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20 de setembro de 2013

Taj vence em Lower Trestles e a corrida pelo título ficou mais emocionante.



Finalizou em Trestles, California, a 7ª etapa do circuito mundial da ASP. Taj Burrow venceu a etapa, Mick Fanning tirou de Kelly Slater a liderança do tour e os surfistas da elite moeram as ondinhas de Lower Trestles. Não foi um evento bonito e nem muito empolgante, mas o nível de surf foi bom e a etapa colocou um pouco mais de tempeiro nessa reta final do campeonato mundial. 

Agora é França, Portugal e Hawaii e pelo jeito o título de 2013 será disputado até o final. 

Não foi aquele Trestles que todo mundo esperava. As ondas estavam pequenas e bem demoradas, quase no limite do pico. Mas as ondinhas eram perfeitas, longas e possibilitavam todo tipo de manobras. E a galera arrepiou. Foi até legal ver os atletas competindo em ondas ruins e mais parecidas com aquelas que nós, simples mortais, surfamos diariamente. Se bem que talvez tenha muita gente aqui que adoraria e preferiria aquela merrequinha de Trestles do campeonato do que seu pico de origem. 

Mas nem tudo foi bom no Hurley Pro, o evento ficou marcado pelas ondas minúsculas e pelo complicado julgamento. Muitas das baterias deixaram margem para muitas discussões. 

O que interessa é que Taj Burrow venceu com grande estilo na afinal 100% australiana e entrou na briga pelo título.

Na primeira semi, Taj Burrow enfrentou o sul-africano Jordy Smith e liquidou a fatura logo nos primeiros minutos de bateria. Em sua primeira onda, executou três rasgadas fortes e finalizou com uma batida na junção e ganhou 9.33. Logo em seguida, pegou outra direita, mandou pequenas rasgada e finalizou com um aéreo na junção: 6.50. Jordy Smith surfou ondas ruins e quase que desapareceu na bateria. Depois as ondas pararam de entrar.Apesar de não ter sido nem sombra do mesmo Jordy que surfou até a semi, foi um dos grandes nomes do Hurley Pro. Nas ondas pequenas, esse grandão de 1,90 m detonou e saiu de Trestles como o número 3 do mundo. Uma belíssima ascenção de Jordy.

Na segunda semi, Julian Wilson e Michel Bourez disputaram a segunda vaga da final. A bateria começou com poucas ondas e as duas melhores ondas dos atletas só vieram nos minutos finais da bateria. Julian Wilson surfou melhor e venceu com certa facilidade o confronto. Michel Bourez fez um grande evento e mostrou muito power nas merrecas. Impressionante como evoluiu sua técnica nas merrecas. No Rio de Janeiro também vi ele destruindo valinhas minúsculas no meio da Barra. Bourez saiu de Trestles com a 10ª colocação no ranking.

Na grande final, 100% australiana, Taj Burrow não deu chances ao jovem Julian Wilson e conquistou sua primeira vitória em 2013. Taj começou a bateria com um 8.67 em uma esquerda que rendeu três pancadas de backside e uma batidinha na junção no final. 8.67. Julian respondeu com um 8.27 em uma direita que rendeu uma rasgada, um pequeno aéreo rodando e uma batida na junção. Ganhou 8.27. Taj Burrow achou ainda uma boa dirita, rasgou forte, executou quatro manobras fortes, marcou 8.40 e aumentou a vantagem. Julian ainda tentou uma última onda, mandou um aéreo rodando e marcou 7.70. O surf forte e fluido de Taj Burrow superou os aéreos de Julian Wilson.

Taj nunca havia vencido em Trestles. Ficou feliz demais e se aproximou dos líderes do ranking e entrou na briga pelo título. Chances matemáticas ele tem.

O evento só não foi muito bom para os brasileiros. A maioria dos atletas do Brasil perderam suas baterias com julgamentos polêmicos.  

Análises de julgamento a parte, nosso brazilian storm, que tinha tudo para patrolar em 2013, ainda não conseguiu mostrar seu melhor surf. Todos são atletas completos, talentosos e muito acima da média, mas parecem n]ao estar conseguindo mostrar o seu máximo. O melhor surfista do Brasil continua sendo Adriano de Souza, que mantém uma regularidade e um foco fora do normal. Mineiro é o 8º do ranking mas é uma máquina de competir e sempre entra no jogo para ganhar. 

Faltando três etapas para o término do campeonato, Mick Fanning é o novo líder do ranking, 1200 pontos na frente de Kelly Slater. Jordy Smith vem na 3ª colocação e Taj Burrow na quarta. Joel Parkinson caiu para 5º. Adriano de Souza é o 8º, o único entre os Top 10. Filipe Toledo é o 17º, Gabriel Medina o 18º, Miguel Pupo o 26º, Alejo Muniz é o 29º, Raoni Monteiro o 31º, Willian Cardodo é o 33º e Heitor Alves ocupa a 38ª colocação no ranking.


A próxima etapa acontece na França, de 26 de setembro a 6 de outubro, no sudoeste da França.



HURLEY PRO AT TRESTLES FINAL RESULT:
1 -
 Taj Burrow (AUS) 17.07
2 - Julian Wilson (AUS) 15.97
HURLEY PRO AT TRESTLES SEMIFINALS RESULTS:
SF 1:
 Taj Burrow (AUS) 15.83 def. Jordy Smith (ZAF) 11.10
SF 2: Julian Wilson (AUS) 17.40 def. Michel Bourez (PYF) 12.43
HURLEY PRO AT TRESTLES QUARTERFINALS RESULTS:
QF 1:
 Jordy Smith (ZAF) 15.67 def. Kai Otton (AUS) 12.33
QF 2: Taj Burrow (AUS) 15.93 def. Patrick Gudauskas (USA) 13.70
QF 3: Michel Bourez (PYF) 17.90 def. Travis Logie (ZAF) 14.00
QF 4: Julian Wilson (AUS) 15.64 def. Josh Kerr (AUS) 13.04
HURLEY PRO AT TRESTLES ROUND 5 RESULTS:
Heat 1:
 Kai Otton (AUS) 11.50 def. C.J. Hobgood (USA) 8.83
Heat 2: Taj Burrow (AUS) 15.60 def. Adriano de Souza (BRA) 14.47
Heat 3: Travis Logie (ZAF) 13.23 def. Mick Fanning (AUS) 11.74
Heat 4: Josh Kerr (AUS) 14.10 def. Adam Melling (AUS) 12.93
CURRENT ASP WCT TOP 10:
1 -
 Mick Fanning (AUS) 41,900 points
2 - Kelly Slater (USA) 40,700 points
3 - Jordy Smith (ZAF) 35,700 points
4 - Taj Burrow (AUS) 35,400 points
5 - Joel Parkinson (AUS) 32,450 points
6 - Josh Kerr (AUS) 29,600 points
7 - Julian Wilson (AUS) 28,850 points
8 - Adriano de Souza (BRA) 27,500 points
9 - C.J. Hobgood (USA) 27,200 points
10 - Michel Bourez (PYF) 26,500 points
10 - Nat Young (USA) 26,500 points
17- Filipe Toledo (BRA)


18 de setembro de 2013

Baterias polêmicas



Por: Dadá Souza

Antes de falar sobre um evento de ondas minúsculas, ruins e com um julgamento que ninguém consegue entender, pois os critérios e as escalas mudam demais (principalmente dependendo de quem está na água), quero falar que mesmo acompanhando o surf profissional e os campeonatos há mais de uma década, eu não sou juiz e (pelo jeito) não entendo muito de julgamento. Acabei de rever muitas baterias pelo ON DEMAND e gostaria de perguntar aos juízes da ASP algumas coisas: Se é que existem critérios sérios no julgamento da ASP.

