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23 de abril de 2015

Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e lidera o ranking mundial


Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e é o lider isolado (e com folga) do ranking mundial da @WSL. E o melhor, campeão derrotando Kelly Slater, Taj Burrow e John John Florence no evento que teve as melhores ondas do ano! 
Veja a reportagem completa aqui: http://surfonline.com.br/news/competicoes/2015/04/adriano-de-souza-vence-o-margaret-river-pro-e-lidera-o-ranking-mundial/

10 de julho de 2014

J-BAY OPEN – WCT 2014



Está rolando na clássica onda de Jeffrey´s Bay, África do Sul, a sexta etapa do World Championship Tour 2014, o J-BAY OPEN. O campeonato começa sempre pelas 2:30 da madrugada no horário do Brasil. Acompanhe aqui os links oficiais do evento: 

Foto: Kirstin Scholtz / ASP



15 de dezembro de 2013

Kelly Slater vence o Pipe Masters, Mick Fanning é o campeão Mundial de 2013 e John John Florence é o campeão da tríplice Coroa Havaiana


Tri-campeão mundial de surf profissional. Parabéns Mick Fanning Foto: © ASP / Cestari.


Sabe aqueles dias que as ondas estão tão grandes e fortes que a galera sente a praia tremer? Assim começou o dia em Pipe. Ondas grandes, poderosas e fechando um pouco, mas com tubos fodásticos.


Com ondas de 6 a 8 pés (e com algumas ondas de 10 pés), o ultimo dia do Pipe Masters 2013 coroou três campeões. Kelly Slater foi consagrado Campeão do Billabong Pipe Masters, John John Florence foi consagrado o Campeão da Hawaiian Triple Crown e Mick Fanning (AUS) foi consagrado o grande Campeão Mundial de 2013. 

Nenhuma grande mudança. O título mundial continua com os australianos, Kelly Slater foi vice-campeão mundial pela segunda vez consecutiva e a tríplice coroa havaiana continua com os havaianos. Talvez a maior mudança é que Mick Fanning agora passa a pertencer ao ultra seleto grupo dos tricampeões mundiais, ao lado de Tom Curren e Andy Irons.


Miguel Pupo pegou uma das melhores ondas do último dia do Pipe Masters. Foto: © ASP / Cestari.

Miguel Pupo fez um grande evento, mostrou que tem o surf afiado em Pipe e que pode vencer qualquer um. Miguel só parou nas quartas de final, quando foi vencido pelo australiano Joel Parkinson. 

Kelly Slater fez o que tinha que fazer: venceu o evento. Sua mente mais uma vez foi brilhante. Do início ao fim do evento, Slater mostrou porquê é um dos mestres de Pipe. Suas performances foram excelentes e nenhum outro surfista conseguiu batê-lo.

Ao vencer a primeira bateria da semi, John John Florence venceu também o título da Tríplice Coroa Havaiana 2013, a segundo Triple Crown do jovem havaiano, que deixa esse importante título em casa.

Na primeira bateria das quartas, Mick Fanning conquistou o título mundial de 2013.  Na verdade o Mick Fanning nem deixou o Slater surfar. Garantiu o título com duas tacadas de mestre (no Round 5 e as Quartas) e decidiu antes mesmo de Slater surfar sua primeira bateria. Foi um merecido título para o australiano. 

O ano também foi bom para os brasileiros. Todos os nossos atletas se classificaram para o WCT 2014 e ninguém caiu. Pelo contrário, em 2014 ainda contaremos com a volta de Jadson André ao tour. 




Round 5

Logo cedo, na primeira bateria do dia, o líder do ranking já começou o evento de forma dramática. Mick Fanning passou a bateria toda sem conseguir surfar e nos últimos instantes pegou uma linda esquerda e marcou 9.50, garantindo a vaga nas quartas. Julian Wilson foi bem consistente e detonou com o americano Nat Young. Sebastian Zietz detonou com o aussie Kai Otton e, na última bateria do Round 5, Miguel Pupo eliminou o francês Jeremy Flores. Miguel somou 5.50 e 9.77.

Quartas

YADIN NICOL (AUS) 16.90 X MICK FANNING (AUS) 17.03
Mick Fanning começou a bateria com a primeira onda surfada para o Backdoor. Um tubo limpo e bem longo que garantiu uma nota 7.33 para o australiano. Yadin esperou uma bomba para Pipeline e marcou 9.33 num tubão. Um minuto depois outro tubo bom de Yadin e mais 7.57. Depois disso parou de entrar onda. Faltando poucos minutos, Fanning dropou uma bomba pra esquerda, fez um tubo espetacular e marcou 9.70. Com essa vitória, Mick Fanning se classificou para a semi e se consagrou, pela terceira vez, campeão mundial da ASP.

JOHN JOHN FLORENCE (HAW) 16.77 X JULIAN WILSON (AUS) 13.50
John John começou bem. Surfando no quintal de sua casa, o havaiano começou com uma nota 8.00, um 6.17 e um 6.43 e assumiu a liderança. Julian Wilson começou com um 4.67 e um 5.43. As ondas não estavam ajudando muito. Faltando 3 minutos, John John pegou um tubão pro backdoor e marcou 8,77. Julian ficou precisando de uma nota 9. Julian até fez um 8.07, mas não deu pra ele. John John avançou para a semi.

KELLY SLATER (USA) 18.80 X SEBASTIAN ZIETZ (HAW) 7.80
Kelly Slater começou essa bateria sem a pressão do título mas com uma vontade tremenda de vencer o evento. Mais uma vez Slater faz um excelente ano e vê um australiano levar o título que vai completar a sua “dúzia”. Na primeira onda do confronto, Slater pegou um tubão pro Backside e marcou um 9.07. No meio da bateria ainda pegou um bom tubo pra Pipe e marcou 7.60. Sebastian Zietz tinha duas fracas 3.60 e 2.73. Faltando 10 minutos, Slater dropou outra bela onda pro backdoor, pegou dois tubos e marcou 7.77. E um 7.83. Seabass veio na de trás e marcou um 4:20. Slater ainda pegou mais um tubão, marcou 9.73 e a maior média do evento: 19.80. Slater está na semi. Denovo!

JOEL PARKINSON (AUS) 12.83 X MIGUEL PUPO (BRA) 6.00
A bateria começou calma, Parko marcou 3.50 e 4.20 e Miguel com um 4.00. Faltando 3 minutos para acabar, Parko tinha um 5.83 e um 4.33 e vinha liderando a bateria. Miguel Pupo Tinha um 4.00 e um 2.00. Parko ainda fez um 7.00 em uma direita para o Backdor e deixou Miguel precisando de 8.83 para virar.  

