Finalizou em Trestles, California, a 7ª etapa do circuito mundial da ASP.
Taj Burrow venceu a etapa, Mick Fanning tirou de Kelly Slater a liderança do tour e os surfistas da elite moeram as ondinhas
de LowerTrestles. Não foi um evento bonito e nem muito empolgante, mas o nível de
surf foi bom e a etapa colocou um pouco mais de tempeiro nessa reta final do campeonato mundial.
Agora é França, Portugal e Hawaii e pelo jeito o título de 2013 será disputado até o final.
Não foi aquele Trestles que todo mundo esperava. As ondas estavam
pequenas e bem demoradas, quase no limite do pico. Mas as ondinhas eram perfeitas, longas e possibilitavam todo tipo de manobras. E a galera arrepiou. Foi até legal ver os atletas competindo em
ondas ruins e mais parecidas com aquelas que nós, simples mortais, surfamos
diariamente. Se bem que talvez tenha muita gente aqui que adoraria e preferiria aquela merrequinha de Trestles
do campeonato do que seu pico de origem.
Mas nem tudo foi bom no Hurley Pro, o evento ficou marcado
pelas ondas minúsculas e pelo complicado julgamento. Muitas das baterias
deixaram margem para muitas discussões.
O que interessa é que Taj Burrow venceu com grande estilo na afinal 100%
australiana e entrou na briga pelo título.
Na primeira semi, Taj Burrow enfrentou o
sul-africano Jordy Smith e liquidou a fatura logo nos primeiros minutos de
bateria. Em sua primeira onda, executou três rasgadas fortes e finalizou com
uma batida na junção e ganhou 9.33. Logo em seguida, pegou outra direita,
mandou pequenas rasgada e finalizou com um aéreo na junção: 6.50. Jordy Smith
surfou ondas ruins e quase que desapareceu na bateria. Depois as ondas pararam de entrar.Apesar de não ter sido nem sombra do
mesmo Jordy que surfou até a semi, foi um dos grandes nomes do Hurley Pro. Nas ondas pequenas, esse grandão de 1,90 m detonou e saiu de Trestles como o número 3 do mundo. Uma belíssima ascenção de Jordy.
Na segunda semi, Julian Wilson e Michel Bourez disputaram a
segunda vaga da final. A bateria começou com poucas ondas e as duas melhores ondas dos atletas só vieram nos minutos finais da bateria. Julian Wilson surfou
melhor e venceu com certa facilidade o confronto. Michel Bourez fez um grande evento e mostrou muito power nas
merrecas. Impressionante como evoluiu sua técnica nas merrecas. No Rio de Janeiro também vi ele destruindo valinhas minúsculas no meio da Barra. Bourez saiu de Trestles com a 10ª colocação no ranking.
Na grande final, 100% australiana, Taj Burrow não deu
chances ao jovem Julian Wilson e conquistou sua primeira vitória em 2013. Taj
começou a bateria com um 8.67 em uma esquerda que rendeu três pancadas de
backside e uma batidinha na junção no final. 8.67. Julian respondeu com um 8.27 em uma direita que rendeu uma
rasgada, um pequeno aéreo rodando e uma batida na junção. Ganhou 8.27. Taj Burrow achou ainda uma boa dirita, rasgou forte, executou quatro
manobras fortes, marcou 8.40 e aumentou a vantagem. Julian ainda tentou uma
última onda, mandou um aéreo rodando e marcou 7.70. O surf forte e fluido de
Taj Burrow superou os aéreos de Julian Wilson.
Taj nunca havia vencido em Trestles. Ficou feliz demais e se
aproximou dos líderes do ranking e entrou na briga pelo título. Chances
matemáticas ele tem.
O evento só não foi muito bom para os brasileiros. A maioria
dos atletas do Brasil perderam suas baterias com julgamentos polêmicos.
Análises de julgamento a parte, nosso
brazilian storm, que tinha tudo para patrolar em 2013, ainda não conseguiu
mostrar seu melhor surf. Todos são atletas completos, talentosos e muito acima
da média, mas parecem n]ao estar conseguindo mostrar o seu máximo. O melhor surfista do
Brasil continua sendo Adriano de Souza, que mantém uma regularidade e um foco fora
do normal. Mineiro é o 8º do ranking mas é uma máquina de competir e sempre entra no jogo para ganhar.
Faltando três etapas para o término do campeonato, Mick Fanning é o novo líder do ranking, 1200
pontos na frente de Kelly Slater. Jordy Smith vem na 3ª colocação e Taj Burrow na
quarta. Joel Parkinson caiu para 5º. Adriano de Souza é o 8º, o único entre os Top 10. Filipe Toledo é o 17º, Gabriel Medina o 18º, Miguel Pupo o 26º, Alejo
Muniz é o 29º, Raoni Monteiro o 31º, Willian Cardodo é o 33º e Heitor Alves ocupa a 38ª colocação no ranking.
A próxima etapa acontece na França, de 26 de setembro a 6 de
outubro, no sudoeste da França.