Foram muitas as baterias que chamaram a atenção por seus julgamentos imprecisos ou esquisitos. Vou publicar aqui para ver se alguém consegue explicar.

ROUND 2
FREDRERICK PATACCHIA (17.43) x  MIGUEL PUPO (13.74)
Freddy P abriu a bateria com uma boa direita, executou uma excelente primeira manobra, uma chinelada com força no lip, seguida de duas manobras fracas e finalizou com uma batida na junção. Patacchia marcou 8.50.
Miguel Pupo fez sua 1ª nota em uma esquerda bem pequena, deu um floater funcional, embalou e mandou um aéreo rodando muito alto, que por sinal é uma manobra que o Patacchia talvez nem saiba executar em tais condições, e ganhou 6.87.
A segunda onda do Freddy P, o havaiano executou quatro rasgadas de backside em uma direita da série, todas mais burocráticas do que talentosas e finalizou com uma batida na junção e ganhou 8.93.
Na última onda do Miguel Pupo, a brasileiro desferiu 7 manobras. Começou com um floater e sem perder velocidade, uma rasgada invertendo toda a prancha,  na sequencia um tail slide 360, 3 manobras insignificantes e finalizou com um segundo tailside 360 na areia, uma onda que deveria valer pelo menos 2 pontos a mais do que a segunda onda de Patacchia. Mas ganhou 6.87.
O que foi valorizado nessa bateria? O tamanho das ondas? Voltamos aos anos 80 onde rasgadas de backside ganham de manobras progressivas? Que critério os juízes usaram para julgar essa bateria? Acho que não entendi o  julgamento. Miguel Pupo foi mais criativo, mais ousado, mais progressivo e usou um repertório de manobras maior, mas perdeu a bateria e a vaga para o Round 3.

ROUND 3
CJ HOBGOOD (15.30) x GABRIEL MEDINA (14.87)
Medina abriu a bateria com uma direita bem pequena, mas que rendeu 7 batidas de backside e uma rasgada. Medina foi até a areia, finalizando a onda com uma batida na junção e ganhou uma nota 8.
CJ deu sua resposta na onda de trás, surfou mais lento, com um approach menos radical e mais burocrático e ganhou uma nota 7.50. Muita gente achou que essa onda deveria valer pelo menos um ponto e meio a menos, mas os juízes valorizaram.
Medina em sua segunda onda escolheu outra direita bem pequena, mandou 4 batidas de backside, a segunda delas não muito limpa e finalizou a onda com um tailslide de backside. Ganhou 6.87.
Nessa hora CJ Hobgood deu o seu tradicional showzinho (sempre contra o Medina). Reclamou, xingou, deu soquinho na água e pediu nota. 
Em sua última onda deu dois floaters de backside, 3 batidinhas, uma rasgada e uma batida na junção. Outra onda muito mais burocrática do que talentosa, e ganhou 7.80.
Ficou a impressão que o surf ultrapassado de CJ (nas merrecas, claro) foi mais valorizado, e que o Medina foi julgado não pelo que ele fez, mas pelo que ele poderia ter feito.  CJ escolheu ondas maiores e melhores, enquanto Medina fez uma escolha de ondas muito ruim. Mas analisando as manobras, fica difícil de dar a vitória ao CJ. O que foi valorizado nessa bateria? Floaters em trestles? A escolha de ondas? Ou talvez o Medina esteja sendo punido por causa de tanto choro e de tantas reclamações dele e de sua família?

ROUND 3
KELLY SLATER (14.80) X PATRICK GUDAUSKAS (14.80)
Patrick Gudauskas abriu a bateria com duas batidas de backside deslizando um pouco a rabeta, onde ficou até um pouco preso no lip, uma rasgada fraca e uma finalização também fraca (e não completa) e ganhou 8.50. Uma nota que a meu ver, parece ter saído mais pelos gritos da torcida do que pelas manobras.
Slater em sua primeira onda deu uma forte rasgada tailslide, um forte cutback e um air reverse na finalização, uma onda bem mais forte, mais radical e mais criativa que a onda de Pat Gudauskas, mas ganhou 7.70.
Slater em sua segunda onda pegou uma direita menor, mandou duas manobras fracas e finalizou com um pequeno aéreo na junção e marcou 7.10.
Gudauskas ainda pegou uma boa direita que começou com uma ótima primeira manobra, duas manobras funcionais e uma forte rasgada e marcou 7.07. Essa onda me pareceu melhor que a sua primeira onda, mas os juízes acharam que não.
O que foi valorizado nessa bateria? Os gritos da torcida local, que estava com Pat Gudauskas? Bem, talvez ter tirado Slater do evento tão cedo tenha mesmo colocado um pouco mais de tempero na corrida pelo título mundial de 2013. Mas o julgamento, eu não entendi.

ROUND 3
JULIAN WILSON (17.03) x FILIPE TOLEDO (16.07)
Filipe Toledo começou com uma onda pequena, mas de 7 manobras. Começou com um cutback, mandou uma batida, um forte rasgadão, um aéreo rodando, um tail slide, outra forte rasgada e finalizou a onda com um cutback. Marcou 8.17.
Julian em sua primeira nota mandou quatro rasgadas e finalizou com uma batida na junção. Uma onda bem pior que a 1ª onda do Filipinho, mas que valeu 7.93, uma nota muito próxima.
Filipe Toledo em sua 2ª onda pegou uma esquerda, mandou um bom aéreo rodando de backside já na primeira manobra e uma batida de backside e ganhou 7.90. Essa também foi uma onda melhor que a 1ª onda de Julian, mas ganhou somente 7.90.
Em sua última onda, Julian mandou um ótimo aéreo rodando de backside, duas rasgadas e duas batidas e levantou a galera na praia. Ganhou 9.10.
Julian talvez seja o cara que mais baterias ganhou de presente na história do surf moderno e casualmente, quase sempre contra surfistas brasileiros. É um ótimo surfista, um grande talento, mas tem recebido mais notas do que tem merecido. Sua última onda foi excelente, mas sua vitória foi mais um presente dos juízes.

Tiveram outras baterias de julgamento confuso, onde jornalistas e publico ficaram sem entender, mas vou ficar nessas.  

