21 de agosto de 2011

Final de Semana de Grandes eventos

Agosto é mesmo o mês dos grandes eventos e quem gosta de acompanhar os campeonatos de surf, pela internet ou na praia, passou trabalho para ficar 100% antenado na participação de nossos atletas nos circuitos mundial e Pro Junior.


BILLABONG PRO TAHITI 2011 - TEAHUPOO

Jadson André fez a primeira apresentação brasileira do dia

O Round 1 do Billabong Pro Tahiti 2011 aconteceu nesse sábado, 20/08, em ondas de até 2 metros na famosa bancada de corais de Teahupoo. Os destaques foram CJ Hobgood e Julian Wilson, que pegaram tubos excelentes no Round de estréia. O Round 1 só não foi nada bom para os brasileiros. Todos perderam suas baterias e vão ter que tentar a sorte no tudo ou nada da repescagem.

Jadson André pegou bons tubos, mas nada pode fazer para frear o sul-africano Travis Logie, alternate que entrou na vaga de Bobby Martinez, que desistiu do evento. Jadson terminou na segunda colocação e agora enfrenta Patrick Gudauskas (EUA) na repescagem.

Ricardinho dos Santos, vencedor do trials, enfrentou o caioca Raoni Monteiro e o sul-africano Jordy Smith . Raoni mostrou quase nada nesse primeiro Round, enquanto Ricardinho surfou bem, mas não o suficiente para vencer um inspirado Jordy Smith. Raoni agora enfrenta Mineiro na repescagem enquanto Ricardinho pega o australiano Taj Burrow.

Heitor Alves foi outro que bateu na trave. Perdeu para o australiano Kai Otton e agora enfrenta outro aussie na repescagem, Chris Davidson.

Alejo Muniz por muito pouco não venceu na estréia. Pegou o melhor tubo da bateria, mas caiu no finalzinho. Quem se deu bem foi o Capitão América, Taylor Knox, o competidor mais velho e experiente do tour. Alejo agora enfrenta o australiano Matt Wilkinson no Round 2.

E, por fim, Adriano de Souza que surfou na última bateria do dia, em uma bateria em que o brasileiro simplesmente não conseguiu entrar em sintonia com as ondas. Josh Kerr começou surfando muito e entubando fundo. Ia levando fácil a bateria até que Julian Wilson pegou um dos melhores tubos do dia e garantiu sua presença no round 3. Mineiro se posicionou mal, escolheu ondas menores e acabou ficando em último lugar na sua bateria de estréia.

Round 2 - Repescagem

1 Jeremy Flores (Fra) x Heiarii Williams (Tah)
2 Taj Burrow (Aus) x Ricardo dos Santos (Bra)
3 Adrian Buchan (Aus) x Gabe Kling (EUA)
4 Owen Wright (Aus) x Adam Melling (Aus)
5 Joel Parkinson (Aus) x Brett Simpson (EUA)
6 Bede Durbidge (Aus) x Josh Kerr (Aus)
7 Michel Bourez (Tah) x Daniel Ross (Aus)
8 Adriano de Souza (Bra) x Raoni Monteiro (Bra)
9 Kieren Perrow (Aus) x Tiago Pires (Por)
10 Patrick Gudauskas (EUA) x Jadson André (Bra)
11 Alejo Muniz (Bra) x Matt Wilkinson (Aus)
12 Heitor Alves (Bra) x Chris Davidson (Aus)

Veja as fotos e os vídeos do Round 1 direto no site do evento:


http://billabongpro.com/tahiti2011/




IAN GOUVEIA VENCE O HURLEY PRO JUNIOR



Ian Gouveia voando na Prainha

Em São Francisco do Sul, norte de Santa Catarina, aconteceu o Hurley Pro Junior 2011, etapa seletiva para o mundial da categoria. A "Prainha" de São Chico foi o palco do evento que reuniu a elite Pro Junior do Brasil. E que show de surf!!

O Hurley Pro Junior foi finalizado com chave de ouro nesse domingo com a vitória de Ian Gouveia, no masculino, e de Gabriela Leite, no feminino. O evento foi muito disputado. Ian Gouveia venceu Filipe Toledo na semi-final e Marco Fernandez na final.

“Não estou nem acreditando, finalmente eu venci um campeonato e com certeza hoje é o dia mais feliz da minha vida, foi a minha maior conquista até agora estou preparado para disputar a vaga para o mundial na Bahia semana que vem”, declarou Ian Gouveia, que é filho de Fábio Gouveia, um dos grandes nomes do surf brasileiro e que com esta vitória assumiu a liderança do ranking na categoria feminina.

Na próxima semana, de 29 a 31 de agosto, em Salvador/BA, serão definidos os quatro surfistas masculinos e duas femininas que representarão o Brasil no Circuito Mundial Pro Junior 2011. A estes seis juntam-se os dois melhores juniores masculinos dentro do ASP One Ranking.


FINAL MASCULINA DO HURLEY PRO JUNIOR 2011:

Campeão: Ian Gouveia (PE) – US$ 2.500 e 500 pts no ranking Pro Junior ASP
Vice-campeão: Marco Fernandez (BA) – US$ 1.500 e 375 pontos


SEMIFINAIS – 2º = 3º lugar – US$ 1000 e 281 pontos:

1ª: Ian Gouveia (PE) 15,90 x 10,17 Filipe Toledo (SP)
2ª: Marco Fernandez (BA) 14,43 x 7,67 Caio Ibelli (SP)


FINAL FEMININA DO HURLEY PRO JUNIOR 2011:

Campeã: Gabriela Leite (SC) – US$ 900 e 250 pts no ranking Pro Junior ASP
Vice-campeã: Monik Santos (SC) – US$ 600 e 188 pontos


RANKING ASP SOUTH AMERICA – MASCULINO 2011 – 3 etapas:

