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7 de setembro de 2011

Bobby Martinez está fora do Tour



Bobby Martinez há tempos vinha reclamando da ASP pelo twitter e em entrevistas. Recentemente deixou de competir em duas das etapas do tour (J-Bay e Teahupoo), sempre reclamando. Pois nessa quarta-feira, depois de vencer Bede Durbidge na repescagem do Quiksilver Pro NY, deu uma entrevista bombástica a Todd Kline, da Quiksilver, onde reclamou muito da entidade. A ASP não gostou e resolveu punir o atleta, desclassificando-o do evento de NY e suspendendo o atleta do World tour da ASP por ofensas a entidade.


Abaixo o vídeo com a entrevista que Bobby Martinez deu a Todd Kline, da Quiksilver.





Abaixo a carta da ASP se manifestando sobre o assunto:


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Date: 7 September 2011
To: Bobby Martinez
Date of offence: 7 September 2011

Dear Bobby,
We are writing to officially notify you that you have breached Article 151, contained in the 2011 ASP International Rule Book (Rule Book).

Article 151 outlines that all Surfers shall not at any time damage the image of the sport of Surfing and can be found by clicking here.

Article 151 has been breached as a result of the numerous comments you made publicly in an interview on the webcast of the current ASP World Tour Event in New York City, which included the following language:

“First of all, I’d like to say (an the ASP are going to fine me) ‘cuz I don’t want to be a part of this dumb f***ing wannabe tennis tour. All these pro surfers want to be tennis players. They want to do a halfway cutoff. How the f*** is somebody who’s not even competing against our caliber of surfers ahead of 100 of us on the one world ratings. They’ve never been here. They’ve never f***ing made the right to surf against us, but now we’re ranked upon them. Come on now. That’s Bullshit. That’s why I ain’t going to these stupid contests no more. This is my last one because FTW, my sponsors is here and I just tell it like it is. This is my last one and I don’t like tennis. I don’t like the tour… Who gives a f***? You know what I mean?”

“I’ve been here before. I love this city. I’ll tell you right now, if my sponsor wasn’t here, I wouldn’t be here for this dumb contest. ASP? They f***ing…surfing’s going down the drain thanks to these people.”

The interview was conducted on the event live webcast being watched by a global audience, which includes many young children.

Article 147 of the Rule Book provides the ASP Rules & Discipline Committee with the authority to decide appropriate penalties to be issued where there is a breach of the Rule Book.

After careful consideration of these comments and taking into account your multiple offenses of this Article during 2011 that clearly “efface a pattern of unacceptable conduct,” the Rules and Discipline Committee have approved the following action in accordance with Article 147.03 of the

Rulebook:
Rule Breach:
Article 151 – Damage to Surfing’s Image
Action: You are suspended from the ASP World Tour
IMMEDIATELY. You will not take part in the remainder of the World Tour Event currently underway in New York City. A Rules and Discipline Report will be submitted to the ASP Board of Directors to consider expulsion for the remainder of the 2011 Surfing Season. Your suspension will remain in place until such time that the ASP Board of Directors have considered the Report.

Please refer to the ASP Rulebook at the link here for your rights to appeal this decision. Should you wish to have a written submission considered with the Rules and Discipline Report to be considered by the ASP Board of Directors in relation to this incident, please send it to rules@aspworldtour.com before 12 September 2011.

Yours Sincerely,
ASP Rules and Disciplinary Committee

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

A verdade é que isso já virou um "viral video" na web. Há quem ache que tudo isso é mesmo uma auto-promoção de Bobby Martinez que agora está de patrocínio novo e vai se dedicar a uma carreira como freesurfer fora do Tour.