No Round 4 também fiquei na dúvida: Porque uma onda com 5 rasgadas pequenas de backside valem 7.83 (Kai Otton) e uma onda com uma forte batida, uma forte rasgada e um aéreo rodando no final valem só 6.90 (Mineiro)? Não discordo do resultado dessa bateria, mas essas ondas, por exemplo, tiveram um julgamento ridículo.

As vezes parece que nós, público, fãs e jornalistas, fazemos papel de bobo o perdendo tempo e noites inteiras para ver baterias e escrever sobre eventos onde o julgamento não parece ter muito critério nem muito sério. Juiz de surf não deveria ser um Cargo de Confiança, como é hoje. Deveria haver renovação. E o head judge não deveria ter tanto poder. Porque não acontece uma renovação no quadro de juízes da ASP? Porque os melhores juízes do WQS não sobem para op WCT e os piores do WT não caem? Panela é feio em qualquer esporte. 




16 de setembro de 2013

HURLEY PRO TRESTLES - ROUND 1



Começou nesse domingo o 2013 Hurley Pro, a 7ª etapa do circuito mundial da ASP e o evento que marca a reta final do campeonato. Kelly Slater, Mick Fanning e Joel Parkinson são os três primeiros colocados no ranking e lutam pelo título de 2013.

Com ondas pequenas e demoradas (como todos os eventos na California nos últimos tempos), o evento começou um tanto devagar. Quem salvou o dia foi o brasileiro Adriano de Souza, que fez a melhor apresentação do primeiro dia de competição.  Mineiro somou 9.73 e 9.10 e despachou o aussie Mitch Crews numa espaçosa “Kombi”.

Gabriel Medina, Filipe Toledo e Adriano de Souza já estão classificados para o Round 3. Alejo Muniz, Miguel Pupo e Raoni Monteiro ainda disputam a vaga na repescagem do Round 2. Kelly Slater, Mick Fanning e Joel Parkinson, os 3 primeiros do ranking, também estão classificados para o Round 3.

Também vale o registro. Começar o evento com o site com problemas e a internet travando não é um sinal de grande competência. Que os norte-americanos pensem nisso antes de reclamar dos eventos no Brasil. Evento sem onda e sem internet boa eles também sabem fazer.


O Hurley Pro está sendo transmitido ao vivo pelo website oficial do evento:
http://www.thehurleypro.com/live/surf/portuguese

21 de setembro de 2012

Kelly Slater vence em Trestles e completa sua 50ª vitória no circuito mundial da ASP.

Faltam dedos para contar tantas vitórias. Em Trestles, Slater comemorou sua 6ª vitória 
nesse evento e sua 50ª vitória no tour. Rumo ao 12°? Alguém duvida? Em 2012 já são duas vitórias 
e o atual 3° lugar no ranking. Energia e vontade de gromet.


O Hurley Pro começou com ótimas ondas e baterias bastante disputadas na bancada de Lower Trestles, santuário do surf americano.

E se o dia começou com altas ondas, terminou com uma festa dupla de Kelly Slater. Não teve pra ninguém. No maior estilo come-quieto, Kelly Slater levou a etapa de  Trestles e, de quebra,  ainda comemorou a sua 50ª vitória no tour. Ah, essa foi a 6ª vez que Slater venceu esse campeonato... Aos 40 anos de idade, continua firme e forte na briga pelo título mundial de 2012 e voando tão bem quanto os moleques.

Outro que merece destaque é o Adriano de Souza. Mineiro foi até a semi, onde perdeu para um inspirado Joel Parkinson. Adriano surfou muito o evento todo. Venceu com folga a bateria do Round 1, venceu também com folga o Travis Logie no Round 3, perdeu pro John John no Round 4, voltou com tudo e venceu o Gabriel Medina por incríveis 18.30 a 9.57 e ainda deu o troco eliminando o John John da competição por 12.60 a 11.60 nas quartas.
Mick Fanning continua líder. Parko é o vice. Com a 2ª vitória no tour em 2012, Slater pulou para o 3° lugar do raking. John John é o 4° e Adriano de Souza o número 5° do Ranking da ASP.

A trajetória do título.
Para  vencer o Hurley Pro, Kelly Slater venceu Tiago Pires e Taylor Knox no Round 1, eliminou Matt Wilkinson no Round 3 por 15.70 a 10.00 e perdeu, por causa de uma interferência, para Taj Burrow no Round 4. No Round 5, Kelly venceu  e eliminou o francês Jeremy Flores por 15.94 a 15.44. Nas quartas, eliminou o australiano Adrian Buchan por 15.17 a 11.93. Na semi, Kelly simplesmente deu uma surra no líder do circuito, o australiano Mick Fanning, 17.27 a 9.34. E na grande final, Kelly Slater venceu Joel Parkinson por 16.50 a 14.00. Não começou bem, mas veio por fora, derrubando um a um, até que na semi começou a tirar seus coelhos da  cartola. 

Você pode rever todas as baterias aqui:

A próxima etapa do tour começa dia 28 de setembro na França.



FINAL DO HURLEY PRO TRESTLES:

Campeão: Kelly Slater (EUA)
16,50 pts (8.67+7.83) – US$ 105.000 e 10.000 pts

Vice-campeão: Joel Parkinson (AUS)
14,00 pts (8.33+5.67) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 17.500 e 6.500 pontos:

1.a: Kelly Slater (EUA) 17.27 x 9.34 Mick Fanning (AUS)
2.a: Joel Parkinson (AUS) 18.26 x 13.43 Adriano de Souza (SP)

TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2012 – 6 etapas:

1: Mick Fanning (AUS) – 41.250 pontos
2: Joel Parkinson (AUS) – 39.700
3: Kelly Slater (EUA) – 35.450
4: John John Florence (HAV) – 32.650
5: Adriano de Souza (BRA) – 30.650
6: Taj Burrow (AUS) – 30.150
7: Josh Kerr (AUS) – 25.700
8: Jeremy Flores (FRA) – 23.200
9: Owen Wright (AUS) – 23.150
9: Jordy Smith (AFR) – 23.150
11: Julian Wilson (AUS) – 22.900
12: Gabriel Medina (BRA) – 19.950
13: C. J. Hobgood (EUA) – 18.450
14: Adrian Buchan (AUS) – 16.150
15: Heitor Alves (BRA) – 13.750
16: Michel Bourez (TAH) – 12.500
17: Brett Simpson (EUA) – 11.500
18: Alejo Muniz (BRA) – 11.450
18: Kai Otton (AUS) – 11.450
20: Damien Hobgood (EUA) – 11.250
21: Miguel Pupo (BRA) – 10.250
22: Tiago Pires (PRT) – 10.200

18 de setembro de 2012

Hurley Pro Trestles - Round 2


Round 2 finalizado em Trestles. Com ótimas ondas, na faixa dos 2 a 4 pés em Lower Trestles, a repescagem do Hurley Pro foi ainda mais emocionante do que o Round 1. 

Parko e John John confirmaram o favoritismo e venceram as duas primeiras baterias do dia. Taylor Knox surpreendeu ao eliminar Owen Wright e Jeremy Flores surfou muito e somou 17.63 em cima de Patrick Gudauskas em um grande confronto.

