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6 de maio de 2012

Furacão Medina arrasa a California




O fenômeno brasileiro Gabriel Medina venceu o Prime de Lower Trestles com genialidade e maestria. O "furacão Medina" mostrou uma superioridade tão grande em Trestles que não deixou dúvidas a nenhum dos

No Round dos 96 Medina colocou todo mundo na "kombi" ao somar 19.27 pontos de 20 possíveis. No Round dos 48 somou 16.90 e venceu fácil seus adversários. No Round dos 24, mais uma vez Medina deixou todo mundo em combinação de ondas,inclusive o queridinho local Dane Reynolds. No Round dos 16 Medina venceu de virada o local Brett Simpson em uma bateria onde Medina surfou 3 vezes mais que Simpson mas que os juízes quase deram a bateria de presente para o americano. Nas quartas, Medina mais uma vez escovou Dane Reymolds. Aliás, Medina fez um bulling com o Dane: 2 kombis no mesmo evento? uiiiiii Na semi, mais umakombi, dessa vez em cima de Adrian Buchan,que simplesmente não teve como reagir.

Na final, dois surfistas vindos de escolas completamente diferentes: De um lado Glenn Hall, com um surf bem conservador. Do outro, Gabriel Medina, o principal representante da nova escola do surf mundial, com linha progressiva e muito mais radical. Nem preciso dizer o quanto foi fácil para o Medina essa bateria. Gabriel venceu o evento e garantiu o bi-campeonato do Brasil em Trestles.

Com a vitória Gabriel Medina embolsou 40 mil dólares e mais e mais de 6.500 pontos no ranking de acesso da ASP.




Algumas Notas:

Gabriel Medina: Nota 20
O moleque espancou as ondas e simplesmente humilhou seus concorrentes. Colocou muitos "tops" em combinaçãode ondas e fez a única Nota 10 do evento. Ninguém surfou melhor que ele. Das 10 melhores notas do evento, quatro são do Medina.

Juízes: Nota 5
9.50 naquela onda do Brett Simpson?? Umaonda de cutbacks, rasgadas e sem arriscar nada? E as interferências? Será que alguém lá sabeia o que era isso?

Transmissão pela web: Nota 5 
Muito delay (atraso) nas transmissões e entrevistas na hora das boas baterias.
Em plena California, berço do Vale do Silício e das transmissões em banda larga, a transmissão estava pra lá de ruim.

Vídeos privados no Vimeo: Nota 0
Na era dos compartilhamentos e dos blogs, proteger os videos dessa maneira parece um tanto mesquinho por parte do evento

Pagar para assistir os eventos pela web?
Espero que a ASP tenha desistido da idéia. Eu pagaria para ler os comentários espertos, engraçados, elegantes e irônicos do Júlio Adler e do Giovanni Mancuso no twitter, mas pagar para assistir uma transmissão ruim, não parece mesmo um bom negócio.

Segue aqui uma singela homenagem da galera do facebook ao Gabriel Medina e suas vitórias avassaladoras:




21 de maio de 2011

Adriano de Souza campeão do Billabong Rio Pro

O surfista brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, conquistou nessa sexta (20/05) o Billabong Rio Pro 2011, terceira etapa do circuito mundial da ASP. Adriano venceu o australiano Taj Burrow na final e faz o Brasil todo delirar de felicidade.

Com a vitória, Adriano foi o primeiro brasileiro a assumir a liderança do circuito mundial. E mesmo que ainda tenhamos mais nove etapas pela frente, é a primeira vez que um brasileiro senta no topo do mundo do surf profissional e isso merece todo o nosso respeito e admiração. Essa foi a segunda vitória de Adriano no World Tour ( A primeira foi em Mundaka, 2009)

O pequeno Adriano de Souza virou um gigante nas ondas do Rio de Janeiro. Misturando muita técnica, vontade, profissionalismo, dedicação e paixão, Adriano foi derrotando seus adversários um a um. Para vencer o Billabong Rio Pro, Mineirinho venceu o trio australiano que vinha detonando nas ondas do Rio de Janeiro: Owen Wright (nas quartas), Bede Durbidge (na semi) e finalmente Taj Burrow (na final). Bede já havia vencido uma vez no Brasil (em 2008) e Taj foi campeão em águas brasileiras por três vezes.