19 de agosto de 2011

Enquanto isso, no famoso mundo encantado da ASP


Há tempos se fala que está mais do que na hora de acontecer algumas mudanças radicais tanto no Circuito Mundial de Surf quanto na própria ASP, entidade que governa o surf mundial desde 1983. Os motivos são muitos:

- Nosso esporte ainda é organizado, administrado e visto como um esporte bastante amador;

- O circuito mundial tem "mãos e pernas" atadas com as mesmas empresas há décadas, impedindo que novas marcas e investimentos cheguem ao nosso esporte. O que é bastante conveniente para estas marcas;

- A qualidade das ondas este ano piorou visivelmente em função das marcas patrocinadoras estarem preferindo ficar perto do grande público em vez de ir atrás das ondas boas, como ocorria no antigo Dream Tour; Leia mais aqui: http://surfabout.blogspot.com/2011/05/as-andancas-do-tour.html

- Os julgamentos são subjetivos demais e NOME e seda de PATROCINADOR infelizmente ainda ganham baterias;

- Os eventos do Tour estão com seu formato desgastado e cada vez mais os não-surfistas entendem menos sobre o nosso esporte (E isso vale tanto para o grande público quanto para a mídia).

- As mudanças implementadas em 2010 ficaram confusas até para os competidores mais experientes;

- Ainda existe muita politicagem e uma certa dose de preconceito no World Tour. Mesmo que muitos neguem.

- Em nome da eterna contra-cultura, não existe qualquer tipo de anti-dopping e “atletas” podem competir utilizando todo tipo de drogas. Mesmo as drogas que tornam as disputas bastante injustas. (Aliás, o único caso de dopping registrado na entidade foi o de Neco Padaratz, em uma decisão bem preconceituosa da própria direção da ASP.)


Recentemente vários atletas da elite da ASP deixaram claro que estão insatisfeitos com o andar das coisas. Kelly Slater preferiu ficar pegando altas ondas em Fiji em vez de ir competir em merrecas sul-africanas. Dane Reynolds, mesmo sendo visto quebrando em diversos picos, continua alegando ainda estar lesionado e não apareceu em muitas das etapas desse ano. E agora essa semana, com o tour caminhando para o início da 5ª etapa do ano, Bobby Martinez e (novamente) Dane Reynolds afirmam que não vão a Teahupoo. Martinez, que já venceu em Teahupoo por duas vezes, disse que não vai competir em Teahupoo e que vai fazer sua última participação no tour da ASP na etapa de New York. Depois disso ele vai abandonar o circuito mundial até que haja mudanças significativas.

Leia aqui as reclamações de Bobby Martinez sobre o World Tour da ASP

http://espn.estadao.com.br/surf/noticia/105134_MUDANCAS+DA+ASP+REVOLTAM+BOB+MARTINEZ

http://cisurfboards.com/blog/2011/bobby-martinez-interview-making-the-uncut/


Há tempos também que se fala em um rebel tour. O 10 vezes campeão do mundo, Kelly Slater, já falou em mais de uma oportunidade que gostaria de fazer um circuito alternativo com eventos mais curtos, com melhores surfistas e com visibilidade e premiações bem maiores.

Saiba mais sobre essa história do Rebel tour de Kelly Slater com a ESPN aqui:

http://www.theaustralian.com.au/news/features/slater-leads-rebel-surf-tour/story-e6frg6z6-1225756557665

http://www.surfinglife.com.au/news/asl-news/2816-champions-rebel-tour-kelly-slater


Mas foi só Slater tocar nesse assunto que a ASP correu na frente e refez seu circuito, Modificou várias regras (ainda na metade de 2010) e tudo parecia que iria mudar. 2011 já começou diferente. Mas não melhor. As pontuações dos rankings não foram corretamente niveladas e muitos atletas da nova geração passaram a dizer que seu acesso a elite ficou ainda mais difícil.

Uma coisa é certa. O Circuito Mundial de Surf está confuso, os eventos estão longos demais, as novas praias do tour são inconstantes em termos de ondas e tudo isso está desagradando a muitas pessoas. Inclusive aos atletas. Há quem diga que está faltando sensibilidade e inteligência nessa gestão da ASP.

Qual será o futuro do surf competitivo?