Na 5ª bateria do dia Julian Wilson venceu o brasileiro Jadson André numa bateria um tanto polêmica. Jadson foi mais radical e voou mais alto, chutando longe a rabeta em cada aéreo, bem dentro do critério de julgamento e inovação, enquanto Julian foi mais "burocrático" em suas ondas. No final os juízes premiaram Julian Wilson, um grande queridinho da ASP que frequentemente se dá bem em baterias de julgamento duvidoso.

Heitor Alves enfrentou o local hero Kolohe Andino. Heitor começou mal, errando muito e visivelmente nervoso, mas chocou todo mundo ao mandar um rodeo clown perfeito e alto já no final da bateria. Kelly Slater, Bob Hurley e todo mundo foi conversar com o Heitor da bateria achando que a atuação havia sido monstra. Merecia um 10, mas não levou. Kolohe continua sem mostrar a que veio. 

Miguel Pupo pegou um inspirado Travis Logie na 9ª bateria. Miguel até teve uma oportunidade, mas deixou a última série da bateria passar. Passou a série e a chance de avançar para o Round 3.  Uma pena ver Miguel cair assim, era um dos surfistas favoritos nessas condições de Trestles.

Alejo Muniz foi outro brasileiro que mandou muito bem nesse round 2. Em uma bateria super disputada, onde venceu o havaiano Freddy Patacchia por 16.30 a 15.90.

Adriano de Souza, Gabriel Medina, Heitor Alves e Alejo Muniz estão classificados para o Round 3 da competição.


Veja mais direto no website do evento: 

Todas as baterias podem ser revistas e analisadas aqui: http://www.hurley.com/hurleypro/dvr/dvr.cfm




HURLEY PRO TRESTLES ROUND 2 RESULTADOS:
Heat 1: 
Joel Parkinson (AUS) 15.83 def. Conner Coffin (USA) 10.73
Heat 2: John John Florence (HAW) 14.37 def. Evan Geiselman (USA) 13.93
Heat 3: Taylor Knox (USA) 12.16 def. Owen Wright (AUS) 10.60
Heat 4: Jeremy Flores (FRA) 17.63 def. Patrick Gudauskas (USA) 16.93
Heat 5: Julian Wilson (USA) 14.63 def. Jadson Andre (BRA) 14.27
Heat 6: Matt Wilkinson (AUS) 14.66 def. C.J. Hobgood (USA) 11.30
Heat 7: Heitor Alves (BRA) 14.50 def. Kolohe Andino (BRA) 14.33
Heat 8: Adam Melling (AUS) 17.30 def. Damien Hobgood (USA) 17.13
Heat 9: Travis Logie (ZAF) 12.93 def. Miguel Pupo (BRA) 11.77
Heat 10: Brett Simpson (USA) 15.83 def. Kieren Perrow (AUS) 12.70
Heat 11: Alejo Muniz (BRA) 16.30 def. Fredrick Patacchia (HAW) 15.90
Heat 12: Kai Otton (AUS) 16.50 def. Tiago Pires (PRT) 16.27

HURLEY PRO TRESTLES ROUND 3:
Heat 1: 
Kelly Slater (USA) vs. Matt Wilkinson (AUS)
Heat 2: Julian Wilson (AUS) vs. Alejo Muniz (BRA)
Heat 3: Taj Burrow (AUS) vs. Adam Melling (AUS)
Heat 4: Jeremy Flores (FRA) vs. Kai Otton (AUS)
Heat 5: Heitor Alves (BRA) vs. Adrian Buchan (AUS)
Heat 6: Mick Fanning (AUS) vs. Dusty Payne (HAW)
Heat 7: Joel Parkinson (AUS) vs. Taylor Knox (USA)
Heat 8: Gabriel Medina (BRA) vs. Michel Bourez (PYF)
Heat 9: Josh Kerr (AUS) vs. Bede Durbidge (AUS)
Heat 10: Adriano de Souza (BRA) vs. Travis Logie (ZAF)
Heat 11: Jordy Smith (ZAF) vs. Brett Simpson (USA)
Heat 12: John John Florence (HAW) vs. Yadin Nicol (AUS)

17 de setembro de 2012

Hurley Pro Trestles 2012


Adriano de Souza protagonizou a primeira vitória do Hurley Pro 2012

Começou nesse domingo, 16 de setembro, o Hurley Pro Trestles, 6ª etapa do World Circuit Tour 2012. Com ondas de até um metro e boas condições, o primeiro dia de evento proporcionou algumas ótimas baterias.

Adriano de Souza, Taj Burrow, Kelly Slater, Dusty Payne, Bede Durbidge, Mick Fanning, Yadin Nicol, Josh Kerr, Michel Bourez, Adrian Buchan, Jordy Smith e Gabriel Medina venceram suas baterias de estreia e já estão classificados para o Round 3 da competição.
Entre os brasileiros, somente Adriano de Souza e Gabriel Medina venceram e se classificaram direto para o Round 3. Adriano na primeira bateria do dia e Medina na última.

Adriano simplesmente atropelou a dupla Jadson André e Brett Simpson.  Com um surf forte e esperto, Mineiro somou 6.70 e 7.60 e mandou seus advaersários para a repescagem do Round 2.

Gabriel Medina teve uma bateria bastante disputada contra CJ Hobgood e Kieren Perrow. Bem, a verdade é que Kieren Perrow só somou 8.2, mas Medina e CJ realmente disputaram a bateria. O Gabriel já é bastante conhecido por se colocar em situações de risco de interferência e por disputar cada onda com garras e dentes. E nessa bateria não foi diferente. Os juízes estavam gostando do "feijão com arroz" do norte-americano e estavam soltando as notas pro CJ. E quase que ele leva a bateria. Até que na última onda, Medina mandou um aéro rodando, alto e preciso e venceu a bateria. CJ saiu puto, chingando e reclamando muito. O mesmo fizeram os "comentaristas" em inglês. Mas a verdade é que o Gabriel surfou mais evenceu o confronto por 16.9 a 16. 17. Talvez pelo desespero de já ter sido cortado do tour ano passado e por ver que os brasileiros já superaram (há muito) o seu surf. Talvez pelo fato do CJ simplesmente não gostar de ser marcado nas baterias. A verdade é que  não é a primeira vez que o CJ reclama de estar sendo pressionado e sufocado pelos brasileiros.

