12.00, Jordy Smith (ZAF) 11.96, Patrick Gudauskas (USA) 11.60 HEAT 9:Heitor Alves (BRA) 14.36, Matt Wilkinson (AUS) 14.17, Alejo Muniz (BRA) 10.87 HEAT 10:Michel Bourez (PYF) 12.77, Jeremy Flores (FRA) 11.67, Jadson Andre (BRA) 8.00 HEAT 11:Mick Fanning (AUS) 15.26, Josh Kerr (AUS) 13.67, CJ Hobgood (USA) 11.84 HEAT 12:John John Florence (HAW) 19.60, Damien Hobgood (USA) 16.50, Tiago Pires (PRT) 12.50
Kelly Slater vence o Quiksilver Pro e amplia seus recordes na ASP
É meus caros leitores. Ele fez isso denovo. O norte-americano Kelly Slater, 10 vezes campeão do mundo, mostrou porque ele não abandonou de vez as competições: aos 39 anos de idade, ele ainda surfa e compete melhor do que todo mundo.
Aqui mesmo no SurfOnLine eu já havia anunciado uma possível aposentadoria de Kelly depois da conquista do décimo título mundial, e até postei o vídeo onde Kelly falou que não se dedicaria mais a disputar todo o tour e que provavelmente abandonaria o Quiksilver Pro se as ondas não entrassem. Tudo bobagem! O careca driblou a mim e a todo mundo, compareceu em suas baterias com o tradicional “sangue nos olhos” e venceu com maestria o Quiksilver Pro 2011 em Snapper Rocks, a 46ª vitória de Slater no circuito mundial de surf. Kelly deixou bem claro que ainda pode ganhar de qualquer um no tour, e que alguns campeões, simplesmente não conseguem parar de vencer.
As finais do evento aconteceram nessa terça-feira, 8 de março, em Snapper Rocks, Gold Coast, Austrália, em ondas regulares, com cerca de um metro a um metro e meio.
O último dia iniciou com belos duelos nas quartas-de-final.
Na primeira bateria das quartas, Kelly Slater venceu (bem fácil) o havaiano Dusty Payne. Na segunda bateria, Tiago Pires eliminou o australiano Matt Wilkinson, por 14.64 a 14.40, vitória apertada do português. Na terceira bateria, o australiano Taj Burrow eliminou (também bem fácil) o americano Brett Simpson, por 17.30 contra 11.60. A última bateria das quartas foi muito aguardada pelos brasileiros. Enfrentando o atual vice-campeão mundial, o sul-africano Jordy Smith, estava o catarinense (e estreante) Alejo Muniz, que fez os brasileiros vibrarem com seu surf competente e muito eficiente. Alejo quebrou o evento todo, mas o dia era mesmo de Jordy Smith, que surfou mais (será?) e eliminou o nosso Alejo, que mesmo com a derrota, comemora um excelente início de ano.
As duas baterias da semi proporcionaram dois belos espetáculos. E duas surras.
Na primeira bateria da semi, Taj Burrow escovou o sul-africano Jordy Smith numa bateria em que o brilho de Jordy não apareceu e onde Taj se sentiu a vontade nas pistas ainda boas de Snapper.
E na segunda bateria, mais uma bela escovada, dessa vez de Kelly Slater em cima do Tiago Pires. O Saca já havia vencido Kelly por três vezes mas, quem liga pro passado? Kelly detonou desde o início da bateria e mandou o Saca embora de “Kombi”.
Na final, kelly conduziu a bateria como um maestro. Mesmo em ondas ruins e difíceis, fez duas ondas bem surfadas, e mostrou uma linha de surf e um repertório digno de um dez vezes campeão mundial. Mas suas notas não foram altas. Taj precisava de pouca nota para virar, mas a falta de uma boa onda impediu Taj de parar Kelly Slater que ganhou com um placar de 11.20 contra 10.17 do australiano. Notas muito baixas para uma final em Snapper Rocks.
Com a vitória, Kelly conquistou sua 46ª vitória no circuito mundial, ampliando seu recorde de vitórias no Tour da ASP, e se tornou o único homem a vencer o Quiksilver Pro Gold Coast por três vezes. Ele ainda ganhou os 75 mil dólares de premiação, 10.000 pontos no ranking, e começa o ano no local onde mais se sente confortável: a liderança do tour. Se ele continua na disputa do 11° título mundial? Ninguém sabe.
Kelly chega fácil aos 40 anos vencendo etapas (e até campeonatos?) do circuito mundial. Incrível e inimaginável até alguns anos atrás.
