5 de abril de 2018

HELLS BELLS! ITALO CAMPEÃO, LÍDER DO RANKING E FANNING FORA DO TOUR

WSL / KIRSTIN SCHOLTZ



O Rip Curl Pro Bells 2018 terminou em grande estilo nessa quinta-feira, 5 de abril, com a emocionante final entre Italo Ferreira (BRA) e Mick Fanning (AUS). Já seria uma grande final tanto pelo que os dois vinham apresentando durante todo o evento, como pela qualidade das ondas, mas esse duelo culminou na primeira vitória de Italo Ferreira no circuito mundial e na aposentadoria de Mick Fanning, um dos maiores nomes da história do surf mundial.




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HELLS BELLS

Bells Beach é uma das ondas mais famosas do mundo. Suas direitas longas e perfeitas encantam os homens há décadas. Bells é também o palco de um campeonato clássico, a etapa mais antiga e tradicional do circuito mundial que desde 1961, sempre na Páscoa, recebe esse evento. A partir de 73 o campeonato de Bells passou para o status de evento profissional e desde então a história do surf mundial tem passado pelas linhas de Bells Beach. O troféu dessa etapa, o famoso Sino, é um dos troféus mais desejados do ano porque nessa onda meus amigos, não é qualquer um que vence.  

Todos conhecem a fama, a perfeição e a importância das ondas de Bells e Winkipop, ondas que testam as curvas e as habilidades dos competidores e que constroem a reputação de um surfista.

Competir em Bells é especialmente difícil porque não dá muita margem para erros, porque raramente prestigia os goffies e porque não revela seus segredos para os iniciantes do tour. Umaonda linda se se ver, ótima de se surfar, mas  uma onda difícil de competir. Velocidade, leitura de onda, técnica apurada, equipamento correto, talento... todos os atributos serão exigidos e serão necessários.

Quando as ondas estão realmente boas, tanto Bells quanto Winkipop são ondas fenomenais, mas geralmente as ondas podem ser bem cheias e foi o que aconteceu durante quase todo esse evento. O que poderia ser um espetáculo de grandes ondas e de grandes manobras virou um monótono campeonato de rasgadas e cutbacks.  E quase poderíamos resumir o campeonato a isso se não fossem três nomes: Italo Ferreira, Filipe Toledo e Gabriel Medina. Não é ufanismo, é pura constatação. Esses três surfistas, mesmo que os resultados digam outra coisa, surfaram com outro nível de agressividade e velocidade. Mick Fanning esbanjou técnica, experiência e mostrou que vai se aposentar ainda tendo um dos mais altos níveis de surf do mundo.





FINAL DAY


No último dia de competições ondas grandes, pesadas, perfeitas e os surfistas finalmente tiveram pistas a altura de uma final em Bells.

Apesar do evento todo morno, o último dia de competições apresentou ondas bem melhores e as grandes manobras começaram a sair. 

QUARTAS

O dia abriu com as quartas de final masculina. Patrick Gudauskas (USA) fez uma belíssima apresentação, sua melhor no tour até o momento, e venceu Michel Bourez (PYF) de virada por 11.67 a 11.44; Mick Fanning (AUS) surfou muito bem na bateria contra Owen Wright (AUS) e venceu a disputa por 13.77 a 9.33. A galera delirava na praia a cada onda de Fanning; Italo Ferreira (BRA) foi monstruoso em sua bateria contra Ezekiel Lau (HAW) e ganhou a disputa por 17.86 a 11.50; Gabriel Medina (BRA) derrotou o português Frederico Moraes por 15.73 a 15.00. Uma bateria bastante disputada, mas com sutis, mas grandes diferenças na linha de surf de ambos os atletas. 

SEMI

Na primeiro a bateria da semi, Mick Fanning venceu o norte-americano Patrick Gudauskas por 16.50 a 9.67. Fanning dominou a bateria e surfou com muita superioridade. O melhor soldado australiano do primeiro ao último dia... Veja essa bateria aqui

Na segunda semi um duelo brasileiro Italo Ferreira x Gabriel Medina. Medina já tinha vencido duas. Italo, talvez por isso, com muito mais vontade. Gabriel surfou muito forte e somou 6.50 e 7.60. Italo surfou muito mais forte e somou 9.17 e 6.83. Vitória arrasadora (e na hora certa). Veja essa bateria aqui




OS FINALISTAS

Italo e Fanning chegaram nas finais com méritos incontestáveis. Ambos fizeram um campeonato arrasador em Bells. O australiano de frente e o brasileiro de costas para a onda. Um começando sua carreira no circuito mundial, outro encerrando seu ciclo como competidor. Tanto Italo e Fanning se destacaram em suas chaves e chegaram à grande final com favoritismo. Isso mesmo, ambos! Italo apesar de ser goofy footer e até então sem vitórias no tour, estava surfando muito mais que todo mundo. Mick Fanning também chegou à final surfando muito bem, mas era um mestre nesse tipo de onda e fecharia ali sua carreira como competidor full time do tour. Italo na dura batalha de fazer um goofy footer vencer em Bells (coisa rara) e Fanning se preparando para uma grande festa no evento de seu patrocinador, na onda que o lançou para o mundo e com uma torcida apaixonada na praia. Felizmente a final proporcionou boas ondas para ambos os surfistas que definitivamente mostraram porque estavam fazendo a final do evento. Fanning surfou com maestria. Italo surfou para vencer.  Uma final que muitos nunca esquecerão.

