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10 de julho de 2014
J-BAY OPEN – WCT 2014
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13 de abril de 2014
Michel Bourez vence em Margaret River e medina continua na liderança do ranking
Foi finalizado em Margaret River, West Austrália, o Drug Aware Margaret Pro, a segunda
etapa do circuito mundial da ASP. Com ondas de 4 a 6 pés, o taitiano Michel Bourez
surfou muito forte e venceu sua primeira etapa no tour. Quem também gostou
desse resultado foi o brasileiro Gabriel Medina, que após duas etapas continua
na liderança do ranking mundial.
Muita gente gostaria de ter visto uma final em The Box, mas
a verdade é que Margaret não decepcionou. Não foi o clássico que muita gente
gostaria de ter visto, mas tinha altas ondas.
Michel Bourez mostrou o surf mais agressivo do campeonato. Suas
manobras tinham paixão e raiva. Há tempos seu surfe vem chamando a atenção, mas
em Margaret River o taitiano provou que ele de fato merece estar entre a elite.
Para chegar ao título, Bourez venceu Nat Young nas quartas, Kelly Slater na
semi e Josh Kerr na grande final.
O julgamento continua dando suas resbaladas. Na bateria das quartas entre Bede Durbidge e Josh Kerr, muita gente questionou a escolha dos juízes. Na bateria entre Kelly Slater e Joel Parkinson, ficou óbvia a diferença de performance, mas as notas foram muito próximas.
A próxima etapa do tour acontece agora de 16 e 27 de abril, em Bell’s Beach, Austrália. O brasileiro Adriano de Souza defende o título da competição entre os homens e a havaiana Carissa Moore tenta manter a taça entre as mulheres.
O julgamento continua dando suas resbaladas. Na bateria das quartas entre Bede Durbidge e Josh Kerr, muita gente questionou a escolha dos juízes. Na bateria entre Kelly Slater e Joel Parkinson, ficou óbvia a diferença de performance, mas as notas foram muito próximas.
A próxima etapa do tour acontece agora de 16 e 27 de abril, em Bell’s Beach, Austrália. O brasileiro Adriano de Souza defende o título da competição entre os homens e a havaiana Carissa Moore tenta manter a taça entre as mulheres.
Fotos: ASP
Video: ASP
Medina segue na liderança do ranking - Foto: ASP/Cestari
QUARTAS
Bede Durbidge (AUS) x
Jordy Smith (ZAF) – Tanto Bede quanto Jordy chegaram nessa etapa com a 24ª colocação
no ranking e com muita de vontade de subir algumas posições. A bateria começou lenta e com ondas médias: 3
pontos na primeira do Bede, 6.00 na primeira do Jordy e 5.67 na segunda onda de
BD. Jordy assumiu a liderança em uma
direita de 4 boas manobras, todas no crítico da onda e marcou 8 pontos. Bede tentou uma reação, fez 6 manobras em uma
direita um pouco menor e marcou 7.67. Sem a prioridade, BD ainda pegou uma
direita de 3 manobras, marcou 7,63 e assumiu a liderança da bateria. Jordy Smith, que esperou demais a bateria toda,
ficou sem uma segunda boa nota e acabou perdendo mesmo com a maior nota do
confronto. Bede Durbidge venceu por
15.30 a 14.00, conquistou a primeira vaga da semi e também empatou seus
confrontos com Jordy: agora são 5 vitórias pra cada lado. Jordy Smith sai de Margaret com a 13ª
colocação no ranking WCT.
Bede Durbidge - Foto: ASP/Cestari
Gabriel Medina (BRA)
x Josh Kerr (AUS) – O líder Gabriel Medina contra o australiano número 9 do
ranking. Os dois surfistas chegaram as
quartas fazendo uma boa campanha em Margaret River. A bateria começou com um aéreo
não completado de Josh Kerr, uma nota 5.17 pro Medina e um 6.33 pro Josh Kerr
com um rasgadão. Josh Kerr pegou uma onda regular, marcou 4.50 e assumiu a
liderança da bateria. Medina deu sua resposta em uma direita com 3 manobras
fortes de backside e marcou 5.60. Josh Kerr trocou de prancha, e já na primeira
onda ampliou sua vantagem marcando 7 pontos. Faltando 14 minutos, Medina
precisava de 7.73 para virar. Medina tentava, mas as ondas não encaixavam. Josh
Kerr, experiente e íntimo de Margaret River, liderou até o final da bateria.
Medina não achou uma boa onda e acabou eliminado nas quartas-de-final. Medina e
Josh Kerr já haviam se enfrentaram 7 vezes, com 4 vitórias de Josh Kerr e 3 de
Gabriel Medina. Medina vai para Bells
com um 1º e um 5º, um início nada mal para o brasileiro, que continua liderando
o ranking mundial.
Kelly Slater (USA) x
Joel Parkinson (AUS) – Slater, então número 5 do mundo, contra Joel
Parkinson, o vice-líder do ranking. Essa é uma bateria que sempre sai faísca. A
rivalidade entre os dois é grande e tem um título mundial ainda entalado na
garganta de Slater. Desde o título de
2012, vencido por Parko no ano em que Slater tinha três vitórias e Parko
somente uma (conquistada depois da conquista do título), em cada bateria entre
os dois, Slater fez questão de mostrar quem é o verdadeiro campeão. A bateria
começou com uma boa onda de Slater. O careca mandou a primeira manobra, pegou
um bom tubo, e enquanto toda praia esperava para ver se ele completaria ou não
a onda, Slater saiu de dentro do tubo direto para uma batida: 8.43 e a praia e
os locutores delirando com a habilidade e com a leitura de onda do careca. Parko mandou 3 bonitas rasgadas, não variou
muito as manobras e marcou 6.67. Kelly pegou outra boa onda, deu duas boas
manobras e quase completou uma junção cabulosa: 7.10. Joel pegou uma onda de 3
manobras regulares e mandou seu tradicional claim,
e ganhou 8.77 dos juízes. 15.53 a 15.44. Slater dominou a bateria do início ao
fim. Apesar da pouca diferença de pontos, o surfe de Slater foi muito superior
ao surfe apresentado por Joel Parkinson. Faltando 3 minutos para o fim, Slater
comprou uma onda furada de Joel, não fez uma boa onda e deixou a prioridade nas
mãos do australiano, que precisava de 6.76 para virar o resultado. Para a sorte
de Slater (e de Medina), as ondas pararam. Kelly Slater venceu, conquistou a 3ª
vaga da semi e impediu Parko de assumir a liderança do tour. Kelly e Parko já se enfrentaram 15 vezes, com 10
vitórias de Slater contra 5 de Parko. Com a derrota de Parko, Medina garantiu
sua permanência na liderança do ranking. Se Slater vencesse o evento, poderia empatar
com Medina na liderança do ranking. Joel continua em 2º no ranking.
Nat Young (USA) x
Michel Bourez (PYF) – O americano número 9 do ranking contra o taitiano
número 13 do mundo. Michel Bourez
começou a bateria com ondas bem fortes, manobrando sempre com muito Power, mas suas
notas foram apenas regulares: 6.33, 4.00 e um 6.67. Nat Young não se entendeu
com sua prancha, fez duas ondas baixas e trocou de prancha, demorou demais para
iniciar o confronto e mesmo quando as ondas entraram, ele não conseguiu aproveitar
muito bem. A prancha ainda não estava no pé ele novamente trocou de prancha.
Michel Bourez liderou fácil a bateria do início ao fim. As ondas inconstantes
influenciaram muito nesse confronto. Michel Bourez venceu e levou a última vaga
na semi. Nat Young sai de Margaret com a 7ª colocação no ranking.