O catarinense Alejo Muniz surfou muito e na sua estréia no tour faz quartas-de-final. Excelente início no tour!!
OS BRASILEIROS
Alejo Muniz mostrou um surf sólido e maduro, venceu baterias e adversários muito importantes, e já em seu evento de estréia finalizou na quinta colocação. Uma excelente estréia no tour.
Adriano de Souza foi outro brasileiro que surfou muito. Confiante, agressivo e experiente, Mineirinho foi derrubando seus adversários até parar no australiano Taj Burrow, no Round 5. Os dois deram show, mas o resultado dessa bateria foi bastante contestado. Muitos alegam que a ASP deu uma forcinha extra pro Taj. 9° Colocado e uma ótima campanha
Heitor Alves e Jadson André só venceram uma bateria, a da repescagem do Round 2, e acabaram eliminados na 17ª colocação. Raoni Monteiro não passou nenhuma bateria e acabou eliminado no Round 1. Raoni ficou com a 25ª colocação.
O Circuito Mundial agora vai para Bells Beach, ainda na Austrália, onde de 19 a 30 de Abril, inicia a segunda etapa do 2011 ASP WORLD TOUR.
Taj Burrow só parou na final, atropelado pelo careca Slater.
Taj deve estar pensando, "Por que ele não se aposenta?" Kelly Slater é o único atleta a vencer por 3 vezes o evento de Snapper Rocks
QUIKSILVER PRO GOLD COAST FINAL: 1 – Kelly Slater (USA) 11.20 2 – Taj Burrow (AUS) 10.17
QUIKSILVER PRO GOLD COAST SEMIFINAL: Kelly Slater (USA) 16.77 def. Tiago Pires (PRT) 8.20 Taj Burrow (AUS) 17.56 def. Jordy Smith (ZAF) 11.40
QUIKSILVER PRO GOLD COAST QUARTAS-DE-FINAL: Kelly Slater (USA) 15.40 def. Dusty Payne (HAW) 9.06 Tiago Pires (PRT) 14.64 def. Matt Wilkinson (AUS) 14.40 Taj Burrow (AUS) 17.30 def. Brett Simpson (USA) 11.60 Jordy Smith (ZAF) 13.03 def. Alejo Muniz (BRA) 9.95
ASP WORLD TITLE TOP 5 1. Kelly Slater (USA) 10,000 points 2. Taj Burrow (AUS) 8,000 points 3. Jordy Smith (ZAF) 6,500 points 3. Tiago Pires (PRT) 6,500 points 5. Matt Wilkinson (AUS) 5,200 points 5. Brett Simpson (USA) 5,200 points 5. Dusty Payne (HAW) 5,200 points 5. Alejo Muniz (BRA) 5,200 points 9. Adriano de Souza (Bra) 13. Jadson André (Bra) 13. Heitor Alves (Bra) 25. Raoni Monteiro (Bra)
O brasileiro Cesar Hanke, proprietário da www.australiabrasil.com.br, enviou esse pequeno vídeo exclusivo mostrando os bastidores da primeira etapa do circuito mundial de surf, que está rolando na Gold Coast Australiana. Only Beach action.
Enquanto esperamos pelo Quiksilver Pro, que está parado por falta de ondas na Gold Coast australiana, separamos aqui os vídeos do primeiro dia de competição e da festa da ASP.
O site australiano mesurf colocou na web algumas fotos e vídeos de um recente swell que proporcionou uma das melhores sessions de kirra dos últimos anoa. O herói nacional Mick Fanning aproveitou o "mando de campo" e quebrou tudo na Gold Coast.
O australiano Taj Burrow é o grande campeão do Quiksilver Pro, primeira etapa do ASP World Tour encerrada nesta sexta-feira (5/3) em Snapper Rocks, Gold Coast, Austrália.
O último dia de evento aconteceu com ondas de 1 metro, um pouco maior em algumas séries, mas com a formação um pouco prejudicada por causa do vento.
SEMI-FINAL 1 - TAJ BURROW (AUS) x BOBBY MARTINEZ (HAW) Vitória australiana. O CerveTaj contra o último goofy da etapa. Bobby abre a bateria com uma boa direita que lhe renderam de 6 manobras e um 6.33. Taj começa sua bateria rasgando forte e com o surf bem encaixado nas ondas de Snapper. Taj faz 4 boas manobras, cai na finalização mas faz um 8.00. Bobby martinez tenta a reação numa direita menor que não lhe rende muito mais do que um aéreo de backside 6.67. Taj pega uma boa direita da série, faz uma série de fortes rasgadas e batidas e finaliza com uma bela batida desgarrando a rabeta 7.67.