01: Ian Gouveia (BRA-PE) – 895 pontos
02: Gustavo Machado (BRA-SC) – 868 pontos
03: Deivid Silva (BRA-SP) – 842 pontos
04: Filipe Toledo (BRA-SP) – 702 pontos
05: Marco Fernandez (BRA-BA) – 691 pontos
06: João Paulo Abreu (BRA-SC) – 589 pontos


RANKING ASP SOUTH AMERICA – FEMININO 2011 – 3 etapas:

01: Gabriela Leite (BRA-SC) – 766
02: Juliana Meneguel (BRA-SP) – 733 pontos
03: Monik Santos (BRA-SP) – 719
04: Kaena Brandi (BRA-SP) – 610
05: Natali Paola (BRA-SP) – 444

20 de agosto de 2011

Hurley Pro Junior 2011

A fotógrafa Juliana Oliveira nos enviou algumas fotos da elite Pro Junior treinando na Prainha de São Francisco do Sul, onde acontece o Hurley Pro Junior, etapa seletiva para o mundial da categoria. As fotos são da quinta-feira, 18 de agosto.


Os treinos foram intensos na Prainha. As ondas estavam na faixa de um metro e com boa formação, propício para muitos aéreos, a manobra preferida da molecada que ficou na água o dia inteiro.

O Hurley Pro Junior 2011 tem o patrocínio da Hurley, Governo do Estado, Secretaria do Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Prefeitura Municipal de São Francisco do Sul, Secretaria Municipal de Esportes, e conta com o apoio da Sumatra, Teahuppo, General Lyy, J. Bay, Surf Bar, Pousada Taipan, Hotel Vila Real, São Francisco Turismo Receptivo, Blood Stream, Hotel Porto de Paz, Maria Angelina Imóveis, Hotel Turismar, Restaurante Container Point, Restaurante Harry, Restaurante Rei do Frango, Pousada do Mar, e é organizado pela Associação Franciquense de Surf (AFS), Federação Catarinense de Surfe (Fecasurf) e ASP – Association of Surfing Professionals e a promoção da Revista Fluir, Site Waves e Jovem Pan.

A fotógrafa Juliana Oliveira tem 31 anos, é nascida na cidade de São Paulo e conta com o apoio do estúdio Vida Ativa Pilates - Francielli Miola, Blog Nas ondas com Banana, Estudio Ipanema Pilates, Revista Endorfina, SurfEscola de São Francisco do Sul, Nomad's Prainha e lojas Teahupoo Surf House.




RANKING ASP SOUTH AMERICA – MASCULINO 2011 – 2 etapas:

01: Gustavo Machado (BRA-SC) – 779 pontos

02: Deivid Silva (BRA-SP) – 704

03: João Paulo Abreu (BRA-SC) – 470

04: Victor Drews (BRA-SC) – 466

05: Filipe Toledo (BRA-SP) – 421

06: Ian Gouveia (BRA-PE) – 395

07: Thiago Guimarães (BRA-SP) – 375

08: Pedro Lani (BRA-SC) – 364



RANKING ASP SOUTH AMERICA – FEMININO 2011 – 2 etapas:

01: Juliana Meneguel (BRA-SP) – 592 pontos

02: Monik Santos (BRA-SP) – 531

03: Gabriela Leite (BRA-SC) – 516

04: Kaena Brandi (BRA-SP) – 469

05: Natali Paola (BRA-SP) – 352


Por mais educação dentro d´água!

É final de semana. Você chega na praia louco para pegar umas ondas. Ao chegar no pico, a cena é bizarra. No mesmo lugar rema uma multidão de “surfistas” com todo tipo de equipamento. Tem body surfers, body boarders, surfistas, longboarders, tem a galera do StandUp Paddle, do kite surf, do Waveski, do Kayak Surf e até uns malucos treinando tow-in com seus fedorentos jet skis. Nada contra nenhuma dessas modalidades, muito pelo contrário.

O surf vem do termo em inglês surface (superfície), e toda forma de esporte que desliza sobre a superfície da água de certa maneira também é surf. O grande problema é que todos os praticantes dessas modalidades se encantam pela emoção de dropar uma onda e andar em cima d´água e sempre querem mais. Todos se acham no direito ( e de fato têm esse direito) de remar pro pico e disputar as melhores ondas. E é aí que o bicho pega.

O surf sempre foi um esporte democrático, onde nunca importou se você era alto ou baixo, branco ou negro, rico ou pobre. O surf sempre foi um esporte sem diferenças sociais. Na água todo mundo era igual, todos tinham dois braços para disputar uma onda e se divertir. Os pranchões levavam certa vantagem, por ter mais velocidade de remada, mas nada de tão acentuado. Até porque os longboarders na grande maioria dos picos eram minoria.

Hoje o "mercado" do surf é gigantesco. Temos muito mais surfistas e muito mais ex-surfistas. Tem os jet skis, temos os kites, os stand ups, os longboards, os fun boards, as evolutions, as pranchinhas, os body boarders e os body surfers. Ah, tem ainda os Kayak surf e os waveskis. E ainda tem gente inventando prancha a motor, onde o surfista preguiçoso não precisa nem remar para entrar na onda. E ao contrário de tempos atrás, hoje quem tem mais dinheiro pode mais.

Veja o caso dos Stand Ups. A modalidade surgiu a poucos anos e virou moda em todo o mundo. Hoje o SUP está presente em praticamente todas as praias, o que trouxe uma nova reclamação: pela primeira vez na história do surf, com o SUP estabeleceu uma diferença sócio-econômica no line up. O que não falta hoje em dia é aquele playboy arrogante e prepotente, que dentro dágua com seus stand ups de R$ 4.000 e seus remos de R$ 500, a grande maioria deles sem muita habilidade e nenhuma educação, pega todas as ondas que quer. Por ter a facilidade tripla, de já estar em pé e ver a onda antes que todos, de ter uma prancha muito maior e com mais remada, e do uso dos remos, remam em todas as ondas da série, muitas vezes colocando todo a crowd em risco. O problema ainda piora quando a maior parte dos praticantes de Stand Up é formada por iniciantes e por ex-surfistas. (Explico, ex-surfistas são aqueles caras que já pegaram onda no passado, mas por estarem fora de forma ou por terem outras prioridades, acabaram abandonando o esporte. Eles aparecem na praia de vez em quando, com pranchas bem maiores para compensar a falta de preparo físico, e acham que por serem mais antigos tem a prioridade.) Os iniciantes não entendem direito as regras básicas de bom senso e a hierarquia do pico, enquanto os ex-surfistas querem descontar todo tempo parado e remam em todas as ondas.