Semi

MICK FANNING (AUS) 18.30 x JOHN JOHN FLORENCE (HAW) 4.76
John John Florence já começou a bateria com um 9.20. Um tubão pra esquerda e uma rabetada de backside sinistra. Dois minutos depois, John John pegou um tubão pra esquerda e marcou 9.10. O campeão mundial embarcou em uma incômoda “Kombi” que durou quase a bateria toda.  Faltando 10 minutos, John John ainda pegou uma bomba pra Pipe e descartou um 8.73. Mick tinha 1.83 e 2.93, meros 4.76. Sua mente deveria estar no churrasco de comemoração do título mundial.

KELLY SLATER (USA) 19.63 x JOEL PARKINSON  (AUS) 14.84
Kelly queria essa bateria. O campeonato do ano passado ficou engasgado na garganta. Kelly quase saiu de um tubão pro Backdoor no comecinho da bateria e fez um 2.33. Na sequencia. Kelly pegou um tubão pra Pipeline e marcou 9.63 e logo em seguida, pegou um tubo pro backdoor e marcou 7.33 e colocou Joel na Kombi. Joel Parkinson começou a bateria com um 4 e depois marcou 7.17 com um tubo curto pro Backdoor. Parko ainda fez um 6.00, mas Slater ainda fez uma Nota 10 surfando um tubão pra Pipe. Faltando 9 minutos, Joel Parkinson pegou um bom tubo pro Backdoor e marcou 7.67. Slater ainda descartou um 9.57. Slater fez a maior média do evento e está na final do Pipe Masters.

Kelly Slater vence o Billabong Pipe Masters 2013. Foto: © ASP / Cestari.

Final

KELLY SLATER (USA) 12.80 x JOHN JOHN FLORENCE (HAW) 11.67
Um duelo de titãs! Kelly Slater e John John Florence são os dois melhores surfistas do mundo nessa bancada de Pipeline/Backdoor. Ambos realizam performances que beiram o surreal. Para quem gosta de surf, e de tubos, nenhuma bateria poderia ser melhor. E falando em bateria, esse confronto começou cauteloso e com a praia silenciosa. Kelly pegou um direitão pro Backdoor e machucou sua mão logo na primeira onda. John John ficou mais de 15 minutos esperando por uma primeira onda, um pequeno tubo pra Pipe: 8.50, uma nota um pouco alta pra onda que foi. Logo depois Slater dropou uma bomba pra Pipe, entrou no tubo e saiu com um spray monstruoso: 9.87. Faltando 5 minutos, John John precisava de 4.31 para virar. Slater ainda achou uma onda da série, pegou um tubo e marcou 6.50. John John ficou precisando de um 7.88 para virar quando pegou a última onda da bateria e marcou 7.40. Bateu na trave. Kelly Slater continua sendo o rei de Pipe.


Mick Fanning é o camnpeão mundial de 2013. Foto: © ASP / Cestari.

Pipe tem um príncipe, e isso é inegável. Mas também tem um rei: Kelly Slater - Foto: © ASP / Cestari.

John John Florence venceu pela segunda vez a tríplice Coroa Havaiana - Foto: © ASP / Kirstin

A propósito, o campeão mundial de 2012 e o campeão mundial de 2013 levaram uma surra durante as semifinais desse Pipe Masters. Joel Parkinson foi humilhado por Kelly Slater e Mick Fanning levou uma bela escovada do havaiano John John. Os dois foram embora do Hawaii de Kombi. 

Você pode rever todas as baterias no HEAT ANALYZER:
http://vanstriplecrownofsurfing.com/billabongpipemasters2013/heat-analyzer

BILLABONG PIPE MASTERS FINAL RESULTS:

1 - Kelly Slater (USA) 16.37
2 - John John Florence (HAW) 15.90

BILLABONG PIPE MASTERS SEMIFINAL RESULTS:

SF 1: John John Florence (HAW) 18.30 def. Mick Fanning (AUS) 5.00
SF 2: Kelly Slater (USA) 19.63 def. Joel Parkinson (AUS) 14.84

BILLABONG PIPE MASTERS QUARTERFINAL RESULTS:

QF 1: Mick Fanning (AUS) 17.03 def. Yadin Nicol (AUS) 16.90
QF 2: John John Florence (HAW) 16.77 def. Julian Wilson (AUS) 13.00
QF 3: Kelly Slater (USA) 18.80 def. Sebastian Zietz (HAW) 7.80
QF 4: Joel Parkinson (AUS) 12.83 def. Miguel Pupo (BRA) 6.00

BILLABONG PIPE MASTERS ROUND 5 RESULTS:

Heat 1: Mick Fanning (AUS) 12.00 def. C.J. Hobgood (USA) 10.50
Heat 2: Julian Wilson (AUS) 10.67 def. Nat Young (USA) 7.26
Heat 3: Sebastian Zietz (HAW) 16.60 def. Kai Otton (AUS) 4.33
Heat 4: Miguel Pupo (BRA) 15.27 def. Jeremy Flores (FRA) 10.76

4 de outubro de 2013

Mick Fanning venceu. Mas será que convenceu?

Por: Dadá Souza

O Mick Fanning venceu a 8ª etapa do circuito mundial de 2013 e agora está mais líder do que nunca. E só faltam duas etapas: Portugal e Hawaii. Mas revendo as ondas dessa bateria final, fica difícil entender como um garoto que surfou mais moderno, mais audacioso, mais radical e mais veloz perdeu esse confronto.

O video abaixo saiu do HEAT REVIEW do Quiksilver Pro e mostra as duas melhores ondas de cada um e a última do Gabriel que acabou não valendo pois começou a ser surfada depois que tocou a buzina.

Não quero e nem posso dizer que o Mick Fanning não mereceu levar a etapa da França porque o australiano foi um competidor exemplar, focado e muito determinado durante todo o evento, sempre mostrando porque ele é o líder do tour. Mas que o resultado dessa final ficou esquisito, isso ficou.



1ª onda de Mick Fanning - Dropou uma espuma gorda, primeira manobra uma batidinha funcional, picou a prancha matando muita barata, uma rasgada média-fraca, um floater bem rápido e finalizou com uma explosiva batida na junção. Nota: 7.83 

1ª onda de Gabriel Medina - Começou a onda com uma rasgada rápida e jogando muita água, um slash, embalou e mandou um aéreo rodando, alto e preciso, e mandou mais outro na sequência, dessa vez um pouco mais baixo. Nota 6.50 

2ª onda de Gabriel Medina. Medina começou essa onda com uma rasgada fraca por baixo do lip, embalou e mandou um ótimo aéreo rodando, alto e com grande risco, voltou e finalizou a onda com uma batida. Nota: 8.50 

2ª onda de Mick Faning - A última onda de Mick Fanning começou com uma pequena batida/floater, seguida de outra batida e de uma pequena rabetada reverse na junção. Nota 8.83 

Pergunta aos juízes da ASP: Por que a última onda do Mick Fanning, que pareceu ser a pior onda da bateria, valeu mais do que todas as outras ondas de manobras mais radicias, mais inovadoras e com um grau de comprometimento e de radicalidade maior? Para valorizar manobras funcionais e de menor risco? 

