14 de agosto de 2014

Gabriel Medina e Miguel Pupo detonando nas ondas de Maresias


Veja o vídeo direto no SurfOnLine

Coréia do Norte abre suas portas para os surfistas


Leia mais direto no SurfOnLine

10 de julho de 2014

J-BAY OPEN – WCT 2014



Está rolando na clássica onda de Jeffrey´s Bay, África do Sul, a sexta etapa do World Championship Tour 2014, o J-BAY OPEN. O campeonato começa sempre pelas 2:30 da madrugada no horário do Brasil. Acompanhe aqui os links oficiais do evento: 

Foto: Kirstin Scholtz / ASP



26 de maio de 2014

A ladainha da Tainha


Durante 2 meses (até o dia 15 de julho) o surf e os demais esportes náuticos estão proibidos em muitas praias de santa Catarina por causa da temporada de pesca da tainha.

Clique aqui e entenda um pouco mais sobre esse polêmico assunto.

Shapeshifter, as rabetas removíveis de David Barr



Mudou de rabeta, mudou de prancha. Isso não é novidade. Agora imagine uma prancha em que você pudesse fazer correções, adaptações, testes e treinos, simplesmente trocando a rabeta de sua prancha. Uma revolução ou uma besteira? Quanta diferença um design de rabeta pode fazer em favor de seu surf?

veja a matéria completa aqui

Line up: Moçambique (SC)


O Surf-Reporter Artur Dobairrol, gaúcho radicado em Florianópolis, Santa Catarina, aproveitou o intervalo entre as ondulações do outono para registrar a Praia do Moçambique sob uma outra perspectiva. Inspirado no havaiano Clarck Little, Dobairrol aproveitou as ondas pequenas mas bem encaixadas do Moçamba para registrar aquele momento mágico e único das ondas quebrando no line up.

Veja a matéria completa e o resto das fotos aqui: http://surfonline.com.br/news/gerais/2014/05/line-mocambique/

Wiggolly Dantas vence o Quiksilver Saquarema Prime



O local de Ubatuba Wiggolly Dantas venceu o Quiksilver Saquarema Prime hoje nas ondas de Itaúna, Saquarema, Rio de janeiro. O paulista venceu o havaiano Keanu Asing na final e venceu o primeiro evento prime de 2014.
Veja a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/news/competicoes/2014/05/wiggolly-dantas-vence-o-quiksilver-saquarema-prime/

4 de maio de 2014

Greg Longe vence o XXL Ride of the Year


Conheça os vencedores do Billabong XXL Big Wave Awards 2014.
Veja a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/news/ondas-grandes/2014/05/greg-longe-vence-o-xxl-ride-year/

30 de abril de 2014

Heitor Alves sem patrocínio


Algumas coisas são inexplicáveis no mundo do surf. Ver um atleta do calibre de Heitor Alves sem patrocínio é uma delas.
Veja a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/news/mercado/2014/04/heitor-alves-indonesia-2014/

Silveira vista de cima


Nada como ver um point break visto de cima. 
Praia da Silveira clássica, filmada por um drone. O video é da Fly Filmes
Veja o video aqui: http://surfonline.com.br/news/gerais/2014/04/sobrevoando-silveira/

13 de abril de 2014

Michel Bourez vence em Margaret River e medina continua na liderança do ranking

Foi finalizado em Margaret River, West Austrália, o Drug Aware Margaret Pro, a segunda etapa do circuito mundial da ASP. Com ondas de 4 a 6 pés, o taitiano Michel Bourez surfou muito forte e venceu sua primeira etapa no tour. Quem também gostou desse resultado foi o brasileiro Gabriel Medina, que após duas etapas continua na liderança do ranking mundial.

Muita gente gostaria de ter visto uma final em The Box, mas a verdade é que Margaret não decepcionou. Não foi o clássico que muita gente gostaria de ter visto, mas tinha altas ondas.

Michel Bourez mostrou o surf mais agressivo do campeonato. Suas manobras tinham paixão e raiva. Há tempos seu surfe vem chamando a atenção, mas em Margaret River o taitiano provou que ele de fato merece estar entre a elite. Para chegar ao título, Bourez venceu Nat Young nas quartas, Kelly Slater na semi e Josh Kerr na grande final.