SEMI
Bede Durbidge (AUS) x
Josh Kerr (AUS) – Essa bateria foi pra água pela 8ª vez. Josh Kerr havia
vencido por 6 vezes enquanto Bede Durbidge havia vencido apenas uma. A semi
começou com ondas fracas. Josh Kerr começou
a bateria com um 5.50, mas logo em seguida pegou uma ótima onda, detonou e
marcou 8.83. Bede Durbidge tinha um 6.67 e um 7.07, mas ainda precisava de pelo
menos 7.27 pontos para virar a bateria, que ainda estava na metade. Faltando 7
minutos, Kerr tentou um aéreo e não conseguiu. Na onda de trás, Bede Durbidge mandou
um layback, uma rasgada e uma boa batida na finalização: ganhou 7.80 e a
liderança da bateria, mas não por muito tempo. Josh Kerr deu sua resposta numa boa onda de 3
manobras em que ele marcou 6.27 e recuperou a bateria. Sem mais tempo, Bede
Durbidge acabou ficando na semi e fecha o seleto grupo dos TOP 10 do ranking
WCT 2014. Josh Kerr avançou e conquistou a primeira vaga na final do Drug Aware
Margaret River Pro.
Kelly Slater (USA) x
Michel Bourez (PYF) – A segunda semi começou com uma onda regular de
Slater: 6.33. Logo na seqüência Kelly dropou uma boa direita, rasgou forte,
passou uma sessão muito difícil, mandou um manobrão chutando a rabeta e ainda
finalizou com um reentry: 5.67. Michel Bourez não se encontrava na bateria e
tinha um 0.50 e um 0.70. Bourez começou sua reação com uma nota 6.67. Slater
ainda pegou uma ótima onda, manobrou muito forte e marcou 8.83. Na metade da
bateria, Bourez ainda precisava de 8.40 para virar. Kelly ainda fez um 7.07 e
aumentou a diferença. Faltando 6 minutos para o término, Bourez pegou uma onda
grande, rasgou muito forte, mandou um snap bem forte, um floater em um momento
difícil da onda e uma rasgada não completada: 9.37. Michel Bourez acabou virando
o jogo e literalmente tirou a vitória das mãos de Slater e a chance do careca
empatar com Medina na liderança do ranking. Agora são 7 vitórias para Slater e 4 para
Bourez. Com dois quintos em duas etapas,
Slater é o número 5 do ranking.
Michel Bourez e Josh Kerr, finalistas do margaret River Pro - Foto: ASP/Cestari
FINAL
Josh Kerr (AUS) x Michel Bourez (PYF)
Josh Kerr e Michel Bourez só haviam se enfrentado 3 vezes,
com duas vitórias de Bourez contra uma de Josh Kerr. Em Margaret River os dois
se enfrentaram mesmo para ver quem seria o mais novo campeão de uma etapa do
World Tour. Ambos já haviam chegado a duas finais e desta vez um deles sairia
como campeão. E o nervosismo foi explícito. Josh Kerr começou nervoso, pegou várias
ondas com notas que iam do fraco ao regular: 3.33, 3.17, 0.93, 0.63, 4.13, 0.50
e 5.07. Michel Bourez começou com uma
nota 4.00 e esperava por uma onda boa. E esperou bastante, até que dropou uma
boa direita, mandou uma rasgada forte, outra rasgada, um cutback pequeno e uma
batida incompleta: ganhou 6.33 e a liderança da bateria. Faltando pouco mais de
10 minutos, Michel Bourez pegou mais uma onda boa, mandou duas manobras, mas
caiu na terceira: 7.57. Faltando 7 minutos para o término, Josh Kerr pegou uma
onda boa, rasgou forte na primeira manobra e bateu meio estranho na segunda
manobra: 7.37. Michel Bourez estava iluminado, marcou um 8.33 e venceu seu
primeiro evento no tour da ASP e fez a festa em Margaret River. Com a vitória, Michel
Bourez é o Top 4 do ranking WCT 2014.
Michel Bourez, campeão do Margaret River Pro 2014 - Foto: ASP/Cestari
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10 de outubro de 2013
Para onde caminha o surf?
Frequentemente tenho me perguntado para onde caminha o surf. Até muito pouco tempo atrás, nosso esporte era visto como uma atividade quase rebelde, muito mais associada aos hippies e à contracultura do que aos esportistas tradicionais. Só o que interessava era o quão bonito e bem você surfava uma onda e o quanto você se divertia com seus amigos. O bacana não era ser do mainstream, e sim fugir das obrigações, ir para a praia e entrar em sintonia com a natureza e com as ondas. O surf tinha uma alma alegre, leve, tranquila e com valores muito mais verdadeiros do que financeiros. Mas tudo isso está mudando. E bem rápido.
Alguns ídolos do esporte hoje não são mais aqueles sujeitos alegres, brincalhões e descontraídos que passavam o tempo todo na praia atrás de ondas e de bons momentos. Os ídolos do esporte hoje (claro que não todos) são atletas competitivos, muitas vezes bastante egoístas e que surfam por pontos, fama e dinheiro. Chegam na praia com a cara fechada, fones de ouvido gigantes e cheios de adesivos grudados, como se fossem pilotos de fórmula 1. Claro que não está errado ganhar dinheiro com seu talento ou pra pegar onda. Muito pelo contrário. Esse sempre foi o sonho de qualquer surfista. O problema talvez seja a inversão de valores e a direção que a industria e o mercado estão dando ao esporte. Para pertencer ao grupinho fechado e exclusivo onde os atletas são bem pagos (leia-se ASP), os surfistas tem que se sujeitar às regras do mercado, da entidade e de juízes míopes, que consciente ou inconscientemente "protegem" os grandes (e valiosos) talentos do esporte. Posso estar errado quanto a isso, mas que parece, com certeza parece.
EVENTOS
Nos eventos acontece o mesmo: as competições, antes grandes festivais da cultura surf, se transformaram em eventos longos, chatos e com entidades (associações e federações) recheadas de dirigentes gananciosos, muitas vezes despreparados e, infelizmente, com muita política envolvida.
Se antes o objetivo era reunir todos na praia para festejar e apreciar a habilidade dos atletas, hoje o objetivo é reunir todos em uma praia famosa (mesmo sem ondas) para que as marcas possam vender sua imagem e produtos. Até quem é apaixonado pelo esporte acaba enchendo o saco desses eventos e as reclamações são bastante populares. Não é a toa que muitos atletas de talento reconhecido e respeitado, acabam abandonando as competições para fazer uma carreira muito mais feliz no freesurf.
Se antes o objetivo era reunir todos na praia para festejar e apreciar a habilidade dos atletas, hoje o objetivo é reunir todos em uma praia famosa (mesmo sem ondas) para que as marcas possam vender sua imagem e produtos. Até quem é apaixonado pelo esporte acaba enchendo o saco desses eventos e as reclamações são bastante populares. Não é a toa que muitos atletas de talento reconhecido e respeitado, acabam abandonando as competições para fazer uma carreira muito mais feliz no freesurf.
Vocês podem me acusar de saudosista, de romântico, e posso mesmo estar sendo piegas e repetitivo, mas o surf aos poucos vai perdendo a sua alma.