Italo Ferreira começou o ano com um 13º na Gold Coast, foi campeão em Bells e agora está empatado com Julian Wilson na liderança do ranking mundial (surfando muito mais do que o australiano, diga-se de passagem). Também vale dizer que o Italo, até o momento, mostrou uma superioridade incrível nas duas primeiras etapas e vem se mostrando uma “fábrica de high scores” em qualquer condição de mar. Vai para Margaret River com confiança e com a lycra amarela.





OS CAMINHOS QUE LEVARAM ATÉ A FINAL

Italo estreou no Round 1 perdendo para o Gabriel Medina, os dois surfando muito bem; No Round 2 Italo eliminou com facilidade seu antigo rival Michael Rodrigues (BRA); No Round 3 eliminou o brasileiro Filipe Toledo em uma bateria-espetáculo; No Round 4 passou em segundo, novamente atrás de Gabriel Medina; Nas quartas de final Italo derrotou Ezekiel Lau (HAW) que vinha fazendo um excelente evento; Na semifinal Italo virou o jogo contra Medina na hora certa e venceu Medina ; e na final Italo venceu o australiano Mick Fanning no dia da sua festa de aposentadoria. Uma campanha muito forte, sempre com excelentes apresentações, sempre surfando com força, velocidade, agressividade e radicalidade. Mais dentro do critério impossível.

Fanning estreou com vitória no Round 1; venceu Sebastian Zietz (HAW) no Round 3; venceu Gudauskas (USA) e Wilko (AUS) no Round 4; eliminou Owen Wright nas quartas; derrotou Patrick Gudauskas (USA) na semi fazendo uma grande bateria e só só foi vencido na final diante da explosão do surf de Italo Ferreira. Um grande evento, uma grande carreira, muitos grandes exemplos e o mundo do surf todo reverenciando esse que foi um dos maiores nomes do surf mundial.

Essa foi a primeira vitória de Italo Ferreira no tour, a segunda de um brasileiro em Bells Beach, e a 32ª vitórias brasileira no circuito mundial.



WSL / ED SLOANE


PALAVRAS DO ITALO:

“Eu nem consigo acreditar ainda nisso tudo. É incrível, a minha primeira vitória, o Mick Fanning é meu ídolo, nossa, estou muito feliz”

“Eu tenho trabalhado duro nos últimos anos. Lembro da minha primeira final com o Filipe (Toledo) em Portugal (em 2016), estava tão perto da vitória, mas agora consegui. O ano passado foi difícil pra mim, por causa da minha lesão depois da Gold Coast, que me deixou de fora por dois meses. Foi terrível e trabalhei muito forte para me recuperar, então agora é o melhor sentimento, muita felicidade pela vitória neste lugar incrível e contra um cara iluminado na final, um herói”

“Eu só quero dizer obrigado Deus e dedicar essa vitória a minha família, minha namorada e todas as pessoas que tem me apoiado ao longo desses anos”

“Eu sou uma pessoa muito feliz por ser este o meu trabalho e eu só tentei fazer o meu melhor nas ondas que surfei em cada uma das baterias. Eu sabia que tinha que continuar assim na final e o Mick (Fanning) é um dos meus surfistas favoritos, o melhor concorrente e só tenho que agradecer a ele por tudo que já fez para o nosso esporte”


WSL / KELLY CESTARI



PALAVRAS DO FANNING

“Foi um momento muito especial poder estar na final com toda essa torcida e melhores amigos aqui, mas estou feliz em ver o quanto essa vitória significou para o Italo (Ferreira), foi uma das melhores coisas que eu já vi em Bells”
“Foi muito divertido surfar com todos que competi nesse evento, o Seabass (Sebastian Zietz), o Paddy Gudang (Patrick Gudauskas), o Wilko (Matt Wilkinson), o Owen (Wright). Foi realmente especial porque me sentia surfando com um amigo e foi incrível ver e sentir todo o apoio dos fãs. Obrigado a todos que tornaram isso tão memorável, foi uma carreira incrível e agradeço a todos”.



MENINAS

Entre as meninas o título ficou entre a brasileira/havaiana Tatiana Weston-Webb e a australiana Stephanie Gilmore (AUS). Também entre as meninas um duelo de gerações. Tatiana surfou bem, mas a vitória (apertada) ficou com Stephanie Gilmore. 

Abrasileira Silvana Lima fez um excelente evento em Bells, finalizou na 3ª colocação e é a atual Top 7 do ranking.