O julgamento continua dando suas resbaladas. Na bateria das quartas entre Bede Durbidge e Josh Kerr, muita gente questionou a escolha dos juízes. Na bateria entre Kelly Slater e Joel Parkinson, ficou óbvia a diferença de performance, mas as notas foram muito próximas. 

A próxima etapa do tour acontece agora de 16 e 27 de abril, em Bell’s Beach, Austrália. O brasileiro Adriano de Souza defende o título da competição entre os homens e a havaiana Carissa Moore tenta manter a taça entre as mulheres.

Fotos: ASP
Video: ASP


Medina segue na liderança do ranking - Foto: ASP/Cestari


QUARTAS


Bede Durbidge (AUS) x Jordy Smith (ZAF) – Tanto Bede quanto Jordy chegaram nessa etapa com a 24ª colocação no ranking e com muita de vontade de subir algumas posições.  A bateria começou lenta e com ondas médias: 3 pontos na primeira do Bede, 6.00 na primeira do Jordy e 5.67 na segunda onda de BD.  Jordy assumiu a liderança em uma direita de 4 boas manobras, todas no crítico da onda e marcou 8 pontos.  Bede tentou uma reação, fez 6 manobras em uma direita um pouco menor e marcou 7.67. Sem a prioridade, BD ainda pegou uma direita de 3 manobras, marcou 7,63 e assumiu a liderança da bateria.  Jordy Smith, que esperou demais a bateria toda, ficou sem uma segunda boa nota e acabou perdendo mesmo com a maior nota do confronto.  Bede Durbidge venceu por 15.30 a 14.00, conquistou a primeira vaga da semi e também empatou seus confrontos com Jordy: agora são 5 vitórias pra cada lado.  Jordy Smith sai de Margaret com a 13ª colocação no ranking WCT.

Bede Durbidge - Foto: ASP/Cestari


Gabriel Medina (BRA) x Josh Kerr (AUS) – O líder Gabriel Medina contra o australiano número 9 do ranking.  Os dois surfistas chegaram as quartas fazendo uma boa campanha em Margaret River. A bateria começou com um aéreo não completado de Josh Kerr, uma nota 5.17 pro Medina e um 6.33 pro Josh Kerr com um rasgadão. Josh Kerr pegou uma onda regular, marcou 4.50 e assumiu a liderança da bateria. Medina deu sua resposta em uma direita com 3 manobras fortes de backside e marcou 5.60. Josh Kerr trocou de prancha, e já na primeira onda ampliou sua vantagem marcando 7 pontos. Faltando 14 minutos, Medina precisava de 7.73 para virar. Medina tentava, mas as ondas não encaixavam. Josh Kerr, experiente e íntimo de Margaret River, liderou até o final da bateria. Medina não achou uma boa onda e acabou eliminado nas quartas-de-final. Medina e Josh Kerr já haviam se enfrentaram 7 vezes, com 4 vitórias de Josh Kerr e 3 de Gabriel Medina.  Medina vai para Bells com um 1º e um 5º, um início nada mal para o brasileiro, que continua liderando o ranking mundial.




Kelly Slater (USA) x Joel Parkinson (AUS) – Slater, então número 5 do mundo, contra Joel Parkinson, o vice-líder do ranking. Essa é uma bateria que sempre sai faísca. A rivalidade entre os dois é grande e tem um título mundial ainda entalado na garganta de Slater.  Desde o título de 2012, vencido por Parko no ano em que Slater tinha três vitórias e Parko somente uma (conquistada depois da conquista do título), em cada bateria entre os dois, Slater fez questão de mostrar quem é o verdadeiro campeão. A bateria começou com uma boa onda de Slater. O careca mandou a primeira manobra, pegou um bom tubo, e enquanto toda praia esperava para ver se ele completaria ou não a onda, Slater saiu de dentro do tubo direto para uma batida: 8.43 e a praia e os locutores delirando com a habilidade e com a leitura de onda do careca.  Parko mandou 3 bonitas rasgadas, não variou muito as manobras e marcou 6.67. Kelly pegou outra boa onda, deu duas boas manobras e quase completou uma junção cabulosa: 7.10. Joel pegou uma onda de 3 manobras regulares e mandou seu tradicional claim, e ganhou 8.77 dos juízes. 15.53 a 15.44. Slater dominou a bateria do início ao fim. Apesar da pouca diferença de pontos, o surfe de Slater foi muito superior ao surfe apresentado por Joel Parkinson. Faltando 3 minutos para o fim, Slater comprou uma onda furada de Joel, não fez uma boa onda e deixou a prioridade nas mãos do australiano, que precisava de 6.76 para virar o resultado. Para a sorte de Slater (e de Medina), as ondas pararam. Kelly Slater venceu, conquistou a 3ª vaga da semi e impediu Parko de assumir a liderança do tour.  Kelly e Parko já se enfrentaram 15 vezes, com 10 vitórias de Slater contra 5 de Parko. Com a derrota de Parko, Medina garantiu sua permanência na liderança do ranking.  Se Slater vencesse o evento, poderia empatar com Medina na liderança do ranking. Joel continua em 2º no ranking.