HURLEY PRO AT TRESTLES FINAL RESULT: 1 - Taj Burrow (AUS) 17.07 2 - Julian Wilson (AUS) 15.97
HURLEY PRO AT TRESTLES SEMIFINALS RESULTS: SF 1: Taj Burrow (AUS) 15.83 def. Jordy Smith (ZAF) 11.10 SF 2: Julian Wilson (AUS) 17.40 def. Michel Bourez (PYF) 12.43
HURLEY PRO AT TRESTLES QUARTERFINALS RESULTS: QF 1: Jordy Smith (ZAF) 15.67 def. Kai Otton (AUS) 12.33 QF 2: Taj Burrow (AUS) 15.93 def. Patrick Gudauskas (USA) 13.70 QF 3: Michel Bourez (PYF) 17.90 def. Travis Logie (ZAF) 14.00 QF 4: Julian Wilson (AUS) 15.64 def. Josh Kerr (AUS) 13.04
HURLEY PRO AT TRESTLES ROUND 5 RESULTS: Heat 1: Kai Otton (AUS) 11.50 def. C.J. Hobgood (USA) 8.83 Heat 2: Taj Burrow (AUS) 15.60 def. Adriano de Souza (BRA) 14.47 Heat 3: Travis Logie (ZAF) 13.23 def. Mick Fanning (AUS) 11.74 Heat 4: Josh Kerr (AUS) 14.10 def. Adam Melling (AUS) 12.93
CURRENT ASP WCT TOP 10: 1 - Mick Fanning (AUS) 41,900 points 2 - Kelly Slater (USA) 40,700 points 3 - Jordy Smith (ZAF) 35,700 points 4 - Taj Burrow (AUS) 35,400 points 5 - Joel Parkinson (AUS) 32,450 points 6 - Josh Kerr (AUS) 29,600 points 7 - Julian Wilson (AUS) 28,850 points 8 - Adriano de Souza (BRA) 27,500 points 9 - C.J. Hobgood (USA) 27,200 points 10 - Michel Bourez (PYF) 26,500 points 10 - Nat Young (USA) 26,500 points
Antes de falar sobre um evento de ondas minúsculas, ruins e
com um julgamento que ninguém consegue entender, pois os critérios e as escalas
mudam demais (principalmente dependendo de quem está na água), quero falar que
mesmo acompanhando o surf profissional e os campeonatos há mais de uma década,
eu não sou juiz e (pelo jeito) não entendo muito de julgamento. Acabei de rever
muitas baterias pelo ON DEMAND e gostaria de perguntar aos juízes da ASP
algumas coisas: Se é que existem critérios sérios no julgamento da ASP.
Foram muitas as baterias que chamaram a atenção por seus julgamentos imprecisos ou esquisitos. Vou publicar aqui para ver se alguém
consegue explicar.
ROUND 2
FREDRERICK PATACCHIA
(17.43) x MIGUEL PUPO (13.74)
Freddy P abriu a bateria com uma boa direita, executou uma
excelente primeira manobra, uma chinelada com força no lip, seguida de duas
manobras fracas e finalizou com uma batida na junção. Patacchia
marcou 8.50.
Miguel Pupo fez sua 1ª nota em uma esquerda bem pequena, deu
um floater funcional, embalou e mandou um aéreo rodando muito alto, que por
sinal é uma manobra que o Patacchia talvez nem saiba executar em tais condições,
e ganhou 6.87.
A segunda onda do Freddy P, o havaiano executou quatro
rasgadas de backside em uma direita da série, todas mais burocráticas do que
talentosas e finalizou com uma batida na junção e ganhou 8.93.
Na última onda do Miguel Pupo, a brasileiro desferiu 7
manobras. Começou com um floater e sem perder velocidade, uma rasgada
invertendo toda a prancha, na sequencia
um tail slide 360, 3 manobras insignificantes e finalizou com um segundo
tailside 360 na areia, uma onda que deveria valer pelo menos 2 pontos a mais do
que a segunda onda de Patacchia. Mas ganhou 6.87.
O que foi valorizado nessa bateria? O tamanho das ondas? Voltamos
aos anos 80 onde rasgadas de backside ganham de manobras progressivas? Que
critério os juízes usaram para julgar essa bateria? Acho que não entendi o julgamento. Miguel Pupo foi mais criativo,
mais ousado, mais progressivo e usou um repertório de manobras maior, mas
perdeu a bateria e a vaga para o Round 3.
ROUND 3
CJ HOBGOOD (15.30) x GABRIEL
MEDINA (14.87)
Medina abriu a bateria com uma direita bem pequena, mas que
rendeu 7 batidas de backside e uma rasgada. Medina foi até a areia, finalizando
a onda com uma batida na junção e ganhou uma nota 8.
CJ deu sua resposta na onda de trás, surfou mais lento, com
um approach menos radical e mais burocrático e ganhou uma nota 7.50. Muita gente
achou que essa onda deveria valer pelo menos um ponto e meio a menos, mas os juízes
valorizaram.
Medina em sua segunda onda escolheu outra direita bem
pequena, mandou 4 batidas de backside, a segunda delas não muito limpa e
finalizou a onda com um tailslide de backside. Ganhou 6.87.
Nessa hora CJ Hobgood deu o seu tradicional showzinho (sempre
contra o Medina). Reclamou, xingou, deu soquinho na água e pediu nota.
Em sua última onda deu dois floaters de backside, 3
batidinhas, uma rasgada e uma batida na junção. Outra onda muito mais
burocrática do que talentosa, e ganhou 7.80.
Ficou a impressão que o surf ultrapassado de CJ (nas
merrecas, claro) foi mais valorizado, e que o Medina foi julgado não pelo que
ele fez, mas pelo que ele poderia ter feito.
CJ escolheu ondas maiores e melhores, enquanto Medina fez uma escolha de
ondas muito ruim. Mas analisando as manobras, fica difícil de dar a vitória ao
CJ. O que foi valorizado nessa bateria? Floaters em trestles? A escolha de
ondas? Ou talvez o Medina esteja sendo punido por causa de tanto choro e de
tantas reclamações dele e de sua família?
ROUND 3
KELLY SLATER (14.80) X PATRICK
GUDAUSKAS (14.80)
Patrick Gudauskas abriu a bateria com duas batidas de
backside deslizando um pouco a rabeta, onde ficou até um pouco preso no lip, uma
rasgada fraca e uma finalização também fraca (e não completa) e ganhou 8.50.
Uma nota que a meu ver, parece ter saído mais pelos gritos da torcida do que
pelas manobras.