BAFORADAS

Que início de ano do Italo. Mostrou superioridade nas duas primeiras etapas, surfou bem, competiu bem e mostrou tanto na Gold Coast quanto em Bells sua principal característica: ele nunca entra no mar para perder

Que emocionante ver um grande ídolo do esporte como o Mick Fanning se aposentar do tour. Dentro e fora d´água um grande surfista, um grande competidor e um grande campeão. Teria sido o final de carreira mais perfeito da história (com vitória e com a liderança do ranking) não fosse um potiguar arretado.

A Surfer Magazine fez um tributo fotográfico para o Mick Fanning. Recomendo https://www.surfer.com/features/a-tribute-to-mick-fannings-historic-career/https://www.surfer.com/features/a-tribute-to-mick-fannings-historic-career/

Não fossem os juízes haveriam brasileiros nas duas primeiras finais do ano, afinal o Tomas Hermes venceu aquela semi contra o Ace


O ranking atualizado pode ser visto aqui

22 de março de 2018

JULIAN WILSON VENCE O QUIK PRO GOLD COAST



Depois de um verão de abstinência, os eventos da WSL voltaram e a primeira das 11 etapas de 2018 foi finalizada. O Quiksilver Pro Gold Coast, primeiro dos três eventos australianos, acabou com uma final australiana, com Julian Wilson campeão do evento e Adrian Buchan como vice.

Antes de começar a falar sobre esse campeonato, vale a pena dizer que 2018 começou com algumas novidades no tour. A WSL trocou de CEO, trocou de Head Judge, mudou a distribuição de pontos em cada fase, a repescagem do Round 5 foi eliminada, a piscina de ondas do Kelly entrou no tour, o Mick Fanning anunciou sua aposentadoria e o Brasil é hoje a nação com o maior número de participantes na elite mundial.

Como acontece há séculos (isso é uma brincadeira), o circuito começa na Gold Coast australiana. Quase sempre na famosa bancada de Snapper Rocks, às vezes também em Kirra. Ninguém questiona a qualidade dessas ondas, tanto Snapper quanto Kirra são ondas longas e de altíssima qualidade, a primeira favorece as manobras e a segunda os tubos. O problema dessa etapa é que nem sempre ela apresenta ondas tão boas durante os campeonatos da WSL. Dessa vez até rolou um daqueles clássicos em Snapper, mas o evento acabou mudando para Kirra. Algumas pessoas disseram que foi uma tremenda mancada da WSL, algumas pessoas disseram que a WSL fez o correto e algumas pessoas disseram que a mudança favoreceria justamente os surfistas que não vinham se destacando nas manobras. O fato é que o campeonato mudou pra Kirra e as finais rolaram com boas ondas. Não estava clássico, nenhum dos surfistas conseguiu colocar duas notas no padrão excelente, mas tinha boas ondas (Nada clássico como muitas mídias publicaram).  

O campeonato começou com ondas difíceis e muita correnteza e a maioria dos “tops” passou trabalho para mostrar uma linha de surf acima da média. Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Mick Fanning foram os melhores nomes do primeiro dia e surfaram bem acima da média. O restou remou. Literalmente.


No segundo dia o round 2 rolou em ondas menores, mas melhores. A repescagem contou com 4 campeões mundiais e com 9 brasileiros lutando para continuar no evento. Medina, Mineiro, Michael Rodrigues, Willian Cardoso e Tomas Hermes venceram seus confrontos na raça e avançaram na competição.  Ian Gouveia, Caio Ibelli, Yago Dora e Jesse Mendes perderam suas baterias e deram adeus a competição com a 25ª colocação (assim como o campeão mundial John John Florence). Jessé deveria ter passado, mas os juízes, ah os juízes...

No Round 3 o time brasileiro perdeu Willian Cardoso, Italo Ferreira e Gabriel Medina. Mais da metade do nosso “time” perdeu nas fases iniciais do evento e muita gente já tem um primeiro descarte já na primeira etapa. Mas também teve quem se conectou bem com as ondas de \Snapper Rocks Tomas Hermes, Filipe Toledo, Adriano de Souza e Michael Rodrigues surfaram muito bem e avançaram na competição. Filipe sempre puxando o ritmo e os limites. Mineiro foi o único brasileiro eliminado no Round 4.

Até o Round 4 o campeonato rolou em Snapper Rocks. Filipe Toledo foi o melhor surfista de todo o evento até aqui, Tomas Hermes e Michael Rodrigues pareciam estar surfando em casa e Owen Wright estava com o surf muito encaixado, sempre fazendo boas notas. Se eu pudesse dizer que o surf tem alguma lógica, diria que o campeonato estaria entre esses quatro competidores.

Nas quartas de final o mar subiu bastante e a organização do decidiu transferiar o evento para Kirra. O evento deixou de lado as manobras para investir nos tubos. Muita gente disse que foi cagada da WSL porque Snapper quebrou clássico. Muita gente defende a ida para Kirra, apesar das poucas notas excelentes nesse dia. Adrian Buchan, sempre constante, eliminou Owen Wright e garantiu a primeira vaga na semi. Tomas Hermes eliminou Filipe Toledo, até então o melhor surfista da competição e foi para sua primeira semifinal na WSL já em seu evento de estreia. Julian Wilson eliminou Michel Rodrigues com a primeira nota bastante inflada e Griffin Colapinto eliminou Michel Bourez fazendo a única nota 10 da competição.