Nat Young (USA) x Michel Bourez (PYF) – O americano número 9 do ranking contra o taitiano número 13 do mundo.  Michel Bourez começou a bateria com ondas bem fortes, manobrando sempre com muito Power, mas suas notas foram apenas regulares: 6.33, 4.00 e um 6.67. Nat Young não se entendeu com sua prancha, fez duas ondas baixas e trocou de prancha, demorou demais para iniciar o confronto e mesmo quando as ondas entraram, ele não conseguiu aproveitar muito bem. A prancha ainda não estava no pé ele novamente trocou de prancha. Michel Bourez liderou fácil a bateria do início ao fim. As ondas inconstantes influenciaram muito nesse confronto. Michel Bourez venceu e levou a última vaga na semi. Nat Young sai de Margaret com a 7ª colocação no ranking.


SEMI

Bede Durbidge (AUS) x Josh Kerr (AUS) – Essa bateria foi pra água pela 8ª vez. Josh Kerr havia vencido por 6 vezes enquanto Bede Durbidge havia vencido apenas uma. A semi começou com ondas fracas.  Josh Kerr começou a bateria com um 5.50, mas logo em seguida pegou uma ótima onda, detonou e marcou 8.83. Bede Durbidge tinha um 6.67 e um 7.07, mas ainda precisava de pelo menos 7.27 pontos para virar a bateria, que ainda estava na metade. Faltando 7 minutos, Kerr tentou um aéreo e não conseguiu. Na onda de trás, Bede Durbidge mandou um layback, uma rasgada e uma boa batida na finalização: ganhou 7.80 e a liderança da bateria, mas não por muito tempo.  Josh Kerr deu sua resposta numa boa onda de 3 manobras em que ele marcou 6.27 e recuperou a bateria. Sem mais tempo, Bede Durbidge acabou ficando na semi e fecha o seleto grupo dos TOP 10 do ranking WCT 2014. Josh Kerr avançou e conquistou a primeira vaga na final do Drug Aware Margaret River Pro.

Kelly Slater (USA) x Michel Bourez (PYF) – A segunda semi começou com uma onda regular de Slater: 6.33. Logo na seqüência Kelly dropou uma boa direita, rasgou forte, passou uma sessão muito difícil, mandou um manobrão chutando a rabeta e ainda finalizou com um reentry: 5.67. Michel Bourez não se encontrava na bateria e tinha um 0.50 e um 0.70. Bourez começou sua reação com uma nota 6.67. Slater ainda pegou uma ótima onda, manobrou muito forte e marcou 8.83. Na metade da bateria, Bourez ainda precisava de 8.40 para virar. Kelly ainda fez um 7.07 e aumentou a diferença. Faltando 6 minutos para o término, Bourez pegou uma onda grande, rasgou muito forte, mandou um snap bem forte, um floater em um momento difícil da onda e uma rasgada não completada: 9.37. Michel Bourez acabou virando o jogo e literalmente tirou a vitória das mãos de Slater e a chance do careca empatar com Medina na liderança do ranking.  Agora são 7 vitórias para Slater e 4 para Bourez.  Com dois quintos em duas etapas, Slater é o número 5 do ranking.