Slater em sua primeira onda deu uma forte rasgada tailslide,
um forte cutback e um air reverse na finalização, uma onda bem mais forte, mais
radical e mais criativa que a onda de Pat Gudauskas, mas ganhou 7.70.
Slater em sua segunda onda pegou uma direita menor, mandou
duas manobras fracas e finalizou com um pequeno aéreo na junção e marcou 7.10.
Gudauskas ainda pegou uma boa direita que começou com uma
ótima primeira manobra, duas manobras funcionais e uma forte rasgada e marcou
7.07. Essa onda me pareceu melhor que a sua primeira onda, mas os juízes
acharam que não.
O que foi valorizado nessa bateria? Os gritos da torcida
local, que estava com Pat Gudauskas? Bem, talvez ter tirado Slater do evento tão
cedo tenha mesmo colocado um pouco mais de tempero na corrida pelo título
mundial de 2013. Mas o julgamento, eu não entendi.
ROUND 3
JULIAN WILSON (17.03) x FILIPE
TOLEDO (16.07)
Filipe Toledo começou com uma onda pequena, mas de 7
manobras. Começou com um cutback, mandou uma batida, um forte rasgadão, um aéreo
rodando, um tail slide, outra forte rasgada e finalizou a onda com um cutback.
Marcou 8.17.
Julian em sua primeira nota mandou quatro rasgadas e
finalizou com uma batida na junção. Uma onda bem pior que a 1ª onda do
Filipinho, mas que valeu 7.93, uma nota muito próxima.
Filipe Toledo em sua 2ª onda pegou uma esquerda, mandou um
bom aéreo rodando de backside já na primeira manobra e uma batida de backside e
ganhou 7.90. Essa também foi uma onda melhor que a 1ª onda de Julian, mas ganhou
somente 7.90.
Em sua última onda, Julian mandou um ótimo aéreo rodando de
backside, duas rasgadas e duas batidas e levantou a galera na praia. Ganhou
9.10.
Julian talvez seja o cara que mais baterias ganhou de
presente na história do surf moderno e casualmente, quase sempre contra
surfistas brasileiros. É um ótimo surfista, um grande talento, mas tem recebido
mais notas do que tem merecido. Sua última onda foi excelente, mas sua vitória foi
mais um presente dos juízes.
Tiveram outras baterias de julgamento confuso, onde
jornalistas e publico ficaram sem entender, mas vou ficar nessas.
No Round 4 também fiquei na dúvida: Porque uma onda com 5
rasgadas pequenas de backside valem 7.83 (Kai Otton) e uma onda com uma forte
batida, uma forte rasgada e um aéreo rodando no final valem só 6.90 (Mineiro)? Não
discordo do resultado dessa bateria, mas essas ondas, por exemplo, tiveram um
julgamento ridículo.
As vezes parece que nós, público, fãs e jornalistas, fazemos papel de bobo o perdendo tempo e noites inteiras para ver baterias e escrever sobre eventos onde o julgamento não parece ter muito critério nem muito sério. Juiz de surf não deveria ser um
Cargo de Confiança, como é hoje. Deveria haver renovação. E o head judge não
deveria ter tanto poder. Porque não acontece uma renovação no quadro de juízes da ASP? Porque os melhores juízes do WQS não sobem para op WCT e os piores do WT não caem? Panela é feio em
qualquer esporte.
Começou nesse domingo o 2013
Hurley Pro, a 7ª etapa do circuito mundial da ASP e o evento que marca a
reta final do campeonato. Kelly Slater, Mick Fanning e Joel Parkinson são os
três primeiros colocados no ranking e lutam pelo título de 2013.
Com ondas pequenas e demoradas (como todos os eventos na
California nos últimos tempos), o evento começou um tanto devagar. Quem salvou
o dia foi o brasileiro Adriano de Souza, que fez a melhor apresentação do
primeiro dia de competição. Mineiro
somou 9.73 e 9.10 e despachou o aussie Mitch Crews numa espaçosa “Kombi”.
Gabriel Medina, Filipe Toledo e Adriano de Souza já estão
classificados para o Round 3. Alejo Muniz, Miguel Pupo e Raoni Monteiro ainda
disputam a vaga na repescagem do Round 2. Kelly Slater, Mick Fanning e Joel
Parkinson, os 3 primeiros do ranking, também estão classificados para o Round
3.
Também vale o registro. Começar o evento com o site com
problemas e a internet travando não é um sinal de grande competência. Que os
norte-americanos pensem nisso antes de reclamar dos eventos no Brasil. Evento
sem onda e sem internet boa eles também sabem fazer.
Faltam dedos para contar tantas vitórias. Em Trestles, Slater comemorou sua 6ª vitória
nesse evento e sua 50ª vitória no tour. Rumo ao 12°? Alguém duvida? Em 2012 já são duas vitórias
e o atual 3° lugar no ranking. Energia e vontade de gromet.
O Hurley Pro começou com ótimas ondas e baterias bastante disputadas na bancada de Lower Trestles, santuário do surf americano.
E se o dia começou com altas ondas, terminou com uma festa dupla de Kelly Slater. Não teve pra ninguém. No maior estilo come-quieto, Kelly Slater levou a etapa de Trestles e, de quebra, ainda comemorou a sua 50ª vitória no tour. Ah, essa foi a 6ª vez que Slater venceu esse campeonato... Aos 40 anos de idade, continua firme e forte na briga pelo título mundial de 2012 e voando tão bem quanto os moleques.
Outro que merece destaque é o Adriano de Souza. Mineiro foi até a semi, onde perdeu para um inspirado Joel Parkinson. Adriano surfou muito o evento todo. Venceu com folga a bateria do Round 1, venceu também com folga o Travis Logie no Round 3, perdeu pro John John no Round 4, voltou com tudo e venceu o Gabriel Medina por incríveis 18.30 a 9.57 e ainda deu o troco eliminando o John John da competição por 12.60 a 11.60 nas quartas.