O video oficial, com o resumo do 1° dia do Hurley Pro pode ser visto aqui: http://www.hurley.com/hurleypro/view-video.cfm?id=50099

Todas as baterias podem ser revistas e analisadas aqui: http://www.hurley.com/hurleypro/dvr/dvr.cfm

ROUND 1:

1: Adriano de Souza (BRA) 14.30, Jadson Andre (BRA) 11.10, Brett Simpson (USA) 7.94
2: Taj Burrow (AUS) 16.00, Patrick Gudauskas (USA) 12.57, Alejo Muniz (BRA) 7.37
3: Kelly Slater (USA) 15.66, Tiago Pires (PRT) 10.90, Taylor Knox (USA) 8.10
4: Dusty Payne (USA) 12.47, Kai Otton (AUS) 12.00, John John Florence (HAW) 9.00
5: Bede Durbidge (AUS) 14.16, Joel Parkinson (AUS) 12.87, Evan Geiselman (USA) 12.50
6: Mick Fanning (AUS) 15.60, Fredrick Patacchia (HAW) 14.60, Conner Coffin (USA) 12.16
7: Yadin Nicol (AUS) 17.57, Owen Wright (AUS) 17.17, Miguel Pupo (BRA) 11.67
8: Josh Kerr (AUS) 13.20, Damien Hobgood (USA) 10.63, Matt Wilkinson (AUS) 8.00
9: Michel Bourez (PYF) 16.20, Kolohe Andino (AUS) 13.30, Jeremy Flores (PYF) 12.70
10: Adrian Buchan (AUS) 16.50, Adam Melling (AUS) 13.57, Julian Wilson (AUS) 9.66
11: Jordy Smith (ZAF) 16.30, Travis Logie (ZAF) 15.87, Heitor Alves (BRA) 13.83
12: Gabriel Medina (BRA) 16.90, C.J. Hobgood (USA) 16.17, Kieren Perrow (AUS) 8.20

ROUND 2:

1: Joel Parkinson (AUS) vs. Conner Coffin (USA)
2: John John Florence (HAW) vs. Evan Geiselman (USA)
3: Owen Wright (AUS) vs. Taylor Knox (USA)
4: Jeremy Flores (FRA) vs. Patrick Gudauskas (USA)
5: Julian Wilson (AUS) vs. Jadson Andre (BRA)
6: C.J. Hobgood (USA) vs. Matt Wilkinson (AUS)
7: Heitor Alves (BRA) vs. Kolohe Andino (USA)
8: Damien Hobgood (USA) vs. Adam Melling (AUS)
9: Miguel Pupo (BRA) vs. Travis Logie (ZAF)
10: Brett Simpson (USA) vs. Kieren Perrow (AUS)
11: Alejo Muniz (BRA) vs. Fredrick Patacchia (HAW)
12: Tiago Pires (PRT) vs. Kai Otton (AUS)

25 de setembro de 2011

Marlon Klein e Chris Ward em Trestles, Califórnia

O surfista catarinense Marlon Klein esteve recentemente na Califórnia onde encontrou o top norte-americano Chris Ward e sua filha, Malia Ward, numa divertida session em Trestles, Califórnia. As imagens e a edição são da dupla Gustavo Graf & Marlon Klein.

Episodio 1 - Marlon e Wardo mist Lowers from Gustavo graf on Vimeo.




Dica de vídeo: os clips acima foram capturados com uma
camera Panasonic AG-HPX170, formato Formato: 720 x 60p.

22 de setembro de 2011

Kelly Slater vence o 2011 HURLEY PRO

Kelly vence mais uma e segue mais líder do que nunca.

O 2011 Hurley Pro, 7ª etapa do circuito mundial da ASP foi finalizado nessa quarta-feira, 22 de setembro, em Trestles, Califórnia, com a 48ª vitória do norte-americano Kelly Slater.

Altas ondas, praia cheia e toda a visibilidade que um grande evento de surf merece. Assim começou o final day do Hurley Pro na clássica bancada de Lower Trestles. E pela primeira vez na história da ASP, dois surfistas se enfrentaram em três finais consecutivas. No caso aqui, Kelly Slater e Owen Wright, que fizeram a final em Teahupoo, New York e Tretles.

O último dia do Hurley Pro iniciou ccom as baterias da repescagem do Round 5. Heitor eliminou Taj Burrow. Josh Kerr venceu Jeremy Flores. Mick Fanning eliminou Damien Hobgood e Julian Wilson derrotou Adrian Buchan.

QUARTAS

Na primeiro confronto do dia, duelo brasileiro: Adriano de Souza x Heitor Alves. Adriano, na briga pelo título mundial, começou a bateria pegando ondas regulares e com notas medianas, enquanto Heitor deu mais sorte nas ondas, mostrou mais velocidade e pressão nas manobras e venceu a disputa. Heitor 12.77, Mineiro 12.50.

Na segunda bateria das quartas, Kelly Slater simplesmente esmagou o australiano Josh Kerr, que ficou boiando a bateria toda e não encontrou boas ondas. Kelly marcou 9.43 e 8.17 e venceu a disputa. Em seguida, Owen Wright x Mick Fanning, duelo australiano. Owen, que vem em ótima fase, venceu o bicampeão mundial Mick Fanning no desempate. Ambos os surfistas marcaram 15.67, como o critério de desempate era a melhor onda, Owen Wright venceu a disputa. E na última bateria das quartas, outro duelo australiano, Joel Parkinson x Julian Wilson. Parko fez uma bateria apagada enquanto Julian Wilson mostrava toda sua vontade. Wilson fez 18.23, Parko 14.93. Julian na semi.

Os brasileiros surfaram muito bem em Trestles. Heitor Alves fez sua primeira semifinal no WT, Adriano de Souza surfaram muito bem e saiu de Trestles com a 4ª colocação no ranking da ASP;

SEMI

KELLY SLATER (USA) x HEITOR ALVES (BRA)

O professor de Trestles, Kelly Slater, contra o brasileiro Heitor Alves, fazendo sua primeira semifinal em um evento do WT. Uma bateria muito disputada, onde Kelly mostrou seus lampejos de genialidade e onde Heitor mostrou seu surf (e teve suas notas achatadas). No final de Kelly 18.40 x 16.57 de Heitor.

OWEN WRIGHT (AUS) x JULIAN WILSON (AUS)

Logo no início da bateria, o ingênuo Julian Wilson caiu no conto do maquiavélico Owen e já começou a bateria com uma interferência. Erro bobo de Wilson, principalmente diante de Owen Wright. Julian Wilson 10.04, Owen Wright 14.74

FINAL

KELLY SLATER (USA) x OWEN WRIGHT (AUS

Kelly e Owen, Owen e Kelly, Kelly e Owen. Três vezes seguidas. Que fase desses dois surfistas. Mas em Trestles é praticamente a casa de Slater, que pegou as melhores ondas e mostrou que continua sendo o melhor surfista do mundo. Kelly Slater 17.50 (8.50 + 9.00), Owen Wright 16.74 (7.87 + 8.87)













Vídeo do MeSurfTV


Resultado do Hurley Pro 2011

1 Kelly Slater (EUA)
2 Owen Wright (Aus)
3 Heitor Alves (Bra)
3 Julian Wilson (Aus)
5 Adriano de Souza (Bra)
5 Joel Parkinson (Aus)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Josh Kerr (Aus)
13 Jadson André (Bra)
13 Gabriel Medina (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)

19 de setembro de 2011

Começa o 2011 Hurley Pro

Mineirinho venceu Gabriel Medina e está garantido no Round 3.