Tomas Hermes e Griffin Colapinto, dois novatos no tour, chegaram as semifinais do evento derrubando verdadeiros gigantes pelo caminho. Tomas, surfando com sua Xanadu Viper, eliminou Joan Duru (FRA, eliminou Kolohe Andino (USA), Eliminou Mick Fanning (AUS) e eliminou o brasileiro Filipe Toledo. Griffin Colapinto venceu de John John e Mikey Wright no Round 1, eliminou o local Joel Parkinson, o norte-americano Kanoa Igarashi e o tahitiano Michel Bourez. Fazer semifinal já no primeiro evento na elite foi um grande feito desses dois novatos que começaram o ano já concorrendo ao Rookie of the Year.


SEMI

Na primeira bateria da semi, o australiano Adrian Buchan venceu Tomas Hermes. Adoraria dizer isso com mais verdade, mas essa foi uma das tantas baterias de julgamento polêmico. Adrian Buchan venceu, mas muita gente acha que nem ele e nem o julgamento convenceram. O heat analyzer está lá para quem quiser ver.


A verdade é que surfistas estreantes muitas vezes são cruelmente julgados e coisas como essa acontecem. Também diria que é verdade que ondas maiores, independente se foram melhores surfadas, ganham pontuações proporcionalmente infladas, como se a linha de surf valesse mais do que o tamanho da onda.

Na segunda semi Julian Wilson venceu Griffin Colapinto surfando mais do que o novato e começou o ano com uma final




FINAL

A final começou com uma onda excelente de Julian Wilson que pegou um tubão, marcou 9.93 e garantiu a metade da bateria. Uma onda menor e um 7.50 garantiram a vitória já na metade da bateria.  Adrian Buchan bem que lutou, mas as ondas não estavam fáceis. Na metade do confronto conseguiu um 6.50 e no finalzinho da bateria um 8.60. Julian venceu o primeiro evento do ano, venceu pela primeira vez na Austrália, venceu vindo de lesão séria no ombro e venceu poucos dias depois do nascimento da sua filha. Nada mal para o australiano.



Adrian Buchan e Julian Wilson chegaram às finais do evento sem estarem entre os grandes nomes do campeonato. Ambos são excelentes surfistas, ótimos competidores e atletas muito constantes, mas verdade seja dita, muita gente surfou melhor do que eles nesse evento e isso, claro, mexeu com os ânimos da galera na web. Se a WSL mudou seu head judge para dar uma nova cara ao julgamento, não sei se conseguiu. Os critérios parece que estão sendo mais levados a sério e fazer high scores aparentemente ficou mais difícil, mas muita gente discordou de alguns julgamentos.

Mesmo com swell, mesmo com ondas longas, mesmo com muita gente boa e tantas caras novas, o evento todo foi morno. Foram raros os momentos de brilho em um evento que era para ser de alta performance nas ondas. E verdade seja dita, Fanning e Parko, mesmo tiozinhos, deram aula em casa. Não será fácil para a Austrália substituir esses dois e não será nada fácil para a nova geração surfar no mesmo nível desses dois. Mas se esses dois deram aula, ninguém surfou mais do que os brasileiros. Filipe Toledo e Gabriel Medina não competiram bem mas surfaram muito acima da média enquanto Michael Rodrigues e Tomas Hermes pareciam locais de Snapper Rocks. Nenhum deles chegou a final, mas tenho certeza de que o surf desses caras impressionou muito mais do que o surf dos finalistas. Coisas de campeonato.


Entre as meninas a final aconteceu entre a norte-americana Lakey Peterson e a australiana Keely Andrew. Ver as meninas competindo em Kirra foi legal demais e a norte-americana venceu a disputa por 15.67 a 5.67.





OS BRASILEIROS NA COMPETIÇÃO

ADRIANO DE SOUZA

Adriano de Souza é um competidor nato. Um soldado obstinado e dedicado, não à toa é um campeão mundial.

Mineiro estreou contra Adrian Buchan (AUS) e Willian Cardoso (BRA) em uma bateria com poucas ondas boas, passou a bateria toda esperando uma onda boa que só veio no final do confronto. No Round 2 Mineiro eliminou Ian Gouveia fazendo uma boa bateria. Saiu na frente, manteve um ritmo forte durante todo o confronto e mostrou repertório, vontade e uma ótima leitura de onda.  No Round 3 Mineiro enfrentou Wade Carmichael, passou a bateria toda lutando e na última onda fez uma virada espetacular em cima do australiano. No Round 4 Mineiro enfrentou Michael Rodrigues e Michel Bourez. Mineiro surfou bem, mas acabou ficando em 3º em uma bateria onde o julgamento foi bastante questionado.

Adriano começou o ano com uma 9ª colocação, é sempre um candidato real para vencer as etapas. Às vezes parece que ele tem vontade demais e isso o atrapalha. Em Bells é um dos favoritos.