Mick Fanning continua líder. Parko é o vice. Com a 2ª vitória no tour em 2012, Slater pulou para o 3° lugar do raking. John John é o 4° e Adriano de Souza o número 5° do Ranking da ASP.
A trajetória do título.
Para vencer o Hurley Pro, Kelly Slater venceu Tiago Pires e Taylor Knox no Round 1, eliminou Matt Wilkinson no Round 3 por 15.70 a 10.00 e perdeu, por causa de uma interferência, para Taj Burrow no Round 4. No Round 5, Kelly venceu e eliminou o francês Jeremy Flores por 15.94 a 15.44. Nas quartas, eliminou o australiano Adrian Buchan por 15.17 a 11.93. Na semi, Kelly simplesmente deu uma surra no líder do circuito, o australiano Mick Fanning, 17.27 a 9.34. E na grande final, Kelly Slater venceu Joel Parkinson por 16.50 a 14.00. Não começou bem, mas veio por fora, derrubando um a um, até que na semi começou a tirar seus coelhos da cartola.
Round 2 finalizado em Trestles. Com ótimas ondas, na faixa dos 2 a 4 pés em Lower Trestles, a repescagem do Hurley Pro foi ainda mais emocionante do que o Round 1. Parko e John John confirmaram o favoritismo e venceram as duas primeiras baterias do dia. Taylor Knox surpreendeu ao eliminar Owen Wright e Jeremy Flores surfou muito e somou 17.63 em cima de Patrick Gudauskas em um grande confronto. Na 5ª bateria do dia Julian Wilson venceu o brasileiro Jadson André numa bateria um tanto polêmica. Jadson foi mais radical e voou mais alto, chutando longe a rabeta em cada aéreo, bem dentro do critério de julgamento e inovação, enquanto Julian foi mais "burocrático" em suas ondas. No final os juízes premiaram Julian Wilson, um grande queridinho da ASP que frequentemente se dá bem em baterias de julgamento duvidoso. Heitor Alves enfrentou o local hero Kolohe Andino. Heitor começou mal, errando muito e visivelmente nervoso, mas chocou todo mundo ao mandar um rodeo clown perfeito e alto já no final da bateria. Kelly Slater, Bob Hurley e todo mundo foi conversar com o Heitor da bateria achando que a atuação havia sido monstra. Merecia um 10, mas não levou. Kolohe continua sem mostrar a que veio. Miguel Pupo pegou um inspirado Travis Logie na 9ª bateria. Miguel até teve uma oportunidade, mas deixou a última série da bateria passar. Passou a série e a chance de avançar para o Round 3. Uma pena ver Miguel cair assim, era um dos surfistas favoritos nessas condições de Trestles. Alejo Muniz foi outro brasileiro que mandou muito bem nesse round 2. Em uma bateria super disputada, onde venceu o havaiano Freddy Patacchia por 16.30 a 15.90. Adriano de Souza, Gabriel Medina, Heitor Alves e Alejo Muniz estão classificados para o Round 3 da competição.
HURLEY PRO TRESTLES ROUND 3: Heat 1: Kelly Slater (USA) vs. Matt Wilkinson (AUS) Heat 2: Julian Wilson (AUS) vs. Alejo Muniz (BRA) Heat 3: Taj Burrow (AUS) vs. Adam Melling (AUS) Heat 4: Jeremy Flores (FRA) vs. Kai Otton (AUS) Heat 5: Heitor Alves (BRA) vs. Adrian Buchan (AUS) Heat 6: Mick Fanning (AUS) vs. Dusty Payne (HAW) Heat 7: Joel Parkinson (AUS) vs. Taylor Knox (USA) Heat 8: Gabriel Medina (BRA) vs. Michel Bourez (PYF) Heat 9: Josh Kerr (AUS) vs. Bede Durbidge (AUS) Heat 10: Adriano de Souza (BRA) vs. Travis Logie (ZAF) Heat 11: Jordy Smith (ZAF) vs. Brett Simpson (USA)
Heat 12: John John Florence (HAW) vs. Yadin Nicol (AUS)
Adriano de Souza protagonizou a primeira vitória do Hurley Pro 2012
Começou nesse domingo, 16 de setembro, o Hurley Pro Trestles, 6ª etapa do World Circuit Tour 2012. Com ondas de até um metro e boas condições, o primeiro dia de evento proporcionou algumas ótimas baterias.
Adriano de Souza, Taj Burrow, Kelly Slater, Dusty Payne,
Bede Durbidge, Mick Fanning, Yadin Nicol, Josh Kerr, Michel Bourez, Adrian
Buchan, Jordy Smith e Gabriel Medina venceram suas baterias de estreia e já
estão classificados para o Round 3 da competição.
Entre os brasileiros, somente Adriano de Souza e Gabriel
Medina venceram e se classificaram direto para o Round 3. Adriano na primeira
bateria do dia e Medina na última.
Adriano simplesmente atropelou a dupla Jadson André e Brett
Simpson. Com um surf forte e esperto,
Mineiro somou 6.70 e 7.60 e mandou seus advaersários para a repescagem do Round
2.