Iniciou nesse domingo, 18 de setembro o 2011 HURLEY PRO, 7ª etapa do World Tour da ASP realizado na meca do surf americano, a praia de Trestles, na Califórnia. O evento iniciou com ondas pequenas mas bem surfáveis.

Dane Reynolds e Jordy Smith não compareceram ao evento pois estão machucados. Bobby Martinez está fora da ASP por ofensas a entidade. Dos Top 10, todos avançaram, menos o australiano Mick Fanning.

Dos 08 surfistas brasileiros no evento, somente Adriano de Souza venceu no Round 1 e se classificou direto para o Round 3. Jadson André perdeu para o australiano Joel Parkinson numa bateria de julgamento bastante duvidoso. Heitor Alves perdeu para o francês Jeremy Flores. Raoni Monteiro perdeu para Taylor Knox (USA). Medina perdeu para o Adriano de Souza e a dupla Alejo Muniz e Miguel Pupo perderam para um inspirado Julian Wilson (AUS). Todos têm nova chance na repescagem do Round 2.

Outra grande bateria foi a de Kelly Slater contra Rob Machado, grandes amigos e rivais de grandes disputas num passado bem recente da ASP, e mais o havaiano Freddy P. Kelly começou bem a bateria e liderou os primeiros 10 minutos do confronto. Freddy P. esboçou uma reação e Rob Machado virou a bateria já no final do confronto. Slater ainda pegou uma última onda. Enquanto Rob Machado ia começando a entrevista do vencedor, saiu o resultado da última onda do Kelle Slater que virou nos últimos segundos e venceu o confronto.


Outra bateria muito esperada foi a de Gabriel Medina, que estreou no WT num grande confronto contra o também brasileiro Adriano de Souza e contra o havaiano Dusty Payne. Esse último nem apareceu na bateria. Dusty surfou mal e caiu de quase todas as manobras mais arriscadas que tentou. Medina começou a bateria mais tímido mas aos poucos foi incendiando a bateria e a galera na praia. Mas o show foi mesmo de Adriano de Souza. Praticamente local em Trestles, Mineiro surfou muito bem e garantiu sua participação no Round 3.

O destaque do dia ficou por conta de Julian Wilson, que marcou 8.93 e 8.67 e fez a melhor média do dia - 17.60.

Veja as fotos aqui:

http://www.hurley.com/hurleypro/photos.cfm


Veja mais vídeos aqui:

http://www.hurley.com/hurleypro/videos.cfm


RESULTADOS ROUND 1


Heat 1: Joel Parkinson (AUS) 11.96, Travis Logie (ZAF) 11.53, Jadson Andre (BRA) 11.00

Heat 2: Jeremy Flores (FRA) 15.43, Heitor Alves (BRA) 14.13, John Florence (HAW) 9.43

Heat 3: Taj Burrow (AUS) 13.66, Adam Melling (AUS) 12.36, Chris Davidson (AUS) 9.80

Heat 4: Owen Wright (AUS) 13.60, Patrick Gudauskas (USA) 13.37, Conner Coffin (USA) 11.87

Heat 5: Kelly Slater (USA) 14.57, Rob Machado (USA) 13.50, Fredrick Patacchia (HAW) 12.40

Heat 6: Matt Wilkinson (AUS) 13.67, Adrian Buchan (AUS) 13.10, Tiago Pires (PRT) 12.13

Heat 7: Taylor Knox (USA) 13.70, Raoni Monteiro (BRA) 13.50, Bede Durbidge (AUS) 10.80

Heat 8: Michel Bourez (PYF) 15.40, Kieren Perrow (AUS) 11.50, Kai Otton (AUS) 9.83

Heat 9: Adriano de Souza (BRA) 15.17, Gabriel Medina (BRA) 14.87, Dusty Payne (HAW) 8.77

Heat 10: Julian Wilson (AUS) 17.60, Miguel Pupo (BRA) 13.33, Alejo Muniz (BRA) 12.53

Heat 11: Josh Kerr (AUS) 13.00, Damien Hobgood (USA) 9.90, Daniel Ross (AUS) 6.75

Heat 12: Brett Simpson (USA) 12.40, Tom Whitaker (AUS) 11.94, Mick Fanning (AUS) 11.90



ROUND 2 (Repescagem)


1 Mick Fanning (Aus) x Rob Machado (EUA)
2 Adrian Buchan (Aus) x Conner Coffin (EUA)
3 Bede Durbidge (Aus) x Tom Whitaker (Aus)
4 Damien Hobgood (EUA) x Adam Melling (Aus)
5 Alejo Muniz (Bra) x John John Florence (Haw)
6 Gabriel Medina (Bra) x Travis Logie (Afr)
7 Kieren Perrow (Aus) x Tiago Pires (Por)
8 Raoni Monteiro (Bra) x Kai Otton (Aus)
9 Jadson André (Bra) x Dusty Payne (Haw)
10 Heitor Alves (Bra) x Miguel Pupo (Bra)
11 Chris Davidson (Aus) x Daniel Ross (Aus)
12 Patrick Gudauskas (EUA) x Fred Patacchia (Haw)


8 de maio de 2011

Nike 6.0 Lowers Pro

Por: Dadá Souza


O paulista Miguel Pupo venceu o Nike 6.0 Lowers Pro, etapa prime do circuito mundial, evento realizado na famosa bancada de Lower Trestles, San Onofre, California.

Miguel Pupo fez um evento impecável e mereceu o prêmio. Na bateria final, com ondas de meio metro e séries bastante demoradas, Miguel Pupo venceu a "estrela local" Tanner Gudauskas nos instantes finais da bateria, quando uma esquerda salvadora apareceu e foi espancada por Miguel. A vitória foi emocionante e com toda certeza é um prêmio de toda a família Pupo.


Pupo levou pra casa o cheque de U$S 40.000 e mais 6.500 pontos no ranking da divisão de acesso à elite.



Mas a vitória não foi só de Miguel Pupo. Jesse Mendes deveria ter feito a final com Pupo. Jessé Surfou muito e representou muito bem a nossa seleção pro junior. Heitor Alves, Thiago Camarão, Junior Faria, Gabriel Medina e Willian Cardoso foram grandes atletas no Lowers Pro. Surfaram muito,impressionaram público,juízes e a mídia internacional. Os garotos do Brasil fizeram um verdadeiro arrastão em Trestles.

Kolohe Andino, o queridinho da mídia americana chegou cheio da pose, fez mil poses pra câmera, mas o máximo que ele conseguiu, surfando em casa, foi a terceira colocação no Oakley Pro Junior, evento que rolou paralelo ao Nike 6.0 Lowers Pro.

No mais tradicional point do surf americano, quem mandou bem foi os brasileiros.
Muito Orgulho desses jovens atletas!

Fotos: Hilleman/ASP.