Há também os kite surfers. Na maioria das vezes, o vento acaba separando surfistas e kite surfistas. E muitos praticantes do surf são também kite surfistas e vice-versa. Mas nem sempre. Há dias em que o crowd se mistura. O perigo é grande pois os caras vem literalmente voando e não tem muito tempo ou condição de desviar de quem está pegando onda. Em caso de acidente (e acidentes com kite frequentemente são fatais) tanto o kite surfer quanto os surfistas podem ficar enrolados nas linhas. O risco é gigantesco, principalmente por causa da velocidade.

O mesmo vale para os praticantes de tow-in de beach break, que querem aproveitar qualquer mar acima de um metro com o pretexto de treinar para os dias grandes. O problema acontece quando muitos deles, sem educação alguma (isso acontece principalmente em São Paulo) invadem o line up com pesados jet skis lançando surfistas nas ondas com uma velocidade absurda, o que pode fazer de qualquer acidente uma fatalidade. São os chamados mini-riders (o contrário dos big riders, esses sim praticantes de tow-in de ondas realmente grandes)

Essas atitudes deixam os surfistas desesperados, primeiro porque a disputa pelas ondas não é justa. E depois, porque existe um sério risco de alguém na crowd ser atingido por um Stand Up, por um kite ou por um jet ski.

Já vi inúmeros caras que já não surfavam há muito tempo, voltarem a surfar devido as facilidades do Stand Up e causarem acidentes feios. Quase fui atropelado por três vezes e já tive que sair da água porque os weekend stand up surfers remavam em TODAS as ondas sem deixar passar uma única onda até para os surfistas locais. A total falta de educação e de bom senso, quase sempre é daquelas pessoas que não moram na praia e quando lá chegam querem pegar o máximo de ondas possível. Os profissionais, os competidores e as pessoas de bom senso raramente causam esses problemas básicos de falta de educação.

Como muito bem disse o Túlio Brandão no site Waves, “ A Questão é que, com o desenvolvimento dos esportes de prancha, estamos chegando a uma encruzilhada. Ou o line-up se organiza e se respeita, ou rapidamente entrará em colapso. Se nada for feito, a melhor diversão já inventada pelo homem tende a se tornar apenas estressante e sujeita a acidentes diários, sem qualquer prazer.


Também no site Waves, Luciano Meneghello comenta: Rixas entre as modalidades de surf sempre existiram. Foi assim com o bodyboard e com o longboard, por exemplo. A diferença é que no caso do SUP, há realmente um grande risco à integridade física daqueles que estão no mar e a falta de bom senso de alguns praticantes de SUP acaba por denegrir a imagem do esporte.

Aqui no Brasil temos três problemas básicos:

- A falta de educação;

- A cultura do Beach break, onde todos remam desesperados para tentar achar uma onda boa, que pode quebrar em qualquer lugar;

- A falta de um trabalho nacional de divulgação de regras básicas de conduta dentro d´água;

O caminho, como já dizia o Ricardo Bocão há alguns anos atrás, é o esporte de menos potência sempre ter a prioridade. Jet skis não podem fazer tow in onde tiver gente surfando. O mesmo deveria valer para o kite e para o SUP. As pessoas que querem aprender o Stand Up deveriam procurar praias específicas, e seus praticantes deveriam pegar as ondas mais afastadas do grande crowd, evitando acidentes.

E não pensem que esse texto é contra os Stand Ups ou Jet skis que atrapalham os surfistas de pranchinha. Estes, por serem mais numerosos, são os mais agressivos e os mais sem educação. A maioria deles surfa muito menos do que pensam que surfam, são marrentos e querem as ondas todas para eles.

Claro que temos honrosas exceções em todas as modalidades, mas posso afirmar que o que falta em nossos line ups é a educação! Artigo que anda em falta em todas as esferas do nosso país. E quanto mais grana as pessoas tem, parece que menos educação precisam demonstrar.

Grande parte dessa culpa é das surfshops e da indústria do surf, que só se preocupam em criar modas e mercados, só querem vender mais e mais, e nunca pensaram em como organizar de forma inteligente essa suruba toda. O pensamento da vez parece este: O Stand Up é mais caro e dá mais lucro, vamos entupir as praias de Stand Up!!

Ou criamos (e divulgamos) regras claras e justas, ou vamos continuar (e certamente vai piorar) com essa prática selvagem de quem tem mais força faz o que quer dentro d´agua, o que é absolutamente contra o bom senso. Em muitas praias, o comportamento é quase selvagem, de tão agressivo. Pessoas apanham, tem suas pranchas e carros detonados e sofrem humilhação.

Outra idéia é dividir os esportes em diferentes praias, como acontece em alguns lugares. Praias para o surf e praias para o Stand Up; Jet Ski só quando não tiver ninguém na remada.

No mar, assim como no trânsito, precisamos de regras de educação e de segurança para evitar brigas e acidentes.

Até lá, que o localismo saudável de cada praia faça valer as regras de cada line up.