Michel Bourez e Josh Kerr, finalistas do margaret River Pro - Foto: ASP/Cestari

FINAL

Josh Kerr (AUS) x Michel Bourez (PYF)

Josh Kerr e Michel Bourez só haviam se enfrentado 3 vezes, com duas vitórias de Bourez contra uma de Josh Kerr. Em Margaret River os dois se enfrentaram mesmo para ver quem seria o mais novo campeão de uma etapa do World Tour. Ambos já haviam chegado a duas finais e desta vez um deles sairia como campeão. E o nervosismo foi explícito. Josh Kerr começou nervoso, pegou várias ondas com notas que iam do fraco ao regular: 3.33, 3.17, 0.93, 0.63, 4.13, 0.50 e 5.07.  Michel Bourez começou com uma nota 4.00 e esperava por uma onda boa. E esperou bastante, até que dropou uma boa direita, mandou uma rasgada forte, outra rasgada, um cutback pequeno e uma batida incompleta: ganhou 6.33 e a liderança da bateria. Faltando pouco mais de 10 minutos, Michel Bourez pegou mais uma onda boa, mandou duas manobras, mas caiu na terceira: 7.57. Faltando 7 minutos para o término, Josh Kerr pegou uma onda boa, rasgou forte na primeira manobra e bateu meio estranho na segunda manobra: 7.37. Michel Bourez estava iluminado, marcou um 8.33 e venceu seu primeiro evento no tour da ASP e fez a festa em Margaret River. Com a vitória, Michel Bourez é o Top 4 do ranking WCT 2014.

Michel Bourez, campeão do Margaret River Pro 2014 - Foto: ASP/Cestari




10 de abril de 2014

The Box no WCT

Gabriel Medina - Foto: ASP/Kirstin

DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO, 2ª etapa do WCT 2014, chega a sua reta final em Margaret River, Austrália. O líder do ranking, Gabriel medina, é o único brasileiro nas quartas-de-final do evento.

Medina conquistou sua vaga nas quartas ao vencer no Round 4 o local Yadin Nicol e o brasileiro Miguel Pupo, em Margaret River.


Gabriel Medina é o único brasileiro nas quartas-de-final 
do DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO. Foto: Kirstin/ASP


THE BOX 

O Round 5 do DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO trouxe uma novidade para o tour: pela primeira vez na história, a perigosa e desafiadora onda de The Box entrou em um evento WCT. 

Mudar o evento para The Box foi bom para o público, que ganhou em espetáculo vendo os atletas da elite enfrentar tubos realmente desafiadores, e bom para os atletas que já estavam acostumados a enfrentar essas ondas. Mas essa decisão tornou as coisas mais difíceis para alguns dos surfistas, que não tinham muita (ou nenhuma) experiência no pico. Quem não treinou, se deu mal.


Na primeira bateria do R5, Jordy Smith e Miguel Pupo se encontraram em uma bateria bastante favorável ao sul-africano, mais experiente nessas ondas. Miguel Pupo nunca havia surfado ali antes e isso ficou nítido na bateria.  Jordy Smith saiu pegando tubos enquanto Miguel Pupo começou a bateria com algumas vacas, uma delas impressionante. Faltando 5 minutos Pupo pegou dois tubos curtos e marcou suas primeiras notas, mas não foi suficiente. Jordy avançou e Miguel deixou o evento na 9ª colocação, outro bom resultado para o brasileiro, que começou o ano com um 5º na Gold Coast.  


Miguel Pupo teve que aprender a surfar The Box em plena bateria. 
Uma onda nada fácil para um goofy. Foto: ASP/Cestari

Na 2ª bateria, dois surfistas experientes em The Box: o local Yadin Nicol contra o também australiano Josh Kerr. E foi Kerr que saiu na frente alguns tubos: 6.17,  4.50 e  um incrível 8.17. como o local Yadin Nicol só tinha um 4.50 e um 4.97, teve que assistir a vitória de Josh Kerr, que surfou muito a vontade durante todo o confronto. Ele adora esse pico!  

Na 3ª bateria, o experiente Joel Parkinson contra o estreante em The Box Filipe Toledo.  A disputa começou bonita. Parko abriu com um tubão e marcou um 8.17. Filipinho começou com um dois tubos: 4.17 e 8.23. Ambos estavam bem a vontade dentro d ´água. Parko fez um 8.43 e voltou para a liderança. Overscored? Talvez. Mas a segunda onda do Filipe não vinha. Filipe ficou precisando de um 8.38 e assim finalizou a bateria. Além de mostrar muita atitude, Filipinho acabou o evento na 9ª colocação, seu melhor resultado até agora. 