Para que todos possam fazer a sua próprio análise ou julgamento,  seguem os critérios de julgamento atuais da entidade:






As imagens foram retiradas do próprio site do Quiksilver Pro: http://quiksilverlive.com/profrance/2013/heat_review.en.html

Mick Fanning vence e Gabriel Medina é vice na França



O australiano Mick Fanning é o grande campeão do Quiksilver Pro France. Com ondas de 1 metro em Le Penon, os surfistas da elite simplesmente detonaram. O australiano mostrou que não é bi-campeão do mundo e líder do ranking a toa. Seu surf está afiadíssimo. 

Na bateria final Mick Fanning derrotou o brasileiro Gabriel Medina por 16.66 a 15.00, defendeu a sua liderança no ranking e ainda aumentou a distância de Kelly Slater, o segundo colocado na corrida pelo título.

Os brasileiros Gabriel Medina e Filipe Toledo surfaram muito e fizeram uma semi-final 100% brasileira na França. Foi Filipe Toledo quem tirou Slater do evento. Medina venceu mas ambos saem da França de parabéns. Principalmente o Gabriel Medina, que fez sua primeira final esse ano e acabou como vice-campeão na França. 

Depois do evento da França, Filipe Toledo passou de 17º para 16º no ranking e Gabriel Medina passou de 18º para 15º.

Com a vitória, Mick Fanning ficou ainda mais perto de seu terceiro título mundial.

A próxima etapa, a penúltima do ano, acontece em Peniche/Cascais, Portugal, de 9 a 20 de outubro.


Resultado

1 Mick Fanning (Aus)
2 Gabriel Medina (Bra)
3 Filipe Toledo (Bra)
3 Joel Parkinson (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Julan Wilson (Aus)
5 Kai Otton (Aus)
5 John John Florence (Haw)
13 Adriano de Souza (Bra)
13 Miguel Pupo (Bra)
13 Alejo Muniz (Bra)


Gabriel Medina fez a sua primeira final esse ano. Foto/Quiksilver

O CAMINHO DA VITÓRIA


QUARTAS-DE-FINAL

Kai Otton (AUS) 13.60 x Joel Parkinson (AUS) 15.77

Na 1ª bateria das quartas, duelo australiano. Essa bateria começou com 11 vitórias de Parko contra uma de Ottz. Entraram boas esquerdas e direitas. Apesar da vantagem relativa de Parko, que é um dos candidatos ao título, Kai Otton chegou nas quartas surfando muito. E saiu na frente somando 4.50 e 7.50. Parko começou  a constriuir o seu castelo. 6.67, depois 7.90 e 7.87. Faltando 10 minutos, Kai Otton precisava de 8.27 para virar. Ottz ainda tentou uma resposta mas marcou 6.10. Joel venceu e continua na briga pelo título. 


John John Florence (HAW) 13.77 x Mick Fanning (AUS) 17.00

Mick Fanning começou na frente e marcou 7.00, 6.50 e 9.00. A consistência do surf desse australiano é impressionante. Fanning ainda aumentou a diferença ao marcar um 8.00 detonando as direitas. Faltando 15 minutos para o término da bateria, John John precisava de 17.01 para virar o resultado a seu favor. Faltando 5 minutos, a situação continuava a mesma. O foco de Mick Fanning ia dando uma surra no desanimado do havaiano. Faltando 4 minutos John John dropou uma esquerda e marcou 6.90. Entraram poucas ondas boas nessa bateria e a consistência de Mick Fanning foi vencedora. John John ainda fez uma boa onda, mandou uma de suas manobras impossíveis mas era tarde demais. Mick Fanning avança para a semi e John John faz mais um evento sem ser aquele show man que todo mundo se acostumou a ver. Em ondas pequenas ele parece entediado.



Kelly Slater (USA) 11.40 x Filipe Toledo (BRA) 16.37

O mais jovem talento do tour, contra o mais velho, mais experiente e mega campeão do tour. Filipinho foi pra água para provar que tem surf para isso. Slater na pressão de ter que vencer, já que Mick Fanning está na sua frente no rankling e venceu sua bateria. Filipinho mostrou toda sua explosão em uma direita, rasgou forte e marcou 9.27. Slater tentou uma resposta mas marca 7.67. Filipe Toledo ainda colocou mais pressão no Slater ao marcar 6.67. Slater precisava de 8.28 para virar, mas isso não é nada difícil para Slater. Faltando 10 minutos, Filipe Toledo ainda marca 7.10 numa pequena direita. Slater parecia nervoso e não encontrava o seu melhor surf. Faltando 5 minutos, Slater continuava precisando de 8.71. O pequeno garoto de Ubatuba colocou pressão desde o início da bateria, não dando muita chance para Slater. Filipe venceu Kelly, fez o seu melhor resultado esse ano e colocou água no chopp de Slater.  


Gabriel Medina (BRA) 15.70 x Julian Wilson (AUS) 12.00

Medina contra Julian já é um clássico do surf progressivo. Mas essa bateria não começou muito progressiva. Medina começou com um 3.17 e 7.67. Julian Wilson começou marcando 4.00 e 5.17. Nos primeiros minutos nenhuma onda foi surfada com grandes manobras. As ondas também deram uma piorada. Julian Wilson achou uma direita boa, encaixou duas ótimas manobras, se desequilibrou e caiu no final, marcou 6.83 e assumiu a liderança. Faltando 12 minutos, Medina pegou uma boa esquerda, esticou a onda até mandar um aéreo rodando e marcou 8.03. Medina retomou a liderança. Faltando 7 minutos Medina ainda arriscou um grande aereo de backside mas por muito pouco não completou. Julian precisava de 8.87 para virar. Faltando 3 minutos, Julian também errou um aereo forte por pouco. Ambos os surfistas mostraram um pouco de nervosismo. Faltando 2 minutos, Medina estava com a prioridade na mão e venceu o confronto.