19 de agosto de 2011

Enquanto isso, no famoso mundo encantado da ASP


Há tempos se fala que está mais do que na hora de acontecer algumas mudanças radicais tanto no Circuito Mundial de Surf quanto na própria ASP, entidade que governa o surf mundial desde 1983. Os motivos são muitos:

- Nosso esporte ainda é organizado, administrado e visto como um esporte bastante amador;

- O circuito mundial tem "mãos e pernas" atadas com as mesmas empresas há décadas, impedindo que novas marcas e investimentos cheguem ao nosso esporte. O que é bastante conveniente para estas marcas;

- A qualidade das ondas este ano piorou visivelmente em função das marcas patrocinadoras estarem preferindo ficar perto do grande público em vez de ir atrás das ondas boas, como ocorria no antigo Dream Tour; Leia mais aqui: http://surfabout.blogspot.com/2011/05/as-andancas-do-tour.html

- Os julgamentos são subjetivos demais e NOME e seda de PATROCINADOR infelizmente ainda ganham baterias;

- Os eventos do Tour estão com seu formato desgastado e cada vez mais os não-surfistas entendem menos sobre o nosso esporte (E isso vale tanto para o grande público quanto para a mídia).

- As mudanças implementadas em 2010 ficaram confusas até para os competidores mais experientes;

- Ainda existe muita politicagem e uma certa dose de preconceito no World Tour. Mesmo que muitos neguem.

- Em nome da eterna contra-cultura, não existe qualquer tipo de anti-dopping e “atletas” podem competir utilizando todo tipo de drogas. Mesmo as drogas que tornam as disputas bastante injustas. (Aliás, o único caso de dopping registrado na entidade foi o de Neco Padaratz, em uma decisão bem preconceituosa da própria direção da ASP.)


Recentemente vários atletas da elite da ASP deixaram claro que estão insatisfeitos com o andar das coisas. Kelly Slater preferiu ficar pegando altas ondas em Fiji em vez de ir competir em merrecas sul-africanas. Dane Reynolds, mesmo sendo visto quebrando em diversos picos, continua alegando ainda estar lesionado e não apareceu em muitas das etapas desse ano. E agora essa semana, com o tour caminhando para o início da 5ª etapa do ano, Bobby Martinez e (novamente) Dane Reynolds afirmam que não vão a Teahupoo. Martinez, que já venceu em Teahupoo por duas vezes, disse que não vai competir em Teahupoo e que vai fazer sua última participação no tour da ASP na etapa de New York. Depois disso ele vai abandonar o circuito mundial até que haja mudanças significativas.

Leia aqui as reclamações de Bobby Martinez sobre o World Tour da ASP

http://espn.estadao.com.br/surf/noticia/105134_MUDANCAS+DA+ASP+REVOLTAM+BOB+MARTINEZ

http://cisurfboards.com/blog/2011/bobby-martinez-interview-making-the-uncut/


Há tempos também que se fala em um rebel tour. O 10 vezes campeão do mundo, Kelly Slater, já falou em mais de uma oportunidade que gostaria de fazer um circuito alternativo com eventos mais curtos, com melhores surfistas e com visibilidade e premiações bem maiores.

Saiba mais sobre essa história do Rebel tour de Kelly Slater com a ESPN aqui:

http://www.theaustralian.com.au/news/features/slater-leads-rebel-surf-tour/story-e6frg6z6-1225756557665

http://www.surfinglife.com.au/news/asl-news/2816-champions-rebel-tour-kelly-slater


Mas foi só Slater tocar nesse assunto que a ASP correu na frente e refez seu circuito, Modificou várias regras (ainda na metade de 2010) e tudo parecia que iria mudar. 2011 já começou diferente. Mas não melhor. As pontuações dos rankings não foram corretamente niveladas e muitos atletas da nova geração passaram a dizer que seu acesso a elite ficou ainda mais difícil.

Uma coisa é certa. O Circuito Mundial de Surf está confuso, os eventos estão longos demais, as novas praias do tour são inconstantes em termos de ondas e tudo isso está desagradando a muitas pessoas. Inclusive aos atletas. Há quem diga que está faltando sensibilidade e inteligência nessa gestão da ASP.

Qual será o futuro do surf competitivo?

Uma mudança radical na diretoria da ASP melhoraria o circuito mundial?

Um circuito mundial alternativo seria a saída?

Qual a seria o melhor caminho para o correto desenvolvimento do surf competição?

As perguntas são tantas quanto as incertezas. Enquanto isso parece que o antes tão badalado circuito mundial, começa a perder pretígio e alguns de seus maiores surfistas. Mesmo com a ASP aumentando substancialmente as multas para quem faltar a uma etapa. E que venha Teahupoo!!

17 de agosto de 2011

Filipe Toledo, o dono do Pier!

Huntington Beach, na Califórnia, USA, é um dos maiores palcos do surf competitivo moderno e talvez o maior centro da cultura surf mundial. Para os americanos, o Pier de Huntington Beach é o grande Maracanã do surf. Vencer em Huntington é conquistar respeito e visibilidade. Tanto que todas as estrelas do World Tour estavam lá.

Durante o evento, a nova geração do surf brasileiro não se intimidou e roubou a cena, com o nosso Filipinho Toledo, filho de outro grande surfista, o paulista Ricardo Toledo, vencendo o evento Pro Junior em cima dos melhores surfistas americanos.

Em homenagem a essa grande vitória, a Nike 6.0 preparou esse vídeo com a trajetória completa do atleta, desde a sua chegada ao aeroporto, o encontro com alguns de seus novos companheiros de equipe (Laura Enever e Carissa Moore), a intimidade no hotel e as vitórias emocionantes nas baterias até os momentos que antecederam a grande final, quando superou nomes de peso como Kolohe Andino (EUA), John John Florence (Haw) e Conner Coffin (EUA).


It's free

O brasileiro Kleber Estorilio mora a 5 anos no norte de Sydney, Austrália, onde produziu se dedica ao surf, aos vídeos e a fotografia.

“It’s Free” é um filme de surf dedicado aos surfistas de alma e a todas as pessoas que curtem a natureza. É também um projeto para incentivar as pessoas a começarem a usar a "Hierarquia de Resíduos" Reduzir, Reutilizar, Reciclar, para combater o aquecimento global.