Na última bateria do Round 5, o especialista em ondas cilíndricas Michel Bourez contra o guerreiro brasileiro Adriano de Souza. O tahitiano escolheu melhor as ondas e saiu na frente com dois belos tubos, um 6.50 e um 7.83. Adriano escolheu só as pequenas ondas e as notas não saíram.  

Todos os brasileiros perderam suas baterias em The Box. Será que faltou treino e intimidade com a onda? Parece que sim.

O evento recomeça com a realização das quartas-de-final e para coroar o campeão dessa segunda etapa do WCT 2014. e as baterias das quartas já valem todo e qualquer esforço: Bede Durbidge contra Jordy Smith, o estrategista australiano contra o talentoso sul-africano. Gabriel Medina enfrenta o australiano Josh Kerr. Medina defende a liderança do tour, mas se o evento for em The Box, Medina corre mais riscos. Kelly Slater contra Joel Parkinson, uma bateria que sempre sai fogo antes mesmo de entrar na água. E na última bateria das quartas, Nat Youg x Michel Bourez, o garoto revelação de 2013 contra tahitiano o especialista em ondas cilíndricas. Imperdível.


Quartas-de-final1.a: Bede Durbidge (AUS) x Jordy Smith (AFR)
2.a: Gabriel Medina (BRA) x Josh Kerr (AUS)
3.a: Kelly Slater (EUA) x Joel Parkinson (AUS)
4.a: Nat Young (EUA) x Michel Bourez (TAH)

9 de abril de 2014

West Oz Free Surf with Nicol and Florence

Yadin Nicol and John John Florence em uma sessão de freesurf  em um lay day durante o Drug Aware Margaret River Pro.


8 de abril de 2014

Ondas e tubarões. This is Austrália

Primeiro foi no freesurf de Kelly slater em The Box, quando um tubarão passou do ladinho de Slater enquanto o 11vezes campeão do mundo surfava um tubo. 

Agora foi com Adriano de Souza, o Mineirinho, que postou essa foto abaixo, onde ele aparece remando e dividindo a onda com um dos locais mais temidos do pico.

Tudo isso agora durante essa semana na Austrália, onde está rolando o Margaret River Pro, 2ª etapa do WCT 2014. 

A Australia tem sido muito criticada em sua atitude de incentivar matança de tubarões, principalmente porque muitas espécies de tubarão estão sofrendo com a excessiva pesca industrial e com o comércio ilegal de barbatanas. 

Apesar do convívio de certa forma pacífico entre surfistas e tubarões, não dá pra facilitar. Não se sabe ao certo se são mesmo tubarões ou se parecem com tubarões. Todos sabem que o oeste australiano abriga uma impressionante concentração de tubarões, inclusive o branco, e que alguns encontros, como podemos ver, são perfeitamente possíveis. qual será a postura da ASP em relaçao a segurança de seus atletas? Que repercussão isso terá em um país que vem sendo criticado por incentivar a matança de tubarões? Waves & Sharks. This is Australia!

Como dizia o ex-surfista profissional Teco Padaratz, em sua palestra no congressurf:  "as premiações deveriam ser maiores para os surfistas. Um jogador de golf corre, na pior das hipóteses, o risco de ser picado por uma abelha, e se ganhar o evento ganha 1 milhão de dólares. Já um surfista enfrenta mares perigosos, ondas poderosas em cima de corais afiados e corre o risco de encontrar com tubarões. E se ganhar o evento, ganha fácil 10 vezes menos que um jogador de golf." Faz sentido.

O evento pode ser assistido aqui (no Brasil a partir das 20 hs)
http://www.aspworldtour.com/events/2014/mct/649/drug-aware-margaret-river-pro/live





Foto: Baronisfilmes/Instagram e Facebook de Adriano de Souza

7 de abril de 2014

GoPro Challenge Margaret River - Kelly Slater x The Shark?

Tem coisas que só a GoPro proporciona. Enquanto Kelly Slater surfava um tubo pra direita em The Box, um reflexo não muito difícil de identificar passa pela câmera (aos 17 s desse vídeo) espiando Sater no tubo. Se foi mesmo um tubarão ou não, não podemos afirmar. Uma coisa é certa: todos conhecem a fama de Margaret River em relação aos tubarões brancos.