Uma antiga preocupação dos mais puristas, aos poucos vem se tornando real: o surf está se aproximando demais de alguns esportes já corrompidos. Os terríveis bolões de apostas (sim, eles também fazem parte do surf) podem criar ou favorecer a corrupção no esporte. Dependendo do valor do prêmio, um apostador pode ter a infeliz idéia de oferecer uma grana para comprar juízes, dirigentes, atletas, ou seja lá quem for. Não estou acusando e nem afirmando, mas nesse mundo atual, onde o dinheiro tem contado muito mais do que os principios e valores, isso poderia ser facilmente absorvido dentro de uma entidade ou circuito. Claro que isso seria um caso extremo, mas pode acabar assim. Na Austrália, por exemplo, essas apostas são bem populares como você pode ver nos links abaixo. E movimentam quantias bem razoáveis de dinheiro.
Uma antiga preocupação dos mais puristas, aos poucos vem se tornando real: o surf está se aproximando demais de alguns esportes já corrompidos. Os terríveis bolões de apostas (sim, eles também fazem parte do surf) podem criar ou favorecer a corrupção no esporte. Dependendo do valor do prêmio, um apostador pode ter a infeliz idéia de oferecer uma grana para comprar juízes, dirigentes, atletas, ou seja lá quem for. Não estou acusando e nem afirmando, mas nesse mundo atual, onde o dinheiro tem contado muito mais do que os principios e valores, isso poderia ser facilmente absorvido dentro de uma entidade ou circuito. Claro que isso seria um caso extremo, mas pode acabar assim. Na Austrália, por exemplo, essas apostas são bem populares como você pode ver nos links abaixo. E movimentam quantias bem razoáveis de dinheiro.
Talvez ter deixado o surf na mão dos australianos durante tantos anos, tenha sido ruim para o esporte. Faltou visão, planejamento estratégico e não tenho medo de errar ao afirmar que certos dirigentes, embora ídolos e apaixonados pelo esporte, não tinham a competência necessária para administrar e gerir todo um esporte. O "dream tour" de certa maneira virou uma festa particular, regada a bebidas, drogas e mulheres fáceis. Não existe uma entidade idônea que controle e administre o surf. Existe uma empresa privada que tem o direito de fazer o circuito mundial de surf, o que é bem diferente.
Claro que não posso generalizar, tem muita gente boa e competente trabalhando, administrando e executando os eventos da Association of Surfing Professionals. Muita gente apaixonada e dedicada que trabalha duro para fazer o tour acontecer. E claro que nem tudo está perdido no surf, afinal as competições pouco tem a ver com o gostoso e divertido ato de pegar onda. Os competidores são uma parcela muito pequena da população de surfistas. Descer uma boa onda, desfrutar de ótimos momentos com os amigos, fugir de alguns compromissos chatos para passar o dia surfando continua sendo uma das melhores maneiras de acrescentar mais VIDA na sua vida. O esporte dos antigos reis polinésios continua nobre, mas quando longe das marcas e dos cartolas.
Claro que não posso generalizar, tem muita gente boa e competente trabalhando, administrando e executando os eventos da Association of Surfing Professionals. Muita gente apaixonada e dedicada que trabalha duro para fazer o tour acontecer. E claro que nem tudo está perdido no surf, afinal as competições pouco tem a ver com o gostoso e divertido ato de pegar onda. Os competidores são uma parcela muito pequena da população de surfistas. Descer uma boa onda, desfrutar de ótimos momentos com os amigos, fugir de alguns compromissos chatos para passar o dia surfando continua sendo uma das melhores maneiras de acrescentar mais VIDA na sua vida. O esporte dos antigos reis polinésios continua nobre, mas quando longe das marcas e dos cartolas.
Reclamar da ASP já é chover no molhado. Surfistas são agredidos por outros surfistas durante as baterias do circuito mundial e ninguém é punido, o julgamento dos eventos muitas vezes decepciona e muda de critério dependendo de quem está na água e a ASP, com muita frequencia, se fecha em sua concha e não dá nenhuma explicação para o público, que fica pasmo ao ver tantos erros e falhas. O descrédito da entidade hoje é imenso. Basta acessar o twitter ou o facebook e tirar as suas próprias conclusões.
O Matt Warshaw, da Surfer Magazine até tentou justificar: “If the ASP had it totally together, and ran perfect contests, and we had nothing to bitch about, the fun would be cut in half” Talvez ele tenha razão. E talvez eventos mais justos dariam muito mais credibilidade do esporte. Ou você acha que alguma empresa, no cenário econômico atual, daria seus dólares nas mãos de amadores?
O Matt Warshaw, da Surfer Magazine até tentou justificar: “If the ASP had it totally together, and ran perfect contests, and we had nothing to bitch about, the fun would be cut in half” Talvez ele tenha razão. E talvez eventos mais justos dariam muito mais credibilidade do esporte. Ou você acha que alguma empresa, no cenário econômico atual, daria seus dólares nas mãos de amadores?
Com esperanças otimistas, torcemos que a partir do momento que a Zo Sea Media (entidade que comprou o World Circuit Tour e o circuito mundial de ondas grandes) assuma o circuito, isso mude. Se bem que já faz um ano que isso foi anunciado e tudo continua exatamente igual.
Ainda tem aquele grupo de pessoas que acredita que o surf pode ir para as Olimpíadas, achando que essa seria a salvação ou a valorização do esporte. Será mesmo? A discussão é longa mas fica uma sensação de ilusão no ar. As regras do surf são subjetivas demais para as olimpíadas, o antidoping nunca existiu no meio do surf e em vez das ondas, quem determinaria como seria o nosso esporte talvez seriam as piscinas e os integrantes do Comitê Olímpico Internacional. Aparentemente essa é uma idéia que só é interessante para o mercado e para as pessoas interessadas no dinheiro que o surf pode render. A alma rebelde e livre do surfista aos poucos poderia ir morrendo e soldadinhos competidores poderiam tomar o lugar dos surfistas de alma.
Mas "achismos" a parte, é latente que os eventos precisam de novos formatos, de mais organização, de julgamentos menos subjetivos, senão uma grande parte do público do surf vai continuar migrando para outros esportes radicais, que tem sido bem mais empolgantes de se assistir. De postura arrogante e de erros primários, estamos todos de barriga cheia.
Mas "achismos" a parte, é latente que os eventos precisam de novos formatos, de mais organização, de julgamentos menos subjetivos, senão uma grande parte do público do surf vai continuar migrando para outros esportes radicais, que tem sido bem mais empolgantes de se assistir. De postura arrogante e de erros primários, estamos todos de barriga cheia.
MERCADO
As marcas que você consome patrocinam os surfistas brasileiros?
Reinvestem alguma coisa no esporte aí na sua região? Patrocina projetos e eventos e atletas? Se a resposta for não, você pode estar incentivando uma prática muito cruel nesse mercado: a das marcas sanguessugas.
Não é só no cenário competitivo que o surf anda mal. No mercado, a situação parece ainda mais crítica e caótica. Primeiro porque o mercado (e o esporte), de certa forma ainda é comandado pelas três grandes marcas (Quiksilver, Rip Curl e Billabong e suas sub-marcas), e duas delas, a Billabong e a Rip Curl, andam mal das pernas e a caminho de um futuro não muito promissor. Principalmente a Billabong, que recentemente conseguiu um financiamento para tentar pagar suas dívidas e ganhar um oxigênio extra, mas que continua surfando em uma prancha sem parafina e a qualquer hora pode escorregar e ir de encontro ao fundo.
As marcas que você consome patrocinam os surfistas brasileiros?
Reinvestem alguma coisa no esporte aí na sua região? Patrocina projetos e eventos e atletas? Se a resposta for não, você pode estar incentivando uma prática muito cruel nesse mercado: a das marcas sanguessugas.