CAIO IBELLI

Caio Ibelli é um surfista talentoso e muito dedicado. Esse ano caio recebeu uma proposta da Slater Designs, quebrou o contrato de exclusividade com o Xanadu e começou o ano competindo com pranchas novas.  

Na primeira bateria do evento contra Owen Wright (AUS) e Ezekiel Lau (HAW), passou a bateria toda literalmente boiando. As condições do mar estavam bastante difíceis e Caio finalizou a bateria na 2ª colocação mais por interferência do Zeke Lau do que pelo surf que ele conseguiu apresentar.  No Round 2 Caio Ibelli enfrentou Willian Cardoso, dessa vez surfou bem, mostrou um surfou bem forte e consistente, mas o Panda surfou muito. 

2018 começou com um descarte e um amargo 25º. Muito pouco para um garoto com um surf tão consistente. Agora é ir pra Bells mais focado e com mais sorte.

FILIPE TOLEDO

Filipe Toledo é uma estrela de raro talento. É fácil o surfista mais rápido do mundo hoje e voa como poucos. Filipe tem o equilíbrio quase perfeito entre vontade e frieza competitiva e é um dos sérios candidatos ao título esse ano.

No Round 1 Filipe estreou contra o brasileiro Tomas Hermes e o Frederico Moraes (PRT), fez a melhor onda do dia, a maior somatória do dia e simplesmente sobrou na bateria. No Round 3 Filipe Toledo venceu o brasileiro Italo Ferreira em uma bateria que poderia ter sido a final do evento. Surf de altíssimo nível. No Round 4 Filipe Toledo enfrentou os australianos Mikey Wright e ace buchan e simplesmente atropelou todo mundo. Nas quartas de final Filipe Toledo enfrentou Tomas Hermes nas ondas de Kirra e simplesmente não conseguiu se conectar com as ondas.

Filipinho começou o ano com uma 5ª colocação, não foi ruim, mas vale a pena repetir: ninguém surfou como ele em toda a competição. Em Bells? Grandes chances.




GABRIEL MEDINA

Gabriel Medina é o talento em pessoa. Quando ele resolve que quer não tem quem o pare. Surfe de campeão mundial. 

No Round 1 Medina estreou contra Italo Ferreira (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA) e sua primeira participação no ano foi com uma interferência em cima do italiano. Medina surfou muito bem sua primeira onda, mas acabou pagando caro pela falta de inteligência. No Round 2 Gabriel Medina pegou novamente Leonardo Fioravanti e dessa vez atropelou o italiano. No Round 3 Medina enfrentou o australiano Mikey Wright, passou a bateria toda levando uma escovada e não mostrou nem a metade do que esperávamos dele. Acabou eliminado no Round 3 e começou o ano com uma 13ª colocação. Muito pouco para quem vinha mostrando um surf tão forte.

Medina tem um talento monstruoso e pode facilmente empilhar alguns títulos mundiais, mas nem sempre é inteligente em suas baterias.  Vai pra Bells sabendo que já tem um primeiro descarte. P.S. - Não seria o caso de procurar um técnico de verdade?

IAN GOUVEIA

Ian Gouveia é o nosso mini-Occy. O pequeno caçula dos Gouveia cresce quando o mar sobe, tem manobras fortes e uma vibe incrivelmente boa.

No Round 1 Ian Gouveia estreou contra Julian Wilson (AUS) e Joan Duru (FRA), não encontrou boas ondas na bateria, não surfou bem e terminou o confronto na terceira colocação. No Round 2 Ian surfou contra Adriano de Souza pelo tudo ou nada,  surfou bem forte, lutou e quase virou a bateria no final do confronto, mas a leitura de onda do Mineiro fez a diferença.

Começar o ano com uma 25ª colocação certamente não era o seu objetivo. Agora é ajustar o foco e correr atrás do prejuízo em Bells


ITALO FERREIRA

Italo Ferreira é um surfista rápido, forte, confiante e sempre entra na água para vencer e não raro atropela seus adversários. Seu surf é agressivo, radical e muito veloz.

No Round 1 Italo estreou contra Gabriel Medina (BRA) e Leonardo Fioravanti (ITA), mostrou o melhor surfe do dia e garantiu a primeira vitória brasileira na competição. No round 3 Italo Ferreira e Filipe Toledo fizeram um grande confronto (bem melhor que o da final), Filipe levou a melhor e Italo se despediu cedo demais da competição.

Italo começou o ano com um 13º justamente em uma das ondas que mais favorecia o seu surf. Em Bells Italo é um forte candidato. Tem surfe de backside de sobra.



JESSE MENDES

Jesse Mendes chegou a elite mundial já pronto. Surfista afiado, competitivo e muito radical.

No Round 1 Jesse Mendes enfrentaria Kelly Slater (USA) e Mick Fanning (AUS), mas Slater não compareceu ao evento e Jesse estreou no tour fazendo a única bateria homem-a-homem do Round 1 contra o local hero e tricampeão mundial Mick Fanning. Jesse bem que tentou, mas o australiano escolheu as melhores ondas, surfou melhor e levou a bateria. No Round 2 Jesse enfrentou Wade Carmichael, começou surfando bem vertical e levou a melhor na primeira troca de onda. Ficou faltando uma segunda onda boa para o brasileiro que perdeu para um adversário que definitivamente surfou pior do que ele.