Uma mudança radical na diretoria da ASP melhoraria o circuito mundial?

Um circuito mundial alternativo seria a saída?

Qual a seria o melhor caminho para o correto desenvolvimento do surf competição?

As perguntas são tantas quanto as incertezas. Enquanto isso parece que o antes tão badalado circuito mundial, começa a perder pretígio e alguns de seus maiores surfistas. Mesmo com a ASP aumentando substancialmente as multas para quem faltar a uma etapa. E que venha Teahupoo!!

12 de abril de 2010

Rip Curl Pro Bells Beach 2010

O americano nove vezes campeão Mundial, Kelly Slater, venceu pela quarta vez o Rip Curl Pro Bells. Aos 38 anos Kelly mostrou que ainda é o maior fenômeno do surf mundial (e o mais freak) e que ainda tem surf para competir contra qualquer outro surfista do mundo por muito tempo. Na final do Rip Curl Pro, Kelly derrotou o atual campeão mundial, o australiano Mick Fanning, de 28 anos.

O dia decisivo do evento aconteceu nas ondas de Johanna Beach, em ondas de 3 a 4 pés, demoradas eu bastante cheias.

Na primeira bateria das Quartas-de-final
ADRIANO DE SOUZA 4.87 X TAJ BURROW 11.34
O talento brasileiro contra o australiano que é o atual líder do ranking. Tinha tudo para ser uma bateria show, mas as ondas não apareceram. Taj abriu bem a bateria, com uma onda que lhe rendeu 5 cutbacks e uma batida e um score de 5.67. O Mineirinho tentou sua resposta em direitas menores, com manobras mais fracas e faz 2.17 e 2.7. Mineiro precisava de pouco mais de 3 pontos para virar e as ondas não vinham. Com a estrela brilhando como nunca, Taj pega mais uma boa direita e repete o score da sua primeira nota 5.67.

Final de evento para o brasileiro que abandona a perna australiana do circuito com dois quintos (Gold Coast e Bells) e com a sexta colocação no Circuito Mundial (empatado com Parko e Bede)




Na segunda bateria das Quartas-de-final
JORDY SMITH 14.00 X MICK FANNING 14.20
Um verdadeiro duelo de titâs. A máquina de vencer baterias Mick Fanning contra o talentoso Smith. Uma bela e disputada bateria, onde a raça e a agressividade de Fanning se sobressaíram ao talento de Jordy Smith. Jordy fez notas 5.50 e 8.50. Fanning marcou 7.33 e 7.87 e venceu a disputa




Na terceira bateria das Quartas-de-final
JOEL PARKINSON 14.40 X BOBBY MARTINEZ 15.10
A terceira bateria das quartas foi bastante disputada. Joel Parkinson não mostrou o seu melhor surf, fez notas 6.83 e 4.57 e deixou o caminho aberto para o americano Bobby Martinez. Bobby pegou uma boa esquerda, mandou fortes pancadas e fez 8.83. Na seqüência fez mais uma boa onda que lhe rendeu um 6.27 e que liquidou com a fatura e mandou Joel de volta pra casa.


Na quarta bateria das Quartas-de-final
BEDE DURBIDGE 13.00 X KELLY SLATER 15.10
Bede versus Kelly. Dois atletas frios, super consistentes e que sempre fazem ótimos confrontos. Kelly chegou na praia ainda mancando por causa de um aéreo reverse que virou o seu pé. Bede começou a bateria, em uma esquerda da série faz 7.50, mas sua segunda nota foi um fraco 5.50. Kelly começa com um 6.10 mas, mágico que é, faz um 9.00 e garante seu espaço na semi-final.


Semi-final 1
TAJ BURROW 12.50 X MICK FANNING 15.33
Duelo de australianos. Mick Fanning surfou mais agressivo, buscando o máximo de pontos a cada onda, enquanto Taj apostou mais nas manobras aéreas. Taj marca os scores 6.17 e 6.33. Fanning marca 7.83 e 7.50 e vence Taj Burrow. O macaco albino australiano está na grande final de Bells, evento de seu patrocinador.