Não é só no cenário competitivo que o surf anda mal. No mercado, a situação parece ainda mais crítica e caótica. Primeiro porque o mercado (e o esporte), de certa forma ainda é comandado pelas três grandes marcas (Quiksilver, Rip Curl e Billabong e suas sub-marcas), e duas delas, a Billabong e a Rip Curl, andam mal das pernas e a caminho de um futuro não muito promissor. Principalmente a Billabong, que recentemente conseguiu um financiamento para tentar pagar suas dívidas e ganhar um oxigênio extra, mas que continua surfando em uma prancha sem parafina e a qualquer hora pode escorregar e ir de encontro ao fundo.
E não é só com as grandes marcas que isso vem acontecendo. Para todo lado que se olha, se tem essa impressão de que o surf está falindo.
- Etapas clássicas e importantes, como J-Bay, estão sendo trocadas por etapas em locais sem onda e com grande público, como a do Rio de Janeiro, por exemplo. As clássicas esquerdas da pequena Saquarema, que são muito melhores e mais constantes, nem pensar. Ou o evento fica colado no grande público, ou não acontece.
- As etapas Prime e Star aqui no Brasil estão desaparecendo. As marcas combinaram um discurso único: não temos dinheiro, ou o governo paga, ou a gente não faz o evento.
- O Circuito Brasileiro de Surf Profissional, antes um dos circuitos mais bem pagos do planeta, hoje está na favela e ninguém mais fala nele. A ganância de algumas pessoas acabou espantando a empresa que mais bem fez ao surf brasileiro nos últimos tempos, a Abril Eventos, que para não pagar o aumento absurdo exigido, pulou fora do circuito e abandonou o SuperSurf. As consequencias, todo mundo pode ver. E a culpa não foi da Abril.
- Os Campeonatos Amadores estão perdendo prestigio, os eventos da CBS perderam força e importância.
- Grandes ídolos do esporte, como Raoni Monteiro, Neco Padaratz, Silvana Lima, Jaqueline Silva entre tantos outros, estão sem patrocínio. Mas surfistas da elite mundial, grandes ídolos do esporte, sem patrocínio? Me desculpem, mas isso não acontece em nenhum outro esporte e as marcas estão sendo sacanas em não patrocinar esses atletas. Quem convive perto desse mercado sabe bem que o dinheito gordo continua rolando. Só não está chegando nas mãos dos atletas, que são o real motor do esporte e do mercado. Essa é uma equação que não bate. Atletas da ELITE do esporte brasileiro e mundial estão sem patrocínio e pagam do proprio bolso as despesas para competir e ainda lutam pela sobrevivência, quando deveriam ser reverenciados e muito bem pagos.
- Os eventos de surf profissional e os eventos só não sumiram definitivamente porque os governos estaduais e municipais, a muitos anos, são os maiores patrocinadores do surf. E suas cotas superam, e muito, a cota dos patrocinadores privados. As etapas do mundial em Santa Catarina vinham sendo assim e no Rio de Janeiro não é diferente. É a prefeitura e o governo do estado que salvam a etapa brasileira do tour, pois nenhuma grande empresa, nesses 3 anos de evento no Rio, se interessou no maior evento de surf realizado no Brasil. E para os mais esquecidos, o objetivo de tirar o evento de Santa Catarina seria justamente fechar grandes parcerias. Mas nada aconteceu até agora;
- As grandes empresas, que antes reclamavam que as marcas menores mas emergentes eram paraquedistas no esporte e que só sugavam o historia e a cultura do surf, hoje fazem exatamente o mesmo. Não patrocinam, não reinvestem no esporte e ficam malandramente esperando que o governo pague as contas dos grandes eventos para que elas, marcas, só entrem no final, colocando o nome no evento. Quando você vê uma etapa de nível mundial no Brasil, pode ter certeza: as cidades e governos pagam toda a conta enquanto as marcas entram com o nome, a identidade visual e ficam com todo o retorno de mídia que o evento gera. Como se diz popularmante, é a famosa Proposta Caracu, onde uma parte (o governo) entra com a cara e a outra metade, bem, deixa isso pra lá. O fato é que essas "grandes marcas" lucram e muito com o surf. E devolvem muito pouco ao esporte. Talvez seja por isso que muita gente vem deixando a surfwear de lado para vestir outras marcas e estilos de roupa.
- As únicas marcas que realmente investiram no esporte, patrocinando atletas, criando eventos diferentes, originais e muito mais bacanas, foram a Nike e a Hurley (e a Hurley é uma marca da Nike). Todos os outros eventos foram exatamente iguais, monótonos e cansativos.
- O surf feminino foi praticamente abandonado pelas empresas. As mais "gatinhas" ainda conseguem apoio e aparecem em programas de TV, mas as atletas e competidoras que representam o país, estão na favela, tendo que bancar suas próprias despesas.
- As grandes feiras do setor estão acabando.
- Muitas marcas e surfshops hoje tem um discurso quase que ensaiado para não apoiar ou patrocinar: "estamos mais focados na street wear" e "estamos com nossa verba de marketing comprometida para esse ano".
- A surfwear, antes descolada e estilosa, hoje está vulgar. No desespero de vender mais, a grande maioria das marcas hoje coloca logotipos gigantes em toda e qualquer peça de roupa. A surfwear hoje é também incrivelmente cara e muitas vezes, produzidas em locais que exploram pessoas e crianças, como na China e em outros países asiáticos. Parece inclusive, que todo mundo copia todo mundo.
- As grandes marcas do Brasil, que se projetaram e hoje faturam milhões graças ao surf, pararam de apoiar eventos e atletas e cortaram muitos patrocínios. Hoje são as marcas do nordeste que estão salvando o surf nacional.
E tudo isso está rolando, ironicamanente, na fase mais vencedora do surf brasileiro. Adriano de Souza se mantém entre os top 10 há 5 anos, Gabriel Medina e Felipe Toledo são ídolos mundiais, Raoni Monteiro, Miguel Pupo, Alejo Muniz e Heitor Alves são matadores de gigante e temos títulos mundiais amador, pro junior, mirim, longboard e de ondas grandes. O surf brasileiro nunca esteve tão em alta no cenário mundial e nossos surfistas nunca foram tão respeitados, conhecidos e admirados. Mas esse exposição não está rendendo lucros a industria e ao mercado? As empresas não estão sabendo explorar a oportunidade? Ou simplesmente estão apoiando menos a base do esporte? São perguntas que todo mundo se faz. E não há respostas.
O skate e o MMA cresceram muito no Brasil e ganharam muitos adeptos, enquanto o surf vem perdendo o interesse das marcas e das mídias. Sem falar que os grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão rapando os cofres públicos e não sobra nada para os outros esportes. Até 2016 todas as verbas já estão direcionadas e comprometidas. E nesse cenário, a desorganização e as migalhas do surf não interessam nem um pouco aos políticos de Brasília. A curto/médio prazo, as perspectivas não parecem muito boas.
- O Circuito Brasileiro de Surf Profissional, antes um dos circuitos mais bem pagos do planeta, hoje está na favela e ninguém mais fala nele. A ganância de algumas pessoas acabou espantando a empresa que mais bem fez ao surf brasileiro nos últimos tempos, a Abril Eventos, que para não pagar o aumento absurdo exigido, pulou fora do circuito e abandonou o SuperSurf. As consequencias, todo mundo pode ver. E a culpa não foi da Abril.
- Os Campeonatos Amadores estão perdendo prestigio, os eventos da CBS perderam força e importância.