18 de março de 2014

Where is Sancho? French Caos


Surfers:Jeremy Flores, Benjamin Sanchis, Shane Dorian and Laurent Pujol
Film and edited by Pietro Franca and Vince K.
Aditional footage: Judith Emanuel
Music: Black Rebel Motorcycle club

12 de março de 2014

Gabriel Medina sai na frente na briga pelo título mundial de 2014.

 Gabriel Medina começa o ano como o numero 1 do mundo. Foto ASP/Sherman


Não teve para ninguém. O brasileiro Gabriel Medina começou o ano com força total e estreou com vitória já na primeira etapa do WCT 2014, evento que rolou na Gold Coast australiana. Com um surfe de manobras fortes, Medina venceu o local hero Joel Parkinson na grande final e começou o ano liderando o ranking mundial. Além de Medina, Adriano de Souza e Miguel Pupo também começam o ano entre os top 5 do ranking mundial da ASP.

Ao vencer o evento Medina fez história na Gold Coast como o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título do Quiksilver Pro Gold Coast (Jacqueline Silva, em 2004, foi a primeira brasileira a vencer na Gold Coast), a etapa de abertura do circuito mundial, e o segundo goofy footer a vencer nas direitas da Gold Coast. Isso tudo em seu primeiro campeonato na volta de sua contusão.

Na Austrália Gabriel Medina surfou como um guerreiro e venceu os maiores surfistas australianos em sua própria casa. Nas quartas Medina venceu o local hero e atual campeão mundial Mick Fanning, na semi Gabriel venceu a lenda do surf australiano Taj Burrow e na final venceu o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, também local da Gold Coast. Foi um arrastão brasileiro em praias australianas.

Joel Parkinson mais uma vez termina o evento como 2º colocado, mas surfou com grande maestria e foi um dos melhores surfistas de todo o evento.


Quem também brilhou foi Adriano de Souza, surfista que vem em uma grande fase. Depois de três excelentes atuações nas 3 etapas do circuito WQS, Mineiro acabou o evento na 3ª colocação, venceu Kelly Slater duas vezes seguidas e eliminou o 11 vezes campeão mundial do evento ao vencê-lo nas quartas-de-final. Mineiro só parou na semi, derrotado por um “imparável” Joel Parkinson. Mineiro lidera o ranking unificado e ocupa a 3ª posição no ranking do WCT 2014, empatado com o australiano Taj Burrow. A propósito, faz tempo que Slater não consegue vencer Mineiro.

 
A pentacampeã mundial Stephanie Gilmore começa o ano na liderança do ranking. Foto ASP/Cestari

ROXY PRO – Entre as meninas, a vencedora foi a pentacampeã mundial, Stephanie Gilmore, que venceu a etapa pela 5ª vez na Gold Coast. A sul-africana Bianca Buitendag fez sua primeira final no WCT e ficou com a segunda colocação. Carissa Moore e Lakey Peterson ficaram com a 3ª colocação.
A próxima etapa do WCT acontece em Margaret River, Australia, de 2 a 13 de abril.



Resultado do Quiksilver Pro 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 CJ Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Miguel Pupo (Bra)


Resultado do Roxy Pro 2014

1 Stephanie Gilmore (Aus)
2 Bianca Buitentag (Afr)
3 Carissa Moore (Haw)
3 Lakey Peterson (EUA)


Ranking do World Tour 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
4 Adriano De Souza (Bra)
5 Mick Fanning (Aus)
6 Kelly Slater (EUA)
7 C.J. Hobgood (EUA)
8 Miguel Pupo (Bra)
9 Nat Young (EUA)
10 Josh Kerr (Aus)
11 Freddy Patacchia (Haw)
12 Mitch Crews (Aus)
13 Julian Wilson (Aus)
14 Michel Bourez (Tah)
15 Owen Wright (Aus)
16 Adrian Buchan (Aus)
17 Jeremy Flores (Fra)
18 Adam Melling (Aus)
19 Kolohe Andino (EUA)
20 Jadson André (Bra)
21 Travis Logie (Afr)
22 Dion Atkinson (Aus)
23 Tiago Pires (Por)
24 Jordy Smith (Afr)
25 Kai Otton (Aus)
26 John John Florence (Haw)
27 Filipe Toledo (Bra)
28 Sebastian Zietz (Haw)
29 Bede Durbidge (Aus)
30 Matt Wilkinson (Aus)
31 Alejo Muniz (Bra)
32 Aritz Aranburu (Esp)
33 Raoni Monteiro (Bra)
34 Brett Simpson (EUA)


4 de março de 2014

HUVr - O futuro chegou?