Estrear na elite mundial com uma 25ª colocação é aquela coisa, ou você foca, ou cai fora. E o primeiro descarte você já tem. Em Bells Jesse deveria surfar um pouco mais tranquilo e sem tantos erros. Surfe e experiência definitivamente não lhe faltam.



MICHAEL RODRIGUES

Michael Rodrigues é um novato no tour, mas como dizem, chegou chegando. Rápido, ousado, radical e bom competidor.

O cearense Michael Rodrigues estreou no tour surfando contra Matt Wilkinson (AUS) e Michel Bourez (PYF), não encontrou boas ondas na bateria e finalizou na 2ª colocação. No Round 2 o cearense pegou o havaiano Sebastian Zietz, surfou e competiu muito bem e fez a mala do havaiano. Mostrou velocidade, mostrou radicalismo e avançou para o round 3 com certa facilidade. No Round 4 eliminou Jordy Smith em uma bateria bastante disputada. No Round 4 Michael Rodrigues enfrentou Mineiro e Michel Bourez, foi um dos melhores surfistas da bateria, mas os juízes deram a vitória ao tahitiano. Nas quartas de final Michael Rodrigues pegou o australiano Julian Wilson, que surfou melhor e venceu a bateria. Os juízes foram bem generosos ao digitar as notas do australiano, mas ele realmente venceu a bateria.

Quartas de final em seu primeiro evento na elite é para poucos. Snapper Rocks é uma onda especialmente boa para o surfe de Michael Rodrigues e ele aproveitou a chance para conquistar importantes pontos. Se encaixar seu surf nas ondas de Bells tem grandes chances de sair da perna australiana com o ano pelo menos encaminhado.


TOMAS HERMES

Tomas Hermes é um estreante no tour. Inteligente, habilidoso e cheio de cartas na manga.

O novato Tomas Hermes estreou no tour contra Filipe Toledo (BRA) e Frederico Moraes (PRT). Ele  bem que tentou, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Tomas enfrentou o francês Joan Duru e surfou como se estivesse em casa. Leu muito bem as ondas, surfou com comprometimento e com inteligência, só não mostrou muito radicalismo. No Round 3 Tomas Hermes eliminou o norte americano Kolohe Andino surfando com muita facilidade. No Round 4, Tomas surfou contra Mick Fanning e Owen Wright, dois mestres nessa onda. Owen fez uma bateria inspiradíssimo e sinceramente não teve adversários. Tomas lutou muito, surfou forte, leu bem as ondas, competiu muito bem e eliminou o Mick Fanning da disputa. Uma belissima bateria para o brasileiro. Nas quartas de final Tomas Hermes enfrentou Filipe Toledo, o melhor surfista do evento até então, e venceu o confronto. Na semi Tomas enfrentou o aussie Adrian Buchan. As ondas estavam difíceis e Tomas surfou bem. Adrian Buchan venceu o confronto e foi para a final, mas não convenceu. O Heat Analyzer está lá para quem quiser ver.

Tomas começou o ano de maneira espetacular. Apostando no tabalho do shaper brasileiro Xanadu, fez semifinal no primeiro evento da elite é mais do que qualquer um poderia sonhar, inclusive o próprio Tomas. Snapper Rocks é uma onda que favorece o seu surf e ele aproveitou como ninguém. Rumo a Bells feliz da vida e sabendo que pode garantir ali um ano um pouco mais tranquilo.


WILLIAN CARDOSO

Willian Cardoso é um surfista forte, determinado e um bom competidor.
Willian estreou no CT contra Adrian Buchan (AUS) e Adriano de Souza (BRA). Enquanto o Mineiro e o Ace boiaram muito, o Panda aproveitou para surfar, manobrou bem forte, mas não encontrou as melhores ondas da bateria.  No Round 2 Willian enfrentou Caio Ibelli em uma bateria super disputada. O Panda surfou muito forte, escolheu as maiores ondas e conseguiu a virada no último minuto da bateria. No Round 3 Willian pegou o australiano Owen Wright, parecia um pouco de nervoso, não escolheu bem suas ondas nem encaixou suas manobras com tanta pressão e perdeu a bateria para um experiente Owen Wright.

Willian é um cara que pode surpreender em Bells. Surfe forte ele tem.





YAGO DORA

Yago Dora é um dos surfistas mais talentosos da nova geração brasileira. Rápido, radical e estiloso. Um surfista no meio de muitos atletas.

No Round 1 Yago Dora estreou na elite contra Jeremy Flores (FRA) e Joel Parkinson (AUS), surfou algumas boas ondas, mas acabou na terceira colocação. No Round 2 Yago enfrentou o norte-americano Conner Coffin em uma bateria com poucas ondas boas, não conseguiu mostrou seu melhor surf e o americano venceu o confronto surfando as melhores ondas da bateria.