Gabriel Medina teve uma bateria bastante disputada contra CJ
Hobgood e Kieren Perrow. Bem, a verdade é que Kieren Perrow só somou 8.2, mas
Medina e CJ realmente disputaram a bateria. O Gabriel já é bastante conhecido
por se colocar em situações de risco de interferência e por disputar cada onda com
garras e dentes. E nessa bateria não foi diferente. Os juízes estavam gostando
do "feijão com arroz" do norte-americano e estavam soltando as notas
pro CJ. E quase que ele leva a bateria. Até que na última onda, Medina mandou
um aéro rodando, alto e preciso e venceu a bateria. CJ saiu puto, chingando e
reclamando muito. O mesmo fizeram os "comentaristas" em inglês. Mas a
verdade é que o Gabriel surfou mais evenceu o confronto por 16.9 a 16. 17. Talvez
pelo desespero de já ter sido cortado do tour ano passado e por ver que os
brasileiros já superaram (há muito) o seu surf. Talvez pelo fato do CJ
simplesmente não gostar de ser marcado nas baterias. A verdade é que não é a primeira vez que o CJ reclama de estar
sendo pressionado e sufocado pelos brasileiros.
1: Adriano de Souza (BRA) 14.30, Jadson Andre
(BRA) 11.10, Brett Simpson (USA) 7.94 2: Taj Burrow (AUS) 16.00, Patrick Gudauskas (USA)
12.57, Alejo Muniz (BRA) 7.37 3: Kelly Slater (USA) 15.66, Tiago Pires (PRT)
10.90, Taylor Knox (USA) 8.10 4: Dusty Payne (USA) 12.47, Kai Otton (AUS) 12.00,
John John Florence (HAW) 9.00 5: Bede Durbidge (AUS) 14.16, Joel Parkinson (AUS)
12.87, Evan Geiselman (USA) 12.50 6: Mick Fanning (AUS) 15.60, Fredrick Patacchia
(HAW) 14.60, Conner Coffin (USA) 12.16 7: Yadin Nicol (AUS) 17.57, Owen Wright (AUS)
17.17, Miguel Pupo (BRA) 11.67 8: Josh Kerr (AUS) 13.20, Damien Hobgood (USA)
10.63, Matt Wilkinson (AUS) 8.00 9: Michel Bourez (PYF) 16.20, Kolohe Andino (AUS)
13.30, Jeremy Flores (PYF) 12.70 10: Adrian Buchan (AUS) 16.50, Adam Melling (AUS)
13.57, Julian Wilson (AUS) 9.66 11: Jordy Smith (ZAF) 16.30, Travis Logie (ZAF)
15.87, Heitor Alves (BRA) 13.83 12: Gabriel Medina (BRA) 16.90, C.J. Hobgood (USA)
16.17, Kieren Perrow (AUS) 8.20
ROUND 2:
1: Joel Parkinson (AUS) vs. Conner Coffin (USA) 2: John John Florence (HAW) vs. Evan Geiselman
(USA) 3: Owen Wright (AUS) vs. Taylor Knox (USA) 4: Jeremy Flores (FRA) vs. Patrick Gudauskas (USA) 5: Julian Wilson (AUS) vs. Jadson Andre (BRA) 6: C.J. Hobgood (USA) vs. Matt Wilkinson (AUS) 7: Heitor Alves (BRA) vs. Kolohe Andino (USA) 8: Damien Hobgood (USA) vs. Adam Melling (AUS) 9: Miguel Pupo (BRA) vs. Travis Logie (ZAF) 10: Brett Simpson (USA) vs. Kieren Perrow (AUS) 11: Alejo Muniz (BRA) vs. Fredrick Patacchia (HAW) 12: Tiago Pires (PRT) vs. Kai Otton (AUS)
O surfista catarinense Marlon Klein esteve recentemente na Califórnia onde encontrou o top norte-americano Chris Ward e sua filha, Malia Ward, numa divertida session em Trestles, Califórnia. As imagens e a edição são da dupla Gustavo Graf & Marlon Klein.
Kelly vence mais uma e segue mais líder do que nunca.
O 2011 Hurley Pro, 7ª etapa do circuito mundial da ASP foi finalizado nessa quarta-feira, 22 de setembro, em Trestles, Califórnia, com a 48ª vitória do norte-americano Kelly Slater.
Altas ondas, praia cheia e toda a visibilidade que um grande evento de surf merece. Assim começou o final day do Hurley Pro na clássica bancada de Lower Trestles. E pela primeira vez na história da ASP, dois surfistas se enfrentaram em três finais consecutivas. No caso aqui, Kelly Slater e Owen Wright, que fizeram a final em Teahupoo, New York e Tretles.
O último dia do Hurley Pro iniciou ccom as baterias da repescagem do Round 5. Heitor eliminou Taj Burrow. Josh Kerr venceu Jeremy Flores. Mick Fanning eliminou Damien Hobgood e Julian Wilson derrotou Adrian Buchan.
QUARTAS
Na primeiro confronto do dia, duelo brasileiro: Adriano de Souza x Heitor Alves.Adriano, na briga pelo título mundial, começou a bateria pegando ondas regulares e com notas medianas, enquanto Heitor deu mais sorte nas ondas, mostrou mais velocidade e pressão nas manobras e venceu a disputa. Heitor 12.77, Mineiro 12.50.
Na segunda bateria das quartas, Kelly Slater simplesmente esmagou o australiano Josh Kerr, que ficou boiando a bateria toda e não encontrou boas ondas. Kelly marcou 9.43 e 8.17 e venceu a disputa.Em seguida, Owen Wright x Mick Fanning, duelo australiano. Owen, que vem em ótima fase, venceu o bicampeão mundial Mick Fanning no desempate. Ambos os surfistas marcaram 15.67, como o critério de desempate era a melhor onda, Owen Wright venceu a disputa. E na última bateria das quartas, outro duelo australiano, Joel Parkinson x Julian Wilson. Parko fez uma bateria apagada enquanto Julian Wilson mostrava toda sua vontade. Wilson fez 18.23, Parko 14.93. Julian na semi.