Quem se lembra do skate voador do Marty McFly no filme De volta para o futuro 2? Essa "invenção", sonho de milhares de adolescentes durante os anos 80 e 90, pode estar mais perto do que nunca. Isso é o que promete o HUVr, um skate antigravidade, que permite que as pessoas voem sobre a superfície, tal qual fazia o astro do filme Back to the Future 2. 
Realidade ou viral? Com tantas celebridades envolvidas e com tantos elementos do filme, parece que essa história é mesmo boa demais para ser verdade. Até o momento não se sabe se é real ou se é só uma jogada de marketing. Há quem diga que o vídeo tem ligações com o lançamento do novo tênis da Nike, que se amarra sozinho, igual ao tênis de McFly no mesmo filme. Outras pessoas dizem que pode ser um teaser para uma nova versão do filme, outras pessoas falam que pode ser um viral para o novo videogame de Tony Hawk e existem diversas outras teorias dos "especialistas" da rede. O fato é que não se tem notícia nem sobre a tal empresa e nem sobre esse tipo de tecnologia.

Embora o site diga que as imagens são reais, que o produto tenha sido uma criação do MIT Physics Graduate Program e que o video traga o endosso do do cantor Moby, do atleta Terrell Owens, do astro do skate Tony Hawk, tem muito mais gente desconfiando do vídeo do que acreditando em tão revolucionário produto. Principalmente porque no site oficial do HUVr existe a seguinte declaração: the inclusion of any products or services on this website at a particular time does not imply or warrant that these products or services will be available at any time.”

Até o momento não foram encontrados registros oficiais ou provas concretas de que o produto seja mesmo de verdade. Mas quando o Tony Hawk fala, todos escutam.



As referências ao filme estão em todas as partes: a utilização do Delorean, o carro-máquina-do-tempo do filme, a presença de Christopher Lloyd, o professor maluco dos filmes e no relógio do tempo, que aponta a data de chegada do novo brinquedinho: Dezembro de 2014. 

Se for verdade, é absolutamente fantástico.
Mais informações direto na fonte: http://huvrtech.com



27 de fevereiro de 2014

Para onde caminha o circuito mundial?



Nesse dia 1º de março começa na Austrália o WCT 2014. Depois de um ano de inércia em 2013, onde nem a antiga gestão saiu da entidade e nem a nova gestão (ZoSea) assumiu seriamente as rédeas do tour, 2014 começou com várias mudanças. Nem todas boas.

A primeira mudança significativa foi o anuncio da Samsung como patrocinadora do circuito mundial, que agora se chama "Samsung Galaxy ASP World Championship Tour". 

Depois vieram as notícias de que Jeffrey´s Bay retorna ao circuito, no lugar da etapa de Bali. E ontem o anuncio de que a GoPro seria outra nova patrocinadora do WCT. A ZoSea havia prometido mudanças na captação recursos e novos patrocínios, e essas mudanças vieram. Enfim as grandes marcas começam a chegar ao circuito, antes bancado (e absolutamente fechado) pelas marcas que todos conhecem (Billa, Quik e Rip). 

Pois bem, mais dinheiro no tour e novos patrocínios aparentemente são coisas muito boas para o esporte. Mas será que todas as notícias são boas? Não é o que parece.

O circuito mundial hoje, para quem não sabe, (e grosseiramente falando) é da Quiksilver e do Kelly Slater. A tal “Associação” dos surfistas profissionais, que na verdade sempre foi uma empresa privada, foi comprada e hoje é administrada pela ZoSea, empresa comandada por ex(?)-membros da Quiksilver. 