Taj Burrow 15.67 (8.00 + 7.67) Bobby Martinez 13.00 (6.33 + 6.67)
SEMI-FINAL 2 - DANE REYNOLDS (USA) x JORDY SMITH (ZAF) Duelo de gigantes. Os dois grandões do tour. Dane começa com uma pequena direita e faz um 3.33. Jordy também pega uma pequena, dá um aereo double grab e mais duas manobras e marca 5.33. Dane tenta a resposta numa onda média da série, rasga com muito estilo mas sem pressão e cai de um aéreo na finalização e marca 5.03. Jordy vem em seguida numa direita pequena mas que ele detona e marca 7.50. Dane tenta uma onda de dois aéreos, acerta o primeiro mas erra o segundo, 3.93. Em sua última onda, Jordy deu duas manobras, uma rasgada monstro e um aéreo rodando na junção, faz um 8.80 e liquida com o americano Dane Reynolds.
Jordy Smith 16.36 (8.80 + 7.50) Dane Reynolds 8.96 (5.03 + 3.93)
FINAL - TAJ BURROW (AUS) x JORDY SMITH (ZAF) Australia x Africa do Sul. A bateria da experiência contra a juventude. Jordy abriu a bateria com uma onda pequena mas que lhe rendeu manobras fortes e bem definidas e marca um 6.83. Taj dropa uma maior, joga água na cara de Jordy e vai até a areia manobrando forte e marca 7.40. Jordy rasga muito forte, faz quase um lay back e manda mais umas manobras menores e faz 5.17. Taj pega mais uma boa onda da série, realiza manobras meio esquisitas e faz um 6.17. Jordy tenta uma reação em uma onda pequena e marca 5.73. Estava bem competitivo até que Taj Burrow, então apagado na bateria, achou uma boa onda e executou batidas e snaps muito fortes, sempre no crítico da onda e desenhou belos arcos com suas manobras dando um show de surf, 8.17.
Taj Burrow 15.57 (7.40 + 8.17) Jordy Smith 12.56 (6.83 + 5.73)
Jordy Smith, que veio de excelentes apresentações nas outras fases quebrou sua prancha na metade da bateria, mas isto não o intimidou, logo ele fez a troca e voltou para a batalha.
Taj Burrow atravessa uma excelente fase. Venceu o cobiçado Pipeline Masters, última etapa do World Tour em 2009 e já começou o ano com o pé direito em Burleigh Heads, onde venceu uma etapa do WQS no último dia. Agora ele largar na frente na corrida pelo título mundial de 2010.
Resultado do Quiksilver Pro 2010
1 Taj Burrow (Aus) 2 Jordy Smith (Afr) 3 Bobby Martinez (EUA) 3 Dane Reynolds (EUA) 5 Adriano de Souza (Bra) 5 Kai Otton (Aus) 5 Joel Parkinson (Aus) 5 Bede Durbidge (Aus) 9 Adrian Buchan (Aus) 9 Chris Davidson (Aus) 9 Damien Hobgood (EUA) 9 Mick Fanning (Aus) 9 Fred Patacchia (Haw) 9 Daniel Ross (Aus) 9 Kieren Perrow (Afr) 9 Kelly Slater (EUA) 17 Jadson André (Bra) 33 Neco Padaratz (Bra) 33 Marco Polo (Bra)
Ranking depois de uma etapa
1 Taj Burrow (Aus) 10.000 pontos 2 Jordy Smith (Afr) 8.000 3 Bobby Martinez (EUA) 6.500 3 Dane Reynolds (EUA) 6.500 5 Joel Parkinson (Aus) 5.250 5 Bede Durbidge (Aus) 5.250 5 Adriano de Souza (Bra) 5.250 5 Kai Otton (Aus) 5.250 9 Adrian Buchan (Aus) 3.750 9 Chris Davidson (Aus) 3.750 9 Damien Hobgood (EUA) 3.750 9 Mick Fanning (Aus) 3.750 9 Fred Patacchia (Haw) 3.750 9 Daniel Ross (Aus) 3.750 9 Kieren Perrow (Afr) 3.750 9 Kelly Slater (EUA) 3.750 17 Jadson André (Bra) 1.750 33 Neco Padaratz (Bra) 500 33 Marco Polo (Bra) 500