Os brasileiros surfaram muito bem em Trestles. Heitor Alves fez sua primeira semifinal no WT, Adriano de Souza surfaram muito bem e saiu de Trestles com a 4ª colocação no ranking da ASP;
SEMI
KELLY SLATER (USA) x HEITOR ALVES (BRA)
O professor de Trestles, Kelly Slater, contra o brasileiro Heitor Alves, fazendo sua primeira semifinal em um evento do WT. Uma bateria muito disputada, onde Kelly mostrou seus lampejos de genialidade e onde Heitor mostrou seu surf (e teve suas notas achatadas). No final de Kelly 18.40 x 16.57 de Heitor.
OWEN WRIGHT (AUS) x JULIAN WILSON (AUS)
Logo no início da bateria, o ingênuo Julian Wilson caiu no conto do maquiavélico Owen e já começou a bateria com uma interferência. Erro bobo de Wilson, principalmente diante de Owen Wright. Julian Wilson 10.04, Owen Wright 14.74
FINAL
KELLY SLATER (USA) x OWEN WRIGHT (AUS
Kelly e Owen, Owen e Kelly, Kelly e Owen. Três vezes seguidas. Que fase desses dois surfistas. Mas em Trestles é praticamente a casa de Slater, que pegou as melhores ondas e mostrou que continua sendo o melhor surfista do mundo. Kelly Slater 17.50 (8.50 + 9.00), Owen Wright 16.74 (7.87 + 8.87)
Mineirinho venceu Gabriel Medina e está garantido no Round 3.
Iniciou nesse domingo, 18 de setembro o 2011 HURLEY PRO, 7ª etapa do World Tour da ASP realizado na meca do surf americano, a praia de Trestles, na Califórnia. O evento iniciou com ondas pequenas mas bem surfáveis.
Dane Reynolds e Jordy Smith não compareceram ao evento pois estão machucados. Bobby Martinez está fora da ASP por ofensas a entidade. Dos Top 10, todos avançaram, menos o australiano Mick Fanning.
Dos 08 surfistas brasileiros no evento, somente Adriano de Souza venceu no Round 1 e se classificou direto para o Round 3. Jadson André perdeu para o australiano Joel Parkinson numa bateria de julgamento bastante duvidoso. Heitor Alves perdeu para o francês Jeremy Flores. Raoni Monteiro perdeu para Taylor Knox (USA). Medina perdeu para o Adriano de Souza e a dupla Alejo Muniz e Miguel Pupo perderam para um inspirado Julian Wilson (AUS). Todos têm nova chance na repescagem do Round 2.
Outra grande bateria foi a de Kelly Slater contra Rob Machado, grandes amigos e rivais de grandes disputas num passado bem recente da ASP, e mais o havaiano Freddy P. Kelly começou bem a bateria e liderou os primeiros 10 minutos do confronto. Freddy P. esboçou uma reação e Rob Machado virou a bateria já no final do confronto. Slater ainda pegou uma última onda. Enquanto Rob Machado ia começando a entrevista do vencedor, saiu o resultado da última onda do Kelle Slater que virou nos últimos segundos e venceu o confronto.
Outra bateria muito esperada foi a de Gabriel Medina, que estreou no WT num grande confronto contra o também brasileiro Adriano de Souza e contra o havaiano Dusty Payne. Esse último nem apareceu na bateria. Dusty surfou mal e caiu de quase todas as manobras mais arriscadas que tentou. Medina começou a bateria mais tímido mas aos poucos foi incendiando a bateria e a galera na praia. Mas o show foi mesmo de Adriano de Souza. Praticamente local em Trestles, Mineiro surfou muito bem e garantiu sua participação no Round 3.
O destaque do dia ficou por conta de Julian Wilson, que marcou 8.93 e 8.67 e fez a melhor média do dia - 17.60.
1 Mick Fanning (Aus) x Rob Machado (EUA) 2 Adrian Buchan (Aus) x Conner Coffin (EUA) 3 Bede Durbidge (Aus) x Tom Whitaker (Aus) 4 Damien Hobgood (EUA) x Adam Melling (Aus) 5 Alejo Muniz (Bra) x John John Florence (Haw) 6 Gabriel Medina (Bra) x Travis Logie (Afr) 7 Kieren Perrow (Aus) x Tiago Pires (Por) 8 Raoni Monteiro (Bra) x Kai Otton (Aus) 9 Jadson André (Bra) x Dusty Payne (Haw) 10 Heitor Alves (Bra) x Miguel Pupo (Bra) 11 Chris Davidson (Aus) x Daniel Ross (Aus) 12 Patrick Gudauskas (EUA) x Fred Patacchia (Haw)
O paulista Miguel Pupo venceu o Nike 6.0 Lowers Pro, etapa prime do circuito mundial, evento realizado na famosa bancada de Lower Trestles, San Onofre, California.
Miguel Pupo fez um evento impecável e mereceu o prêmio. Na bateria final, com ondas de meio metro e séries bastante demoradas, Miguel Pupo venceu a "estrela local" Tanner Gudauskas nos instantes finais da bateria, quando uma esquerda salvadora apareceu e foi espancada por Miguel. A vitória foi emocionante e com toda certeza é um prêmio de toda a família Pupo.
Pupo levou pra casa o cheque de U$S 40.000 e mais 6.500 pontos no ranking da divisão de acesso à elite.
Mas a vitória não foi só de Miguel Pupo. Jesse Mendes deveria ter feito a final com Pupo. Jessé Surfou muito e representou muito bem a nossa seleção pro junior. Heitor Alves, Thiago Camarão, Junior Faria, Gabriel Medina e Willian Cardoso foram grandes atletas no Lowers Pro. Surfaram muito,impressionaram público,juízes e a mídia internacional. Os garotos do Brasil fizeram um verdadeiro arrastão em Trestles.