Resultados do Nike 6.0 Lowers Pro 2011

1 Miguel Pupo (Bra)
2 Tanner Gudauskas (EUA)
3 Jessé Mendes (Bra)
3 Thiago Camarão (Bra)
5 Heitor Alves (Bra)
5 Junior Faria (Bra)
5 Jadson Andre (Bra)
5 Kolohe Andino (EUA)
9 Gabriel Medina (Bra)
9 Wilian Cardoso (Bra)
9 CJ Hobgood (EUA)
9 Tim Reyes (EUA)



Veja todos as baterias, em video aqui:

Vídeo by Hurley



Nike 6.0 Lowers Pro Final Results:

1 – Miguel Pupo (BRA) 13.63

2 – Tanner Gudauskas (USA) 13.57



Nike 6.0 Lowers Pro Semifinals Results:

Heat 1: Tanner Gudauskas (USA) 12.03 def. Jesse Mendes (BRA) 11.33

Heat 2: Miguel Pupo (BRA) 16.70 def. Thiago Camarao (BRA) 12.67


Nike 6.0 Lowers Pro Quarterfinals Results:

Heat 1: Tanner Gudauskas (USA) 16.37 def. Heitor Alves (BRA) 11.76

Heat 2: Jesse Mendes (BRA) 11.60 def. Kolohe Andino (USA) 8.33

Heat 3: Thiago Camarao (BRA) 14.50 def. Junior Faria (BRA) 11.47

Heat 4: Miguel Pupo (BRA) 15.24 def. Jadson Andre (BRA) 14.93



Oakley Pro Junior Final Results:

1 – Keanu Asing (HAW) 13.70

2 – Jack Freestone (AUS) 13.43

3 – Kolohe Andino (USA) 13.30

4 – Nat Young (USA) 11.53



Vídeo by ASP



7 de maio de 2011

NIKE 6.0 LOWERS PRO - DAY 4

Mais um dia de evento em Trestles, mais um dia de show dos atletas brasileiros.
O vídeo da MeSurfTV resume bem o a 4° dia de competições no NIKE 6.0 LOWERS PRO: Show verde e amarelo!!


Com ondas de até 3 pés, a sexta-feira finalizou com o término do Round 5 e as baterias definidas para as quartas-de-final. Mais uma vez, destaque dos atletas da nova geração, que demonstraram um repertório de manobras aéreas muito forte e encantaram juízes e público. Parece que os critérios de julgamento vão mesmo caminhando nessa direção. Pelo menos nos eventos de beach break.

Na primeira bateria do dia, Heitor Alves, genial, venceu CJ Hobgood por 15.60 a 9.23 com um surf afiado e muito eficiente. Bela vitória de Heitor e a primeira do Brasil.

Na segunda bateria, mais do que um duelo brasileiro, foi uma bateria de apresentação do talento do surf brasileiro. Gabriel Medina e Jessé Mendes deram show nas ondas de Lower Trestles. Os dois goofys rabiscaram as ondas e o céu de San Onofre. No final Jesse surfou mais e venceu Medina por 13.53 a 12.97. Jessé confirmado

Na terceira bateria, Thiago Camarão teve que surfar muito para vencer um Willian Cardoso guerreiro e determinado. Camarão fez 16.93 contra 13.47 de Willian.

E na última bateria, Jadson André fez barba, cabelo e bigode de Tim Reyes. Jadson 15.50, Reyes 9.33.


Os videos de todas as baterias podem ser vistos aqui


Confira também esse vídeo da CutLoose


6 de maio de 2011

BRAZILIAN DOMINATION

Esse título diz quase tudo sobre esse terceiro dia do NIKE 6.0 LOWERS PRO, que está sendo realizado na cultuada bancada de Lower Trestles, California. Das 12 vagas que estavam em disputa nesse terceiro dia de competição, 8 foram conquistadas por brasileiros.

Com ondas pequenas, mas bastante perfeitas, o esquadrão brasileiro deu show nas ondas da California, deixando os gringos literalmente de queixo caído. Ontem foi dia que americano falou, e em bom português, que brasileiro surfa bem sim.

O jovem Gabriel Medina, de 17 anos, surfou muito, voou alto e com muita elegância, mandando o queridinho local Patrick Gudauskas mais cedo pra casa.

17.17 pro Medina e 14.07 pro Gudauskas.


O cearense Heitor Alves surfou bem e venceu fácil o havaiano Mason Ho em uma bateria que entraram poucas ondas.

Outro jovem brasileiro, Jesse Mendes (18) venceu com muita competência o experiente Taylor Knox. E olhe que vencer o Taylor Knox em Trestles, uma onda que ele conhece muito, é para poucos.

O catarinense Willian Cardoso foi outro que detonou em Trestles. Os juízes parece que seguraram um pouco suas notas, mas a verdade é que Willian jogou muito mais água do que o americano Cory Lopez e venceu a bateria.

Júnior Faria venceu Alejo Muniz em uma bateria que foi um verdadeiro duelo brasileiro. Alejo não escolheu bem as ondas e acabou deixando o caminho livre para Junior Faria que avança para a próxima fase.

Em um duelo de Goofy Footers, Jadson André venceu e ainda pisou em cima do australiano Kai Otton, vencendo por 17.87 a 10.93. Kai Otton foi embora de “Kombi”.

Jadson André Cias Aéreas! De front e de backside, Jadson surfou muito!


Em outro duelo de goofys, Miguel Pupo também não teve trabalho algum para vencer o também experiente, e também americano, Damien Hobgood.


E por fim, Thiago Camarão venceu o australiano Adam Melling na última onda.



Contra fatos não há argumentos.


Brazilian Domination! Era o que ouvia a todo momento na transmissão. Os locutores e comentaristas só elogiaram o talento da nova geração brasileira, que surfa bem, surfa bonito, surfa radical e fez a praia toda delirar em Trestles. Nossos atletas vem puxando o nível do Future Surfing. Os eventos Pro Junior não me deixam mentir.


Video by MeSurf


Vídeo by CutLoose



Veja todas as baterias, em vídeo, aqui:

http://www.nike6lowerspro.com/on-demand-day/on-demand-day-3/

19 de setembro de 2010

2010 Hurley Pro - Final Day



A GAZETA DO TOUR

"Kelly Slater, conhecido rato de bateria, sorrateiramente, começou o evento de Trestles como número dois do mundo. calado e estrategista, Kelly aos poucos, foi roendo a estrutura emocional de seus oponentes, derrubando adversários importantes e acumulando pontos, até chegar a grande final do evento, onde Kelly Slater destruiu o guerreiro australiano, Bede Durbidge, fez sua quarta vitória em Tretstles, aumentou seu recorde de vitórias no tour, e assumiu a liderança do circuito mundial de surf profissional, a ASP WORLD TITLE RACE (ex-World Tour e ex-WCT)".


Vídeo By mesurf.TV http://www.youtube.com/user/mesurftv

O último dia de competições do HURLEY PRO aconteceu nesse sábado (18/09), com ondas perfeitas e consistentes, de um metro e meio a dois metros, na famosa bancada de Lower Trestles, CA, onde os habilidosos surfistas do tour aproveitaram para desferir um incrível número de pancadas e vôos espetaculares. Sem dúvidas, uma das melhores etapas do ano, de onda, de estrutura, de cortura web e de premiação. Evento exemplar da Hurley.