O vídeo foi filmado e produzido por Kleber Estorilio e conta com a participação do músico Dudu Braga, outro brasileiro que vive na Austrália.

Apaixonado por surf, fotografia e vídeo, Kleber encontrou em Sydney, na Austrália, o cenário ideal para colocar em pratica um projeto antigo, utilizar o seu trabalho em prol do meio ambiente. A idéia inicial surgiu depois de ver tantas coisas boas e reutilizáveis sendo abandonadas na rua.

Altas ondas e uma boa idéia. Nosso planeta precisa demais de pessoas que lutem pela preservação e conservação da natureza e pela mudança de mentalidade. Precisamos cada vez mais de pessoas que salvem nossas praias e o nosso surf.



16 de agosto de 2011

Gabriel Medina imbatível na França!




Que fase do Gabriel Medina! Um super talento sem dúvidas.

Suas performances são espetaculares. A cada evento Medina, em cada bateria, Medina vem fazendo apresentações arrasadoras, que estão virando a mesa do surf mundial.

Na França venceu com sobras o Pro Junior Sooruz Lacanau Pro, mostrando que está um nível acima dos demais competidores. E já começou muito bem no WQS Masculino, que está rolando na mesma Lacanau.

Medina tem 17 anos e parece que já nasceu pronto e completo.

Um fenômeno do esporte.

Sem mais palavras.


Dá uma olhada nas notas do garoto:


ROUND 1 PRO JUNIOR

NOTAS 8.83 e 9.23


ROUND 2 PRO JUNIOR

NOTAS 9.97 e 9.97


ROUND 3 PRO JUNIOR

NOTAS 8.33 e 8.20


ROUND 4 PRO JUNIOR

NOTAS 9.47 e 8.50


QUARTAS PRO JUNIOR

NOTAS 9.33 e 7.57


SEMI PRO JUNIOR

NOTAS 10.00 e 10.00


FINAL PRO JUNIOR

NOTAS 9.00, 9.60, 9.83 e 10.00


ROUND 2 WQS

NOTAS 9.70 e 9.93


(O video acima foi filmado pelo pai do Medina. Nós surripiamos na cara dura do próprio Gabriel Medina, porque uma coisa dessas não dá para não mostrar)


Parabéns ao VideoGamedina, a sua família e patrocinadores.



15 de agosto de 2011

Ricardinho dos Santos vence o Trials do Billabong Pro Tahiti 2011


O surfista brasileiro Ricardinho dos Santos, catarinense local da Guarda do Embaú, venceu nesse domingo o Air Tahiti Nui VonZipper Trials e está garantido no Billabong Pro Tahiti, 5ª etapa do World Tour da ASP que inicia dia 20 de agosto na famosa onda de Teahupoo, Taiarupo, Tahiti.


Fotos: ASP

14 de agosto de 2011

SPLINTERS


Na década de 80 um piloto australiano deixou para trás uma prancha de surfe na vila costeira de Vanimo, Papua Nova Guiné.

Vinte anos depois, o surf não é apenas um pilar da vida na aldeia, mas também um meio de prestígio. Sem acesso ao progresso econômico ou educacional, muito menos a água encanada e energia elétrica, a vida da aldeia é hermética, fechada.

Um lugar na equipe nacional de surf de Papua Nova Guiné é a maneira de ver o resto do mundo. A única maneira.



Dirigido e filmado por Adam Pesce
Produzido por Perrin Chiles
Editado por Kim Roberts

facebook.com/​splintersmovie

13 de agosto de 2011

Ítalo Ferreira vence o Mormaii Pro Junior 2011

Ítalo Ferreira foi o grande campeão do Mormaii Pro Junior 2011



Sabadão de verão em pleno inverno catarinense. Assim começou o último dia do Mormaii Pro Junior 2011, segunda etapa da seletiva sul-americana para o mundial Sub-20 da ASP. O dia de sol forte, calor de 32 graus e com boas ondas de 2 a 3 pés começou tão bem que a organização do campeonato decidiu rodar o evento todo no sábado.

No masculino a vitória ficou com o potiguar Ítalo Ferreira, de 17 anos, atleta que vinha surfando muito bem desde o início do evento. Ítalo venceu Wesley Santos nas quartas, ganhou de Deivid Silva na semi e do capixaba Rafael Teixeira na grande final.

No feminino a vitória ficou com a pernambucana Monik Santos, de 19 anos de idade, que derrotou a paulista Kaena Brandi na final por 12.50 a 10.53.

Segundo a Federação Catarinense de Surf, "As seletivas sul-americanas deste ano classificam surfistas quatro surfistas masculinos e duas femininas para o Circuito Mundial Pro Junior 2011. A estes seis juntam-se os dois melhores juniores masculinos dentro do ASP One Ranking.

A próxima etapa é o Hurley Pro Junior 2011 entre os dias 19, 20 e 21 de agosto na Prainha, São Francisco do Sul, litoral Norte catarinense."


Resultado do Mormaii Pro Junior 2011

Masculino


1 Ítalo Ferreira (Bra)

2 Rafael Teixeira (Bra)

3 Deivid Silva (Bra)
3 Matheus Navarro (Bra)
5 Wesley Santos (Bra)
5 Filipe Toledo (Bra)
5 Caio Ibelli (Bra)
5 Yan Guimarães (Bra)

Feminino

1 Monik Santos (Bra)

2 Kaena Brandi (Bra)

3 Natali Paola (Bra)
3 Gabriela Leite (Bra)

Ranking sub-20 da ASP South America 2011 depois de duas etapas

Masculino

1 Gustavo Machado (Bra) – 779 pontos
2 Deivid Silva (Bra) – 704
3 João Paulo Abreu (Bra) – 470
4 Victor Drews (Bra) – 466
5 Filipe Toledo (Bra) – 421
6 Ian Gouveia (Bra) – 395
7 Thiago Guimarães (Bra) – 375
8 Pedro Lani (Bra) – 364


Feminino


1 Juliana Meneguel (BRA-SP) – 592 pontos
2 Monik Santos (BRA-SP) – 531
3 Gabriela Leite (BRA-SC) – 516
4 Kaena Brandi (BRA-SP) – 469
5 Natali Paola (BRA-SP) – 352


Dois belos momentos de Marco Fernandez

Filipe Toledo detonou mas não se achou na bateria das quartas, onde perdeu para Deivid Silva.