Kolohe Andino, o queridinho da mídia americana chegou cheio da pose, fez mil poses pra câmera, mas o máximo que ele conseguiu, surfando em casa, foi a terceira colocação no Oakley Pro Junior, evento que rolou paralelo ao Nike 6.0 Lowers Pro.
No mais tradicional point do surf americano, quem mandou bem foi os brasileiros.
Com ondas de até 3 pés, a sexta-feira finalizou com o término do Round 5 e as baterias definidas para as quartas-de-final. Mais uma vez, destaque dos atletas da nova geração, que demonstraram um repertório de manobras aéreas muito forte e encantaram juízes e público. Parece que os critérios de julgamento vão mesmo caminhando nessa direção. Pelo menos nos eventos de beach break.
Na primeira bateria do dia, Heitor Alves, genial, venceu CJ Hobgood por 15.60 a 9.23 com um surf afiado e muito eficiente. Bela vitória de Heitor e a primeira do Brasil.
Na segunda bateria, mais do que um duelo brasileiro, foi uma bateria de apresentação do talento do surf brasileiro. Gabriel Medina e Jessé Mendes deram show nas ondas de Lower Trestles. Os dois goofys rabiscaram as ondas e o céu de San Onofre. No final Jesse surfou mais e venceu Medina por 13.53 a 12.97. Jessé confirmado
Na terceira bateria, Thiago Camarão teve que surfar muito para vencer um Willian Cardoso guerreiro e determinado. Camarão fez 16.93 contra 13.47 de Willian.
E na última bateria, Jadson André fez barba, cabelo e bigode de Tim Reyes. Jadson 15.50, Reyes 9.33.
Os videos de todas as baterias podem ser vistos aqui
Esse título diz quase tudo sobre esse terceiro dia do NIKE 6.0 LOWERS PRO, que está sendo realizado na cultuada bancada de Lower Trestles, California. Das 12 vagas que estavam em disputa nesse terceiro dia de competição, 8 foram conquistadas por brasileiros.
Com ondas pequenas, mas bastante perfeitas, o esquadrão brasileiro deu show nas ondas da California, deixando os gringos literalmente de queixo caído. Ontem foi dia que americano falou, e em bom português, que brasileiro surfa bem sim.
O jovem Gabriel Medina, de 17 anos,surfou muito, voou alto e com muita elegância, mandando o queridinho local Patrick Gudauskas mais cedo pra casa.
O cearense Heitor Alves surfou bem e venceu fácil o havaiano Mason Ho em uma bateria que entraram poucas ondas.
Outro jovem brasileiro, Jesse Mendes (18) venceu com muita competência o experiente Taylor Knox. E olhe que vencer o Taylor Knox em Trestles, uma onda que ele conhece muito, é para poucos.
O catarinense Willian Cardoso foi outro que detonou em Trestles. Os juízes parece que seguraram um pouco suas notas, mas a verdade é que Willian jogou muito mais água do que o americano Cory Lopez e venceu a bateria.
Júnior Faria venceu Alejo Muniz em uma bateria que foi um verdadeiro duelo brasileiro. Alejo não escolheu bem as ondas e acabou deixando o caminho livre para Junior Faria que avança para a próxima fase.
Em um duelo de Goofy Footers, Jadson André venceu e ainda pisou em cima do australiano Kai Otton, vencendo por 17.87 a 10.93. Kai Otton foi embora de “Kombi”.
Jadson André Cias Aéreas! De front e de backside, Jadson surfou muito!
Em outro duelo de goofys, Miguel Pupo também não teve trabalho algum para vencer o também experiente, e também americano,Damien Hobgood.
E por fim, Thiago Camarão venceu o australiano Adam Melling na última onda.
Contra fatos não há argumentos.
Brazilian Domination! Era o que ouvia a todo momento na transmissão. Os locutores e comentaristas só elogiaram o talento da nova geração brasileira, que surfa bem, surfa bonito, surfa radical e fez a praia toda delirar em Trestles. Nossos atletas vem puxando o nível do Future Surfing. Os eventos Pro Junior não me deixam mentir.
"Kelly Slater, conhecido rato de bateria, sorrateiramente, começou o evento de Trestles como número dois do mundo. calado e estrategista, Kelly aos poucos, foi roendo a estrutura emocional de seus oponentes, derrubando adversários importantes e acumulando pontos, até chegar a grande final do evento, onde Kelly Slater destruiu o guerreiro australiano, Bede Durbidge, fez sua quarta vitória em Tretstles, aumentou seu recorde de vitórias no tour, e assumiu a liderança do circuito mundial de surf profissional, a ASP WORLD TITLE RACE (ex-World Tour e ex-WCT)".
O último dia de competições do HURLEY PRO aconteceu nesse sábado (18/09), com ondas perfeitas e consistentes, de um metro e meio a dois metros, na famosa bancada de Lower Trestles, CA, onde os habilidosos surfistas do tour aproveitaram para desferir um incrível número de pancadas e vôos espetaculares. Sem dúvidas, uma das melhores etapas do ano, de onda, de estrutura, de cortura web e de premiação. Evento exemplar da Hurley.
A grande novidade do último dia do evento foi a realização do novo Round 4 da ASP, com três competidores na água, onde nenhum atleta é eliminado do evento. Quem perder, ainda disputa uma mini-repescagem no Round-5 que pode funcionar como um atalho para as quartas-de-final. A idéia é que as competições fiquem ainda mais disputadas e atraentes ao público telespectador. E deu certo para Kelly e para Bede. Ambos perderam suas baterias no Round 4, se deram bem na repescagem do evento, justamente contra os caras que os venceram no round 4, e conseguiram chegar até as finais do evento.