Semi-final 2
BOBBY MARTINEZ 3.80 X KELLY SLATER 14.66
Duelo de americanos. Bobby Martinez resolveu mudar de pico e apostou numa onda mais afastada. E logo na bateria contra Slater. Enquanto Bobby ficou esperando por ondas que nunca vinham e marcou ridículos 1.43 e 2.37. Kelly não deu mole e fez duas ondas regulares marcando 6.83 e 7.83. Slater faz a mala de Martinez e garante a vaga na grande final. Pela quarta vez.




Final
MICK FANNING 12.00 X KELLY SLATER 17.03
Duelo de Gigantes! Mick estava focado, quieto e sério. Slater estava mancando e mais descontraído. A bateria começou nervosa, com ambos os atletas errando bastante e fazendo scores muito baixos. O clima parecia tenso dentro d’água. Mick Fanning pegou duas boas ondas, marcando 7.17 e 4.83 enquanto Kelly tinha míseros 2.83 e 4.67 quando entrou uma boa direita pro kelly. A onda parecia bem armada e kelly vai, estica a cavada, dá uma manobra batidinha funcional, para ajeitar a prancha e manda um alley-up alto, o pé desgruda da prancha e ele cai na espuma... e volta... O Magic Kelly marca um 8.93 e volta pro jogo. Entra mais uma boa direita e Kelly vem, manda um forte e bem definida batidatailslide360, rasga forte na cara dôo fotógrafo, manda fortes cutbacks e joga água no chopp do australiano: 8.10. Kelly é campeão do Rip Curl Pro Bells Beach 2010 pela quarta vez.



Com a vitória Slater, que estava na nona colocação, assumiu a vice-liderança do ranking, aumentou para 42 o seu recorde de vitórias, igualou uma marca histórica estabelecida pelo lendário australiano tetracampeão mundial Mark Richards em 1970, e tacou fogo na disputa pelo título.





Ranking do World Tour depois de duas etapas

1 Taj Burrow (Aus) – 16.500 pontos
2 Kelly Slater (EUA) – 13.750
3 Jordy Smith (Afr) – 13.250
4 Bobby Martinez (EUA) – 13.000
5 Mick Fanning (Aus) – 11.750
6 Joel Parkinson (Aus) – 10.500
6 Bede Durbidge (Aus) – 10.500
6 Adriano de Souza (Bra) – 10.500
9 Dane Reynolds (EUA) – 8.250
10 Fredrick Patacchia (Haw) – 7.500
10 Adrian Buchan (Aus) – 7.500
13 Jadson André (Bra) – 5.500 pontos
30 Neco Padaratz (Bra) – 2.250
39 Marco Polo (Bra) – 1.000

1 de agosto de 2009

ASP WORLD TOUR – STOP 3 - TEAHUPOO – TAHITI

BILLABONG PRO

Depois de duas etapas, em duas direitas perfeitas, e de duas vitórias impressionantes do australiano Joel Parkinson, chega a vez das esquerdas de Teahupoo, uma das mais grandiosas e poderosas ondas do circuito. Vale lembrar que essa etapa também utilizou o novo formato da morte súbita. Perdeu, ta fora.

As triagens que antecedem o evento principal, e que premiam o vencedor com a participação no evento principal aconteceram em ondas pequenas e demoradas. A final foi entre o local Heiarii Willians e o havaiano Mark Healey, numa bateria de poucas ondas, onde o local Heiarii pegou um bom tubo que lhe valeu 9.74 e o passaporte para o main event.

FINAL TRIALS
http://www.youtube.com/watch?v=wCWaI7F0ZzY

O evento principal começou com ondas de poucos tubos e com séries demoradas.

DIA 1
http://www.youtube.com/watch?v=IsHp_bhWyLU


Bruno Santos, vencedor do ano passado não se encontrou na bateria, se posicionou de maneira equivocada e não consegue passar pela primeira fase do evento, perdendo para o aussie Kai Otton.