SEMI-FINAL


Joel Parkinson (AUS) 15.03 x Mick Fanning (AUS) 16.10

Duelo australiano desses dois ícones do surf australiano. Joel contra Mick é um clássico de toda uma vida, já que ambos os surfistas são amigos de infância e fazem parte da "elite da elite" do tour a muitos anos.  Na retrospectiva, a vantagem é de Joel. E foi o Parko quem saiu na frente. Marcou 5.00 e 6.93 em suas primeiras ondas. Mick Fanning começou com um 7.17. Os dois surfistas são muito experientes e espremem as ondas ao máximo. Na metade da bateria, faltando 15 minutos, Fanning fez a sua segunda nota: 7.40. Mick Fanning passou a frente de Parko. Faltavam 10 minutos e Parko precisava de 7.64 para virar. Mick Fanning ainda pegou uma boa direita, bateu vertical na face da onda e mandou uma rabetada forte e precisa:  8.40. Joel ficou precisando de um 9.17. Joel dá sua resposta na onda de tras: cut back muito bonito e forte, uma rabetada forte e uma finalização bem forte na junção e marcou 8.10. Faltando 5 minutos, Parko precisava de 8.01. Mick Fanning é o lider do ranking e quer muito essa vitória. Joel Parkinson também compete pelo título, ainda tem chances e também quer vencer. Faltando 1 minuto a priporidade era de Mick Fanning e foi assim até o final. Mick fanning venceu Parko e é o primeiro finalista do Quiksilver Pro France.

Filipe Toledo (BRA) 12.93 x Gabriel Medina (BRA) 17.87

Duelo brasileiro desses dois talentos da nova geração. Filipe Toledo e Gabriel Medina são dois fenômenos do surf mundial. Ambos são bem moleques, um de Ubatuba e o outro de Maresias. Pois os garotos do litoral norte de São Paulo quebraram tudo nessa etapa francesa. E ambos chegaram na etapa francesa buscando um bom resultado. Casualmente, Filipinho é chegou na França como 17º e Medina como 18] no ranking. Medina saiu na frente com duas ondas baixas. 5.33 e 5.33. Medina fez sua primeira boa onda quando mandou um aéreo rodando na primeira manobra e na sequencia tentou um segundo aéreo, mas cai na base. 6.00 para o Medina enquanto Filipe Toledo parece bem calmo no outside. Medina estava mais ativo e fez mais uma boa esquerda de uma manobra. Mas um manobrão, um aéreo rodando full rotation e marcou 9.10. Faltando menos de 15 minutos, Filipe Toledo estava precisando de uma combinação de ondas: 15.11. Medina estava afim de voar. E como voou. Impressionante a impulsão desse garoto.  Filipinho que até então só tinha um 3.50, marcou 6.60 e saiu da combinação. Os aéreos de Gabriel Medina são mesmo matadores, mas as manobras do Filipe Toledo são muito bem executadas, sempre com radicalidade e pressão. Faltando 5 minutos, os dois surfistas pegaram uma onda ao mesmo tempo. Medina dá duas batidas fortes e fez 6.83. Medina estava mais consistente enquanto Filipe não encontrava boas ondas. A onda vencedora de Gabriel Medina veio no ultimo minuto, Medina deu uma rasgadinha e um grande aéreo rodando. Foi a pá de cal para o Filipinho que fez um grande campeonato na França. 




FINAL


Mick Fanning (AUS) 16.66 x Gabriel Medina (BRA) 15.00. Dois grandes surfistas de duas escolas bem diferente de surf. Mick Fanning é bi-campeão mundial, tem um surf forte e de grandes manobras. Medina é jovem, tem fome de vitória e é muito forte nas manobras aéreas. Mick Fanning começou bem na bateria, em sua primeira onda marcou 7.83. Medina quer voar. Acertando ou errando ele arrisca tudo nas manobras aéreas. Medina tem surf, impulsão e explosão demais. Na sequência faz 6.50 e 8.50 e continuou voando. Sobra preparo físico para o jovem Medina. Mick Faning, experiente, esperava as melhores ondas. Faltando 15 minutos para o término, Medina ia somando 6.50 e 8.50 enquanto Fanning somava 7.83 e 6.53 e estava precisando de 7.18 para virar. Faltando 8 minutos, Fanning da um pequeno floater e manda um aéreo rodando com bastante pressão e marcou 6.77.  Fanning trocou uma nota mas continua na mesma situação.  Mick fanning fez uma onda importante com 3 belas manobras e marcou 8.83. Pela primeira vez, Fanning ficou na liderança da bateria, e deixou Medina precisando de 8.17. A máquina de competir australiana voltou e com força total. Gabriel Medina tentou mas as ondas não apareciam. Faltando 1 minuto para acabar, Mick faning tinha a prioridade nas mãos e marcou Gabriel Medina. Nessa marcação Fanning acabou perdendo a prioridade mas era tarde demais. Mick Fanning campeão. 

19 de agosto de 2013

Adrian Buchan vence em Teahupoo

Adrian Buchan venceu Kelly Slater na final do Billlabong Pro Tahiti. Foto: ASP/Robertson

Adrian Buchan venceu o norte-americano Kelly Slater na final do 2013 Billlabong Pro Tahiti. Buchan somou 9.67 e 9.27 e venceu o 11 vezes campeão do mundo e rei de teahupoo Kelly Slater. Adrian Buchan veio surfando muito durante todo e realmente mereceu essa vitória. Slater saiu do Tahiti com o 2º lugar, mas com a liderança do ranking embaixo dos braços. Já foram seis de um total de 10 etapas. Parece que Slater quer mesmo completar essa dúzia de títulos mundiais.

Esse domingo foi quase uma Maratona no Tahiti:  ao todo foram surfadas 19 baterias! Notas acima de 9? Muitas. Teahupoo mostrou porque é uma onda-rainha no tour. O dia começou cedo, com ondas de 6 pés e ótimas condições de surf. No início da manhã foram pra água as últimas baterias do Round 3. Na terceira bateria do dia Gabriel Medina acabou eliminado pelo havaiano Fredrick Patacchia. Medina era a última esperança brasileira na etapa. Dos primeiros confrontos até as finais, as ondas bombaram sem parar e todas as baterias foram surfadas em excelentes condições de surf.

O australiano Kai Otton fez uma nota 10 no Round 4. John John Florence fez uma nota 10 nas quartas. Também merece destaque a bateria Kelly Slater x Joel Parkinson no Round 5. Essa bateria poderia ter sido a final do evento. Parko saiu na frente, mas Slater deu a sua resposta num tubo curto, mas intenso. Slater marcou 9.57, somou com um 7.17 e venceu Parko, que continua com essa espinha atravessada na garganta.

QUARTAS

Na 1ª bateria das quartas, duelo australiano e pouca ação: Josh Kerr (AUS) x Mick Fanning (AUS) foi uma bateria lenta e com poucas ondas surfadas. Mick Fanning venceu esse confronto com médias relativamente baixas (6.57 e 5.50). No último segundo, Josh Kerr remou numa boa onda, pegou um bom tubo e certamente viraria a bateria, mas a onda não contou. Segundo os juízes Kerr dropou a onda depois da buzina de encerramento. Mick Fanning avançou sem grandes problemas, ainda líder do ranking.