Começar o ano com um 25º é começar o ano já com um descarte. Yago tem talento de sobra e pode surpreender em muitas etapas, mas precisa competir bem. 2018 será um ano de muito aprendizado.

19 de abril de 2016

FECHANDO O VERÃO



Março é o melhor mês. Essa frase é tão repetida no sul do Brasil que é quase um mantra entre o pessoal que vive na praia. Em março tem todo aquele clima gostoso do verão, a água ainda é quente, as praias e os picos ficam mais vazios e as cidades litorâneas começam a voltar ao seu ritmo natural. Outra coisa muito boa do mês de março é que as ondas sempre aparecem.

A matéria completa com seis galerias de fotos está publicada em nosso site: http://surfonline.com.br/news/freesurf/2016/04/aguas-e-ondas-de-marco/

16 de julho de 2015

PIGEONHOLED


Filmado em 4k com as famosas cameras RED, o curta PIGEONHOLED mostra o surfista australiano Josh Kerr relaxando nas ondinhas do Mexico entre uma etapa e outra do circuito mundial. Esse video faz parte do projeto REDirect Surf, uma competição de videos organizada pela Surfer Magazine e pelas cameras RED. Onze curtas foram escolhidos para ver quem consegue criar o filme mais original do ano em uma espécie de celebração a atividade do filmmaker. Para entender melhor o Projeto REDirect clique aqui.


OZZY WRONG



VEJA O VIDEO AQUI:

O SUPER SURF ESTÁ DE VOLTA E AO VIVO!


O Circuito Brasileiro de Surfe Profissional está de volta. E a primeira etapa está acontecendo na praia de Maresias, São Sebastião, São Paulo.
O surfe brasileiro agradece. Menos as meninas, que ficaram de fora do circuito brasileiro (?!?)
O evento está sendo transmitido ao vivo no site oficial do SuperSurf

23 de abril de 2015

Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e lidera o ranking mundial


Adriano de Souza vence o Margaret River Pro e é o lider isolado (e com folga) do ranking mundial da @WSL. E o melhor, campeão derrotando Kelly Slater, Taj Burrow e John John Florence no evento que teve as melhores ondas do ano! 
Veja a reportagem completa aqui: http://surfonline.com.br/news/competicoes/2015/04/adriano-de-souza-vence-o-margaret-river-pro-e-lidera-o-ranking-mundial/

9 de abril de 2015

Baforadas





The Best surfers in the Best waves
Duas etapas já aconteceram no principal circuito mundial da World Surf League, ambas na Austrália. Uma na Gold Coast e outra em Bells. Duas etapas muito boas para os surfistas brasileiros, mas terríveis se formos analisar a qualidade das ondas. Os mais críticos dizem que estão escolhendo mal as ondas de abertura do circuito. Os mais místicos poderiam dizer que Netuno está contra a WSL. Independente da análise, o slogan “The Best surfers in the Best waves” até o momento parece uma daquelas propagandas enganosas.
small waves

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Globo e você, alguma coisa a ver?
A World Surf League anunciou essa semana uma parceria de transmissão por vários anos com a Globosat do Brasil, um acordo que pelo menos na teoria pode levar o surf a 50 milhões de telespectadores brasileiros. Como naquela máxima que diz que “quando o filho fica bonito, todo mundo quer ser o pais da criança”, a Globo aproveita o embalo do surf no Brasil com o título mundial mundial de Gabriel Medina em 2014 e com a atual liderança de Filipe Toledo no ranking mundial para garantir os direitos de transmissão no país. Como se trata da Globo, na internet há muito mais gente reclamando do oportunismo desta emissora do que elogiando a parceria. Pelo que ficamos sabendo, o mais provável que aconteça é que os canais Globosat não tem espaço em suas grades de programação e que eles repassariam os direitos para a ESPN, que é quem já vem transmitindo o surf com excelência há um bom tempo. Uma coisa é certa, a Globosat investiu uma boa grana na WSL, que pela primeira vez esse ano vê algum retorno financeiro em seu circuito. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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Rebel Tour ou Equal Tour?
Em 2010 o trio composto por Kelly Slater, seu empresário Terry Hardy e o ex-promotor de boxe Mat Tinley, tentou implantar o Rebel Tour, um circuito “rebelde” paralelo, composto pelos melhores 16 surfistas do mundo e realizado em ondas especiais. Era uma resposta de Slater e sua turma para o então circuito mundial, que  na época estava um pouco chato, desgastado e absolutamente controlado pelas três grandes marcas do esporte (Quiksilver, Billabong e Rip Curl). A ESPN faria o televisionamento, a premiação iria aumentar e o Rebel Tour seria o dono dos direitos de transmissão em vez das marcas patrocinadoras. Não fosse o Andy Irons, que na época mobilizou a maioria dos surfistas contra o "circuito do Kelly", a turma do Rebel Tour teria conseguido implementar o seu plano. pois bem, o tempo passou , Andy já não está mais entre nós e os tempos mudaram. O que vemos hoje na WSL é exatamente o Rebel Tour, afinal tem o Terry Hardy, tem um promotor esportivo (Paul Speaker) e tem os mesmos conceitos do antigo Rebel tour. Mas o que realmente mudou? Nada. A exemplo do que acontece na política tradicional, quando a oposição vira situação descobre que as coisas na verdade não são nada fáceis. As ondas perfeitas ainda não apareceram, os campeonatos continuam com um formato desgastado e chato e se continua buscando um patrocínio que traga lucros para a entidade (que nem é mais uma entidade, mas uma empresa privada). Sem falar que o tal circuito empolgante e midiático continua sendo o mesmo e desgastado circuito mundial da ASP.  E há quem diga que o circuito hoje está ainda masi chato.
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Alejo Muniz dentro da etapa de Margaret River
Enfim uma notícia boa para um cara merecedor. O catarinense Alejo Muniz foi convidado para participar do Drug Aware Margaret River Pro,  a terceira etapa do circuito mundial da WSL, que acontece em Margaret River, Austrália, de 15 a 26 de abril. Atual número 2 do QS, Alejo terá uma chance de novamente competir entre a elite e de conquistar valiosos pontos nesea etapa.
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O “dono” do surf mundial é também um poluidor dos mares?
O site Beachgrit.com (aquele que publica o que a mídia convencional não publica) foi quem fez a denúncia: Dirk Ziff, o milionário que atualmente é o “dono” da WSL, também é dono de uma concessão de óleo em Queensland que trará grandes danos a Grande Barreira de Corais e à vida marinha naquele importante santuário ecológico. O que ninguém entende (pelo menos nós surfistas) é como pode o maior investidor do surf mundial ser ao mesmo tempo o financiador de um esporte ecológico, saudável e que precisa da saúde das praias para continuar existindo e ao mesmo tempo um terrorista ecológico
Fontes: http://beachgrit.com/is-the-owner-of-wsl-an-ecological-terrorist/ e http://www.thefreeridevoice.com/2015/04/03/raw-and-the-cooked-the-goose-is-served-sir/
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A propósito, a WSL retirou suas transmissões do player do Youtube em passou a usar o Player do Akamai para esconder seus baixos números de audiência?