Ian Gouveia, vendo a Ferrugem do alto

Dia de verão em pleno inverno! Sol, calorão e altas ondas. O Mormaii Pro Junior foi abençoado!

Caio Ibelli em dois momentos: surfou muito mas acabou na 5ª colocação do Mormaii Pro Junior

Matheus Navarro venceu Caio Ibelli e ficou na 3ª colocação

Rafael Teixeira, rabiscando as esquerdas da Ferrugem

12 de agosto de 2011

Garopaba recebe o Mormaii Pro Junior 2011

Garopaba mais uma vez recebe a elite brasileira sub-20 para a realização do Mormaii Pro Junior, evento que já é uma tradição na cidade e que promete um show de surf na paradisíaca Praia da Ferrugem.

E para esquentar as turbinas da molecada, na quinta-feira (12/08) o canto norte da Praia do Silveira apresentou condições quase clássicas, com direitas longas, potentes e bem tubulares. As ondas estavam um pouco mais bonitas do que boas, mas quem teve atitude e uma boa leitura das ondas pegou verdadeiros expressos.


E hoje, sexta-feira 12/08, começou o primeiro dia de disputas no Mormaii Pro Junior. E o evento começou muito bem, diga-se de passagem: sol forte e altas ondas na Praia da Ferrugem, condição que deve permanecer para todo o final de semana.

O evento é válido pela segunda etapa da seletiva para o Mundial da categoria e oferece US$ 5.000 dólares para a categoria masculina e US$ 2.500 para a feminina.

O evento tem transmissão online pelo site da SurfPro


11 de agosto de 2011

Rip Curl Padang Cup 2011

Cup 2011O local Lee Wilson foi o campeão do Rip Curl Padang Cup 2011. As ondas estavam clássicas e o balinês Lee Wilson venceu Made Adi Putra (Bali), Anthony Walsh (Austrália) e Mustofa Jeksen (Bali) na final em Padang, Bali, Indonésia.

Bruno Santos, o único representante brasileiro na etapa, desistiu de competir em Padang em função de sua ida a Teahupoo, Tahiti, onde acontece a próxima etapa do World Tour da ASP.

Resultado do Rip Curl Padang Cup 2011

1 Lee Wilson (Bal)
2 Made Adi Putra (Bal)
3 Anthony Walsh (Aus)
4 Mustofa Jeksen (Bal)


9 de agosto de 2011

Ávila Surfboards



Essa semana chega ao Brasil o shaper Maurício Ávila, das pranchas Ávila Surfboards (Califórnia) e Bamboo Surfboards (Brasil) para fazer uma série especial de encomendas. O shaper chega no Brasil dia 10 e fica até o dia 23 de agosto.

Com mais de 15 anos de experiência fazendo pranchas de surf, Maurício já fez pranchas para as marcas como ...Lost, Xanadu, Aloha, Linden, Ezera, Bill Johnson, Surf Prescription e Rusty. E já viajou a trabalho para Austrália, Inglaterra, Espanha, Portugal, Itália e Japão.

Em Porto Alegre até o dia 23/08, Maurício vai produzir uma série de encomendas na fábrica da Auckland Surfboards.

Quem quiser aproveitar a oportunidade para encomendar o quiver pro verão pode entrar em contato com o Sérgio Ávila pelo fone (51) 9915.5131 ou pelo e-mail , ou ir direto na Fábrica da Auckland (Ramiro Barcelos, 192 - Porto Alegre – RS). Maurício Ávila vai trazer o tecido FGlass e o carbono direto da Califórnia, onde vive há mais de 10 anos. No ato da encomenda o cliente pode escolher se quer um jogo de quilhas FCS, ou um deck, ou um leash.

Para mais informações:
(51) 9915.5131
www.avilasurfboards.com
www.bamboosurfboards.com.br



Porto SKATE Alegre

Porto Alegre é uma capital que respira skate. Na cidade existem inúmeras pistas, desde as tradicionais pistas públicas até as modernas e bem cuidadas pistas privadas. Existe o skate de rua e o skate chic. Mas peraí, skate chic???!!! Em Porto, como os gaúchos carinhosamente chamam sua cidade, o skate vem alcançando um status nunca visto por essas bandas. Confere aí os novos points do skate gaúcho.

Andando pelas ruas de Porto Alegre, podemos ver que o segmento dos esportes radicais não para de crescer. A cultura radical já não é mais exclusiva de um pequeno grupo de pessoas. Hoje podemos observar o skate em suas mais diversas vertentes e estilos. Tem sempre muita gente andando no snake do Marinha, na pista do IAPI, nas pistas da Swell e em diversas outras pistas públicas. Isso sem falar na galera que anda nas ruas e praças da cidade.
Mas recentemente dois empreendimentos mudaram de vez a imagem do skate na cidade.

O primeiro deles foi o BANX, uma skate house pra lá de estilosa, totalmente voltada para o público mais radical. O local é a mistura perfeita de pub, loja e pista de skate no badalado bairro da Boa Vista. Além do excelente cardápio e das constantes festas e coquetéis, o BANX apresenta um bowl coberto e muito bem preservado.