Na segunda bateria das quartas, John John (HAW) x Adrian Buchan (AUS).  O havaiano começou a bateria com uma onda perfeita: Dois tubões e uma pancada de backside. Nota 10 unânime dos juízes. (Merecia uma nota 11!) Adrian Buchan tinha somente um 6.00 quando pegou um tubão e ganhou 9.67 dos juízes. Poucos minutos depois, Buchan pega mais um tubão e manda um cutback perfeito e marca mais 9.50. Uma média 19.17! John John, que começou a bateria com um 10, ficou precisando de 9.17 para virar o resultado. O havaiano ainda pegou um último tubo antes de acabar a bateria mas marcou somente 7.33. O australiano Adrian Buchan passou para a semi e eliminou um dos grandes favoritos ao título.

Na 3ª bateria do dia, Kai Otton (AUS) x Julian Wilson (AUS). Uma bateria quase sem ondas. Julian abriu a bateria com um 6.67. Kai Otton fez um 7.67 e um 8.87, deixando Julian Wilson precisando de 9.31 para virar. Kai Otton venceu e carimbou seu passaporte para a semi.

Na última bateria das quartas, Kelly Slater (USA) x Fredrick Patacchia (HAW) – Slater começou a bateria com um 8.93. Logo em seguida, Freddy P partiu sua prancha mágica e passou o resto da bateria tentando se adaptar com a nova prancha. Slater ainda fez um 7.93 e nem gastou muita energia. Patacchia viu sua vaga ir para as mãos experientes de Slater, que mais uma vez está na semi em Teahupoo.

SEMI

Mick Fanning x Adrian Buchan. Ace Buchan começou o confronto com um tubo longo e bem deep e ganhou uma nota 9.57. Na sequencia, Buchan ainda marca mais 9.10 e soma a excelente média de 18.67. Mick Fanning, sem nenhuma onda forte, ficou precisando de uma combinação de ondas: 18.68. Faltando 11 minutos Fanning pegou um tubo muito longo em uma onda intermediária e marcou 9.13. Bem que o Mick Fanning lutou, mas acabou morrendo na praia. O dia era mesmo de Adrian Buchan e o australiano foi o primeiro a carimbar o passaporte para a final em Teahupoo.

Kelly Slater x Kai Otton. A segunda bateria da semi também começou morna. Otton somou 1.83 e 5.50. Só quando faltava 15 minutos para acabar a bateria é que Kelly pega a sua primeira onda. Com uma prancha minúscula, Slater fez um tubo muito extenso e começou a bateria com um 7.83. Com uma única onda, Kelly passou a liderar a bateria. E para facilitar ainda mais a vida de Slater, Kai Otton entregou de bandeja a prioridade para Slater, que soube aproveitar o presente. Faltando 7 minutos para o final da bateria, Slater pegou um ótimo tubo e marcou mais 8.50. Kai Otton caiu numa combinação de ondas e nada pôde fazer. Slater venceu, passou Mick Fanning e assumiu a liderança do ranking mundial.


Slater ficou em 2º em Teahupoo mas saiu do Tahiti com a liderança do Circuito Mundial. Foto ASP/Kirstin

John John Florence ganhou o A.I. Memorial Award por sua performance em Teahupoo segundo votação feita por internautas e por uma comissão julgadora. John John realmente impressionou com o seu surf. Jeremy Flores ganhou um prêmio por surfar a onda mais pesada da etapa. 

FINAL


Kelly Slater x Adrian Buchan. Adrian Buchan saiu na frente, marcando 9.67 logo em sua primeira onda. Slater pegou um tubo meio apertado, mas longo, e marcou 7.67. Buchan pegou mais um ótimo tubo e ganhou 9.27 . Slater deu sua resposta e marcou 9.10. Faltando 7 minutos Adrian Buchan deixou Slater precisando de 9.84 para vencer. Adrian Buchan venceu o Rei de Teahupoo Kelly Slater. Foi uma grande vitória para o Ace (a 2ª de Adrian Buchan no tour) e um importante campeonato para o Kelly. 








Kelly Slater está mais uma vez no topo do ranking. Mick Fanning é o 2º, Joel Parkinson é o 3º, Jordy é o 4º, Taj é o 5º, Nat Young o 6º e Adriano de Souza o 7º colocado no ranking. Kelly Slater e Mick Fanning abrem boa vantagem em cima do 2º pelotão.

A próxima etapa do tour acontece em Trestles, California, de 15 a 21 de setembro.

BILLABONG PRO TAHITI FINAL RESULTS:
1 – Adrian Buchan (AUS) 18.94
2 – Kelly Slater (USA) 17.90
BILLABONG PRO TAHITI SEMIFINAL RESULTS:
SF 1: Adrian Buchan (AUS) 18.67 def. Mick Fanning (AUS) 15.80
SF 2: Kelly Slater (USA) 16.73 def. Kai Otton (AUS) 7.67
BILLABONG PRO TAHITI QUARTERFINAL RESULTS:
QF 1: Mick Fanning (AUS) 12.07 def. Josh Kerr (AUS) 7.06
QF 2: Adrian Buchan (AUS) 19.17 def. John John Florence (HAW) 17.33
QF 3: Kai Otton (AUS) 16.54 def. Julian Wilson (AUS) 13.90
QF 4: Kelly Slater (USA) 16.86 def. Fredrick Patacchia (HAW) 8.66
BILLABONG PRO TAHITI ROUND 5 RESULTS:
Heat 1: Mick Fanning (AUS) 14.20 def. Jeremy Flores (FRA) 13.40
Heat 2: Adrian Buchan (AUS) 14.16 def. Jordy Smith (ZAF) 8.30
Heat 3: Julian Wilson (AUS) 18.00 def. C.J. Hobgood (USA) 17.27
Heat 4: Kelly Slater (USA) 16.74 def. Joel Parkinson (AUS) 13.97
BILLABONG PRO TAHITI ROUND 4 RESULTS:
Heat 1: Josh Kerr (AUS) 16.67, Jeremy Flores (FRA) 16.47, Jordy Smith (ZAF) 8.67
Heat 2: John John Florence (HAW) 18.67, Adrian Buchan (AUS) 17.80, Mick Fanning (AUS) 12.10
Heat 3: Kai Otton (AUS) 18.93, Julian Wilson (AUS) 18.74, Kelly Slater (USA) 14.77
Heat 4: Fredrick Patacchia (HAW) 18.53, Joel Parkinson (AUS) 17.47, C.J. Hobgood (USA) 16.70
BILLABONG PRO TAHITI REMAINING ROUND 3 RESULTS:
Heat 9: Julian Wilson (AUS) 13.34 def. Adam Melling (AUS) 0.73
Heat 10: C.J. Hobgood (USA) 9.60 def. Yadin Nicol (AUS) 7.10
Heat 11: Fredrick Patacchia (HAW) 16.70 def. Gabriel Medina (BRA) 16.16
Heat 12: Joel Parkinson (AUS) 16.33 def. Alain Riou (PYF)
15.76

E a propósito: aquele jet ski quase complicou a vida de Slater no campenato. Levar uma vaca junto com o jet em cima da bancada de corais é arriscado demais. O segurança d´água foi lá para ajudar, mas colocou Kelly em situação de risco. 