- Grandes ídolos do esporte, como Raoni Monteiro, Neco Padaratz, Silvana Lima, Jaqueline Silva entre tantos outros, estão sem patrocínio. Mas surfistas da elite mundial, grandes ídolos do esporte, sem patrocínio? Me desculpem, mas isso não acontece em nenhum outro esporte e as marcas estão sendo sacanas em não patrocinar esses atletas. Quem convive perto desse mercado sabe bem que o dinheito gordo continua rolando. Só não está chegando nas mãos dos atletas, que são o real motor do esporte e do mercado. Essa é uma equação que não bate. Atletas da ELITE do esporte brasileiro e mundial estão sem patrocínio e pagam do proprio bolso as despesas para competir e ainda lutam pela sobrevivência, quando deveriam ser reverenciados e muito bem pagos.
- Os eventos de surf profissional e os eventos só não sumiram definitivamente porque os governos estaduais e municipais, a muitos anos, são os maiores patrocinadores do surf. E suas cotas superam, e muito, a cota dos patrocinadores privados. As etapas do mundial em Santa Catarina vinham sendo assim e no Rio de Janeiro não é diferente. É a prefeitura e o governo do estado que salvam a etapa brasileira do tour, pois nenhuma grande empresa, nesses 3 anos de evento no Rio, se interessou no maior evento de surf realizado no Brasil. E para os mais esquecidos, o objetivo de tirar o evento de Santa Catarina seria justamente fechar grandes parcerias. Mas nada aconteceu até agora;
- As grandes empresas, que antes reclamavam que as marcas menores mas emergentes eram paraquedistas no esporte e que só sugavam o historia e a cultura do surf, hoje fazem exatamente o mesmo. Não patrocinam, não reinvestem no esporte e ficam malandramente esperando que o governo pague as contas dos grandes eventos para que elas, marcas, só entrem no final, colocando o nome no evento. Quando você vê uma etapa de nível mundial no Brasil, pode ter certeza: as cidades e governos pagam toda a conta enquanto as marcas entram com o nome, a identidade visual e ficam com todo o retorno de mídia que o evento gera. Como se diz popularmante, é a famosa Proposta Caracu, onde uma parte (o governo) entra com a cara e a outra metade, bem, deixa isso pra lá. O fato é que essas "grandes marcas" lucram e muito com o surf. E devolvem muito pouco ao esporte. Talvez seja por isso que muita gente vem deixando a surfwear de lado para vestir outras marcas e estilos de roupa.
- As únicas marcas que realmente investiram no esporte, patrocinando atletas, criando eventos diferentes, originais e muito mais bacanas, foram a Nike e a Hurley (e a Hurley é uma marca da Nike). Todos os outros eventos foram exatamente iguais, monótonos e cansativos.
- O surf feminino foi praticamente abandonado pelas empresas. As mais "gatinhas" ainda conseguem apoio e aparecem em programas de TV, mas as atletas e competidoras que representam o país, estão na favela, tendo que bancar suas próprias despesas.
- As grandes feiras do setor estão acabando.
- Muitas marcas e surfshops hoje tem um discurso quase que ensaiado para não apoiar ou patrocinar: "estamos mais focados na street wear" e "estamos com nossa verba de marketing comprometida para esse ano".
- A surfwear, antes descolada e estilosa, hoje está vulgar. No desespero de vender mais, a grande maioria das marcas hoje coloca logotipos gigantes em toda e qualquer peça de roupa. A surfwear hoje é também incrivelmente cara e muitas vezes, produzidas em locais que exploram pessoas e crianças, como na China e em outros países asiáticos. Parece inclusive, que todo mundo copia todo mundo.
- As grandes marcas do Brasil, que se projetaram e hoje faturam milhões graças ao surf, pararam de apoiar eventos e atletas e cortaram muitos patrocínios. Hoje são as marcas do nordeste que estão salvando o surf nacional.
E tudo isso está rolando, ironicamanente, na fase mais vencedora do surf brasileiro. Adriano de Souza se mantém entre os top 10 há 5 anos, Gabriel Medina e Felipe Toledo são ídolos mundiais, Raoni Monteiro, Miguel Pupo, Alejo Muniz e Heitor Alves são matadores de gigante e temos títulos mundiais amador, pro junior, mirim, longboard e de ondas grandes. O surf brasileiro nunca esteve tão em alta no cenário mundial e nossos surfistas nunca foram tão respeitados, conhecidos e admirados. Mas esse exposição não está rendendo lucros a industria e ao mercado? As empresas não estão sabendo explorar a oportunidade? Ou simplesmente estão apoiando menos a base do esporte? São perguntas que todo mundo se faz. E não há respostas.
O skate e o MMA cresceram muito no Brasil e ganharam muitos adeptos, enquanto o surf vem perdendo o interesse das marcas e das mídias. Sem falar que os grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão rapando os cofres públicos e não sobra nada para os outros esportes. Até 2016 todas as verbas já estão direcionadas e comprometidas. E nesse cenário, a desorganização e as migalhas do surf não interessam nem um pouco aos políticos de Brasília. A curto/médio prazo, as perspectivas não parecem muito boas.
Pra onde caminha o surf? Quais os caminhos para a evolução do esporte? Talvez você possa ajudar a responder.
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18 de junho de 2013
Oakley Pro Bali - Round 1
Começou em Keramas, Bali, a 5ª etapa do world Tour da ASP.
Adriano de Souza e Filipe Toledo venceram suas baterias e já estão classificados para o Round 3.
Willian Cardoso, Raoni Monteiro, Gabriel Medina, Alejo Muniz, Miguel Pupo, Kelly slater e Joel Parkinson perderam na primeira fase e disputam a repescagem do Round 2.
John John Florence foi o grande nome desse primeiro dia de evento. somou 19.87 dos 20 pontos possíveis e fez uma nota 10 com um alley-oop impressionante que mandou Sebastian Zietz e Miguel Pupo para o Round 2.
Fiquem ligados que esse evento promete!
Mais no site oficial do evento: http://www.oakleyprobali.com/live/
Resultados do Round 1
1 Adriano de Souza (Bra) 12.93, Bede Durbidge (Aus) 12.17, Dusty Payne (Haw) 8.60
2 Fredrick Patacchia (Haw) 12.67, Joel Parkinson (Aus) 12.00, Travis Logie (Afr) 0,00
3 Yadin Nicol (Aus) 14.56, Kolohe Andino (EUA) 12.93, Taj Burrow (Aus) 12.63
4 Jordy Smith (Afr), Matt Wilkinson (Aus) 15.46, Oney Anwar (Ind) 11.93
5 Mick Fanning (Aus) 14.56, Brett Simpson (EUA) 6.83, Bruce Irons (Haw) 5.50
6 Damien Hobgood (EUA)14.10, Kelly Slater (EUA) 12.00, Jack Robinson (Aus) 5.83
7 Nat Young (EUA) 17.03, Willian Cardoso (Bra) 13,90, Kai Otton (Aus) 13.40
8 Filipe Toledo (Bra) 16,07, Kieren Perrow (Aus) 15.50, Josh Kerr (Aus) 11.67
9 CJ Hobgood (EUA) 16.43, Adrian Buchan (Aus) 15.17, Raoni Monteiro (Bra) 8.17
10 Michel Bourez (Tah) 17.30, Adam Melling (Aus)14,10, Gabriel Medina (Bra) 12.93
11Jeremy Flores (Fra) 16.94, Julian Wilson (Aus) 16.77, Alejo Muniz (Bra) 13.90
12 John Florence (Haw) 19.87, Sebastian Zietz (Haw) 19.37, Miguel Pupo (Bra) 13.60
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6 de junho de 2013
Volcom Fiji Pro 2013
Rastaurants fez a limpa nos brasileiros ontem em Fiji - Photo: Bielmann / VolcomFijiPro
Round 2 finalizado em Restaurants, Tavarua, Fiji.