O Banks fica na Al. Major Francisco Barcelos,127 e abre de terça a domingo, das 10h as 23h59min. Mais informações: http://www.banx.com.br/


E o mais novo lançamento do skate gaúcho é o COMPLEX, um complexo de lazer envolvendo pistas de skate, loja e um bar/restaurante mexicano. O projeto surge como um divisor de águas no cenário nacional e traz uma pista com estilo e qualidade (um banks e um snake) numa área de aproximadamente 750m² de pura diversão. Quem foi até lá jura que o empreendimento é de outro mundo.
O vídeo abaixo, produzido pela Jacked Movies, apresenta o lugar



O complex fica na Av. Protásio Alves, 3.839 e abre todos os dias, das 10h as 23h59min. Mais informações: http://www.thecomplex.com.br/

8 de agosto de 2011

Kelly Slater vence o 2011 US OPEN


Encerrou nesse domingo, 07 de agosto, o US OPEN OF SURFING, o maior e mais tradicional evento de surf dos Estados Unidos. A etapa Prime do circuito mundial da ASP é uma das mais ricas e também uma das mais legais do ano. Pensa num grande evento de surf, pois esse é o US OPEN.


O espetáculo mais uma vez foi inesquecível. A multidão na praia, o tamanho da estrutura, a presença maciça da mídia e a valorização do surf mais radical. Ao mesmo tempo, shows, skate e uma série de atrações especiais. O US OPEN mais uma vez roubou a cena ao apresentar alguns dos melhores momentos do surf competitivo mundial. Mesmo nas merrecas, as manobras e a técnica apurada dos atletas da elite deixaram muita gente de queixo caído. As ondas estavam sempre pequenas, de 3 a 4 pés, e o que contou mesmo foi a dedicação e a criatividade dos surfistas. Muita gente não conseguiu encaixar o surf nas valinhas. E falando em dedicação, criatividade, competência e repertório de manobras, o que falar de Kelly Slater? Ninguém sequer chegou perto de Slater. O careca 10 vezes campeão do mundo, que desde 1996 não vencia no Píer de HB, ontem simplesmente patrolou seus adversários. Kelly Slater provavelmente venceu a final mais fácil de sua vida, ao eliminar o australiano Yadin Nicol pela diferença de 16.27 a 2.57.

O domingo começou com ondas pequenas e com boa formação para a realização das quartas-de-final do evento. E que show de surf!






QUARTAS-DE-FINAL

Na primeira bateria das quartas, Dusty Payne (HAW) venceu o americano Tanner Gudauskas por 13.93 a 10.10, resultado que complica a vida de Tanner na busca pela classificação para o WT 2012.

Na segunda, o americano Kelly Slater travou uma disputa acirrada com o australiano Taj Burrow. Foi uma grande bateria e quem se deu melhor foi Slater, que venceu por 15.50 a 15.27. Taj, que não agüenta mais perder para o careca, enlouqueceu. Ficou brabo, socou a água e saiu da água completamente decepcionado com os juízes, que valorizaram mais as ondas do Slater. Foi a primeira vítima do Mind Game de Slater.

Na terceira bateria, Kolohe Andino x Dane Reynolds. Os dois queridinhos do surf americano deveriam ter feito a bateria mais sensacional do evento, mas não fizeram. Surfaram um feijão com arroz requentado. Ambos errando bastante. Kolohe foi quem surfou as melhores ondas e passou a bateria.

Na quarta bateria e última bateria das quartas, Yadin Nicol venceu o sul-africano Royden Bryson por 11.60 8.26.

SEMI-FINAL

KELLY SLATER (USA) 17.94 X DUSTY PAYNE 14.90 (HAW)
A bateria já começou disputada. Entrou uma onda pro Dusty Payne e o Kelly veio por baixo, remando de longe, cortou a frente do havaiano e pegou a primeira da bateria. Ali o Dusty já perdeu a cabeça. Dusty mostrou vontade e teve seus momentos de liderança, mas Kelly soube, com maestria, virar o resultando a seu favor. Slater mandou as mesmas manobras que Dusty Payne, mas as executou de forma impecável. Até agora, comparando as notas das ondas de Kelly Slater e Dusty Payne nos vídeos, não entendo o critério dos juízes. As manobras do Slater foram mais limpas, mais altas, mais no crítico, e receberam pouco mais de um ponto de diferença em relação as ondas do havaiano. Diferenças a parte, Kelly venceu essa fácil. E surfando mais moderno que os moderninhos.

YADIN NICOL 13.44 (AUS) X KOLOHE ANDINO 12.87 (USA)
Tinha tudo para o kolohe Andino vencer a disputa surfando em casa e fazer a tão sonhada final do US OPEN contra o ídolo nacional (e mundial) Kelly Slater. Kolohe soube escolher bem as ondas mas surfou sem muita pressão e errou demais, enquanto Yadin, foi mais consistente, surfou com mais power e acabou com o sonho de Kolohe.

FINAL FEMININA

SALLY FITZGIBBONS (AUS) 14.23 X LAKEY PETERSON (USA) 12.40

A atual número 2 do mundo, Sally Fitzgibbons, contra a vencedora da categoria Junior, Lakey Peterson. Na final, Sally soube trabalhar melhor as ondas e apresentou um surf mais consistente. Com as notas 7.50 e 6.73 Sally se sagrou a grande campeão do 2011 US OPEN, a última etapa do ano para elas.

FINAL MASCULINA

KELLY SLATER 16.27 (USA) X YADIN NICOL 2.57 (AUS)

O que dizer dessa bateria. Ao que parece, o famoso Mind Game do careca, que veio enlouquecendo seus adversários desde o início do evento, paralisou de vez Yadin Nicol. Kelly surfou sozinho toda a bateria sem que Yadin demonstrasse qualquer reação. Slater, surfando de quadriquilha, surfou 8 ondas e somou as notas 8.50 e 7.77, enquanto Yadin dropou 3 ondas, e somou míseros 0.77 e 1.80. Que surra! Mesmo com a derrota Yadin saiu amarradão.
Slater venceu o US OPEN, continua freak (como nunca) e surfando mais que os outros (como sempre). Slater levou o cheque de U$ 100.000 destinado ao campeão e Yadin ganhou U$ 20.000 pela segunda colocação. Kelly continua sendo o maior e melhor surfista de todos os tempos. Se ele quiser, ganha fácil mais 3 títulos mundiais.
O melhor brasileiro no US OPEN foi o paulista Thiago Camarão, que acabou na nona colocação.