Outro brasileiro que cai na primeira fase foi o paranaense Jihad Khodr, que caiu diante do convidado Andy Irons. Andy que anda afastado do tour por problemas psicológicos, aproveitou o convite de seu patrocinador, não deu mole e escovou o Jihad, que não mostrou a que veio. Jihad tem encontrado sérios problemas para se adaptar as ondas do tour e para equilibrar seu lado psicológico.

Heitor Alves começa bem no evento, surfando bem na sua bateria de estréia e eliminando o local Michel Bourez por 15.00 a 11.00 pontos. Foi uma bateria de poucas ondas e notas baixas, mas Heitor virou a bateria com um bom tubo que lhe rendeu 7 pontos e a vaga para a próxima fase.


Com ondas de 4 a 6 pés e forte vento terral, deu-se inicio ao round dos cabeças de chave. Nas seis baterias realizadas, metade dos cabeças-de-chave perderam de cara. Jay Thompson derrubou Jeremy Flores, Josh Kerr tirou Fred Patacchia e Mick Campbell eliminou Adrian Buchan.

Mesmo com ondas de um metro com séries maiores, e sem os temidos tubos que fizeram a fama de Teahupoo, a competição teve de continuar. Adriano de Souza estreou numa bateria de ondas fracas e escassas e só no finalzinho encontrou uma onda nota 7 para despachar o desafeto e companheiro de equipe Dustin Barca.



Heitor pegou altas, surfou bem, mas mesmo assim acabou sendo eliminado pelo inspirado Jordy Smith na bateria de maiores medias do dia. Por 16.33 a 14,34, Jordy elimina o cearense.

Kelly também se deu mal e foi derrotado pelo basco Aritz Aranburu, amargando um 17 lugar no evento. No ano de sua busca pelo décimo titulo mundial, Slater vem colecionando resultados ruins. Aranburu achou um tubao na bateria e arrancou a maior nota do evento, um 9.77.


Nas oitavas, Mineirinho elimina o sul-africano Jordy Smith, vinga o compatriota Heitor Alves e garante vaga nas quartas de final, dominando a bateria do início ao fim nas ondas de 1 metro de Teahupoo.

FINAL DAY
http://www.youtube.com/watch?v=d1KpCp28Jtg&feature=PlayList&p=A90376C881D149C6&playnext=1&playnext_from=PL&index=20

Nas quartas-de-final, Mineirinho pega o havaiano Bobby Martinez, que escolhe melhor as ondas, pega dois excelentes tubos e acaba com a alegria do brasileiro. Bobby somou 15.93 (8.00 e 7.93) contra 12.67 do brasileiro (7.17 e 5.50). Com o resultado da bateria, Adriano encerra a participação em quinto lugar e embolsa US$ 9 mil de premiação.


QUARTAS 1 (CJ X TAJ)
http://www.youtube.com/watch?v=bsRl4b62Szk

QUARTAS 3 (BOBBY X MINEIRO)
http://www.youtube.com/watch?v=ffw1FHHw4YE

QUARTAS 4 ( ARITZ X WHITAKER)
http://www.youtube.com/watch?v=jJKcYboh79E

Na primeira semi, Bobby (17.17) pegou o basco Aritz Aranburu (15.23) e

Na segunda bateria da semi-final, Taj (14.86) passou pelo também australiano Mick Campbell (10.00).

SEMIFINAL 1 (TAJ E MICK CAMPBELL)
http://www.youtube.com/watch?v=sxQ3NrEdItU

Na final, com ondas em torno de 2 metros, Bobby, que já havia sido campeão em Teahupoo em 2006, somou dois high scores para vencer o australiano Taj Burrow por 18.36 (8.73 e 9.73) a 16.10 (8.17 e 7.93). Taj ficou em combinação e precisou de 18.47 para reverter o resultado.