Quase todos os cabeças-de-chave venceram suas baterias, mas Adriano de Souza e Gabriel Medina perderam no Round 2 e deram adeus à competição cedo demais. Aliás, o dia foi ruim para todos os brasileiros. Mineiro foi eliminado por Yadin Nicol (AUS). Medina foi eliminado por Kolohe (USA), Alejo perdeu seu confronto para Julian Wilson (AUS) e Filipe Toledo perdeu para Nat Young (USA). Todos fora do evento.
Round 2
Kelly Slater venceu fácil o local Aca Lalabalavu por 16.27 x 10.90. Aca até levantou a galera com uma onda de ótimas manobras mas Slater somou 8.17 e 8.10 e está no Round 3.
Mick Fanning também confirmou o favoritismo e passou fácil pelo americano Alex Gray. Fanning somou 6.00 e 8.67 e venceu por 14.67 x 6.26.
Adriano de Souza perdeu a bateria, a vaga no campeonato e a liderança do tour na bateria contra o australiano Yadin Nicol. Faltou onda no final da bateria para que Adriano pudesse reverter o resultado. Esse foi um momento de maré muito rasa e de ondas difíceis. Uma coisa é certa, quem quer ser campeão não pode se dar ao luxo de perder. Provavelmente Fiji será o descarte de Adriano esse ano.
Joel Parkinson somou duas notas consistentes e venceu o havaiano Dusty Payne por 18.47 a 15.53. Taj Burrow venceu Adam Melling em uma bateria quase sem ondas por 7.87 a 7.76. Jordy Smith venceu Glenn Hall por 13.50 x 8.43.
Muito se esperava de Gabriel Medina em Fiji esse ano. Além de vice-campeão no ano passado, o garoto de Maresias estava quebrando no freesurf e era apontado como um possível candidato ao título desse ano. Mas Medina caiu muito e ficou lhe faltando uma onda mais consistente para que Medina pudesse vencer Kolohe. Fiji também deverá ser o descarte de Medina em 2013.
Alejo Muniz bem que tentou, mas acabou perdendo sua bateria para o australiano Julian Wilson. O australiano pegou boas ondas e venceu Alejo por 13.93 x 9.04
Matt Wilkinson eliminou Michel Bourez, Sebastien Zietz venceu Adrian Buchan, John John Florence venceu Bede Durbidge e na última bateria do round 2, Nat Young (USA) venceu o brasileiro Filipe Toledo por 18.23 a 7.60.
Round 3
A organização do campeonato aproveitou as ondas e colocou na água as três primeiras baterias do Round 3.
Taj Burrow (AUS) eliminou o havaiano Freddy P. por 18.10 a 14.70;
John John Florence (HAW) eliminou Damien Hobgood por 16.10 a 16.06;
Jordy Smith (ZAF) eliminou Kieren Perrow (AUS) por 18.30 a 14.70.
Confrontos Round 3
1 Taj Burrow (Aus) 18.10 x Fredrick Patacchia (Haw) 12.33
2 John Florence (Haw) 16.10 x Damien Hobgood (EUA) 16.06
3 Jordy Smith (Afr) 18.30 x Kieren Perrow (Aus) 14.70
(Baterias em espera)
4 Jeremy Flores (Fra) x Miguel Pupo (Bra)
5 Kai Otton (Aus) x Sebastian Zietz (Haw)
6 Kelly Slater (EUA) x Mitch Coleborn (Aus)
7 Mick Fanning (Aus) x Heitor Alves (Bra)
8 CJ Hobgood (EUA) x Travis Logie (Afr)
9 Josh Kerr (Aus) x Brett Simpson (EUA)
10 Julian Wilson (Aus) x Kolohe Andino (EUA)
11 Nat Young (EUA) x Matt Wilkinson (Aus)
12 Joel Parkinson (Aus) x Yadin Nicol (Aus)
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3 de junho de 2013
Volcom Fiji Pro 2013
Começou em
Tavarua, Fiji, o Volcom Fiji Pro, a 4ª etapa
do World Tour da ASP que acontece nas famosas bancadas de Cloudbreak e Restaurants.
As previsões
indicam que as ondas não estarão tão consistentes quanto no ano passado e o
evento já começou com dois LAZY DAY anunciados para os atletas.
Independente do tamanho
das ondas, o clima em Fiji é paradisíaco e o surf é sempre desafiador.
Para ganhar aqui, o cabra precisa ser bom de surfe.
E falando em bom de surf,
Kelly Slater é de longe o competidor que mais surfou essas sondas. Não a toa, já venceu essa etapa por 3 vezes, a última no ano passado.
Slater é sempre uma pedreira, e isso não é novidade, mas especialmente em Fiji ele é ainda mais perigoso. Sua experiência nas bancadas de Fiji e a refinada técnica de entubar de backside do careca são quase imbatíveis em Fiji. Mas não são!
Medina esse ano também vem com tudo. Ataca as ondas de frontside, com muita velocidade e com um repertório moderno de manobras. Ano passado o brasileiro ficou em 2º lugar e mostrou que gosta e sabe surfar tubos consistentes.
Owen Wright,
Tiago Pires e Raoni Monteiro não competirão em Fiji por problemas de
lesão. Yadin Nicol e Heitor Alves foram convocados como alternates e irão
competir. Alex Gray ganhou a vaga de wildcard do patrocinador e também
participa da disputa em Tavarua.
E por último, mas não menos importante, John John Florence volta a competir em Fiji. Depois de 3 etapas sem competir, o fenômeno havaiano volta para o World Tour 2013 nessa etapa de Fji.
E por último, mas não menos importante, John John Florence volta a competir em Fiji. Depois de 3 etapas sem competir, o fenômeno havaiano volta para o World Tour 2013 nessa etapa de Fji.
Um parênteses
aqui para falar do ranking: Kelly Slater
venceu a 1ª etapa derrotando Joel Parkinson na Gold Coast e saiu na frente
na corrida pelo título de 2013. Uma vitória importante ganhando do campeão
mundial na casa e na onda de Joel Parkinson. Adriano
de Souza venceu a 2ª, em Bells derrotando o norte-americano Nat Young na grande
final. Uma vitória muito importante para Adriano e o aviso oficial de que ele
está na disputa pelo título. Jordy
Smith venceu a 3ª, no Brasil, vencendo Adriano de Souza na final, a
primeira vitória de Jordy fora de casa. Foram
3 eventos e 3 vencedores diferentes, o que deixa o campeonato muito
disputado. Após três etapas já realizadas,
o brasileiro Adriano de Souza é o líder
do ranking, com 18.500 pontos, Jordy
Smith é o 2º, com 18.250 pontos, Mick
Fanning é o 3º, com 18.200 pontos e Kelly
Slater é o 4º do ranking, com 16.950 pontos.
Todos querem assumir essas primeiras posições no
ranking, as batalhas serão intensas e tem boas chances de acontecer em ondas perfeitas. Adriano de Souza, Jordy Smith e Kelly Slater.
Quem escorregar, será ultrapassado. E quem vencer, segue embalado para Keramas,
a 5ª etapa das 10 desse ano de 2013. Esqueço de Mick Fanning? Não, o australiano corre por fora, quietinho e sempre muito eficiente. Não é um dos favoritos em Fiji mas é um grande competidor. Experiente como poucos, Fanning tem uma campanha muito consistente em 2013, com dois 3º (Gold Coast e Brasil) e um 5º (Bells).