Nike US Open of Surfing Men’s Final Result:
1 – Kelly Slater (USA) 16.27
2 – Yadin Nicol (AUS) 2.57

Nike US Open of Surfing Men’s Semifinals Results:
SF 1: Kelly Slater (USA) 17.94 def. Dusty Payne (HAW) 14.90
SF 2: Yadin Nicol (AUS) 13.44 def. Kolohe Andino (USA) 12.87

Nike US Open of Surfing Men’s Quarterfinals Results:
QF 1: Dusty Payne (HAW) 13.93 def. Tanner Gudauskas (USA) 10.10
QF 2: Kelly Slater (USA) 15.50 def. Taj Burrow (AUS) 15.27
QF 3: Kolohe Andino (USA) 10.44 def. Dane Reynolds (USA) 10.33
QF 4: Yadin Nicol (AUS) 11.60 def. Royden Bryson (ZAF) 8.26

Nike US Open of Surfing Women’s Final Result:
1 – Sally Fitzgibbons (AUS) 14.23
2 – Lakey Peterson (USA) 12.40

Nike US Open of Surfing Women’s Semifinals Results:
SF 1: Lakey Peterson (USA) 14.67 def. Carissa Moore (HAW) 14.60
SF 2: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.46 def. Coco Ho (HAW) 14.16

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Veja as
fotos e os vídeos direto no site do evento:
http://www.usopenofsurfing.com/

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Resultado do Nike US Open 2011 (Fonte: Waves)

1 Kelly Slater (EUA)
2 Yadin Nicol (Aus)
3 Dusty Payne (Haw)
3 Kolohe Andino (EUA)
5 Taj Burrow (Aus)
5 Dane Reynolds (EUA)
5 Tanner Gudauskas (EUA)
5 Royden Bryson (Afr)
9 Thiago Camarão (Bra)
13 Jessé Mendes (Bra)
13 Miguel Pupo (Bra)
13 Jadson André (Bra)
13 Hizunomê Bettero (Bra)
25 Adriano de Souza (Bra)
25 Wiggolly Dantas (Bra)
37 Junior Faria (Bra)
37 Alejo Muniz (Bra)
37 Jano Belo (Bra)
37 Pedro Henrique (Bra)
49 Leo Neves (Bra)
49 Bernardo Pigmeu (Bra)
73 Caio Ibelli (Bra)
73 Raoni Monteiro (Bra)
73 Heitor Alves (Bra)
73 Willian Cardoso (Bra)
73 Ricardo dos Santos (Bra)
99 Tomas Hermes (Bra)
99 Filipe Toledo (Bra)
101 Messias Félix (Bra)
109 Yuri Sodré (Bra)
117 Jerônimo Vargas (Bra)
117 Jean da Silva (Bra)

7 de agosto de 2011

Filipe Toledo é o campeão Junior do US OPEN OF SURFING



Praia lotada em Huntington Beach para assistir o US OPEN OF SURFING, etapa prime da ASP em um dos maiores palcos de surf dos Estados Unidos, o píer de Huntington Beach, Santa Bárbara, California. O evento é prime, mas dá um show nas etapas do WT em termos de profissionalismo: estrutura, criatividade, atrações, televisionamento e muitas atrações. A visibilidade do US OPEN é gigantesca e todos querem vencer essa etapa, até porque as grandes revistas e as muitas das grandes marcas estão localizadas a poucas quadras do Pier. Vencer esse evento é garantia certa de grande visibilidade e status.

Nesse sábado, dia 06 de agosto, aconteceram as finais Pro Junior do US OPEN.

A final feminina, como bem disse o Júlio Adler durante as transmissões em português, foi uma final Leave a Message: Lakey Peterson (USA) x Malia Manual (HAW) x Laura Enever (AUS) x Coco Ho (HAW), todas elas estrelas do filme da Nike 6.0. A bateria final foi bastante disputada e quem se deu bem foi a Lakey Peterson, que se sagrou campeã Junior do US OPEN ao somar 16.07.

A final masculina foi o ápice deste sábado. Os dois melhores surfistas americanos, Kolohe Andino (USA) e John John Florence (HAW), Conner Coffin (USA) e o Campeão Mundial Mirim, o brasileiro Filipe Toledo, o surfista mais jovem da bateria, com 16 anos de idade. E apesar da pouca idade, Filipinho não deu nem conversa para as “estrelas douradas” do surf americano e, em duas ondas, abateu seus adversários com categoria. Filipe Toledo mandou dois aéreos reverse no crítico da onda e somou 15.17 na final para ser o campeão Junior do US OPEN.

Vale lembrar que faz poucos dias que Filipe assinou contrato com a Nike 6.0, como noticiamos aqui. Pois ele mal assinou o contrato e já trouxe o primeiro importante título pra casa. Isso é o que chamamos de um ótimo início!

Veja mais direto no site do evento: www.usopenofsurfing.com


Nike US Open of Surfing Round of 12 Results:

Heat 1: Tanner Gudauskas (USA) 12.00 def. Richard Christie (NZL) 9.26
Heat 2: Taj Burrow (AUS) 11.10 def. Evan Geiselman (USA) 10.90
Heat 3: Kolohe Andino (USA) 16.10 def. John John Florence (HAW) 12.17
Heat 4: Yadin Nicol (AUS) 11.60 def. Thiago Camarao (BRA) 8.87

Nike US Open of Surfing Pro Junior Men’s Final Result:
1 – Filipe Toledo (BRA) 15.17
2 – Kolohe Andino (USA) 13.96
3 – John John Florence (HAW) 13.47
4 – Conner Coffin (USA) 11.44

Nike US Open Pro Junior Women’s Final Result:
1 – Lakey Peterson (USA) 16.07
2 – Malia Manuel (HAW) 12.67
3 – Laura Enever (AUS) 12.36
4 – Coco Ho (HAW) 3.66