A propósito 2: aquela onda do Medina em que ele pegou um tubo, mandou dois rasgadões e um aéreo no final não dever ter sido mais valorizada? Ninguém conseguiu algo assim durante todo o evento.

11 de junho de 2013

Kelly Slater vence em Fiji pela quarta vez e é o novo lider do ranking


Kelly Slater, bi-campeão do Volcom Fiji Pro. Photo: Andrew Christie


Pela segunda vez consecutiva, Kelly Slater vence o Volcom Fiji Pro, nas perfeitas esquerdas de Cloudbreak. A relação de Slater com Fiji é antiga, íntima. Slater demonstrou experiência, sempre uma ótima leitura de onda e pegou tubos fantásticos durante todo o evento e acabou levando o título da etapa. Além do título da etapa, Kelly somou três notas 10 no mesmo dia e completou sua 53ª vitória no circuito mundial.

Mick Fanning veio correndo por fora e chegou até a semi em Fiji, 
conquistando a 2ª colocação no ranking, logo atrás de Kelly Slater. Fanning é um dos competidores mais eficientes do tour e vem fazendo uma temporada bastante consistente: 2º aqui em Fiji, 3º no Brasil, 5º em Bells e 3º na Gold Coast.

John John Florence foi outro que deu show. Depois de um tempo longe dos campeonatos, o havaiano voltou com tudo para essa etapa de Fiji. Surfou muito, fez ondas insanas e só foi parado na semi-final pelo campeão Kelly Slater. John John mostrou que está de volta e com força total. E Keramas será um parque de diversões para ele.

Os brasileiros não foram bem na competição. Nosso melhor atleta foi Heitor Alves, que foi até o Round 3 do evento onde acabou sendo eliminado pelo vice-campeão Mick Fanning.


Se você quer assistir a essa verdadeira aula de surf 
do professor Kelly Slater é só clicar aqui no HEATS ON DEMAND.


SEMI 1
Kellly Slater (USA) 18.17 x John John Florence (HAW) 14.00
Slater começou ditando o ritmo da bateria. Marcou uma nota 7.00 em sua primeira onda e um 9.40 enquanto JJ espera demais. Faltando 5 minutos, John John marcou um 8.17. Slater deu sua resposta e marcou 8.77. John John ainda fez um 5.83 mas não pode fazer mais nada contra Slater, que está em mais uma final em Fiji.

SEMI 2
Mick Fanning (AUS) 17.07 x CJ Hobgood (USA) 16.70


Todas as baterias que aconteceram depois da bateria do slater, pareceram mais lentas e mornas. E essa começou assim, mas Mick Fanning marcou um 8.00 em sua segunda onda. CJ fez um 8.00 em sua terceira onda. Depois de uma longa espera, CJ faz um 8.70 e deixa Mick Fanning precisando de 8.71. Faltando 2 minutos, Fanning pegou uma ótima onda e fez um 9.07, garantindo sua vaga na final.

FINAL 1
Kelly Slater (USA) x Mick Fanning (AUS)
Mick Fanning abriu muito bem a bateria. Pegou um tubo grande, fundo e começou marcando 9.20. Slater veio na de trás e pegou um tubo insano, se saísse seria um 10, mas ele não saiu. Slater pegou uma onda menor e pegou um bom tubo que lhe rendeu 8.83. Não satisfeito, Slater pegou um tubão e marcou 9.80, deixando Fanning precisando de 9.44. Faltando 8 minutos Kelly pega mais uma ótima onda e faz uma nota 10, colocando Mick Fanning na Kombi e fechando o caixão do australiano. Essa foi a quarta vez que Slater venceu essa etapa, e a segunda vez consecutiva, já que Slater foi o campeão em Fiji ano passado.

Com a vitória, Slater (USA) é o novo líder do Ranking, seguido por Mick Fanning (AUS), Jordy Smith (ZAF), Taj Burrow (AUS) e Adriano de Souza (BRA). Slater ainda marcou três notas 10 nesse último dia de evento. Aos 41 anos Slater continua sendo o melhor surfista em Fiji e o melhor surfista do mundo. Indiscutivelmente, um monstro.


A arte do amigo JR Petry diz tudo. Esse cara é um ET!






Slater se sente em casa em Fiji.Photo: Andrew Christie


Resultado do Volcom Fiji Pro 2013

1 Kelly Slater (EUA)
2 Mick Fanning (Aus)
3 C.J. Hobgood (EUA)
3 John Florence (Haw)
5 Jordy Smith (Afr)
5 Sebastian Zietz (Haw)
5 Josh Kerr (Aus)
5 Joel Parkinson (Aus)
13 Heitor Alves (Bra)
13 Miguel Pupo (Bra)
25 Adriano de Souza (Bra)
25 Gabriel Medina (Bra)
25 Filipe Toledo (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)

A próxima etapa do tour (a 5ª de um total de 10), acontece em Keramas, Bali, de 18 a 29 de Junho.

21 de maio de 2013

Jordy Smith vence o Rio Pro 2013

Jordy smith foi o preferido dos juízes e levou o título do Rio Pro 2013. Foto: ASP/Smorigo