FINAL
http://www.youtube.com/watch?v=hvi0E5T7hUM


Bobby teve um grande desempenho no campeonato. Ele superou o aussie Dayyan Neve na segunda fase, atropelou o tricampeão havaiano Andy Irons em seguida, derrotou o brasileiro Adriano de Souza nas oitavas, passou pelo basco Aritz Aramburu na semifinal e coroou sua brilhante trajetória com uma atuação impecável na final contra Taj Burrow.

Pelo título, Bobby leva US$ 40 mil de premiação, enquanto Taj fica com US$ 24 mil. Esta foi a quarta vitória do californiano de Santa Barbara no World Tour. Agora são duas vitórias em Teahupoo e duas vitórias em Mundaka, Espanha.

“Estou muito emocionado. Esperei as melhores e tive sorte porque não havia muitas ondas. E não cai em nenhuma delas. Tudo parecia a meu favor e nem sei o que dizer, me sinto realmente de um jeito especial", disse o campeão, que quebrou oito pranchas no Tahiti e surfou com uma emprestada pelo local Alan Riou.

Adriano de Souza foi o brasileiro mais bem colocado na prova, encerrando sua participação em quinto lugar, mesma colocação que ocupa no ranking.

Heitor Alves ficou em 17o e foi a 30 no ranking, enquanto Jihad Khodr, 33o colocado na prova, está em vigésimo no ranking. Bruno Santos, que era o defensor do título na etapa mas não faz parte da elite do Tour, encerrou a participação também em 33o lugar.

Resultado do Billabong Pro Teahupoo

1 Bobby Martinez (EUA)
2 Taj Burrow (Aus)
3 Aritz Aramburu (Esp)
3 Michael Campbell (Aus)
5 Adriano de Souza (Bra)
17 Heitor Alves (Bra)
33 Jihad Khodr (Bra)
33 Bruno Santos (Bra)

30 de julho de 2009

ASP WORLD TOUR – STOP 2 – BELLS BEACH - AUSTRALIA

RIP CURL PRO BELLS BEACH

A segunda etapa do ASP World Tour 2009 aconteceu nas direitas de Bells Beach, na Austrália, e estreou um novo formato nas competições do tour, formato sem a tradicional repescagem, a famosa “morte súbita. Perdeu, tá fora. Outra novidade desse formato é que as baterias serão todas homem-a-homem, e os oito melhores do ranking em 2008 entram direto na segunda fase da competição. Segundo a ASP, o novo formato reduz o tempo necessário para a realização de uma etapa.

A etapa de Bell’s é a mais antiga e tradicional do circuito mundial, já está em sua 37 edição. O troféu do evetento, em forma de sino é objeto de desejo de 10 entre 10 competidores. As maiores lendas do surf mundial já assinaram o troféu e badalaram o sino.

O evento começou em Bell’s depois foi transferido para a bancada de Winkipop, situada á esquerda de Bell’s.

Heitor Alves foi o primeiro brasileiro a dar adeus a competição, sendo eliminado pelo australiano Jay Thompson na primeira fase da competição. Heitor fica com a 33 colocação e não mostrou a que veio.

Jihad passa pelo americano Patrick Gudauskas na primeira fase, mas perdeu para o australiano Tom Whitaker na fase seguinte. Jihad não conseguiu ler corretamente as ondas de Bells e não soube segurar a prioridade numa hora crucial da bateria.

No feminino, a brasileira Silvana Lima derrotou a australiana Stephanie Gilmore na final e consegue sua primeira vitória no tour surfando muito bem e fazendo a festa brasileira na australia. A brasileira é a atual numero 2 do ranking mundial.

VEJA O VIDEO
http://www.youtube.com/watch?v=_ErGCwhakPE

Kelly Slater mais uma vez aposta nas pequenas quadriquilhas e é eliminado novamente em sua bateria de estréia, desta vez para o jovem australiano Owen Wright que encontrou as melhores ondas da bateria.