Faning vence em Bells e divide a liderança do ranking com Filipe Toledo


O australiano Mick Fanning venceu o brasileiro Adriano de Souza na grande final do Rip Curl Pro Bells Beach, realizada agora há pouco na mítica onda de Bells Beach, Austrália.
Mineiro e Fanning fizeram uma grande campanha em Bells, ambos estavam bem sintonizados  com as difíceis condições do mar e realmente mereceram as duas vagas na grande final. A bateria foi super disputada e o confronto terminou empatado, com a vitória do australiano no desempate. O resultado para muitos foi polêmico, principalmente quando Adriano de Souza precisava de 7.78 para virar o resultado, fez 6 manobras em uma onda e ganhou 7.77 uma nota que talvez convenientemente dava o empatemas que não dava a virada da bateria para o brasileiro.  Polêmicas a parte, Fanning venceu a competição, conquistou o tetra-campeonato em Bells (empatado com Slater) e agora está empatado com Filipe Toledo na liderança do ranking mundial.

5 de março de 2015

ROXY PRO - AO VIVO


Está rolando ao vivo o Roxy Pro Gold Coast, a primeira etapa do circuito mundial feminino pela World Surf League. Direto de Snapper Rocks, Gold Coast, Australia.

Confira ao vivo aqui:
http://www.worldsurfleague.com/events/2015/wct/1208/roxy-pro-gold-coast

27 de fevereiro de 2015

AO VIVO - QUIKSILVER PRO GOLD COAST


Começou nessa sexta-feira, o Quiksilver Pro Gold Coast, 1ª etapa do Championship da World Surf League. As ondas nesse primeiro dia estavam pequenas, de meio a um metro, mas bem surfáveis.

Confira a matéria completa aqui: http://surfonline.com.br/sem-categoria/2015/02/ao-vivo-quiksilver-pro-gold-coast/

Assista o evento ao vivo aqui: http://www.worldsurfleague.com/events/2015/mct/1207/quiksilver-pro-gold-coast/live

10 de fevereiro de 2015

AO VIVO! Australian Open of Surfing



Está rolando ao vivo, direto de Manly Beach, Austrália, o Australian Open of Surfing, etapa de nível 6000 do circuito Qualifying Series da World Surfing League. 

Leia a matéria completa aqui:
http://surfonline.com.br/news/competicoes/2015/02/ao-vivo-2015-australian-open-surfing/


Assista ao vivo, direto pelo site da World Surfing League: http://www.australianopenofsurfing.com/2015/live

6 de fevereiro de 2015

AIRWAVE – O primeiro reef artificial eco-friendly do mundo?


O australiano Troy Bottegal pode ter inventado o primeiro reef eco-friendly do mundo criado para gerar ondas surfáveis. Mesmo não sendo ele um cientista, seu projeto é simples, inovador e, se funcionar, promete ser a salvação de muito surfista mundo afora.

Leia a matéria completa aqui: 
http://surfonline.com.br/news/gerais/2015/02/airwave-o-primeiro-reef-artificial-eco-friendly-mundo/