Textos e Videos: Dadá Souza

O surfista sul-africano Jordy Smith foi o grande campeão do Rio Pro 2013. Essa foi a terceira vitória de Jordy no tour da ASP, e a primeira fora de casa. O brasileiro Adriano de Souza ficou com a 2ª colocação no evento e está mais uma vez na liderança do ranking mundial da ASP.
O Billabong Rio Pro 2013 começou dia 09 de maio e terminou dia 19 de maio, com todas as baterias acontecendo no Postinho da Barra da Tijuca. Ninguém parecia entender porque escolher o Postinho da Barra e suas ondas inconstantes em vez de privilegiar picos mais consistentes e com ondas melhores, como Saquarema, Itacoatiara, Prainha ou outras tantas ondas boas do Estado do Rio, mas a verdade é que as ondas estavam lá, e as notas altas também, o que comprova que o Postinho mais uma vez representou. Mas que colocar o evento na porta do prefeito e do governador do Rio foi uma opção mais “política”, isso foi. 
Ainda falando em políticas, é muito triste ver que as marcas continuam com essa prática medonha de não bancarem os eventos do próprio esporte de onde tiram seus (grandes) lucros. O evento do Rio, mais uma vez, quem bancou foi o Governo do Estado, e não a Billabong, mas essa levou todo o nome e a identidade visual do evento. Um caso clássico do protecionismo da ASP com as 3 grandes marcas do surf e também um caso clássico da famosa proposta Caracú, onde a Billabong entra com a cara e o governo do Estado entra com, bem, melhor deixar isso pra lá e ir direto ao evento.
O evento começou dia 09, com ondas grandes, quase todas elas fechando muito e com uma correnteza muito forte. Quem pegou as ondas certas pegou ótimos tubos e marcou notas altas. Quem escolheu mal, levou várias vacas ou somou médias bem baixas. O destaque ficou por conta de Kelly Slater, Adriano de Souza, Adam Melling e Gabriel Medina. Aliás, só um parênteses. Adriano de Souza, Kelly Slater, Gabriel Medina, Filipe Toledo foram os melhores surfistas do evento.
Nos dias 10 e 11, somente as meninas foram pra água, e a australiana Tyler Wright levou a etapa com um surf forte e muito consistente. E não foi só a australiana que deu um show, as meninas todas mostraram um surf afiado e rolaram algumas performances de deixar muito marmanjo com inveja. Só faltou um pouco de onda para as meninas, pois mais uma vez só colocaram as garotas na água quando o mar piorou..


E o Joel Parkinson? Parece que a lycra de Nº 1 pesou demais para o australiano, que não passou do Round 3 no Rio. Acabou eliminado por Glenn Hall em uma bateria sem muito brilhantismo. O atual campeão do mundo tem um 2º lugar (Gold Coast) e dois 13º (Bells e Rio de Janeiro). Que o cara é um monstro, ninguém duvida. Mas no Rio de Janeiro o campeão mundial deixou um pouco a desejar.

QUARTAS
O último dia do evento valeu todos os dias de espera, todos os dias de mar flat e de diárias caras na cidade maravilhosa. O Postinho amanheceu com praia lotada e com um verdadeiro show de surf nas quartas de final do evento.

Já na primeira bateria do dia, Adriano de Souza x Kelly Slater. Adriano é um dos poucos caras que mexe com o psicológico de Slater. E o nosso Mineirinho sabe disso e sabe como usar isso a seu favor. A cada onda surfada pelo Adriano, a galera gritava e vibrava na areia. “Mineiro! Mineiro!” Slater parece que se incomodou com isso e viu um inspirado Adriano de Souza o atropelar em frente a uma praia lotada. Como disse o Julio Adler em seu texto na Hardcore, Adriano de Souza venceu os últimos cinco confrontos contra Slater, e isso não é para qualquer um. Slater s´[o saiu da água muitos minutos depois e foi aplaudido pela galera na praia. Mineiro 15.33 contra 12.30 de Slater.

Na segunda bateria das quartas, Gabriel Medina x Adrian “Ace” Buchan. O australiano começou bem a bateria e parecia que ia fazer a mala do brasileiro quando Medina pegou um ótimo tubo e mandou um aéreo forte na finalização: um 10 perfeito! Tanto a galera quanto os jornalistas vibraram muito. Adrian veio na onda de trás, uma esquerda um pouco menor, poucos segundos depois, e pegou um tubo longo. Poucos minutos depois, Medina e Buchan se envolveram em um momento confuso. Adrian dropou uma onda boa da série e Medina, certo de que tinha a prioridade, dropou na frente de Buchan acabando com as chances do australiano fazer qualquer nota maior. Na minha opinião, Medina tinha mesmo a prioridade naquele momento da bateria, mas os juízes, que são pagos para isso, se calaram e nada foi anunciado ou explicado (como de costume nos eventos da ASP). Uma atitude de falta de respeito com o público, que ficou sem entender, com o australiano, que se sentiu prejudicado e sem explicações e com a imprensa, que ficou "boiando". Adrian Buchan ficou puto e na área de entrevistas jogou sua prancha quase acertando Gabriel Medina. Pura ganância de Medina, que muitas vezes abusa nas disputas de onda e em situações de interferência? Omissão dos juízes e da ASP? O fato é que Medina surfou mais e passou para a semi com 16.43 contra 14.93 do australiano.

Sebastien Zietz x Mick Fanning fizeram grandes apresentações durante o rio Pro e travaram um belo duelo na terceira bateria das quartas. Seabass vinha fazendo grandes baterias e deu trabalho para Mick Fanning. As médias de ambos os surfistas foram um pouco baixas (13.37 de mick e 12.37 de Sebastien), mas Mick fanning mais uma vez provou que é um cara que erra muito pouco, venceu Seabass e também carimbou seu passaporte para a semi.

Na última bateria das quartas, Jordy Smith x Filipe Toledo. Filipinho, que até então vinha sendo um dos melhores surfistas do evento, nada pode fazer diante de um inspirado Jordy Smith, que venceu o duelo por 17.76 a 12.37.

SEMI

Na primeira bateria da semi, um confronto que deixou a torcida brasileira em êxtase. Adriano de Souza x Gabriel Medina. Mais do que a vaga na final ou os pontos no ranking, essa bateria colocou em disputa os dois maiores surfistas brasileiros da atualidade. E diga-se de passagem, essa foi uma das melhores baterias do campeonato. A cada onda, a cada troca de posição, a torcida gritava como se estivesse no Maracanã. O talento de Medina e a competência e a raça de Mineiro são incontestáveis. O fato é que apesar de toda vontade de Medina em vencer Adriano e provar que é ele o melhor surfista brasileiro, foi o Mineiro levou essa bateria e a vaga na final. Mal saiu da água e Medina já voltou pra água para descarregar toda a sua frustração em um freesurf desconcertante. 

Na segunda bateria da semi, Jordy Smith x Mick Fanning. Essa não foi uma bateria de muito brilho, o mar estava um pouco pior e quem aproveitou melhor foi Jordy smith, que estava um pouco mais determinado e venceu Mick Fanning por 14.83 a 8.26

FINAL

Adriano de Souza x Jordy Smith. O furacão brasileiro contra o tornado sul-africano. Apesar da enorme vantagem de Adriano, que já havia vencido Jordy Smith muitas vezes, nessa final o campeão foi mesmo o grandulão da África do Sul. Jordy mostrou o seu melhor surf nessa final e, ao contrário do que muitos falaram, ele realmente venceu a grande final. Tá certo que seu 9.33 foi realmente muito exagerado para uma onda de uma manobra só e um aéreo nem tão alto e nem tão difícil, mas de qualquer forma ele ganharia essa bateria  e o campeonato. 