Adriano Mineirinho também perdeu em sua bateria de estréia para o inspirado australiano drew Courtney.

"Vi as ondas do Drew, ele surfou bem, fez um 9 e um 7. São cinco profissionais ali julgando e eu não me preocupo em saber se a nota foi justa ou não. Fiz um papel legal, deixei uma boa impressão aqui, mas não foi suficiente para passar a bateria. Agora, a única coisa que tenho de fazer é pensar em Teahupoo", diz Adriano no site Waves.
Ao término da bateria, diversas pessoas parabenizaram o brasileiro pela performance e contestaram o resultado do confronto, inclusive alguns australianos.



Kelly Slater e Mick Fanning vencem a expession session. Kelly com sua 5’4 executou um belo carving com 360 e Mick deu um belo cutback forçando a rabeta. Os dois dividiram os U$ 1.000 do premio.
Na primeira semi, dois talentosos surfistas (e que tem um estilo de surf muito parecido) se enfrentaram dando show de surf. Os dois se revezaram la liderança da bateria o tempo todo e no final Joel (16.33) derrotou o sul-africano Jordy Smith (15.24) garantindo mais uma final.

VEJA O VIDEO
http://www.youtube.com/watch?v=y0tsM3kX0lY


Na segunda bateria da semi-final, o local Adam Robertson, que saiu das triagens do evento venceu o havaiano Fred Patacchia por 13.87 a 12.73.

Na final, Joel (17.40) mostrou experiência e um surf refinado e não deu chances a seu adversário, o local Adam Robertson (13.37) nas boas direitas de Bell’s. O surf refinado de Joel Parkinson foi superior e Parko vence a segunda etapa consecutiva do ano. Duas etapas, duas vitórias.

VEJA O VIDEO
http://www.youtube.com/watch?v=Mv21tuZmcU0


Mas o grande nome do evento foi mesmo o australiano joel Parkinson, que conquista sua segunda vitória seguida no tour e marcha forte rumo ao titulo. Em sua 15 vitoria, parko derrotou o local Adam Robertson pelo placar de 17.40 a 13.37 pontos. É a segunda vez que Parko toca o sino em Bells.

"Vencer em casa é provavelmente a vitória mais especial que pode existir, mas este é o troféu mais especial que você pode ter", diz Parko. "Não há outro troféu no surf com o prestígio e a honrosa lista de campeões como este. É incrível levantar novamente essa taça ", continua o aussie.

RIP CURL PRO BELLS BEACH FINAL RESULTS:
1 – Joel Parkinson (AUS) 17.402 – Adam Robertson (AUS) 13.37
RIP CURL PRO BELLS BEACH SEMIFINAL RESULTS:
SF 1: Joel Parkinson (AUS) 16.33 def. Jordy Smith (ZAF) 15.24
SF 2: Adam Robertson (AUS) 13.87 def. Fred Patacchia (HAW) 12.73
RIP CURL PRO BELLS BEACH QUARTERFINAL RESULTS:
QF 1: Joel Parkinson (AUS) 13.17 def. C.J. Hobgood (USA) 8.66
QF 2: Jordy Smith (ZAF) 15.50 def. Mick Fanning (AUS) 15.16
QF 3: Adam Robertson (AUS) 14.26 def. Kekoa Bacalso (HAW) 12.33
QF 4: Fredrick Patacchia (HAW) 14.13 def. Kieren Perrow (AUS) 12.17

Resultado do Rip Curl Pro 2009

1 Joel Parkinson (Aus)
2 Adam Robertson (Aus)
3 Fred Patacchia (Haw)
3 Jordy Smith (Afr)
5 Kekoa Bacalso (Haw)
5 Kieren Perrow (Aus)
5 C.J. Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
17 Adriano de Souza (Bra)
17 Jihad Khodr (Bra)





29 de julho de 2009

ASP WORLD TOUR – STOP 1 - GOLD COAST – AUSTRALIA

QUIKSILVER PRO 2009

A etapa de abertura do Circuito Mundial é sempre um show de surf. Ondas perfeitas e palco natural para eventos de surf, o Quiksilver Pro, na Gold Coast australiana é uma daquelas etapas que enchem os olhos do mundo do surf.