O australiano Bede Durbidge foi frio e um ótimo competidor durante todo o evento. No Round 1 Bede estreiou com derrota ao perder para o compatriota Matt Wilkinson. No Round 2, Bede venceu o wildcard Rob Machado; no Round 3, sua vítima foi o americano Taylor Knox. No Round 4, Bede perdeu para o aul-africano Jordy Smith e foi para o tudou ou nada do Round 5. No Round 5, foi a vez de Adrian Buchan ser atropelado por Bede. Nas Quartas-de-final, a revanche do Round 4 onde Bede eliminou o ex-líder do tour, Jordy Smith . Na semi-final, Bede surfou bem e venceu um talentoso, mas ineficiente Dane Reynolds. Trajetória difícil e batalhada, digna de um guerreiro do porte de Bede Durbidge.
Kelly Slater foi outro monstro. Não se intimidou por usar a lycra número 2 (a camisa do vice-líder do circuito). Pelo contrário. Profundo conhecedor de Tretles, seus adversários foram sendo triturados, um a um. No Round 1 Kelly venceu o novato e aspirante a Surf Star Kolohe Andino e o aussie Luke Stedman; no Round 3 Kelly detonou um apático Gabe Kling. No Round 4, Kelly perdeu para o aussie Owen Wright e teve que encarar a mini-repescagem do Round 5. No Round 5, sorte de kelly Slater. Chris Davidson passa mal e Slater avança direto para as Quartas. Nas Quartas-de-final, foi a vez de Kelly Slater dar o troco (e bem dado) derrotando Owen Wright por 17.03 a 15.97. Na semi-final, Kelly passou fácil por um tímido e nervoso Mick Fanning e, mais uma vez, está nas finais de Trestles.
Na final, Slater simplesmente não tomou conhecimento da presença do australiano Bede Durbidge. Bede passou a bateria toda precisando de uma combinação de ondas, da qual só conseguiu se livrar no finalzinho da bateria. E Kelly, com um surf meio “feijão com arroz” mas muito eficiente, foi fazendo os pontos necessários para não passar trabalho. A pá de cal veio quanto Kely rema numa boa onda da série, faz um tubão sensacional e um 9.53. Vitória fácil de Slater em Trestles (a segunda do ano).
É interessante como Kelly Slater venceu o 2010 HURLEY PRO sem o seu tradicional surf-espetáculo, e usando pranchas mais tradicionais que os modelos estranhos do começo do ano. E mesmo assim, sobrou surf para Mr Slater, que por um lado mostrou que não tem mais o surf mais espetacular do mundo, rótulo que hoje está com Dane Reynolds, Jordy, Owen, Simpo, etc. Mas Kelly vem mostrando também, que nem os mais talentosos e voadores surfistas do tour, tem alguma chance contra ele. Sólido, inteligente e estrategista, Kelly ainda é o melhor surfista do World Tour de todos os tempos, tanto nas merrecas, quanto nas morras.
Com a vitória de Slater (e com o tropeço de Jordy Smith), o careca mais famoso do surf mundial assume a liderança do tour e segue firme e forte para seu 10° Título Mundial, 5.500 pontos a frente do segundo colocado, o sul-africano Jordy Smith.
Com 6 das dez etapas já concluídas, Kelly Slater sai de Trestles como líder do circuito e com a auto-confiança que pode lhe dar o 10° título mundial de surf profissional, um marco ainda inatingível em nenhum outro esporte. Como bem disse Dave Prodan, da Australia’s Surfing Life, Kelly está deixando um legado que não durará anos ou décadas, mas séculos. Além da vitória, Kelly ganhou 105.000 dólares, o maior prêmio já pago em uma etapa da ASP.
O paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, e o potiguar Jadson André, únicos brasileiros na competição, fiveram boas apresentações no Round 1, mas ambos foram eliminados na terceira fase. Mineiro sai de Trestles como o número 7 do mundo. Jadson está na 13° colocação na World Title Race.
Uma grana bem boa para se ganhar por surfar Trestles em condições clássicas e sem crowd.
Os melhores momentos, fotos e videos podem ser vistos direto no site do evento: http://www.hurley.com/hurleypro/
HURLEY PRO TRESTLES ROUND 5 RESULTS: Heat 1: Kieren Perrow (AUS) 13.76 def. C.J. Hobgood (USA) 10.50 Heat 2: Kelly Slater (USA) 17.10 def. Chris Davidson (AUS) N/S? Heat 3: Bede Durbidge (AUS) 11.40 def. Adrian Buchan (AUS) 7.47 Heat 4: Dane Reynolds (USA) 12.04 def. Damien Hobgood (USA) 10.73
HURLEY PRO TRESTLES QUARTERFINAL RESULTS: QF 1: Mick Fanning (AUS) 12.60 def. Kieren Perrow (AUS) 8.20? QF 2: Kelly Slater (USA) 17.03 def. Owen Wright (AUS) 15.97 QF 3: Bede Durbidge (AUS) 13.27 def. Jordy Smith (ZAF) 11.87 QF 4: Dane Reynolds (USA) 14.80 def. Taj Burrow (AUS) 12.90
HURLEY PRO TRESTLES SEMIFINAL RESULTS: SF 1: Kelly Slater (USA) 15.87 def. Mick Fanning (AUS) 10.43 SF 2: Bede Durbidge (AUS) 11.67 def. Dane Reynolds (USA) 9.63
HURLEY PRO TRESTLES FINAL RESULTS: 1 – Kelly Slater (USA) 18.13 2 – Bede Durbidge (AUS) 14.13
ASP WORLD TITLE RACE TOP 5 (After Hurley Pro at Trestles): 1. Kelly Slater (USA) 40,000 pts 2. Jordy Smith (ZAF) 35,500 pts 3. Taj Burrow (AUS) 30,500 pts 4. Dane Reynolds (USA) 30,250 pts 5. Mick Fanning (AUS) 29,500 pts