Essa foi a terceira vitória de Jordy no tour, e a primeira longe de casa. Mineiro ficou com a 2ª colocação, mas saiu da etapa brasileira aplaudido de pé e com a liderança do ranking mundial. Essa foi a segunda final consecutiva de Adriano no Tour, o que faz dele o cara mais eficiente desse início de campeonato.

Slater venceu a primeira etapa do ano, na Gold Coast; Mineiro venceu a segunda, em Bells; E Jordy Smith venceu a terceira, aqui no Rio. Três etapas, três vencedores, e um inicio de ano bastante disputado.

Vale falar aqui da educação e da torcida do povo brasileiro, que torceu e muito tanto para os atletas nacionais quanto para os estrangeiros e aplaudiu de pé as boas ondas surfadas, independente da nacionalidade.

Todas as baterias botem ser assistidas no HEAT REVIEW 




BASTIDORES

A estrutura era bastante grande, e a princípio enchia os olhos, mas lá dentro não era tudo tão bonito assim. Alguns dos seguranças do evento eram os mais marrentos e os mais mal encarados de todo o WT, e às vezes parecia que eles tinham um certo prazer em barrar agressivamente qualquer um que não estivesse com a pulseirinha da cor certa. Aliás, malditas “pulseiras VIPs”, que privilegia convidados e amigos em vez de profissionais. Haviam VIPs demais para espaço de menos.

Jornalistas, fotógrafos e videomakers só podiam contar com o espaço reservado para a imprensa fazerem seus registros. Na praia as ondas volta e meia lavavam a galera e havia muita gente passando na frente das lentes. E nos lugares mais amplos, não era permitida a presença de fotógrafos e jornalistas (a não ser que você tivesse uma pulserinha verde). Todos estavam espremidos em uma plataforma que balançava demais enquanto as pessoas caminhavam. Nas fotos isso até que não atrapalhou tanto, mas para quem fez vídeo, foi ruim demais sentir o chão tremendo e balançando quando alguem passava. E não parava nunca de passar gente! Cerca de 300 pessoas estavam credenciados como imprensa. Haviam jornalistas, fotófragos, cionegrafistas e também fotógrafos de celular e jornalistas de facebook, sem falar na grande quantidade de gatinhas, lendas do surf e filhos de não sei quem que tinham acesso fácil à área de imprensa. Nos dias de chuva, deu pena de ver fotógrafos e cinegrafistas encharcados pela chuva que molhada TODA a área destinada aos fotógrafos. Eu quase fiz um registro dessa cena mas achei melhor não tirar minhas câmeras da mochila, primeiro para não perder meu equipamento de trabalho, e depois, para não expor os profissionais, que no mesmo instante em que abri a porta, me olharam todos com uma cara triste como se dissessem “onde viemos parar...”.

Outro ponto fraco desse evento  foi a internet para a imprensa. Simplesmente não funcionou direito e deixou muita gente na mão, sem poder acessar seus canais ou mandar material para os veículos. As marcas querem retorno de mídia, mas sem internet como isso é possível? Me desculpem os envolvidos, mas é completamente inadmissível um evento do porte do Rio Pro, que aconteceu em uma grande capital, não oferecer um serviço decente de internet.

O governo do estado já havia falado que patrocinaria o primeiro evento no Rio, mas que depois o pessoal da organização do evento deveria procurar por patrocinadores. Pois o governo já bancou o primeiro, o segundo e o terceiro evento no Rio enquanto a Billabong continua levando todo o nome e a identidade visual do evento. No Sul, em Santa Catarina, o governo já ciente da malandragem das marcas, diminuiu drasticamente o valor destinado aos eventos esportivos. Por lá, quem quiser fazer eventos, terá que pagar por isso. Se essa idéia pegar no Rio de Janeiro, a etapa brasileira pode balançar...

Lanche para quem passou o dia inteiro na praia fazendo imagens ou cobrindo o evento? Sem chance. Quem quisesse que fosse comer nos quiosques (caros e lotados) da Barra.  Kit com camiseta e boné do evento? Nem pensar. Os jornalistas que quisessem, podiam comprar na loja da Billabong com um desconto de 30% (??!!). Fui tentar pedir um kit desses para levar de presente para o pessoal de casa, mas não teve jeito. Mesmo sendo uma prática comum em todos os eventos do WT, no Rio nem isso rolou. Mas tudo bem, talvez eu só esteja sendo rabugento ou ranzinza, mas enfim, como dizia Geroge Orwell: "Jornalizmo é publicar algoque alguém não quer que seja publicado. todo resto é publicidade". Sei que é chato publicar coisas ruins, mas queria deixar claro que essas opiniões não são só minhas, escutei muita gente no espaços da imprensa reclamando bastante. Claro que a maioria não vai reclamar em suas matérias, pois seus veículos estão interessados demais nas verbas da Billabong, mas trabalhar sem estrutura, com uma internet ridícula e vendo dezenas de garotinhos e garotinhas desfilando na área de imprensa enquanto os profissionais da comunicação se acotovelavam para conseguir espaço, é no mínimo, desagradável. 

Aqui no Brasil, onde nosso povo paga uma nota para usar as bermudas de surf mais cara do planeta e bonés que custam mais de R$ 150, é triste ver algumas marcas sugando, abusando e inventando mil desculpas para não apoiar e nem patrocinar nada de relevante por aqui. Pior ainda, é ver essas mesmas marcas, que faturam milhões aqui no Brasil, deletarem importantes atletas de suas equipes e não pagarem seus próprios eventos com a velha desculpa furada de que a crise está afetando o setor. 

Reclamações a parte, a próxima etapa do tour acontece em Tavarua, Fiji, de 02 a 14 de Junho.

Resultado do Billabong Rio Pro 2013

1 Jordy Smith (Afr)
2 Adriano de Souza (Bra)

3 Gabriel Medina (Bra)
3 Mick Fanning (Aus)
5 Filipe Toledo (Bra)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Adrian Buchan (Aus)
5 Sebastian Zietz (Haw)
13 Miguel Pupo (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)
25 Ricardo dos Santos (Bra)
25 Messias Félix (Bra)
25 Gustavo Fernandes (Bra)

Ranking mundial do WCT depois de 3 etapas
1 Adriano de Souza (Bra) 18.500 pontos
2 Jordy Smith (Afr) 18.250
3 Mick Fanning (Aus), 18.200
4 Kelly Slater (EUA) 16.950
5 Taj Burrow (Aus) 15.700
6 Nat Young (EUA) 13.750
7 Filipe Toledo (Bra) 12.150
8 Joel Parkinson (Aus) 11.500
9 Michel Bourez (Tah) 11.000
10 Gabriel Medina (Bra) 10.000
22 Willian Cardoso (Bra) 5.700
23 Raoni Monteiro (Bra) 5.000
26 Alejo Muniz (Bra) 4.000