As condições do mar foram um tanto difíceis e obrigaram o evento a usar uma estrutura móvel para acontecer em diferentes ondas da região. As baterias aconteceram nas ondas de Duranbah, Snapper Rocks e as finais na bancada de Kirra.

Heitor Alves não apresenta seu melhor surf e fica na 17 colocacao mas ganha a expession session com um bom aéreo que lhe rendeu U$ 2.500

Kelly Slater diz que vai se dedicar a conquista do décimo titulo mundial, aparece com uma prancha 5’3, quadriquilhas e arrebenta no freesurf, chocando o mundo do surf. Mas no evento perdeu para o novato Julian Wilson e, como há muito não acontecia, cai fora da disputa logo na primeira fase da competição.

Jihad faz uma boa estréia no Dream Tour, venceu importantes baterias e conquista uma nona colocação. Nada mal para o paranaense começar o ano como o numero 9 do tour.

As finais do evento aconteceram em ondas de 2,5 metros na praia de Kirra. Tubão, power surf e um espetáculo para o publico presente no primeiro evento do ano.

Na primeira semi, Joel Parkinson (9.93 e 10.00) vence o também local Mick Fanning (9.43 e 8.23) por 19.93 a 17.66. Uma bateria de dois pesos pesados do Tour e com ondas incrivelmente bem surfadas.

Na segunda bateria da semi-final, Adriano Mineirinho (7.17 e 7,67) surfa muito e esmaga o australiano Taj Burrow (3,67 e 1,67) por 14.84 a 5.34.

Na final, Joel (8.83 e 10.00) continua quebrando tudo e surfando com muito estilo e não da chances a Adriano de Souza (4.30 e 7.00). Parko faz 18.83 contra os 11.30 de Mineirinho.

Nosso mineirinho Adriano de Souza começa o ano bem demais. Surfando muito, o brasileiro foi derrotando um a um de seus adversários, eliminando atletas como Taj Burrow, Fred Pattachia, Bede Durbidge entre outros, faz sua primeira final no tour e começa o ano como numero 2 do mundo. Fato inédito para o surf brasileiro. Evoluindo a olhos vistos, Mineirinho a cada evento parece mais afinado com as condições de onda e julgamento do tour.

"Estou muito feliz. Foi incrível esse campeonato, passei por grandes estrelas e estou muito feliz por iniciar o ano assim tão bem. Agora tenho mais responsabilidade, mais trabalho a fazer. Vou me dedicar mais ainda aos meus treinos, às minhas pranchas. Acho que esse resultado está me dando mais energia, mais gás pra chegar bem a Bells. A única coisa que penso agora é manter o foco, a mesma determinação que tive neste campeonato, para que eu possa fazer um grande trabalho em Bells", diz Adriano.


Joel Parkinson surfa muito, apresenta o melhor surf da competição e vence em casa, fazendo a festa da torcida local. Parko mostra que está com vontade dobrada para conquistar seu primeiro titulo mundial.

"Há muito tempo eu não sentia o gosto da vitória", diz Parko. "Até a buzina tocar, eu não sabia qual a emoção que sentia. Você fica contagiado com o barulho da galera até você reencontrar a família e os amigos, que é onde você realmente sente todas as emoções. Agora estou eufórico e alucinado, e vai levar algumas horas para voltar ao normal". Diz Parko no site Waves.



Resultado do Quiksilver Pro 2009

1 Joel Parkinson (Aus)
2 Adriano de Souza (Bra)
3 Mick Fanning (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
5 CJ Hobgood (EUA)
5 Damien Hobgood (EUA)
5 Bede Durbidge (Aus)
5 Adrian Buchan (Aus)
9 Jihad Khodr (Bra)
17 Heitor Alves (Bra)