Fique de
olho em Fiji que esse evento promete!
Volcom Fiji Pro – Primeira
Fase
Bateria 1 Jordy Smith
(Afr) x Sebastian Zietz (Haw) x Fredrick Patacchia (Haw)
Bateria 2 Taj Burrow (Aus) x Travis Logie (Afr) x Yadin Nicol (Aus)
Bateria 3 Joel Parkinson (Aus) x Matt Wilkinson (Aus) x Heitor Alves (Bra)
Bateria 4 Adriano de Souza (Bra) x Alejo Muniz (Bra), Mitch Coleborn (Aus)
Bateria 5 Mick Fanning (Aus), Damien Hobgood (EUA) x Alex Gray (EUA)
Bateria 6 Kelly Slater (EUA) x Miguel Pupo (Bra) x Aca Lalabalavu (Fij)
Bateria 7 Gabriel Medina (Bra) x Kai Otton (Aus) x Dusty Payne (Haw)
Bateria 8 Julian Wilson (Aus) x Bede Durbidge (Aus) x Kieren Perrow (Aus)
Bateria 9 Josh Kerr (Aus) x Filipe Toledo (Bra) x Adam Melling (Aus)
Bateria 10 Michel Bourez (Tah) x C.J. Hobgood (EUA) x Glenn Hall (Aus)
Bateria 11 Jeremy Flores (Fra) x Nat Young (EUA) x Kolohe Andino (EUA)
Bateria 12 Adrian Buchan (Aus) x John John Florence (Haw) x Brett Simpson (EUA)
Bateria 2 Taj Burrow (Aus) x Travis Logie (Afr) x Yadin Nicol (Aus)
Bateria 3 Joel Parkinson (Aus) x Matt Wilkinson (Aus) x Heitor Alves (Bra)
Bateria 4 Adriano de Souza (Bra) x Alejo Muniz (Bra), Mitch Coleborn (Aus)
Bateria 5 Mick Fanning (Aus), Damien Hobgood (EUA) x Alex Gray (EUA)
Bateria 6 Kelly Slater (EUA) x Miguel Pupo (Bra) x Aca Lalabalavu (Fij)
Bateria 7 Gabriel Medina (Bra) x Kai Otton (Aus) x Dusty Payne (Haw)
Bateria 8 Julian Wilson (Aus) x Bede Durbidge (Aus) x Kieren Perrow (Aus)
Bateria 9 Josh Kerr (Aus) x Filipe Toledo (Bra) x Adam Melling (Aus)
Bateria 10 Michel Bourez (Tah) x C.J. Hobgood (EUA) x Glenn Hall (Aus)
Bateria 11 Jeremy Flores (Fra) x Nat Young (EUA) x Kolohe Andino (EUA)
Bateria 12 Adrian Buchan (Aus) x John John Florence (Haw) x Brett Simpson (EUA)
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13 de março de 2013
Kelly Slater vence na Gold Coast
Vida Longa ao Rei! Slater vence mais uma e já começa o ano na liderança do WCT 2013 - Foto: © ASP
Uma coisa é certa. Não mudou muita coisa no circuito mundial de surf. Os juízes continuam errando demais, o antidoping continua sendo “história pra boi dormir” e Kelly Slater continua sendo o melhor surfista do planeta. Parece até uma história sampleada.
SLATER VENCE NA GOLD COAST
Em 2012, Slater venceu três etapas do circuito mundial (Fiji, Trestles e França) e foi o surfista mais vitorioso do ano. Kelly só não foi o campeão mundial do ano passado porque a ASP conseguiu levar Joel Parkinson ao seu primeiro título mundial, que foi campeão mundial sem vencer nenhuma etapa (quando venceu o Pipe Masters Parko já havia recebido o título). Esse título salvou Joel, que vinha amargurando com a fama de eterno vice, e salvou a Billabong, que praticamente falida, ganhou um pouco de oxigênio extra com o título do australiano. Foi também a despedida de ouro de uma entidade australiana. Mas bem, essa é apenas uma versão da história, o que interessa disso tudo, é que quem conhece Slater sabe que ele deve ter ficado com essa “espinha” trancada na garganta até agora.
Nessa quarta-feira, 13 de março, o mundo deu uma de suas voltas, e como disse nosso amigo português Diogo Alpendre, "o ano começou exatamente como acabou: Kelly Slater x Joel Parkinson". E nas ondas de Kirra, terra do australiano, Kelly Slater deu o troco em grande estilo e venceu de forma espetacular o australiano Joel Parkinson, que surfava em casa e com a torcida ao seu lado.
Kelly venceu o primeiro evento do ano, e mandou seu recado para todos os outros competidores: Estou na briga pelo meu 12º título mundial.
Slater mais uma vez no topo do ranking - Foto: © ASP
O Quiksilver Pro Gold Coast abriu o WCT 2013 em grande estilo. Tivemos boas ondas em Rainbow´s Bay, ondas regulares em Snapper Rocks e, pela primera vez na história, as finais aconteceram (com boas ondas) em Kirra.
Kelly Slater, 41 anos de idade, 11 títulos mundiais, 52 vitórias no World Tour. No Quiksilver Pro Gold Coast, Slater somou 16.07 no Round 1 e venceu a dupla Kolohe Andino e Dane Reynolds dominando tranquilamente sua bateria. Venceu o havaiano Dusty Payne no Round 3 com certa facilidade. Somou 18.27 no Round 4 e venceu Bede Durbidge e Matt wilkinson. Nas quartas somou 18.03 e venceu o australiano Bede Durbidge. Na semi, Kelly deu uma virada espetacular em cima do surfista local Mick Fanning com notas 9.37 e 10.00. E na grande final, Kelly foi genial e não só venceu, como desestruturou o australiano Joel Parkinson, que na frente das câmeras ainda mandou um fuck para Slater. Kelly Slater está mais uma vez no topo do ranking.
Impressionante assistir como a energia de Slater abala até mesmo os melhores competidores. Na final Joel completou diversas ondas forçando seu estilo como quem pede desesperadamente por nota aos juízes. Depois do 9.83 de Slater, ainda antes da metade da bateria, Parko foi atingido pela "Maldição do Kelly", um mal que paralisa as pessoas desestruturando-as completamente cada vez que um sujeito careca aparece em seu caminho, e não consegui mais mostrar o seu surfe. O máximo que Joel consegiu fazer depois do 9.83 de Slater (que parece que só não foi 10 porque essa nota colocaria Joel Parkinson em combinação de ondas), foi esse momento feio e sem educação da foto abaixo onde Parko manda um "Fuck" para Slater na frente de lentes e câmeras de todo o mundo.
Momento "não sei perder" de Joel Parkinson. Foto: © ASP / Carey.
OS BRASILEIROS NO TOUR
O ano talvez não tenha começado tão bem quanto nossos atletas esperavam, mas certamente temos um bom time em 2013.
Adriano de Souza, Raoni Monteiro e Willian Cardoso foram eliminados do evento surfando bem, mas sem vencer nenhuma bateria. Gabriel Medina, Alejo Muniz e Filipe Toledo acabarm perdendo seus confrontos do Round 3.
O grande destaque entre os brasileiros foi o estreante Filipe Toledo, de apenas 17 anos de idade. Filipinho venceu as duas expression sessions do evento,uma com a melhor onda e outra com a melhor manobra e pegou excelentes ondas em suas baterias.