A grande novidade do último dia do evento foi a realização do novo Round 4 da ASP, com três competidores na água, onde nenhum atleta é eliminado do evento. Quem perder, ainda disputa uma mini-repescagem no Round-5 que pode funcionar como um atalho para as quartas-de-final. A idéia é que as competições fiquem ainda mais disputadas e atraentes ao público telespectador. E deu certo para Kelly e para Bede. Ambos perderam suas baterias no Round 4, se deram bem na repescagem do evento, justamente contra os caras que os venceram no round 4, e conseguiram chegar até as finais do evento.

O australiano Bede Durbidge foi frio e um ótimo competidor durante todo o evento. No Round 1 Bede estreiou com derrota ao perder para o compatriota Matt Wilkinson. No Round 2, Bede venceu o wildcard Rob Machado; no Round 3, sua vítima foi o americano Taylor Knox. No Round 4, Bede perdeu para o aul-africano Jordy Smith e foi para o tudou ou nada do Round 5. No Round 5, foi a vez de Adrian Buchan ser atropelado por Bede. Nas Quartas-de-final, a revanche do Round 4 onde Bede eliminou o ex-líder do tour, Jordy Smith . Na semi-final, Bede surfou bem e venceu um talentoso, mas ineficiente Dane Reynolds. Trajetória difícil e batalhada, digna de um guerreiro do porte de Bede Durbidge.

Kelly Slater foi outro monstro. Não se intimidou por usar a lycra número 2 (a camisa do vice-líder do circuito). Pelo contrário. Profundo conhecedor de Tretles, seus adversários foram sendo triturados, um a um. No Round 1 Kelly venceu o novato e aspirante a Surf Star Kolohe Andino e o aussie Luke Stedman; no Round 3 Kelly detonou um apático Gabe Kling. No Round 4, Kelly perdeu para o aussie Owen Wright e teve que encarar a mini-repescagem do Round 5. No Round 5, sorte de kelly Slater. Chris Davidson passa mal e Slater avança direto para as Quartas. Nas Quartas-de-final, foi a vez de Kelly Slater dar o troco (e bem dado) derrotando Owen Wright por 17.03 a 15.97. Na semi-final, Kelly passou fácil por um tímido e nervoso Mick Fanning e, mais uma vez, está nas finais de Trestles.

Na final, Slater simplesmente não tomou conhecimento da presença do australiano Bede Durbidge. Bede passou a bateria toda precisando de uma combinação de ondas, da qual só conseguiu se livrar no finalzinho da bateria. E Kelly, com um surf meio “feijão com arroz” mas muito eficiente, foi fazendo os pontos necessários para não passar trabalho. A pá de cal veio quanto Kely rema numa boa onda da série, faz um tubão sensacional e um 9.53. Vitória fácil de Slater em Trestles (a segunda do ano).

É interessante como Kelly Slater venceu o 2010 HURLEY PRO sem o seu tradicional surf-espetáculo, e usando pranchas mais tradicionais que os modelos estranhos do começo do ano. E mesmo assim, sobrou surf para Mr Slater, que por um lado mostrou que não tem mais o surf mais espetacular do mundo, rótulo que hoje está com Dane Reynolds, Jordy, Owen, Simpo, etc. Mas Kelly vem mostrando também, que nem os mais talentosos e voadores surfistas do tour, tem alguma chance contra ele. Sólido, inteligente e estrategista, Kelly ainda é o melhor surfista do World Tour de todos os tempos, tanto nas merrecas, quanto nas morras.

Com a vitória de Slater (e com o tropeço de Jordy Smith), o careca mais famoso do surf mundial assume a liderança do tour e segue firme e forte para seu 10° Título Mundial, 5.500 pontos a frente do segundo colocado, o sul-africano Jordy Smith.

Com 6 das dez etapas já concluídas, Kelly Slater sai de Trestles como líder do circuito e com a auto-confiança que pode lhe dar o 10° título mundial de surf profissional, um marco ainda inatingível em nenhum outro esporte. Como bem disse Dave Prodan, da Australia’s Surfing Life, Kelly está deixando um legado que não durará anos ou décadas, mas séculos. Além da vitória, Kelly ganhou 105.000 dólares, o maior prêmio já pago em uma etapa da ASP.

O paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, e o potiguar Jadson André, únicos brasileiros na competição, fiveram boas apresentações no Round 1, mas ambos foram eliminados na terceira fase. Mineiro sai de Trestles como o número 7 do mundo. Jadson está na 13° colocação na World Title Race.

Uma grana bem boa para se ganhar por surfar Trestles em condições clássicas e sem crowd.

Os melhores momentos, fotos e videos podem ser vistos direto no site do evento:
http://www.hurley.com/hurleypro/


Final Day Hurley Pro Trestles from Australia's Surfing Life on Vimeo.


Video By ASL http://www.surfinglife.com.au/worldtour/home/5374-final-day-hurley-pro-trestles

HURLEY PRO TRESTLES ROUND 5 RESULTS:
Heat 1: Kieren Perrow (AUS) 13.76 def. C.J. Hobgood (USA) 10.50
Heat 2: Kelly Slater (USA) 17.10 def. Chris Davidson (AUS) N/S?
Heat 3: Bede Durbidge (AUS) 11.40 def. Adrian Buchan (AUS) 7.47
Heat 4: Dane Reynolds (USA) 12.04 def. Damien Hobgood (USA) 10.73

HURLEY PRO TRESTLES QUARTERFINAL RESULTS:
QF 1: Mick Fanning (AUS) 12.60 def. Kieren Perrow (AUS) 8.20?
QF 2: Kelly Slater (USA) 17.03 def. Owen Wright (AUS) 15.97
QF 3: Bede Durbidge (AUS) 13.27 def. Jordy Smith (ZAF) 11.87
QF 4: Dane Reynolds (USA) 14.80 def. Taj Burrow (AUS) 12.90

HURLEY PRO TRESTLES SEMIFINAL RESULTS:
SF 1: Kelly Slater (USA) 15.87 def. Mick Fanning (AUS) 10.43
SF 2: Bede Durbidge (AUS) 11.67 def. Dane Reynolds (USA) 9.63

HURLEY PRO TRESTLES FINAL RESULTS:
1 – Kelly Slater (USA) 18.13
2 – Bede Durbidge (AUS) 14.13

ASP WORLD TITLE RACE TOP 5 (After Hurley Pro at Trestles):
1. Kelly Slater (USA) 40,000 pts
2. Jordy Smith (ZAF) 35,500 pts
3. Taj Burrow (AUS) 30,500 pts
4. Dane Reynolds (USA) 30,250 pts
5. Mick Fanning (AUS) 29,500 pts

O RANKING MUNDIAL APÓS O HURLEY PRO TRESTLES
http://www.aspworldtour.com/rankings/asp-world-title-ranking/