A primeira notícia que chamou a atenção pela arbitrariedade, foi a escolha de Owen Wright para levar a vaga de wildcard, que aparentemente seria mais justa para o Glenn Hall, que surfou mais eventos que Owen em 2013, ficou na sua frente no ranking e que se machucou durante um evento da ASP, enquanto Owen se machucou em uma sessão de freesurf e só surfou e eventos em 2013. Kelly Slater foi para a mídia, defendeu que a vaga deveria ser de Owen, que este já havia disputado o título mundial e que merecia a vaga. A maioria concordou com o Kelly e o Owen subiu para o tour em 2014.
Só que sabe-se lá como, o aussie foi colocado como seed#14, enquanto Tiago Pires, o outro wild card, foi colocado como seed#34. Ou seja, Owen Wright já começa o ano como Seed#13, uma posição parecida com a sua colocação em 2012. O australiano, que quase não surfou no circuito em 2013,  já começa o ano sendo privilegiado e melhor colocado do que a grande maioria dos surfistas que disputaram o circuito o ano inteiro. Não sei como a ASP explica isso, mas decididamente isso não parece justo. O que será que pensam os outros surfistas a respeito disso? Estão todos participando das decisões como “sócios” da entidade?

A segunda notícia que causou inquietação foi que as mudanças mais esperadas pelo público, não vão mesmo rolar. Depois de um longo período de julgamentos tendenciosos e imprecisos, com claro favorecimento em diversas baterias, a grande maioria dos fãs do WCT esperavam mudanças nessa área. E elas não vieram. Aparentemente o Head Judge Richie Porta continua no cargo (mesmo depois de ser o maior responsável por julgamentos pra lá de polêmicos). 

Como disse o blog RealSurfing: “Great, great news for guys like Joel Parko and Julian Wilson: improved scores on the way, boys!!!”

Também pegou mal o caso de Lewis Samuels. O jornalista, tão respeitado pelo público, mal estreou na ASP e já puxaram seu tapete. Tanto seu Power Ranking quando sua participação foram deletadas da entidade. Lewis foi censurado! Falava verdades demais. 



Ninguém falou sobre isso, e essa também vimos pelo Realsurfing. Ao que parece, os atos de violência continuam a ser de certa forma incentivados pela ASP, que continua passando a mão na cabeça dos agressores. Em 2014, durante a etapa do WQS da Australia, o australiano Stuart Kennedy agarrou o pescoço do havaiano Kainoa Igarashi em plena bateria. Os comentaristas, que são mais cargos de confiança da entidade do que comentaristas de verdade, nada falaram. Ah, esqueci: eles não podem falar coisas negativas durante as transmissões. Por outro lado eles podem falar sem parar que os brasileiros são agressivos e que fazem muitos claims.

A última bomba da ASP veio hoje, via SwellNet, que divulgou o e-mail que a ASP enviou para a mídia durante o credenciamento para o Quiksilver Pro, o 1º evento oficialmente executado pela ZoSea. Nas entrelinhas, quase escondido, o seguinte ponto:

I hereby assign in full the rights to all audio, visual, still image or moving content I generate at the Event to ASP.”  Ou seja, ao selecionar “eu concordo”, você estará tendo a honra de atribuir a totalidade dos direitos dos conteúdos de aúdio, vídeo ou foto para a ASP. Suas fotos, vídeos ou entrevistas não serão mais suas, serão da ASP. E sem nenhuma compensação monetária.

Ao que parece, a ASP não vai mais permitir que empresas ou pessoas possam ganhar dinheiro com a marca ASP. Ou seja, se a Red Bull ou a Ford, ou qualquer outra marca que patrocine os atletas do tour, quiserem usar as imagens de seus atletas nos eventos do circuito mundial, não podem mais. E aqui fica uma dúvida intrigante: nesse caso os surfistas agora podem passar a valer menos para as marcas? Ou não?

Quem estava esperando um circuito mundial melhor, com ondas novas, com eventos mais dinâmicos ou com formatos diferenciados, e principalmente com julgamentos mais precisos, parece que vai ter de continuar esperando.

E só para acrescentar, quando o Kelly Slater e Terry Hardy (empresário de Slater e hoje um dos sócios da ZoSea) tentaram implementar em 2010 o Rebel Tour, o havaiano Andy Irons e o australiano Taj Burrow encabeçaram uma “rebelião contra o Rebel Tour”. Nem o Andy, nem a maioria dos outros competidores, queria um circuito comandado (direta ou indiretamente) por Slater. Muito menos enquanto ele fosse competidor. Mas sem um sujeito com a atitude e o carisma de Andy Irons, o Rebel Tour finalmente triunfou e os americanos agora estão no comandando do surf mundial. Se vai ser bom ou não para o esporte, só o futuro dirá. Mas essas primeiras impressões não parecem muito boas.