JULGAMENTO
O julgamento da ASP continua deixando a desejar. Foram muitas as baterias onde a total falta de critério deu notas exageradas para alguns atletas, e logo depois, em ondas melhores, deunotas mais baixas. Quem acompanha o evento pelo twitter sabe que até mesmo os caras mais tarimbados da mídia e do esporte, profissionais que acompanham o tour há muitos anos, ficam sem entender as notas e critérios.
JULGAMENTO
O julgamento da ASP continua deixando a desejar. Foram muitas as baterias onde a total falta de critério deu notas exageradas para alguns atletas, e logo depois, em ondas melhores, deunotas mais baixas. Quem acompanha o evento pelo twitter sabe que até mesmo os caras mais tarimbados da mídia e do esporte, profissionais que acompanham o tour há muitos anos, ficam sem entender as notas e critérios.
QUIKSILVER PRO GOLD COAST 2013
1.o: Kelly Slater (EUA) – 10.000 pontos
2.o: Joel Parkinson (AUS) – 8.000
3.o: Mick Fanning (AUS) – 6.500
3.o: Michel Bourez (TAH) – 6.500
5.o: Taj Burrow (AUS) – 5.200
5.o: Julian Wilson (AUS) – 5.200
5.o: Bede Durbidge (AUS) – 5.200
5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 5.200
9.o: Jeremy Flores (FRA) – 4.000
9.o: Travis Logie (AFR) – 4.000
9.o: Brett Simpson (EUA) – 4.000
9.o: Adam Melling (AUS) – 4.000
13: John John Florence (HAV) – 1.750
13: Gabriel Medina (BRA) – 1.750
13: Josh Kerr (AUS) – 1.750
13: Jordy Smith (AFR) – 1.750
13: C. J. Hobgood (EUA) – 1.750
13: Alejo Muniz (BRA) – 1.750
13: Kai Otton (AUS) – 1.750
13: Dusty Payne (HAV) – 1.750
13: Sebastian Zietz (HAV) – 1.750
13: Filipe Toledo (BRA) – 1.750
13: Nat Young (EUA) – 1.750
24: Adriano de Souza (BRA) – 500
24: Miguel Pupo (BRA) – 500
24: Raoni Monteiro (BRA) – 500
24: Willian Cardoso (BRA) – 500
1.o: Kelly Slater (EUA) – 10.000 pontos
2.o: Joel Parkinson (AUS) – 8.000
3.o: Mick Fanning (AUS) – 6.500
3.o: Michel Bourez (TAH) – 6.500
5.o: Taj Burrow (AUS) – 5.200
5.o: Julian Wilson (AUS) – 5.200
5.o: Bede Durbidge (AUS) – 5.200
5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 5.200
9.o: Jeremy Flores (FRA) – 4.000
9.o: Travis Logie (AFR) – 4.000
9.o: Brett Simpson (EUA) – 4.000
9.o: Adam Melling (AUS) – 4.000
13: John John Florence (HAV) – 1.750
13: Gabriel Medina (BRA) – 1.750
13: Josh Kerr (AUS) – 1.750
13: Jordy Smith (AFR) – 1.750
13: C. J. Hobgood (EUA) – 1.750
13: Alejo Muniz (BRA) – 1.750
13: Kai Otton (AUS) – 1.750
13: Dusty Payne (HAV) – 1.750
13: Sebastian Zietz (HAV) – 1.750
13: Filipe Toledo (BRA) – 1.750
13: Nat Young (EUA) – 1.750
24: Adriano de Souza (BRA) – 500
24: Miguel Pupo (BRA) – 500
24: Raoni Monteiro (BRA) – 500
24: Willian Cardoso (BRA) – 500
HEAT REVIEW
Todas as baterias do evento podem ser assistidas na íntegra aqui:
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3 de dezembro de 2012
Atletas OnLine
Que tal acompanhar mais de perto seus ídolos do circuito mundial?
Não são todos os atletas que possuem sites e blogs, mas separamos uma pequena lista dos canais oficiais de alguns dos surfistas da elite da ASP.
Surfe a vontade, porque o que não falta nesses links, é onda boa.
Joel Parkinson
site: http://joelparko.com/
twitter: @joelparko
twitter: @gabrielmedinaaa
Adam Melling
site: http://www.adammelling.com.au/
twitter: @adammelling
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Adam-Melling/138644922847453?fref=ts
Adrian Buchan
twitter: @acebuchan
Facebook: http://www.facebook.com/adrian.buchan.7?fref=ts
Alejo Muniz
twitter: @alejomuniz
Facebook: http://www.facebook.com/alejomuniz?fref=ts
Bede Durbidge
site: http://www.bededurbidge.com/
twitter: @BedeDurbidge83
Facebook: http://www.facebook.com/bededurbidge?fref=ts
Brett Simpson
blog: http://simplysimpo.tumblr.com/
twitter: @BrettSimpo
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Brett-Simpson/71121502106?fref=ts
CJ & Damien Hobgood
twitter: @hobgoods
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Clifton-James-CJ-Hobgood/53111750818?fref=ts
Fred Patacchia -
site: http://www.freddyp.com/
twitter: @FreddyP808
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Fred-Patacchia/292341444113912?ref=ts&fref=ts
Heitor Alves
twitter: @HeitorRo
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Heitor-Alves/123333591105108?ref=ts&fref=ts
Jadson André
twitter: @JadsoN_andre
Facebook: http://www.facebook.com/jadsonandreoficial?fref=ts
Jeremy Flores
site: http://www.jeremy-flores.com/
twitter: @floresjeremy
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Jeremy-Flores/184787691080?fref=ts
John John Florence
twitter: @johnjohnflorenc
Facebook: http://www.facebook.com/JohnJohnFlorence?fref=ts
Jordy Smith
site: http://jordysmith.com/
twitter: @jordysmith88
Facebook: http://www.facebook.com/Jordy.Smith.Surfing?fref=ts
Josh Kerr
site: http://www.kerrzy.com/
twitter: @kerr_azy1
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Josh-Kerr-Professional-Surfer/184917409478?fref=ts
Julian Wilson
site: http://www.julianwilson.com/
twitter: @julian_wilson
Facebook: http://www.facebook.com/JulianWilsonSurf?fref=ts
Kai Otton
twitter: @Ottz79
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Kai-Otton/164539160228713?ref=ts&fref=ts
Kelly Slater
twitter: @kellyslater
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Kieren Perrow
twitter: @kierenperrow
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Kolohe Andino
site: http://koloheandino.com/
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Matt Wilkinson
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twitter: @mattwilko8
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Michel Bourez
twitter: @michelspartan
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Miguel Pupo
twitter: @miguelpuposurf
Facebook: http://www.facebook.com/miguelpuposurf?fref=ts
Owen Wright
twitter: @RealOwenWright
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Owen-Wright/25919518892?fref=ts
Patrick Gudauskas -
site: http://the3tree.com/blog/
twitter: @Patrickgud
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Patrick-gudauskas/120847591329153?fref=ts
Raoni Monteiro
twitter: @RaoniMonteiro1
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Raoni-Monteiro/236000933164834?fref=ts
Taj Burrow
site: http://tajburrow.com/
twitter: @TajBurrowAus
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Taylor Knox
blog: http://taylorknox.wordpress.com/
twitter: @taylor_knox
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Taylor-Knox-Pro-Surfer/19658147831?fref=ts
Dusty Payne
twitter: @dusty_payne
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Dusty-Payne/123276537727565?fref=ts
Tiago Pires
site: http://www.tiagopires.pt/ -
twitter: @TiagoPires80
Facebook: http://www.facebook.com/tiagosacapires?fref=ts
Travis Logie
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