Um pouco de opinião:

Antes que os cariocas se sintam ofendidos, nada contra o Rio ou contra os cariocas. O Rio de Janeiro é uma grande surf city, é lindo, tem vocação natural para receber grandes eventos e dá uma surra em Imbituba em termos de estrutura. Mas mais do que vencer a etapa, Mineiro parece ter salvado o evento da Billabong. Depois de um jogo político bastante longo, o lobby dos cariocas conseguiu tirar a etapa brasileira do Circuito Mundial da Praia da Vila, em Santa Catarina, para ser realizado novamente no Rio de Janeiro. Os cariocas reclamavam do frio de Imbituba (SC), da falta de internet boa, da falta de onda boa, da falta de infra-estrutura, etc. Pois o evento do Rio de Janeiro apresentou frio, chuva, ondas ruins e mexidas, hotéis e alimentação inflacionadas, e a pior transmissão web do ano e o pior televisionamento também. Mesmo com a estrutura da GEO que tem parceria com a toda poderosa Rede Globo, a televisão simplesmente ignorou a etapa brasileira. Talvez essa teria sido a pior etapa brasileira do circuito mundial desde 2003. E com certeza a foi a pior etapa do ano no World Tour em termos de onda até agora. Tinha tudo para ser um evento medíocre, não fosse um pequeno gigante: Adriano de Souza. Com sua enorme dedicação e força de vontade, Mineiro fez todo mundo esquecer das ondas ruins e dos problemas políticos do nosso esporte.

Com a vitória, Adriano ganhou 100 mil dólares e 10.000 pontos no ranking da ASP.

"Posso morrer feliz da vida, pois venci esse campeonato. Entrei para a história do surfe brasileiro agora. Antes, todo mundo falava que eu poderia, mas era difícil acreditar, pois ainda não tinha vencido um grande evento no meu país. O dia chegou. Sabia que essa mudança para o Rio de Janeiro poderia ser boa para mim e foi o que aconteceu" – Adriano de Souza.


Video by Billabong


Video by Billabong


Vídeo by Jacked Movies


Video by Billabong


FINAL

1 – Adriano de Souza (BRA) 15.63
2 – Taj Burrow (AUS) 12.17


SEMI-FINAIS

SF 1: Taj Burrow (AUS) 16.27 def. Jeremy Flores (FRA) 10.50
SF 2: Adriano de Souza (BRA) 9.00 def. Bede Durbidge (AUS) 8.40

QUARTAS-DE-FINAL

QF 1: Taj Burrow (AUS) 16.26 def. Bobby Martinez (USA) 14.43
QF 2: Jeremy Flores (FRA) 15.60 def. Joel Parkinson (AUS) 12.17
QF 3: Bede Durbidge (AUS) 16.03 def. Josh Kerr (AUS) 6.27
QF 4: Adriano de Souza (BRA) 14.23 def. Owen Wright (AUS) 14.10


WORLD TOUR - TOP 10 (Após 3 etapas)

1. Adriano de Souza (BRA) 20,500
2. Joel Parkinson (AUS) 19,200
3. Kelly Slater (USA) 16,950
4. Taj Burrow (AUS) 16,500
5. Jordy Smith (ZAF) 14,750
6. Owen Wright (AUS) 12,150
7. Michel Bourez (PYF) 12,000
8. Mick Fanning (AUS) 11,500
9. Bede Durbidge (AUS) 11,000
9. Tiago Pires (PRT) 11,000


A próxima etapa do World Tour acontece de 14 a 24 de junho, em Jeffrey's Bay, África do Sul.